quarta-feira, 31 de agosto de 2011

HÁ ELITES EM PORTUGAL?









Se
por elite entendermos um grupo que pela inteligência, capacidade de
realização e liderança se impõe naturalmente aos demais; então, olhando
para a sociedade portuguesa, chegamos à conclusão que tal elite jamais
existiu. O clero foi sempre fraco, a aristocracia muito pouco nobre, a
alta burocracia/ nobreza togada avessa à selecção pelo mérito, a
universidade provinciana e triste, os militares uns fulanos sem pingo de
testa. Depois, abaixo, o povo, o povinho e o povão. Não, em Portugal
nunca houve elite, mas houve líderanças fortes: líderes militares,
líderes religiosos, líderes artísticos, líderes políticos. O grande
vazio da sociedade portuguesa é esse: não há autoridade e, assim, as
não-elites (povo, povinho, povão) ocupam os lugares, brincam às elites
mas não sabem mandar, confundem tudo e inventam abstrações que desculpam
a incompetência e, sobretudo, a incapacidade de se fazerem obedecer.




Portugal
precisa, urgentemente, de gente que saiba ordenar e o povo português
precisa de um banho Maria de autoridade. Sem isso, a coisa continuará
como está, ingovernável.








S.A.R., DOM DUARTE EM CASCAIS COM O JOÃOZINHO











 


O
que É ou o que representa o "Joãozinho": o Hospital São João (Porto)
celebrou a comemoração dos seus 50 Anos, em Junho de 2009.


 


Sustentado
na confiança que representa como Hospital e Hospital Universitário,
lançou um desafio à sociedade civil: Construir uma Ala Pediátrica
completamente financiada pelo dinheiro das pessoas quer a nível
individual ou empresarial.


 


Cada
vez mais a sociedade civil tem de ser chamada a assumir
responsabilidades públicas para defesa dos interesses de Todos,...nada
melhor que um Projecto que quer dar Saúde aos intervenientes do
Futuro,...estar doente, a limitação física em nada pode limitar o
desenvolvimento intelectual dos Nossos Meninos,...pode até ser uma
janela de oportunidade, para as Crianças e as suas famílias.








 


A
idade pediátrica, hoje vai até aos 18 anos. Além da parte clínica e da
parte hoteleira que permitirá às famílias permanecer com o conforto
necessário, aponta ainda para a formação de quem está a crescer,...hoje e
cada vez mais há meninos que fazem internamentos de longa duração e
recorrentes. A Nova Ala Pediátrica, terá escola integrada e creche, um
espaço de Ciência Viva (que fará parte do roteiro dos museus da cidade
do Porto) onde crianças saudáveis podem ter aulas com Meninos
internados,...um jardim para ser "cultivado",pelos meninos e toda uma
parte lúdica tão necessária ao crescimento saudável!


 


A Base do edifício já está construída, (urgência e cuidados intensivos da pediatria).


 




 


Este
ano foi dedicado à divulgação do Projecto e à formação da Comissão de
Honra da qual é presidente a (...) fazendo parte da comissão de honra,
SAR Dona Isabel de Bragança e Margarida Uva. Fazem parte ainda 3
crianças, o Jaime, a Maria Álvaro e Maria João.


 


O
"Joãozinho" já está a cumprir o seu pequeno papel de uma nova
esperança, para muitas das crianças que são tratadas em S Tomé ou Guiné,
e na impossibilidade disso, serem transportadas para o Hospital São
João (a expensas do Hospital).


 


Ainda
recentemente, a Fundação Nelson Mandela, escolheu o Projecto Português
“Um Lugar pró Joãozinho” como projecto inspirador, tendo nos seus
ideais, ideais comuns.






 


O
Senhor José Figueiredo, paciente do Hospital São João, resolveu
agradecer ao Hospital a forma como tem sido tratado e resolveu ajudar a
promover o projecto “Um Lugar pró Joãozinho”, fazendo de bicicleta a
Costa Portuguesa de Caminha a Vila Real de Santo António,(1700km).


 


À
sua passagem por Cascais, foi com enorme gosto que me associei a esta
iniciativa, recebendo o "Joãozinho", S.A.R., O Duque de Bragança, a Dra
Ana Principe do HSJ e, naturalmente, o José Figueiredo, cujo altruísmo
dispensa mais comentários e nos faz continuar a acreditar na
solidariedade humana como valor fundamental da nossa sociedade.


Texto de Carlos Carreira (Facebook)








D. MANUEL II NA VILA DA FEIRA E TERRAS DE SANTA MARIA






23 de Novembro de 1908



D. Manuel II esteve em Santa Maria da Feira na inauguração do “Vouguinha”




O troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis foi inaugurado em 23 de
Novembro de 1908, sendo considerado na altura um factor preponderante
para a aproximação dos núcleos urbanos que englobam Oliveira de Azeméis,
S. João da Madeira e Santa Maria da Feira.




Segundo o “Correio da Feira”, de 28 de Novembro de 1908, “cerca de
20.000 pessoas acorreram à Vila da Feira para aplaudir El-Rei D. Manuel
II, na inauguração do troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis, da
Linha do Vale do Vouga”.




“Sua Majestade tinha saído de Espinho, sob um sol escaldante e cerca
das 12:30 horas, depois de um almoço festivo no salão Nobre da
Assembleia de Espinho”, refere-se na “Monografia do Vale do Vouga”, que
cita o “Correio da Feira”.




Atravessando ainda hoje paisagens únicas, do mar à serra, de Espinho e
de Aveiro a Sernada do Vouga, a linha foi inaugurada por D. Manuel II
durante a apoteótica viagem que fez ao Norte, pouco depois do regicídio.




Com a República, o comboio chegou a Viseu, em 1914, e foi durante
décadas factor determinante da economia serrana, nomeadamente no
escoamento do minério que era extraído em Sever do Vouga, no transporte
de pessoas e no comércio de produtos de vária índole.




Nos finais do Estado Novo, o “Vouguinha” foi “condenado a circulação
suspensa”, por crime de fogo posto: dizia-se que as suas máquinas, então
a vapor, é que pegavam fogo à floresta.




O 25 de Abril trouxe o “poder popular” à rua e a linha foi
parcialmente aberta, já sem o troço de Sernada a Viseu, valendo-lhe a
conquista o epíteto de “comboio do povo”, mas de então para cá o seu
encerramento foi várias vezes equacionado numa lógica pouco social de
viabilidade.



