quinta-feira, 28 de abril de 2011

COMO ENCHER OS COFRES PÚBLICOS

Os ingleses têm experiência, sabem o que fazem e são profissionais exímios. Os cofres do Estado vão enchendo, as fábricas não têm mãos a medir, o património do Estado está perfeitamente restaurado e é com orgulho exibido, os hotéis abarrotam de turistas e encontram-se lotados num raio de 300 km em redor de Londres.

Mais emprego, mais vendas para todo o mundo, uma colossal promoção do Reino Unido em todo o planeta. A unidade do país está mais forte que nunca e os britânicos estouram de entusiasmo. Eis a verdade do casamento real.

Por cá, ficamo-nos com os discursos garante-buchas dos do costume. Em suma, não aprendemos.

Nuno Castelo-Branco

OS INGLESES NÃO BRINCAM EM SERVIÇO



Afinal as monarquias provam ter maior capacidade de renovação do que se esperaria à primeira vista, para grande desespero da Causa Republicana em terras de Sua Majestade

Há 30 anos atrás, Lady Diana Spencer viajou do Palácio de Buckingham para a  Catadral St Paul para se casar com Charles, o Príncipe de Wales. Naquela época, foi o maior evento televisivo da história, visto por 750 milhões de pessoas no mundo inteiro.  Em comparação com a multidão que seu filho receberá em 29 de Abril, isso não é nada. A cerimónia mudou muito pouco – a pompa e as circunstâncias não evoluíram através dos séculos – mas existirão mudanças profundas sobre a forma como o evento será gravado e consumido…muito aquém  da utilidade que a união terá para o futuro da Monarquia Britânica

A estimativa é que mais de 2 mil milhões de pessoas ligarão suas televisões para ver o Príncipe William casar com a sua namorada de longa data, Kate Middleton. Adicionemos mais os 400 milhões que verão pela internet ou ouvirão pelo rádio e teremos 35% da população mundial. Ainda há os 800.000 observadores que ficarão do lado de fora do Palácio de Buckhingham no dia do evento, muitos deles ligados ao Twiter ou no Facebook, ou tirando fotos com telemoveis.

Especialmente no Reino Unido (obviamente), mas também nos Estados Unidos, o evento é uma explosão de mídia sem precendentes. Apesar de o casamento real ser apenas sinos, beijos coreografados e chapéus altos em tom pastel,( e durar apenas 6 horas) todas as principais emissoras americanas então achando maneiras de introduzir em sua programação coisas tão absurdas como reality showssobre o casamento, documentários, e até dois filmes feitos especialmente para a TV.

A ligação á narrativa de cinderela é óbvia e atrai principalemente a audiência feminina. Kate Middleton, uma reles “plebéia”, chegou a ser apelidada de Waity Katy (Katy a espera), devido aos 8 anos de namoro com o Príncipe William que pareciam não ir a lugar nenhum. Mas agora ela será protagonista de um verdadeiro conto de fadas moderno, ao finalmente se juntar a família real britânica, uma plebeia oriunda da classe média entre a Alta Nobreza Britânica.Houvesse melhor publicidade na abertura da Casa Real às aspirações de linear igualdade social e o Reino Unido seria uma República

Nos EUA, a Republica mais poderosa do Planeta,onde há canais de TV a cabo especializados em casamento, será exibida uma programação de 109 horas de duração, com direito a um guia de “Como Casar com um Príncipe”.  William e Kate são mais “celebridades”, no estilo americano, do que o Príncipe Charles, por exemplo, que era percebido como mais discreto. William é moderno e Kate, além de ser extremamente bonita, não pertence originalmente a realeza. É uma história que as pessoas só estão acostumadas a ver em filmes.

A obsessão americana vai tão longe que existe até um reality show onde americanas “plebéias” são mandadas para uma espécie de acampamento no Reino Unido, onde são treinadas para conquistar indivíduos de sangue azul, e competem por um título real e uma dança com um verdadeiro príncipe. A Sra. Middleton virou uma espécie de ex-oprimida, com a qual os americanos conseguem se identificar. Sua família era rica e ela nunca passou por nenhum tipo de dificuldade, mas mesmo assim, todos os programas tendem a elogiar a sua “origem humilde” e sua “ascenção a realeza”…um upgrade de Diana (que era aristocrata) em imagem ao comum dos britânicos .A Casa Real nunca esteve tão próxiam dos plebeus.

