sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

1 DE DEZEMBRO DE 2011 - O BALANÇO


Chegaram ao fim as comemorações do dia 1 de Dezembro de 2011, pela última vez, ao que parece, dia feriado para todos os portugueses. O que podemos dizer acerca destas comemorações?

Em primeiro lugar, lamentar pelo fim do feriado. Ao contrário de muitos monárquicos, que bateram palmas à mudança dos feriados pelo simples facto de o 5 de Outubro deixar de ser feriado, eu lamentei essas alterações. Sempre defendi que extinguir feriados por causa da produção nacional não levaria a nada enquanto o Estado procurasse, com isso, contornar outras medidas que teriam mais efeitos positivos na nossa economia se fossem levadas a cabo. Uma dessas medidas, que apontei, foi extinguir de vez as pontes e tolerâncias de ponto, que são fruto da preguiça portuguesa e não de um qualquer feriado. Mas não sou eu quem decide e é com pena que vejo os monárquicos ficarem a perder com a mudança dos feriados: perdem o 5 de Outubro, que evocava o Tratado de Zamora para nós, tal como devia ser para todos os portugueses; perdem o 1 de Dezembro, que evoca as lutas para manter a independência conseguida em Zamora. Somos, agora, de facto, o único país que conheço que sabe os dias exactos dos momentos que marcam a sua independência e que não os comemora ou evoca com um feriado. Um sinal importante de como, em Portugal, por meia dúzia de tostões, se passa por cima da História, e eu só posso lamentar isso.

Em segundo lugar, a mensagem de D. Duarte no dia 1 de Dezembro. Depois de analisada atentamente, o que podemos dizer é que pode ter sido dos discursos mais significativos do nosso Chefe da Casa Real até à data. Dá uma grande quantidade de sugestões, tanto aos monárquicos, quanto à generalidade dos portugueses. Importantes são as medidas que SAR propõe, muitas delas antigas bandeiras que defende há anos, mas que raramente congrega num único discurso. Mas mais importante ainda parece-me ser o tom assumido por D. Duarte, que falou como um líder político e não como um príncipe. Uma mudança de tom que, espero, seja um primeiro passo para uma mudança da postura do nosso Herdeiro do Trono. Na conjuntura política actual, em que o país está descontente e se divorciou da República e dos seus políticos, é chegado o momento ideal para a Monarquia se afirmar como uma alternativa viável e credível ao que temos instalado. Uma oportunidade como esta não acontecerá muitas mais vezes e, certamente, não durante as nossas vidas. Por isso, acredito ser importante, dada a heterogeneidade do movimento monárquico, que D. Duarte se assuma como único líder monárquico máximo em Portugal, e que, nesse seguimento, assuma uma postura mais proactiva e interventiva, tanto no seio dos monárquicos, tanto na vida política nacional. Isto vai parecer um atentado a muitos monárquicos, que vêm D. Duarte como um rei, imparcial, que não deve dizer ou fazer certas coisas. Mas temos de encarar a realidade: D. Duarte ainda não é rei. Se desejamos isso, e se desejamos assistir à Restauração da Monarquia, devemos dar liberdade ao nosso Herdeiro do Trono, neste momento, para mostrar aos portugueses o que ele é de verdade: um homem de ideias, de visão, de pensamento. E a partir daí, será tarefa dos monárquicos juntarem-se em redor do seu Chefe, num movimento de contestação aos erros do regime republicano que nos levaram ao atoleiro onde a Pátria está enterrada. Assim o desejo, e assim o espero ver.

Em terceiro lugar, o discurso de Luís Lavradio, no famoso Jantar dos Conjurados. Depois de salientar o papel de um monarca como símbolo da história, da continuidade da Nação e da esperança num futuro melhor, o Presidente da Causa Real fala-nos do modo como tenta virar a sua organização para o futuro. Justifica o facto de o website da Causa Real estar, desde há vários meses, “em construção”, com a ambição do seu projecto de comunicação online. Nada contra, da minha parte. Lamento é a morosidade do projecto e do website, talvez por, como frisou Luís Lavradio, serem “todos voluntários”. O que mostra mais uma vez o amadorismo da estrutura monárquica, que a demarca de um movimento político mais forte, que tem, esse sim, um staff de profissionais a agilizar as coisas. Por aqui não vamos lá. Na política do século XXI, a disponibilidade e o voluntarismo individual são sempre bem-vindos, mas para certas coisas, temos de contar com profissionais. E se não há verbas na Causa Real para isso, porque não cobram aos que, sistematicamente, não pagam as suas quotizações? Churchill certamente que aprovaria o gesto.

