Embora, como é hábito nos anos ímpares, não se realizem as procissões em 2011, nem por isso deixaremos de solenizar com todo o esplendor a festividade da nossa Excelsa Padroeira. Algumas das celebrações das Festas da Rainha Santa de 2011, designadamente a missa solene das 11 horas no dia 4 e a missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, serão transmitidas em directo pela internet. A conexão para o efeito é a seguinte: http://pt.justin.tv/rainhasantaisabel.
O programa será o seguinte:
Muito cordialmente convidamos todos os irmãos e a população em geral a participarem nas referidas solenidades, associando-se desse modo à celebração da Festa da Rainha Santa Isabel. Coimbra, Junho de 2011 O Presidente da Mesa, António Manuel Ribeiro Rebelo |
sábado, 2 de julho de 2011
PROGRAMA DAS FESTAS DA RAINHA SANTA ISABEL 2011
FOTOS: SS.AA.RR., OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA NO COCKTAIL QUE FOI SERVIDO APÓS O CASAMENTO PELO CIVIL DOS PRÍNCIPES DO MÓNACO - 01.06.2011
Sur les terrasses de l’hôtel Hermitage de Monaco, les invités au mariage princier ont assisté hier soir à un cocktail. Parmi l’assitance se trouvaient la Princesse héritière Margarita de Roumanie et son époux le Prince Radu, l’impératrice Farah d’Iran, le Prince Alexandre et la Princesse Katherine de Serbie, le Duc et la Duchesse de Bragance, le Prince Bernhard et la Princesse Stéphanie de Bade ainsi que la Grande-Duchesse Maria de Russie. (Copyright photos : site du prince Radu de Roumanie)
Le Prince Bernhard et la Princesse Stéphanie de Bade, la Duchesse de Bragance, la Princesse Margarita et le Prince Radu de Roumanie.
Publicada porMaria Menezesem "Família Real Portuguesa"
O FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Foi com surpresa que li a notícia da remoção de Camilo Castelo Branco dos programas do ensino secundário. Bem, na verdade a noticia em si não foi assim tão surpreendente: são tantos os grandes autores de Língua Portuguesa que algum terá de ficar, necessariamente, para trás. Por um lado é triste mas, por outro lado, também é motivo de orgulho para todos os falantes da Língua de Camões ter tantos e tão bons escritores.
O que surpreendeu foi pensar que muito provavelmente será mantido o estudo de uma obra que não obedece às regras de Língua Portuguesa que qualquer um aprende, desde cedo, na escola.
Ao contrário do que muitos afirmam aquilo não é exemplo de inovação na Língua Portuguesa, que é herança/património de todos os seus falantes. Por conseguinte estes têm o direito e a obrigação de se indignar quando sentem que a sua herança/património está a ser maltratado.
Se algum estudante ousasse sequer escrever num teste ou trabalho como aquela obra foi escrita veria, por certo, um grande traço vermelho sobre o seu texto. Seria considerado incorrecto por desobedecer às regras básicas da Língua e o argumento de ser uma ‘escrita inovadora’ de nada valeria.
Depois de 12 anos a estudar um conjunto de regras da Língua tem-se de estudar a obra que, intencionalmente, não as cumpre? As regras existem para alguma coisa! Que seria de nós se cada um decidisse escrever não respeitando as regras pré-definidas?
É isto o ensino da Língua Portuguesa em Portugal? Que se pode esperar de um ensino assim? Que frutos dará? Certamente uns muito amargos.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
LEMBRAM-SE? TEMOS DE PERGUNTAR!
«Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional, económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar perguntas à Democracia que desejamos. Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os portugueses experimentam dificuldades.
Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para um património cultural tão desaproveitado.
Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.
Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”.
Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas.
Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos.
Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas.
Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.»
Dom Duarte de Bragança - Discurso de encerramento no I Congresso Marquês de Sá da Bandeira, em 03 de Março de 2009.
Publicada porMaria Menezesem "Família Real Portuguesa"
CONDES DE OURÉM REPOUSAM NO PANTEÃO DOS REIS DA DINASTIA DE BRAGANÇA NO MOSTEIRO DA IGREJA DE S. VICENTE DE FORA
Possuindo a Dinastia de Bragança ascendência na Dinastia de Avis, passaram os Duques de Bragança a ostentar o título de Conde de Ourém. Estes repousam agora no Panteão dos Reis existente no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.
O Panteão foi criado em 1885 por iniciativa do Rei D. Fernando II que mandou transferir para este espaço que foi refeitório dos cónegos, os túmulos que antes se encontravam numa pequena dependência junto à capela-mor da igreja.
Alguns monarcas não se encontram ali sepultados. São eles D. Maria I que jaz na Basílica da Estrela, D. Pedro IV que foi transladado para o Brasil e D. Maria Pia que se encontra no Panteão dos Sabóias, em Turim.
