sábado, 10 de dezembro de 2011

O PAÇO DE CALHEIROS NA “ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA”

Sob o título “Solar e Paço de Calheiros”, a revista “Ilustração Portuguesa”, de 26 de Agosto de 1918, destacou, numa das suas páginas, aquela importante casa no Concelho de Ponte de Lima, fazendo uma descrição do local e a apresentação do seu proprietário, o Conde de Calheiros, sr. Francisco Lopes de Calheiros, a qual a seguir se transcreve.
“Ao fim de uma bela estrada de dois quilómetros e que entronca, a légua e meia de Ponte de Lima, com a estrada que vai de Viana do Castelo aos Arcos de Val-de-Vez, uma das mais interessantes casas nobres do Minho e que, quando se fizer a historia das residências solarengas em Portugal, decerto fornecerá assunto para um dos seus capítulos. A estrada que conduz ao paço de Calheiros é já um encanto pelo seu traçado e pela sua opulenta e florida vegetação que forma como que um túnel de deleitosa sombra em que o ar se impregna de inebriantes perfumes…
O palácio, a que dão acesso dois largos lanços de escada, é elegante e majestoso. O lanço da direita leva a uma ampla varanda de colunatas, em parte envidraçada e armada em estufa. A fachada da capela impõe-se ao mais exigente gosto arquitectónico e interiormente admira-se uma soberba obra de talha. As salas e aposentos da casa de Calheiros estão à altura das tradições da família ilustre a que pertence o seu proprietário, o sr. Francisco Lopes de Calheiros e Menezes, conde de Calheiros, que costuma receber com a bizarria que distinguiu os seus maiores. Não só os seus eguaes como os pobres e os humildes conhecem a delicadeza e a longaminidade do seu generoso coração.
O paço de Calheiros reserva ainda a todos os seus visitantes um verdadeiro deslumbramento: o magnífico panorama sobre que se abrem as suas janelas de onde se descortina um horisonte extensíssimo e variado… Como nota final, recordaremos que no brazão dos Calheiros, que data de 1459, figuram cinco vieiras e três estrelas em facha. No portão, reconstruído em 1889, vê-se á esquerda esse brazão e sobrepostas as seguintes palavras em caracteres góticos: “Desta antiga e nobre casa procedem os Calheiros, fidalgos do solar”.


Um trecho da escadaria de acesso ao Paço de Calheiros

Altar da Capela do Paço de Calheiros

Francisco Lopes de Calheiros, Conde de Calheiros

Página da revista “Ilustração Portuguesa” que destaca o Paço de Calheiros

BRASIL: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO AINDA ENCONTRA RESISTÊNCIAS E PODE SER REAVALIADO EM 2012

Senadora Ana Amélia (PP-RS) quer audiência pública sobre o tema. Até em Portugal as reformas provocam polêmicas

São Paulo – O novo acordo ortográfico da língua portuguesa, com regras válidas desde 1º de janeiro de 2009, ainda encontra resistência especialmente por conta das dificuldades criadas e pelo que se pode chamar de incoerências. Por conta dessa polêmica toda, a senadora Ana Amélia (PP-RS) vai solicitar que a Comissão de Educação do Senado (CE) promova no início de 2012 uma audiência pública sobre o novo acordo.

Enquanto o Brasil deve concluir a implementação do acordo em 2013, outros países de língua portuguesa enfrentam dificuldades para a adoção integral das reformas – inclusive Portugal. Uma das providências que podem ser estudadas pelo Senado é a criação de um grupo de trabalho sobre o assunto.

Ana Amélia anunciou a audiência logo após se reunir, na segunda-feira (28), com o professor Ernani Pimentel. Autor de diversas críticas ao novo acordo ortográfico, o professor criou o Movimento Acordar Melhor para divulgar suas ideias. Pimentel defende a simplificação das regras, porque, segundo ele, o novo acordo contém "incoerências, incongruências e muitas exceções". Um dos vários exemplos que citou foi a dificuldade para se compreender quando se deve usar ou não usar o hífen.

De acordo com Pimentel, "nenhum professor de português de nenhum país signatário é capaz de escrever totalmente de acordo com as novas regras e, como os professores não têm condições de compreender, os países não terão condições de implantá-las".

Pimentel apoia a criação de um grupo de trabalho, no âmbito da Comissão de Educação do Senado (CE), para discutir o acordo. Ele também sugeriu que os países signatários criem um órgão similar à Real Academia Espanhola, que seria responsável pela uniformização da ortografia nos países de língua portuguesa. 