Pesquisa de Luís Miguel Henriques, nº 12, 6ºF




Fonte :P essoa




terça-feira, 30 de agosto de 2011

O UNIVERSALISMO DA DEMOCRACIA REAL









Muito se tem lido comentários monárquicos
que procuram colar o Projecto Democracia Real a uma determinada
ideologia política, e de facto, é caso para dizer, que não perceberam
ainda nada onde se pretende chegar!





Desde quando uma Democracia Real tem que
ser de direita? Desde quando uma Democracia Real tem que ser de
esquerda? Desde quando uma Democracia Real tem que ser do centro?





No fundo, desde quando, a Democracia
Real, tem que pertencer a um dos “clubes ideológicos”? Se pertencesse a
um desses “clubes”, nunca seria isenta, democrática, pluralista e
universal!





A Democracia Real é e só pode ser
Universal em termos ideológicos. Mas não nega, nem pode fazê-lo, as suas
raízes dentro do País na qual se pretende implementar. Assim sendo,
sendo Portugal uma Nação com raízes Cristãs, é natural, que se siga, sem
vergonhas ou medos, o Caminho Cristão, da Paz, do Respeito entre os
Homens, não importa a sua Religião e Ideologia Político-Partidária, da
Tolerância, contra os extremismos que devem envergonhar qualquer
sociedade democrática digna desse nome.





Assim sendo, a Democracia Real, que se pretende para Portugal só pode ser Universal.





Universal na Política;





Universal na Religião;





Colocando-as separadas, cada uma delas
com a sua Missão, o que não significa que um Político, não tenha que ser
Tolerante e procurar a Felicidade do seu Povo.





Quanto ao Rei, deve ser o símbolo vivo da
Nação na qual e pela qual foi Aclamado, jurando fidelidade à
Constituição aprovada pelos representantes do Povo e referendada e
apoiada pelo mesmo Povo.





Numa Democracia Real, o Povo é o
Soberano, por excelência, que delega no Parlamento o seu Poder
Representativo para a gestão da república.





Numa Democracia Real, o Rei, recebe do
seu Povo, o Ceptro e o Manto Real, depois de Jurar a Constituição. A
Coroa, pertence à Rainha Protectora do Reino de Portugal, Nossa Senhora
da Conceição, pela Tradição Histórica e Secular do Reino de Portugal.
Não caberá ao Rei usar a Coroa, mas esta deverá estar sempre presente na
Aclamação, porque o Rei é, por um lado, pela Graça de Deus, mas também
por Aclamação do Povo, de acordo com a Tradição da Monarquia Portuguesa
que todo o Português terá que respeitar e perceber o grande significado
simbólico de tal acto que na nossa História se chamou de Alçamento,
Alevantamento e Aclamação.





A Democracia Real que se quer implementar
em Portugal, tem como principio o respeito pelas Identidades Europeias
em nome de uma União dos Povos pela Paz e Tolerância na Europa, mas
também, não se deve esquecer da História que deve ser a Guardiã Fiel,
que Portugal foi Império, e que a Língua Portuguesa é falada nos quatro
cantos do Mundo, pelo que deve também ter um papel forte a desempenhar
no quadro de um reforço da Lusofonia.





A Lusofonia é um espaço não só da mesma Língua, mas também das mesmas raízes Cristãs, legadas pelo Reino de Portugal.





Pelo que, enquadrando tudo num todo, este
Projecto de uma Democracia Real, enquadra-se perfeitamente, na
realidade Europeia, Lusófona e Portuguesa. E assim, se defende, no meu
entender, os interesses de Portugal no século XXI, no quadro de uma
Democracia Real – ou Monarquia Parlamentar e Democrática.





Finalmente, quem conhece o Senhor Dom
Duarte, Duque de Bragança, percebe perfeitamente, as fortes ligações que
tem seja a Portugal, sendo o Herdeiro da Monarquia Portuguesa, como
também, as ligações que tem por diversas razões à Europa, e também à
Lusofonia.





110 ANOS DE CARRO ELÉCTRICO EM LISBOA







Doodle evocativo do 110º aniversário do eléctrico lisboeta.




Foi na madrugada de 31 de Agosto de 1901, há precisamente 110 anos, que
entrou em funcionamento a primeira linha de carros eléctricos em Lisboa.
Servindo a zona ribeirinha da cidade, esta linha estendia-se entre o
Cais do Sodré e Ribamar (Algés). Segundo os relatos da época, a
inauguração desta linha de tracção eléctrica atraiu um vasto número de
pessoas, curiosas em testemunhar este importante melhoramento da nossa
capital e da sua rede de transportes públicos. O sucesso deste
empreendimento foi tal, que se acabou por proceder à electrificação
total das linhas até meados de 1905, levando ao desaparecimento naquela
cidade dos célebres "americanos" de tracção animal. 


 


Aliando a elegância à comodidade oferecida pelo novo serviço aos
passageiros, a introdução dos chamados eléctricos constituiu um
importante factor de modernidade, moldando a própria imagem e alma da
cidade, acabando por transformar-se num autêntico ex-líbris móvel da
capital portuguesa, passando os velhos "amarelos" a figurar
iconograficamente nos postais e fotografias responsáveis pela propaganda
turística da cidade de Lisboa.


 


Atenta a esta efeméride, o motor de busca Google
resolveu lembrar esta data, substituindo, durante o dia de hoje, a sua
tradicional imagem por um doodle comemorativo do início de actividade
deste célebre meio de transporte.






GALEOTAS REAIS















































Majestosamente decoradas, as galeotas reais são
embarcações de uma beleza rara e única em toda a história da Marinha
Portuguesa. Construídas com linhas elegantes e de enormes dimensões,
estas embarcações, movidas a remos, destinaram-se, ao longo dos tempos,
a transportar os membros da família real e as mais altas
individualidades da diplomacia internacional.





Suscitando um
verdadeiro espectáculo de excelência e sumptuosidade, as galeotas reais
adornavam as águas do estuário do Tejo, desempenhando, na perfeição, o
papel de anfitrião dos monarcas e dilpomatas que nos visitavam.




Embora a história nos relate a existência, desde
sempre, de embarcações engalanadas para a condução dos nossos
soberanos, é difícil identificar a sua primeira utilização. Sabe-se,
porém, que antes da construção da primeira galeota, nos primórdios da
monarquia, o transporte da realeza era feito a bordo de embarcações,
aparentemente vulgares, que depois de ricamente decoradas, cumpriam
esta nobre função.






