segunda-feira, 30 de maio de 2011

AS ELEIÇÕES - UMA QUESTÃO DE CARIDADE (AMOR)

Todo e qualquer cristão, que o seja realmente, não pode ignorar que a escolha política por ele realizada implica uma grave decisão moral, em consequência do maciço impacto social do seu voto, pela qual terá de responder perante Deus, no Juízo que decidirá da sua salvação ou condenação eternas. Por isso, importa muito que conforme a sua consciência à Verdade ensinada por Cristo através da doutrina do Magistério da Igreja, de modo a que não venha a cooperar no mal através de políticos ou governos que sejam do Maligno (Cf. Os governos satânicos de J. Sócrates).

A Caridade que é o centro, a raiz e o cume ou perfeição de toda a vida cristã deve por isso mesmo orientar todo o pensar e agir de qualquer baptizado. Deste modo esta virtude eminente procurará, inclusive mediante a política e as leis que dela resultam, defender (no sentido não só de proteger mas também de advogar a causa de) os mais pobres, os mais fracos, os mais inocentes, os mais idosos. Não pode haver verdadeira Caridade em quem não pratica a Justiça, os princípios da subsidiariedade e da solidariedade, as liberdades de ensinar e de aprender, quem não garante ambiente social e educativo moralmente são para as crianças e os jovens, quem destrói a família pelo falsamente chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo e pelo divórcio expresso/sem culpa, quem legaliza a matança de inocentes pelo aborto, pela letal, para muitos seres humanos embrionários, reprodução artificial, pela eutanásia e “suicídio assistido”.

Mas a Caridade exige do cristão ainda mais do que fica dito. Requer também o amor dos inimigos sabendo discernir, para dizê-lo com o bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires, “no inimigo as culpas da pessoa e … (dando) a cada um o que é seu: aborrecendo as culpas e amando as pessoas; desejando-lhes emenda das culpas, e salvação das almas, assim como o médico ama a pessoa do doente que cura, mas aborrece-lhe a doença e deseja e procura de lha lançar fora”; “ … desejando-lhe a graça de Deus e os outros bens da alma, e de tal maneira o amemos que lhe não façamos a vontade, nem consintamos com ele algum pecado, porque agravar ou ofender a Deus por amor do próximo, não é caridade mas destruição dela. A verdadeira caridade não afaga nem condescende ao próximo em suas culpas, mas repreende e castiga como pode e como deve.” Justamente pelo que fica dito se reconhece que António Barreto, apesar de não ser católico, tem carradas de razão quando diz que José Sócrates e o partido socialista devem ser severamente punidos nestas próximas eleições. É uma questão de Caridade! Talvez ele o tenha dito somente por se tratar de uma questão de justiça, nós, porém, dizemo-lo também por Caridade.

" A caridade é a suma da Lei de Deus. Quanto Deus mandou, nela se encerra; e tudo mandou por amor dela; e quem a tem, tudo tem; e quem a não tem, nada lhe aproveita quanto tem. Quem a tem, tudo sabe, pois sabe e gosta o miolo de todas as sagradas e santas Escrituras. … Esta é a que faz o jugo do Senhor suave e leve. Sem esta nenhuma outra virtude aproveita. … Esta é o vínculo da perfeição. Esta é o caminho pelo qual Deus desceu dos Céus e veio aos homens. E ela só é também o caminho por onde os homens hão-de subir aos Céus. … Só ela mata todos os pecados, só ela vence todas as tentações, só ela cumpre todos os Mandamentos e exercita todas as virtudes, e faz doces todos os trabalhos; só esta diferencia os filhos da salvação dos filhos da eterna perdição. As outras virtudes podem ter os maus e filhos do diabo, mas esta não a podem ter senão os bons e filhos de Deus, herdeiros do Céu.” (Bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires).

Nuno Serras Pereira

Fonte: Logos

BANDEIRA REAL PORTUGUESA NA VARANDA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA

Comemoração da subida do Clube Desportivo Feirense à 1ª divisão Nacional

domingo, 29 de maio de 2011

CAUSA REAL - O DESAFIO DO ILOGISMO ELEITORAL PORTUGUÊS

A Causa Real tem pela frente um imenso desafio. Um desafio político e comunicacional extremamente preocupante, porque simultaneamente decisivo e da maior complexidade. Isto, em resultado da actual observância da idiossincrasia eleitoral irracional do Povo Português. Um desafio que se centra no mercado eleitoral e na tentativa de quebrar a perpectiva fundamentalista, estáctica, auto-destrutiva, incompreensível, inconsequente e ilógica do Povo Português. Não vejo maior desafio para um especialista em marketing político e eleitoral do que trabalhar um eleitor que, tendo visto o abismo, persiste (livre e por vontade própria!) em avançar derradeiramente sobre ele. A Causa Real tem um enorme desafio: o ilogismo eleitoral português.

OS PORTUGUESES, UM POVO SUICIDA

Não é difícil compreender o que falta para que os portugueses voltem a ser um povo alegre e combativo. Ao contrário da maioria, não acredito que a tristeza é parte do seu carácter, mas sim uma manifestação da doença que os atingiu após a perda do sentido de missão nos últimos séculos. Enquanto andarem perdidos, ou melhor, a buscar na imitação de povos imbecilizados a solução para os seus problemas, continuarão assim, a definhar lentamente. Porém, há forma de os levar novamente à vida, e pobres dos seus inimigos, especialmente os internos, quando isso acontecer...
 
