terça-feira, 13 de dezembro de 2011

D. ISABEL DE BRAGANÇA: "O MEU GRANDE TRABALHO É AJUDAR OS QUE PRECISAM"

A duquesa de Bragança assume que o Natal é importante para a família e revela que este ano os filhos, Afonso, Francisca e Dinis, vão receber apenas um presente cada um.

Há 20 anos, um grupo de mulheres começava a fazer voluntariado na Maternidade Alfredo da Costa, ajudando mães carenciadas. Assim foi criado o Banco do Bebé, presidido por Marina Arnoso e no qual D. Isabel de Bragança é presidente da Assembleia Geral. A celebração das duas décadas da associação proporcionou uma conversa com a duquesa, que dedica parte substancial do seu tempo ao voluntariado.

– Tem um papel activo no Banco do Bebé?

– Tento promover o voluntariado e dou apoio a vários níveis, como, por exemplo, fazendo a ponte com pessoas que possam ajudar. Não consigo vir muito à maternidade, mas estas senhoras têm feito um trabalho extraordinário, sendo um dos serviços mais importantes o apoio domiciliário, fundamental no regresso das mães a casa, com os bebés.

– Deve tornar-se difícil lidar com tantos pedidos de ajuda...

– Sim, fico bastante sensibilizada. Algumas pessoas vivem situações muito complicadas e nesse sentido tento ajudar, encaminhando-as para as associações indicadas. Infelizmente, não consigo ajudar todos como gostaria, mas cada vez existem mais pessoas disponíveis para ajudar. Somos um povo que, mesmo em crise, está sempre disponível para ajudar.

– Grande parte do seu tempo é dedicado ao voluntariado?

– Sim. O meu grande trabalho é ajudar os que precisam e pedir ajuda ou encaminhar para quem o sabe fazer melhor que eu.

– Ter três filhos sensibiliza-a mais para este trabalho?

– Sem dúvida. Cada vez que olho para um bebé, numa questão de segundos que seja, recordo tudo o que vivi quando fui mãe.

– E não tem vontade de ser mãe de novo?

– Imenso. É uma tentação enorme, mas penso que agora temos que apoiar os que estão cá.

– Tenta incutir este espírito de solidariedade nos seus filhos?

– Sim. Os meus filhos acompanham-me sempre que podem e no colégio onde estudam, este tipo de actividades são promovidas frequentemente. Acredito que o voluntariado ou solidariedade devem fazer parte da nossa formação humana.

– Como será este Natal?

– Em família, como é habitual. Este ano, devido à crise e também porque eles já são mais velhos, combinámos dar apenas um presente, para o qual toda a família contribui. Até porque eles não precisam de tantas coisas assim.


– O Natal vai ser também o reencontro da família, já que o Afonso estuda em Londres...

– É verdade. O Afonso faz-nos muita falta e temos muitas saudades, mas todos sentimos que está a ser uma boa experiência para ele e fundamental para a sua formação. Depois, em Londres está mais protegido de mim, porque sou uma mãe-galinha assumida e, sem querer, acabo por protegê-los bastante. Assim ele torna-se mais auto-suficiente, mais responsável e capaz de resolver os seus problemas.

– Assusta-a pensar no dia em que os seus filhos sairão de casa?

– Assusta-me imenso, nem quero pensar. Mas temos de saber que chega uma altura em que eles batem asas e seguem o seu caminho. O mais importante é termos a noção de que, com erros e com acertos, tentámos dar a melhor formação para eles serem pessoas realizadas, seguras e bem formadas.

– A Francisca e o Dinis também deverão ir estudar fora do país?

– Já se falou nisso, sobretudo no caso da Francisca, mas mais para a frente. Agora, cada filho é um filho. No caso do Afonso, tudo se conjugou assim, mas eles irão se quiserem, claro.

Por: Rodrigo Freixo

Revista



CAUSA MONÁRQUICA


Com os problemas vividos pelo sistema político português vigente na actualidade, concluo que precisamos de mudar a Democracia Portuguesa. Temos que incorporar nesta o sentido Monárquico.