Marcando presença em cerimónias de gala e
festejos reais, estas embarcações testemunharam diversos momentos
históricos, nomeadamente a celebração de casamentos reais, a
comemoração de vitórias e o enaltecimento de figuras públicas.






Vários são os episódios passados a bordo
destas embarcações, como o encontro ocorrido em pleno rio Tejo, em
1383, entre o rei D. Fernando e D. Henrique de Castela, que celebrou a
paz entre os dois reinos ibéricos. Conta-se, igualmente, que D. Manuel
utilizava as galeotas para dar despacho aos assuntos públicos, enquanto
se passeava pelo rio. Terá sido a bordo de uma galeota real que D.
Beatriz seguiu, em 1521, para a nau «Santa Catarina do Monte Sinai», na
qual se transportava semelhante embarcação, destinada a fazer o
desembarque da princesa. Na viagem que fez para Lisboa, por ocasião do
seu casamento com D. João, vinda de Espanha, D. Joana de Áustria é
recebida pela Corte portuguesa numa esplenderosa e rica galeota.
Posteriormente, D.Sebastião, seu filho, terá utilizado estas
embarcações para se deslocar até às naus que o transportaram às praças
do Norte de África, nomeadamente a Alcácer Quibir.






O período de governação filipina marcou a
ausência das galeotas na paisagem fluvial, agora repleta de galés
espanholas. Só em 1662 voltaram a descer às águas do Tejo, preparadas
para embelezar mais uma cerimónia de casamento. Uma deslumbrante e
colorida falua real, protagonizou o transporte de D. Catarina de
Bragança até à nau-almirante da esquadra inglesa, que a conduziu a
Londres, onde contraiu matrimónio com D. Carlos II de Inglaterra.
Contudo, a presença de Filipe III, reforçou a imponência na construção
das embarcações reais. Assim, foi em 1666 que se construiu o primeiro
bergantim português.






Apesar da extraordinária e atribulada
história vivida por estas embarcações, a documentação a ela referente é
bastante escassa. Considerado como o mais precioso e completo
documento alguma vez escrito sobre o assunto, o livro «Noções da
Legislação Naval Portuguesa», elaborado pelo cabo das galeotas reais
Manuel Pinto da Fonseca, constitui o verdadeiro repositório das memórias
destas peças náuticas.


 


Resta
acrescentar que para além da função de recreio, lazer e condução de
cerimónias de Estado, as embarcações régias, de um modo geral,
serviram, ainda, as componentes militar e científica, lideradas por
alguns monarcas portugueses. Falamos dos reis D. Luís – o primeiro rei
Oficial de Marinha – e D. Carlos – pioneiro e mentor dos trabalhos de
Oceanografia e Ictiologia em Portugal. Destaca-se, ainda, a presença de
embarcações reais em eventos náuticos de carácter desportivo.




Fotos: Mónica Franco




FREI FERNANDO VENTURA NA RTPN



DIANA DE CADAVAL A ESPERA DO PRIMEIRO BEBÉ






Un premier bébé pour le
duc et la duchesse d'Anjou. Le Prince et la Princesse Charles-Philippe d'Orléans
ont la joie de vous annoncer cet heureux événement, attendu pour fin février
2012.




Fonte: Facebook 





A First Baby for the Duke and Duchess d'Anjou








Their Royal Highnesses the Duke and Duchess d'Anjou announced on his
website that they are expecting their first child. The birth is
anticipated for February 2012.



Prince Charles Philippe d'Orléans is the eldest son of Prince Michel of
France, Count d'Evreux, and of the former Beatrice Pasquier de
Franclieu. Prince Michel is one of the eleven children of the late Count
and Countess of Paris. He has a twin brother, Prince Jacques, Duke
d'Orléans.



The father-to-be has two older sisters: Clotilde (b. 1968) married since
1993 to Edouard Crépy (b. 1969), and Adelaïde (b. 1971) married since
2002 to Pierre-Louis Dailly. The Duke d'Anjou also has a younger
brother, Prince François, well-known in Madrid and Paris.



Charles-Philippe (b. 1973) married at Evora, Portugal on 21 Jun 2008
Diana Alvares Pereira de Melo, Duquesa de Cadaval (b. 1978). The couple
is very active in myriad Catholic charities and maintains a busy social
life to boot.








http://www.ducdanjou.com/








segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FEDERALISTAS DÃO FINALMENTE A CARA




Ursula von der Leyen, ministra do Trabalho alemã







A
ministra do Trabalho alemã, a cristã-democrata Ursula von der Leyen,
considera que a crise da zona euro só pode ser superada fortalecendo a
união política do continente com a criação dos "Estados Unidos da
Europa".









"O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo
de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos
de América", afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista
alemã Der Spiegel.




Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar
questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e
económica, "aproveitando as vantagens da dimensão da Europa".




No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do
partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a
moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição
global.




Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da
Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de
Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses
empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que
detenham em empresas estatais.




Em declarações à televisão pública ARD, a governante - que é apontada
pela imprensa alemã como uma possivel sucessora de Angela Merkel -
argumentou que só assim esses Estados "continuarão a envidar esforços
para consolidar as finanças públicas".






 


Cá está a referência às reservas de ouro a que o Nuno várias vezes aqui aludiu. Os federalistas perderam finalmente a vergonha. Agora o combate é mais claro. Cá estaremos.





publicado por Pedro Quartin Graça


O FIM DE NÓS, TAL QUAL SOMOS E FOMOS











“As
únicas nações que têm futuro, as únicas que se podem chamar históricas,
são aquelas que sentem a importância e o valor das suas instituições e
que, por conseguinte, lhes dão apreço” - Tolstoi






Bem
se podia aplicar a frase de Tolstoi ao que se tem passado recentemente
(um recentemente que tem 35 anos…) com as Forças de Segurança e,
sobretudo, com as Forças Armadas. Mas não é sobre este tema específico
que vamos hoje, elaborar.






Comecemos com uma pergunta:
pode-se dizer, hoje em dia, que o Benfica é uma equipa “portuguesa”,
quando não apresenta um único jogador português, em campo? E sobre o
Beira-Mar, comprado, recentemente, por um empresário iraniano?








