sexta-feira, 3 de junho de 2011

UM PROJECTO "GENEALL" A PRECISAR DO APOIO DE TODOS NÓS!

Geneall.net é um projecto de Genealogia de carácter científico e cultural, sem fins lucrativos, que tem como principais objectivos:

1. Promover, divulgar e conservar estudos e investigações genealógicas de carácter científico;
2. Disponibilizar na internet as obras de Genealogia publicadas, com especial prioridade para as obras de referência e as de menor acessibilidade por parte dos investigadores;
3. Aproximar os estudiosos destas matérias;
4. Fomentar o desenvolvimento do estudo da Genealogia;
5. Estabelecer, numa base de dados única, as ligações genealógicas que unem os portugueses até hoje.


Geneall.pt é o site de língua portuguesa do projecto global Geneall que inclui outros cinco sites definidos pelas línguas dos seus nacionais - inglês, espanhol, francês, alemão e italiano - e ainda um sétimo site que incorpora genealogias dos países não abrangidos por estas línguas. O Geneall.pt integra a informação genealógica que respeita essencialmente a Portugal e Brasil mas também a todos os outros países de expressão portuguesa.

Geneall.pt é um projecto de Genealogia de carácter científico e cultural, sem fins lucrativos, que tem como principais objectivos:

1. Promover, divulgar e conservar estudos e investigações genealógicas de carácter científico;
2. Disponibilizar na internet as obras de Genealogia publicadas, com especial prioridade para as obras de referência e as de menor acessibilidade por parte dos investigadores;
3. Aproximar os estudiosos destas matérias;
4. Fomentar o desenvolvimento do estudo da Genealogia;
5. Estabelecer, numa base de dados única, as ligações genealógicas que unem os portugueses até hoje.

Constituem fontes primárias deste projecto:
1. As obras de Genealogia publicadas ao longo de séculos que se encontrem disponíveis na Biblioteca Genealógica de Lisboa;
2. O resultado das investigações dos webmasters do Geneall, tanto as realizadas até aqui como as que vierem a realizar-se.

Constituem fontes acessórias:
1. As informações disponibilizadas no Forum da Base de Dados;
2. As sugestões de correcções e actualizações enviadas pelos visitantes do site e por nós editadas quando entendamos que se justifique.

Na sua estrutura medular, a Base de Dados é composta por registos individuais ligados genealogicamente entre si. Trabalhamos no sentido de encontrar apenas um registo por indivíduo, apresentando sempre que possível soluções genealógicas que conduzam ao enlace das várias fontes, reproduzindo e tentando desvendar a verdade histórica. A Base de Dados assume assim a natureza de um laboratório de Genealogia dinâmico e em permanente construção, que proporciona o seu próprio aperfeiçoamento e aporta matéria para trabalhos sérios de investigação que a comunidade científica desenvolva exteriormente, devolvendo-nos as suas conclusões.

O Fórum, que foi criado inicialmente como auxiliar da Base de Dados, espaço de troca de informações sobre os dados em edição, tem-se vindo a afirmar para além disso, como centro de reflexão e debate de questões genealógicas que transcendem a Base de Dados, e já constitui um importante repositório de informações genealógicas com a qualidade própria de cada interveniente.

Na tradição do projecto Genea Portugal lançado na internet em 2000 e de que o Geneall.pt é continuador, muitos registos de nomes de pessoas surgem aqui acompanhados de uma (ou mais) bolas, que os identifica como descendentes dos vários reis, indicados como referência das respectivas nacionalidades. Esse princípio está estabelecido em todos os sites. Assim:

uma bola azul-clara identifica os descendentes de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal;
uma bola amarela os descendentes de Carlos Magno, imperador da Alemanha e rei de Itália;
uma bola verde os descendentes de Fernando I o Magno, rei de Castela e Leão;
uma bola azul-escura os descendentes de Hugo Capeto, rei de França;
uma bola encarnada os descendentes de Guilherme I, o Conquistador, rei de Inglaterra

Estas linhas ascendentes, comuns a muitos portugueses e brasileiros são visíveis em todas as páginas. Prevalece, no site português, a bola azul-clara. Mas é possível seguir as outras bolas - mais fáceis de acompanhar através das páginas de costados - bastando para o efeito navegar nas versões das línguas a que respeitam, clicando previamente na bandeira, que está colocada na barra de fundo de cada página.

