quarta-feira, 3 de agosto de 2011

NÃO MATARÁS!

A temática inicialmente destinada para esta semana era outra mas os recentes acontecimentos na Noruega obrigaram à sua mudança.
O que aconteceu na Noruega foi uma enorme e inesperada tragédia, mais inesperada ainda caso se atenda ao facto  do Reino da Noruega ser um país pacífico e com elevados níveis de desenvolvimento económico, social e humano (verdadeiro exemplo a seguir).

Mas uma outra surpresa em toda esta tragédia foi a comunicação social ‘classificar’ o assassino de ‘fundamentalista Cristão’. Ora, como Cristão que sou fico indignado com esta classificação pela incoerência nela contida.

No Cristianismo não existe lugar nem para fundamentalismos nem para fundamentalistas. A mensagem do Cristianismo é de paz, de compreensão, de tolerância, de respeito e amor pelo próximo. Nada disto existiu na tragédia norueguesa. O assassino poderá ser muitas coisas mas Cristão não será certamente e muito menos será ‘fundamentalista Cristão’ dada a incompatibilidade existente entre estas duas características. Como pode um verdadeiro Cristão violar de tal maneira um dos pilares do Cristianismo: ‘Não Matarás‘ (dos 10 Mandamentos, para quem não sabe). Já lá dizia Santo Agostinho: ‘Se acreditas no que te agrada nos Evangelhos e rejeitas o que não gostas, não é nos Evangelhos que acreditas, mas em ti’.

Lamento profundamente que, mais uma vez, não tenha sido feita uma análise critica das notícias (e dos termos nelas usados) levando à transmissão de informação incorrecta. Lamento igualmente que, mais uma vez, o Cristianismo seja atacado de uma forma tão intolerante e ignorante. Em pleno século XXI não era isto que se esperava!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

RESGATAR A NOSSA IDENTIDADE. EIS UM GRANDE EXEMPLO A FAVOR DE PORTUGAL. HÁ ESPERANÇA !

"É dia 24/11/2010, são 11 horas. Começa um leilão de obras de arte em Londres. Entre elas encontra-se um elmo de D. Sebastião. A grave crise mundial fez muitos venderem objectos herdados que nem sabiam bem o que eram. Os leiloeiros estão tão atarefados, que nem tempo têm de estudar devidamente o que lhes passa pelas mãos. Assim surgiu, no mercado internacional, este elmo rapinado pelo Duque de Alba em Lisboa, em 1580. Espero que passe despercebido! 

Em tempos já consegui adquirir e trazer de volta a Portugal uma boa parte de uma das armaduras de D. Sebastião. Tinha sido classificada como sendo do Duque Emanuel Filiberto de Sabóia (casado com a Infanta D. Beatriz de Portugal), o que aliás está correcto. Não tinham, porém, visto o quadro no Museu das Janelas Verdes que mostra D. Sebastião utilizando esta armadura que lhe foi oferecida pelo Duque de Sabóia, seu primo, que, com mais 26 anos de idade, já não cabia nela e ofereceu-a a D. Sebastião.

Mantive-me calado! Não disse a ninguém que o elmo de D. Sebastião iria a leilão em Londres. Também dizer para quê? As nossas “Entidades Oficiais” não iriam mexer um dedo para o recuperar! Apenas acabaria por alertar os museus estrangeiros e os leiloeiros. Estes sabem muito bem que uma peça de armadura atribuível a um Duque importante vale, pelo menos, 10 vezes mais do que a mesma sem essa atribuição. Quando a peça é indiscutivelmente atribuída a um monarca, o valor é 20 vezes superior. Mas quando se trata de D. Sebastião, a peça tem simplesmente de regressar a Portugal. Haja manhã de nevoeiro ou não. Estando o Desejado nele ou não!