Quanto ao Jantar dos Conjurados em si, mais uma vez repito: nada contra. Os monárquicos, como outras forças políticas, promovem os seus jantares e convívios desde sempre. Os portugueses sempre falaram melhor de política depois de terem a barriga cheia. Recordem-se as reuniões dos “Vencidos da Vida”, nas mesas do Tavares Rico, em Lisboa, com Eça de Queirós à cabeça. Louvável é a ideia de aproveitar o jantar para fazer mais acções de filantropia. Não podemos, como monárquicos, esquecer quem tem menos possibilidades que nós. É assim que penso e é assim que faço, e fiz recentemente, participando de uma angariação de roupas de criança feita pelo Centro Monárquico do Porto, e que foi já entregue à Caritas do Porto, conforme o CMP já anunciou há umas semanas. Gestos destes, venham de quem vierem, merecem sempre a nossa salva de palmas. O que não merece a minha salva de palmas continua a ser o preço da inscrição nestes Jantares dos Conjurados que, sistematicamente, são feitos em espaços caros e por empresas de catering caríssimas. Mais valia alugar uma sala num vulgar restaurante (muitos há que têm salas próprias para estes eventos) e cada um pedia o que desejasse comer e pagava o seu consumo. Seria muito mais justo, muitos mais monárquicos poderiam participar e certamente muito mais dinheiro seria arrecadado nestas acções de filantropia. É assim que deve ser: sem elitismos, sem preços exorbitantes, com mais monárquicos, unidos sob a sua bandeira, à mesa com o seu Chefe, numa verdadeira festa azul e branca. Ou será que a organização (Causa Real e RAL) tem medo que o mais popular monárquico vá arrotar e comer com as mãos para a mesa real?

Por falar em jantares… no passado dia 25 cumpriu-se, como anunciado, o jantar da Real Associação do Porto, no Hotel Porto Palácio, com a presença de SS.AA.RR. o senhor D. Duarte e a senhora D. Isabel. Precisamente no dia de aniversário do Infante D. Dinis. Tal como em Lisboa, o preço foi puxado para quem foi ao jantar, o que merece, como no caso anterior, a minha total reprovação. Com isso, a RAP, em consonância perfeita com a RAL e a Causa Real, continua apostada em passar aos portugueses a ideia de que ser monárquico é ser chique, é ser rico, é ser aristocrata, é usar anel de brasão no dedo mínimo, é viver numa vivenda de 8 quartos, é conduzir BMW ou Mercedes, é ser advogado, professor universitário, latifundiário, médico, doutor ou engenheiro. Perante acções deste calibre, concluo que há monárquicos de primeira e monárquicos de segunda e terceira, e que nem todos os monárquicos, mesmo os mais leais, são gente capaz para se poder sentar à mesa num jantar com SAR.

De igual modo, reprovo a RAP pelo secretismo que rodeou esse jantar, do qual não tivemos acesso a uma única fotografia, e tampouco às palavras que D. Duarte proferiu nesse jantar. Partindo do princípio, inocente e honesto, de que a RAP não mentiu às pessoas, e de que SAR compareceu de facto ao jantar, como havia sido anunciado, entendo que a obrigação da RAP era divulgar as fotografias em que figura o nosso Chefe da Casa Real, bem como as palavras que proferiu. E entendo-o por achar, como qualquer monárquico, que o Rei é de Portugal, e não da RAP, ou da Causa. O Rei é de todos os portugueses. O que diz ou faz D. Duarte não é apenas do interesse de alguns privilegiados endinheirados que podem ir aos jantares caros, é do interesse de todos os monárquicos, aliás, de todos os portugueses. D. Duarte é o Chefe da Casa Real do meu país, e eu, como monárquico, exijo às instituições monárquicas a divulgação das fotos dos eventos onde ele vai, e das palavras que ele diz nesses eventos. Porquê? Porque me interesso por tudo aquilo que SAR diz e faz como Chefe da Casa Real, mesmo quando o preço é tão elevado que eu não tenho dinheiro para poder comparecer e poder ouvir e ver pessoalmente o homem que vejo como o meu rei.

Perante estes dois jantarinhos caros, onde os “monárquicos de primeira” (vulgo, os senhores doutores, engenheiros, cavaleiros, condes e barões) se reuniram para festejar o 1 de Dezembro, e onde os “monárquicos de segunda” (vulgo, o povinho pobretanas e sem maneiras à mesa, que tanto incomoda os “monárquicos de primeira”) foram automaticamente excluídos por falta de indumentária (no jantar da RAP exigiu-se fato ou casaco) ou de dinheiro, e perante o secretismo que rondou o jantar da RAP, eu apenas concluo que tanto snobismo e secretismo apenas mostram uma realidade: a Causa Real e as Reais (principalmente a do Porto) tentam, ao máximo, que a imagem de D. Duarte, bem como a sua augusta pessoa, sejam sua exclusiva propriedade. Querem tornar D. Duarte no chefe de uma elite monárquica, e não dos monárquicos no seu conjunto. Para a Causa, e para a RAP, o rei é “deles”. Não de todos, muito menos de Portugal. Não posso, por isso, deixar de expressar a minha revolta e rejeição a estes gestos.

Mas de facto, existem monárquicos de primeira e de segunda: os monárquicos de segunda são todos os que, como a RAP e a Causa, entendem que o Rei é deles, só deles e apenas deles, e que onde vai ou o que diz interessa apenas a eles. E os monárquicos de primeira, nos quais me incluo sem falsas modéstias, são pessoas que, como eu, entendem que D. Duarte é o Chefe de todos os monárquicos, e a ser rei, será Rei de Portugal inteiro e não de facções. E que entendem, no seguimento dessa maneira de pensar, que o que diz e faz deve ser amplamente publicitado, por interessar a todos, e não apenas a quem organiza os eventos, ou tem dinheiro para lá estar. Tenho dito.