Graças à integração dos vários sites num projecto global, as pesquisas realizadas incidem sobre a totalidade dos registos disponíveis, havendo apenas a necessidade de ter presente que os nomes estão escritos na língua original.

Tratando-se de um site privado mantido por genealogistas e não de um serviço realizado pela Administração Pública ou sustentado por qualquer entidade mecenática, temos procurado assegurar a manutenção deste projecto mediante:

1. As adesões ao Geneall Plus.
2. As receitas de vendas de livros na Livraria do Guarda-Mor:  http://www.guardamor.com/
3. A Ajuda profissional.
4. Os serviços disponibilizados no Espaço Guarda-Mor.
5. As receitas da publicidade proveniente das visitas aos anúncios acessíveis a partir das nossas páginas.

A par da componente científica e formativa deste trabalho, esperamos que o Geneall consiga traduzir, através da sua componente lúdica, o contentamento que nos proporciona a sua construção.

SS.AA.RR., OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA VÃO ESTAR PRESENTES NO CASAMENTO DO PRÍNCIPE ALBERTO DO MÓNACO

Revista "flash" de 30-05-2011
(Clique na imagem para ampliar)

DIA NACIONAL DO BOMBEIRO

Emblema do Corpo de Bombeiros

Dia Nacional do Bombeiro – Historia da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa

Em 1868 a Farmácia Azevedo, no Rossio, era o ponto de reunião de destacadas personalidades, numa época em que o serviço de incêndios na capital não estava à altura do que deveria de ser.

Farmacia Azevedos - 2011

A população da cidade deveras se preocupava com os numerosos e violentos incêndios que, por toda a cidade, se manifestavam sem ser possível dominá-los convenientemente por deficiência de pessoal e material, dada a exígua verba destinada pelo erário municipal aos respectivos serviços.

Às conversas da Farmácia Azevedo assistia Guilherme Cossoul, que em dia de acesa discussão com o vereador do Serviço de Incêndios, Dr. Isidoro Viana, alvitrou que se organizasse uma Companhia de Voluntários Bombeiros a exemplo do que se fazia no estrangeiro. Cossoul soube contagiar os ouvintes, fez propaganda e, no mesmo mês, promovia uma reunião no edifício da Albegoaria Municipal, onde estava instalada a Inspecção dos Incêndios. Esta reunião deu corpo à formação da Companhia de Voluntários Bombeiros, sob o lema HUMANITAS, VITA NOSTRA TUA EST.

Integraram esta primeira formação Abraão Athias, Domingos, Henrique F. Jauncey, Eduardo Costa Coimbra, Guilherme Cossoul, Francisco Alfredo Nunes, Isidoro José Viana, o Visconde de Ribamar, Darlaston Shore, John B. Jauncey, Yosef Amzalak, Francisco Gellespie, António Campos Valdez, André de Aquino Ferreira, Manuel Nunes Correia Júnior, José Mendes de Carvalho Júnior, Walter Daggs, João Maria da Silva, Francisco Manuel Mendonça, Carlos Nandim de Carvalho, Oswald B. Ivens, José Vargas Ollero, Horácio Jauncey, o Capitão Felipe de Mesquita, Francisco Alves da Silva Taborda e Carlos José Barreiros.

Comandante Guilherme Cossoul
Guilherme Cossoul foi nomeado Capitão-Chefe dos Bombeiros Voluntários por El Rei Dom Luís, e empossado Comandante da nova Companhia, sendo alugada uma casa na Travessa André Valente para quartel e recolha da bomba braçal, encomendada ao Industrial Cannel por 180.000 réis.Na Travessa André Valente recrutaram-se condutores e os aguadeiros dos Chafarizes de São Paulo, Rua Formosa, Tesouro Velho e Carmo. Marcaram-se exercícios para todas as quintas-feiras, e assim tornou-se realidade a aspiração daqueles beneméritos cidadãos.

