quinta-feira, 28 de abril de 2011

9.. 7 1 0 . 5 3 9 . 9 4 0 , 0 9 ? (NOVE-MIL-SETE CENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)

E o mais escandaloso é o Governo ter obrigado todos os portugueses a pagar isto, em vez de deixar o banco abrir falência , como sucederia a qualquer empresa …

Pagaria só  a quantia que a lei obriga a cada depositante, pois só ao Crédito Agrícola é que o Banco de Portugal garante 100 % dos depósitos .
Os lucros são para eles, os prejuízos para nós ! Viva a república ! 

CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE

A burla cometida no BPN,perante a passividade do Banco de Portugal, não tem precedentes na história de Portugal !!!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.


Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS…..) poderíamos:


Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.


Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!


Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses,
caberia a cada um cerca de 971 €  !!!
 Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!


Publicado por David Garcia em PDR-Projecto Democracia Real

O EURO 2004 E O CASAMENTO REAL INGLÊS

É em momentos como os que vamos presenciar amanhã com o Casamento Real do Príncipe William e Kate Middleton que se pode ver a diferença de vivências em países monárquicos democráticos e republicas democráticas. Em Portugal a última manifestação de patriotismo no nosso país foi o Campeonato Europeu de futebol de 2004, todos andavam com as Bandeiras portuguesas de todas as formas e tamanhos desde os mais ricos até aos pescadores no Tejo ao acompanharem a selecção nos seus humildes barcos. O símbolo nacional era usado não para reafirmar os valores da história da nossa pátria mais na maioria só exclusivamente para apoiar a selecção de futebol, acabou o campeonato e o patriotismo ficou na gaveta.

Acabou o Euro 2004 mas muitas bandeiras nacionais ficaram nas janelas, perderam cor, romperam-se … aliás inúmeras são as fotos na internet do tratamento patriótico às mesmas. Eu pergunto o que um militar que serve o nosso país pensa quando vê uma bandeira “dessas”, dá-lhe vontade de servir um país que nem sequer honra a sua identidade ?

Vejamos o que vai acontecer amanhã em Londres com o Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton, bandeiras do Reino Unido por todo o lado. Os ingleses orgulhosamente usam a sua bandeira para celebrar um evento que para além de um mero casamento entre duas pessoas é um evento de união e de reafirmar uma identidade que embora muitos não gostem nos outros cantos do mundo fazem parte da história da humanidade. Não vão ver depois bandeiras descoloridas, bandeiras rotas, bandeiras esquecidas … Temos que aprender muito com os ingleses sobre o respeito e a identidade nacional. São acontecimentos como estes que ajudam um Povo a acreditar em si e avançar perante os momentos mais difíceis, não são recados por facebook que aliás ninguém na família real britânica o faz.

Resumindo o Casamento Real Inglês está a gerar milhões de libras dinamizando a economia, não foi preciso construir estádios de futebol que hoje alguns pensam que mais valia serem demolidos pelo prejuízo que dão. A Instituição Real está em constante renovação e ainda bem que a inglesa cada vez mais responde às aspirações do Povo, não me parece que os Estádios de Futebol façam cá o mesmo. É só fazer contas, claro que nem todos podem ser príncipes, mas nem todos podem ser presidentes e nem todos jogaram no Real Madrid.

Amanhã veremos ingleses orgulhosos com a sua bandeira, dos ricos aos mais pobres, em Liberdade e em Democracia mas respeitando a sua identidade.

Publicado por Rui Paiva Monteiro em "Causa Monárquica"

PETIÇÃO PELA INSTAURAÇÃO DE MONARQUIA CONSTITUCIONAL

Petição pela Instauração de Monarquia Constitucional

Para:Senhor Presidente da República Sr. Primeiro-ministro Senhores Deputados da Assembleia da República Portuguesa

Pela Instauração de Monarquia Constitucional

Senhor Presidente da República

Sr. Primeiro-ministro

Senhores Deputados da Assembleia da República Portuguesa

De tamanha dimensão de prevalência de ineptos, de tamanho florescimento da infâmia, de tamanha proliferação da iniquidade e constatando sobressaírem os governos das garras de malfeitores, o povo português confina-se ao desalento e ao desânimo na integridade e na dignidade, experimentam pudicícia na honestidade.

Tal, decorreu da acção da República nos tempos recentes. A injustiça, no sentido mais amplo do termo, é glorificada.

Qualquer mancha na trajectória daqueles encarregues de regular e organizar o futuro comum a todos, não sendo a vedação à manutenção nos seus cargos, ao contrário, é condição sine qua non para o amparo dos seus semelhantes.

Na República todos os grupos se afastaram do objectivo comum. Pensar Portugal com futuro para todos, não apenas para uns quantos. Na República aqueles que nos governam alienaram o futuro sem que para tal tivessem mandato.

