terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CÃO QUE LADRA NÃO MORDE E SE ROSNA TEM MEDO

Nos últimos tempos não tenho comprado o Público, coisa que talvez justifique a minha surpresa ao encontrar hoje em destaque, a ¼ de página (na 3) com caracteres de corpo grande a seguinte parangona: “Amadeu Carvalho Homem historiador e republicano, dirige uma pergunta ao pretendente ao trono, a propósito da celebração de mais um aniversário da Restauração, a 1 de Dezembro”: “SE UM DIA FOSSE REI DE PORTUGAL, NÃO ACHARIA BIZARRO (NO MÍNIMO) QUE O TRATASSE POR SUA MAJESTADE?” (a vermelho no original).
 
Porque mantenho alguma crença na inteligência humana, custa-me acreditar que esta opção editorial não tenha um justificado enquadramento que me escapa. De resto, a mesma pergunta com que nos desafia o historiador poderia aplicar-se a outros tratamentos honoríficos ou convencionais, que mais do que um sentido estrito correspondem apenas a uma tradição protocolar: Sentir-se-á o Presidente da República mesmo “Excelente” (Excelência) e o Senhor Reitor mesmo “Magnífico”, (Vossa Magnificência)?
 
Finalmente como um mal nunca vem só, a imbecil questão ficará sem resposta, dado que o destinatário dela como consta na manchete introdutória é D. Duarte Nuno Duque de Bragança, que faleceu aos 69 anos há mais de 34 anos.

Pela minha parte sou levado a concluir que o destaque dado a tão boçal provocação só se justifica pela insegurança e receio que a Instituição Real por estes dias parece inspirar aos republicanos ou simplesmente a gente de limitada craveira. É sabido que a primeira razão do cão ladrar e arreganhar os dentes é o “medo”, fenómeno que deveria levar os monárquicos a ter algum orgulho na sua Causa, que afinal algum trabalho vai fazendo…

Originalmente publicado aqui

publicado por João Távora no blogue da Real Associação de Lisboa

EXPOSIÇÃO "DAS PARTES DO SIÃO"


EXPOSIÇÃO | 7 Dezembro | 18h00 | Sala de Exposições da Biblioteca Nacional- Piso 3 | Entrada livre | até 18 Fevereiro 2012

No presente ano de 2011 decorrem 500 anos sobre a data (Julho de 1511) do envio por Afonso de Albuquerque da primeira missão diplomática portuguesa ao reino do Sião. Um aniversário que se comemora em Portugal e na Tailândia com um conjunto de iniciativas de carácter cultural que pretendem marcar uma duração e continuidade únicas no quadro das relações de Portugal com os estados da Ásia.

A Biblioteca Nacional de Portugal, em colaboração com o Instituto do Oriente (ISCSP, Universidade Técnica de Lisboa,) associa-se a estas comemorações, organizando uma exposição documental e bibliográfica que reúne pela primeira vez os monumentos portugueses originais mais significativos para compreensão desta excepcional relação.

Presente n’Os Lusíadas de Luís de Camões, na Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, nas Décadas de Barros, nas Lendas de Gaspar Correia, na cartografia de Fernão Vaz Dourado, nas cartas de Afonso de Albuquerque, na documentação setecentista do antigo estabelecimento português de Bangkok, na documentação diplomática e tratados oitocentistas, o Sião visto de Portugal estará bem presente nesta exposição que também inclui rara iconografia da feitoria portuguesa de Bangkok e das visitas de Estado dos reis Chulalongkorn (1897) e Bumibhol (1960 ).

Organizado em torno de núcleos fundamentais – a visão quinhentista do Sião e as primeiras iniciativas diplomáticas; o estabelecimento português de Ayhuttaya e as missões; o período de Bangkok e os notáveis luso-siameses; os grandes tratados oitocentistas; as visitas reais a Portugal nos séculos XIX e XX; a historiografia portuguesa e a Tailândia – o percurso expositivo pretende, assim, ilustrar a continuidade dessa secular relação nas suas vertentes geográficas, literárias, sociais, religiosas, artísticas, comerciais, diplomáticas e historiográficas.

publicado por Pedro Quartin Graça em Estado Sentido

NEO-LIBERALISMO: A PROMISCUIDADE ENTRE A FINANÇA E POLÍTICA

Sob a capa de um republicanismo conservador e oligárquico, as elites que rondam esse sistema, através da manipulação de todas as estruturas financeiras, procuram o retrocesso ao liberalismo do século XIX, ou seja, a ordem burguesa.

A diferença entre o neo-liberalismo e a democracia é esta: O neo- liberalismo categoriza o indivíduo consoante os seus rendimentos e estatuto. Ou seja, consoante um nível de rendimento e estatuto, assim, o indivíduo vê salvaguardado os seus direitos públicos.

A democracia garante a igualdade do indivíduo perante a lei, sem quaisquer tipo de restrições.

Foi essa democracia que permitiu as inovações dos século  XX (a monarquia do tempo de D. Carlos estava a ter progressos nessa matéria até 1910) como o aumento do nível das populações, o aumento da escolaridade dos indivíduos e a generalização da informação.

Só que essas conquistas são incompatíveis com a ganância de uma elite que no seu desejo de domínio e de preservação do status quo, teme a concorrência, ou seja, a ascensão social. Então expliquem porque é que a economia preconiza o empregado como um custo e não como um valor humano, quando cumpre bem as suas tarefas?

E o crédito? Expliquem-me porque há a diabolização do crédito?