E
que dizer da selecção nacional que só pode ter jogadores nacionais, mas
a equipa técnica pode ser toda estrangeira? E vale fazer batota, indo
nacionalizar jogadores, à pressa, para os incluir no onze das Quinas.
Isto faz algum sentido? Pelos vistos faz…



há, em vários municípios europeus, autarcas que são emigrantes – não
naturalizados – nomeadamente em localidades onde a maioria é emigrante.
Ainda não chegou cá, mas é uma questão de tempo. Estaremos no bom
caminho?






Outro
dia, creio que no ano passado, surgiu a ideia do “Erasmus Militar” e
logo nos deslumbrámos, querendo estar na linha da frente, para o que até
se organizou um colóquio na Academia Militar, sobre o assunto. Os
responsáveis terão reflectido bem sobre o que isto quer dizer e suas
consequências? Aliás, ainda poucos saberão, mas o governo alemão
prepara-se para permitir que sargentos e oficiais de outros países da
NATO/UE possam candidatar-se (concorrer?) a desempenharem as mesmas
funções nas suas FAs. Qual o verdadeiro significado de tudo isto?
Exigirão reciprocidade?






O
actual Ministro da Economia, num livro que escreveu, põe a hipótese –
querendo ironizar, supõe-se – que a Madeira possa vir a ser
independente. Logo a ideia foi glosada por muitos, num estilo
irresponsável, como se tivessem a falar de ir beber um copo com os
amigos. O Dr. Jardim devia, também, meter a mão na consciência para
avaliar as responsabilidades que tem neste cartório.






Os exemplos multiplicam-se.






As
pessoas andam a viver tão depressa, são bombardeadas com tantos
assuntos, a complexidade da vida e das relações internacionais atingiu
tal ponto, que ninguém tem tempo para pensar, ou sequer quer. As
asneiras só poderão acumular-se! Mas, perguntarão, porque estarei, eu,
preocupado com tudo isto se já temos a “Troika” a mandar em nós?






Sim,
porque agora o Governo – aqueles que, “supostamente” foram eleitos por
nós – não presta contas ao Parlamento e ao PR – e se presta é igual ao
litro – mas sim à dita Troika.







é uma vergonha termos que pedir dinheiro emprestado no montante e no
modo como foi feito. Mas é vergonha maior, aceitarmos condições para que
esse empréstimo fosse feito, condições que implicavam não só, a
discriminação do que tínhamos que fazer, mas também os prazos que
tínhamos que cumprir e o tipo de fiscalização a que nos obrigavam a
submeter.






Por
mais voltas que possamos dar à imaginação isto só tem um nome: falta de
dignidade. Portámo-nos como vassalos medievos e assumimo-nos como
“escravos” modernaços!






E há, até, quem ache muito bem, alegando que nós não somos capazes de nos governar… Como se isso fosse uma razão aceitável!






Em
1928, última ocasião em que fomos confrontados com um cenário
semelhante – sendo então a Sociedade das Nações, quem fazia o papel, de
FMI e BCE – o governo português recusou a ignomínia. Parece que havia
gente com vergonha na cara…






Hoje em dia, constata-se que as pessoas desde que possam ir apanhar sol para o Algarve ficam na maior…






Na
sequência de tudo isto, os políticos em exercício, vão colocar todas as
jóias de família à venda a preços de saldo. Já começou com a trapalhada
mal contada do BPN e parece que só acabará na privatização da… água.
Adjectivar adequadamente semelhante acto obrigava-nos a incorrer no
Código Penal, pelo que espero que os leitores compreendam que o não
faça.






Pois é, tudo é negócio…






O
Estado Português está a deixar (há muito) de ser a expressão da Nação
politicamente organizada – definição clássica e correcta – para passar a
ser os “plutocratas organizados” em (no) Estado.






Nunca sairão de lá a bem. Nisso são iguais aos comunistas e afins.






Que São Nuno de Santa Maria nos acuda, pois quanto a vivos parece que estamos conversados.


 








PORTUGAL NA BALANÇA DA EUROPA E DO MUNDO














Em
1830, Almeida Garrett publicava em Londres uma das suas emblemáticas
obras de teor político, intitulada “Portugal na Balança da Europa – Do
que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do
mundo civilizado”. Dedicando-a à Nação Portuguesa, Almeida Garrett
principiou a sua obra afirmando que “É sem duvida a servidão o mais
insuportável dos males e o mais abominável dos flagícios: como nascidos
que somos para a liberdade, nossa própria natureza a ela repugna; a
existência se nos torna indiferente, e a morte que a termina lhe deve
ser preferível”.





Chegamos ao actual estado de coisas com a nossa liberdade cada vez mais
reduzida, obrigados à submissão para que nos seja possível sobreviver,
sem alternativa a uma das mais permanentes características da nossa
política externa que é a gestão de dependências, e regressados ao centro
de um complexo tabuleiro geopolítico como há décadas não acontecia.
Inevitavelmente, surge no horizonte a interrogação sobre a nossa
viabilidade financeira enquanto estado soberano, agora que voltamos a
ser bons alunos e até vamos merecendo nota positiva da troika
FMI/BCE/CE, enquanto a União Europeia vai navegando à vista nesta crise
das dívidas soberanas, que arrisca fragmentar ou aprofundar o processo
de integração europeia, em relação à qual também as palavras de Garrett
continuam actuais: “Somos chegados a uma crise da Europa, de todo o
mundo civilizado; uma crise que há tantos anos se prepara, que tantos
sintomas anunciavam próxima; cujos resultados desfarão todos os falsos e
forçados antigos equilíbrios políticos, e os estabelecerão novos e
regulares”.





Mas, apesar dos contornos indefinidos quanto ao desfecho desta crise,
ainda para mais agora que também Itália e França parecem estar à beira
de sofrer cortes no rating das respectivas dívidas públicas e,
consequentemente, ver aumentar os juros cobrados para que se possam
financiar nos mercados, o que realmente nos deve preocupar é que a
viabilidade futura de Portugal depende, em primeiro lugar, da nossa
esfera política interna. O estado português carece de uma verdadeira
reforma estrutural que diminua abruptamente o peso deste na economia, o
que passa por extinguir milhares de organismos, institutos, fundações e
privatizar ou também fechar muitas das empresas do sector empresarial
estatal. O Orçamento Geral do Estado para 2012 será a prova de fogo do
actual governo PSD-CDS, nesta matéria. Só isto permitirá libertar
recursos e diminuir impostos, assim criando um ambiente de maior
competitividade e de incentivo à iniciativa privada, o qual estamos
condenados a gerar se queremos que Portugal se mantenha enquanto estado
soberano durante as próximas décadas. Se não conseguirmos gerar este
ambiente, as empresas não produzirão, não gerarão riqueza, poupança e
investimento suficiente para nos permitir liquidar sustentadamente as
dívidas que temos.





