segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A PRINCESA POLACA PAOLA DE SAPIRHA ROZANSKI ANUNCIA SEU CASAMENTO


A Princesa Paola de Orleans e Bragança Sapieha-Rozanski, princesa polaca, nascida em Londres, filha do Príncipe João Paulo Sapieha-Rozanski, Alteza Sereníssima, e da Princesa brasileira Cristina de Orleans e Bragança, anuncia seu casamento com o Príncipe Constantin Czetwertynski, belga de ascendência nobre checa, que vive em São Paulo. O casamento será ano que vem, na Catedral de Petrópolis.

A princesa D. Cristina e o ex-marido, o príncipe João Sapieha Rozanski, que mora no Rio de Janeiro, estão extremamente felizes com o noivado da filha.

domingo, 18 de dezembro de 2011

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FAMÍLIA REAL DO BUTÃO COM O PRÍNCIPE CARLOS DE INGLATERRA

Príncipe Charles e Camilla recebem o rei e a rainha do Butão.
Príncipe Charles e Camilla receberam o casal real do Butão, o Rei Jigme e a Rainha Jetsun Pema.

Lá ao longe… onde o sol nasce, vem uma bela e jovem Rainha, sem artimanhas nem jogos de corte. Jetsun Pema é a realeza do momento.

Com uma expressão delicada, serena ao bom estilo oriental, esta jovem de 21 anos, fala a língua oficial do Butão, inglês e hindu, estudou Relações Internacionais, Psicologia e História de Arte.

sábado, 17 de dezembro de 2011

PRINCESA LALLA SALMA DE MARROCOS PRESIDE AO DIA NACIONAL CONTRA O CANCRO

A Princesa Lalla Salma de Marrocos, presidente da Associação Lalla Salma de Luta contra o Cancro (ALSLC), presidiu em Rabat a uma cerimónia por ocasião do dia nacional contra o cancro.

NALLY, OS PRODUTOS DE BELEZA QUE SUA MAJESTADE, A RAINHA DONA AMÉLIA, USAVA

''Se em Portugal se fabricam artigos de perfumaria como os ''Nally'', mister se torna que todas as Senhoras portuguesas os usem. Eu dei esse exemplo pelo que respeita à indústria nacional portuguesa, pois quando vivi em Portugal usei sempre e estabeleci como regra, na Côrte, a preferência de tudo quanto ali era fabricado.'' 
Palavras de Sua Majestade, A Rainha Dona Amélia
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

1 DE DEZEMBRO DE 2011 - O BALANÇO


Chegaram ao fim as comemorações do dia 1 de Dezembro de 2011, pela última vez, ao que parece, dia feriado para todos os portugueses. O que podemos dizer acerca destas comemorações?

Em primeiro lugar, lamentar pelo fim do feriado. Ao contrário de muitos monárquicos, que bateram palmas à mudança dos feriados pelo simples facto de o 5 de Outubro deixar de ser feriado, eu lamentei essas alterações. Sempre defendi que extinguir feriados por causa da produção nacional não levaria a nada enquanto o Estado procurasse, com isso, contornar outras medidas que teriam mais efeitos positivos na nossa economia se fossem levadas a cabo. Uma dessas medidas, que apontei, foi extinguir de vez as pontes e tolerâncias de ponto, que são fruto da preguiça portuguesa e não de um qualquer feriado. Mas não sou eu quem decide e é com pena que vejo os monárquicos ficarem a perder com a mudança dos feriados: perdem o 5 de Outubro, que evocava o Tratado de Zamora para nós, tal como devia ser para todos os portugueses; perdem o 1 de Dezembro, que evoca as lutas para manter a independência conseguida em Zamora. Somos, agora, de facto, o único país que conheço que sabe os dias exactos dos momentos que marcam a sua independência e que não os comemora ou evoca com um feriado. Um sinal importante de como, em Portugal, por meia dúzia de tostões, se passa por cima da História, e eu só posso lamentar isso.

