domingo, 6 de março de 2011

ENCONTRO DE MONÁRQUICOS EM LISBOA. EXPERIÊNCIA E JUVENTUDE UNIDAS POR PORTUGAL!

Almoço histórico de monárquicos democratas em Lisboa, reuniu : GonçaloRibeiro Teles, José Adelino Maltez, Mendo Castro Henriques, FranciscoCunha e Rego, Rui Monteiro, Aline Hall, Artur Oliveira, Daniel Mateus,Filipe Cardeal, João Jardine.

Pela iniciativa de Artur de Oliveira, o Movimento de UnidadeMonarquica reuniu-se dia 5 de Março, num almoço histórico, norestaurante: “O Ouriço” em Lisboa. Para além dos membros do MUM: Arturde Oliveira, Filipe Cardeal, Rui Monteiro e Daniel Nunes Mateus; noevento estiveram presentes: O professor Mendo de Castro Henriques, oprofessor José Adelino Maltez, o Sr Francisco Cunha Rego, o Sr JoãoJardine, a deputada do Partido Popular Monárquico Aline Gallasch Hall eo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

Este encontro foi um cruzar de gerações e de experiências muitoenriquecedoras, importantes para o trabalho do MUM. Os históricosmonárquicos conduziram uma tertúlia interessantíssima que versou sob osvários aspectos da vida nacional e da importância da ideia monárquica,como a solução, para os problemas que angustiam milhões de Portugueses.

Falou-se da falência do ideal repúblicano do pós 25 de Abril e dosvícios da política. Falou-se da importância da manifestação de dia 12de Março e como a causa real vai-se posicionar. Falou-se da elevadataxa de desemprego e procurou-se debater ideias para chegarem-se aconclusões. Falou-se da importância da agricultura, do turismo e daspescas como motores de desenvolvimento nacional. Falou-se da criseeconómica global e procurou-se desenhar alternativas. Criticou-se oestado da causa monárquica e procurou-se soluções para dinamizar.Cruzou-se História com os problemas não só do país, mas do mundo emgeral.

Para além desta tertúlia, procurou-se estabelecer-se projectos eacções concretas para o avanço dos trabalhos do Movimento de UnidadeMonárquica.

Para além disso, destaco o convivio harmonioso entre todos osparticipantes, em que várias gerações encontraram-se, sentaram-se àmesma mesa e falaram de igual para igual. Neste almoço houve aoportunidade de troca de pontos de vista e de estreitamento de relações.

Neste almoço fez-se história. A presença da Aline é uma prova decomo o Partido Popular Monárquico anda activo, interessado nasiniciativas monárquicas e procura apoiar o movimento. A presença depersonalidades como José Adelino Maltez ou Gonçalo Ribeiro Telles é umaprova do interesse pela nova geração de monárquicos e pelo seu trabalho.

Agora há condições para a realização de mais iniciativas que vão tersempre o empenho dos membros do MUM, como aconteceu neste evento.

7-3-2011
Daniel Nunes Mateus
Fonte Movimento de Unidade Monárquica

Fonte das fotografias: Facebook e blogue Causa Monárquica

sábado, 5 de março de 2011

O MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-VELHA EM COIMBRA

INAUGURADO O NOVO SITE DO PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL


Foi inaugurado esta noite (22/02/2011) o novo site do PDR – Projecto Democracia Real. Trata-se de um trabalho que a partir de hoje está totalmente disponível a todos os interessados sobre as temáticas relacionadas com a Monarquia Parlamentar e Democrática defendida para Portugal.

É um trabalho que acima de tudo, vem também reforçar a imagem do PDR junto dos Portugueses. Fica claro, assim, que só com muito esforço e dedicação, a mensagem Monárquica passará junto dos Portugueses. O PDR a partir de hoje tem um site, um blogue, um canal no youtube, está bem implementado no Facebook e no Twitter e além disso também tem um Boletim informativo.

