domingo, 3 de abril de 2011
OURÉM RECONSTITUI A VIA SACRA
Entre os próximos dias 17 e 24 de Abril, Ourém vai celebrar a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo reconstituindo a Via Sacra no centro histórico de Ourém. Trata-se de um evento grandioso, de grande beleza e profundo significado, tendo como cenário a antiga vila medieval de Ourém com o seu casario e ruas estreitas, a Igreja de Nossa Senhora das Misericórdias, o Castelo e o Paço dos Condes de Ourém.
Para além dos oureenses, é uma ocasião que o centro histórico de Ourém regista a visita de numerosos forasteiros, aproveitando para conhecer uma das vilas mais nobres e históricas de Portugal.
Domingo de Ramos: dia 17 de Abril
15h00: Celebração dos Passos.
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias
18h30: Concerto coral: Grupo Coral do Cercal (Ourém), Chorus Auris (Ourém), Coro Gregoriano da Universidade Sénior de Ourém
Igreja de Nª Srª das Misericórdias
Segunda-feira, dia 18 de Abril
21h00: Celebração Penitencial
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias
Quinta-feira: dia 21 de Abril
20h30: Celebração da Ceia do Senhor, com rito do lava-pés.
Igreja Nª Srª das Misericórdias
Sexta-feira, dia 22 de Abril
09h00: Canto de Laudes
15h00: Via-sacra ao vivo e procissão do Senhor Morto
Igreja Nª Srª das Misericórdias
Sábado Santo, dia 23 de Abril
09h00: Canto de Laudes
22h00: Celebração da solene Vigília Pascal
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias
Domingo de Páscoa, dia 24 de Abril
11h00: Celebração pascal seguida de procissão do Senhor Ressuscitado, com a presença de todas as confrarias da Paróquia d N.Srª das Misericórdias
Igreja Nª Srª das Misericórdias
Fonte: AUREN
IDP - COMUNICADO SOBRE AS ELEIÇÕES DE 5 DE JUNHO
Na sequência da comunicação ao País do Presidente da República, a marcar eleições para o dia 5 de Junho, o IDP denuncia a oportunidade perdida por Portugal de se afirmar uma vez mais como Nação capaz de encontrar uma solução consentânea com a sua história e cultura: a formação de um governo de interesse nacional sob a iniciativa do Presidente da República.
A falta de confiança internacional e a ausência de diálogo entre as forças do xadrez político nacional não se resolvem apenas, no entender do IDP, com a realização de eleições legislativas que não garantem uma solução a curto e médio prazo para os nossos gravíssimos problemas económicos e sociais.
Os países estáveis têm eleições de quatro em quatro anos. O 5 de Junho será a sétima eleição antecipada desde 1979 e considera o IDP que não pode continuar este desrespeito continuado do regime pela vontade cidadã.
Portugal tem de pedir emprestados, até Junho, cerca de dez mil milhões de euros; o desemprego ultrapassa 11%; as empresas públicas estão a ficar sem dinheiro; a banca nacional está em stress. O compromisso estratégico indispensável entre os partidos para acudir a estas emergências seria alcançado de forma mais eficaz com a mediação sensata do Chefe do Estado, como ficou patente no apoio que o mesmo exprimiu à actividade do governo de gestão para assegurar as medidas indispensáveis ao cumprimento das obrigações do Estado português e à angariação dos meios de financiamento indispensáveis.
Toda esta situação mostra a debilidade do sistema semi-presidencialista da III República em que o Chefe de Estado, oriundo dos partidos, acaba refém do xadrez partidário, reduzindo a sua capacidade de manobra a pouco mais do que verificar o cumprimento das normas de funcionamento do regime, negando mesmo, neste caso, as intenções anunciadas na tomada de posse de 9 de Março.
O IDP apela aos partidos políticos concorrentes às eleições de 5 de Junho para que levem a sério o ambiente de responsabilidade que o PR enunciou na sua comunicação. Caso o não fizerem, as palavras de esperança do PR não são mais do que vãs referências à exigência de medidas urgentes e de novas políticas públicas. Temos ainda de saber quem merece ser eleito. O País não merecia a crise desencadeada pelo primeiro-ministro cessante nem as eleições agora anunciadas. Desperdiçaram-se meses de resistência interna e de apoio da Europa para ganhar tempo e para entrar na nova forma de ajuda externa, menos intrusiva e dispendiosa do que a grega e irlandesa, anunciada na Cimeira Europeia logo no dia seguinte à queda do Governo.
O IDP continuará a contribuir para que a palavra da sociedade civil esteja presente nos momentos cruciais do País, elevando as preocupações dos portugueses a verdadeiro barómetro da democracia e à prossecução dos verdadeiros desígnios nacionais.
Lisboa, 2 de Abril de 2011
A Direcção do IDP
sábado, 2 de abril de 2011
A VIDA E A MORTE DA RAINHA DONA AMÉLIA - SÉCULO ILUSTRADO
REPORTAGEM GRÁFICA - ERA UMA VEZ UMA PRINCESA
Publicada porMaria Menezes no blogue "Família Real Portuguesa"
O PROBLEMA DOS PORTUGUESES É QUE AMOCHAM...