Em segundo lugar, a mensagem de D. Duarte no dia 1 de Dezembro. Depois de analisada atentamente, o que podemos dizer é que pode ter sido dos discursos mais significativos do nosso Chefe da Casa Real até à data. Dá uma grande quantidade de sugestões, tanto aos monárquicos, quanto à generalidade dos portugueses. Importantes são as medidas que SAR propõe, muitas delas antigas bandeiras que defende há anos, mas que raramente congrega num único discurso. Mas mais importante ainda parece-me ser o tom assumido por D. Duarte, que falou como um líder político e não como um príncipe. Uma mudança de tom que, espero, seja um primeiro passo para uma mudança da postura do nosso Herdeiro do Trono. Na conjuntura política actual, em que o país está descontente e se divorciou da República e dos seus políticos, é chegado o momento ideal para a Monarquia se afirmar como uma alternativa viável e credível ao que temos instalado. Uma oportunidade como esta não acontecerá muitas mais vezes e, certamente, não durante as nossas vidas. Por isso, acredito ser importante, dada a heterogeneidade do movimento monárquico, que D. Duarte se assuma como único líder monárquico máximo em Portugal, e que, nesse seguimento, assuma uma postura mais proactiva e interventiva, tanto no seio dos monárquicos, tanto na vida política nacional. Isto vai parecer um atentado a muitos monárquicos, que vêm D. Duarte como um rei, imparcial, que não deve dizer ou fazer certas coisas. Mas temos de encarar a realidade: D. Duarte ainda não é rei. Se desejamos isso, e se desejamos assistir à Restauração da Monarquia, devemos dar liberdade ao nosso Herdeiro do Trono, neste momento, para mostrar aos portugueses o que ele é de verdade: um homem de ideias, de visão, de pensamento. E a partir daí, será tarefa dos monárquicos juntarem-se em redor do seu Chefe, num movimento de contestação aos erros do regime republicano que nos levaram ao atoleiro onde a Pátria está enterrada. Assim o desejo, e assim o espero ver.

Em terceiro lugar, o discurso de Luís Lavradio, no famoso Jantar dos Conjurados. Depois de salientar o papel de um monarca como símbolo da história, da continuidade da Nação e da esperança num futuro melhor, o Presidente da Causa Real fala-nos do modo como tenta virar a sua organização para o futuro. Justifica o facto de o website da Causa Real estar, desde há vários meses, “em construção”, com a ambição do seu projecto de comunicação online. Nada contra, da minha parte. Lamento é a morosidade do projecto e do website, talvez por, como frisou Luís Lavradio, serem “todos voluntários”. O que mostra mais uma vez o amadorismo da estrutura monárquica, que a demarca de um movimento político mais forte, que tem, esse sim, um staff de profissionais a agilizar as coisas. Por aqui não vamos lá. Na política do século XXI, a disponibilidade e o voluntarismo individual são sempre bem-vindos, mas para certas coisas, temos de contar com profissionais. E se não há verbas na Causa Real para isso, porque não cobram aos que, sistematicamente, não pagam as suas quotizações? Churchill certamente que aprovaria o gesto.

Quanto ao Jantar dos Conjurados em si, mais uma vez repito: nada contra. Os monárquicos, como outras forças políticas, promovem os seus jantares e convívios desde sempre. Os portugueses sempre falaram melhor de política depois de terem a barriga cheia. Recordem-se as reuniões dos “Vencidos da Vida”, nas mesas do Tavares Rico, em Lisboa, com Eça de Queirós à cabeça. Louvável é a ideia de aproveitar o jantar para fazer mais acções de filantropia. Não podemos, como monárquicos, esquecer quem tem menos possibilidades que nós. É assim que penso e é assim que faço, e fiz recentemente, participando de uma angariação de roupas de criança feita pelo Centro Monárquico do Porto, e que foi já entregue à Caritas do Porto, conforme o CMP já anunciou há umas semanas. Gestos destes, venham de quem vierem, merecem sempre a nossa salva de palmas. O que não merece a minha salva de palmas continua a ser o preço da inscrição nestes Jantares dos Conjurados que, sistematicamente, são feitos em espaços caros e por empresas de catering caríssimas. Mais valia alugar uma sala num vulgar restaurante (muitos há que têm salas próprias para estes eventos) e cada um pedia o que desejasse comer e pagava o seu consumo. Seria muito mais justo, muitos mais monárquicos poderiam participar e certamente muito mais dinheiro seria arrecadado nestas acções de filantropia. É assim que deve ser: sem elitismos, sem preços exorbitantes, com mais monárquicos, unidos sob a sua bandeira, à mesa com o seu Chefe, numa verdadeira festa azul e branca. Ou será que a organização (Causa Real e RAL) tem medo que o mais popular monárquico vá arrotar e comer com as mãos para a mesa real?