Filipe Manuel Dias Neto.

O IMPERADOR DOM PEDRO II DO BRASIL E O LÍBANO

A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.
Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".
Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis – e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.
Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vénus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.
Não faltam exemplos do elo afectivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias António Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A REPUBLICAZECA FEDE...

Orçamento de Estado aprovado, pague quem não pode que a camarilha safou-se mais uma vez.
 
Nestas terras, outrora de Santa Maria, parece que os irmãos Metralha vieram para ficar...Mais rosinha, mais laranja-azulado, impera um terrorismo de Estado.
 
Hoje, o cidadão comum precisa do Estado, para quê?
 
As ruas estão entregues à ladroagem que prolifera à rédea solta, as escolas deram o que tinham a dar, os serviços definham, os sacrificados são sempre os mesmos. No verso da medalha, o governo massacra os mesmos desgraçados, protege os campangas habituais, a figura presidencial roça o estilo confrangedor, e quem ajudou a estoirar o país, estuda filosofia ou continua com tacho garantido em qualquer empresa nutrida pelos nossos impostos. Cadeia, viste-la!
 
Esta republicazeca está podre e sem qualquer vestígio de seriedade.
 
A escumalha que por aí gravita, até resolve acabar com o Dia da Independência-o 1º de Dezembro para os mais distraídos-discutindo o assunto com os empresários...
 
Como se o sentido de Independência não devesse estar no ADN da Nação.
 
Claro que, para a maçonaria de serviço, convém acabar com estes pequenos promenores nacionalistas. Cães!!!
 
Entretanto o povinho estupidificado continua a aceitar tudo, a vender a alma ao diabo e a vegetar na sua cobardia.
 
Esta 3ª republicazeca, torpemente instalada no 25 de Abril, ao fim de menos de quarenta anos, conseguiu acabar com toda a nobreza da Nação, gerou um Estado que não merece um pingo de respeito, e delineou um país, pelo qual, dificilmente um cidadão sóbrio sente qualquer estima.
 
Até o sentido de pertença se está a perder.
 
Neste país, tornou-se difícil e perigoso ser-se português.
(Paquistanês, ainda vá que não vá...)
 
Acredito cada vez mais que o espaço do "politicamente correcto" está corrompido, acanalhado, incompetente e podre.
 
Urge uma solução contra-revolucionária, anti-comunista, anti-socialista, anti-capitalista. Para que não haja dúvidas, uma solução da área da Direita Nacional, autenticamente portuguesa...
 
Paralelamente, o reeguer do futuro Estado de Direito deve assentar numa matriz monárquica.

Viva o 1º de Dezembro!
Viva o Rei!
Portugal, sempre!

PRIMITIVA CASA DOS CONDES D'AURORA PODERÁ TER SIDO DO SÉCULO XVII

RAINHA RANIA DA JORDÂNIA NA ESCOLA

Rainha Rania da Jordânia foi visitar uma escola para meninas em Al Jizah.

EXPOSIÇÃO DE RELÓGIOS REAIS EM MADRID E A HISTÓRIA DE UMA PRINCESA PORTUGUESA



O acervo horológico do Património Nacional espanhol está espalhado por vários palácios, mas o núcleo principal encontra-se no Palácio Real de Madrid.

Estação Cronográfica visitou por duas vezes esse acervo, há uma década, quando investigava para História do Tempo em Portugal - Elementos para uma História do Tempo, da Relojoaria e das Mentalidades em Portugal (Diamantouro 2003).
 
A cerimónia da Troca das Princesas, na fronteira do Caia e o coche em que viajou Maria Bárbara de Bragança

Já falou deste tema, em post anterior. E deixa aqui um excerto da obra, onde se fala de um relógio muito especial, um Elicott, que foi no dote da princesa Maria Bárbara, filha de D. João V, aquando do seu casamento com o futuro Fernando VI de Espanha (no episódio de 1729, no Caia, conhecido como A Troca das Princesas, e em que a princesa Mariana Vitória, filha de Filipe V, foi entregue para se casar com o futuro D. José):

Quadros de Maria Bárbara de Bragança e o Elicott que ela levou em dote, para Madrid