A brandura, a meiguice portuguesa, está só à superfície; raspai-a e encontrareis uma violência plebeia que chegará a meter-vos medo. Oliveira Martins conhecia bem os seus compatriotas. A brandura é uma máscara. a linguagem da imprensa ultrapassa aqui em violência tudo o que de mais violento se escreva em Espanha. Lá nunca se poderiam ter escrito páginas como as que Fialho de Almeida dedicou n'Os Gatos à morte do Rei Dom Luís e à proclamação de Dom Carlos, aquele que depois foi morto por Buiça. E, na literatura, os nossos mais fogosos escritores têm de ceder em força aos de aqui. Este povo não é só sentimental mas também apaixonado, ou melhor, mais apaixonado do que sentimental. A paixão o traz à vida e a mesma paixão, consumida a sua chama, o leva à morte. Hoje, que lhe resta?
Miguel de Unamuno
 

AQUÁRIO VASCO DA GAMA COMEMORA 113 ANOS

No dia 20 de Maio o Aquário Vasco da Gama celebrou o seu 113º aniversário. Para celebrar esta efeméride e sendo este o dia em que se comemorou também o “Dia da Marinha”, o Aquário Vasco da Gama abriu portas aos seus visitantes gratuitamente.
 
A existência do Aquário Vasco da Gama, data do ano de 1898, a sua inauguração esteve integrada nas Comemorações do IV Centenário da Descoberta do caminho marítimo para a Índia. O Rei Dom Carlos I teve grande influência na sua construção, tendo edificado uma sala de exposição com o material zoológico por ele recolhido durante as campanhas oceanográficas de 1896 e 1897.
 
Em Fevereiro de 1901, foi entregue à administração da Marinha, onde até hoje permanece como organismo cultural, sendo em simultâneo uma instituição didáctica, um centro de divulgação da vida aquática e de investigação.
 
Passadas várias gerações, o Aquário Vasco da Gama, continua a fazer parte do imaginário de todos, uma visita ao Aquário Vasco da Gama, na data em que comemora 113 anos, vai ser uma viagem fascinante pelo mundo aquático e pelo seu património histórico e científico de valor incalculável.
 

O LIVRO NEGRO DA REVOLUÇÃO FRANCESA

sábado, 28 de maio de 2011

REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVES

 Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.


Com a ida da Família Real Portuguesa e da côrte desta Nação para o Rio de Janeiro, em consequência das invasões francesas em Portugal, o Príncipe Regente, futuro El-Rei Dom João VI, eleva a colónia do Brasil à condição de Reino dentro do Império Português, que assumiu a designação oficial de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir de 16 de Dezembro de 1815. O Reino Unido teve apenas dois Reis. No entanto, o título Príncipe do Brasil já era utilizado pelos herdeiros da Coroa Portuguesa desde 1634. Claro que, tal como na condição anterior de colónia, o Reino do Brasil continuou sob a jurisdição da Coroa Portuguesa. O Reino foi elevado à categoria de Império por Sua Majestade El-Rei Dom João VI, quando da independência brasileira.


O Príncipe Regente e futuro rei D. João VI, durante o período final do reinado de sua Mãe, Dona Maria I, elevou em 1815 o Brasil da condição de vice-reinado colonial à de reino autônomo, intitulando-se desde então pela Graça de Deus Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves, daquém e dalém-mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. O título oficial anterior era o mesmo, apenas não incluindo a palavra "Brasil".

Posteriormente, durante o Congresso de Viena em 1815, como consequência do estabelecimento da Casa de Bragança e da capital do Império Português no Rio de Janeiro, no referido ano de 1808, durante as guerras napoleónicas, D. João VI estabeleceu a nova designação de Reino Unido para as suas coroas, em regime jurídico similar ao do actual Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda ou do extinto Império Austro-Húngaro.

Em 1816, D. João VI iniciou hostilidades no sentido Banda Oriental, atacando contra José Artigas, dirigente máximo da Revolução Oriental.

Os domínios portugueses da época ficaram a partir de então oficialmente designados como Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e Dom João VI passou a ostentar o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, sendo Príncipe e posteriormente Rei das três coroas unidas, entre as quais, aquela onde residia como Rei do Brasil.

Após a morte de sua mãe, considerada a primeira Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, Dom João foi aclamado na côrte do Rio de Janeiro como sucessor real. Dona Maria I permanecera com o título por apenas um ano, pois que logo morreu.

O Príncipe Dom Pedro de Alcântara, último Herdeiro da Coroa portuguesa a ostentar o título de Príncipe do Brasil, não chegou a ser Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, pois autoproclamou-se Imperador do Brasil quando declarou a sua Independência. Só depois da morte de seu pai, Dom Pedro I do Brasil foi considerado Rei de Portugal como Dom Pedro IV de Portugal. Chegou a receber, contudo, o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Em termos de dimensão territorial, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves foi um dos estados mais vastos do Mundo. O seu território, além de incluir Portugal e o Brasil, incluía, ainda os domínios ultramarinos portugueses, espalhando-se pelos cinco continentes habitados da Terra.

Na Europa, o Reino Unido incluía Portugal Continental, os Açores e o Arquipélago da Madeira.

Na América, incluía o território actual do Brasil (excepto o Acre e os territórios recebidos do Paraguai em 1872), o actual Uruguai (como província Cisplatina) e a Guiana Francesa.

Em África, incluía Cabo Verde, Angola, a atual Guiné-Bissau, Ziguinchor e Casamansa, São Tomé e Príncipe,São João Baptista de Ajudá, Cabinda, Angola, Moçambique e parte do actual Zimbabué.

Na Ásia, incluía Goa, Damão, Diu e Macau, além de reivindicações sobre Malaca e Ceilão (atual Sri Lanka).

Na Oceânea, incluía Timor Oriental, Solor, Flores e reivindicações sobre as costas ocidentais da actual Papua-Nova Guiné e sobre as ilhas Molucas, hoje na Indonésia.