Para umas certas elites políticas e financeiras, a democracia é um entrave à realização de lucros astronómicos e a perpetuação do poder entre castas. Havendo mais pessoas a adquirirem competências e conforto material, a condicionante para ascender a altos cargos é única e exclusivamente pelas suas qualidades.

A sujeição da política aos mercados não é senão uma forma de manipulação. Sob a ameaça que “a crise financeira é melhor que uma guerra mundial” os políticos auto-condicionam as suas decisões, consoante aquilo que certos investidores decidem, desculpando-se com as consequências de uma economia global.

Quem é que domina actualmente os mercados? Os grandes investidores! Quem é que financia os partidos políticos? Os grandes investidores. O que é que eles querem? Lucro!

E o que é que atrapalha a obtenção desses lucros? O bem comum!

Esta promiscuidade entre a política e a finança só serve para a perpetuação de uma elite. O neo-liberalismo não é senão o mundo para uns poucos. E a consequência é o aumento da miséria de muitos. E com isso generaliza-se a prática da corrupção. Logo tem que haver coragem política para a criação de legislação para domesticar os mercados financeiros para acabar com estes abusos… Por isso é que prefiro as monarquias, que têm Chefes de Estado imparciais e que alertam sempre para situações que prejudicam quem eles foram educados para defender: o Povo! 

Daniel Nunes Mateus

EXTINGUIR PORTUGAL: SIM OU NÃO?

Extinguir 1.º de Dezembro é “murro ao patriotismo”, extinguir o 5 de Outubro é “eliminar da História a data da Fundação de Portugal”

Um País cada vez “mais ou menos”

A ausência de razões fundamentais para justificar a eliminação de datas históricas a par com a percepção publica de um estado de protectorado económico com o governo a impor medidas de austeridade “sugeridas” por comissão de interesses estrangeiros tem feito o seu caminho para evidenciar a modernidade das razões que levaram os portugueses do sec XVII a revoltarem-se  contra o Poder instituído.


A voz do descontentamento público tem sido contida pela ausência de propostas executivas palpáveis, mas a longa duração do estado de crise económica que degenerou em crise ética pode cair no precipício da ilegitimidade democrática das instituições do Estado, com a presidência da Republica à cabeça.

“Será que o Povo se identifica com os seus formais representantes?” D. Duarte de Bragança, 2011

A mais recente manifestação de desagrado no passado dia 24 veio apenas juntar mais um tijolo na parede de discórdia absoluta entre as aspirações dos portugueses e as capacidades do governantes eleitos.No dia 1 de Dezembro a Câmara de Lisboa representada pelo vereador Manuel Brito (PS), viu o discurso abafado pelos gritos de algumas dezenas de jovens. Os jovens pertenciam ao Movimento de Oposição Nacional e gritavam “Políticos para a prisão”.

A cerimónia decorreu sem mais incidentes.Via-se entre a audiência uma faixa dos Amigos de Olivença (“Olivença é terra portuguesa”) e algumas bandeiras brancas e azuis da monarquia.

“É um golpe na identidade e auto-estima do país extinguir um feriado que é matriz de todos os outros”, disse à imprensa José Alarcão Troni, assegurando que a Sociedade Histórica da Independência irá continuar a celebrar a Restauração “a 1 de Dezembro, como há 150 anos as comemora, seja feriado ou não”.

“Quem decidiu [extinguir o feriado] não conhece a história de Portugal”, disse ainda Troni. “O 1.º de Dezembro e o 10 de Junho são feriados identitários que unem a nação portuguesa.”


Cada um festeja o seu 5 de Outubro. Para os republicanos é o de 1910 que conta; os partidários da Causa Monárquica recuam a 5 de Outubro de 1143, dia da assinatura do Tratado de Zamora, uma data “fundadora para Portugal”, lembrou Duarte Pio.

“Portugal é talvez o único País que não comemora a sua data de Fundação oficialmente, os monárquicos corrigem esse erro como portugueses conscientes que são” comentava um transeunte de bandeira em punho no recente 5 de Outubro comemorado em Coimbra.Ao mesmo tempo as entidades oficiais comemoravam o “seu” 5 de Outubro da República apontando a importância da data para a reflexão do presente.

Mais do que as razões temporais de sobrevivência de uma Nação é a consciência histórica colectiva que define as permissas do que um povo aspira para o futuro.Neste contexto a recente crise de governação conseguiu o feito histórico de pôr na mesma trincheira monárquicos e republicanos

A 1 de Dezembro de 1640 começou em Lisboa uma revolta, instigada pelo grupo dos “40 conjurados”, que resultou na rejeição da dinastia filipina e na restauração da independência de Portugal.

FOTOGRAFIAS DO JANTAR DE NOVEMBRO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

Aspecto parcial da Sala do Hotel Porto Palácio onde decorreu este magnifico jantar todo ele cozinhado pelo grande Monárquico do Porto Chefe Hélio Loureiro.

 Arq Pedro Villar na presença do Dr Jorge Leão oferece a SS AA RR em nome de todos os Associados da RAP um Medalhão intitulado " Portugueses no Mundo" da autoria da Escultora Irene Vilar.

Dr Jorge Leão, Presidente da RAP proferindo as palavras de boas vindas a SS AA RR


SAR o Senhor Dom Duarte lendo a sua mensagem aos Conjurados do Porto

Com a presença de cerca de centena e meia de associados da RAP realizou-se no passado dia 25 o Jantar de Conjurados que como habitualmente foi presidido por SS AA RR os Senhores Duques de Bragança. Este jantar teve lugar no Hotel Porto Palácio e teve a particularidade de ter sido todo ele confeccionado por um Monárquico Nortenho, o Chefe Hélio Loureiro, associado da RAP. No final do Jantar SAR o Senhor Dom Duarte leu a sua mensagem aos Conjurados do Porto presentes neste jantar. A festa esteve sempre muito animada e durante o Jantar os presentes cantaram os Parabéns a SAR o Senhor Infante Dom Diniz que nesse dia festejava o seu aniversário natalício. Os agradecimentos da Direcção da RAP e todos os presentes e a todos aqueles que colaboraram na organização deste jantar.