O Príncipe D. Carlos adere como sócio para que a Companhia ostentasse o Título de Real, e na histórica tarde de 18 de Outubro de 1868 fazia-se, no pátio da Albegoaria Municipal, o primeiro exercício público, com bomba.

O baptismo de fogo dos novos bombeiros deu-se na madrugada de 22 de Outubro de 1868, no edifício das Tercenas, na Travessa da Praia de Santos, 1 a 7. O povo, apreciando e querendo distinguir os novos soldados da paz, que tanto entusiasmo mostravam na sua arriscada e desinteressada missão, passou a distinguí-los com a denominação de Bomba dos Fidalgos. Do relatório apresentado à Câmara Municipal de Lisboa pelo Inspector de Incêndios Sr. Carlos José Barreiros, relativo ao estado do Serviço de Incêndios em 1870, destacamos esta passagem:

Conheça SAR Dom Carlos
“Ocupando-me de bombeiros não posso terminar sem aproveitar o ensejo de pagar o devido tributo de homenagem e reconhecimento à Humanitária Associação que sob modesto Titulo de Bombeiros Voluntários tantos e tão apreciáveis serviços tem feito a esta cidade nos dois últimos anos. Alguns dos sócios, que têm procurado instruir-se, já são bombeiros tão aptos como os homens de profissão, e não só se chegam para o fogo, mas como batem-se com tanto acerto e tanto sangue frio como eles. Prosperam rapidamente em Inglaterra e mesmo em França, as sociedades desta índole, havendo algumas que possuem, alem dum excelente material de socorros, um pessoal respeitável, tanto pelo número e qualidade como pela instrução. No nosso pais é uma ideia apenas nascente, mas prometedora, porque já tem adquirido incontestáveis direitos não só aos aplausos, mas como a bênção do público”.

A 26 de Novembro de 1880 falecia Guilherme Cossoul, sucedendo no comando Darlaston Shore, e neste ano a Real Companhia de Voluntários Bombeiros transformou-se, por imperativos legais, no Corpo de Bombeiros da Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa.

Em 18 de Maio de 1885 realizou-se, no hipódromo de Belém, um concurso de ginástica, organizado pelo Real Ginásio Clube Português, e entre os números do programa figurava um simulacro de incêndio.

Os Voluntários de Lisboa se apresentaram e executaram as manobras, a que o clube organizador conferiu diploma e medalha de prata “pelo arrojo e perícia dos seus componentes”.O uniforme dos sócios activos consistia em calça e casaco de tecido azul, este com duas ordens de botões, charlateiras de três pernas de verniz preto, cinto de couro, machado com guardas de metal, espia entrelaçada a tiracolo, e capacete de couro do padrão dos Bombeiros Municipais de Lisboa, com um emblema composto por um V sobreposto por dois machados cruzados, e encimado pela coroa real.
Em Outubro de 1889 o corpo activo era comandado por John B. Jauncey, tendo 30 bombeiros e 30 auxiliares (condutores e aguadeiros), com duas Estações. A 1ª era na Rua das Flores (onde hoje se encontra a oficina), e a 2ª na Rua dos Navegantes a Lapa.

Em 1906 o material da Associação foi enriquecido com a aquisição de uma bomba a vapor da casa Shand Mason & Co., de Londres, que seria um elemento do maior valor para o combate a fogos, por ser a única do tipo na cidade. Devidamente apetrechados e formados, marcaram os Voluntários de Lisboa, nesta época, um dos padrões mais gloriosos da vida da Bomba dos Fidalgos.

A 18 de Outubro de 1918, quando a associação celebrava as bodas de ouro, a Câmara Municipal de Lisboa criou a Unica medalha de Ouro Vernil da Cidade de Lisboa, conferindo-a à Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, pelos grandes e prestigiosos serviços à cidade.

No ano de 1919 a República pela primeira vez conferiu a uma Associação as insígnias de Valor, Lealdade e Mérito, ao conceder o grau de Oficial da Ordem da Torre e da Espada aos Bombeiros Voluntários de Lisboa, por actos excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade.