A princesa e o seu dote relojoeiro
Os reis de Espanha, tanto os da Casa de Áustria como os da de Bourbon mostraram sempre um grande apreço pelos relógios e em geral por todo o tipo de engenhos mecânicos.
As actuais colecções da Coroa espanhola dispõem de um magnífico acervo relojoeiro, que só não é única no mundo porque os incêndios afligiram os palácios reais (o Prado em 1604, o Escorial em 1671 e o Alcazár de Madrid em 1734).
O relógio mais antigo dos que se conservam na colecção é o chamado “Candil de Filipe II”, datado de 1583, e da autoria do Relojoeiro Real Hans de Evalo. De origem flamenga, começou a trabalhar em Madrid em 1558 e foi nomeado para o cargo em 1580 (data da unificação das duas coroas ibéricas). Foi Relojoeiro Real até à sua morte, em 1598, e seria interessante investigar se alguma vez se teria deslocado, durante esse tempo, a Lisboa.
Seria igualmente curioso saber se uma figura anterior, o lombardo Juanelo Turriano, relojoeiro, matemático e engenheiro, chamado a Espanha a instâncias de Carlos I, se relacionou de algum modo com Portugal ou se a sua obra escrita (sobre engenhos e máquinas) circulou por cá. De qualquer modo, o monarca seguinte, Filipe II, nomeia-o Relojoeiro Real em 1562, obrigando-o a residir na Corte e com o compromisso de não fazer obra a não ser para o rei. O historiador Morpurgo diria dele ser “o relojoeiro mais popular que se conhece. A sua figura esteve sempre rodeada de uma áurea de mistério”. Morreu em 1585.
Filipe III (Filipe II de Portugal) é o primeiro monarca europeu a lançar publicamente o desafio a quem resolvesse o maior problema da época: a determinação da longitude no mar. O monarca oferecia um prémio de 6 mil ducados, 2 mil mais de renda vitalícia e outros mil de ajudas de custo para quem fosse capaz de fabricar o relógio suficientemente exacto e resistente que “congelasse” o tempo em terra, à partida e, embarcado num navio, o conservasse para os cálculos a bordo.
Em 1604 é nomeado “conservador” dos relógios das Casas Reais, com aposento na Corte, um tal Claudio Gribelin. No reinado de Filipe IV (Filipe III de Portugal) o Conde-Duque de Olivares nomeia, em 1631, um tal Guillermo Reynaldo, de Rouan, relojoeiro da Câmara. Segue-se-lhe no cargo um tal Juan Duque.
Em 1640, liderados pelo duque de Bragança (D. João IV), os portugueses lançam o movimento da Restauração, readquirindo a independência como Estado. Durante o reinado de Fernando VI de Espanha, e devido à sua preocupação e interesse pelo fomento da Relojoaria em Espanha, assim como pela manutenção da colecção Real, o país vizinho envia à Suíça, França e Inglaterra vários artífices espanhóis para que estudem com os melhores mestres.
No rescaldo da guerra da Restauração, Lisboa e Madrid procuram, à boa maneira da época, cimentar a paz com alianças casamenteiras. O caso de Maria Bárbara, princesa, filha de D. João V e de sua mulher, a rainha Maria Ana de Áustria, é paradigmático.
Nascida em Lisboa em 1711 e falecida em Madrid em 1757, Bárbara de Bragança foi rainha de Espanha, pelo seu casamento em 1729 com Fernando VI. Figura interessante, era extraordinariamente culta (falava francês, alemão e italiano, fora discípula de Domenico Scarlatti e era ela própria compositora).
O casamento de Bárbara com Fernando foi contratado quase ao mesmo tempo em que se tratou o do príncipe herdeiro português, D. José, com a princesa D. Maria Vitória, filha, tal como Fernando, de Filipe V de Espanha. Deliberou-se que se trocariam as duas noivas e, efectivamente, D. João V e a mulher acompanharam a filha até à fronteira alentejana, enquanto os monarcas espanhóis acompanharam até à Estremadura a futura mulher de D. José.
Segundo os relatos da época, a cerimónia da troca de princesas, casadas com os herdeiros das duas coroas, efectuou-se com grande pompa. D. João V mandou mesmo construir o palácio de Vendas Novas, que ainda hoje existe, com o único fim de dar pousada durante duas noites, uma à ida e outra à volta, às comitivas portuguesa e espanhola. Magnificências à custa do ouro do Brasil...
O enxoval de Bárbara foi “grandioso e deslumbrante”. Talvez por se saber do gosto particular do futuro Fernando VI em relação à relojoaria, entre os presentes da Corte portuguesa à Corte espanhola estava um precioso relógio, encomendado a um dos mais famosos mestres do seu tempo, o britânico John Ellicott.
Trata-se de um relógio de caixa alta, em ébano, com decoração de bronzes cinzelados e dourados. O mostrador, metálico, com aplicações de bronze, com ponteiro dos segundos na parte superior, tem funções de equação do tempo, indicação de dias, noites e calendário lunar, abóbada celeste, além de calendário mensal, tempo solar, nascer e pôr-do-sol e fases do Zodíaco. Com todas estas indicações em português, este “regulador” tem corda para oito dias, escape de âncora e pêndulo compensado, o que faz dele uma das mais preciosas peças que ainda hoje se podem ver entre as Colecções Reais da Coroa espanhola.
Para terminar estas breves informações sobre a relojoaria nas ligações entre as casas reais ibéricas, de salientar que, em 1818, um tal Blas Munoz era nomeado Relojoeiro de Câmara da rainha Isabel de Bragança. Filha de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, casou em 1816 com Fernando VII e morreu ao dar à luz, no El Pardo, dois anos depois. A confusão casamenteira persiste: escassos anos depois dá-se a instalação no Palácio Real de Madrid de D. Maria Teresa de Bragança, irmã de Isabel e que casou com o herdeiro espanhol, Carlos de Bourbon e, por morte deste, com o herdeiro seguinte, Carlos Maria Isidoro. Jerónimo Woolls é nomeado relojoeiro da Câmara, ao seu serviço.
Tudo isto indicia a importância que as cortes de Lisboa e Madrid davam aos relógios.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