GONÇALO RIBEIRO TELLES: "OS GOVERNANTES NÃO CONHECEM O PAÍS"

O arquitecto, político e professor é foi hoje homenageado em Lisboa.
Gonçalo Ribeiro Telles, 89 anos, considera que são muito pouco os governantes que conhecem bem o país. O arquitecto e político critica, em especial, o conhecimento que têm do mundo rural.
“Eu julgo que eles não conhecem bem o que é o problema do mundo rural. Tenho boa impressão [da ministra da Agricultura], não sei é se ela percorre o país. Não é percorrer o país de automóvel, é percorrer o país passo a passo. É preciso conhecer o país, conhecer a estrutura do país. A maior parte [dos governantes] não conhece o país, salvo honrosas excepções”, afirma o arquitecto paisagista em entrevista à Renascença.
Gonçalo Ribeiro Telles foi secretário de Estado do Ambiente de vários Governos provisórios, ministro da Qualidade de Vida e deputado. É monárquico - fundador do PPM - e um opositor do antigo regime. A ele se devem alguns dos diplomas fundamentais na área do ambiente e é um fervoroso defensor da união entre campo e cidade. É também um reconhecido arquitecto paisagista. Hoje, é homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian, que o classifica como "homem de serviço" – uma referência que aceita.
“Não sei ainda serviço a quê, mas julgo que praticar um serviço com boas intenções e com determinados objectivos que são os outros, que são o local onde nascemos, que são a memória que conhecemos, se isso é um serviço, gosto de ser um homem de serviço”, afirma à Renascença.
Na entrevista, o fundador do PPM aborda, ainda, a questão da eliminação dos feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro, medida de que discorda: “Tirar dois feriados, um feriado tem um valor extraordinário para a economia do país? E uma desflorestação como está a fazer, destruindo aldeias, a ocupação por urbanismo das melhores terras de cultura, isso não interessa? Isso não conta para a economia do país?”,
Ribeiro Telles remata o assunto com um conselho: “Tenham juízo. Tratem de coisas mais importantes em termos do quotidiano e deixem ficar os feriados. Por amor de Deus!”.
Fonte: RR


Ribeiro Telles planeia continuar luta pela "autenticidade"

O arquiteto paisagista e agrónomo é homenageado hoje na Fundação Calouste Gulbenkian. Ribeiro Telles afirma que vai continuar a "lutar por uma autenticidade do nosso território".

O arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles disse hoje, em dia de homenagem pública, em Lisboa, que continuará a fazer o mesmo de sempre: "lutar por uma autenticidade" do território português.
"[No futuro] estou a pensar em fazer exatamente o mesmo: a lutar por uma autenticidade do nosso território. [Lutar] contra politicas que destroem a relação com as gentes, com a qualidade de vida e com a própria História", afirmou Ribeiro Telles aos jornalistas.
Durante o dia de hoje, o arquiteto paisagista e agrónomo é homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian e já explicou que as pessoas são quem são também por causa da envolvência que tiveram.

Contra o caminho tecnocrático
"Somos nós próprios, mas também a circunstância que encontrámos e eu encontrei muitas vezes a circunstância ótima", afirmou.
Referindo o muito que foi feito, mas também o que falta fazer, até ao nível do conhecimento, Gonçalo Ribeiro Telles afirmou que "talvez" tenha contribuído para lançar um programa.
O arquiteto continua a chamar a si a luta pela "autenticidade" contra um caminho "popularmente" chamado de "tecnocrático ou que dá dinheiro em pouco tempo e serve para muita gente enriquecer e empobrecer muita outra".
Durante a manhã, várias personalidades falaram do arquiteto como "Homem e Político".
O sociólogo António Barreto usou como definição um "homem simples e generoso, suave e doce, apesar de firme".

"Mais político que os políticos profissionais"
Um homem que se "passeia pelos salões dos poderosos, come pastéis de bacalhau na leitaria da esquina, frequenta seminários académicos, bebe um refresco em locais imagináveis e trata por tu grandes e pequenos".
Além de ser "mais político que os políticos profissionais. Obrigado Gonçalo", concluiu Barreto. Por seu lado, o presidente da Fundação, Rui Vilar, lembrou a ligação do arquiteto ao local e considerou-o um "homem de princípios", enquanto o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d' Oliveira Martins, enumerou a "sabedoria, coerência e visão" e provou a sua teoria lendo um texto de Ribeiro Telles de 1956.
O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço elogiou a ação de Ribeiro Telles de "escutar a terra e o planeta", caracterizando-o como um "misto de santo de Assis e Jean Jacques Rosseau e jardineiro de Deus".
O político Augusto Ferreira do Amaral preferiu referir o "perfeito cavalheiro" e a "personalidade de esquerda, sem ser folclórico e jacobino", ao mesmo tempo que tem personalidade "conservadora" porque o seu critério principal "é a pessoa humana".