Ao longo do seu historial, que já não é pequeno, à Bomba dos Fidalgos foram-lhe concedidas as Ordens de Cristo (Cavaleiro e Oficial), do Infante Dom Henrique, e a da Benemerência (Comenda), bem como é possuidora de todas as mais altas condecorações de bombeiros em nível nacional.

Veja todas as condecorações do CBVLisboa em:
Publicação de Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"

PARLAMENTO DE TIMOR CONCEDEU A S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE A NACIONALIDADE TIMORENSE POR SERVIÇOS RELEVANTES PRESTADOS AO PAÍS


Fonte: José Tomaz de Mello Breyner no Facebook

Dom Duarte de Bragança pediu nacionalidade timorense pelas “relações profundas com Timor-Leste”. O Herdeiro do Trono afirma que Timor-Leste tem uma relação especial com a Família Real Portuguesa. “Gostaria de ter nacionalidade timorense”, declarou o Chefe da Casa de Bragança, no Dia da Restauração da Independência, que se assinalou no dia 1 de Dezembro. Dom Duarte revelou que já “encetou contactos para obtenção da dupla nacionalidade através de um pedido comunicado ao presidente timorense José Ramos-Horta”. O Herdeiro do trono português afirmou ainda que sempre apoiou a causa de independência timorense e destacou “as relações profundas e espirituais do povo timorense com Portugal”.
Este símbolo foi confiado ao Reino de Ermera por Alvará da Rainha Dona Maria II. Mantem-se intacto e bem protegido.

A Casa de Bragança e a bandeira monárquica são símbolos de “grande significado” para a nação timorense, segundo Dom Duarte, acrescentando que Timor-Leste tem uma relação especial com a última dinastia portuguesa.

“Eu sou o liurai de Portugal”, disse o Duque de Bragança, fazendo alusão ao nome utilizado antigamente para os chefes timorenses.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

HAJA BOM SENSO E DIGNIDADE!

Não param de crescer as dificuldades económicas para um número crescente de famílias, muitas delas a braços com o desemprego, que se vêem sem capacidade para satisfazer necessidades básicas da sua vida. O recurso à ajuda das instituições de solidariedade social (IPSS), seja no acesso a alimentação e a medicamentos, seja na gratuitidade da frequência de creches e jardins-de-infância, tem estado a aumentar de forma alarmante. O Estado não tem dinheiro para reforçar, muito pelo contrário, os apoios sociais às famílias em situação de carência económica efectiva, seja directamente às pessoas por via das prestações sociais, seja indirectamente às instituições de solidariedade social através de compensações financeiras.
 
Num cenário em que o Estado deixou de cumprir com as suas responsabilidades sociais de assegurar às famílias pobres e de baixos rendimentos e em situação de carência económica os apoios mínimos, é incompreensível que esteja previsto no acordo da Troika que as IPSS cobrem IVA nas ajudas que prestam e que, portanto, estas famílias tenham que pagar IVA sobre as ajudas que recebem. Como é possível admitir que os pobres paguem IVA sobre a "sopa social"? Sopa social paga em parte com os dinheiros dos contribuintes e cada vez mais com os donativos da sociedade civil.
 
Não se invoque a bancarrota para justificar a imoralidade desta miserável medida. Haja bom senso e dignidade. Talvez seja pedir muito, mas que por uma vez os nossos governantes tenham um comportamento decente e não exijam dos pobres o que o Estado não é capaz de lhes garantir. Acima de tudo, haja humanidade e sensibilidade social.
 
Assim se vê, como vai longa a nossa crise de valores e como anda ofuscada a lucidez política. Esta história é má de mais para ser verdade. Que Estado (anti)Social é este?
 