BAPTIZADO DE DOM AFONSO HENRIQUES

Baptismo de D. Afonso Henriques por S.Geraldo, arcebispo de Braga-Séc. XVII, óleo sobre tela 1250x1480 mm.-Museu Alberto Sampaio - Guimarães

JOSÉ ADELINO MALTEZ: "O QUE É SER LIBERAL"

PORTUGAL ATRAVESSA UMA DAS MAIORES CRISES DA SUA LONGA VIDA

Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando assumindo hoje consequências dolorosas para as pessoas, famílias e empresas.
A soberania de Portugal está gravemente ameaçada. A História, na crueza dos seus factos, revela-nos que, sempre que o País ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua Independência. Até a razão por que hoje aqui nos encontramos, comemorando a Restauração da Independência de Portugal, pretende, por alguns, ser desvalorizada face à ameaça de extinção do feriado evocativo do Dia que mais devia unir todos os portugueses. Sinal dos tempos…
A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892, com tão graves consequências para a Nação e que levou ao fim do Regime da nossa Monarquia Democrática.
Tão importante como resolver a complexa situação interna que exige inevitáveis medidas de austeridade, é analisar as razões que nos levaram ao estado em que hoje nos encontramos. Torna-se urgente proceder, através de um amplo debate nacional, a uma rigorosa e descomplexada análise dos modelos económico e político que estiveram na origem do depauperamento do Estado. Cada vez é mais notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor.
Será que o Povo se identifica com os seus formais representantes?
Será que a nossa Democracia deverá ficar confinada a um modelo que já demonstrou não ser suficiente e eficaz? Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos Municípios, modelo este com raízes profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal? Também no campo económico, necessitamos trabalhar para melhorarmos a nossa auto-suficiência, através de estímulos e incentivos para o desenvolvimento da indústria nacional e da recuperação prioritária das actividades agrícolas e relacionadas com o Mar. É inaceitável e perigoso que a maior parte dos alimentos que consumimos venha do estrangeiro! Como repetidamente tenho alertado em anteriores Mensagens e entrevistas, no actual contexto, o aprofundamento consequente das relações culturais e económicas entre os países lusófonos, mais do que um objectivo, constitui uma verdadeira necessidade estratégica que, por natural, reúne todas as condições quer para o sucesso do desenvolvimento dos seus Estados quer para o aumento do bem-estar das suas populações.
Do muito que se pode fazer neste domínio cito como exemplo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP, integrando a troca de bens produzidos no seu âmbito e o intercâmbio de jovens universitários ou em formação profissional. Acredito que CPLP deveria evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos. Antes da crise económica e financeira, já se encontrava instalada uma crise de ordem moral e ideológica.
Os tempos são difíceis mas poderão ser mais facilmente suportáveis se os portugueses estiverem cientes de que o esforço que lhes está a ser exigido se justifica para salvar a Pátria. É preciso mudar o estilo de vida que artificialmente foi cultivado nas últimas décadas e adequarmos os nossos hábitos à realidade do País. Exige-se, para tal, uma rigorosa responsabilização moral que começa pelos Governantes que, mais do que nunca, devem esclarecer com verdade as suas acções, começando por informar a Nação sobre o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado Português ao abrigo do Plano de Assistência Económica e Financeira – “As boas contas fazem os bons amigos!”Perante a herança que as próximas gerações vão receber, é nosso dever, no mínimo, contribuir para lhes facultar as melhores ferramentas para o seu futuro e o de Portugal: educando-os e formando-os com respeito pelos princípios da honra, da responsabilidade e do amor à Pátria.
A dúvida que hoje se coloca não é a de que País vamos deixar aos nossos filhos mas sim que filhos devemos deixar ao nosso País. Confio na força anímica que, como Povo, sempre soubemos revelar perante os desafios mais difíceis. Especialmente na nossa juventude, que bem preparada, com a sua criatividade, generosidade e determinação, conseguirá restaurar Portugal!
Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar colocando Port. acima dos interesses partidários.
Assim Deus nos ajude!

ÉVORA, PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

PRÍNCIPE HAAKON DA NORUEGA VISITA O NEPAL

Como Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o príncipe herdeiro Haakon da Noruega, juntamente com o Administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e Presidente do Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas, Helen Clark, visitará Nepalgunj para examinar a PNUD.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A BALANÇA NÃO MENTE


HOMENAGEM A EL-REI DOM LUÍS, REI MARINHEIRO QUE ABOLIU A ESCRAVATURA

 
O Rei Dom Luís foi ontem homenageado na Sociedade de Geografia pelos 150 anos passados desde a ascensão ao trono. Não foi inocente a escolha do local, já que foi ele o fundador e primeiro protector daquela instituição. Forma de ‘fazer uma vénia’ a um Homem que foi Chefe de Estado de 11 de Novembro de 1861 a 19 de Outubro de 1889, data da sua morte, em Cascais.
 
