terça-feira, 7 de junho de 2011

A PRESENÇA PORTUGUESA EM ÁFRICA


Introdução à conferência

A Comissão Executiva do XVIII Encontro Nacional dos Combatentes deci­diu prestar homenagem a todos os portugueses, civis e militares, que em Á­fri­ca se sacrificaram pela sustentação do Império, promovendo uma confe­rên­cia, em con­junto com a Direcção da Revista Militar e a Associação de An­tigos Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, no dia 9 de Junho de 2011, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Para o efeito procedeu a convite a académicos eméritos para o tratamento dos temas que pareceram mais adequados aos fins em vista, e que irão pro­por­cionar a reflexão sobre os méritos do legado civilizacional deixado em Á­fri­ca pelos portugueses. Por razões evidentes da exiguidade do tempo foi da­da­ prioridade a Angola, Moçambique e Guiné, onde decorreram as últimas operações militares do Império, não esquecendo igualmente o preito de ho­me­nagem aos que defenderam a soberania naci­onal noutros territórios ultra­ma­rinos.

A Conferência terá duas partes, sendo a primeira dedicada à ocupação dos ter­ri­tó­rios na senda das Descobertas, que custaram muitas vidas de cidadãos nacionais, especialmente provocadas por doenças, assim como ao alarga­men­to progressivo do espaço em conformidade com as capacidades nacio­nais, sem prejuízo da manutenção das posições costeiras ameaçadas por for­ças estrangeiras, em particular europeias. A presença portuguesa neste espaço fez vingar os direitos históricos reivindicados por Portugal quando os apeti­tes das outras potências, muito mais poderosas, se tornaram ostensivos, prin­ci­pal­mente a partir do Congresso de Berlim de 1884/5. A reacção nacional ao Ultimato inglês veio provar que a tarefa ciclópica de construção de um Im­pério que aquela ocupação constituiu, de facto, um desígnio nacional.

Este andamento dos portugueses, funcionários, empresários, comerciantes, mi­li­ta­res e missionários, foi algumas vezes contemporâneo, noutras antece­deu, as migrações dos povos africanos. O processo da conquista deu origem a cho­ques, submissões, reconhecimento de direitos, típicos de processos se­mel­han­tes ocorridos ao longo da História em todas as partes do Mundo.

Importa-nos uma descrição objectiva das situações então ocorridas de acordo com os valores do tempo histórico, desmascarando enfoques que não visam a verdade, mas que se verificam, muitas vezes para denegrir a importância da presença portuguesa, num jogo de poder invisível.

Interessa reflectir sobre os encontros ocorridos entre os portugueses e os a­fri­ca­nos, traduzidos em negociações amigáveis, que constituíram verdadei­ros encontros civilizacionais. O legado mais importante deixado por Portu­gal foi o início da constituição de Nações nos territórios definidos à custa de vidas humanas e do reconhecimento internacional dos direitos históricos so­bre esses territórios. E é o resultado daqueles encontros e deste legado que tor­narão indestrutíveis os laços que actualmente unem Portugal a todos os paí­ses onde se fala a língua portuguesa.

A segunda parte da Conferência trata do esforço militar realizado por portu­gue­ses e africanos, civis e militares, indígenas e forças expedicionárias, nas lutas pela definição dos limites territoriais e pela consolidação da soberania, a partir dos finais do século XIX e durante a primeira década do século XX, assim como os novos problemas políticos que conduziram à Guerra do Ultramar.
 

VISITA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE A 48º FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA

Hoje, pelas 16h00, S.A.R. O Senhor Duque de Bragança visitará a 48.ª Feira Nacional de Agricultura / 58.ª Feira do Ribatejo, e estará acompanhado pela Direcção da Real Associação do Ribatejo. O certame versa o tema das florestas e o apelo aos consumidores para que provem e comprem o que é português.

Publicado por Joana Dias Pereira no NetCafé Monarquia Moderna no Facebook

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EU TENHO VERGONHA DE VIVER NUMA REPÚBLICA

O vídeo que os Finlandeses fizeram no youtube sobre factos históricos do seu país, foi uma subtil maneira de gozar com uma nação inteira. Os ingleses, essa velhos  aliados, estão relutantes em emprestar-nos dinheiro. Um Português normal diz cobras e lagartos dessas duas nacionalidades e da União Europeia. Tentam defender-se com a História mas depois vêm a classe política e estraga-se  tudo.