Publicada porMaria Menezes no blogue "Família Real Portuguesa"
O HOTEL DOS REIS EXILADOS EM PORTUGAL
Publicada porMaria Menezes no blogue "Família Real Portuguesa"
POR UM TEJO VIVO E NÃO RADIOACTIVO
Na Europa encontram-se em funcionamento um terço das centrais nucleares do mundo (149 - 34%), que produzem uma equivalente proporção da geração da energia eléctrica neste continente (38%) e da produção de energia nuclear mundial (38%), predominantemente localizadas na França, Reino Unido e Alemanha.O acidente de Fukushima, Japão, veio relembrar que os perigos da energia nuclear na Europa e na península ibérica com diversas organizações portuguesas e espanholas a reclamarem mais uma vez o encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha (10 reactores nucleares), que foram construídas apesar das fortes mobilizações antinucleares.
A 15 de Março de 1976, Portugal disse não ao Nuclear em Ferrel, no concelho de Peniche, localidade situada numa zona de sismicidade elevada, graças à população que se insurgiu contra a construção de uma central nuclear na sua terra.
As águas do rio Tejo servem os sistemas de refrigeração das centrais nucleares espanholas de Trillo, através da barragem de La Ermita, e de Almaraz, na albufeira de Arrocampo.
A central nuclear José Cabrera até 2006 também se refrigerava com as suas águas na barragem de Zorita, tendo sido encerrada após 38 anos de actividade.
A central nuclear de Almaraz descarrega as águas de refrigeração dos seus dois reactores no rio Tejo, aumentando a radioactividade artificial do seu leito de acordo com o Instituto Tecnológico e Nuclear, apenas a sete quilómetros do Parque Nacional de Monfrague e a cento e dez quilómetros do Parque Nacional do Tejo Internacional, em território português, locais onde se alimentam as cegonhas negras, as águias imperiais e os abutres negros.
Em Outubro de 2010, realizou-se uma Conferência Internacional de Risco Tecnológico Nuclear que incidiu sobre um cenário de terramoto na zona de Almaraz aportando riscos de acidente nuclear e de inundação que adviria do rebentamento da barragem de Vadecañas e do consequente galgamento da Barragem de Cedilho, provocando inundações desde Vila Velha de Rodão até à Barragem do Fratel, tendo ficado por saber se as barragens de Fratel e Belver aguentariam tais cargas.
Um eventual acidente nuclear levaria a um aumento da contaminação radiológica do rio Tejo entre as barragens do Alto Tejo português cujos efeitos se estenderiam até Lisboa visto que a água e o ar são os melhores condutores de radiação e o rio corre sempre na mesma direcção, para a foz.Apenas seria possível garantir as medidas de protecção básicas à população como permanecer dentro dos edifícios, fechar todas as portas e janelas, desligar ventilações e lavar com água e sabão as vítimas contaminadas com radioactividade visto que o exército apenas dispunha de material de descontaminação para os seus elementos, motivo pelo qual o simulacro realizado em Novembro apenas testou a resposta da protecção civil aos riscos de inundação.
A inquietação que provoca esta insuficiência de meios de intervenção aumenta devido a outras lacunas, desde a ausência de planos de emergência para as várias cidades e regiões afectadas, apenas elaborados para a região de Castelo Branco, a escassa coordenação entre os organismos responsáveis e até à falta de informação dos cidadãos sobre estes riscos.
A Central de Almaraz iniciou o seu funcionamento em Outubro de 1981 tendo a mesma antiguidade que as centrais recentemente encerradas na Alemanha para avaliar a sua segurança e ponderar a sua continuidade em funcionamento.
Ao invés, o governo espanhol afirmou de forma peremptória que "as centrais em Espanha são seguras" mas "anunciou que vai ser realizada uma revisão dos sistemas em vigor, especialmente para lidar com cenários de catástrofes naturais".
O governo português afirmou que "Portugal estará, pelo menos, tão preparado como o Japão", enquanto o responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro de Portalegre afirmou que "uma eventual explosão na central nuclear de Almaraz obrigaria à “progressiva” retirada da população da zona de Portalegre" e que outro passo “seria desenvolver um plano de descontaminação junto das pessoas e das águas do rio Tejo".
Afinal as centrais nucleares espanholas são ou não são seguras?
Existem ou não existem planos de emergência e meios de descontaminação?
Será este o momento de investir seriamente na investigação de energia alternativas e sem riscos para o bem-estar ambiental e humano?
Será que a lamentável tragédia do Japão é suficiente para a consciência de que a energia nuclear não é solução?
A única forma de garantir a segurança das populações é dizer não ao nuclear e optar por energias verdadeiramente limpas e seguras.
Por um Tejo sem radioactividade!
Paulo Constantino
Subscrever:
Mensagens (Atom)