Mostrar o poder das ideias
Também no painel Ribeiro Telles como político, Luís Coimbra recordou o partido monárquico, a participação em governos e na Aliança Democrática, assim como o episódio em que o arquiteto atrasou uma campanha eleitoral por estar a aconselhar os agricultores a soltarem as vacas enquanto chovia.
Diogo Freitas do Amaral garantiu que o mais impressionante para si é Ribeiro Telles ser um "homem de bem", "mostrar o poder das ideias".
Da época em que estiveram na AD (1979-83), Freitas do Amaral confessou hoje, pela primeira vez, ter servido de inspiração para fundar a primeira cadeira de Direito do Ambiente numa faculdade.
Fonte: Expresso





PORTUGAL-TAILÂNDIA, 500 ANOS

 
Ontem, 5 de Dezembro, celebrou-se em Lisboa mais um Dia Nacional da Tailândia, coincidente com o 84º aniversário de S.M. o Rei Bhumibol Adulyadej. Esteve presente ao evento, S.A.R., O Duque de Bragança. O Combustões e o Estado Sentido também não deixaram de apresentar os cumprimentos ao Embaixador da Tailândia.
 
Na próxima quarta-feira, 7 de Dezembro, pelas 18.00 horas inaugurar-se-á a grande exposição "Das Partes do Sião", comemorativa dos 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia e desde já apelamos à vossa participação. O Senhor Dom Duarte de Bragança confirmou-nos a sua presença no acto.

publicado por Nuno Castelo-Branco em Estado Sentido

ARQUITECTO GONÇALO RIBEIRO TELLES: "EM NOME DA TERRA"

NOVENA E SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO

No Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, pelas 21h, de 29 de Novembro a 7 de Dezembro, acontece a Novena de Preparação para a Solenidade da Imaculada Conceição, com terço e pregação.
No Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, pelas 21h, de 29 de Novembro a 7 de Dezembro, acontece a Novena de Preparação para a Solenidade da Imaculada Conceição, com terço e pregação.
No dia 6 de Dezembro, pelas 14h30, encontro das crianças de Vila Viçosa com Nossa Senhora.
No dia 7 de Dezembro pelas 18h, Terço, Eucaristia e acolhimento aos Peregrinos. Às 21h, encerramento da Novena com Procissão de Velas à volta das muralhas do Castelo e vigília.
No dia 8, pelas 9h30, acolhimento aos Peregrinos e recitação do Terço, a cargo das Confrarias de Nossa Senhora.
Às 11h, Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição. No final da Eucaristia haverá tomada de posse dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Às 14h30, Terço solenizado a cargo da Ordem do Carmo, seguido de Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição pelas ruas de Vila Viçosa com a presença de representantes de Paróquias, Movimentos, Associações, Romeiros a cavalo, Irmandades e Confrarias e as Ordens de Santa Isabel e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa com os Duques de Bragança.
Às 17h, Eucaristia da tarde, no final da qual haverá um acto de investidura de novos cavaleiros da Ordem de Nossa Senhora da Conceição e acto de Consagração.
A festa da Imaculada Conceição, comemorada a 8 de Dezembro foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX na sua Bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia, bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.
04 de Dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PORTUGAL, 868 - REPÚBLICA, 101 ANOS


Apesar de já termos mais do que o centésimo ano, continua a propaganda Republicana, normalmente sem “contraditório”. Pelo que me sinto lisonjeado por ter sido convidado umas três ou quatro vezes para, lado a lado, trocarmos os argumentos MONARQUIA ou REPÚBLICA. Tudo correu bem.
Embora, nas numerosas acções e na comunicação social temos de ouvir só de um lado. Principalmente quando a plateia é maioritariamente constituída por aluna(o)s até ao secundário. O que se torna particularmente grave quando se trata de intervenção de laicistas (não ler laicos). E tudo ainda à custa dos 10 milhões (e os seguintes) do Governo anterior.
E a crise?… Depois, venham-me falar dos falaciosos argumentos dos “adiantamentos” à Casa Real Portuguesa, obliterando que as subvenções, ainda com El-Rei D. Carlos, não eram actualizadas desde El-Rei D. Pedro V e que, na crise da altura, aquele Rei ainda prescindiu, voluntariamente, de 40% dessas subvenções, sem esquecer que grande parte das despesas diplomáticas e científicas eram suportadas pela Casa de Bragança que nada tinha a ver com o Estado.
Mas hoje tem. Para onde vão os rendimentos da Fundação que Oliveira Salazar subtraiu aos seus legítimos possuidores? Para ajudar a crise em que estamos (não da Monarquia) ou para alguma “Face Oculta”?… E deixemos outros sofismas: todas as Casas Reais da Europa gastam menos do que todas as Republicas (Portugal mais 2/3 do que Espanha), sem contar com todas as benesses a vários antigos Presidentes da República e suas Fundações, com honrosa excepção, repito-me, do Presidente António Ramalho Eanes.
E não me venham com as “fabulosas” despesas da Casa Real Inglesa; repito-me quem paga são os bens da Casa de Hannover, entregues pelo 2º, George II, ao Parlamento, com a condição de se pagarem as subvenções reais.
E ainda cresce muito, muito, material sonante. Mas tenham cuidado os laicistas (não ler laicos); as suas baixas ferroadas contra a Igreja Católica ainda os tornam mais minoritários.
Nem os beijinhos montados os safam. Não andará por aí inveja? Nota – Continuem com o 5/10/1910, que não é uma data Nacional. Seria, isso, o Feriado da FUNDAÇÃO, que só Portugal não comemora.

