sexta-feira, 28 de outubro de 2011

REINO UNIDO: MULHERES E HOMENS EM PÉ DE IGUALDADE NA SUCESSÃO AO TRONO

Na eventualidade de o duque e a duquesa de Cambridge terem uma menina como primeiro fruto do casamento real, será ela a herdeira natural ao trono (Toby Melville/Reuters)
A partir de agora será o filho primogénito, independentemente do género, que terá prioridade de sucessão ao trono do Reino Unido. Rapazes ou raparigas terão, pela primeira vez, igual direito de acesso à Coroa britânica.
Os líderes dos 16 países da Commonwealth onde a rainha continua a ser formalmente a chefe de Estado aprovaram as alterações na cimeira de Perth, na Austrália.

Isto significa que, na eventualidade de o duque e a duquesa de Cambridge terem uma menina como primeiro fruto do casamento real, será ela a herdeira natural ao trono, tendo preferência sobre qualquer irmão mais novo que venha a ter.

De acordo com as anteriores lei de sucessão, que têm mais de 300 anos, o herdeiro do trono teria de ser o primeiro filho varão do monarca. Apenas quando não há rapazes nascidos da união é que pode uma mulher aceder à Coroa britânica, como aliás aconteceu com o pai da actual rainha, Jorge VI. Nesse caso o trono foi ocupado pela filha mais velha, Isabel II.

Foi igualmente levantada a proibição de um monarca se casar com uma pessoa pertencente à Igreja Católica Romana.

Ao anunciar estas mudanças, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que elas já serão aplicadas aos descendentes do Príncipe de Gales (Carlos de Inglaterra), mas que não serão aplicadas retroactivamente.

“De forma simples: se o duque a duquesa de Cambridge tiverem uma menina, ela será um dia a nossa rainha”, esclareceu Cameron, citado pela BBC.

“A ideia de que um filho mais novo se deveria tornar monarca em vez de uma filha mais velha simplesmente pelo facto de ele ser homem, ou que um monarca se pudesse casar uma pessoa de qualquer credo menos do Católico - esta forma de pensar choca com os países modernos em que nos tornámos”.

No seu discurso de abertura na cimeira de Perth a rainha de Inglaterra não se referiu directamente às novas leis de sucessão mas disse que as mulheres deverão ter um maior papel na sociedade. De acordo com o especialista em monarquia da BBC, Nicholas Witchell, estas palavras dão a entender que a rainha apoia esta alteração.

A rainha irá celebrar o seu Jubileu de Diamante no próximo ano e já existem, neste momento, duas gerações de futuros monarcas à espera de reinar.

Esta alteração à lei - que implica uma mudança no Bill of Rights de 1689 - apenas é importante para os 16 países onde Isabel II é formalmente a chefe de Estado, como por exemplo na Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Jamaica.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UM ANDAR COM HISTÓRIA


A Causa Real não é um Partido, nem existe para ser um centro conspirativo para  derrube violento de qualquer uma das Repúblicas que temos vivido. Embora no seu alvorecer tenha representado a revolta que se levantou contra a prepotência do estado de coisas instalado pela força em 1910, o passar dos anos levaram-na a enveredar pelo caminho da marcação de uma presença constante, aquele prudente mas firme sinal de aviso a uma certa forma de ver Portugal. Atravessou períodos de maior notoriedade e no início da década de 50, houve momentos em que pareceu muito perto de conseguir o propósito da restauração da Monarquia em Portugal. As gerações sucederam-se e com elas, a forma de pensar a sociedade que era própria do tempo. 

Quem visite os numerosos sites monárquicos na blogosfera ou no Facebook, poderá verificar uma certa impaciência pela "inacção" da Causa, entendendo-se equivocadamente o seu papel, como uma sede aglutinadora à imagem de um Partido político e neste caso, o único corpo visível que combate o regime. Nada de mais errado. A verdade é que por muitos milhares de filiados que tenha - e tem-nos, agrade ou não agrade este facto "aos do sistema" -, a Causa não quer, não pode e nem sequer tem como fim, a imitação espúria daquele que um dia se chamou PRP. Diferentemente dos republicanos decididos pela destruição de uma Monarquia que julgavam ser por si a razão das desgraças nacionais, a Causa Real concita a simpatia e a participação nas suas listas, de milhares de portugueses com as mais díspares opiniões políticas, avultando nomes bem conhecidos do actual regime. "Inimigos" nos pressupostos partidários, aliados no grande objectivo comum. Será ainda necessário sublinhar, a progressiva adopção pelo chamado mainstream do actual regime, de muitos dos mais importantes postulados veiculados pela Casa Real, através da pública tomada de posição por elementos a ela ligados e que nas academias ou imprensa, têm indicado caminhos a trilhar para o bem comum: quem recorde qual era o posicionamento dos monárquicos quanto à descolonização, o caso de Timor, os Tratados assinados com a então CEE, a política portuguesa na geoestratégia do Atlântico ou da aproximação política e económica aos países da CPLP, facilmente reconhecerá este mérito que não pode ser negado. Por muito que isso desagrade aos "aflitos do regime", esta é a verdade que a poucos escapará.