Luís Aires Barros, presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, fez breve introdução, falou dos grandes feitos do Rei Dom Luís, do Homem culto que foi e da grande transformação que Portugal conheceu durante o reinado.
 
Dom Luís reinou durante 25 anos e na Sociedade de Geografia ficou a defesa da ideia de que não era Rei sem poder e influência, como muitas vezes se faz crer.
 
De Berlim a Londres
 
Rapidamente se escutaram alguns exemplos: foi por esses anos que se aboliu a pena de morte em Portugal, que se pôs fim à escravatura, que foi feito o primeiro recenseamento da população ou se fundou a Caixa Geral de Depósitos. E como não poderia deixar de ser, com o devido destaque nas palavras do professor Luís Aires, fundou ainda da Sociedade de Geografia, à imagem do que se fazia em Paris, Berlim ou Londres, numa época em que a Europa se virou para África e começou a estudar terras até então praticamente desconhecidas e ignoradas.
 
Marinha honrada
 
Chegara então o momento de discursar o almirante Vieira Matias. Porque se associou a Marinha a esta homenagem? Explicação simples, dada de imediato.
«A Marinha sente-se honrada por ter tido um marinheiro que foi Rei e que, sendo Rei... não deixou de ser marinheiro», afirmou o almirante, sublinhando os contributos para Portugal de um Homem de cultura e que teve contributo decisivo para o grande crescimento da marinha de guerra.
 
Dom Duarte e a influência
 
E não poderia deixar de estar presente Dom Duarte Pio, rosto da Monarquia nos dias de hoje.
«Teve educação esmerada, com muita influência alemã. Foi essa educação que o preparou para ser um excelente Chefe de Estado, como na realidade foi. Nessa fase da Monarquia o Rei não governava, é verdade, mas Dom Luís teve uma influência enorme no desenvolvimento do País», disse.
 
Crescimento económico
 
O senhor que se seguiu, o historiador Rui Matos, concorda com a ideia de uma magistratura de influência activa, apesar de reconhecer que é um período da história portuguesa que não está tão estudado como seria desejável.
 
«Dom Luís foi o segundo filho da Dona Maria II e não estava destinado a ser Rei, mas a verdade é que foi o reinado constitucional em Portugal mais longo da história... 28 anos. É inegável que não deixou memórias tão fortes como o antecessor, o irmão Dom Pedro V, nem mesmo que o sucessor, o filho Dom Carlos. Mas é injusta a tese que defende que a Monarquia se prolongava unicamente porque o Rei não mandava. É evidente que não era um homem incapaz ou ausente, talvez o que se passe é que tenha sido incompreendido na época em que viveu. Durante o Governo de Fontes Pereira de Melo tivemos uma das três épocas de maior crescimento económico em Portugal e o seu papel foi muito activo.»
 
Assinalados ficaram os 150 anos da subida ao trono do rei que ganhou o cognome de ‘O Popular’, diz-se que por ser apreciado pelo povo. Homem de cultura e, como tal, nem faltou uma actuação notável do Quinteto Clássico da Banda da Armada.
 
Por Luís Filipe Simões, 28 de Novemvro de 2011
 
FOTOS
 
S.A.R., Dom Duarte Pio destacou a personalidade de Dom Luís, cuja imagem se vê ao fundo (Foto António Azevedo/ASF)
 
Quinteto Clássico da Banda da Marinha teve actuação fantástica (Foto António Azevedo/ASF)
 
Sala bem composta num dia especial no Salão Nobre da Sociedade de Geografia (Foto António Azevedo/ASF)

S.A.R., Dom Duarte, Luís Aires Barros e Vieira Matias foram os oradores (Foto António Azevedo/ASF)

Muitos marinheiros na sala para conhecerem as obras do... Rei marinheiro (Foto António Azevedo/ASF)

D. ISABEL DE BRAGANÇA: "O MEU GRANDE TRABALHO É AJUDAR OS QUE PRECISAM"

A duquesa de Bragança assume que o Natal é importante para a família e revela que este ano os filhos, Afonso, Francisca e Dinis, vão receber apenas um presente cada um.

Há 20 anos, um grupo de mulheres começava a fazer voluntariado na Maternidade Alfredo da Costa, ajudando mães carenciadas. Assim foi criado o Banco do Bebé, presidido por Marina Arnoso e no qual D. Isabel de Bragança é presidente da Assembleia Geral. A celebração das duas décadas da associação proporcionou uma conversa com a duquesa, que dedica parte substancial do seu tempo ao voluntariado.

– Tem um papel activo no Banco do Bebé?

– Tento promover o voluntariado e dou apoio a vários níveis, como, por exemplo, fazendo a ponte com pessoas que possam ajudar. Não consigo vir muito à maternidade, mas estas senhoras têm feito um trabalho extraordinário, sendo um dos serviços mais importantes o apoio domiciliário, fundamental no regresso das mães a casa, com os bebés.

– Deve tornar-se difícil lidar com tantos pedidos de ajuda...

– Sim, fico bastante sensibilizada. Algumas pessoas vivem situações muito complicadas e nesse sentido tento ajudar, encaminhando-as para as associações indicadas. Infelizmente, não consigo ajudar todos como gostaria, mas cada vez existem mais pessoas disponíveis para ajudar. Somos um povo que, mesmo em crise, está sempre disponível para ajudar.

