sexta-feira, 1 de abril de 2011

ALMOÇO EM AVEIRO COM A PRESENÇA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

Conforme noticiamos ontem, precedendo a inauguração da Exposição "Santa Joana hac hora", que será às 16 horas, a Real Associação da Beira Litoral realizará um almoço onde seremos honrados com a presença de S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA.

Convidamos todos que queiram confraternizar com Sua Alteza Real a estarem presentes nesse evento.

Data: Sábado, 16 de Abril de 2011
Local: Hotel Imperial em Aveiro
Horário: 12H30
Preço por pessoa: 20 €

Inscrições:
Telefone: 914 090 658
Email: realbeiralitoral@gmail.com



IDEAL REAL

“E, maximamente, o Monarca que, sem dúvida deve ser considerado o servidor de todos. Pelo que podemos ora compreender que o Monarca, na eleição das leis a promulgar, se determina pelo fim. À boa organização do mundo é pois necessária a Monarquia.” 

DANTE

I. O Rei é a representação viva, isto é, a encarnação num só momento e numa só pessoa de toda uma comunidade em todo o tempo. O Rei é, portanto, o que de singular vive no individuo colectivo.

II. O Rei reina, não administra. Não é um simples governante. É o primeiro servidor da Grei. Não foi eleito porque ainda é e sempre continuará a ser o que já foi. Só se elege o que ainda por vir a ser de entre todas as hipóteses que podiam ter sido e não foram nem serão. Não o que é porque é. O Rei não concorre contra ninguém, portanto não está contra alguém. Cumpre um dever solitário que a mais ninguém assiste porque só a ele vincula: a obrigação de ser fiel no presente à memória dos que , já mortos, serviram para que no futuro outros pudessem também viver a servir a mesma comunidade. O Rei não tem mais direitos do que qualquer dos seus súbditos. Nem tem os mesmos, porque lhe falta um: não tem o direito de escolher o que lhe é pessoalmente mais conveniente. Esse direito é substituído pelo dever de fazer o que é necessário. Para o bem dos outros a quem serve.

III. O Rei é magistrado. Supremo magistrado. E como todos os magistrados, não pode ser eleito. Mas como qualquer magistrado, está investido de uma legitimidade democrática. Porque a monarquia significa, e é, a antítese mais perfeita da tirania. Porque o Rei é escravo da Justiça. Não há em toda a nossa civilização uma única monarquia cujo sistema político não seja a democracia. Mas todas as ditaduras sucedem em repúblicas. Por isso, o Rei, representando o todo, não pode ser uma parte. Nem tomar partido naquilo que represente ser por uns contra outros, enquanto todos são ele e ele é para todos. E é assim porque só quem representa o todo pode estar acima e compreender uma parte deste.

IV. Todos os Reis deveriam venerar a simbólica do Príncipe Perfeito. Porque esta era perfeita, apesar de nenhum homem, servo ou príncipe o poder ser. Só o pelicano que debica o próprio coração para alimentar as suas crias pode conhecer a imagem última da justiça. E é esta verdadeira coroa. A que permite que entre um tempo e outro seja uma mesma espécie ainda que habitada em ossos diferentes. Só as penas serão sempre as mesmas. Tanto as que usa o pelicano como as que sente o Rei.

V. A monarquia não significa casta nem privilégio. Significa fidelidade. Quer dizer, honra de continuar a servir com lealdade. A nobreza verdadeira, isto é, real, é aquela que se faz fazer, é o valor de que se é doador e não donatário. O vero fidalgo é o pai d´algo. Só o Rei não é pai nem filho. É, ele próprio, o algo. Quem não entender isto, apenas não entende isto. Mas quem o perceber, sabe toda a diferença que faz em sabê-lo.

Paulo Teixeira Pinto - Boletim "Por uma Causa", Nº3, Maio de 2000 da Real Associação do Algarve.

CATHERINE OF BRAGANZA

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA MARCOU PRESENÇA NO CASAMENTO DA FILHA DE PAULO TEIXEIRA PINTO, PRESIDENTE DA CAUSA REAL

 A filha de Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real, e Paula Teixeira da Cruz casou-se este sábado passado, dia 26, na Igreja da Madre de Deus, em Lisboa, com Tiago Moreira da Silva. Entre os muitos convidados, estiveram na cerimónia Dom Duarte de Bragança. O copo-d´água, realizou-se no Convento do Beato, em Lisboa.
Fotos: LUX e Caras.