Miguel Pignatelli Queiroz
Presidente do Senado do PPM, antigo presidente do Directório e da CPN do Partido Popular Monárquico, deputado municipal na Assembleia Municipal de Coimbra e deputado eleito ao Parlamento português entre 2005 a 2009.
Fonte: Beiras

MANIFESTAÇÃO EM MIRANDELA PARA DEFENDER LINHA DO TUA

Vinte pessoas participaram ontem, em Mirandela, numa manifestação com velas pelo comboio em Trás-os-Montes e contra a barragem de Foz Tua, uma iniciativa a que se juntou o representante da Monarquia em Portugal. O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, foi pela segunda vez a Mirandela participar numa cerimónia de celebração do 1º de Dezembro, a que se seguiu a manifestação, que terminou com a colocação de velas no cais de embarque da antiga estação da linha do Tua naquela cidade. A acção foi organizada pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) que continua a defender a reactivação da última ferrovia do distrito de Bragança.Segundo a agência Lusa, Daniel Conde, do MCLT, reiterou que "seria necessário um investimento bastante reduzido" para reabrir a linha do Tua. Segundo as suas contas, "com a alteração do tecto de financiamento do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional] podia-se reabrir as vias estreitas transmontanas do Tua, Corgo e Sabor, a um custo para o Estado de apenas oito milhões de euros".

O dia serviu também para homenagear o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, que está a um mês de deixar o cargo.
Fotos de euroluso


S.A.R. o Senhor Dom Duarte pela defesa da linha do Tua


Manifestação pela linha do Tua reuniu 20 pessoas
Vinte pessoas participaram hoje, em Mirandela, numa manifestação com velas pelo comboio em Trás-os-Montes e contra a barragem de Foz Tua, uma iniciativa a que se juntou o duque de Bragança.
Vinte pessoas participaram hoje, em Mirandela, numa manifestação com velas pelo comboio em Trás-os-Montes e contra a barragem de Foz Tua, uma iniciativa a que se juntou o duque de Bragança.
O representante da monarquia em Portugal foi pela segunda vez a Mirandela participar numa cerimónia de celebração do 1.º de Dezembro, a que se seguiu a manifestação, que terminou com a colocação de velas no cais de embarque da antiga estação da linha do Tua na cidade.
Duarte Pio disse que viajou várias vezes, desde criança, nesta linha centenária. A última foi mesmo antes de ser desactivada, em Agosto de 2008, na sequência do último de quatro acidentes com outros tantos mortos.
O metro de Mirandela, que ligava ao Tua, já só circula até ao Cachão e a parte mais procurada turisticamente da linha vai ficar submersa na albufeira da barragem que está em construção na foz do rio Tua.

Pela última linha de Bragança
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) continua a defender a reactivação da última ferrovia do distrito de Bragança e foi um dos promotores da manifestação de hoje que se seguiu à cerimónia do 1.º de Dezembro, em que foi homenageado o presidente da Câmara de Mirandela, a um mês de deixar o cargo.
José Silvano, o único político a defender a linha contra a barragem na região, não acompanhou a marcha "pouco participada", como admitiu Daniel Conde, do MCLT, mas para o activista "o que conta é a intenção".
O defensor da ferrovia reiterou que "seria necessário um investimento bastante reduzido" para reabrir a linha do Tua. Segundo as suas contas, "com a alteração do teto de financiamento do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional] podia-se reabrir as vias estreitas transmontanas do Tua, Corgo e Sabor, a um custo para o Estado de apenas oito milhões de euros".
Todavia, "isto é tudo decisões políticas, favorecimento, corrupção e sabe-se lá mais o que anda misturado com esta história da barragem do Tua", declarou.
Daniel Conde alertou que a região há de "colher os dividendos daqui por algum tempo se o Douro ficar intransitável por causa da barragem da Foz do Tua ou se o Douro Vinhateiro deixar de ser património da Humanidade e quando os transmontanos forem todos atirados para as estradas e a nossa economia definhar por causa da dependência do petróleo e das portagens".
Outra presença nesta marcha foi a do ambientalista do GEOTA João Joanaz de Melo, que se deslocou a Trás-os-Montes para participar na homenagem ao autarca. No seu entender, "se houvesse mais como ele, as associações ambientalistas tinham eventualmente menos trabalho".
A barragem vai, ainda de acordo com o ambientalista, acabar com a possibilidade de fazer este tipo de actividades e descaracterizar "o vale do Tua e a linha, que são tão marco daquilo que é a identidade portuguesa como é o Terreiro do Paço, os Jerónimos ou muitas outras maravilhas naturais e construídas em Portugal".
O ambientalista defendeu uma política de transportes nacional que aposte mais em meios ferroviários e uma política energética para reduzir a factura pela via da eficiência e não com a construção de mais barragens.
Fonte: Expresso

ENTREVISTA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE AO JORNAL ESPANHOL "ABC"

«Viajo en turista y guardo los coches mucho tiempo... tengo uno de hace 15 años»

«Viajo en turista y guardo los coches mucho tiempo... tengo uno de hace 15 años»

 

Don Duarte de Braganza, Jefe de la Casa Real de Portugal, asegura estar preparado para la misión que le pidan los portugueses, ya sea como Rey o para cualquier otra función


Cercano, divertido, estilo clásico y cuidado bigote. Don Duarte de Braganza resulta una persona entrañable. El Jefe de la Casa Real portuguesa es consciente de la difícil situación que atraviesa su país.

—¿Se puede hablar de un renacer monárquico en Portugal?
—Según los sondeos, un 29 por cien de los portugueses cree que sería mejor tener un Rey que un presidente de la República. Existen cerca de diez mil monárquicos militantes.

—¿En Portugal les respetan?
—Sí, somos siempre muy bien recibidos. No es tanto una conciencia política sino histórica. Nuestra familia forma parte del patrimonio histórico portugués. Cuanto más se pone en duda la independencia del país por las cuestiones europeas y los problemas económicos, las personas tienen más necesidad de sentir raíces para que muestren que Portugal existe.

