quinta-feira, 28 de abril de 2011

EU, MONÁRQUICO, ME CONFESSO !

Um dia, bem distante e tão presente,
perguntei a meu pai porque sorria.
E ele, num ímpeto de carinho e desalento,
......me respondeu: - Meu filho, por te conhecer
aceito a verdade da tua escolha.
Mas ao percorrer a vida passo a passo,
sofro pelo futuro que te espera.
Singelas palavras, sábia profecia!
Quisera eu que essa visão não fosse
nada mais do que um fantasma,
tentando ensombrar a claridade deste sonho!

Os dias e os anos foram desgastando,
vertiginosamente, deixando em mim presentes
as palavras sussurradas naquele momento
de discreto e sugerido lamento.
Apenas um instante, um instante apenas,
feito de mastros de navios, em marés acordadas.
Era uma canção escrita com cenas dum grito
de revolta, repulsa e desalento. E eu, em cada crise
em que me envolvo, transfiguro-me e vagueio por
todos os locais feitos de imagens, sozinho e nu.

Eu pecador me confesso! No meu grito de revolta,
alcanço ainda forças para um poema de esperança,
qual regato de águas serenas e cantantes, vibrando
pelo Rei ausente, mas de desejo bem constante.
E, de súbito, todo aquele poema de espadas e penas
se transforma num sonho pueril e distante.
Ser monárquico, é sonhar a inocência singular duma
fidelidade a ideais de cavaleiro andante, a juramentos
impregnados da candura do acreditar na beleza original.
Ser monárquico, é recriar a imagem da saudade paterna,
do aconchegante regaço maternal, da inocência de padrões
de conduta, que mergulham nas raizes mais distantes.

Por isso me confesso pecador! Por acreditar nessa simbiose
de saudade e futuro, de passado e presente, qual grito rebelde
de liberdade, voando por memórias renascidas.
Por isso me confesso pecador! Por ter presente dia a dia,
que o Rei da minha nostalgia desejada, transforma em poema
todas as vagas profundas e enfurecidas dum grito de igualdade,
suportado por recordações de injustiças e mãos vazias.
Por acreditar nesta bandeira azul e branca, símbolo dum dia
claro de sol vibrante e águas límpidas.
E se o sonho for poema acrescentado, rebelde como um grito
de criança, constante como marés acordadas, intenso como
paixão de secretas cores, onde me possa afogar absorvendo
a beleza nesse limiar do infinito, com vigor gritarei ainda:
Real, Real, pelo Rei de Portugal!

Deixai-me ainda acreditar no sonho!
Deixai embora que essa ofuscante claridade,
rasgue as vestes sombrias dos sentidos
e percorra todo o meu ser, até ao limiar do infinito.
Deixai que o símbolo da minha demência, seja a demência dos
símbolos da dignidade renascida, da portugalidade recriada,
do orgulho numa fraternidade de diferenciação entre iguais.
Deixai que eu seja um mero menestrel
duma sociedade de sentido renascido,
cantando a beleza da minha bandeira azul e branca,
gritando esse brado do Álcacer da nossa perdição,
qual Sebastião de Sá, que me honra o sangue, morrendo,
entre iguais sem desistir de lutar: - O meu cavalo não sabe voltar!

 
Fernando de Sá Monteiro (antigo Presidente do Directório e da Comissão Política Nacional do PPM)
 
Fonte: Fernando De Sá Monteiro no FACEBOOK

quarta-feira, 27 de abril de 2011

FAMÍLIA REAL VAI A ELVAS ENTREGAR DONATIVO AO MOVIMENTO TERESIANO APOSTÓLICO

S.A.R., A Duquesa de Bragança, S.A.R., Dom Duarte e Irmã Fátima Magalhães
S.A.R., A Duquesa de Bragança, com Seu Marido S.A.R., Dom Duarte de Bragança, estiveram esta tarde de quarta-feira 20 de Abril, em Elvas em missão de solidariedade.
A Duquesa, Dona Isabel de Bragança, representando a Real Ordem de Santa Isabel, esteve no Colégio Luso – Britânico para entregar à responsável do MTA (Movimento Teresiano Apostólico) em Elvas, Irmã Fátima Magalhães um donativo de 10.000€ para ajudar esta Secção do Movimento Teresiano Apostólico (MTA) de Elvas, a fazer face às inúmeras solicitações diárias de ajuda.
 
S.A.R., Dona Isabel (centro) acompanhada de voluntários do MTA (Movimento Teresiano Apostólico)
Antes da entrega do valor, os voluntários dos vários projectos de solidariedade, que actuam no terreno em Elvas, fizeram uma breve descrição e transmitiram a D. Isabel Herédia, as várias situações que encontram no dia-a-dia no cumprimento das missões.