UM DESASTRE DE CHEFE DE ESTADO

"Cavaco atemorizava todo o país (apenas há dois meses) com os perigos da “Bomba atómica” que seria uma crise política que levasse a eleições…

Hoje ele despoletou essa “BOMBA”… seguindo a vontade dos partidos… como é fantástico para os partidos (os grandes responsáveis por este drama) ter tal préstimo do Chefe de Estado …que assim se comporta como simples “empregado” partidário…

Exige rigor e verdade…mas nega uma auditoria publica às contas públicas e à situação real… coitados de nós... um PR que exije uma nova maioria, mas que deu posse a um Governo minoritário que comprometeu totalmente Portugal... um PR que apela ao consenso nacional dos partidos, mas foi incapaz de exigir esse consenso previo a umas eleições... um PR que anda a reboque e que não serve os interesses nacionais....

O "rating da República" está proximo do lixo...o que é absolutamente normal com este Presidente ... um PR que insinua que o Governo tem poderes para pedir ajuda externa e que afirma que apoiará essa eventualidade, sabendo previamente que o actual Governo afirma que não tem poderes para o fazer... ou seja, é o próprio PR que está a introduzir uma polémica política sobre uma questão fulcral e a promover a crispação política que afirma ser negativa para o país...um autentico desastre político este Chefe de Estado."
 
José Andrade
 
Publicado por Eduardo Amarante no Facebook 

O BANQUETE ADIADO

A participação num banquete foi o último acto público do rei D. Manuel.

A 1 de Outubro de 1910 chegou a Lisboa o Presidente da república Brasileira, o Marechal Hermes da Fonseca, que ficou alojado no Palácio de Belém. Logo no dia da chegada houve um banquete no Palácio das Necessidades e no dia seguinte Hermes da Fonseca visitou, em Sintra, as Rainhas Dona Maria Pia e Dona Amélia, com quem almoçou.


No dia 3 o presidente brasileiro recebeu o Monarca a bordo do couraçado presidencial S. Paulo e à noite ofereceu-lhe um banquete no Palácio de Belém. Foi no início do jantar que se divulgou a notícia de que a revolução republicana estava na rua. Algumas pessoas abandonaram o local. Os criados iam retirando apressadamente os talheres e afastando os pratos, para não se notarem as falhas. No final Dom Manuel regressou ao Palácio das Necessidades, de onde partiu no dia seguinte para Mafra. Vindas de Sintra juntaram-se-lhe mais tarde as Rainhas Dona Maria Pia e Dona Amélia. No dia 5 de Outubro era proclamada a república.


A Família Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou no iate Amélia, a bordo do qual já se encontrava o Infante Dom Afonso. O Rei Dom Manuel II partia para o exílio sonhando com um regresso breve e ignorando que não mais veria Portugal.

Para sempre ficaria adiada a programada visita do Rei ao Vidago, no dia 6 de Outubro. A recordar essa data ficou a ementa já impressa de um banquete que não passaria do papel.
Livro” Mesa Real. Dinastia de Bragança”, pp. 159-160.

