terça-feira, 29 de novembro de 2011

BISPO EMÉRITO DE AVEIRO DEFENDE "ECOLOGIA DA PESSOA HUMANA"

O Bispo Emérito de Aveiro reflecte sobre as violações da pessoa e diz que são mais graves que as violações da natureza que os grupos ambientalistas procuram salvaguardar. Na crónica desta semana, o Bispo Emérito aborda questões como o aborto e a violência em ambiente escolar para lembrar que são casos cada vez mais numerosos.
Em prol de uma ecologia da pessoa humana.
Os movimentos ecológicos acordaram, em comum, para a resposta à interpelação urgente de um sinal dos tempos, que se pode traduzir pelo grito de respeito e defesa da natureza criada, ameaçada e, em muitos casos, já destruída, pelos atropelos que contra ela muitas pessoas fazem. Justifica-se a preocupação, dado que se trata de um bem de todos e a todos necessário. O que já se conseguiu neste campo, sobretudo com as crianças e a gente mais nova, é impressionante. Muito é o que se tem feito através da educação nas escolas, das campanhas publicitárias e da multiplicação dos meios adequados e acessíveis que ajudam a respeitar ambiente natural e a saber classificar e recolher resíduos e desperdícios. Se recordarmos o que entre nós se passava há trinta ou quarenta anos, vemos uma diferença abissal neste aspecto, hoje com proveito para toda a gente.
Acontece, porém, que natureza criada é, também, a natureza humana, a pessoa concreta e, no respeito por ela, há ainda muito caminho para andar. É verdade que a defesa da natureza criada e do que ela comporta e significa faz-se em razão das pessoas. Mas não podem parar aí os cuidados comuns. Há, segundo o que vemos e sentimos, a urgência de uma defesa clara da natureza humana, ou seja, das pessoas concretas, frente às agressões graves contra as leis que regem a sua vida.
Pensemos, por exemplo, na distribuição, nos centros de saúde públicos, de anticonceptivos químicos que bloqueiam, interrompem e desviam o curso normal das leis da natureza, muitas vezes com consequências graves na saúde da mulher. Cientistas de grande valor internacional, defendem e provam que os métodos naturais, não por razões morais ou religiosas, mas por razões científicas provadas, são os únicos que respeitam a sequência normal das leis da natureza em relação à concepção de novas vidas.
Atento, desde há muitos anos, a este problema, nunca vi os movimentos de ecologistas preocupados com o que se faz em relação ao aborto e com a destruição das mulheres, protagonistas de primeira importância, humana e social, na procriação. Os raciocínios correntes são redutores e parece interessar mais a eficácia, o imediato sem esforço, que o respeito pela natureza humana e suas leis, em ordem à vida procurada e defendida. Dirão que a ciência tem, também, a sua palavra. Pois que a diga, ao serviço da vida, não da sua destruição.
As violações da pessoa humana são mais numerosas e graves que as violações da restante natureza. Delas passam ao lado muitos ecologistas, delas se ocupa o Estado com mezinhas jurídicas. A sociedade foi-se deixando anestesiar e para tudo encontra justificação? Kabril Gibran, um profeta dos tempos novos, escreveu: “Os homens não têm a felicidade nos lábios, nem a verdade nas suas entranhas, porque a felicidade é filha das lágrimas e a verdade é gerada pela dor”. Quando as pessoas não valem, todas as coisas sobram. Uma ecologia a favor da pessoa humana não pode ser fruto de facilidades, de distracções, de prazeres imediatos. É uma luta diária. A natureza é para as pessoas e são as pessoas que lhe dão sentido e valor consistente.

REI ABDALLAH DA JORDÂNIA AMPLIA AS REFORMAS DEMOCRÁTICAS

Abdallah II, prometeu na semana passada que, a partir das próximas eleições gerais, os governos serão formadas por aqueles partidos ou coligações que obtiverem uma maioria no Parlamento do país. O país assumirá o sistema parlamentar, prometeu Abdullah II, cujas responsabilidades que ainda detêm é a nomeação de primeiros-ministros e ministros.
"Estamos comprometidos e dispostos a adoptar um sistema parlamentar", disse o monarca, que actualmente tem o poder de nomear primeiros-ministros e ministros do governo.
"Pretendemos implementar o novo sistema a partir do próximo mandato, como parte do processo de reformas democráticas", disse ele durante um discurso transmitido pela televisão por ocasião da primeira sessão da câmara baixa do Parlamento após o recesso de férias.
Abdallah II não especificou a data da próxima eleição, mas em declarações recentes, deixou claro que preferia a realização de eleições no início do segundo semestre de 2012, após a adopção de uma nova lei eleitoral e outros partidos políticos.
"As mudanças na região leva-nos a expressar a nossa forte convicção sobre a necessidade de reforma e participação popular, para corrigir os erros do passado, ser responsável e garantir a separação de poderes", disse o monarca.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O NATAL DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA









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Fonte: Flash!