A intervenção, da Duquesa de Bragança, foi feita de uma forma simples e humilde, e de grande simpatia para com os presentes. Elogiou o trabalho de voluntariado levado a cabo pelo MTA e em particular pela responsável local, Fátima Magalhães. Realçou a importância da defesa da vida e o esquecimento a que estão sujeitos os mais idosos.

No final do encontro a Irmã Fátima Magalhães, em conversa com a comunicação social mostrou a sua satisfação por ter recebido o donativo e alertou para as situações graves de pobreza que se estão a viver em Elvas.

(Para ouvir S.A.R., A Duquesa de Bragança, à Rádio Elvas)
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FOTOS 
Fotos: Rádio Elvas
Ver mais fotos AQUI
Fonte da notícia: Portal Alentejano
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O QUE É O MTA?

A Família Teresiana, presente em mais de 23 países da Europa, América, África e Ásia, celebra o seu fundador, Santo Henrique de Ossó, a 27 de Janeiro, a que se juntam as 16 comunidades de Portugal.
Em Elvas, na Comunidade do Colégio Luso-Britânico, a festa de Santo Henrique será com a Comunidade educativa no dia 27 de Janeiro e com o MTA-Movimento Teresiano Apostólico no dia 29 de Janeiro, com a presença do arcebispo de Évora, D. José Alves.
Henrique de Ossó é um sacerdote, espanhol do século XIX, que nasceu a 16 de Outubro de 1840 em Vinebre, Província de Tarragona, diocese de Tortosa, bem perto de Barcelona.
Fundou a Companhia de Santa Teresa de Jesus (Irmãs Teresianas) e o MTA, “um movimento de leigos e leigas na Igreja, assessorado pelas Irmãs Teresianas, que contribui a modo de fermento na construção do Reino de Deus, através do compromisso cristão no próprio ambiente e no empenho em causas solidárias, inclusivas e interculturais, defendendo sempre a dignidade da pessoa e o cuidado da vida”, refere a Maria de Fátima Magalhães.
Foi beatificado por João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma, a 14 de Outubro de 1979.
A 16 de Junho de 1993 foi canonizado também por João Paulo II, na Praça Colombo, em Madrid, durante uma visita apostólica que o falecido Papa realizou a Espanha.
Qual a sua missão? - Transformar o mundo através da oração/acção, do viver proclamando o Evangelho pela palavra e pelas acções.
Qual o seu objectivo: - Oferecer às crianças, jovens e adultos a oportunidade de crescer na fé e no compromisso de viver uma vida cristã autêntica, através da convivência fraterna e comunitária, da experiência profunda de oração, a partir da espiritualidade teresiana.

A MONARQUIA BRITÂNICA É IMPORTANTE?

O ELIXIR DOS POLÍTICOS, POR MENDO CASTRO HENRIQUES

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Conhecemos  nas  farsas  de  Gil  Vicente  e  Molière aqueles curandeiros, saídos não se sabe donde, que após curto e cómico exame de pacientes sacam de um elixir maravilhoso prometendo a ilusão  de saúde a troco de pesado tributo  por tanta ciência de ninho  de cuco. Conhecemos, sim!
 
Má sorte, pois, a das sociedades doentes que têm de aturar políticos seleccionados por minorias ocultas, de seguida eleitos por uma maioria, e que depois de muito prometerem ao público acabam por lhe servir sempre o mesmo estafado elixir do consenso

"Oh, sim!" diz o nosso curandeiro "Não faltam sintomas de que o país está em crise. Tanto desaproveitam, tanto desatinam e desconfiam tanto desinvestem e desempregam, tanto desnatalizam, que por força algum cancro róe a sociedade!"
 
Estabelecidos os sintomas, põe-se o nosso homem à procura do mal. Estará no Governo? Na Cultura? Nos Costumes? Na Igreja? "É impossível governar porque ainda existem bloqueios de esquerda" — dizem-lhe. "Pelo contrário" — lança outro —"este horrível eleitorado de classe média está cada vez mais centro-direita"
Surgem sibilinas opiniões: "A Igreja Católica deve ser combatida porque, no fundo, forma pessoas que só se consideram responsáveis perante Deus e os seus sacerdotes, e não perante os representantes da sociedade" — murmura um agente maçónico. "Não!" — atalha um católico de sacristia — "os senhores até devem apoiar a Igreja porque ela garante gente dócil e de valores seguros ".
 
Passando à área de costumes, o curandeiro enfrenta o triste flagelo do SIDA e o sinistro despovoamento pelo aborto: "O problema é que durante anos tolerou-se e estimulou-se a promiscuidade sexual... e agora estamos sem remédio que nos valha!"
 