Fonte: 4R

PPM QUER PENALIZAR QUEM FEZ MAL A PORTUGAL


Jornal “Correio do Minho” de 29 de Maio, pág. 18

O cabeça-de-lista do PPM pela distrital de Braga e vice-presidente do PPM, Manuel Beninger, afirmou ontem que se apresenta a estas eleições legislativas num momento em “Portugal vive uma das crises da sua longa história”. “Em virtude desta enorme hecatombe, o país perdeu os últimos vestígios da sua nacional e encontra-se presentemente sob a administração económica e política internacional. Importa, por isso, restaurar a independência nacional. Importa, também, penalizar quem nos colocou nesta situação, que não são outros que os partidos que nos governaram nos últimos 16 anos e assinaram este Memorando de Entendimento com a Troika, hipotecando assim a independência nacional: o PS, o PSD e o CDS”, afirma em nota enviada à comunicação social.
“O PPM está consciente que existe um verdadeira programa eleitoral – o memorando de entendimento da “troika” – imposta a Portugal devido à situação de grande vulnerabilidade económica em que os governos do partido socialista nos deixaram”, diz.

A REPÚBLICA TRANSVESTIDA OU DA IMPORTÂNCIA DA MONARQUIA

Drª Aline Gallasch Hall
Muitos monárquicos se perguntam porque existe o Partido Popular Monárquico. Não pretendo aqui dar essa resposta, mas colocar algumas reflexões.

A propósito destas Legislativas, o PPM existe e disputa as eleições não porque quer o poder, mas porque há um problema no sistema político. E, para lutar contra isso, há que ser um partido. É verdade que teria mais lógica se fosse um movimento a favor da cidadania, mas também tem uma história e um papel importante nos fundamentos da democracia e isso deverá ser preservado.

Mas um movimento contra o quê? Muito simples: contra os demandos da República. Se a República tivesse, como consequência última, a Justiça, tudo seria controlado e gerido por cidadãos, e todos estaríamos satisfeitos. Mas não é, de todo, assim. O que vemos é uma sede de poder, compadrios e os lugares de chefia serem ocupados, não pela competência, mas pela demagogia e amizades várias. O povo julga que vota para um país melhor, mas apenas é um joguete nas mãos de incompetentes. E isso tem sido a República em Portugal.

Então, porquê a Monarquia?

Antes do Iluminismo, as monarquias constituíam o único sistema político naturalmente suportável (a Democracia grega não era democrática: afinal, tinha, como base, uma sociedade esclavagista e, embora algumas monarquias também o tenham tido, nem todas o fizeram).

A partir da Revolução Industrial o trabalho escravo das pessoas foi substituído pelas máquinas, o que deu origem a uma outra estrutura política que, como temos vindo a assistir, também não funciona. Principalmente porque imita o pior que é atribuído às monarquias – um certo totalitarismo.

A monarquia segue a ordem natural das coisas, tendo como base a estrutura de qualquer sociedade: a família. O rei é o Pater Familias, aquele que é tratado com respeito e que tem de estar acima de tudo – de Partidos, de políticas, como um regente da nação e um garante de justiça e equidade – ou então tudo estará perdido. É alguém que assume a chefia do Estado e assume essa responsabilidade convictamente, porque tem de o fazer, para colocar ordem no Estado. Não para estar lá 5 anos, fazer o que lhe apetece e depois sair sem pagar pelos erros que cometeu. Um rei que comete erros pode ser destronado – um Presidente que os comete acaba por sair ileso e com uma grande reforma, sem ser responsabilizado pelos seus actos.

Sim, um rei que não está à altura de desempenhar o seu papel é removido – como se fosse uma ecologia de poder. O próprio povo o destitui.

O rei não é de nenhum partido nem de nenhuma cor política. Não pode imiscuir-se nessas questões, pois está acima de todas elas – é aquele que toma as decisões.

Monarquia é algo que terá que ressurgir naturalmente em Portugal, ou não sobreviveremos como nação. Já temos visto uma linha de destruição dos valores da civilização, em que está incluída a própria família. O desleixo político dos últimos anos condicionou uma grande parte das gerações mais novas ao desespero e à dependência dos progenitores até tarde idade, não podendo os próprios criarem condições de iniciarem as suas próprias famílias. A crise demográfica é um bom espelho desse flagelo, o flagelo de uma população envelhecida, que não se renova nem tem novos braços para trabalhar que permitam, igualmente, o descanso de quem o fez por toda a vida.