Se alguém descobrir, vai ser uma desgraça financeira para mim. Encontro-me praticamente sem vintém. Mas, o elmo tem de voltar! A minha conta bancária está vazia. De pouco me ajudaria vender o meu carro. Tem 25 anos e ainda me presta bons serviços. De qualquer maneira, o elmo vai custar o equivalente a muitos carros. Não sei o que fazer. Com lógica não chego lá. Tenho de me deixar guiar pelo subconsciente, e este diz-me: “O ELMO DE D. SEBASTIÃO TEM DE REGRESSAR A PORTUGAL!”

Não fui a Londres, uma vez que a minha presença neste leilão faria algumas pessoas pensarem e eventualmente acordarem. Pedi para a leiloeira me telefonar. Em Londres já estão a vender as primeiras peças no leilão. Tenho o catálogo sobre os joelhos, sentado ao lado do telefone. Da nossa televisão só oiço os berros de mais uma greve geral, totalmente inútil, onde políticos e sindicalistas fazem o seu circo perante as câmaras dos média, vermes do sistema. Se houvesse entre eles alguém que realmente estivesse empenhado no bem de Portugal, essa pessoa estaria a esta hora em Londres a fim de trazer o elmo de D. Sebastião de volta.

É preciso defender a identidade lusa e esta mantém-se quando se ama Portugal e a sua história, e não com malabarismos vocais e movimentos de massas arrancadas do trabalho. Se eu tiver a sorte de, nem o Musée de l’Armée de Paris, nem a Armeria Real de Turim, nem o museu de Filadélfia – visto todos eles possuírem alguns elementos desta armadura, desejando certamente completá-la –, se darem conta de que este elmo lhes faz muita falta, ainda assim é necessário ultrapassar os comerciantes, sempre à procura de lucro fácil. Aí, tenho a “sorte” do elmo ter um pequeno furo (menor do que uma moeda de 1 cêntimo), o suficiente para muitos não o quererem. Este buraquinho não altera em nada a importância histórica da peça, mas apenas o seu momentâneo valor comercial, enquanto não se tiverem dado conta de que se trata de um elmo de um duque, oferecido a um rei. AO NOSSO REI!

Tenho os nervos à flor da pele. O telefone vai tocar dentro de instantes. O que é que vou ter que dar em troca para poder pagar esta factura choruda? Não sei! Depois se verá. O ELMO TEM DE VOLTAR ! Não vai haver férias nem presentes de Natal, e mesmo estes cortes não vão ser suficientes. Mas O ELMO TEM DE VOLTAR!

O telefone toca. O elmo vai à praça! Dou uma ordem: “COMPRE!”.

O martelo do leiloeiro bateu!

O ELMO DE D. SEBASTIÃO VAI VOLTAR A PORTUGAL."
 
Rainer Daehnhardt

CARAS: REI ALBERTO DA BÉLGICA AJUDA CIDADÃOS A ULTRAPASSAR A CRISE FINANCEIRA

O rei recebe cerca de 10 mil pedidos de ajuda financeira por ano.


Alberto da Bélgica é um rei solidário com os cidadãos do seu país. Durante o ano de 2010, o monarca atribuiu 200 euros a 450 indivíduos como “ajuda financeira pontual” e “ajuda moral”, avançou hoje o jornal Gaceta de Amberes. De acordo com o porta-voz do palácio real, Pierre-Emmanuel De Bauw, os cidadãos recorrem ao soberano como “última opção”, já que “não conseguem pagar a factura da luz, perderam o seu trabalho e estão prestes a perder a casa por não conseguirem pagar a hipoteca”.
 
A casa real sublinha ainda que, desde que começou a crise económica, em 2008, os pedidos de ajuda aumentaram 25 por cento e, em cada ano, o rei recebe cerca de 10 mil cartas devido a problemas económicos.

Ler mais: http://aeiou.caras.pt/rei-alberto-da-belgica-ajuda-cidadaos-a-ultrapassar-a-crise-financeira=f36522#ixzz1TROcHbBr

DE JOELHOS

"Países que recebem ajuda deviam ceder parte da sua soberania à União Europeia"

Wolfgang Schäuble. Ministro das Finanças da Alemanha

Devo ser eu que estou muito desatento mas não me lembro de ter ouvido uma declaração que fosse, uma, por parte dos responsáveis portugueses acerca desta intervenção do ministro alemão. Gaspar, Portas e Passos aos costumes disseram nada. E vamos andando...