HOJE: LANÇAMENTO DO LIVRO MARIA PIA DE SABÓIA

Por ocasião do Centenário da Morte da Rainha Maria Pia (1848-1911), o Palácio Nacional da Ajuda e a Câmara de Cascais editam o livro Maria Pia de Sabóia, Rainha de Portugal. Fotobiografia, de Maria do Carmo Rebello de Andrade.
O lançamento terá lugar no Palácio da Ajuda, no próximo dia 29 de Novembro, pelas 20h00, data de encerramento do ciclo de conferências A Rainha D. Maria Pia e o seu Tempo.
Instituto dos Museus e da Conservação

 

COROA RICA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA NA COVA DA IRIA

A coroa rica de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, além do seu valor devocional no culto Mariano, é um interessante testemunho gemológico. Uma campanha junto das mães de Portugal, nos anos 1940, resultou na reunião de um significativo conjunto de jóias em ouro, prata e pedrarias para a sua feitura. Estes ex-votos foram utilizados pela Casa Leitão & Irmão, os antigos joalheiros da coroa, na sua produção que culminou, em 1946, na sua colocação na imagem original de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições.

A sua composição é um reflexo do que existia na época em Portugal como joalharia civil, pois os seus materiais derivam do desmancho total ou parcial de jóias oferecidas. Contam-se aqui diamantes, em grande quantidade e nos seus mais variados estilos de lapidação, destacando-se também as esmeraldas, rubis e safiras, assim como pérolas, granadas e berilos esverdeados que constituem as quatro grandes gemas rectangulares transparentes na base da coroa. Mais recentemente, o Papa João Paulo II fez chegar ao Santuário o projéctil que o atingiu no atentado de que foi alvo no dia 13 de Maio de 1981, o que lhe terá despertado a sua grande devoção a esta invocação mariana. A Casa Gomes da Póvoa de Varzim procedeu então à sua colocação, por engaste, no interior da coroa, imediatamente debaixo do orbe azul celeste.

Capelinha das Aparições © Arquivo do Santuário de Fátima

CADA UM QUER TUDO


“Em Portugal cada um quer tudo e quando os homens são de tal condição, que cada um quer tudo para si, com aquilo com que se pudera contentar a quatro, é força que fiquem descontentes três. O mesmo nos sucede. Nunca tantas mercês se fizeram em Portugal, como neste tempo; e são mais os queixosos, que os contentes. Porquê? Porque cada um quer tudo. Nos outros reinos com uma mercê ganha-se um homem; em Portugal com uma mercê, perdem-se muitos. Se Cleofas fora português, mais se havia de ofender da a metade do pão que Cristo deu ao companheiro, do que se havia de obrigar da outra metade, que lhe deu a ele. Porque como cada um presume que se lhe deve tudo, qualquer cousa que se dá aos outros, cuida que se lhe rouba. Verdadeiramente, que não há mais dificultosa coroa que a dos reis de Portugal: por isto mais, do que por nenhum outro empenho. 
(…)

Em nenhuns reis do mundo se vê isto mais claramente que nos de Portugal. Conquistar a terra das três partes do mundo a nações estranhas, foi empresa que os reis de Portugal conseguiram muito fácil e muito felizmente; mas repartir três palmos de terra em Portugal aos vassalos com satisfação deles, foi impossível, que nenhum rei pôde acomodar, nem com facilidade, nem com felicidade jamais. Mais fácil era antigamente conquistar dez reinos na Índia, que repartir duas comendas em Portugal. Isto foi, e isto há-de ser sempre: e esta, na minha opinião, é a maior dificuldade que tem o governo do nosso reino.”

Padre António Vieira, in ‘Sermões’

UMA REPRESENTAÇÃO DE ESTADO PARTIDARIZADA


Com a revolução de 1910 alguns determinaram que a partidarização da chefia de Estado resolveria os nossos problemas. Passou-se a dar uma cor, ou seja, um lado ao representante que devia ser de todos os portugueses. Confundindo os pouquíssimos pobres de espírito e de conhecimento, o Partido Republicano conseguiu que os problemas políticos da época, gerados no Parlamento e pelo Governo, fossem desembocar ficticiamente na nossa Chefia de Estado. De forma oportunista fizeram-se recorrer da força das armas para atingir mortalmente Monarquia Constitucional. Ou seja, naquela data eliminou-se o nosso último garante, o garante quase milenar do povo: o Nosso Rei! Retirou-se a última hipótese de termos um representante preparado à nascença para o cargo, apartidário, incorruptível, progressista e que pusesse Portugal e os interesses dos portugueses acima de tudo.

 
À luz da actual crise é fácil concluir como estamos actualmente com essa partidarização, com a república e com o republicanismo, em escassos 100 anos (cujo mesmo prazo de desenvolvimento da nossa Monarquia [D. Afonso Henriques a D. Afonso III] já nos trazia crescimento e progresso). Mais grave é ainda a constatação quando verificamos, comparativamente, onde se encontram hoje as Monarquias Constitucionais do mundo em desenvolvimento humano, níveis de democracia e progresso...!
 
PPA