Por isso a culpa é da “ética republicana”. Querem lá saber os finlandeses se os ajudamos na segunda guerra mundial? Querem lá saber os ingleses se temos uma aliança com vários séculos? Somos nós é que estamos presos na teia do globalismo capitalista. E tudo isto devido à “ética republicana”.

Eu não duvido que ingleses e finlandeses tenham o maior respeito pelas 10 milhões de almas que habitam Portugal. Que respeitem os nossos feitos, a nossa riqueza patrimonial e cultura.

Não se trata de falta de solidariedade da União Europeia ou dureza do FMI. Trata-se de uma análise exterior. Uma análise imparcial da rede política Portuguesa. Não estou com isto a querer dizer que na Finlândia ou Inglaterra seja tudo um mar de rosas. Não!

Mas são nações que tentam mostrar sempre o seu melhor e que conseguem dar aos seus cidadãos oportunidades de vida condignas. Em 37 anos, quantas vezes é que o FMI entrou em Portugal?  O que é que foi feito aos fundos monetários europeus? Portugal tem apresentado resultados?

Por isso eu tenho vergonha de viver numa república. Vergonha porque esta república não tem políticos capazes de defenderem o nome do meu país perante os seus pares. São os primeiros a terem atitudes de submissão a qualquer outro país. Vergonha porque não permite a livre iniciativa e a liberdade de pensamento. Não contribuem para um forte tecido empresarial e os seus tentáculos só servem para sustentar uma restrita rede clientelar. Não é altura de dizer basta?

Mesmo que tenhamos convencido a UE e o FMI a emprestar-nos o dinheiro, não podemos continuar a manter no poder, os mesmos que levaram-nos a esta situação de subserviência. Não podemos persistir à custa de empréstimos atrás de empréstimos.

É por isso que utilizando o Facebook criei dois eventos: o Hurrah for the monarchy e o Não pago as dívidas do Estado. O primeiro evento é dirigido a monárquicos ou a simpatizantes e pretende ser uma marcha a favor do Rei D. Duarte III. O segundo evento é dirigido a toda a sociedade civil. Inspirado no exemplo islandês, vou tentar reunir o maior número possível de pessoas e todos exigirmos do estado que assuma as suas responsabilidades, em vez, de honrar o compromisso com a troika à custa dos sacrifícios de gerações de Portugueses. Isto, à boa maneira Salazarista republicana.

Daniel Nunes Mateus

ANDRÉ VILLAS-BOAS COM RAÍZES EM CAMINHA

André Villas-Boas (n.1977), treinador do Futebol Clube do Porto, tem uma muito particular ligação a Caminha, já que é bisneto de José Gerardo Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto de Villas-Boas, 1º Visconde de Guilhomil, que foi no final do século XIX e princípio do século XX o chefe no concelho do Partido Progressista, uma das duas grandes forças partidárias do segundo rotativismo monárquico. 
 De seu nome completo, Luís André de Pina Cabral e Villas-Boas, descende do filho mais novo do Visconde – o seu avô Gonçalo Manuel Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto e Sousa de Villas-Boas – e tem pois muitos parentes que mantêm fortes ligações a Caminha como acontece, entre outros, com os actuais proprietários da Casa de Esteiró (a casa do seu bisavô titular) e da Casa dos Pittas.

A este propósito, o Caminh@2000 solicitou a Paulo Torres Bento, professor e historiador, um breve registo biográfico do ilustre antepassado de André Villas-Boas

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José Gerardo de Villas-Boas,
Visconde de Guilhomil – uma nota biográfica
Paulo Torres Bento
José Gerardo Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto de Villas-Boas nasceu em Braga em 1863 e era filho segundo do barão de Paçô Vieira. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1885 e seguiu depois a magistratura, tendo exercido logo no início o cargo de procurador régio em Caminha. Casou em 1887 com Mariana Teodora Correia Moreira de Lima Barreto, época em que a família adquiriu ao visconde de Negrelos a Casa de Esteiró (Vilarelho) que outrora teria sido pavilhão de caça da família Pitta. Construída no século XVIII e rodeada de um frondoso parque – onde estão hoje duas das três árvores classificadas do concelho – era então conhecida por “Vila Teodora”, lugar de reuniões e conspirações políticas, a partir da qual Villas-Boas, como chefe político local do Partido Progressista, fazia valer a sua influência e procurava colocar protegidos e apaniguados na presidência da Câmara de Caminha e nos demais lugares públicos da região.