A famosa rede CNN cobrirá o evento com nada menos do que 125 pessoas, entre repórteres, câmeras e pessoal; o número fica ainda mais exagerado quando se compara com os míseros 50 indivíduos enviados ao Japão, Tunísia e Líbia.A realeza pode fascinar muitas pessoas, mas eles não são incondicionalmente amados no seu próprio País onde 18% da população de afirma republicana e as tendências separatistas de parte de regiões como a Escócia ganham terreno de dia para dia Muitos britânicos já estão reclamando da exagerada carga de cobertura da mídia, que está vendendo até sacolas de vômito com a foto dos noivos sorridentes. Sendo de conhecimento comum que a família real britânica não tem relevância política efectiva, será que o evento justifica todo esse circo midiático, e também, será que após todo o drama da Princesa Daiana, ele ainda reflete o interesse do público?

Desgastado, o regime monárquico ganha o charme renovado de William e Kate. Os dois formam um casal bonito, jovem e dos tempos atuais. A noiva, nascida em berço simples, sem qualquer parente na aristocracia, vai levar um pouco da Inglaterra comum para o Palácio de Buckingham. É uma fábula que se repete depois de mais de 350 anos, quando James , duque de York, se casou com Anne Hyde.

O historiador inglês Andrew Roberts afirma que a realeza se beneficiou com aquela união. “Foi um tremendo sucesso. Anne Hyde trouxe à realeza uma nova espécie de determinação e bom senso”, declarou.

É Kate Middleton, agora, quem entra para a história. A britânica arrebatou o coração do príncipe herdeiro, o segundo na linha de sucessão ao trono, com os atributos que se espera de uma futura rainha: a elegância e o estilo, o sorriso franco, a espontaneidade e principalmente a firmeza. Imitada por milhares de jovens, perseguida pelos paparazzi, Catherine Middleton produz continuamente noticia.O caso não é novo para os portugueses..também o casamento em 1995 de D. Duarte com D. Isabel de Herédia trouxe ímpeto renovado à Causa monárquica.O povo gosta de festas Reis e princesas, mas o efeito politico vai muito além do que a vista pode vislumbrar, basta vislumbrar a lista de convidados para adivinhar que tudo se estende no terreno da politica externa e interna especificamente britânicas, incluindo a  desculpa politicamente correcta de que não se trata de um casamento de Estado para deixar de lado qualquer confusão

Photobucket 

Não tenhamos qualquer sombra de ingenuidade o Príncipe William passa de adolescente tímido a principal rosto da nova Coroa Britânica e o Reino Unido ultrapassa airosamente a eminência de colapso social que hoje ameaça a velha Europa das revoluções.Se hoje Irlandeses ,gregos ou portugueses desconfiam dos seus representantes, os britânicos nunca se sentiram tão próximos da Casa Real …que pasme-se, não tem qualquer poder politico efectivo.
 

POPULARIDADE DA MONARQUIA – A FAMA DE UMA FAMÍLIA INGLESA

A fama de uma família inglesa
Isabel II acaba de completar 85 anos e a sua popularidade entre os britânicos é superior a 80%. Mas por estes dias todos os olhares se concentram no seu neto William.

A bandeira britânica está hasteada no Palácio de Buckingham, o que significa que Isabel II está em casa. Mas é no espectáculo do render da guarda e nos militares com o seu fato de gala e chapéu de pêlo de urso que os milhares de turistas se concentram. É, provavelmente, o mais perto que vão estar da Rainha. A monarca acaba de completar 85 anos e a sua popularidade entre os britânicos é superior a 80%. Mesmo os que não ligam muito à monarquia reconhecem o trabalho que Isabel II tem feito ao longo de quase 60 anos no trono.

