quarta-feira, 25 de maio de 2011
NACIONALISMO TOTALITÁRIO?
Sim. (...) Porque tudo pela Nação, nada contra a Nação. A Nação acima de tudo? Evidentemente. Acima de Deus e acima do Rei? A pergunta revela estupidez em quem a formule. Porque eu não concebo a Nação nem independente de Deus, nem independente do Rei. Sem Deus, é a Nação sem alma; sem Rei, é a Nação acéfala. Porque assim penso, sou nacionalista totalitário, e coloco a Nação acima de tudo – que é como quem diz: coloco acima de tudo, – Deus, a Pátria e o Rei.Alfredo Pimenta in Três Verdades Vencidas: Deus, Pátria, Rei.
Fonte: O Reaccionário
Publicada porReal Associação do Médio Tejo
ALBERTO DO MÓNACO CONVIDOU 4000 PESSOAS PARA A BODA
O príncipe e Charlene Wittstock casam a 2 de Julho perante um número recorde de convidados. A lua-de-mel será no país natal da noiva, na África do Sul.
Cerca de 4000 convidados assistirão lado a lado ao casamento do príncipe Alberto do Mónaco. O gabinete de Turismo do principado divulgou ontem o número de presenças que assistirão, a 2 de Julho, ao casamento religioso do monarca com a namorada.
Michel Bouquier, responsável pelo turismo do Mónaco, revelou ainda que os noivos irão passar a lua-de-mel no país natal de Charlene Wittstock. Será também nessa altura que acontecerá a terceira festa do casamento, para familiares e amigos da futura princesa monegasca.
Ao invés do que aconteceu por ocasião do casamento do príncipe William com Kate Middleton, no Mónaco não estarão à venda os tradicionais souvenirs com os rostos dos príncipes. O palácio optou por estabelecer contratos publicitários com a Montblanc (marca da caneta com a qual os noivos assinarão o livro de honra do palácio) e a Lexus (fabricante automóvel que produziu o carro híbrido no qual os noivos se deslocarão durante o cortejo nupcial).
Publicada porComendador Castroem Real Associação do Baixo Alentejo
ESCÂNDALOS E LUTAS PELO PODER

O recente escândalo de Dominique Strauss-Kahn, acusado por uma criada de hotel de violação, está a preencher páginas de jornais e tempos de antena das televisões. Por se tratar de um crime sexual, e por DSK, como é conhecido no seu país de origem, ser à data dos acontecimentos director-geral do FMI e, mais importante ainda, provável candidato ao Palácio do Eliseu.
O tratamento deste caso tem todos os ingredientes para captar a atenção dos consumidores de notícias de escândalos: dinheiro, política e sexo. Tal como as histórias que envolveram o Presidente Clinton ou o primeiro-ministro italiano, mas aqui com a grande diferença de haver uma acusação de violência, o que torna o ex-ocupante da Sala Oval e o “cavaliere” Berlusconi em quase meninos de coro.
A notícia causou um terramoto em França, sobretudo no Partido Socialista, que via nele – inclusive mercê de sondagens que o davam como vencedor das eleições presidenciais de 2012 – o grande trunfo para recuperar a Presidência da República que desde François Mitterrand lhe tem escapado. Aliás, se o acusado pertencesse a um partido de direita, o abalo seria igual e as reacções semelhantes. Mas, imediatamente, o PS francês, ainda que oficiosamente, lançou a tese da cabala, o “complot”, que nós portugueses tão bem conhecemos da história política recente, para justificar a acusação. Sem, pelo menos de forma clara, nela implicar o partido do actual presidente, deixando no ar a possibilidade de serem países não europeus a quererem ocupar o lugar mais importante do FMI, os socialistas não deixam de dizer, pelas vozes de dirigentes menores, que DKS caiu numa armadilha para o afastar da corrida presidencial.
Neste caso lamentável, não faço juízos de valor sobre as atitudes “mulherengas” de Strauss-Kahn em que é reincidente, nem condenações prematuras, quando a Justiça ainda não se pronunciou definitivamente. Se tivesse que fazer acusações seria ao espectáculo montado em primeira mão pelo sistema penal dos EUA que fere a dignidade humana, e mesmo os criminosos confessos a têm, pelos meios de comunicação social para quem estes casos são uma forma fácil de vender o produto e para os leitores “voyeurs” que, como as hienas, se alimentam do esterco.
Mas, ao reflectir sobre este caso, não posso deixar de concluir que a simples enunciação da tese de “complot” – que pode muito bem ter existido – envolvendo um eventual candidato à Chefia do Estado francês, revela que a luta pelo poder, ainda que efémero, para o cargo de presidente da república, vem revelar que mesmo para a mais alta magistratura das repúblicas – que representam os seus países e os respectivos Estados, interna e externamente e deveriam ser a referência política das democracias – todas as formas de afastar ou diminuir possíveis adversários são possíveis, mesmo as ilícitas, pela legalidade ou pela ética. A chefia do Estado, pela sua importância nacional e política, não pode estar à mercê de lutas que a diminuem e põem em causa dignidade da função e de quem a encarna.