Contudo, na balança europeia e mundial, também a nossa política externa
tem um papel essencial a desempenhar no processo de recuperação da nossa
liberdade. Tendo sido completamente reorientada com o advento da III
República, poderá ter chegado a hora de a reorientarmos novamente. O
vector europeísta da nossa política externa está cada vez mais esgotado,
e esta, que sempre serviu para que procurássemos no exterior recursos
para nos desenvolvermos internamente, precisa de se virar para onde
estes existem e onde, ainda por cima, os seus detentores nos são
histórica e culturalmente próximos. Sinais neste sentido têm aparecido
nos últimos anos, com a valorização da cooperação com o Brasil e países
da CPLP. Mas estas relações têm que ser reforçadas e têm que se
concretizar e reflectir materialmente, indo muito para além da retórica,
por mais difícil que seja a reafectação de recursos internos no
prosseguimento da nossa política externa. O Atlântico sempre foi o
principal vector desta, até 1974. Talvez esteja na altura de recuperar
esta orientação, para que, como escreveu Fernando Pessoa, possamos
cumprir Portugal.





Não será fácil, mas se há algo verdadeiramente constante na nossa
História são as permanentes crises económicas, sociais e políticas em
frente das quais nos soubemos reinventar. Cabe-nos, reportando-me
novamente às palavras de Garrett, “não nos iludir com aparências, não
nos cegar com facilidades. Temos estorvos grandes que remover,
obstáculos imensos que superar, grandes e perplexas e quase
inextricáveis dificuldades que deslindar e desembaraçar. (…) Venceremos,
mas não sem trabalho. Havemos de triunfar, mas não sem sacrifício”.





Samuel de Paiva Pires






domingo, 28 de agosto de 2011

ESTAÇÃO DE SÃO BENTO ENTRE AS 16 MAIS BELAS DO MUNDO











A revista de turismo e lazer "Travel+Leisure"
, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São
Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente
bonito - e traz-nos à memória a arquitetura parisiense do século XIX,
com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio
principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por
20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge
Colaço completar."






A
listagem inclui, entre outras, a neoclássica Gare du Nord, em Paris, os
jardins interiores de Atocha, em Madrid, as modernas estações de
Kanazawa, no Japão, e de Melbourne, na Austrália, o terminal Arte Nova
do Expresso do Oriente, em Istambul, ou a belíssima estação neogótica de
S. Pancras, em Londres.






A
estação de Lourenço Marques, dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, é a
única do continente africano a figurar na lista. O artigo da revista
"Travel+Leisure" destaca os exteriores "verdejantes", a "larga cúpula" e
o trabalho intricado do aço que fazem do edifício "uma inesperada,
mesmo que modesta, beleza".






Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família.


Gare é Património da Humanidade






A
estação, construída entre 1913 e 1916, é erradamente referenciada como
podendo ter sido desenhada por Gustave Eiffel, já que é dos arquitectos
portugueses Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da
Costa.






A
gare de São Bento que se ergue no local onde se encontrava o mosteiro
de São Bento da Avé Maria, e está classificada como Património da
Humanidade, foi construída após se vencer a difícil tarefa de prolongar a
linha que terminava em Campanhã, através dos túneis da Quinta da China,
do Monte do Seminário e das Fontaínhas, que ficou concluído em 1896.








Infante D. Henrique na conquista de Ceuta.

O
projecto da estação só viria ser aprovado em 1900, ano em que os Reis
Dom Carlos e Dona Amélia presidiram ao início das obras, que terminariam
16 anos depois.






O
projecto de decoração da gare em azulejos de Jorge Colaço foi adjudicado
em 1905 pela quantia de 22 mil réis, considerada muito elevada para a
altura. Os painéis, assentados em 1915, representam cenas da história de
Portugal, como Egas Moniz perante o rei de Leão, o casamento de D. João
I, a conquista de Ceuta, temas de etnografia do Minho e do Douro,
figuras simbólicas e no friso superior é mesmo retratada a evolução dos
transportes.















Biografia Realistas de Jorge Colaço pode ser lida AQUI



























Ler mais no Jornal Expresso AQUI


Publicado em Causa Monárquica 

A INJUSTIÇA DA NÃO-DISCRIMINAÇÃO










É injusto discriminar o que é igual, mas não o que é diferente









É
como a gripe, esta recorrente mania: todos os anos, mais dia menos dia,
lá aparece o vírus da não-discriminação, a propagar a epidemia do
igualitarismo e a exigir, em consequência, a reestruturação de algum
órgão ostensivamente discriminatório, ou a aprovação de leis que
combatam a exclusão dos grupos sociais mais desfavorecidos.

 



Exagero? De modo algum! Em plena silly season, dois artigos do PÚBLICO, de 10 de Agosto passado, pugnam pela não-discriminação.

 



No primeiro, o autor insurge-se contra a composição alfacinha do
Conselho de Estado. Segundo o dito ensaísta, este órgão só tem duas
mulheres; não tem ninguém mais à esquerda do que os conselheiros de
esquerda que já lá estão; não tem membros que não sejam de Lisboa,
excepto os que o não são, como o autarca de Gaia e os líderes
insulares; não tem nenhum representante da Igreja Católica, nem das
artes, nem das letras, nem da sociologia (?!), nem da história, etc.
Tudo, claro, por culpa do Presidente da República que, apesar de
algarvio confesso, "lisboetizou", segundo a escrita do mesmo autor, o
supostamente nacional Conselho de Estado.

 



Não me compete, como é óbvio, comentar a sua opinião política que, ao
exigir a representatividade institucional dos vários grémios
profissionais e sociais, parece eivada de um certo saudosismo
corporativista. Não posso, contudo, deixar de registar a sua curiosa
tese de que a justiça decorre da igual, ou proporcional, representação,
nesse órgão consultivo do chefe de Estado, das mais expressivas
condições ideológicas, regionais, religiosas, etc.

 



A bem dizer, com a mesma razão, ou falta dela, também se deveria exigir
que o sexo feminino, o norte transmontano, o barlavento algarvio, os
evangélicos, os fadistas e os mais exímios pensadores pátrios
estivessem representados na nossa selecção de futebol, cuja composição
também parece muito politicamente incorrecta, sobretudo se se pensar que
essa equipa deveria ser, de algum modo, representativa da nação.