Mercado e soberania

Ao comentar as resistências externas ao acordo, ele lembrou que alguns países alegam, "com razão", que as novas regras foram pensadas somente a partir de Brasil e Portugal, ignorando especificidades culturais de outras nações de língua portuguesa. Ele também disse que há uma divisão em Portugal, entre os que defendem o acordo e os que preferem adiá-lo devido aos interesses do mercado editorial português (que, dessa forma, não enfrenta a concorrência de livros brasileiros em seu próprio país e também nos países africanos de língua portuguesa).

Sobre a atuação do Ministério das Relações Exteriores, Pimentel declarou que "o Itamaraty está correto ao querer a unificação, mas está errado ao permitir que o interesse político desconsidere as questões educacionais, pedagógicas e culturais". "Ao forçar o acordo, o Brasil está sendo visto como impositor. É importante que haja discussão entre os países", avaliou.

Ações judiciais

Segundo Pimentel, o acordo ortográfico que vem sendo implantado no Brasil contém alterações feitas posteriormente - e sem a aprovação do Congresso Nacional - pela Academia Brasileira de Letras. Ele afirma que isso é ilegal e, por isso, entrou com uma ação judicial para exigir que o Congresso ratifique (ou não) tais mudanças. Além disso, o professor solicitou na Justiça que o Brasil tenha mais tempo para discutir e implementar o acordo ortográfico.

Mais confundiu que esclareceu: "brincando" com a nova regra

A editora e revisora Márcia Melo, com 25 anos de experiência em preparação de textos, consideraque a reforma ortográfica mais confundiu que esclareceu.  Brincando com as palavras e as novas regras, ela afirmou: "Para quemtem conhecimento das muitas regras e exceções da línguaportuguesa, algumas fazem todo o sentido, mas o prejuízo queacarretam no dia a dia não compensa a mudança dia a dia, porquevocê para para pensar se é cotidiano ou dia após dia, sem oshífens, e depois ainda para para pensar se digitamos duas vezes amesma palavra. Mas eu apoio o apoio que isso significa para auniversalização da grafia das palavras da língua portuguesa emtodos os países que a adoptam, sobretudo porque estreita o contactoentre esses povos culturalmente tão próximos, como os brasileiros eos cabo-verdianos, por exemplo. O duro é aguentar (leia-se agüentar,ok?) a cara de pau (não, não é uma simples cara feita de pau, esim duas palavras e uma preposição que querem dizer uma terceiracoisa, como 'desfaçatez') de quem tem feito a defesa da reformaapenas para engordar o pé-de-meia (nesse caso, por uma questão'cultural', os hifens foram mantidos). Tenho pena mesmo édos brasileirinhos. Como eles vão pronunciar linguiça, já que o'ü' agora é do arco-da-velha (cujos hifens 'culturais'deixam claro não se tratar da tiara da avó). Vai ser complicadoensiná-los a pôr os pingos nos is e, mais difícil ainda,convencê-los de que ponto e vírgula não são dois sinais gráficosseparados, mas sim um sobre o outro. Enfim, é um blá-blá-blá semfim!"

O PORQUÊ DO JANTAR DOS CONJURADOS

Tenho lido na internet algumas críticas aos jantares organizados pelas reais associações, em particular ao jantar dos conjurados, daí escrever este pequeno apontamento, no qual sintetizo a minha opinião.

Em primeiro lugar, o jantar dos conjurados é a perpetuação da memória histórica; da memória de indivíduos que arriscaram tudo o que tinham (e alguns deles tinham muito) em prole do bem comum. Os conjurados eram fidalgos de antiga linhagem, possidentes, que podiam ter pactuado com D. Filipe e, consequentemente, retido a sua influência na corte e na sociedade da época. Optaram por não o fazer. Optaram por arriscar uma morte dolorosa e humilhante, a perda de todos os seus bens, o conforto das suas vidas. É nosso dever, não só enquanto monárquicos, mas também enquanto portugueses, garantir que a sua memória perdura. É neste jantar, todos reunidos, que damos graças a Deus por ter levado a iniciativa dos conjurados a bom porto.

Em segundo lugar, o jantar serve um propósito mais prático e mais mundano: fortalecer os laços entre os monárquicos, através do convívio salutar, através da discussão de ideias, através da formação de novos conhecimentos e novas amizades. No jantar dos conjurados que decorreu no CCB estiveram presentes muitos jovens: alguns eram meus amigos, outros meus conhecidos e outros ainda não tinham sido apresentados. Fiquei a conhecer vários, troquei contactos, discuti a possibilidade de novas iniciativas, dei a conhecer a recém-reestruturada Juventude Monárquica do Porto da qual faço parte. Tudo isto faz parte do tão necessário “trabalho de base” para uma maior coordenação entre as várias reais associações e juventudes monárquicas.