João Mattos e Silva in Diário Digital (23-Mai-2011)
Fonte: Real Associação de Lisboa
terça-feira, 24 de maio de 2011
LE TEMPS - A REALEZA VAI SALVAR A DEMOCRACIA

O príncipe herdeiro da coroa holandesa Willem Alexander, a Rainha Beatriz, a princesa Margarida e o seu marido saúdam a multidão, em Haia, no Dia do Príncipe 2010 (a 21 de Setembro).
Para lá do conto de fadas e do “estrelato” dos membros de famílias reais que tanto agrada às revistas cor-de-rosa, os monarcas europeus continuam a desempenhar um importante papel simbólico: à semelhança da Rainha Beatriz da Holanda podem servir de baluarte contra o nacionalismo limitativo de populistas como Geert Wilders.
A monarquia – constitucional, evidentemente, e não despótica – tem ainda qualidades redentoras? Os argumentos contra a manutenção de reis e rainhas são essencialmente racionais. Não é razoável, nestes tempos democráticos, atribuir uma atenção especial a certas pessoas exclusivamente na base da sua família de nascimento. Devemos realmente admirar e amar as monarquias modernas, como a Casa britânica de Windsor, e mais agora, simplesmente porque uma nova princesa foi extraída da classe média?
A monarquia tem um efeito infantilizador. Basta observar como adultos geralmente razoáveis são reduzidos a bajulações impressionantes quando lhes é concedido o privilégio de tocar uma mão real que se lhes estende. Nas grandes manifestações monárquicas, como o casamento real de Londres, milhões de pessoas tecem sonhos infantis de casamentos de “contos de fadas”. O mistério envolvendo uma imensa riqueza, nascimento nobre e grande exclusividade é enormemente apoiado pelos meios de comunicação globais, que fazem a promoção desses rituais.
Pode-se sempre argumentar que a digna pompa da Rainha Isabel II é preferível à grandiloquência sórdida de um Silvio Berlusconi, de uma Madonna ou de um Cristiano Ronaldo. De facto, a monarquia – a britânica, em particular – vai-se reinventando através da adopção de algumas das características mais comuns da celebridade moderna, dos mundos do espectáculo e do desporto. E os mundos da realeza e das glórias populares sobrepõem-se muitas vezes.
Beckham e Victoria vivem o sonho da realeza
David Beckham e a sua esposa e ex-estrela pop Victoria, por exemplo, vivem o seu próprio sonho de realeza, imitando alguns dos seus aspectos mais espalhafatosos. Também eles estiveram entre os convidados mais privilegiados, neste recente casamento real. Da mesma forma, numa Grã-Bretanha que tem imensos músicos proeminentes, o favorito da Corte é Elton John.
Infantil ou não, há uma sede profunda e partilhada de viver por procuração a vida dos reis, das rainhas e de outras estrelas cintilantes. A mera qualificação dessas pessoas como extravagância ostentadora inútil revela uma falta de perspectiva para um mundo de sonhos brilhantes, que deve permanecer completamente fora do alcance, pois é precisamente isso que muitas pessoas procuram nele.
Mas há um outro lado, mais sombrio, nesse desejo irresistível: o de ver os seus ídolos arrastados na lama pelos tablóides, em mexericos maliciosos, antecâmaras de divórcio, etc. É o lado vingativo da adulação, como se a humilhação da adoração dos ídolos devesse ser contrabalançada pelo prazer perante a sua derrocada.
Submeter as pessoas que nascem em famílias reais, ou que se casam com elementos delas, a viver num aquário, constantemente expostas, como actores ou actrizes de intermináveis telenovelas lamechas, onde as relações humanas são deformadas e danificadas por absurdas regras de protocolo, é uma forma terrível de crueldade. A actual Imperatriz do Japão e a nora, ambas provenientes de famílias não-aristocráticas, sofreram depressões nervosas por conta disso.
Monarcas dão ao povo noção de continuidade
Da mesma forma, as estrelas de cinema são frequentemente vítimas de alcoolismo, drogas e depressão; mas pelo menos essas escolheram a vida que levam. O que não é o caso dos reis e rainhas. O príncipe Carlos de Inglaterra podia ter sido muito mais feliz como jardineiro, mas nunca teve sequer opção.
Um elemento a favor dos monarcas é que dão ao seu povo uma noção de continuidade, o que pode ser útil em tempos de crise ou de mudanças radicais. Graças ao Rei de Espanha, o pós-franquismo foi feito com estabilidade e sem rupturas bruscas. Durante a Segunda Guerra Mundial, os monarcas europeus mantiveram vivas as noções de esperança e de unidade dos seus súbditos sujeitos à ocupação nazi.