Outro dos equívocos consiste na alegada "blindagem" da CR à livre participação dos seus filiados - que na maioria não são de forma alguma "militantes" - nos órgãos dirigentes. Há que notar o facto da CR ser um braço daquilo a que em sentido amplo se chama o gabinete da Casa Real, não podendo ser por isso, sujeita a golpes de aventureira oportunidade que se verificam noutro tipo de organizações, nomeadamente certos partidos políticos. Se as eleições são completamente livres, a escolha dos dirigentes deverá ser sempre objecto da aquiescência real e este aspecto é tão relevante quanto a existência da própria Causa e das suas ramificações plasmadas nas Reais Associações. Alguns sectores mostram-se impacientes e clamam por acção!, sem que essa prometida azáfama seja plenamente explicada á generalidade daqueles que se reclamam de monárquicos. Assim sendo, como será possível passar a Causa a tomar posições de recorte partidário no âmbito da política nacional, sem que isso implique a sua transformação num Partido político? É evidente e desejável o surgimento de múltiplas organizações que pretendam "ir a eleições gerais" e que incluam nos seus programas, aquela medida essencial que implica a reconstrução do Estado: a opção pela Monarquia. No entanto, tal não pode ser exigido à Causa Real, por muito que isso desgoste muitos dos seus filiados que aliás, nela encontram pares que  obedecem a outras linhas de acção e mais importante ainda, de pensamento. Se existe gente válida nos Partidos, poderão os militantes subir às respectivas tribunas e do alto proclamarem o seu apego à necessidade da restauração da Monarquia. No PS, no PSD, no CDS, BE ou qualquer outro, seria um inestimável serviço prestado, organizando tendências e grupos de pressão. Essa é a ideia chave.

Sendo de uma geração muito distante daquela que fundou a então Causa Monárquica, parece-me  de elementar justiça, reconhecer o trabalho porfiado que os fundadores e seus imediatos sucessores tiveram para a manutenção da chama. Critiquem-se os Integralistas, desdenhe-se agora o labor dos genealogistas ou dos "loucos pela Bandeira", há que concluir terem sido eles os homens que impediram a extinção da ideia do princípio monárquico da organização do Estado português. Acabaram por muito contribuir para o derrube da ditadura "democrática" dos Costas e Bernardinos, fincaram o pé e irritaram Salazar e Marcelo Caetano e abriram as portas à renovação da Causa nos anos 60, acabando por adequar a ideia da Restauração, a algo perfeitamente normal e exequível no plano dos princípios. Se tal não foi até agora conseguido, isso dever-se-á às contingências dos diversos períodos que têm pautado a vida da actual "situação" e que mais terão a ver com os interesses que durante anos, têm encontrado amplo respaldo além-fronteiras, traduzindo-se isto no eterno numerário que faz amodorrar a vontade  de tantos. Uma época que está a chegar ao fim.

A Causa Real podia fazer mais? Decerto. Para isso, seria necessária a total dedicação de todos os filiados e a sujeição ao vai-vem das conferências, reuniões fora da cidade de residência e do trabalho, a contribuição com uma parte, mesmo que ínfima, do património de cada um. Ora, isso é o que tem acontecido no muito restrito núcleo dirigente da CR, com o claro sacrifício da tranquilidade da vida familiar e do incontornável recurso às contas bancárias de cada um. Faz-se o que e possível e esse é o papel daqueles que se encontram filiados na organização. Ser membro* implica deveres, não apenas o iniludível direito de criticar.

Os regimes constitucionais vão passando e a Causa lá continua, como sempre na mesmíssima localização. Se tempos houve em que parecia perto da extinção, hoje é um testemunho daquilo que por ela fizeram as gerações dos nossos bisavós, avós e pais. E assim continuará, para grande irritação de alguns nossos "inimigos".

* Não sou filiado na Causa Real. 

Publicado por Nuno Castelo-Branco em Estado Sentido

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA: UMA CASA COM GORDURAS. VIVA A MONARQUIA!

Jornal i, 27 de Outubro de 2011

A LÓGICA DA AVESTRUZ

A conspiração da mentira e da morte na muito rendosa indústria do aborto

A muito puritana mulher do bispo anglicano de Worcester reagiu com indignação à hipótese evolucionista:

Descender dos macacos!? Que horror! Esperemos que não seja verdade! Mas se for, pelo menos que não se saiba!

A reverendíssima dama teve uma reacção digna de uma avestruz: este animal, talvez um dos mais estúpidos do planeta, quando pressente um perigo, em vez de o enfrentar, enterra a cabeça na areia.

A julgar pelas novas práticas a seguir no atendimento das candidatas à interrupção voluntária da gravidez, parece que a Inspecção-Geral das Actividades de Saúde pretende que estas mulheres procedam do mesmo modo que as avestruzes, ao jeito da consorte episcopal.

