quinta-feira, 31 de março de 2011

REAL AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL

Afundação do Real Automóvel Club de Portugal remonta ao dia 15 de Abrilde 1903, data em que foi aprovado o projecto dos respectivos Estatutose em que foram eleitos, por aclamação, os primeiros corpos gerentes.
OReal ACP, passaria a ter existência legal a 31 de Maio, aquando daaprovação dos seus Estatutos pelo Governador Civil de Lisboa, figurandocomo Presidente Honorário, S.M., El-Rei Dom Carlos, comoVice-Presidente Honorário, O Príncipe Real, Dom Luíz Filipe e comoPresidente Perpétuo da Assembleia Geral, S.A., O Infante Dom Afonso.
O emblema do Real ACP seria aprovado em sessão de 7 de Junho desse mesmo ano, apresentando a particularidade de ter sido desenhado pelo punho do próprio Rei Dom Carlos.
EmNovembro de 1907, por ocasião do Congresso da Associação Internacionaldos Automóveis Clubes reconhecidos, foi criada a Comissão DesportivaInternacional, ficando o Real ACP nela representada por um Delegado,posição que ainda hoje se mantém.
Em1908, em sinal de luto pelo assassinato do Rei Dom Carlos e do PríncipeDom Luiz Filipe, o Real ACP não realizou corridas nem concursos, masprosseguiu a sua acção no que se refere à luta em prol dos direitos dosautomobilistas. Durante o período que antecedeu a república, o Real ACPobteve ainda outros benefícios importantes, conseguindo que o Governomandasse reparar várias estradas e construir novos troços. (...)
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Impressionante!Mais um objecto e neste caso o emblema do Real Automóvel Club dePortugal desenhado pelo próprio Rei Dom Carlos, encontra-se paraleilão,: aqui

Junho de 1907, em Gouveia

Quandotudo se prepara já para a sua grande viagem a África, Dom Luiz Filipeaproveita para conduzir o automóvel, uma das Suas mais entusiásticaspaixões. A velocidade agradava-Lhe. Na foto tirada em Gouveia, OPríncipe Real tem a seu lado o 9º Visconde de Asseca, Salvador Correiade Sá e Benevides, Seu oficial às ordens.

Do livro, Família Real - Album de Fotografias, de Eduardo Nobre.

GERAÇÃO DA ESPERANÇA – OPINIÃO DE ARTUR OLIVEIRA

quarta-feira, 30 de março de 2011

HOJE: S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA APRESENTA JACK SOIFER

Apresentação de “Como Sair da Crise - Baixo Tejo e Beiras”,”Como Sair da Crise - Centro”, “O Futuro do Turismo”. 31 de Março às 18h30 na FNAC Chiado

AMANHÃ: COLÓQUIO BERNARD LONERGAN “OS VALORES NÃO SÃO MENTIRA”

Por ocasião do lançamento em Portugal da obra “Insight – Um ensaio sobre o conhecimento humano, de Bernard Lonergan (1904-1984), “considerado por muitos intelectuais o mais sofisticado filósofo do séc. XX”, segundo a revista TIME, o CEFI da Universidade Católica Portuguesa promove, no dia 1 de Abril próximo, um Colóquio intitulado “Os valores não são mentira”, que se propõe aprofundar questões sobre a crise presente na perspectiva da Filosofia, da Economia e da Teologia. O evento será transmitido online, de forma a alcançar um público global.

TEXTO DE NICOLAU SANTOS PUBLICADO NA REVISTA “UP” DA TAP

Nicolau Santos
Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mi.)

Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas. Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.

Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.

Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical) e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra)

Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano. E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.

Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).

Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).

Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).

Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).

Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).

O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, óptima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL.