Mas mais iniciativas virão. Não sou, de forma alguma, um treinador de bancada, mas também tenho a noção clara e responsável que a imagem dos monárquicos não pode ser uma imagem de 3 ou 4 pessoas a passearem e dizerem vivas ao Rei com a Bandeira da Monarquia. É preciso melhor organização e profissionalismo. Proximamente, poderão surgir ideias para o lançamento de uma forte campanha monárquica nas ruas.

Acima de tudo, está a defesa de Portugal e dos interesses dos Portugueses, que todos os dias se sentem lesados com este regime republicano caduco.

Pelo que, convido a todos os interessados a visitarem o site do PDR. 

David Garcia
Fonte: Blogue PDR

PETIÇÃO "RESTITUIÇÃO DA NACIONALIDADE PORTUGUESA AOS JUDEUS SEFARDITAS PORTUGUESES"




Para:Assembleia da República

Os judeus sefarditas foram expulsos de Portugal ou forçados ao exílio a partir das perseguições de finais do século XV, continuando a considerar-se e a referir-se a si mesmos como “judeus portugueses” ou “judeus da Nação portuguesa”.

Presentemente, constituem um grupo pequeno, tendo alguns membros cidadania israelita, sendo que a maioria vive no Brasil na maior parte do tempo e correspondendo quase todos a indivíduos com educação de nível superior, em geral profissionais liberais e que, na maioria, falam mais do que o português.

Há muitos judeus sefarditas que aspiram a recuperar a nacionalidade portuguesa, de que se encontram privados mercê da expulsão e/ou exílio forçado dos seus antepassados.

A Espanha – que fez expulsões similares às ocorridas em Portugal – já adoptou legislação, desde 1982, que permite a naturalização dos judeus sefarditas de origem espanhola ao fim de dois anos de residência em Espanha, à semelhança da norma aplicável a um conjunto limitidado de origens específicas. E, em 2008, adoptou a possibilidade por “carta de natureza” e atribuiu a nacionalidade espanhola, independentemente de residência, a judeus sefarditas, mercê unicamente de um conjunto de indicadores objectivos (apelidos, idioma familiar) e competente certificação pelo rabino da comunidade.

Os judeus sefarditas interessados em recuperar a nacionalidade portuguesa sublinham que outros países, como a Grécia, já adoptaram legislação de reaquisição de nacionalidade por judeus expulsos e seus descendentes e que a própria Alemanha o fez, face à tragédia mais recente.

Portugal é dos poucos países, senão o único, que não dispõe de normas para reaquisição de nacionalidade pelos descendentes de judeus expulsos.

Assim sendo, nós, cidadãos portugueses, através dos signatários desta petição, vimos solicitar perante os Poderes constituídos da República Portuguesa, a restituição da nacionalidade portuguesa aos judeus sefarditas portugueses.

Os signatários

O QUE DISSE EM SINTRA NO 29.º ANIVERSÁRIO DA LIGA DOS COMBATENTES

João José Brandão Ferreira
Ten. Cor. Piloto Aviador (ref.) - Cmd. Linha Aérea

MONUMENTO AOS COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR

“Essas poucas páginas brilhantes e consoladoras que há na história de Portugal contemporâneo, escrevêmo-las nós, os soldados, lá pelos sertões de África, com as pontas das baionetas e das lanças a escorrerem em sangue. Alguma coisa sofremos, é certo: corremos perigos, passámos fomes e sedes e a não poucos postraram em terra para sempre as fadigas e as doenças. Tudo suportámos de boa mente porque servíamos el-Rei e a Pátria, e para outra coisa não anda neste mundo quem tem a honra de vestir uma farda. Por isso também nós merecemos o nome de soldados. É esse o nosso maior orgulho.”
Mouzinho de Albuquerque,
(Carta ao Príncipe D. Luís Filipe)

As últimas campanhas militares ultramarinas portuguesas – ultramarinas porque se desenrolaram em terras onde os portugueses se estabeleceram além-mar – tiveram início no Estado Português da Índia, em 1954, quando se reforçou aquele território militarmente, por a ameaça assim o justificar; continuaram em Angola com o deflagrar do terrorismo, em 1961, e na Guiné e Moçambique, respectivamente em 1963 e 1964, com o início da guerrilha. Pelo caminho ficou a mesquinha ocupação da fortaleza de S. João Baptista de Ajudá, pelo Daomé, em 1 de Agosto de 1961 – facto de que já ninguém se deve lembrar – e o reforço de todos os restantes territórios, como precaução, havendo a registar uma séria alteração da ordem pública, em Macau, em 1966, no auge da revolução cultural maoísta.