quinta-feira, 31 de março de 2011

HÁ DISCRIMINAÇÃO E MESMO AFASTAMENTO DOS MONÁRQUICOS NOS ESPAÇOS DE INFORMAÇÃO E DISCUSSÃO

Fonte: Jornal Público de 27/03/2011

Nos dias 1 e 2 de Fevereiro deste ano de 2011, a Rádio e Televisão de Portugal voltou a exibir, no seu primeiro canal, a série em dois episódios (na verdade, é mais um telefilme em duas partes) «República», que antes havia sido exibida nos dias 4 e 5 de Outubro de 2010. A primeira exibição, é fácil de deduzir, foi feita para assinalar – e festejar – o centenário da implantação da república. E, agora, a repetição? Basta ver as datas: foi feita para assinalar – e festejar – mais um (o 103º) aniversário do Regicídio.
Esta decisão, de que o primeiro (ir)responsável é, obviamente, José Fragoso, actual director de programas da RTP 1, não é apenas uma provocação lamentável e de um mau gosto atroz; representa, antes de mais, uma nova demonstração da tese de que a República Portuguesa tem a sua causa principal num crime cruel – ou, dito de outros modos, que aquela não teria sido possível sem aquele, que aquela deu justificação e legitimidade àquele. Essa tese foi, aliás, exuberante e formalmente «ratificada» a 1 de Fevereiro de 2008 na Assembleia... da República, quando a «maioria de esquerda» reprovou um voto de pesar pela morte de Dom Carlos e de Dom Luís Filipe proposto pelo deputado Miguel Pignatelli Queiroz. Alberto Martins, que era então presidente do grupo parlamentar do partido socialista, não poderia ter sido mais eloquentemente transparente: a aprovação teria sido «um voto contra a república». Depreende-se que a exaltação de um atentado terrorista, de um duplo assassinato, terá contribuido decisivamente para que o líder da bancada do PS tenha sido promovido, após as eleições legislativas de 2009, a ministro... da Justiça!
Alberto Martins também afirmou na mesma ocasião que «não nos cabe a nós julgar as pessoas na História, fazer qualquer juízo moral sobre a História ou reescrever a História». Sim, (tentar) reescrever a História coube, não ao parlamento, mas sim à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. E, nessa tarefa de propaganda, a RTP tem funcionado como um autêntico braço («armado») audiovisual da Comissão. É verdade que, desde o seu início, a estação de televisão do Estado sempre funcionou, com maiores ou menores variações, como a «voz do dono» do poder... fosse ele qual fosse. Porém, depois do 25 de Abril de 1974 a subjugação aos interesses instalados nunca pareceu tão grande como desde que José Sócrates é primeiro ministro... e que começou a operação de «branquemento» da república a pretexto dos 100 anos do regime. «Branqueamento» esse que, na Avenida Marechal Gomes da Costa, tem sido feito de duas formas principais. Uma, a produção e exibição de «ficção» em que um dos «lados da barricada» é sistematicamente (mesmo que subtilmente) enaltecido e valorizado em relação ao outro. Outra, a discriminação e mesmo o afastamento dos monárquicos nos espaços de informação e de discussão – processo em que o ponto culminante foi atingido a 4 de Outubro de 2010, em que nas emissões daquele dia dos programas «Sociedade Civil» (este na RTP 2) e «Prós e Contras» não esteve sentado às mesas qualquer opositor declarado da república; parece que na televisão pública se «aprendeu» com experiências anteriores, em que convidados monárquicos, quando não venciam inequívoca e invariavelmente os debates em que participavam, pelo menos não deixavam de desmascarar mentiras e de revelar verdades «inconvenientes».
Não se está a afirmar que todos os trabalhadores e colaboradores da RTP sejam cúmplices activos das regulares manobras de manipulação que nela se concretizam – e que, em alguns momentos, quase colocam a televisão oficial portuguesa na mesma (falta de) «categoria» das suas congéneres chinesa e norte-coreana. No entanto, sem dúvida que aparecem como espectadores (ou será «espetadores»?) passivos da crescente degradação da empresa, onde a aplicação do «acordo ortográfico» constitui disso o sinal mais recente. Quantos são os que lá se sentem envergonhados ao verem no ecrã, constantemente, «direto» e «Egito», entre outras aberrações linguísticas? Quem cala... consente.
Público Nº 7659, 2011/3/27
Visite Octávio dos Santos(*) no seu blogue OCTANAS

(*) Nasci em Lisboa a 16 de Abril de 1965. Segui Sociologia no ISCTE, onde fui um dos alunos a concluir o primeiro seminário (especialização) em comunicação daquela licenciatura. Iniciei-me no jornalismo em 1985 no jornal regional Notícias de Alverca. Estive nas revistas TV Mais e África Hoje, e ao serviço das revistas Cyber.Net, Inter.Face e Comunicações fui distinguido em 1998, 1999 e 2000 pelo Prémio de Jornalismo Sociedade da Informação - galardão que voltei a ganhar em 2009. Colaborei também, entre outros, com A Capital, Blitz, Diário de Notícias, Diário Digital, Diário Económico, Expresso, Fórum Estudante, O Diabo, Público, Seara Nova, Semanário, Tempo e Vértice. «Visões» foi a minha primeira obra editada - em 2003 em livro e em 2005 em disco. Em 2004 iniciei um projecto para a recriação em computador da Ópera do Tejo (destruída em 1755). Em 2006 foi editado o meu segundo livro, escrito com Luís Ferreira Lopes: «Os Novos Descobrimentos». Em 2008 é editado «A República Nunca Existiu!», colectânea de contos, de que fui o criador, organizador e um dos 14 participantes. Em 2009 foram editados: «Espíritos das Luzes»; e «Poemas» de Alfred Tennyson, que traduzi.octanas.blog@gmail.com