A este propósito merece a pena ser lido o excelente texto de Luís Menezes Leitão disponível aqui.

por Luís Menezes Leitão
 
 
Depois das recentes declarações de Jean-Claude Juncker à Focus sustentando que a contrapartida da concessão de ajuda externa seria uma forte limitação da soberania da Grécia, surgem agora estas declarações à Stern do Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, segundo o qual os Estados que no futuro reclamarem ajuda externa deverão ser objecto de sanções mais fortes e terão que ceder parte da sua soberania à União Europeia, já que tal será para eles sempre muito melhor do que a pura e simples expulsão do euro.

Tudo parece convergir para uma repetição, a nível da União Europeia, da célebre doutrina Brejnev, segundo a qual todos os Estados membros do bloco socialista teriam a sua soberania limitada, tendo que aceitar a ingerência da União Soviética nos seus assuntos internos e não podendo ser autorizados a abandonar o pacto de Varsóvia, uma vez que as fronteiras internacionais do bloco socialista não poderiam ser alteradas. Agora também os Estados membros da União Europeia que se virem obrigados a recorrer à ajuda externa deixam de ser países soberanos para se tornarem protectorados da própria União, à qual estarão obrigados a ceder a sua soberania para evitarem uma catástrofe económica.

Desde a queda do muro de Berlim em 1989 que não se assistia a nada de semelhante na Europa. Estará a União Europeia a caminho de se transformar num novo pacto de Varsóvia? Se assim for, a extraordinária obra de visionários que representou a construção europeia ter-se-á tornado num pesadelo para os Estados membros em dificuldades.

publicado por Pedro Quartin Graça em "Estado Sentido"

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BREVE HISTÓRIA DO NÚCLEO DOS AMIGOS DO ELMO DE DOM SEBASTIÃO

28.01.2010 – Noite da chegada do Elmo
Foto Dra. Graça Canelhas
NÚCLEO DE AMIGOS DO ELMO
As 3 fases cronológicas do nascimento


- Fase 1 -

Em Setembro de 2010

Rainer tem informações acerca de um elmo milanês quinhentista que vai ser vendido em fins de Novembro num leilão em Londres.


Entre o mês de Setembro e Outubro

Rainer tem acesso a fotografias do elmo antes da saída do catálogo e
estuda o elmo devidamente.

No início de Novembro

o catálogo do leilão é publicado e enviado internacionalmente. Nesta altura Rainer já não tem dúvidas em poder atribuir justificadamente o elmo como tendo pertencido à armadura mandada fazer em Milão para o DUQUE EMANUEL PHILIPE DE SABOIA, que a ofereceu ao nosso Rei D. Sebastião, conforme ficou demonstrado através do quadro de D. Sebastião atribuído a Cristóvão de Morais, existente no Museu Nacional de Arte Antiga e alguns elementos soltos da mesma armadura, que foram parar ao Arsenal Real do Exército de Lisboa, à armaria do Duque de Alba, à colecção Pouilhac, à colecção William Randolph Hearst, à colecção Kienbusch, à Real Armeria de Turim e ao Musée de l’Armée de Paris.


A 23 de Novembro de 2010
Rainer informa Eduardo Amarante que dentro de 24 horas vai ter que tomar uma decisão difícil, que pode parecer louca para muitos, mas que Rainer sente que deve tomar. Eduardo Amarante anima Rainer dizendo que é precisamente nos momentos difíceis que se cristaliza a pureza do espírito e que tem a certeza que o que Rainer fará estará certo.

No dia 24 de Novembro de 2010

Rainer compra o elmo no leilão de Londres arrematando-o por licitação telefónica, sem que alguém se tivesse apercebido da importância da peça. No momento da aquisição Rainer não tinha dinheiro, nem sequer estava em vias de receber. Sentiu que O ELMO TINHA DE REGRESSAR A PORTUGAL e acabou por ser meramente a ferramenta útil que possibilitou o retorno do elmo do DESEJADO.