– Grande parte do seu tempo é dedicado ao voluntariado?

– Sim. O meu grande trabalho é ajudar os que precisam e pedir ajuda ou encaminhar para quem o sabe fazer melhor que eu.

– Ter três filhos sensibiliza-a mais para este trabalho?

– Sem dúvida. Cada vez que olho para um bebé, numa questão de segundos que seja, recordo tudo o que vivi quando fui mãe.

– E não tem vontade de ser mãe de novo?

– Imenso. É uma tentação enorme, mas penso que agora temos que apoiar os que estão cá.

– Tenta incutir este espírito de solidariedade nos seus filhos?

– Sim. Os meus filhos acompanham-me sempre que podem e no colégio onde estudam, este tipo de actividades são promovidas frequentemente. Acredito que o voluntariado ou solidariedade devem fazer parte da nossa formação humana.

– Como será este Natal?

– Em família, como é habitual. Este ano, devido à crise e também porque eles já são mais velhos, combinámos dar apenas um presente, para o qual toda a família contribui. Até porque eles não precisam de tantas coisas assim.


– O Natal vai ser também o reencontro da família, já que o Afonso estuda em Londres...

– É verdade. O Afonso faz-nos muita falta e temos muitas saudades, mas todos sentimos que está a ser uma boa experiência para ele e fundamental para a sua formação. Depois, em Londres está mais protegido de mim, porque sou uma mãe-galinha assumida e, sem querer, acabo por protegê-los bastante. Assim ele torna-se mais auto-suficiente, mais responsável e capaz de resolver os seus problemas.

– Assusta-a pensar no dia em que os seus filhos sairão de casa?

– Assusta-me imenso, nem quero pensar. Mas temos de saber que chega uma altura em que eles batem asas e seguem o seu caminho. O mais importante é termos a noção de que, com erros e com acertos, tentámos dar a melhor formação para eles serem pessoas realizadas, seguras e bem formadas.

– A Francisca e o Dinis também deverão ir estudar fora do país?

– Já se falou nisso, sobretudo no caso da Francisca, mas mais para a frente. Agora, cada filho é um filho. No caso do Afonso, tudo se conjugou assim, mas eles irão se quiserem, claro.

Por: Rodrigo Freixo

Revista



CAUSA MONÁRQUICA


Com os problemas vividos pelo sistema político português vigente na actualidade, concluo que precisamos de mudar a Democracia Portuguesa. Temos que incorporar nesta o sentido Monárquico.

Termos um Rei em vez de um Presidente seria algo excelente e que acabava com a instabilidade vivida em Democracia quando há este tipo de discórdia, que tem havido ultimamente, entre os diversos partidos políticos.

Com um Rei e com um Primeiro-Ministro com eleição directa pelo povo português, em que o candidato seria a pessoa e não o partido, poderíamos passar a ter uma Democracia muito mais interessante.

Já aos partidos penso que deveria ser dado o verdadeiro enfoque que devem ter, ou seja, os partidos devem assegurar a eleição dos Deputados e apenas dos Deputados da Assembleia da República. Com isso se passava a perceber que as pessoas nas listas a deputados seriam mais valorizadas que o possível primeiro-ministro resultante, contrariamente ao que acontece hoje.
  
 

O BEIJA-MÃO DO PRESIDENTE TURCO À RAINHA DE INGLATERRA

O presidente da Turquia, Adbullah Gulvisita, de visita ao Reino Unido, foi ao beija-mão à Rainha de Inglaterra.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESCUTISMO: D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, EXEMPLO DE VIDA

UM OUTRO 1º DE DEZEMBRO

(Clicar na imagem para ampliar.)
«O Porto albergava os mestres desesperançados da República. Necessário se tornava proclamar outra República. O acto dos mestres solicitava a reacção das novas gerações e, com efeito, tudo foi possível, num temporal que é lícito situar entre 1910 e 1930, pois o espírito da "Renascença Portuguesa" sobreviveu, ainda que que alguns autores pretendam situar o termo final em 1915. (...) Profunda e conscientemente nacional, o movimento da "Renascença Portuguesa" teve a dupla expressão poética e filosófica.»
Pinharanda Gomes em  A "Renascença Portuguesa" - Teixeira Rêgo

Num 1º de Dezembro como o deste ano, marcado pela triste notícia de ser a última vez que os portugueses celebram enquanto feriado nacional esta importante data da sua história, convém recordar o tempo em que alguns dos mais importantes intelectuais do nosso século XX se uniram em torno da manutenção e promoção de uma cultura portuguesa, após a implantação da infame e criminosa I República, através da criação da revista A Águia, órgão oficial de expressão do Movimento da Renascença Portuguesa. 
 