Directa ou indirectamente ligados a todos estes eventos, foi ainda necessário intervir ou fazer face, aos acontecimentos resultantes da secessão do Catanga, entre 1960 e 1963; à guerra do Biafra, entre 1967 e 1970 e ao bloqueio do canal da Beira, por parte da Inglaterra a partir de Janeiro de 1966, na sequência da independência unilateral da Rodésia. Na Metrópole europeia teve ainda que se fazer frente, a partir dos anos 70, a um conjunto de atentados violentos e propaganda subversiva, por parte de algumas organizações clandestinas de orientação comunista e que visavam protestar e, objectivamente, prejudicar o esforço de guerra em que a nação – e não só o Estado – estava empenhada.

A soberania portuguesa terminou, “de facto”, de forma dramática em Goa, Damão e Diu, em 19 de Dezembro de 1961, após ocupação “manu militari” do nosso território, por parte da União Indiana, resultante de uma vergonhosa invasão militar, sem declaração de guerra, à revelia do Direito Internacional e do normal convívio entre povos do século XX, e sem que a mais pequena réstia de razão o justificasse.

A luta nas restantes frentes desenrolou-se, vitoriosamente, em termos de guerra de guerrilha de baixa intensidade, até que os acontecimentos ocorridos em Lisboa, em 25 de Abril de 1974, quebraram psicologicamente a vontade de continuar a luta.

A extrema ingenuidade (to say the least), com que os autores do golpe de Estado, então ocorrido, actuaram, fez com que rapidamente o poder caísse na rua; lançou o país no caos político, económico, social e financeiro, quebrou a disciplina e a confiança nas FAs e fez desmoronar todo o aparelho político/ militar nas quatro partes do mundo onde flutuava a bandeira das quinas. O resultado foi a outorga do poder às forças marxistas – e só a essas – do poder político em todo o ultramar de uma forma atrabiliária, o que impediu qualquer tipo de autodeterminação minimamente organizada e que respeitasse fosse o que fosse. As independências surgiram assim, de qualquer maneira e em catadupa, por todo o ano de 1975 o que resultou, durante décadas, nas abominações mais indescritíveis. Macau foi excepção a esta debácle, não porque o desvario que corria em Lisboa o quisesse, mas porque a China milenar impôs a sabedoria dos antigos.

Na parte europeia de Portugal, chegou-se nesse ano às portas da guerra civil, evitada “in extremis” por alturas de 25 de Novembro. Timor ficou ainda a pairar como uma chaga viva na consciência nacional, durante os anos que durou a ocupação indonésia, ocupação essa de que nós fomos, senão os únicos, pelo menos os principais responsáveis. O que se passou por causa disso, na sociedade portuguesa assemelhou-se a uma catarse de expiação de culpas, colectiva.

O período histórico em que tudo isto se passou, entre Abril de 74 e Novembro de 75, foi um tempo muito curto, mas olhando para toda a História de Portugal, dificilmente se vislumbra algum outro de tanta ignomínia e que tantos danos causasse.

Assim regressámos às fronteiras medievais europeias sem lustre e sem glória, depois de uma debandada de pé descalço – como lhe chamou o insuspeito António José Saraiva.

A Nação dos portugueses não merecia que as coisas se tivessem passado desta maneira.

Muito menos o cerca de milhão de homens que combateram abnegadamente nos quatro continentes e mares em que o território nacional de então, se espalhava e que carinhosamente foram apelidados de os “melhores de todos nós”.