Jubilámos no presente com o receituário das aparências, porquanto estas mesmas, de estéreis, arruínam-se e desmoronam-se pouco a pouco. E pode antever-se que, sucedam-se as gerações, se nada for transformado, a condição corrente não garante o futuro e a existência de Portugal. Bem pelo contrário, ficará apenas o triunfo da inépcia, do descrédito e da injustiça.

Nestes últimos anos unicamente possuímos a denominação da esperança num futuro digno e superior, simplesmente detemos o seu vislumbre. Foi esperança vã e que agora se confirma é isso mesmo, fátua.

Nestes últimos tempos, exclusivamente experimentamos a fantasmagoria de um sonho que permaneceu pesadelo, de uma realidade que se ambicionava grandiosa e eloquente, mas de verdade, abalou e ruiu integralmente o sonho.

Neste aniquilamento total e frequente das instituições e do seu crédito, a mais alta de todas as destruições, é o arruinamento do povo, executada pela prática daqueles que nos governam, pela conveniência dos partidos, pela intervenção inalterável dos nossos Governos.

E no desmoronamento da justiça, o mais indigno de todo o descalabro é a punição do povo português, é a privação de um destino colectivo que se queria e há-de ser diferente.

E quando for instaurada a Monarquia Constitucional em Portugal, o povo será o mesmo, mas a consciência será outra. Por isso, o nosso combate decorre da luta pela instauração de uma Monarquia actual, contemporânea, democrática, protectora da soberania de Portugal e dos seus valores.

“É A HORA PORTUGAL! É A HORA PORTUGAL! ESTA É A HORA!”

É do interesse colectivo a liberdade de escolha do regime. Assim, solicitamos que seja dado procedimento a execução de um referendo para que o povo português se pronuncie.



Os signatários

EU, MONÁRQUICO, ME CONFESSO !

Um dia, bem distante e tão presente,
perguntei a meu pai porque sorria.
E ele, num ímpeto de carinho e desalento,
......me respondeu: - Meu filho, por te conhecer
aceito a verdade da tua escolha.
Mas ao percorrer a vida passo a passo,
sofro pelo futuro que te espera.
Singelas palavras, sábia profecia!
Quisera eu que essa visão não fosse
nada mais do que um fantasma,
tentando ensombrar a claridade deste sonho!

Os dias e os anos foram desgastando,
vertiginosamente, deixando em mim presentes
as palavras sussurradas naquele momento
de discreto e sugerido lamento.
Apenas um instante, um instante apenas,
feito de mastros de navios, em marés acordadas.
Era uma canção escrita com cenas dum grito
de revolta, repulsa e desalento. E eu, em cada crise
em que me envolvo, transfiguro-me e vagueio por
todos os locais feitos de imagens, sozinho e nu.

Eu pecador me confesso! No meu grito de revolta,
alcanço ainda forças para um poema de esperança,
qual regato de águas serenas e cantantes, vibrando
pelo Rei ausente, mas de desejo bem constante.
E, de súbito, todo aquele poema de espadas e penas
se transforma num sonho pueril e distante.
Ser monárquico, é sonhar a inocência singular duma
fidelidade a ideais de cavaleiro andante, a juramentos
impregnados da candura do acreditar na beleza original.
Ser monárquico, é recriar a imagem da saudade paterna,
do aconchegante regaço maternal, da inocência de padrões
de conduta, que mergulham nas raizes mais distantes.

Por isso me confesso pecador! Por acreditar nessa simbiose
de saudade e futuro, de passado e presente, qual grito rebelde
de liberdade, voando por memórias renascidas.
Por isso me confesso pecador! Por ter presente dia a dia,
que o Rei da minha nostalgia desejada, transforma em poema
todas as vagas profundas e enfurecidas dum grito de igualdade,
suportado por recordações de injustiças e mãos vazias.
Por acreditar nesta bandeira azul e branca, símbolo dum dia
claro de sol vibrante e águas límpidas.
E se o sonho for poema acrescentado, rebelde como um grito
de criança, constante como marés acordadas, intenso como
paixão de secretas cores, onde me possa afogar absorvendo
a beleza nesse limiar do infinito, com vigor gritarei ainda:
Real, Real, pelo Rei de Portugal!

Deixai-me ainda acreditar no sonho!
Deixai embora que essa ofuscante claridade,
rasgue as vestes sombrias dos sentidos
e percorra todo o meu ser, até ao limiar do infinito.
Deixai que o símbolo da minha demência, seja a demência dos
símbolos da dignidade renascida, da portugalidade recriada,
do orgulho numa fraternidade de diferenciação entre iguais.
Deixai que eu seja um mero menestrel
duma sociedade de sentido renascido,
cantando a beleza da minha bandeira azul e branca,
gritando esse brado do Álcacer da nossa perdição,
qual Sebastião de Sá, que me honra o sangue, morrendo,
entre iguais sem desistir de lutar: - O meu cavalo não sabe voltar!