O título de Visconde de Guilhomil foi-lhe concedido pelo rei D.Carlos em 1890, na mesma ocasião em que, respeitando o equilíbrio partidário, o monarca outorgou a António Joaquim de Sousa Rego (1821-1899), por mais de uma vez presidente da edilidade caminhense e figura tutelar do Partido Regenerador local, o título de Visconde de Sousa Rego.

José Gerardo seguiria entretanto a sua carreira de magistrado, tendo servido como juiz em diversas comarcas do país até ser nomeado ajudante do procurador régio junto da relação do Porto – cidade onde tinha a sua residência habitual, na Foz do Douro. Em 1898, assume o lugar de secretário particular do Ministro da Justiça e seu próximo amigo, José Maria de Alpoim. A esta influente posição no governo progressista de José Luciano de Castro, logo corresponde a municipalidade caminhense da altura que, depois de algumas trocas toponímicas, atribuiu à Rua de S.João o nome de Rua Visconde de Guilhomil – assim permaneceria até 1919.

Confirmando a ascensão política, Villas-Boas é eleito deputado nas eleições de 1899 e em 1903, como presidente da comissão executiva da Exposição Agrícola do Porto, recebe no malogrado Palácio de Cristal a visita de D.Carlos. Reeleito deputado em 1905, pouco depois, na sequência da chamada “questão dos tabacos”, acompanha José Maria de Alpoim na dissidência do partido progressista, nas vésperas da ditadura de João Franco e quando o regime monárquico, acossado pelos republicanos, caminha para o seu fim.

Antes disso, porém, Guilhomil contribui decisivamente para uma mudança política em Caminha que se viria a revelar premonitória do que logo sucederia no país e que, à escala local, acabou por corresponder ao papel desempenhado a nível nacional por José Maria de Alpoim. Em 1908, quando das eleições municipais, é na “Vila Teodora” que se forja a aliança entre os dissidentes alpoinistas e os progressistas oficiais – cujo chefe político distrital era o vianense Manuel Espregueira – que leva à cadeira da presidência da Câmara Municipal de Caminha o independente Damião José Lourenço Júnior, suspeito de simpatias republicanas – confirmadas depois do 5 de Outubro quando se manteve no cargo aderindo entusiasticamente ao novo regime.

O mesmo não sucedeu com José Gerardo de Villas-Boas, monárquico de fortes convicções. Abandona a vida pública e, de acordo com a memória familiar, a desilusão política terá mesmo contribuído para a sua prematura morte em 1913, aos 50 anos de idade, três anos somente após a proclamação da República. Com o seu falecimento, o título passou para o seu filho mais velho, José Rui Vieira Coelho Pinto de Sousa Peixoto, o 2º e último Visconde de Guilhomil, que se consorciaria em 1914 com Maria José de Menezes Pitta e Castro, casamento celebrado no oratório particular da Casa dos Pittas, na Rua da Corredoura, do qual resultaria uma única filha, razão da extinção do título.

Fontes consultadas: jornais Notícias de Caminha, Jornal Caminhense e O Caminhense (edições de 1907 a 1913); Actas da Câmara Municipal de Caminha (período abrangido); José Manuel Villas-Boas, Caderno de Memórias, 2003, Lisboa: Temas e Debates; Filipe Figueiredo, José Gerardo Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto de Villas-Boas, In Maria Filomena Mónica (coord.), Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), Vol.III, 2006, Lisboa: ICS/AR; página Web www.geneall.net.
Publicado (pelo portista) Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"

IDP - GONÇALO RIBEIRO TELLES, PARTE VII - DESENVOLVIMENTO (DES) EDUCAÇÃO E DESERTIFICAÇÃO

domingo, 5 de junho de 2011

UM REI, UM PAI


Sempre que os monárquicos, com o objectivo de mostrar a importância de ter um Rei como Chefe de Estado, comparam o Monarca a um Pai da Nação, os republicanos riem-se. É lamentável que assim seja!
 