 



O outro texto versa sobre a Moldávia que, não obstante o assédio da
libertina Comunidade Europeia, ainda resiste à política da total
permissividade em relação à orientação sexual. Segundo "um estudo de
percepções da população" - vá-se lá saber o que isto seja! - "os
moldavos, afinal, discriminam. Discriminam, sobretudo, deficientes
físicos ou mentais, pobres, portadores de HIV, homossexuais, ciganos,
mulheres". Pelos vistos, segundo a abalizada opinião da autora do
artigo, em que não falta o coitadinho do costume, este é o principal
crime dos moldavos: "discriminam"! E, claro, uma nação que discrimina
não pode fazer parte da nossa moderna e decadente Europa.

 



Mas, afinal, discriminar é mau? Por exemplo, quando se impede uma senhora corcunda de ser top model,
está-se a cometer uma injustiça? E quando se proíbe que um invisual
seja árbitro de futebol, pode-se afirmar que se está a ser iníquo? A
não-aceitação de um paralítico, como membro da equipa nacional de
atletismo, é um acto punível, por arbitrário e contrário às convenções
internacionais dos direitos humanos e de defesa dos deficientes? A
norma que impede os cidadãos originariamente estrangeiros, mas
naturalizados portugueses, de concorrerem à Presidência da República, é
ilegal por ser xenófoba? Uma escola que não aceita, para seu
professor, um analfabeto, está a cometer um crime contra a igualdade de
direitos que a Constituição consagra? A atribuição do Prémio Nobel da
Química, a um determinado cidadão, tipifica um delito de injúrias aos
restantes químicos? E se um encenador recusar a uma qualquer Julieta o
papel de Romeu, ou a um qualquer Romeu o papel de Julieta, está também a
incorrer num comportamento ilícito, neste caso por razão do respectivo
sexo?

 



Discriminar é, apenas, distinguir. Será injusto quando distingue o que é
igual, mas não quando diferencia o que é diverso. Os corcundas, os
cegos, os paralíticos, os cidadãos nacionais de origem estrangeira, os
analfabetos, os cientistas, os homens todos e todas as mulheres são
iguais quanto à sua comum e inviolável dignidade humana. Mas não quanto
às suas capacidades físicas e intelectuais, nem às correspondentes
aptidões sociais, políticas e profissionais.

 



Aliás, a justiça não é, por definição, igualitária, mas
discriminatória. Não trata a todos por igual, mas procura atribuir a
cada qual o que lhe compete, não apenas em função da sua dignidade
humana, mas também das suas características pessoais objectivas que,
obviamente, não podem ser ignoradas, sobretudo quando se trata de lhes
reconhecer uma específica função social. Não deixa de ser curioso que
os grupos que antes mais apelavam à igualdade na diferença sejam também
agora os que mais reivindicam a indiferença na desigualdade, na medida
em que não toleram a discriminação do que é, logicamente, diferente.

 



Todos iguais? Com certeza, no que respeita à comum natureza e dignidade
do ser humano, bem como a todos os direitos e liberdades fundamentais.
Mas todos diferentes também. A ditadura do igualitarismo, ou da
não-discriminação, não serve a causa da justiça: só seremos
efectivamente todos iguais quando se reconhecer, também a nível social e
jurídico, que somos todos diferentes.

 


P. Gonçalo Portocarrero de Almada



Fonte: Povo



"O EURO É UMA DOENÇA CRÓNICA E OS RESGATES SÃO ASPIRINAS"









<p>Gustavo Cudell pede a saídsa de Portugal do euro</p>
Gustavo Cudell pede a saída de Portugal do euro






 









Gustavo Cudell nasceu em Portugal em 1954, mas foi para
Suíça em 1974, onde tirou uma licenciatura em Engenharia e uma
pós-graduação em Gestão Industrial
.



(Nélson Garrido (arquivo)) 



Trabalhou vários anos na Suíça, primeiro como assistente na
Faculdade Politécnica de Zurique e depois em duas multinacionais, uma
das quais o grupo ABB. Regressou a Portugal 14 anos depois, já no final
da década de oitenta, para trabalhar na Gustavo Cudell, Lda., a empresa
criada pelo pai, precisamente no dia do seu nascimento e à qual deu o
mesmo nome.






O empresário assumiu a presidência da empresa em
1990, depois da morte do pai, de ascendência francesa. O empresário
integra, há 14 anos, o painel internacional do IFO, o instituto
independente alemão de estudos económicos, que elabora relatórios
regulares sobre as expectativas dos empresários em relação à conjuntura
económica de diferentes países. Em entrevista ao PÚBLICO, Gustavo Cudell
admite que foi um entusiasta do euro, mas agora defende o fim da moeda
única e mostra-se muito crítico dos actuais políticos e banqueiros, que
define como "marionetas do poder".




O resgate financeiro dos
países mais afectados pela crise de dívida tem sido a estratégia mais
seguida pela União Europeia. Essa estratégia tem sido a mais correcta ou
é desastrosa?


A estratégia que tem sido seguida é desastrosa,
porque aumenta as dívidas, os juros e o desemprego e, consequentemente,
faz minguar a economia dos países resgatados. Os resgates de bancos e
dos países só adiam e aumentam os problemas. E o problema está no euro.
No início, também fui um grande apoiante da moeda única, mas hoje acho
que o euro é um colete de forças para todos os países que o adoptaram. O
euro não funcionou nem nunca vai funcionar, porque os países são
completamente diferentes em termos de cultura, dimensão do PIB [Produto
Interno Bruto] per capita e competências ou "saber fazer" das
populações. Neste momento, o euro é uma doença crónica para todos os
países e os resgates são aspirinas para atenuar sintomas e anestesiar as
populações.




Qual a estratégia que a União Europeia deveria seguir neste momento? A saída do euro da Grécia, Irlanda e Portugal?


Sem
dúvida nenhuma que a saída do euro dos GIPS [Grécia, Irlanda, Portugal e
Espanha, também conhecidas pelo acrónimo, em inglês, PIGS] é a solução.
Mas de uma forma gradual. Levámos 16 anos a entrar no euro, com as
consequências cambiais e de juros, e, por isso, a saída não pode
acontecer em poucos dias. O processo terá de passar pela renegociação da
dívida, incluindo um perdão parcial, renegociar prazos e taxas de juro e
sair da união monetária [euro] para, eventualmente, reentrar numa união
cambial, com bandas de flutuação. A Alemanha, a Holanda e a Áustria
também devem sair, porque também estão a ser gravemente prejudicadas.