—¿La Casa Real portuguesa también está realizando recortes?
—Nosotros tuvimos siempre una posición muy austera. Aunque se tenga dinero no se debe usarlo mal, Dios nos da las riquezas para poder ser útiles. Gastamos lo necesario en lo que se refiere a la representación pero nunca desperdiciamos dinero. Viajamos en clase turista, guardo los coches mucho tiempo… tengo uno de hace 15 años.

—¿Qué mensaje quiere transmitir a los portugueses?
—La necesidad de cambiar de modelo de comportamiento, tanto a nivel individual como de Estado. Podemos vivir con menos y no necesariamente estar peor.

—¿Cómo es la vida del heredero al trono de Portugal?
—Primero tengo mis obligaciones como padre, que son las más importantes de todas. Llevar a mis hijos al colegio y acompañarlos en los estudios. Tengo el trabajo en la Fundación Don Manuel II y colaboro mucho con el crédito agrícola cooperativo. Donde siento una gran falta es en el trabajo de cooperación con España. Hay un gran desconocimiento recíproco. La visión de Portugal en España es superficial, de ideas ya hechas y poco realista.

¿De qué vive la Familia Real?
—Tengo una propiedad familiar en Brasil y tengo unas casas en Lisboa, aunque la mayoría con rentas antiguas y con inquilinas de cien años que pagan 20 euros al mes. Mi mujer ha conseguido rentabilizar algunos edificios que se van quedando vacíos. Doy asesoría a empresas portuguesas para entrar en Oriente y el mundo árabe. Nunca me preocupé por el aspecto económico de mi vida y felizmente mi mujer, que es economista, administra mejor que yo nuestros bienes.

—¿Cómo es la relación con su primogénito?
—Es distinta a la que tengo con los otros por tratarse de personalidades diferentes pero con los tres es igual de próxima, nos llevamos muy bien. A veces me resulta más difícil la relación con mi hija María Francisca porque en ocasiones a las niñas les falta el espíritu lógico pero con mis hijos siempre discutí todo.  

—¿Entienden cuál es su papel?
—Alfonso se preocupa por saber si podrá desempeñar mi papel. Yo le digo que lo que necesita es una buena preparación espiritual, intelectual y salud para poder cumplir su misión. Al mismo tiempo deber ser feliz personal y profesionalmente. Le encanta la biología marítima y es el segundo año que está estudiando en Inglaterra.

—¿Hablan mucho de cómo será la sucesión?
—No, porque yo creo que da mala suerte.

—¿Mantiene la esperanza de un día ser Rey?
—Estoy a disposición de mi país; cuando los portugueses me llamen estaré listo para dar mi contribución ya sea como Rey o para otras funciones.

—Aprendió español leyendo el ABC.
—Sí, y me hacía mucha gracia que no tuviese fotografías, sino dibujos. 

—¿Y sus hijos?
—Es gracioso porque ellos hablan mejor el catalán. Pasan todos los años varios días esquiando en Andorra, donde tenemos muchos amigos.

—Su mujer, Isabel, ¿se ha adaptado bien a la vida de un heredero?
—Ella pasó su juventud en Brasil, lo que le ha dado una gran apertura de espíritu, alegría, y mucha flexibilidad en las relaciones humanas. Es mucho más simpática y calurosa que yo. Ella se preocupa mucho con todos.

—¿En España debería cambiar la ley de sucesión al trono como ha ocurrido en Inglaterra?
—Las Monarquías siempre fueron símbolos de su época. Actualmente, el papel de los Reyes es ser el árbitro del país y de las instituciones democráticas, además de ser un símbolo de Estado. El Príncipe Felipe ya está preparado y es el Heredero, no tiene sentido cambiar. Pero me parece muy bien que la Infanta Leonor venga a sucederle en un futuro, aunque tenga después un hermano.

—¿Cuál cree que es la imagen que se tiene en Europa de la Casa Real portuguesa?
—Depende de los países. En Europa, en general somos poco conocidos.

—¿Le tratan bien?
—Sin duda. Recuerdo una vez en España cuando cometí una infracción vial y la policía me mandó parar. Al darle mis papeles, me dijo: «El señor es primo de nuestro Rey, puede irse, aunque repita lo que ha hecho».

Jornal ABC 


D. Duarte: "29% dos portugueses preferem Rei a presidente"

“As sondagens revelam que 29 por cento dos portugueses acreditam que seria melhor ter um rei em vez do Presidente da República”. Quem o diz é D. Duarte de Bragança, herdeiro do trono de Portugal, ao jornal espanhol ‘ABC’, acrescentando que existem “cerca de mil monárquicos militantes”.

De acordo com o chefe da Casa Real Portuguesa, a população sente maior necessidade de “sentir as suas raízes, de forma a mostrar que Portugal continua a existir”, numa altura em que se levantam vários problemas económicos que colocam em causa a liberdade do País.
Preocupado com a crise actual, D. Duarte admite que a sua família “não desperdiça dinheiro”.

“Vivemos tempos austeros. Ainda que tenhamos dinheiro, não o devemos usar de forma errada. Gastamos apenas o necessário. Viajamos em classe turística e mantemos os mesmos carros durante muito tempo… tenho um deles há 15 anos”, afirmou o monárquico durante a entrevista.

D. Duarte aproveitou para deixar uma mensagem aos portugueses, para que alterem os seus comportamentos.
“É necessário mudar o modelo comportamental, tanto a nível individual com do Estado. Podemos viver com menos e não necessariamente pior”, salienta.

