segunda-feira, 7 de março de 2011

LIVRO A NÃO PERDER: DONA AMÉLIA DE ORLÉANS E BRAGANÇA

Sinopse: 
Breve biografia de Dona Amélia, Princesa de França;
Encontro de Dom Carlos com Dona Amélia, em França;
Celebração do casamento dos Príncipes;
Dona Amélia enquanto Duquesa de Bragança;
Acontecimentos marcantes na vida da Soberana;
Do assassinato do Rei Dom Carlos à chegada de Dona Amélia ao exílio.
 
Notas do Autor
Algumas passagens mais relevantes da vida da Rainha Dona Amélia no exílio.
Obras realizadas e/ou apoiadas pela Rainha Dona Amélia em vários campos.
A Rainha Dona Amélia visita Portugal em 1945.
A longa vida de Dona Amélia chega ao fim.
A memória da última Rainha de Portugal está perpetuada no país que tanto amou.
Alguns casos em que o seu nome deixou de figurar.
Como e onde está perpetuada a memória da última Rainha de Portugal.
Olivro Amélia de Orléans e Bragança, é uma evocação da vida e obra daúltima Rainha de Portugal. Escrito por Eurico Carlos Esteves LageCardoso é uma obra imprescindível para conhecer o trabalho levado acabo por uma das mais carismáticas Rainhas Portuguesas.
 
Preço: €17,50 e pode ser adquirido na Loja Online da Real Associação de Lisboa
 

EXPOSIÇÃO: PAPEL DE CARTA REAL EM PORTUGAL

AAcademia das Ciências de Lisboa vai ser palco de mais uma iniciativainédita e, dar a conhecer, parte de um património riquíssimo, nogénero, sobre a história desconhecida do papel de carta real que marcoua vida de alguns monarcas da Casa Real Portuguesa durante o século XIXe XX.
Nosdias actuais enviar uma carta pelo correio é algo “bastanteultrapassado”. Na era em que o e-mail reina na comunicação entre aspessoas, o velho papel de carta e o envelope deixaram de fazer parte donosso dia-a-dia. Fugindo a esta realidade, trazemos para o mundo real oícone do papel de carta e envelope elevados e materializados ao seuexpoente máximo de beleza e sofisticação na Família Real Portuguesa.
Assim, iremosapresentar pela primeira vez em Portugal uma mostra do género,riquíssima colecção que expõe uma faceta da vivência da Família RealPortuguesa, descohecida do grande público, e que primou pela belezae sofisticação do seu papel de carta, fosse o privado, comum ouoficial. Cada qual à sua maneira, através dos olhos de cada um dos seusutilizadores. Os monogramas, motivos, volutas ou armaria sãobrilhantes, pois remontam a um passado presente, mas que está tão vivoe real. Tudo aprisionado em folhas de papel.
Uma exposição a não perder.
Amostra estará presente ao público de 3 de Março a 29 de Abril, desegunda a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 17h. A entrada é gratuita.

DANIEL OLIVEIRA, O DISCURSO DO REI: AS PALAVRAS SÃO IMPORTANTES


Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

8:00 Terça feira, 1 de Março de 2011

“Quando eu vejo que há aí palhaços que falam, falam, falam,falam, falam e eu não os vejo a fazer nada, fico chateado, com certezaque fico chateado”. A frase dos Gato Fedorento – inspirada numdesabafo de um concorrente do Big Brother – foi usada vezes sem conta.Quase sempre para acusar outros de falarem muito e não fazerem nada.Não perceberam os plagiadores que, pelo contrário, Ricardo AraújoPereira fazia uma caricatura dos que desprezam a palavra. Desprezam-naduas vezes. Ao usarem-na sem dizerem nada e ao tratarem-na como um meroadereço da ação. Aqueles que não percebem que, como gritava NanniMoretti, em “Palombella Rossa”, “as palavras são importantes”.São mais do que sons. São, elas próprias, ação. Constroem realidade.Quem fala, dizendo alguma coisa, está a fazer alguma coisa.

O filme estrela dos oscares deste ano foi “O discurso do Rei”.Um homem que não esperava sentar-se no trono, mas que recebeu a batataquente nas mãos quando o seu irmão abdicou por se querer casar com umamulher divorciada, acabou por ter um papel central na II GuerraMundial. Como monarca, não podia aprovar leis, criar impostos oudeclarar guerras. A única coisa que tinha a dar ao seu povo era apalavra. E as suas palavras contavam no preciso momento em que o ReinoUnido se preparava para enfrentar a Alemanha nazi. Os inglesesprecisavam dela para suportar os tempos difíceis que aí vinham. Só que Jorge VI era gago. Era ponderado e corajoso. Tinha tudo para ser um líder. Faltava-lhe a palavra. 