“Não sou a maior fã da monarquia, mas sou da forma como a Rainha tem desempenhado o seu papel”, conta Pauline Brazier, enquanto aproveita a sombra de St. James Park, numa Sexta-Feira Santa em que as temperaturas ultrapassam os 26 graus em Londres. “Penso que é bom tê-la por perto, apesar das críticas de que custa muito aos cofres dos contribuintes”, acrescenta esta reformada. “Além disso, será que haveria assim tanta gente em Buckingham se não fosse a Rainha?”, questionou.

Isabel II pode estar no trono, mas por estes dias todos os olhares concentram-se no seu neto William. Dentro de menos de uma semana, o filho do príncipe Carlos e de Diana vai casar com Catherine Middleton. E os súbditos de Sua Majestade estão radiantes. “Tem sido um motivo de orgulho para o País e para os britânicos”, diz Pauline, que cresceu com Isabel II no poder e mal se lembra de quando o rei Jorge VI morreu. Kate, essa, nunca será uma Diana. “Ela era um ícone, nunca mais vai haver outra como ela.”

“Diana era muito mais popular do que a família real. Era ela que todos amavam, que todos queriam ver e com quem todos queriam estar”, afirmou o perito em relações públicas Max Clifford à AFP. De facto, segundo uma sondagem de há quatro anos, a morte da princesa Diana, em 1997, foi o acontecimento que mais marcou a actual visão que os britânicos têm da família real (o terceiro acontecimento da lista foi o casamento de Carlos e Diana).

Mas a monarquia aprendeu a lição, tornando-se menos distante (pelo menos em aparências). A prova disso é o uso que faz das novas tecnologias, desde o Facebook ao YouTube, plataformas que serão usadas para a transmissão do casamento de William e Kate e que apelam a um público mais jovem. Mas são também essas as armas utilizadas pelos grupos antimonarquia, como o Republic, que estão a aproveitar a oportunidade para recolher apoios. “Alguns republicanos sugeriram que devíamos simplesmente ignorar o casamento e manter a cabeça baixa por alguns meses”, escreveu Graham Smith, porta-voz do Republic, num artigo de opinião no seu site. Mas o grupo fez precisamente o contrário, aproveitando para gerar publicidade, organizando a sua própria festa de rua em Londres, no dia do enlace. Resultado, desde o anúncio do noivado, o número de membros do Republic duplicou, ultrapassando mais de 14 mil apoiantes. E a caneca “I’m not a royal mug” (não sou uma caneca real) é um sucesso.

Fonte: DN

O SOL NUNCA SE PÕE PARA ISABEL II

O sol nunca se põe põe para Isabel II
Há mais monarquias do que monarcas. É que a rainha de Inglaterra também é soberana de países como o Canadá, a Austrália e a Jamaica.

Foi nos tempos da rainha Vitória que o Império Britânico atingiu o seu apogeu, estendendo-se do Canadá às Fiji, da Jamaica à Austrália, com Nigéria, Quénia e Índia pelo meio. Com justiça, os britânicos do século XIX argumentavam que nas terras da Coroa o sol nunca se punha. Ora, a descolonização acabou com os últimos impérios, e do britânico não restam hoje senão confetes como Gibraltar, as Malvinas ou Pitcairn. Mas Isabel II, a trineta de Vitória, pode continuar a reivindicar que nos seus domínios o sol nunca se põe: é que o prestígio dos monarcas ingleses sobreviveu ao fim da era colonial, e se Nigéria ou Índia preferiram ser repúblicas, já o Canadá, a Austrália ou a Nova Zelândia optaram por continuar a ter como chefe do Estado uma cabeça coroada.

Por culpa de Isabel II, o mundo tem assim 44 monarquias, mas 29 monarcas. Por exemplo, todas as monarquias das Américas têm a rainha de Inglaterra como titular. Aliás, os seus 135 milhões de súbditos espalham-se por três continentes e têm direito a atenções especiais. Aos 85 anos, Isabel II já não viaja tanto como no passado, mas desde que foi entronizada, em 1952, fez sempre questão de ser figura presente nos países que a reverenciam. Aliás, no primeiro ano de reinado visitou logo Jamaica e Nova Zelândia. E no ano seguinte foi à Austrália. A viagem mais recente aconteceu no ano passado, com uma ida ao Canadá. Ao longo do reinado, a monarca visitou já 24 vezes esse país.