Uma hora depois da aquisição, Rainer menciona a mesma num almoço com amigos seus, oficiais superiores da armada. Um deles coloca a notícia no seu blogue www.nrpcacine.blogspot.com

Ainda no dia 24 de Novembro Rainer informa Eduardo telefonicamente acerca da vitória do elmo ser agora nosso e poder finalmente regressar a Portugal.

No dia 25 de Novembro

Rainer envia seu texto acerca da aquisição a Eduardo Amarante.

Eduardo Amarante coloca o texto imediatamente tanto no seu facebook como no seu blogue www.projectoapeiron.blogspot.com.

A partir daí a notícia ganhou asas próprias espalhando-se por centenas de blogues e facebooks. Isto, por sua vez, causou um despoletar imediato das mais diversas reacções.

Nessas destacam-se duas por oferecerem individualmente ajuda financeira para Rainer poder fazer face às despesas da aquisição.

Elmo de D. Sebastião utilizado
 na Batalha de Alcácer Quibir.
Que histórias pode o Elmo contar-nos?

A 1ª pessoa que entrou em contacto directo com Rainer neste sentido foi D. Duarte Pio, o Duque de Bragança (Rainer tinha informado o Duque, por correio electrónico, no próprio dia, após a aquisição).

A 2ª pessoa que tomou idêntica atitude, desta vez através do facebook de Eduardo Amarante, foi Raimundo Maurício.


Ao exemplo de Raimundo Maurício seguiu um número crescente de pessoas, (via facebook de Eduardo Amarante e por este animado) que se ofereceram para também ajudar financeiramente.


Passo a passo seguem-se as mensagens cada vez mais animadas no facebook de Eduardo Amarante, sempre acompanhadas pelos comentários altamente positivos e estimulantes de Eduardo Amarante, ao ponto de surgir a ideia de se criar um GRUPO DOS AMIGOS DO ELMO.

Este levantou nova onda de adesão e transformou-se no que chamaram de " NÚCLEO DOS AMIGOS DO ELMO ".

Artigo de Flávio Gonçalves em O Diabo, dia 8 de Fevereiro de 2011, 
sobre o regresso do Elmo de D. Sebastião.

- Fase 2 -

De seguida entraram em contacto com Rainer para saber o seu parecer acerca da criação de uma associação deste nome com o fim de ajudar pecuniariamente a Rainer com a aquisição.

Os que então já se consideravam membros deste núcleo em formação e com a disposição de ajudar monetariamente receberam então por via facebook de Eduardo Amarante a mesma resposta que Rainer já tinha dado ao Duque de Bragança.


Rainer agradece o gesto, reconhece com alegria no coração a boa vontade demonstrada, mas informa que NÃO é RAINER QUE NECESSITA DA VOSSA AJUDA, mas é PORTUGAL! A decisão da aquisição foi de Rainer e vai ser ele que deve e vai encontrar solução. Rainer informa que não deseja receber dinheiro de ninguém, mas acha que a boa vontade demonstrada deve ser dirigida para ajudar Portugal. A seu ver, um " NÚCLEO DE AMIGOS DO ELMO" pode perfeitamente juntar pessoas que se unem à volta do mesmo ideal.

Por esta altura surgiu uma pergunta lançada por uma senhora no facebook de Eduardo Amarante: "como uma pessoa, que não é portuguesa, se pode interessar tanto por Portugal?"

A resposta a esta pergunta (que tem razão de ser) acabou com uma declaração muito simples, mas explosiva, contida em apenas duas palavras: " AMO PORTUGAL!"


Estas duas palavras, assim "escarrapachadas" no preto e branco, levantaram nova onda de emoções. Respostas houve, onde leitores não apenas se admiraram como uma pessoa pode assumir este amor de forma tão pública, mas que concordavam em pleno com esta afirmação, fazendo questão de também a assumir publicamente.


Uma vez terminada a fase UM, denominada do GRUPO DOS AMIGOS DO ELMO (pela não aceitação de ajuda financeira por parte de Rainer), cresceu a fase DOIS.