A capacidade para mobilizar os americanos através das palavras não chega para Obama ser o presidente que prometeu. E não foi a trágica relação de Bush com a sua própria que língua que fez dele o pior presidente da história dos Estados Unidos. Sócrates é um bom orador, mas isso não faz dele um primeiro-ministro competente. Cavaco nãotem qualquer respeito pelas palavras, mas não é apenas isso que fazdele um líder medíocre – apesar de, no lugar simbólico que tem oPresidente, não se tratar de um pormenor. Um político que não domina a palavra é um líder incompleto. Grande parte dos homens e mulheres que recordamos como grandes líderes usaram a palavra para conquistar o nosso respeito.

Portugal passa por um período difícil. E o que aí vem será aindapior. Palavras certas não resolveriam a nossa dívida externa ou aencruzilhada em que a Europa se encontra. Mas, por só elas poderemexpressar ideias, apontar caminhos e dar esperança a um povodesesperado, fazem imensa falta.

Nenhum dos nossos políticos é gago. Mas é como se fossem. Incapazes de mobilizar os que deveriam liderar,não dão sentido a nenhum dos sacrifícios que nos pedem. Não é apenasfalta de talento. Talvez eles próprios não saibam o sentido que estessacrifícios têm.

Quando faltam palavras a um líder temos boas razões para pensar que são as suas ações que gaguejam. Porque as palavras constroem realidade e explicam o sentido do que se faz, são tão importantes como qualquer decisão. Quandoeu vejo que há aí palhaços que fazem, fazem, fazem, fazem, fazem e eunão os ouço dizer nada que se perceba, fico chateado, com certeza quefico chateado. Porque desconfio que não fazem ideia do que andam a fazer.

MULHERES DE ALJUBARROTA


domingo, 6 de março de 2011

COMPARAÇÃO DO QUE GASTA CAVACO COM REIS E PRESIDENTES

Orçamento de Cavaco é 163 vezes superior ao de Eanes


Para o primeiro ano deste segundo mandato de Cavaco Silva estão disponíveis 16 milhões de euros. Em 1976, havia apenas 99 mil euros para gastar. Mesmo sem contar com a inflação, em democracia, as despesas de Belém têm subido 18% por ano.
Cavaco Silva tem quase 500 pessoas a trabalhar para si. É o Chefe do Estado Português, mas no palácio manda pouco ou quase nada. A gestão do dia-a-dia é da responsabilidade do secretário-geral. As contas são verificadas pelo Tribunal de Contas a cada quatro anos.

Fonte: Diário de Notícias e Blogue "Causa Monárquica "

ALMOÇO NA QUINTA DAS LÁGRIMAS APÓS REUNIÃO DA DIRECÇÃO DA CAUSA REAL

"ARTE NAMBAN" EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DO ORIENTE

"EncomendasNamban. Os Portugueses no Japão da Idade Moderna" é uma exposiçãooriginal e inédita que vinca e evidencia a presença portuguesa noOriente, onde é marcadamente notória a nivel comercial mas também anivel religioso.
 
Desalientar que a Companhia de Jesus tinha a sua influência bem evidentepor exemplo em Nagasaqui, cidade que lhes foi oferecida pelos japoneses.
 
Segundo dados históricos os portugueses terão chegado ao Japão entre 1542/1543.
 
OJapão era conhecido desde o tempo de Marco Polo, que lhe chamouCipango, mas terão sido efectivamente os portugueses os primeiroseuropeus a chegar ao Japão, e os japoneses puseram-lhes de imediato umnome: "namban jin" o que significa "os homens feios do sul".
 
Eé sobretudo este percurso e esta passagem de portugueses por territóriojaponês, percurso que termina oficialmente com a sua expulsão em 1587que é retratada nesta exposição.
 
Ocerto é que comerciantes portugueses desde logo começaram a negociarcom o Japão. A partir de 1550, o comércio com o Japão passou a serintenso e especialmente muito lucrativo.
Em1557 os portugueses ao estabelecerem-se em Macau, na China, aumnetamainada mais o comércio com o Japão sobretudo no que se refere à prata.
 
Por outro lado os missionários, os jesuítas que chegam ao Japão em 1549 vão solidificar estas relações cordiais.
 
Ocontacto entre as duas civilizações deixou marcas duradouras. A línguaportuguesa foi, durante este período língua franca naquela zona doglobo. Ainda hoje há inúmeros vocábulos de origem portuguesa.
 
Foicom os portugueses que entrou no Japão a imprensa de tipo metálico,sendo um missionário português quem escreveu a primeira gramática dalíngua japonesa.
 
Foramtambém os portugueses que introduziram no Japão as armas de fogo, alémde novos conhecimentos nos domínios da medicina, astronomia.
 
Eé a História, melhor um pedaço da História de Portugal no mundo que sevê e se comprova nesta extraordinária exposição que está patente noMuseu do Oriente.
 
Nosquatro núcleos em que a exposiçaõ está dividida está bem patente aevolução destas relações comerciais e religiosas através de artefactosque demosbtram bem a presença portuguesa no Japão que a influência quea cultura dos "namban jin" teve num povo que embora influenciado nuncaperdeu as sua referências culturais.
 
O Museu do Oriente está de parabéns por esta iniciativa bem como a curadora da exposição Alexandra Curvelo.