Há que relembrar que nem tudo é mau. Que na escuridão que nos envolve reluzem estrelas inflamadas pelos "nossos valores de sempre". O que seria se conseguíssemos resgatar "a dignidade do Estado"...
VIVA O REI! VIVA PORTUGAL!
(Fonte: Página da "Causa Real" no Facebook)

ÉTICA REPUBLICANA VERSUS ÉTICA MONÁRQUICA

(…) Quando, por exemplo, o Ministério da Justiça paga 72.000 euros auma procuradora do Ministério Público contra o parecer da PGR e de umantigo secretário de Estado- o antecessor daquele que assinou-,levanta-se uma suspeita séria e legítima. Se a procuradora em causafosse a mulher de um ministro japonês, este demitia-se imediatamente.Sendo a mulher do ministro português da Justiça abre-se um inquérito, oqual há-de apurar certamente que tudo se passou dentro da mais estritalegalidade.

É a isto que se chama ética republicana, muito diferente da ética no Japão que, como se sabe, é uma monarquia.

- Fernando Madrinha, no Expresso do passado sábado.

DESCOBERTO NA AUSTRIA QUADRO DE D. SEBASTIÃO PERDIDO HÁ 400 ANOS

O Museu Rietberg, em Zurique, Suíça, inaugura amanhã a exposição "Marfins Cingaleses do Século XVI", que tem em destaque uma tela com um retrato inédito de D. Sebastião, da autoria de Alonso Sanchez Coello, pintada na corte portuguesa em 15...62 e cujo paradeiro era ignorado desde há quatro séculos.

Na verdade, a obra estava na Áustria, no castelo Schonberg, mas erradamente identificada com um nobre austríaco. 

Em simultâneo, serão mostrados na exposição dois outros quadros da mesma época, que retratam a rua Nova dos Mercadores de uma Lisboa pré-pombalina. As duas telas foram encontradas numa casa senhorial inglesa e não estavam identificadas com ...Lisboa.

Todos os quadros foram restaurados e limpos a expensas do Museu Rietberg e foi a partir dessa operação que se tornou possível a sua identificação.

Numa das salas do museu foi reconstituída a estrutura do casco de uma caravela portuguesa. No interior, serão expostas peças de marfim e projetadas imagens dos dois elefantes levados para Lisboa e depois para Viena.
 No geral, a mostra de Zurique reúne peças de marfim esculpidas em Ceilão em meados do século XVI. Na sua grande maioria pertenceram ao acervo de Catarina de Áustria, rainha de Portugal entre 1525 e 1578.

Em 1506 o...s portugueses chegaram a Ceilão, hoje Sri Lanka, e estabeleceram relações comerciais muito fortes com o reino de Kotte no sul de Ceilão. A partir desse encontro passaram a chegar à Europa produtos tão ricos e diversificados como elefantes, madeiras preciosas, especiarias ou pedras de âmbar. Um exemplo particularmente fascinante desse negócio estabelecido é proporcionado pelos ricos marfins pertencentes à colecção de Catarina de Áustria e que constituem um dos destaques da exposição.

Os marfins agora exibidos em Zurique eram parte de ofertas diplomáticas à corte de Lisboa e não só revelam as capacidades artísticas dos homens que trabalhavam este material em Kotte, como testemunham as invulgares relações políticas e culturais existentes à época entre Portugal e Ceilão. De alguma forma constituem, também, uma demonstração da grandeza e do poder da corte portuguesa e de Portugal como potência marítima, que tinha o seu centro asiático estabelecido em Goa.

Por outro lado recordam-nos o dinamismo daquele que foi o primeiro país da Ásia a ter uma embaixada na Europa. Em 1542, o primeiro embaixador de Ceilão, Sri Radaraska Pândita, um religioso de Kotte, chegava a Lisboa para assim materializar as excelentes relações existentes entre os dois países.

Algumas das peças foram cedidas por colecções privadas e nunca foram antes expostas ao público.

A mostra inclui ainda obras pertencentes a mais de 30 museus de várias partes do mundo e tem o apoio do Estado português através do Instituto Camões.

Fonte: Jornal Expresso