Não mereciam estes, nem os anteriores que lutaram por ideias e interesses que fazem parte da matriz nacional portuguesa desde a I Dinastia e, objectivamente, combateram durante 600 anos – tantos quanto durou a diáspora portuguesa. Esta é a primeira reflexão que vos proponho: nós não andávamos nisto há meia dúzia de dias, não o fizemos de ânimo leve e tal nunca teve a ver com regimes, pessoas, interesses de grupo ou sistemas políticos. Não foi uma ideia de um qualquer rei louco; de corsários, ou aventureiros; de “lobbies” económicos ou interesses mesquinhos. Foi obra de toda a Nação – da Coroa, dos Nobres, do Clero e do Povo e teve uma ideia transcendente como referência; a globalização espiritual do império de nosso Senhor Jesus Cristo, através da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo.

É tudo isto e a maneira superior dos portugueses em se relacionarem com os outros povos que explica a especificidade da colonização portuguesa e o modo como organizávamos e sentíamos os nossos territórios e as gentes que sempre procurámos integrar na coroa portuguesa e não descriminar.

*****
A segunda reflexão que vos queria propor tem a ver com a escala dos ataques exteriores de que Portugal foi sujeito, que desembocaram nestas campanhas e que, modernamente, foram explicados pela falácia dos “Ventos da História”.

Basicamente desde o início da Nacionalidade até à perda da independência, em 1580, Portugal contou apenas com dois inimigos que se podem classificar de clássicos: a Moirama e Castela; tendo de se fazer ainda frente, a partir do século XV à guerra de corso movida principalmente por franceses e ingleses.

Porém, a partir do domínio filipino Portugal veio a herdar todos os inimigos da coroa espanhola, pelo simples facto de Filipe I como Rei de Espanha não poder estar em guerra com vários países e como Rei de Portugal, poder gozar a paz. E foi assim que passámos a ser atacados por povos do centro e norte da Europa. Os judeus, que tinham sido bem tratados em Portugal até D. Manuel I, passaram a guardar inimizade a Portugal após a sua expulsão, em 1496, e posterior perseguição pela Inquisição. No século XX, a URSS tornou-se nossa inimiga política, por razões ideológicas e nunca perdoou ao estado português o facto de ter ajudado a derrotar as forças republicanas durante a guerra civil espanhola. Isto explica o empenho que colocou no apoio à auto determinação dos povos e o anti colonialismo (leia-se dos povos que estavam debaixo do domínio político das nações da Europa Ocidental e apenas dessas) – e entre estas estavam englobados os territórios portugueses. Conceito este que tinha sido posto em marcha após o fim da II GM e do início da Guerra-fria, de que passou a ser uma forma indirecta de a travar. A este desiderato juntaram-se os EUA, a fim de tentarem subtrair os novos estados ao controlo da União Soviética, ganharem acesso a fontes de matérias-primas, controlo de pontos estratégicos e por preconceito político/social, já que eles próprios tinham sido uma colónia.

Chamaram a isto os “Ventos da História”, que tinham muito mais a ver com a substituição de soberanias do que com a auto – determinação dos povos. E hão-de Vexas fazer o favor de reparar, que os ventos da história são sempre soprados por quem tem o poder na altura, no sentido dos seus interesses e não por causa dos eventuais princípios filantrópicos que proclamam. Portugal tem sido amiúde vítima, destes “ventos”, por uma razão muito simples: as grandes potências do mundo jamais perdoaram a uma pequena potência como Portugal, se tenha alcandorado a tão grande grandeza histórica e territorial e sempre que puderam, aproveitaram-se das circunstâncias para nos depredar. Foi isso mais uma vez que aconteceu no Ultramar a partir de 1954, e já é tempo de nós todos termos noção da realidade dos factos e não dos mitos e falácias que nos quiseram e querem vender.