O facto é que nenhum Pai (que o seja de verdade) deixa que a sua família gaste mais do que aquilo que ganha. Ele sabe que se não controlar os gastos, a sua família irá entrar em falência e, consequentemente, passar por sérias dificuldades. Um Pai pensa no futuro dos seus!
 
Portugal está a atravessar um momento difícil claramente por ter gasto mais do que aquilo que podia.
 
Como já se tem ouvido no meio monárquico, Portugal está órfão; não tem um Pai que se imponha, coloque ordem na casa e diga ‘Alto que não podemos gastar mais’. Portugal não tem um Rei (reinante) porque se tivesse muito provavelmente o futuro de Portugal seria mais risonho. Mas ainda se está a tempo de mudar!
 

UM COMENTÁRIO ANÓNIMO NUM BLOGUE SOBRE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE

Se "Portugal tivesse um Rei não estaria na actual situação"- JN

É VERDADE, QUEM MAIS TERIA DIREITO A HERDAR O SOLO PORTUGUÊS, SENÃO OS SEUS MAIS LEGÍTIMOS HERDEIROS, OS QUAIS PAGARAM COM SANGUE E LÁGRIMAS A INDEPENDÊNCIA DESTE REINO QUE A ESSE PREÇO SE TORNOU UM ÌCONE NAS PÁGINAS DOS LIVROS DE HISTÓRIA COMO AQUELE QUE DEU NOVOS MUNDOS AO MUNDO E DIVIDIU CONJUNTAMENTE COM A SUA VIZINHA ESPANHA O GLOBO EM DUAS PARTES?
 
QUEM MAIS NESTE MOMENTO DE EXTREMA DIFICULDADE SERIA O MAIS LEGÍTIMO E IMPARCIAL DEFENSOR DESTE POVO SENÃO S.A.R.,DOM DUARTE?

EM QUALQUER FAMILIA EXISTEM HERDEIROS SENAO DE BENS PELO MENOS DO NOME DE FAMILIA, E NENHUM DE NÓS O REJEITA.

PORQUE NÃO ASSUMIR QUE DOM DUARTE É O HERDEIRO DE PLENO DIREITO DESTA TERRA PELA QUAL OS SEUS ANTEPASSADOS LUTARAM E MORRERAM? DE CERTEZA QUE SERIA UM ACÉRRIMO DEFENSOR DE TODOS NÓS AO CONTRÁRIO DESTES POBRES PLEBEUS SEM LEGITIMIDADE SANGUINEA, SEM AMOR À PATRIA E SEM O MAIOR BEM DE TODOS QUE É A DEDICAÇÃO E O AMOR PELO SEU POVO SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIA FOR, TAL E QUAL COMO UM BOM CHEFE DE FAMÍLIA DEFENDE SEMPRE OS SEUS NA TEMPESTADE E NA BONANÇA, AO CONTRÁRIO DESTES SUPOSTOS DEFENSORES DO POVO E DA DEMOCRACIA QUE NUNCA DERRAMARAM NADA PELO PAÍS A NÃO SER O SEU SUOR QUANDO FAZEM JOGGING, POR ESTAS RUAS ASFALTADAS COM O SACRIFICIO DOS PORTUGUESES, PROTEGIDOS POR SEUS GUARDAS-COSTAS PAGOS POR ESTE MESMO POVO QUE SE DIZ EM DEMOCRACIA MAS QUE NÃO SABE EM QUEM IRÁ VOTAR POIS NÃO VÊ EM QUALQUER DESTES SUPOSTOS "NOBRES DA DEMOCRACIA" QUALQUER VERDADE OU LEGITIMIDADE PARA OS REPRESENTAR!

FINALMENTE PERCEBI PORQUE SÓ NESTE PAÍS EXISTE A PALAVRA SAUDADE!