E monarquia em Portugal? Sobretudo em Portugal. Nos 100 anos comemorados com gastos desonrosos em tempo de crise profunda, esqueceram-se que a República introduziu a confusão total e o desnorte que se instalou de tal forma que foi necessário aparecer alguém que criasse uma imagem de força, de responsabilidade, de poder para controlar as rédeas do país, mas que o fez de forma dictatorial. E isso, para Portugal, também não serve.

Na República vemos bem o seu sistema de desresponsabilização: todos atribuem culpas, ninguém as assume. Percebemos que o problema de base é que quem decide os destinos do país não é quem tem capacidade de decidir, mas só quem é lá colocado pelo sistema político.

Isso tem consequências para o povo, como todos bem sabemos, pois estamos a sofrer com isso. Consequências para o país, que está a mando de outros de forma vergonhosa, apesar dos seus 900 anos de História e com as fronteiras mais antigas da Europa. Só não há consequências para aqueles que, na realidade, nos conduziram para este estado. No passado, todos os males eram culpa do Rei, que consubstanciava os problemas do país – julgando os Republicanos que, retirando o Rei do trono, os problemas seriam resolvidos. Foram agravados: nunca, na História de Portugal, atingiu-se a bancarrota 3 vezes num espaço de 28 anos. Muito menos depois de uma injecção de dinheiro como aquele que recebemos da União Europeia unicamente para investir na nossa Economia e nas nossas infraestruturas. Em menos de meio século, as nossas possibilidades de conservação e subsistência como país autónomo foram reduzidas a um mínimo tal que não sabemos como iremos sobreviver, colectivamente, ou per si.

Entramos no caos, por uma ordem destrutiva de Governos, em que prevalece o lucro próprio e o proveito da irresponsabilidade.

A República organizou-se à imagem da Monarquia, mas como o seu negativo. Transvestiu-se. Não, não é verdade, nós não poderemos ser todos o que quisermos: devemos ser o que as nossas capacidades nos permitem. Daí a dificuldade, o ónus do Rei: tem uma vida inteira de preparação para colocar acima dos seus interesses, os interesses do Estado, porque sabe que, se o não fizer, tudo estará perdido. Ele não sairá impune – mas os republicanos, como temos visto, sim.

Nada é definitivo – qualquer solução política tem os seus defeitos. Mas temos de optar por aquela que defenda, genuinamente, causas e valores.

Há um logro nas eleições: julgam que, no dia seguinte à votação, todos os problemas estarão resolvidos. Não, não estarão. Só se resolvem quando se mudarem as mentalidades, abandonarem os sentimentos que têm servido de base a esta República e ao povo em geral. Foi isso que nos trouxe a este estado crítico. Chega de ganância. Ganância pelo poder, pelo dinheiro, pela aparência.

Vamos defender, vamos voltar às causas que construiram Portugal.

Publicado em PPM,

Aline Gallasch Hall
Nós, os monárquicos somos uns seres previligiados.
A nossa rainha, D. Isabel de Herédia, é o rosto sereno, carinhoso e bondoso da instituição real.
O partido que defende as cores da Monarquia, ou seja, o PPM, apresenta como candidata pelo círculo de Lisboa a Drª Aline Gallasch Hall.
Tem um currículo invejável e é deputada do PPM na Assembleia Municipal de Lisboa.
Por outro lado, sendo uma senhora extremamente linda, de uma elegância ímpar, com capacidades intelectuais acima da média, não compreendo como o PPM não a promove mais junto das pessoas.
A comunicação social, muito dada a publicitar situações reles ou candidatos com o QI de um pombo, podia muito bem dar a conhecer Aline Gallasch Hall aos portugueses.
Por mim, numa Assembleia da "dita", preenchida por canastrões, malcriadões e caras-de-pau, sem qualquer mais valia, preferia ver lá...a Drª Aline Gallasch Hall!
E agora digam que não cumpri o meu dever cívico...
Disse!