Portugal tinha, ao tempo em que começaram a ocorrer os eventos que descrevemos, poder efectivo – político, diplomático, económico, financeiro, psicológico e militar; vivia uma paz social e dispunha de uma liderança forte, patriótica e competente, que se dispôs, altaneira, a defender as suas gentes e património e a vender cara a pele. Nenhum bom português pode condenar esta atitude.

E foi assim que cerca de um milhão de homens foi ocupar sucessivamente os seus postos de combate, naquilo que constituiu, sem sombra de dúvidas, a melhor campanha efectuada desde os tempos do “tirribil” Afonso de Albuquerque, chegando-se a combater simultaneamente em três teatros de operações de uma extensão enorme, separados entre eles e a Metrópole – que era a base logística principal – por milhares de quilómetros, sem generais ou almirantes importados – o que já não sucedia, note-se, desde Alcácer Quibir – e fazendo-o vitoriosamente com a excepção já referida do Estado da Índia, devido à esmagadora desproporção de forças em presença e à deserção de alguns ditos aliados. Mesmo assim fizemos frente com sucesso a 10 anos de malfeitorias da União Indiana, não foi coisa de somenos!

Todo este esforço foi feito sem qualquer disrupção política, social ou financeira; mantendo-se o desenvolvimento económico sempre a subir e de forma sustentável, em todos os territórios do Minho a Timor; sem qualquer tipo de ruptura logística, casos de indisciplina notórios e com uma taxa de desertores (incluindo as tropas negras), que não encontra paralelo em nenhuma campanha contemporânea.

Até ao 25 de Abril de 1974, os batalhões embarcaram todos completos e em boa ordem de marcha!.... E lembro que antes de embarcarem permitia-se que os militares fossem a casa despedir-se dos familiares durante 10 dias…

Foi pois todo um povo irmanado de um mesmo ideal e sentir, que aguentou firme e estoicamente, anos e anos de campanhas e sacrifícios. E se eram os combatentes que na linha da frente aguentavam os embates da guerrilha, eram as suas famílias que, na retaguarda, suportaram os sacrifícios e a incerteza que as frentes de combate implicavam. Neste âmbito há que fazer uma menção especial às mulheres portuguesas.

Se é certo que aos expedicionários cabia sofrer as agruras da campanha, que não poucas vezes lhes causavam ferimentos ou a própria morte, foi a mulher portuguesa que desde a expedição a Ceuta, em 1415, aguentou a retaguarda, tratou da casa, criou os filhos e passou toda a sorte de infortúnios para que a gesta se cumprisse. É ela que verdadeiramente cria e justifica a palavra “saudade” e foram a suas lágrimas que salgaram o mar português.

Algumas se destacaram: mulheres como Filipa de Vilhena e Mariana de Lencastre, que armaram elas próprias, os filhos cavaleiros e os incentivaram a defenderem a Pátria; as mulheres de Diu, que atrás das pedras da fortaleza, obraram prodígios, ajudaram a aguentar dois terríveis cercos, tratando dos feridos, transportando armas e munições, municiando espingardas, etc; como as mulheres de S.Aleixo da Restauração, que mesmo correndo o risco de ficarem sepultadas debaixo dos escombros da igreja, motivaram os homens a resistir.

Foram estes e outros exemplos que perduraram nas mulheres do terceiro quartel do século XX e que permitiram que as famílias se mantivessem coesas na defesa dessa família maior que é a Nação dos Portugueses!

Para elas vai a minha homenagem!

*****
Em boa hora, pois, um grupo de cidadãos patriotas pretende erigir um monumento que perpetue a memória dos combatentes, no bonito e importante município de Sintra, 36 anos depois das campanhas terem terminado e os centuriões regressado a casa.

E esta é a última reflexão que vos quero colocar, porquê só 36 anos depois?

A resposta sendo triste e dolorosa é simples de dar. Mas eu tenho de a dar.

A Pátria não se tem mostrado agradecida porque está de mal com ela própria...