Termos um Rei em vez de um Presidente seria algo excelente e que acabava com a instabilidade vivida em Democracia quando há este tipo de discórdia, que tem havido ultimamente, entre os diversos partidos políticos.

Com um Rei e com um Primeiro-Ministro com eleição directa pelo povo português, em que o candidato seria a pessoa e não o partido, poderíamos passar a ter uma Democracia muito mais interessante.

Já aos partidos penso que deveria ser dado o verdadeiro enfoque que devem ter, ou seja, os partidos devem assegurar a eleição dos Deputados e apenas dos Deputados da Assembleia da República. Com isso se passava a perceber que as pessoas nas listas a deputados seriam mais valorizadas que o possível primeiro-ministro resultante, contrariamente ao que acontece hoje.
  
 

O BEIJA-MÃO DO PRESIDENTE TURCO À RAINHA DE INGLATERRA

O presidente da Turquia, Adbullah Gulvisita, de visita ao Reino Unido, foi ao beija-mão à Rainha de Inglaterra.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESCUTISMO: D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, EXEMPLO DE VIDA

UM OUTRO 1º DE DEZEMBRO

(Clicar na imagem para ampliar.)
«O Porto albergava os mestres desesperançados da República. Necessário se tornava proclamar outra República. O acto dos mestres solicitava a reacção das novas gerações e, com efeito, tudo foi possível, num temporal que é lícito situar entre 1910 e 1930, pois o espírito da "Renascença Portuguesa" sobreviveu, ainda que que alguns autores pretendam situar o termo final em 1915. (...) Profunda e conscientemente nacional, o movimento da "Renascença Portuguesa" teve a dupla expressão poética e filosófica.»
Pinharanda Gomes em  A "Renascença Portuguesa" - Teixeira Rêgo

Num 1º de Dezembro como o deste ano, marcado pela triste notícia de ser a última vez que os portugueses celebram enquanto feriado nacional esta importante data da sua história, convém recordar o tempo em que alguns dos mais importantes intelectuais do nosso século XX se uniram em torno da manutenção e promoção de uma cultura portuguesa, após a implantação da infame e criminosa I República, através da criação da revista A Águia, órgão oficial de expressão do Movimento da Renascença Portuguesa. 
 
Cientes da importância e peso da data 1.º de Dezembro no imaginário histórico-cultural nacional, sinónimo de Liberdade, Independência, Restauração e Renascença, os criadores do movimento, escolheram esse dia para o fundar, no ano de 1910, decorrido pouquíssimo tempo após a implantação da República. Devemos por isso lembrar essa geração, assim como o móbil da sua actuação, ou seja, a mesma decadência moral e degenerativa da III República imposta após Abril, directamente herdada da I República. Deste modo, tal como em 1910, torna-se hoje urgente e necessária a reemergência de uma ideia ou ideal poético-histórico-filosófico e sociopolítico nacional, capaz de preservar a nossa memória, cultura e tradição, defendendo deste modo o futuro da portugalidade e de todos os que a constituem e abraçam. Lembrar a Renascença Portuguesa é revitalizar o sonho de um melhor Portugal, pleno de esperança, liberto das pseudo-elites estrangeiradas, criminosas, oportunistas e decadentes.
 
Resta-nos por isso aguardar por uma renovada Renascença Portuguesa.