Por fim, o jantar é ainda a oportunidade de travar conhecimento com SAR o Sr. D. Duarte — algo que havia feito há bastante tempo – e que tem sempre disponibilidade e paciência para ouvir opiniões dos monárquicos, dar sugestões, partilhar connosco a sua sabedoria que advém de longos anos ao serviço da Pátria.

Termino com uma nota aos que criticam o jantar com acusações de elitismo. Aos que criticam o preço, que olhem para as quantias que gastam em bilhetes para jogos de futebol, presentes de Natal e outros divertimentos frívolos e que olhem para dentro antes de criticar os que se esforçam para reunir os monárquicos num grande evento. Aos que criticam o traje, direi apenas isto: um jantar com a Família Real requer dignidade e protocolo. Se não entendem isto e sugerem que se vá cumprimentar SAR de calças de ganga e camisa por fora das calças, então demonstram uma falta de nível tremenda, já para não falar da mais básica das cortesias para com o Sr. D. Duarte. Aos que criticam o compadrio, tenho apenas a dizer que quanto mais unidos e próximos forem os monárquicos, maior será a força da nossa causa.

Saúdo SAR o Sr. D. Duarte, Duque de Bragança pela sua mensagem de realismo e de patriotismo, saúdo o Sr. Conde de Avintes (Dr. Luís Lavradio) pelo trabalho que tem feito em prole da Causa Real e saúdo os organizadores do jantar por um evento do qual os monárquicos se podem orgulhar.

Viva El Rey.


JANTAR DOS CONJURADOS EM CHAVES CONTOU COM A PRESENÇA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE



Jantar dos Conjurados, promovido pela Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, comemorativos do 371º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal, realizado em Chaves, contou com a presença de S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança.


Joaquim Abreu Lima, presidente da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Falemos português. Eis o nosso REI. S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança.
REAL, REAL, REAL! VIVA DOM DUARTE, O REI DE PORTUGAL!

Assim é que é falar.

No meio das “gentes portuguesas” é onde S.A.R., Dom Duarte de Bragança se sente mais “em casa”.

Nuno Lencastre, Francisco Pavão, Albino Teixeira Afonso, vereador da Câmara Municipal de Ribeira de Pena e Paulo Lencastre (da esquerda para a direita).

O Rei com o Povo e entre o Povo português.

S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança, com os organizadores do Jantar dos Conjurados – Chaves 2011, Francisco Pavão, Joaquim Abreu Lima e Rosa Maria Morais Sarmento (da esquerda para a direita).

Intervenção de S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança, no Jantar dos Conjurados – Chaves 2011.


3º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE DONA BÁRBARA DE BRAGANÇA

Únicafilha do rei João V, esta descendente da Casa de Bragança foi rainha deEspanha. A Escola Superior de Educação de Bragança assinalou o III Centenário do Nascimentode D. Bárbara

VISITE O SÍTIO MONARQUIA PORTUGUESA PONTO COM

http://www.monarquiaportuguesa.com/

VERGONHA NA CARA


Nestes inauditos tempos de História que atravessamos, não nos basta ter de aturar o bando de tudológos oficiais nas rádios e televisões a choramingar banalidades sobre as “injustiças” do sinistro ajustamento económico a que estamos condenados, temos também a má fortuna deste regime nos legar uma crescente troupe de inimputáveis presidentes e ex-presidentes da república, que do alto da sua insignificância contribuem para o ruido com trivialidades sobre o “diálogo”, o perigo do “empobrecimento”, ou a famosa “distribuição dos sacrifícios” assunto para o qual cada um parece ter a sua receita mágica. Todos eles gozam por estes dias o seu peso em prebendas e mordomias douradas pelos actos ou omissões que nos conduziram à actual ruína.
 
O último a botar a boca no trombone foi o pardacento e lacrimoso Sampaio, que não perdeu a oportunidade de lançar achas para a fogueira, sublinhando que o País está “num momento muito difícil” (!) e defendendo que “é preciso reforçar os instrumentos de diálogo”(!!), concluindo num desavergonhado assomo de lata que “afinal de contas” tinha razão na frase célebre frase “há mais vida além do orçamento” (!!!). Nestes tempos de emergência nacional falta-lhes é vergonha na cara.

 João Távora