Por falar em jantares… no passado dia 25 cumpriu-se, como anunciado, o jantar da Real Associação do Porto, no Hotel Porto Palácio, com a presença de SS.AA.RR. o senhor D. Duarte e a senhora D. Isabel. Precisamente no dia de aniversário do Infante D. Dinis. Tal como em Lisboa, o preço foi puxado para quem foi ao jantar, o que merece, como no caso anterior, a minha total reprovação. Com isso, a RAP, em consonância perfeita com a RAL e a Causa Real, continua apostada em passar aos portugueses a ideia de que ser monárquico é ser chique, é ser rico, é ser aristocrata, é usar anel de brasão no dedo mínimo, é viver numa vivenda de 8 quartos, é conduzir BMW ou Mercedes, é ser advogado, professor universitário, latifundiário, médico, doutor ou engenheiro. Perante acções deste calibre, concluo que há monárquicos de primeira e monárquicos de segunda e terceira, e que nem todos os monárquicos, mesmo os mais leais, são gente capaz para se poder sentar à mesa num jantar com SAR.

De igual modo, reprovo a RAP pelo secretismo que rodeou esse jantar, do qual não tivemos acesso a uma única fotografia, e tampouco às palavras que D. Duarte proferiu nesse jantar. Partindo do princípio, inocente e honesto, de que a RAP não mentiu às pessoas, e de que SAR compareceu de facto ao jantar, como havia sido anunciado, entendo que a obrigação da RAP era divulgar as fotografias em que figura o nosso Chefe da Casa Real, bem como as palavras que proferiu. E entendo-o por achar, como qualquer monárquico, que o Rei é de Portugal, e não da RAP, ou da Causa. O Rei é de todos os portugueses. O que diz ou faz D. Duarte não é apenas do interesse de alguns privilegiados endinheirados que podem ir aos jantares caros, é do interesse de todos os monárquicos, aliás, de todos os portugueses. D. Duarte é o Chefe da Casa Real do meu país, e eu, como monárquico, exijo às instituições monárquicas a divulgação das fotos dos eventos onde ele vai, e das palavras que ele diz nesses eventos. Porquê? Porque me interesso por tudo aquilo que SAR diz e faz como Chefe da Casa Real, mesmo quando o preço é tão elevado que eu não tenho dinheiro para poder comparecer e poder ouvir e ver pessoalmente o homem que vejo como o meu rei.

Perante estes dois jantarinhos caros, onde os “monárquicos de primeira” (vulgo, os senhores doutores, engenheiros, cavaleiros, condes e barões) se reuniram para festejar o 1 de Dezembro, e onde os “monárquicos de segunda” (vulgo, o povinho pobretanas e sem maneiras à mesa, que tanto incomoda os “monárquicos de primeira”) foram automaticamente excluídos por falta de indumentária (no jantar da RAP exigiu-se fato ou casaco) ou de dinheiro, e perante o secretismo que rondou o jantar da RAP, eu apenas concluo que tanto snobismo e secretismo apenas mostram uma realidade: a Causa Real e as Reais (principalmente a do Porto) tentam, ao máximo, que a imagem de D. Duarte, bem como a sua augusta pessoa, sejam sua exclusiva propriedade. Querem tornar D. Duarte no chefe de uma elite monárquica, e não dos monárquicos no seu conjunto. Para a Causa, e para a RAP, o rei é “deles”. Não de todos, muito menos de Portugal. Não posso, por isso, deixar de expressar a minha revolta e rejeição a estes gestos.

Mas de facto, existem monárquicos de primeira e de segunda: os monárquicos de segunda são todos os que, como a RAP e a Causa, entendem que o Rei é deles, só deles e apenas deles, e que onde vai ou o que diz interessa apenas a eles. E os monárquicos de primeira, nos quais me incluo sem falsas modéstias, são pessoas que, como eu, entendem que D. Duarte é o Chefe de todos os monárquicos, e a ser rei, será Rei de Portugal inteiro e não de facções. E que entendem, no seguimento dessa maneira de pensar, que o que diz e faz deve ser amplamente publicitado, por interessar a todos, e não apenas a quem organiza os eventos, ou tem dinheiro para lá estar. Tenho dito.

Filipe Manuel Dias Neto.

O IMPERADOR DOM PEDRO II DO BRASIL E O LÍBANO

A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.
Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".
Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis – e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.
Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vénus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.
Não faltam exemplos do elo afectivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias António Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.