EXPOSIÇÃO "371 ANOS DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL"

Decorre na BECRE "Lucinda Pires" uma exposição evocativa do 371º aniversário da Restauração da Independência de Portugal. Como forma de relembrar alguns dos momentos mais significativos dessa data deixamos aqui alguns textos que poderão servir de reflexão sobre os acontecimentos ocorridos nessa data, 1 de Dezembro de 1640.
"Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal após 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela."
"Culturalmente, avançara depressa, entre 1580 e 1640, a castelhanização do País. Autores e artistas portugueses gravitavam nas órbitas da corte espanhola, fixavam residência em Espanha, aceitavam padrões espanhóis e escreviam cada vez mais em castelhano, contribuindo para a riqueza do teatro, da música ou da arte pictórica espanhóis e dando hoje a impressão errada de uma decadência cultural a partir de 1580. A perda de uma individualidade cultural era sentida por muitos portugueses, com reacções diversas a favor da língua pátria e da sua expressão em termos de prosa e poesia. Contudo, os intelectuais que assim reagiam sabiam perfeitamente que os seus esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política."
"A conspiração a favor da independência começou em 1639, se não antes, congregando um grupo heterogéneo de nobres, clientes, funcionários da casa de Bragança, e elementos do alto e baixo clero. Em Novembro de 1640, a conspiração dos aristocratas conseguiu finalmente o apoio formal do duque de Bragança."
"Na manhã do 1º de Dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo em Lisboa (Paço da Ribeira), prendeu a duquesa de Mântua e matou ou feriu alguns membros da guarnição militar e funcionários, entre os quais o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado de coisas, secundados pelo entusiasmo popular."
"D. João foi aclamado como D. João IV, entrando em Lisboa alguns dias mais tarde. Por quase todo o Portugal metropolitano e ultramarino as notícias da mudança do regime e do novo juramento de fidelidade ao Bragança foram recebidas e obedecidas sem qualquer dúvida. Apenas Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV."
"A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Por do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas."
"Portugal não dispunha de um exército moderno, as suas forças eram escassas – sobretudo na fronteira terrestre –, as suas coudelarias haviam sido extintas, os seus melhores generais lutavam pela Espanha algures na Europa. Do lado português, tudo isto explica por que motivo a guerra se limitou em geral a operações fronteiriças de pouca envergadura. Do lado espanhol, é preciso lembrar que a Guerra dos Trinta Anos (prolongada em Espanha até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) demoraram quaisquer ofensivas de vulto. Regra geral, a guerra, que se prolongou por 28 anos, teve os seus altos e baixos para os dois contendores até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País."
Fonte: BECRE

A CASA REAL ESPANHOLA CUSTA QUASE 1/3 DOS GASTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA!

Presidenciais 2011

O Diário de Noticias publica  hoje os valores do custo da Casa Real Espanhola, da Casa Real Britânica, da Casa Real Sueca  e da Presidência da República Portuguesa.

Por incrível que pareça o Orçamento da Presidência da República Portuguesa é de 20,7 milhões de euros.

O orçamento da Casa Real espanhola é de 8,9 milhões.

Os desgraçados portugueses gastam mais de 20 milhões com o funcionamento da Presidência da República .

Para Cavaco Silva fazer o quê?

Se compararmos o orçamento da casa Real do Reino Unido – de pouco mais de 48 milhões de euros e notarmos que a Rainha de Inglaterra é Chefe de Estado do Canadá e da Austrália, vemos a extensão do abuso, da enorme falta de senso e dos limites em Portugal.

Cavaco Silva contribui para a miséria dos portugueses com mais de 20 milhões de euros de  gastos.

Se somarmos a isto o facto de o Governador do banco de Portugal ganhar mais que o homólogo dos EUA vemos bem a falta de tacto e de responsabilidade dos políticos portugueses.

Paga Zé Povinho!

O Rei de Espanha agiu agora para baixar o seu orçamento.

Cavaco Silva nem uma palavra.

Seria bom que esclarecesse os portugueses, publicamente, da necessidade de a Presidência da República Portuguesa gastar tanto.

Nomeadamente esclarecer para que necessita de tanto dinheiro; Onde o aplica; Porque não baixa o orçamento.

O Orçamento da Presidência da República Portuguesa não deveria ser superior a 3 milhões de euros e mesmo assim seria comparativamente muito superior ao espanhol.

Cavaco Silva e os seus serviço devem apertar o cinto, e dar o exemplo.

Publicada por José Maria Martins em catarse