De facto, depois da inspecção realizada, no ano passado, a vinte e dois estabelecimentos que realizam abortos, por opção da mulher, até às dez semanas de gravidez, essa entidade oficial recomendou agora que os «objectos alusivos à infância, ou do foro religioso, sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social, onde é prestado atendimento a estas utentes». A retirada desses objectos foi exigida na medida em que os mesmos, segundo o mesmo relatório, podem «interferir com a escolha das utentes».

Como poderia ser chocante para a candidata ao aborto saber a verdade, entende a dita Inspecção-Geral que se deve evitar tudo o que, de algum modo, possa revelar a verdadeira natureza do acto eufemísticamente designado como interrupção voluntária da gravidez. Como? Pois bem, a grávida não deve conhecer o resultado das ecografias, nem de qualquer outro exame médico que comprove a certeza científica da vida humana que em si gera. Também não deve saber que a «interrupção» da dita gravidez mais não é, na realidade, do que o extermínio desse ente diminuto, mas já portador de todas as características próprias do ser humano. Por isso, a sala em que for recebida a desesperada mãe não deve ter «objectos alusivos à infância, ou do foro religioso», porque a sua presença poderia coagir emocionalmente a grávida, coarctando a sua liberdade de pôr termo à vida do seu filho.

Bem vistas as coisas, as titulares do «direito» ao aborto nem sequer deveriam ser atendidas por pessoas, na medida em que estas mais não são, necessariamente, do que ex-crianças, que já foram portanto iguais ao ser que agora se pretende eliminar. Além do mais, se se trata de um competente e honesto profissional da saúde, como são quase todos os médicos e enfermeiros, não poderá negar a vida humana do embrião, nem o seu carácter pessoal, o que também pode ser perturbador para a infeliz mãe. Assim sendo, o atendimento de grávidas nesta situação deveria ser feito por máquinas de reposta automática, que ignorem a verdade que não convém e sejam cúmplices da mentira que interessa afirmar.

Entende-se que, nos gabinetes de atendimento médico e psicológico, é perniciosa a presença de tudo o que possa ser entendido como alusivo à «infância». Mas quem pode negar que, pela janela do consultório, se vejam bebés ao colo das suas mães, ou se oiça o inocente riso de uma criança?! Para evitar uma tal interferência, talvez seja de recomendar que as consultas tenham lugar em salas subterrâneas, hermeticamente fechadas e devidamente insonorizadas.

E, de que cor deveriam ser as paredes destas celas, se se interdita tudo o que seja, ou possa parecer, alusivo ao «foro religioso»? Brancas não, pois é a cor que vestem as noivas no dia em que casam pela Igreja, logo tem um claro sentido cristão. Azul é a cor do céu, portanto apela para o transcendente e, por isso, deve ser também rejeitado. Amarela é bandeira oficial do Vaticano, portanto também não é uma cor admissível. Encarnado é o sangue e, portanto, poderia parecer uma velada alusão ao carácter sangrento da interrupção voluntária da gravidez. Um cor quente e alegre também não se compadece com a natureza do acto a decidir em tal compartimento, uma vez que nenhuma insinuação cromática deve perturbar a triste e fria determinação de quem o Estado tão empenhadamente quer que aborte. Talvez só o preto se deva utilizar nessa câmara ardente, cega e surda, em que só, diante de uma máquina, a mulher poderá, finalmente, decidir «livremente» a interrupção voluntária da sua gravidez.
Num tempo em que o Estado se empenha em dar uma exaustiva informação sexual, que não educação, às crianças, não deixa de ser paradoxal esta aposta na manipulação das mulheres, principais vítimas desta afectada ignorância sobre o que a ciência afirma da vida em gestação e sobre as implicações éticas e psicológicas do acto de abortar. O poder público, ciente da natureza desse dramático desfecho, sabe que só uma mulher enganada e desamparada poderá chegar a uma tão trágica determinação. Pelos vistos, embora a Igreja tenha a fama de obscurantista, é o Estado quem tem o proveito, como responsável por esta conspiração da mentira e da morte na muito rendosa indústria do aborto.

Há dois mil anos, Jesus Cristo falou de alguém que é «homicida desde o princípio (…), mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44). Ele é o «príncipe deste mundo» (Jo 12, 31). Nem mais.
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

O POVO PORTUGUÊS É ABOMINAVELMENTE PERSEGUIDO POR UM GOVERNO SEM DEUS


Capa de jornal francês de 1913, onde diz no interior que o Rei de Portugal foi brutalmente deposto pelos republicanos e pela Maçonaria. O Povo português é abominavelmente perseguido por um governo sem Deus.

ENTREVISTA DO DEPUTADO EUROPEU BRITÂNICO NIGEL FARAGE (LEGENDADA)

 
Entrevista da RT a Nigel Farage, deputado europeu britânico, onde este fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.