Nesta reencontraram-se muitos membros da fase UM, porque concordavam unir-se em ajudar, não ao Rainer, mas a Portugal, tendo sido o aparecimento do elmo do Desejado a despoleta uma vontade comum existente em todos.

Tendo sido Raimundo Maurício quem mais se empenhou na formalização e legalização do então já chamado "Núcleo", indo ao ponto de preparar estatutos e idas ao notário, como a abertura de uma conta bancária, coube-lhe também o direito de formar um pedido de peso. Que Eduardo Amarante e Rainer Daehnhardt formassem parte.


Foi nessa altura que Rainer respondeu, que gostaria que quem amasse Portugal o declarasse por escrito. Esta seria a condição única para, a seu ver, se poder fazer parte do "NÚCLEO DOS AMIGOS DO ELMO". Mais declarou que era seu desejo que todos estivessem juntos como iguais entre iguais, que não haveria nem  títulos, nem tesoureiros, nem contas bancárias, nem burocracias, e que todos deveriam juntar-se como SERES LIVRES, juntos apenas pela vontade comum de AMAR PORTUGAL, de colocar este sentimento acima dos interesses pessoais e de ajudarem quando livremente quiserem e dentro do que lhes for possível.

A comunicação deste rumo levou à nova onda de adesão. Esta já incluía abertamente tanto Eduardo Amarante, Raimundo Maurício, como Rainer Daehnhardt. Todos declararam por escrito que AMAM PORTUGAL e que colocam este sentimento acima dos seus interesses pessoais.

Estas afirmações despoletaram mais uma onda de adesões chegando-se agora à fase TRÊS.

Elmo laureado de D. Sebastião.
Logótipo do NAE – Núcleo de Amigos do Elmo

- Fase 3 -

Nesta tem de haver uma certa disciplina, mesmo no total voluntariado. Torna-se necessário separar o trigo do joio. Não haverá títulos, nem dinheiro. O que se torna necessário é a formalização do desejo de pertencer ao "NÚCLEO DOS AMIGOS DO ELMO " por preenchimento de um formulário extremamente simples, mas de grande peso.

Já não conta apenas o bater nas teclas de um instrumento de comunicação electrónica.

O que passa a ter peso, isso sim, é o valor ancestral da PALAVRA DE HONRA DADA!

Quem afirmar, por sua honra, que AMA PORTUGAL e que coloca este sentimento acima dos seus interesses pessoais, pondo a sua assinatura nesta declaração histórica (num momento crucial da Pátria e, por isso, de grande relevo para as futuras gerações) é como quem se ergue no meio de uma multidão adormecida e grita " PRESENTE" porque a Pátria a isso o pede.

Muitos haverá que não desejam assinar esta declaração, porém sem a mesma ficarão excluídos.


Só vai ter nas suas mãos o elmo recuperado (que, segundo o que os últimos estudos assim indicam, muito provavelmente, foi precisamente o exemplar por D. Sebastião usado e perdido na campanha de África) quem por escrito, com a sua assinatura no papel, assumir o seu Amor por Portugal.

Quem se esconder atrás do anonimato e não pedir, assinar e devolver a declaração, acaba por se auto-excluir e não será convidado a participar no que se está a preparar para o regresso do elmo, nem será informado como, sem transferências pecuniárias, pode ajudar significativamente Portugal.

Rainer Daehnhardt, 13-12-2010




PIERRE-JOSEPH PROUDHON - RES PUBLICA


“Como, de que forma você responde tal pergunta? Você é um republicano?”
 

“Um republicano! Sim; mas essa palavra não é nada específica. Res publica; isto é, a coisa pública. Agora, quem quer que seja interessado em assuntos públicos  – não importando sob qual forma de governo  – pode chamar a si próprio de republicano. Até mesmo Reis são republicanos.”

Fonte: “Diálogo com um Filisteu” de O que é a Propriedade?

domingo, 31 de julho de 2011

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MONARQUIA E REPÚBLICA


1- É verdade que no regime republicano todos os cargos públicos são elegíveis?