Mas a saída de Portugal do euro não teria consequências dramáticas?


Se
a saída for gradual e negociada, não é nada dramático. Reintroduz-se o
escudo, as importações baixam, as exportações sobem, o desemprego cai, o
turismo sobe, os imóveis transaccionam-se, o desemprego e o deficit
baixam. Desaparece o colete de forças do euro. Podemos respirar de novo e
recuperar a soberania de Portugal (pelo menos em parte), que nos foi
roubada de forma gradual.




Se a solução é tão fácil, por que é que esse cenário assusta tanto os líderes políticos portugueses?


Os
políticos e banqueiros, com grande poder, não se assustam. Eles querem é
assustar os cidadãos, para que estes não lhes tirem o poder. Aliás,
nunca se assiste a um político ou banqueiro a apresentar razões
concretas para tal e fazem da discussão objectiva tabu. Os políticos e
banqueiros são marionetas do poder, que está agregado nas mãos dos
bancos, incluindo os centrais, no FMI, no Banco Mundial, nas bolsas e em
algumas famílias de alta finança.




Neste momento, a crise da
dívida alastra a outros países, com destaque para Espanha e Itália. Pode
a dimensão destes países obrigar a União Europeia a avançar com outras
soluções alternativas ao resgate financeiro?


É verdade. A Espanha
e a Itália estão a ser contagiadas e é esse o objectivo. Neste momento,
o objectivo é que todos os países, incluindo a Alemanha, entrem num
"caldeirão", e fiquem todos doentes. O sr. Durão Barroso, de Bruxelas,
não vai fazer nada para impedir isto. O que vai acontecer é que os
cidadãos vão negar a colaboração com este sistema de poder e, no limite,
deixar de pagar impostos. É preciso que surja um ou vários mohandas
[mais conhecido por Mahatma, que quer dizer "alma grande" em hindi]
Gandhi para fazer a resistência sem violência.




A Alemanha
tem-se revelado contra a saída de alguns países do Euro. Esta posição
explica-se pelo facto de a economia alemã sair beneficiada com a falta
de competitividade de alguns países da moeda única?


Isso é o que
os media mainstream contam aos cidadãos menos esclarecidos. Quando
falamos da Alemanha, temos que distinguir entre a elite do poder
(banqueiros e políticos) e a esmagadora maioria dos cidadãos, que são os
trabalhadores e os empresários. A elite do poder alemã segue o mesmo
caminho da elite do poder dos outros países. Mas não é verdade que a
Alemanha beneficie com o euro, e a grande maioria do povo alemão é
contra o euro. A Alemanha oferece (através do euro fraco) os excedentes
que obtém da sua exportação ao Banco Central Europeu e este financia os
défices dos países do Sul. Sem o euro, a Alemanha teria matérias-primas,
incluindo o petróleo, e juros mais baratos e seria muito mais rica.




A
Alemanha já há mais de 10 anos que exporta, de forma constante, mais de
40 por cento da sua produção. A Alemanha soube tirar partido do
crescimento do PIB mundial, através de produtos e serviços competitivos e
inovadores. Ao contrário dos países do Sul, onde houve uma bonança
económica e os salários subiram cerca de 40 por cento, sem que o PIB
tenha crescido da mesma medida. Consequentemente, o PIB tem sido
absorvido só para pagamento de salários, em detrimento do investimento e
o consequente colapso da competitividade destes países.




Deve a Europa avançar rapidamente para uma união política, de forma a salvar o euro?


Não.
Com toda a certeza que não. Para quê salvar um colete de forças? As
populações não são loucas, não precisam de um colete de forças. Uma
união que não funciona economicamente, nunca pode nem vai funcionar
politicamente. Isso é o desastre total. Mas é isso que os tecnocratas do
poder de Bruxelas querem.




A economia portuguesa vai
enfrentar um longo período recessivo. A intenção do Governo (e imposição
de troika) de reduzir a taxa social única é uma medida bem-vinda?


Reduzir
a taxa social única é uma medida temporária, que adia e agrava os
problemas, pois a intenção por trás desta medida é baixar o custo/hora
de trabalho em Portugal, mas, como a economia portuguesa não é
competitiva, pelas razões já apontadas, isso é um artifício com uma
duração temporária. É evidente que quem estiver a morrer afogado, agarra
tudo e todos para conseguir respirar mais um pouco.




Na
actual conjuntura, que outras medidas pode o Governo tomar para ajudar
as empresas a aguentarem-se e a aumentarem as exportações?


A medida mais importante é negociar a saída do euro. De forma suave.





Fonte: Público

sábado, 27 de agosto de 2011

ESCLARECIMENTO DE S.A.R., DOM DUARTE SOBRE A VISITA À SÍRIA









Fonte: Jornal "SOL", pág. 17 de 26 de Agosto de 2011

BANDEIRA MONÁRQUICA DA LÍBIA É UTILIZADA EM PROTESTOS ANTIGOVERNO




Símbolo foi usado entre a independência e chegada ao poder de
Kadhafi. Na Suécia, manifestantes exigiram hasteamento na embaixada de
Trípoli.



A bandeira da monarquia líbia do rei Idris, hasteada nesta
terça-feira (22) na embaixada de Trípoli em Estocolmo, foi a primeira
bandeira do país entre a independência do jugo italiano e a chegada ao
poder de Muamar Kadhafi (1951-1969).




Preta, com uma lua crescente, uma estrela e duas faixas, uma vermelha
e outra verde, a bandeira monárquica é utilizada pelos manifestantes
anti-Kadhafi como símbolo da insurreição que sacode o país.




 


Bandeira
antiga da Líbia hasteada na embaixada líbia de Estocolmo, na Suécia,
após uma discussão entre protestantes e o embaixador no país (Foto: AFP)





Essa bandeira, em vigor durante o reino de Idris I (1951-1969),
inspirava-se no pendão da Cirenaica (leste), onde Idris era Emir.



O símbolo foi adotado no dia da independência, 24 de dezembro de 1951, por todo o país.





A bandeira da Cirenaica, de onde Benghazi é a principal cidade, se
inspirou, por sua vez, no pendão do Império Otomano. A região pertenceu
ao império entre 1551 e 1912, antes de ser cedida à Itália, que unificou
o país em 1934.