As forças políticas que saíram vitoriosas daquilo que era para ser um golpe de estado e virou revolução sem lei nem roque, eivadas de ideias erradas e anti nacionais, fizeram seu, o ideário político dos, até então inimigos, da nação portuguesa – fazendo crer que eram apenas inimigos do estado português – sanearam quem se lhes opunha e intimidaram a restante população. Quem não concordava, não conseguiu, quis ou soube, fazer frente a tudo isto. Depois iniciaram um processo de lavagem ao cérebro onde participaram muitos desertores, repatriados e refugiados políticos, de modo a fazer crer que a acção dos portugueses tinha sido criminosa; que os combatentes andaram a defender o imperialismo, o fascismo, o colonialismo e outros “ismos”, que eles tinham metido na cabeça mas colados com cuspo, arrumando os combatentes na prateleira da ignomínia histórica. E decretaram, liminarmente e sem direito a contraditório, que a guerra que travámos era injusta! O condicionalismo psicológico foi enorme e, de omnipresente nos “media”, no discurso político, na literatura e artes plásticas, passou para os livros da escola.

Um vento mau assolou o país e, porque não dizê-lo, uma onda de cobardia também o varreu.

Por isso, só muito lentamente a população tem estado a acordar das mentiras em que a enlearam e cujos efeitos morais e materiais estão hoje à vista de todos.

Este monumento, que queremos rapidamente ver erigido, é um momento desta reacção. Os combatentes não precisam de subsídios, mas de respeito e que o seu esforço seja lembrado aos vindouros. E é preciso gritar bem alto que os combatentes portugueses de então, o merecem, que fizeram uma guerra justa, pois actuaram em legítima defesa e proporcionadamente e além de justa, limpa, com pouquíssimas quebras na ética militar; foram, generalizadamente, humanos e usufruindo de meios materiais pouco sofisticados. E podem justamente orgulhar-se, de para lá de legitimamente defenderem territórios e gentes herdadas dos seus antepassados e que eram incontestavelmente portugueses – nossos! – ajudaram ao desenvolvimento dos mesmos, o que ultrapassou tudo o que se fez nos quatro séculos anteriores.

Divisava-se, assim, a formação de uma sociedade multi racial e pluricontinental, que vivia em harmonia, única no mundo e que constituía e constitui um dos mais altos ideais da Humanidade. Era um Ideal digno dos nossos maiores de que justamente devemos estar orgulhosos. E o facto de não se ter conseguido fazê-lo perseverar, não invalida o que atrás se disse.

Caros compatriotas, está na hora de afirmar a verdade histórica e as boas intenções e repudiar a mentira e os mentirosos; há que separar águas e voltar à matriz original portuguesa.

Os “ventos da História”não foram erradicados e podem voltar a soprar contra nós, de novo; não sei até, se o deixaram de fazer...Há que estar preparado e nunca, mas nunca, baixar as guardas! Um verdadeiro combatente só dá baixa para a cova! Lembro apenas que, presentemente, nos querem esbulhar do nosso mar, da nossa ZEE.

É mister terminar.

Curvando-me comovido e grato perante a memória dos nossos combatentes, apenas posso solicitar um grande e merecido viva para os soldados, marinheiros e aviadores da nossa terra, e um grande viva a Portugal.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CANTIGAS DE DOM DINIS DE PORTUGAL

"D. Dinis I de Portugal (1261-1325)
Enchanting Cantiga de Amor, the spelling found in manuscripts of Galician-Portuguese lyric, literally a "song about a boyfriend" a sort of medieval erotic lyric poetry."
Nota - Texto transcrito de Filipe Cardoso Pereira

EU QUERO UM REI!

A defesa do Ideal Real / Monárquico não se deve apenas e só inserir numa perspectiva Histórico-cultural. Não deve ser apenas e só por causa da estética. Mas acima de tudo, é preciso debater com base no conhecimento sólido do actual estado da República, e do que são as actuais Monarquias Europeias, para sabermos contrapor em segurança, o que pretendemos para Portugal.

Fonte: Blogue PDR