S.O.S. PELA FAMÍLIA. HOMOPARENTALIDADE VERSUS FILIAÇÃO

A ideologia do género, na sua escalada contra a família natural, obteve no ano passado uma importante vitória, com a aprovação parlamentar do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma tal reforma subverteu, em termos legais, o matrimónio civil, agora equiparado à união de duas pessoas do mesmo sexo. Mas, como a lei em vigor não permite que estas uniões possam adoptar, está em curso uma tentativa de substituir o conceito de filiação pela volátil noção de «homoparentalidade».A homoparentalidade significa, em termos práticos, que é pai ou mãe não apenas quem gera biologicamente, mas também – e esta é a novidade – o seu cônjuge. Assim sendo, nada obsta a que uma infeliz criança possa ter duas mães ou dois pais e, a bem dizer, até alguns mais.

São recorrentes o uso e o abuso do princípio da igualdade, como fundamento jurídico desta pretensão. Mas o casal natural – homem e mulher – está legitimado para adoptar não só por estar casado mas, sobretudo, por ser realmente um potencial pai e uma possível mãe. Ora tal não acontece quando são duas pessoas do mesmo sexo. Por isso, é lógico que não se lhes permita a adopção, que frustraria a legítima expectativa do menor, o qual não precisa de vários tutores, mas de uma verdadeira família, ou seja, de um pai e de uma mãe.

As uniões do mesmo sexo querem o privilégio de um estatuto parental não fundado na geração biológica, mas na sua relação conjugal. Como se o facto de ser casado com o pai, ou a mãe, concedesse a alguém o direito de ser mãe, ou pai, dos seus filhos!

Mas se, por absurdo, se viesse a concretizar esta ameaça contra a família e se concedesse esta aberrante benesse às uniões de pessoas do mesmo sexo, seria então necessário, por razão do dito princípio da igualdade, dar esse mesmo direito aos casais de pessoas de diferente sexo. Com efeito, se o marido do pai também é pai, com mais razão o deveria ser o marido da mãe. E se a mulher da mãe é mãe, também o deve ser a mulher do pai.

Mais: se o filho do progenitor é também, juridicamente, filho do cônjuge deste, tem de ser igualmente herdeiro dos ascendentes da pessoa que casou com seu pai ou mãe. Portanto, se o príncipe herdeiro do Reino Unido tivesse a infelicidade de «casar» com Elton John, o filho deste passaria a ser filho do príncipe e, como tal, herdeiro do trono britânico, apesar de não ter nenhuma relação de parentesco com os referidos monarcas! Seria cómico, se não fosse dramático.

Na realidade, a homoparentalidade, ao substituir a filiação natural, destrói as noções de paternidade e maternidade. Porque ou a filiação legal está fundada na geração, ou então as palavras «pai» e «mãe» deixam de fazer sentido e nem sequer se distinguem. De facto, por que razão o marido do pai, ou a mulher da mãe, têm que ser, respectivamente, pai e mãe do filho do marido ou da mulher? Se pode ser pai, ou mãe, quem de facto não gerou tal filho, o marido do pai poderia ser mãe – na realidade, não sendo progenitor, não é mais pai do que mãe … – como a mulher da mãe deveria poder ser pai. No limite, o filho de dois indivíduos do mesmo sexo poderia ser legalmente filho de dois pais, de duas mães ou até – quem diria! – de um pai e de uma mãe!

«Se se põe de parte o Direito, que distingue o Estado de um grande bando de salteadores?», perguntava Santo Agostinho (De civitate Dei, IV, 4, 1), recentemente citado por Bento XVI. Se se ignora a ecologia familiar, se se falsifica a noção de casamento, equiparando-o às uniões entre pessoas do mesmo sexo, e se se substitui a filiação pela «homoparentalidade», que resta senão uma fraude e uma mentira?! Se à família se nega o seu fundamento natural, é a sua identidade que é negada e, na realidade, nada mais seria do que a factualidade de uma qualquer aventura em comum.

E não é preciso ser bruxo para adivinhar que as principais vítimas da destruição da família natural, em que tanto se empenha a ideologia do género, são, como sempre, as mais vulneráveis: as crianças.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

UNIDADE MONÁRQUICA

Em breves palavras, gostaria se tal for possível, sintetizar três momentos que tiveram lugar nestes últimos dias: a entrevista do Senhor Primeiro Ministro, Dr. Passos Coelho à SIC e os discursos de SAR D. Duarte Pio de Bragança e do Dr. Luís Lavradio, Presidente da Causa Real, no último Jantar dos Conjurados, em Lisboa.

A síntese que pretendo fazer é muito simples. Trata-se somente encontrar um denominador comum aos três momentos, que consolide a ideia de que a Monarquia é efectivamente solução para Portugal.

A tarefa não foi difícil. A dada altura, da entrevista do Sr. Primeiro Ministro, foi colocada a questão da relação pessoal e política, que este possui com o Presidente da República, e a resposta foi conclusiva: são boas, dentro do contexto das relações institucionais, apesar de existirem em alguns pontos, diferenças de opiniões.

Este pequeno detalhe, da entrevista, sublinha a velha questão: O Presidente da República, é um elemento de bloqueio aos governos do País? Governa, em última instância? Não deveria ser um elemento aglutinador de todos os portugueses? Quem é que governa?

Os discursos proferidos no último Jantar dos Conjurados, por SAR D. Duarte Pio de Bragança e o Sr. Dr. Luís Lavradio, Presidente da Causa Real, exprimem a parte diferenciada do denominador comum, dos três momentos que aqui menciono. Ao contrário do divisionismo, da República, pelos factores polticos e partidários, assume-se igualmente o factor diferenciador do carácter humano, a monarquia aponta pelos discursos proferidos, a unidade expressa na figura Real, suprapartidária e longe do xadrês dos jogos políticos.