A faixa vermelha representa o Fezzan (sudoeste, grande região
desértica com Sebha como principal cidade) e a faixa verde a
Tripolitânia (nordeste) – onde se encontra Trípoli, capital do país – e
onde Idris também foi Emir.




Pouco depois de sua tomada do poder, no dia 1º de setembro de 1969,
Muamar Kadhafi adotou uma bandeira utilizando três das quatro cores
pan-árabes (vermelho, branco e preto – excluindo o verde).




De 1972 até 1977, um “falcão dourado”, igual ao símbolo do Egito e da
Síria, foi adicionado ao desenho junto da menção: “República Árabe da
Líbia”.




Em sinal de protesto contra a viagem do antigo presidente egípcio
Anouar al-Sadate para Jerusalém e para marcar a ruptura com este país,
Kadhafi adotou no fim de 1977 uma bandeira inteiramente verde, a única
do mundo a ter apenas uma cor, que simboliza o Islã e a “Revolução
Verde” que ele pretendia conduzir.

(G1)




Fonte O Progresso


Publicado em Causa Monárquica

S.A.R., DOM DUARTE PARTICIPA NO JANTAR DA AMERICA'S CUP DE CASCAIS NO HOTEL PALÁCIO DO ESTORIL









Taça
América: o Hotel Palácio, no Estoril, foi palco de um jantar de gala da
America's Cup, que pretendeu assinalar o final da primeira regata da
World Series. Entre os vários ilustres, o evento reuniu figuras de topo
como S.A.R., Dom Duarte de Bragança.








S.A.R., Dom Duarte de Bragança com Christine Lucas




Depois
de um cocktail de boas-vindas nos jardins do hotel, os convidados
deslocaram-se para o salão de banquetes, onde decorreu o jantar e a
antrega de prémios da primeira fase da America's Cup World Series
composta por uma série de oito provas que decorreram em Cascais entre os
dias 6 e 14 de Agosto.




«Ter
aqui esta prova é uma grande vitória para Portugal. Por sua vez,
recordou a ligação histórica de Portugal ao mar e confidenciou que
"apesar de não praticar vela, foi com muito orgulho que vi os meus
filhos aprenderem a velejar"»
- Dom Duarte de Bragança.




Revista Caras de 20 de Agosto de 2011.





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

«DE TRINDADE COELHO, A PROPÓSITO DA MORTE DA RAINHA D. AMÉLIA DE ORLEÃES (1951)











"Não
dependo da realeza, como não dependo de qualquer facção partidária. A
minha alma juvenil tem vibrações de entusiasmo sincero, desde
entusiasmo franco e lhano, despreocupado e são, que não tem a pautá-lo a
norma servil da conveniência.


 



Eu
não sei genuflectir ante eminências sociais de qualquer categoria que
sejam, não sei calar a voz da consciência para vir a público
desempenhar o papel de turibulário oficial.


 


O
preito que ora venho render à Majestade que passa é, por conseguinte, o
preito de alguém que não tem nos lábios o sorriso que cativa para que
ele lhe disfarce o veneno do coração.



 




Este
preito antes de ser dirigido à Rainha é dirigido à Mulher; antes de
ser a manifestação balofa da minha admiração pela púrpura e pelo
arminho do manto - é o tributo do meu respeito à Virtude que enobrece e
que tem a consagrá-lo as bênçãos dos infelizes.


 




A realeza do trono fez da princesa uma Rainha, a realeza da Virtude fez da Mulher um Anjo.




 


Por isso eu a saúdo na sua passagem, por isso eu curvo a minha fronte como a curvaria diante da minha mãe, e só diante dela.


 




E é sincera a saudação, e é bem justo o preito, porque tem a justificá-lo a realidade positiva dos factos.


 




Salve,
pois, Rainha dos Portugueses! Caiam sobre ti as bênçãos do Céu como
caem sobre os desgraçados as bênçãos da tua Caridade.


 




E
é em nome dos desgraçados, em nome dos desprotegidos da sorte, que eu
te venho saudar, a ti que se não tivesses um trono que te dá a tua
posição e o teu sangue, havias de ter aquele que a virtude te levantou e
ante o qual eu ajoelho com aquele respeito com que só o faço no túmulo
de minha mãe.


 




Mais
que os brilhantes da tua coroa, brilham as lágrimas de gratidão
daqueles que a tua caridade protege. por isso te abençoamos, por isso
nos orgulhamos de te respeitar como Rainha porque te adoramos como
Mãe."










Nunca
palavras destas foram ditas a respeito de alguém da República e muito
menos ainda, da própria "criatura" que já há 101 anos nos sufoca e
parasita.»


 






VAMOS LÁ VER!







A
temática de hoje pode soar a repetição para alguns mas atendendo às
confusões que ainda parecem subsistir em algumas pessoas, julga-se
proveitoso voltar ao mesmo assunto.




Não
é possível pensar-se em Monarquia Ocidental sem se pensar imediatamente
em democracia. Este dois são conceitos indissociáveis. Já se sabe que
há quem não goste dos exemplos normalmente referidos para ilustrar essa
relação entre Monarquia e democracia mas a verdade é que países como
Espanha, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, etc são Monarquias e todos
vêem esses países como democráticos. Neles existem eleições livres para
órgãos nacionais (Governo e Parlamento) e órgãos locais (o que em
Portugal corresponde a Juntas e Câmaras Municipais). Nas Monarquias
existem eleições (e referendos) livres que, pela independência do Chefe
de Estado relativamente às forças politicas, vêem o seu poder reforçado.
Se as Monarquias Ocidentais não fossem democráticas por certo não
seriam aceites nem pelas populações nem pela comunidade internacional e
há muito teriam deixado de existir.




Desta
forma a questão do regime prende-se no debate Monarquia versus
República. A questão da democracia não se coloca (pelo menos do dado da
Monarquia já que nenhum monárquico aceitaria dela abdicar).




Dirão
alguns que nas Monarquias o Monarca é apenas uma figura decorativa e
simbólica, só tolerada por questões históricas. Pura ilusão! É verdade
que os Monarcas não participam na governação dos seus países (a sua
função é reinar e não governar) mas a sua acção, embora normalmente seja
discreta, vai muito além da simples decoração: contribui activamente
para a estabilidade nacional (entre outros pontos, devido à sua já
referida independência perante os poderes políticos).