Sobre os túmulos estão colocadas as respectivas coroas reais que simbolizaram os seus reinados.
A Pátria chora os seus mártires. Junto os túmulos do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, assassinados no atentado republicano de 1908.
Um aspecto do panteão dos reis da Dinastia de Bragança que também foram Condes de Ourém, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.
Túmulo de D. João IV, em mármore.
Túmulo de D. Manuel II, último Rei de Portugal.
Túmulo de D. Amélia, Rainha no Trono, na Caridade e na Dor.
Um aspecto do altar existente no panteão dos reis da Dinastia de Bragança.
Fonte: AUREN
Publicada por Real Associação do Médio Tejo
CARTA DO INFANTE DOM MANUEL À SUA EXTREMOSA AIA A EXMA. SRA. D. CARLOTA CAMPOS
Paço de Vila Viçosa
2 de Março 1895
2 de Março 1895
Minha querida Dama
Se está melhor e se anda bem nas muletas. Tenho umas pedras lindas, uma parece estar cheia de diamantes, outra tem prata e outra que brilha muito e parece ter ferro. Dóe um dente à Calita? Fomos hoje dar um grande passeio, com a Maria de Menezes e a Carlota. Vimos rios, rios e lagos, fomos pela estrada do Alandroal.
Faz-me muita falta a Daminha, e tenho pena que esteja doente. No passeio lembrei-me que havia de escrever à Daminha.
Um verso.
Um boneco de papelão.
Vai ao malão.
E acha um melão.
Sonetos, petas.
Tenho estado asim, assim.
Mas agora vou estar melhor, foi o conselho que o mano me deu. Tenho uma pedra para dar à Dama. A Patrocínio, teve muita pena de não vir. Daminha, o Marcô não morreu. O mano cortou as cartas espanholas dêle. Temos um vinho óptimo branco de Vila Viçosa. Agora tenho pouca conta na idea. Vi um rebanho de ovelhas, fui ter com êle, o que havia eu fazer, ó Daminha? Fui ter com êle. Todas as pedras, todas têm cristal.
Adeus Daminha, até àmanhã, que lhe vou escrever.
Seu amiguíssimo
D.Manuel
Do livro: O Rei Saudade, de José Dias Sanches
Publicada porMaria Menezesem "Família Real Portuguesa"
CORREIO DA MANHÃ - REFERENDO AO REI E À CONSTITUIÇÃO
Treze milhões de marroquinos devem ir hoje às urnas para aprovar a nova Constituição do país. Raúl M. Braga Pires, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto e professor na Universidade Mohamed V, em Rabat, diz ao Correio da Manhã que se trata de “uma espécie de plebiscito ao rei”. Ou seja, a maioria dos marroquinos vota ‘sim’ a Mohamed VI e não tanto ao texto da nova Constituição, que muitos desconhecem.
É difícil encontrar outra resposta que não seja esta entre os entrevistados que se manifestam a favor ou contra a reforma constitucional. O CM assistiu a pequenas manifestações ontem e quarta-feira em frente ao Parlamento e ao Ministério do Desenvolvimento Social em Rabat, a capital política de Marrocos, e quando se pergunta em quem vão votar hoje, a resposta é quase sempre a mesma: “Vou votar ‘sim’ ao rei.” Benefqih Abdlesfelam, 54 anos, foi dos poucos que acrescentaram: “O primeiro-ministro e o Parlamento vão ter mais poderes, temos a Democracia.”
Enquanto os partidos parlamentares apoiam massivamente a aprovação da nova lei fundamental, as 93 associações que compõem o Movimento 20 de Fevereiro defendem a abstenção como forma de protesto. Braga Pires diz que é uma forma de evitarem ficar ligados ao reduzido número de eleitores que vão escolher o ‘não’.
O professor português prevê por isso uma taxa de aprovação na ordem dos 90%. A única dúvida está no valor da abstenção.
DISCURSO DIRECTO
“O REI É ADORADO POR TODOS”, Raúl M. Braga Pires, Professor na Univ. Mohamed V
Correio da Manhã – Marrocos pode ser comparado a países como a Líbia ou a Síria?
Raúl M. Braga Pires – Não, porque há uma monarquia e o rei tem o estatuto de um semideus, é adorado por toda a gente. Tem o título oficioso de ‘rei dos pobres’ e tudo tem feito para um desenvolvimento regional simétrico.
– Marrocos está a caminho de se tornar uma democracia do tipo ocidental?
– Estas reformas têm a ver com o contexto regional mas também são uma resposta de Marrocos à atribuição do estatuto de parceiro privilegiado da UE, que obrigou a contrapartidas políticas. É preciso continuar esse caminho.
Publicado por Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"
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