R: Não. Os membros do Conselho de Estado, o PGR, os juízes dos diversos Tribunais Supremos, o presidente do banco de Portugal, as chefias das Forças Armadas e das forças militarizadas, não são eleitos, obedecendo a nomeação, à confiança política da tutela

2- Porque razão a república portuguesa é mais dispendiosa para o contribuinte do que qualquer uma das monarquias europeias?

R: Porque a função política do presidente não pode corresponder exactamente a uma imparcialidade que devia ser a norma. O presidente da república depende em primeiro lugar, das forças políticas que patrocinaram a sua candidatura e depois, dos grandes interesses económicos que a subsidiaram. Torna-se normal a  necessidade de criar um núcleo de colaboradores da sua confiança política , nomeando-se dezenas de assessores que custam muito dinheiro ao Estado. Desta  forma cria-se uma rede de influências que se tornam num contrapoder ao governo em exercício. Os orçamentos para as casas reais europeias são mais baixos,  porque o pessoal que serve a Coroa é em número bastante reduzido, não dependendo do favor de qualquer partido no poder ou na oposição.

3- Porque razão a generalidade dos países monárquicos europeus beneficiam de mais estabilidade política do que as repúblicas?

R: Exactamente porque os reis não intervêm no jogo partidário, ajudando a resolver muitas das crises provocadas pela luta político-partidária. A Monarquia oferece  uma perspectiva de estabilidade e de segurança institucional que permite aos governos proceder no Parlamento, às reformas necessárias ou desejadas pela   maioria dos cidadãos num dado momento histórico.

4- Porque razão quase todas as monarquias europeias beneficiam da descentralização administrativa e as repúblicas tendem a ser maioritariamente unitárias como a  portuguesa?

R: Porque a existência da Coroa oferece uma total garantia da unidade territorial de um país que seja formado por diferentes grupos nacionais: na Europa, o caso da  Bélgica e da Espanha são bons exemplos da necessidade absoluta da manutenção da Monarquia para a própria existência do Estado.

5- Porque razão as existentes monarquias europeias contribuem muito para o prestígio dos países?

R: Devido sobretudo, à função suprapartidária do rei e da visibilidade que este aporta à comunidade. Internacionalmente, o rei é a primeira imagem que se tem de um determinado país, até porque representa a história e as tradições que caracterizam os povos onde reinam.

6- Costuma dizer-se que as monarquias europeias são como empresas lucrativas. Porquê?

R: Porque em geral estão associadas ao que de melhor um país produz. Tem a marca da qualidade e do bom gosto, sendo um excelente exemplo a apresentar  internacionalmente. Além disso, criou-se uma grande indústria de lembranças e colecções que dão trabalho a muita gente e que com as vendas, trazem aos cofres do estado importantes quantias em impostos, direitos de reprodução, etc. A indústria das louças, a ourivesaria, a indústria livreira, as marcas autorizadas a  usar o símbolo da casa real, consistem em alguns dos sectores que muito beneficiam com a existência da Monarquia.

7- Durante a  Segunda Guerra Mundial, os invasores pretendiam antes de tudo, aprisionar as famílias reais dos países conquistados. porquê?

R: Porque quando invadiam um país, tinham a perfeita consciência do que significava para a população a figura do rei. O rei representava o povo inteiro e a própria  soberania nacional. Partindo para o exílio, os monarcas conseguiam agrupar soldados, reforçar o espírito de resistência e principalmente, retiravam aos  invasores, a legitimidade política de poderem falar em nome de um determinado povo, mesmo que organizassem governos fantoches que os apoiavam. Em  Portugal, até temos o exemplo de D. João VI que ao mudar a capital de Portugal para o Rio de Janeiro, salvou a independência nacional, a unidade do império português e acabou por conseguir mobilizar a nossa população que derrotaria os exércitos de Napoleão. O mesmo não aconteceu com as repúblicas invadidas e ocupadas e temos o exemplo da França, onde se criou um vazio de poder que levou à constituição de um governo republicano colaboracionista, dividindo traumaticamente o país em múltiplas facções.