 
Fernando de Sá Monteiro (antigo Presidente do Directório e da Comissão Política Nacional do PPM)
 
Fonte: Fernando De Sá Monteiro no FACEBOOK

quarta-feira, 27 de abril de 2011

FAMÍLIA REAL VAI A ELVAS ENTREGAR DONATIVO AO MOVIMENTO TERESIANO APOSTÓLICO

S.A.R., A Duquesa de Bragança, S.A.R., Dom Duarte e Irmã Fátima Magalhães
S.A.R., A Duquesa de Bragança, com Seu Marido S.A.R., Dom Duarte de Bragança, estiveram esta tarde de quarta-feira 20 de Abril, em Elvas em missão de solidariedade.
A Duquesa, Dona Isabel de Bragança, representando a Real Ordem de Santa Isabel, esteve no Colégio Luso – Britânico para entregar à responsável do MTA (Movimento Teresiano Apostólico) em Elvas, Irmã Fátima Magalhães um donativo de 10.000€ para ajudar esta Secção do Movimento Teresiano Apostólico (MTA) de Elvas, a fazer face às inúmeras solicitações diárias de ajuda.
 
S.A.R., Dona Isabel (centro) acompanhada de voluntários do MTA (Movimento Teresiano Apostólico)
Antes da entrega do valor, os voluntários dos vários projectos de solidariedade, que actuam no terreno em Elvas, fizeram uma breve descrição e transmitiram a D. Isabel Herédia, as várias situações que encontram no dia-a-dia no cumprimento das missões.

A intervenção, da Duquesa de Bragança, foi feita de uma forma simples e humilde, e de grande simpatia para com os presentes. Elogiou o trabalho de voluntariado levado a cabo pelo MTA e em particular pela responsável local, Fátima Magalhães. Realçou a importância da defesa da vida e o esquecimento a que estão sujeitos os mais idosos.

No final do encontro a Irmã Fátima Magalhães, em conversa com a comunicação social mostrou a sua satisfação por ter recebido o donativo e alertou para as situações graves de pobreza que se estão a viver em Elvas.

(Para ouvir S.A.R., A Duquesa de Bragança, à Rádio Elvas)
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FOTOS 
Fotos: Rádio Elvas
Ver mais fotos AQUI
Fonte da notícia: Portal Alentejano
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O QUE É O MTA?

A Família Teresiana, presente em mais de 23 países da Europa, América, África e Ásia, celebra o seu fundador, Santo Henrique de Ossó, a 27 de Janeiro, a que se juntam as 16 comunidades de Portugal.
Em Elvas, na Comunidade do Colégio Luso-Britânico, a festa de Santo Henrique será com a Comunidade educativa no dia 27 de Janeiro e com o MTA-Movimento Teresiano Apostólico no dia 29 de Janeiro, com a presença do arcebispo de Évora, D. José Alves.
Henrique de Ossó é um sacerdote, espanhol do século XIX, que nasceu a 16 de Outubro de 1840 em Vinebre, Província de Tarragona, diocese de Tortosa, bem perto de Barcelona.
Fundou a Companhia de Santa Teresa de Jesus (Irmãs Teresianas) e o MTA, “um movimento de leigos e leigas na Igreja, assessorado pelas Irmãs Teresianas, que contribui a modo de fermento na construção do Reino de Deus, através do compromisso cristão no próprio ambiente e no empenho em causas solidárias, inclusivas e interculturais, defendendo sempre a dignidade da pessoa e o cuidado da vida”, refere a Maria de Fátima Magalhães.
Foi beatificado por João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma, a 14 de Outubro de 1979.
A 16 de Junho de 1993 foi canonizado também por João Paulo II, na Praça Colombo, em Madrid, durante uma visita apostólica que o falecido Papa realizou a Espanha.
Qual a sua missão? - Transformar o mundo através da oração/acção, do viver proclamando o Evangelho pela palavra e pelas acções.
Qual o seu objectivo: - Oferecer às crianças, jovens e adultos a oportunidade de crescer na fé e no compromisso de viver uma vida cristã autêntica, através da convivência fraterna e comunitária, da experiência profunda de oração, a partir da espiritualidade teresiana.

A MONARQUIA BRITÂNICA É IMPORTANTE?