Chegado o momento de medicar, surge o famigerado consenso.
 
"Quanto à governação, pôe-se no topo um homem de esquerda que faça política conservadora e capciosa; e arranja-se um homem de direita que sirva para fazer passar as inevitáveis medidas socializantes."
 
"Quanto à Igreja, não se lhe toca... por agora. Vamos tentar entretê-la com os valores que nos são comuns, enquanto se prepara melhor ataque. E no que se refere aos costumes, é preciso ser muito tolerante, muito flexível. Façam-se sondagens para saber o que o público deseja e o que receia. Depois basta agir em conformidade com os resultados."
 
Sabe o curandeiro que há vários modos de ministrar o consenso. Em casos excepcionais basta uma declaração de princípios ou de intenções, uma moção de censura ou de apoio, ou qualquer outro efeito placebo que dê ao doente a ilusão de saúde. Reina a desorientação quanto
ao futuro de Portugal? (...)

Noutros casos o consenso resulta da vacina. Podem-se aproveitar os anti-corpos do terrorismo. Pode-se promover um tribunal da história para julgar a Colonização, a Inquisição, Salazar ou as Armas Químicas. Ou pode a Comunicação Social contrastar os progressivos horrores deste mundo por onde a gente anda com a inquieta pasmaceira da nossa terra.
 
O resultado de todo este tratamento e que a sociedade fica de cama, convalescente à força, doente imaginário ou doente deveras, à espera dos efeitos do elixir ou de um novo político consensual.
 
O problema é que não existem bons políticos consensuais. Mesmo os bons políticos ficam maus quando o consenso se torna a base da política. Para que serve um governo maioritário se a sociedade funciona com base na acção de minorias? Para que serve neutralizar os extre-mismos à custa da capacidade de tomar decisões radicais? Para quê tantos brilhantes debates teóricos se o resultado prático é sempre a política de sopa-de-pedra. a política de meias-tintas, a política do tem-te-não-caias. a política de maria-vai-com-as-outras?

O país não precisa de consenso: precisa de justiça.

O país não precisa de pôr de acordo políticos com princípios sociais diferentes: precisa de um princípio de justiça que determine claramente direitos e deveres sociais. O país não precisa de debater se uma classe política é melhor do que a outra; precisa de estabelecer um paradigma que esteja acima das fracções.

A política de consenso acaba por dissolver a sociedade num bando de individualistas que negoceiam entre si com maus resultados. Só uma política de justiça permite restabelecer o sentido de associação.

A justiça é um remédio amargo mas seguro. Aceitar a justiça significa recusar a existência de diferenças arbitrárias entre as pessoas e significa promover à família monogâmica, os mercados competitivos, o estacc de direito e demais instituições que fazem a força da sociedade. Aceitar um princípio de justiça é pôr acima dos expedientes políticos uma missão para a comunidade.
 
E depois? Depois, é dizer adeus aos curandeiros.         

Mendo Castro Henriques 
Revista "Portugueses" nº6/7 1989

CHANT OF THE TEMPLARS - HONOR VIRTUS ET POTESTAS

RECORDANDO A ENTREVISTA DE HERMAN JOSÉ AO GRANDE MONÁRQUICO JOÃO MARIA TUDELA

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA AO CORREIO DA MANHÃ SOBRE A NOIVA DO PRÍNCIPE WILLIAM

"KATE TEM UM PERCURSO IMPECÁVEL", Dom Duarte Pio, Duque de Bragança
 
Correio da Manhã – O casamento de William e Kate poderá unir os britânicos em torno da família real?
 
Dom Duarte Pio – Os casamentos nas famílias reais têm sempre um grande impacto positivo de natureza afectiva, mas também no campo político e económico. Os povos choram os seus reis quando eles morrem, preocupam-se com os seus problemas familiares e participam nas suas alegrias.
 
– Kate poderá aproximar mais os membros da Casa de Windsor e o povo?
 
– Acredito que o facto de Kate pertencer a uma família burguesa de uma pequena terra de Inglaterra faça a maioria dos ingleses identificar-se mais facilmente com ela. De resto, ela tem um percurso de vida impecável, sem nada que se lhe possa apontar pessoalmente.
 
– E não seria de esperar que Dom Duarte fosse convidado?
 
– As minhas relações de amizade e colaboração com o Príncipe Carlos e com o seu pai não proporcionaram a criação de uma amizade particular com os filhos. Por outro lado, o Príncipe herdeiro é o Príncipe Carlos, como tal, este casamento não tem o mesmo protocolo. De Portugal só foi convidado o embaixador em Londres.
 
Correio da Manhã - 27-04-2011