Faltam quatro anos a Isabel II para bater o recorde de Vitória como a monarca inglesa mais duradoura. A trisavó reinou entre 1837 e 1901, e os seus tempos até passaram a ser conhecidos como era vitoriana. Mas a longevidade de Isabel II não lhe dá mesmo assim o título de monarca há mais tempo no trono. Essa honra cabe ao rei Bhumibol, que subiu ao trono tailandês em 1946.

Mas se a rainha de Inglaterra é a recordista em número de súbditos, hoje em dia a monarquia mais populosa é o Japão, com 128 milhões de habitantes. Akihito, que pertence à mais antiga das dinastias, é o único imperador entre os monarcas contemporâneos: além de reis, existem príncipes, grão-duques, sultões e emires. Todos juntos, reinam sobre 553 milhões de pessoas, menos de um décimo da humanidade.

Apesar de terem campeões de popularidade, como Isabel II ou Juan Carlos de Espanha, os monarcas são cada vez menos. Desde o final da I Guerra Mundial, quando desapareceram os impérios alemão, russo, austro-húngaro e otomano, as repúblicas têm vindo a ganhar terreno. E a última derrota das monarquias foi há três anos, quando o Nepal trocou o rei por um presidente. Mas a tendência não assusta Isabel II: dos seus domínios, só a Austrália possui um forte movimento republicano, e mesmo este admite que enquanto a actual soberana viver a mudança de sistema não acontecerá.

Fonte: SOL

9.. 7 1 0 . 5 3 9 . 9 4 0 , 0 9 ? (NOVE-MIL-SETE CENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)

E o mais escandaloso é o Governo ter obrigado todos os portugueses a pagar isto, em vez de deixar o banco abrir falência , como sucederia a qualquer empresa …

Pagaria só  a quantia que a lei obriga a cada depositante, pois só ao Crédito Agrícola é que o Banco de Portugal garante 100 % dos depósitos .
Os lucros são para eles, os prejuízos para nós ! Viva a república ! 

CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE

A burla cometida no BPN,perante a passividade do Banco de Portugal, não tem precedentes na história de Portugal !!!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.


Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS…..) poderíamos:


Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.


Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!


Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses,
caberia a cada um cerca de 971 €  !!!
 Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!


Publicado por David Garcia em PDR-Projecto Democracia Real

O EURO 2004 E O CASAMENTO REAL INGLÊS

É em momentos como os que vamos presenciar amanhã com o Casamento Real do Príncipe William e Kate Middleton que se pode ver a diferença de vivências em países monárquicos democráticos e republicas democráticas. Em Portugal a última manifestação de patriotismo no nosso país foi o Campeonato Europeu de futebol de 2004, todos andavam com as Bandeiras portuguesas de todas as formas e tamanhos desde os mais ricos até aos pescadores no Tejo ao acompanharem a selecção nos seus humildes barcos. O símbolo nacional era usado não para reafirmar os valores da história da nossa pátria mais na maioria só exclusivamente para apoiar a selecção de futebol, acabou o campeonato e o patriotismo ficou na gaveta.

Acabou o Euro 2004 mas muitas bandeiras nacionais ficaram nas janelas, perderam cor, romperam-se … aliás inúmeras são as fotos na internet do tratamento patriótico às mesmas. Eu pergunto o que um militar que serve o nosso país pensa quando vê uma bandeira “dessas”, dá-lhe vontade de servir um país que nem sequer honra a sua identidade ?

Vejamos o que vai acontecer amanhã em Londres com o Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton, bandeiras do Reino Unido por todo o lado. Os ingleses orgulhosamente usam a sua bandeira para celebrar um evento que para além de um mero casamento entre duas pessoas é um evento de união e de reafirmar uma identidade que embora muitos não gostem nos outros cantos do mundo fazem parte da história da humanidade. Não vão ver depois bandeiras descoloridas, bandeiras rotas, bandeiras esquecidas … Temos que aprender muito com os ingleses sobre o respeito e a identidade nacional. São acontecimentos como estes que ajudam um Povo a acreditar em si e avançar perante os momentos mais difíceis, não são recados por facebook que aliás ninguém na família real britânica o faz.