O ELIXIR DOS POLÍTICOS, POR MENDO CASTRO HENRIQUES

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Conhecemos  nas  farsas  de  Gil  Vicente  e  Molière aqueles curandeiros, saídos não se sabe donde, que após curto e cómico exame de pacientes sacam de um elixir maravilhoso prometendo a ilusão  de saúde a troco de pesado tributo  por tanta ciência de ninho  de cuco. Conhecemos, sim!
 
Má sorte, pois, a das sociedades doentes que têm de aturar políticos seleccionados por minorias ocultas, de seguida eleitos por uma maioria, e que depois de muito prometerem ao público acabam por lhe servir sempre o mesmo estafado elixir do consenso

"Oh, sim!" diz o nosso curandeiro "Não faltam sintomas de que o país está em crise. Tanto desaproveitam, tanto desatinam e desconfiam tanto desinvestem e desempregam, tanto desnatalizam, que por força algum cancro róe a sociedade!"
 
Estabelecidos os sintomas, põe-se o nosso homem à procura do mal. Estará no Governo? Na Cultura? Nos Costumes? Na Igreja? "É impossível governar porque ainda existem bloqueios de esquerda" — dizem-lhe. "Pelo contrário" — lança outro —"este horrível eleitorado de classe média está cada vez mais centro-direita"
Surgem sibilinas opiniões: "A Igreja Católica deve ser combatida porque, no fundo, forma pessoas que só se consideram responsáveis perante Deus e os seus sacerdotes, e não perante os representantes da sociedade" — murmura um agente maçónico. "Não!" — atalha um católico de sacristia — "os senhores até devem apoiar a Igreja porque ela garante gente dócil e de valores seguros ".
 
Passando à área de costumes, o curandeiro enfrenta o triste flagelo do SIDA e o sinistro despovoamento pelo aborto: "O problema é que durante anos tolerou-se e estimulou-se a promiscuidade sexual... e agora estamos sem remédio que nos valha!"
 
Chegado o momento de medicar, surge o famigerado consenso.
 
"Quanto à governação, pôe-se no topo um homem de esquerda que faça política conservadora e capciosa; e arranja-se um homem de direita que sirva para fazer passar as inevitáveis medidas socializantes."
 
"Quanto à Igreja, não se lhe toca... por agora. Vamos tentar entretê-la com os valores que nos são comuns, enquanto se prepara melhor ataque. E no que se refere aos costumes, é preciso ser muito tolerante, muito flexível. Façam-se sondagens para saber o que o público deseja e o que receia. Depois basta agir em conformidade com os resultados."
 
Sabe o curandeiro que há vários modos de ministrar o consenso. Em casos excepcionais basta uma declaração de princípios ou de intenções, uma moção de censura ou de apoio, ou qualquer outro efeito placebo que dê ao doente a ilusão de saúde. Reina a desorientação quanto
ao futuro de Portugal? (...)

Noutros casos o consenso resulta da vacina. Podem-se aproveitar os anti-corpos do terrorismo. Pode-se promover um tribunal da história para julgar a Colonização, a Inquisição, Salazar ou as Armas Químicas. Ou pode a Comunicação Social contrastar os progressivos horrores deste mundo por onde a gente anda com a inquieta pasmaceira da nossa terra.
 
O resultado de todo este tratamento e que a sociedade fica de cama, convalescente à força, doente imaginário ou doente deveras, à espera dos efeitos do elixir ou de um novo político consensual.
 
O problema é que não existem bons políticos consensuais. Mesmo os bons políticos ficam maus quando o consenso se torna a base da política. Para que serve um governo maioritário se a sociedade funciona com base na acção de minorias? Para que serve neutralizar os extre-mismos à custa da capacidade de tomar decisões radicais? Para quê tantos brilhantes debates teóricos se o resultado prático é sempre a política de sopa-de-pedra. a política de meias-tintas, a política do tem-te-não-caias. a política de maria-vai-com-as-outras?

O país não precisa de consenso: precisa de justiça.

O país não precisa de pôr de acordo políticos com princípios sociais diferentes: precisa de um princípio de justiça que determine claramente direitos e deveres sociais. O país não precisa de debater se uma classe política é melhor do que a outra; precisa de estabelecer um paradigma que esteja acima das fracções.

A política de consenso acaba por dissolver a sociedade num bando de individualistas que negoceiam entre si com maus resultados. Só uma política de justiça permite restabelecer o sentido de associação.

A justiça é um remédio amargo mas seguro. Aceitar a justiça significa recusar a existência de diferenças arbitrárias entre as pessoas e significa promover à família monogâmica, os mercados competitivos, o estacc de direito e demais instituições que fazem a força da sociedade. Aceitar um princípio de justiça é pôr acima dos expedientes políticos uma missão para a comunidade.
 
E depois? Depois, é dizer adeus aos curandeiros.         

Mendo Castro Henriques 
Revista "Portugueses" nº6/7 1989