O REI é um elemento unificador e não divisionista.

Neste particular, a República oferece uma vez mais em particular momento de crise, um forte contributo para a ideia urgente de se promover a reinstalação de Portugal, através da Monarquia.

Por este motivo, os monárquicos precisam de UNIDADE.

A Monarquia precisa de todos os monárquicos.

Finalizo, estas breves palavras, com uma citação de autor desconhecido:

"É preciso ter perseverância visionária. A Monarquia não se restaura, faz-se"

Saudações Monárquicas.

VIVA O REI!
VIVA PORTUGAL!

por José Peres Silva Bastos a Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011 às 11:19 no Facebook

PRINCESA MARIA DA DINAMARCA PARTICIPOU DE UMA CONFERÊNCIA EM COPENHAGA

14 de Novembro – A Princesa Mary da Dinamarca participou de uma conferência organizada pela Fundação Mary e realizado no Black Diamond, em Copenhague. O objectivo deste evento foi de apresentar novo projecto da Fundação Mary sobre o isolamento social / solidão. De acordo com várias fontes, a solidão afecta, "... 9% dos jovens dinamarqueses... e cerca de 65.000 dinamarqueses com mais de 65 ..."

D. DUARTE DE BRAGANÇA: "DEMOCRACIA NÃO SÃO SÓ DIREITOS, TAMBÉM SÃO DEVERES"

Durante as Conferências “O Renascer do Porder Local”, organizadas pelo Instituto de Democracia Portuguesa em Mirandela (IDP) a 1º de Dezembro, D Duarte de Bragança alertou que a democracia nao são apenas direitos têm também deveres.Apontou a urgência de uma maior proximidade entre a Assembleia da República e o Poder Local, por este acolher maior reconhecimento e envolvência das populações


À ideia de poder local subjaz a convicção de que a unidade do Estado não deve levar à dissolução de comunidades menores. Pelo contrário, considera-se que estas deverão ter a possibilidade de administrar os interesses que lhes são específicos através de órgãos representativos da vontade dos seus membros e próximos das populações. A existência de competências a serem exercidas localmente pretende garantir uma maior eficácia na resolução de certos problemas.


Esta verdade incontestável tem ganho especial relevo com as resistências populares a projectos governamentais feitos à revelia dos interesses locais e do Poder Local, como tem sido o caso do projecto nacional das Barragens ou os mais variados projectos de construção civil rotulados como sendo de “Projectos de potencial interesse nacional” (PIN) excluíndo-se as populações locais do debate.A recente extinção de freguesias não é mais do que mais um passo no caminho da total centralização do Poder em Lisboa.


SOBRE A HOMENAGEM DE AMANHÃ, PELO CENTRO NACIONAL DE CULTURA, AO GONÇALO RIBEIRO TELLES

O Gonçalo Ribeiro Telles é o homem que conheço com maior capacidade de luta pelos seus ideais e de coerência no discurso político. Foi o primeiro dos ecologistas em Portugal e é o primeiro entre os ecologistas em Portugal. Professor na verdadeira acepção da palavra e um servidor público de primeira linha. Irreverente, combativo e lutador, desde o primeiro dia, contra a destruição da identidade e património natural e cultural de Portugal.

Realista e democrata, fundou e presidiu ao Partido Popular Monárquico, a única instituição monárquica que na história da república portuguesa lhe fez verdadeiramente frente – juntamente com nomes enormes da nossa história recente, como Henrique Barrilaro Ruas, Augusto Ferreira do Amaral, João Camossa e Luís Filipe Coimbra. No PPM foi deputado pela Aliança Democrática, onde também foi Ministro da Qualidade de Vida.

Lisboeta e apaixonado por Lisboa, nessas duas qualidades, fundou o Movimento Alfacinha em 1984, tendo sido candidato à presidência da Câmara Municipal e eleito vereador. Tempos mais tarde fundou também o MPT – Partido da Terra, do qual é presidente honorário desde 2007, por obra e reposição da verdade do Pedro Quartin Graça.

Actualmente, é a consciência crítica e lucida da praxis política portuguesa e dirigente do Instituto da Democracia Portuguesa.

Um dia, num jantar em casa de um amigo em comum, disse-me: “João, sabes porque é que nunca restauramos a monarquia em Portugal?”, encolhi os ombros e perguntei: “porquê Arquitecto?”. Ele riu-se e do alto dos seu oitenta e muitos anos respondeu: “quando estava no PPM nunca tive tempo de tomar um café com cada português”. Dou-lhe inteira razão.

Esta homenagem é mais do que merecida, mas mesmo assim nunca Portugal conseguirá dar ao Gonçalo aquilo que ele já deu a Portugal.

 

Há homens que nos desafiam. Que nos fazem pensar, que reduzem a pó os nossos preconceitos. Que persistem, com uma integridade inabalável, naquilo que acreditam terem razão. E muitas vezes a tem, e muitas vezes não são ouvidos. Gonçalo Ribeiro Telles e um desses homens, e alegremo-nos, e português. Com um humor e uma generosidade extraordinários, aliadas a uma profunda compreensão do tempo em que vive e recusando passadismos de fancaria, este homem e uma excepção. Não nasci monárquico: escolhi ser monárquico. E nessa escolha muito devo a Ribeiro Telles. Uma homenagem, por mais justa e melhor que seja - como esta - nunca chegara. Mas não se pode ignorar. La estarei.

publicado por Nuno Miguel Guedes em 31 da Armada