Resumindo o Casamento Real Inglês está a gerar milhões de libras dinamizando a economia, não foi preciso construir estádios de futebol que hoje alguns pensam que mais valia serem demolidos pelo prejuízo que dão. A Instituição Real está em constante renovação e ainda bem que a inglesa cada vez mais responde às aspirações do Povo, não me parece que os Estádios de Futebol façam cá o mesmo. É só fazer contas, claro que nem todos podem ser príncipes, mas nem todos podem ser presidentes e nem todos jogaram no Real Madrid.

Amanhã veremos ingleses orgulhosos com a sua bandeira, dos ricos aos mais pobres, em Liberdade e em Democracia mas respeitando a sua identidade.

Publicado por Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"

PETIÇÃO PELA INSTAURAÇÃO DE MONARQUIA CONSTITUCIONAL

Petição pela Instauração de Monarquia Constitucional

Para:Senhor Presidente da República Sr. Primeiro-ministro Senhores Deputados da Assembleia da República Portuguesa

Pela Instauração de Monarquia Constitucional

Senhor Presidente da República

Sr. Primeiro-ministro

Senhores Deputados da Assembleia da República Portuguesa

De tamanha dimensão de prevalência de ineptos, de tamanho florescimento da infâmia, de tamanha proliferação da iniquidade e constatando sobressaírem os governos das garras de malfeitores, o povo português confina-se ao desalento e ao desânimo na integridade e na dignidade, experimentam pudicícia na honestidade.

Tal, decorreu da acção da República nos tempos recentes. A injustiça, no sentido mais amplo do termo, é glorificada.

Qualquer mancha na trajectória daqueles encarregues de regular e organizar o futuro comum a todos, não sendo a vedação à manutenção nos seus cargos, ao contrário, é condição sine qua non para o amparo dos seus semelhantes.

Na República todos os grupos se afastaram do objectivo comum. Pensar Portugal com futuro para todos, não apenas para uns quantos. Na República aqueles que nos governam alienaram o futuro sem que para tal tivessem mandato.

Jubilámos no presente com o receituário das aparências, porquanto estas mesmas, de estéreis, arruínam-se e desmoronam-se pouco a pouco. E pode antever-se que, sucedam-se as gerações, se nada for transformado, a condição corrente não garante o futuro e a existência de Portugal. Bem pelo contrário, ficará apenas o triunfo da inépcia, do descrédito e da injustiça.

Nestes últimos anos unicamente possuímos a denominação da esperança num futuro digno e superior, simplesmente detemos o seu vislumbre. Foi esperança vã e que agora se confirma é isso mesmo, fátua.

Nestes últimos tempos, exclusivamente experimentamos a fantasmagoria de um sonho que permaneceu pesadelo, de uma realidade que se ambicionava grandiosa e eloquente, mas de verdade, abalou e ruiu integralmente o sonho.

Neste aniquilamento total e frequente das instituições e do seu crédito, a mais alta de todas as destruições, é o arruinamento do povo, executada pela prática daqueles que nos governam, pela conveniência dos partidos, pela intervenção inalterável dos nossos Governos.

E no desmoronamento da justiça, o mais indigno de todo o descalabro é a punição do povo português, é a privação de um destino colectivo que se queria e há-de ser diferente.

E quando for instaurada a Monarquia Constitucional em Portugal, o povo será o mesmo, mas a consciência será outra. Por isso, o nosso combate decorre da luta pela instauração de uma Monarquia actual, contemporânea, democrática, protectora da soberania de Portugal e dos seus valores.

“É A HORA PORTUGAL! É A HORA PORTUGAL! ESTA É A HORA!”

É do interesse colectivo a liberdade de escolha do regime. Assim, solicitamos que seja dado procedimento a execução de um referendo para que o povo português se pronuncie.



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