Cientes da importância e peso da data 1.º de Dezembro no imaginário histórico-cultural nacional, sinónimo de Liberdade, Independência, Restauração e Renascença, os criadores do movimento, escolheram esse dia para o fundar, no ano de 1910, decorrido pouquíssimo tempo após a implantação da República. Devemos por isso lembrar essa geração, assim como o móbil da sua actuação, ou seja, a mesma decadência moral e degenerativa da III República imposta após Abril, directamente herdada da I República. Deste modo, tal como em 1910, torna-se hoje urgente e necessária a reemergência de uma ideia ou ideal poético-histórico-filosófico e sociopolítico nacional, capaz de preservar a nossa memória, cultura e tradição, defendendo deste modo o futuro da portugalidade e de todos os que a constituem e abraçam. Lembrar a Renascença Portuguesa é revitalizar o sonho de um melhor Portugal, pleno de esperança, liberto das pseudo-elites estrangeiradas, criminosas, oportunistas e decadentes.
 
Resta-nos por isso aguardar por uma renovada Renascença Portuguesa.

EXPOSIÇÃO "371 ANOS DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL"

Decorre na BECRE "Lucinda Pires" uma exposição evocativa do 371º aniversário da Restauração da Independência de Portugal. Como forma de relembrar alguns dos momentos mais significativos dessa data deixamos aqui alguns textos que poderão servir de reflexão sobre os acontecimentos ocorridos nessa data, 1 de Dezembro de 1640.
"Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal após 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela."
"Culturalmente, avançara depressa, entre 1580 e 1640, a castelhanização do País. Autores e artistas portugueses gravitavam nas órbitas da corte espanhola, fixavam residência em Espanha, aceitavam padrões espanhóis e escreviam cada vez mais em castelhano, contribuindo para a riqueza do teatro, da música ou da arte pictórica espanhóis e dando hoje a impressão errada de uma decadência cultural a partir de 1580. A perda de uma individualidade cultural era sentida por muitos portugueses, com reacções diversas a favor da língua pátria e da sua expressão em termos de prosa e poesia. Contudo, os intelectuais que assim reagiam sabiam perfeitamente que os seus esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política."
"A conspiração a favor da independência começou em 1639, se não antes, congregando um grupo heterogéneo de nobres, clientes, funcionários da casa de Bragança, e elementos do alto e baixo clero. Em Novembro de 1640, a conspiração dos aristocratas conseguiu finalmente o apoio formal do duque de Bragança."
"Na manhã do 1º de Dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo em Lisboa (Paço da Ribeira), prendeu a duquesa de Mântua e matou ou feriu alguns membros da guarnição militar e funcionários, entre os quais o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado de coisas, secundados pelo entusiasmo popular."
"D. João foi aclamado como D. João IV, entrando em Lisboa alguns dias mais tarde. Por quase todo o Portugal metropolitano e ultramarino as notícias da mudança do regime e do novo juramento de fidelidade ao Bragança foram recebidas e obedecidas sem qualquer dúvida. Apenas Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV."
"A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Por do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas."
"Portugal não dispunha de um exército moderno, as suas forças eram escassas – sobretudo na fronteira terrestre –, as suas coudelarias haviam sido extintas, os seus melhores generais lutavam pela Espanha algures na Europa. Do lado português, tudo isto explica por que motivo a guerra se limitou em geral a operações fronteiriças de pouca envergadura. Do lado espanhol, é preciso lembrar que a Guerra dos Trinta Anos (prolongada em Espanha até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) demoraram quaisquer ofensivas de vulto. Regra geral, a guerra, que se prolongou por 28 anos, teve os seus altos e baixos para os dois contendores até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País."
Fonte: BECRE

A CASA REAL ESPANHOLA CUSTA QUASE 1/3 DOS GASTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA!

Presidenciais 2011

O Diário de Noticias publica  hoje os valores do custo da Casa Real Espanhola, da Casa Real Britânica, da Casa Real Sueca  e da Presidência da República Portuguesa.

Por incrível que pareça o Orçamento da Presidência da República Portuguesa é de 20,7 milhões de euros.

O orçamento da Casa Real espanhola é de 8,9 milhões.

Os desgraçados portugueses gastam mais de 20 milhões com o funcionamento da Presidência da República .

Para Cavaco Silva fazer o quê?

Se compararmos o orçamento da casa Real do Reino Unido – de pouco mais de 48 milhões de euros e notarmos que a Rainha de Inglaterra é Chefe de Estado do Canadá e da Austrália, vemos a extensão do abuso, da enorme falta de senso e dos limites em Portugal.

Cavaco Silva contribui para a miséria dos portugueses com mais de 20 milhões de euros de  gastos.

Se somarmos a isto o facto de o Governador do banco de Portugal ganhar mais que o homólogo dos EUA vemos bem a falta de tacto e de responsabilidade dos políticos portugueses.

Paga Zé Povinho!

O Rei de Espanha agiu agora para baixar o seu orçamento.

Cavaco Silva nem uma palavra.

Seria bom que esclarecesse os portugueses, publicamente, da necessidade de a Presidência da República Portuguesa gastar tanto.

Nomeadamente esclarecer para que necessita de tanto dinheiro; Onde o aplica; Porque não baixa o orçamento.

O Orçamento da Presidência da República Portuguesa não deveria ser superior a 3 milhões de euros e mesmo assim seria comparativamente muito superior ao espanhol.

Cavaco Silva e os seus serviço devem apertar o cinto, e dar o exemplo.

Publicada por José Maria Martins em catarse