Mas há ainda outro aspecto. As monarquias são frequentemente populares junto das minorias. Os judeus contaram-se entre os súbditos mais leais ao Imperador Austro-Húngaro. Francisco José I defendeu-os, quando os alemães antissemitas os ameaçaram. Segundo ele, judeus, alemães, checos e húngaros eram todos seus súbditos, onde quer que vivessem, do modesto “shtetl” de província às grandes capitais, como Budapeste ou Viena. Isso ajudou a proporcionar alguma protecção às minorias, numa época em que o nacionalismo étnico estava a crescer.
Nesse sentido, a monarquia é um pouco como o Islão ou a Igreja Católica: todos os crentes são supostamente iguais perante Deus, o Papa ou o Imperador – daí a atracção que exercem sobre os pobres e os marginalizados.
Rainha acusada de ser anti-holandesa
E é também isso que permite explicar uma certa animosidade contra a monarquia por parte de alguns populistas de extrema-direita. O dirigente dos populistas holandeses, Geert Wilders, por exemplo, denunciou a Rainha Beatriz, em várias ocasiões, pelo seu “esquerdismo”, o seu elitismo e o seu multiculturalismo. À semelhança da nova onda de populistas por todo o mundo, Wilders promete entregar o país aos seus seguidores, acabar com a imigração (especialmente de muçulmanos) e devolver à Holanda o seu carácter puramente holandês, seja qual for o significado que isso tenha. Beatriz, como Francisco José, recusa-se a fazer uma distinção étnica e religiosa dos seus súbditos. É isso que pretende transmitir quando prega a tolerância e a compreensão mútua. Para Wilders e os seus apoiantes é um sinal de que ela protege os estrangeiros, que apoia os muçulmanos. Para eles, a Rainha é praticamente uma anti-holandesa.
Obviamente, como em todas as famílias reais europeias, as origens da família real holandesa são muito misturadas. O surgimento de reis e rainhas como figuras especificamente nacionais é um desenvolvimento histórico relativamente recente. Os impérios eram constituídos por muitas nações. A Rainha Victoria, essencialmente de sangue germânico, não se considerava apenas a Rainha dos Britânicos, mas também de malaios e de muitos outros povos.
Esta tradição democrática para se manter acima das tensões redutoras de um nacionalismo étnico podem ser o melhor argumento para manter os regimes monárquicos por mais algum tempo. Agora que muitos países europeus estão cada vez mais misturados em termos étnicos e culturais, resta aprender a viver em conjunto.
Se os monarcas podem ensinar isso aos súbditos, só temos de agradecer aos reis e rainhas que subsistem.
© Project Syndicate (Twitter: @ProSyn)
Publicado por Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"
O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO É UMA MONARQUIA CONSTITUCIONAL
Qual é o país mais feliz do Mundo? Segundo um estudo de uma universidade britânica, esse país é a Dinamarca. Surpreendidos? Não há razão para surpresas, afinal de contas a Dinamarca é uma Monarquia Constitucional! Vejam o vídeo e comparem (tal como é sugerido no filme) com o que temos por cá! (Rubrica ‘Histórias do Mundo’ do ‘Jornal da Noite’ da SIC do dia 21 de Abril de 2010).
Para Portugal a solução é simples e mora em Sintra, mesmo que alguns de "nós" (o Poder instalado) fiquem...menos contentes.
Ricardo Gomes da Silva - Monarquia
Publicada porMaria Menezesem "Família Real Portuguesa"
OLIVEIRA S. PEDRO RECEBE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE NO DIA 4 DE JUNHO
Freguesia de Oliveira S. Pedro recebe Duque de Bragança
Para financiar o restauro da igreja, a paróquia de Oliveira S. Pedro tem a funcionar um espaço convívio que, no início de Junho, recebe D. Duarte Pio de Bragança.
À espera de D. Duarte Duque de Bragança, que visita a freguesia no dia 4 de Junho, a comissão de obras de Oliveira S. Pedro realizou este fim de semana a festa da francesinha e da caipirinha, evento cuja receita reverteu a favor dos trabalhos da primeira fase de restauro da igreja paroquial.
A convite da Junta de Freguesia, o pretendente ao trono de Portugal almoçará, no sábado anterior às eleições legislativas, no espaço de convívio que, desde o verão passado, funciona todos os fins-de-semana com comes e bebes, música e jogos populares. As receitas angariadas vão ser canalizadas para o restauro do telhado e paredes exteriores da igreja paroquial, empreitada que deve iniciar esta semana.
Os mais de 30 voluntários que integram a comissão de obras não querem deixar passar a visita de D. Duarte Pio de Bragança para lhe oferecer um almoço, no qual se podem inscrever 150 pessoas.
Esta é mais uma forma que a comissão encontrou para reunir fundos para o restauro da igreja, aproveitando a deslocação de D. Duarte que vem inaugurar a réplica de um marco com as armas Casa de Bragança. Oliveira S. Pedro fez parte dos domínios daquela casa senhorial, facto comprovado pelos marcos que ainda existem no território da freguesia.
Outros já desapareceram, sendo intenção da autarquia presidida por Augusto Carvalho substituí-los por réplicas.
Publicada porPPM-Braga
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