quarta-feira, 2 de março de 2011
D. DUARTE: PARA 60% DOS PORTUGUESES A PRESIDÊNCIA "JÁ NÃO MERECE CONSIDERAÇÃO"
O chefe da Casa Real Portuguesa, Duarte Pio de Bragança, defende que a elevada abstenção nas últimas eleições presidenciais significa que a Presidência da República, "aparentemente, já não merece consideração da parte da maioria dos portugueses".
Em declarações à Agência Lusa na terça-feira à noite, à margem de um jantar organizado pelo Rotary Club de Gaia-Sul, Duarte Pio afirmou ser provável que, em período de crise, haja mais pessoas a quererem ver regressar a monarquia a Portugal, "embora neste momento não haja um estudo nem sondagem".
"O que há é uma sondagem muito interessante: nas últimas eleições presidenciais, quase 60% das pessoas não votaram, ou votaram em branco ou nulo, o que quer dizer que 60% dos portugueses consideraram que a instituição Presidência da República não prestava para nada, não valia a pena o esforço de ir votar", condenou.
Segundo o chefe da Casa Real Portuguesa, a questão não se prendeu com os candidatos na corrida eleitoral de 23 de Janeiro. "O Presidente da República [Cavaco Silva] é uma pessoa que merece todo o respeito, Manuel Alegre é um homem notável e Fernando Nobre é uma personalidade do melhor que há em Portugal", sintetizou, relembrando que, "mesmo assim, 60% das pessoas não foram votar".
Segundo o duque de Bragança, a abstenção nas presidenciais "foi pela instituição Presidência da República que, aparentemente, já não merece consideração da parte da maioria dos portugueses".
"Há uma certa incoerência no nosso país entre aquilo que nós sabemos que temos que fazer e o que estamos a fazer", criticou. Duarte Pio explicou que, apesar de se saber que é necessário poupar, "o Estado continua a gastar milhões para fazer obras que não são necessárias, como o novo Museu dos Coches, em Lisboa".
"Há muita coisa em que se podia economizar, por exemplo, na Presidência da República que custa cinco vezes mais do que a Casa Real Espanhola", avançou.
O chefe da Casa Real Portuguesa disse que "há certamente muitos serviços públicos que não são indispensáveis e que poderiam ser reciclados", recusando a ideia de despedir as pessoas, mas defendendo que estas poderiam "ser postas a fazer coisas mais úteis".
Sobre o papel que a monarquia poderia assumir em período de crise em Portugal, o duque de Bragança propôs que fosse feita a comparação "com os países europeus que têm monarquias", como os escandinavos e o Reino Unido, à excepção da Espanha. "Os países que têm grandes crises são geralmente repúblicas. Mesmo no mundo árabe, os países onde o povo está violentamente a querer desembaraçar-se dos governantes são aqueles com presidentes da República", afirmou.
Para D. Duarte Pio, «ondehá Reis, até agora, felizmente, o povo tem mantido o seu respeito econsideração para com os Reis, mesmo quando querem mudar os governos».
De algum modo, os reis são moderadores, são garantes da democracia e da liberdade, são elementos de estabilidade e são o recurso do povo contra os maus políticos, quando a situação está muito má", realçou.
Fonte: JN On-line, Sol
REAL CONFRARIA DO VINHO ALVARINHO REÚNE-SE COM S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE
A Real Confraria do Vinho Alvarinho reuniu com o Sr. Dom Duarte de Bragança na Quinta da Boeira, Vila Nova de Gaia.
O encontro teve lugar ontem, dia 1 de Março, contando com a presença dos ilustres elementos da Cúria Báquica da Real Confraria do Vinho Alvarinho e da Administração do Palácio da Brejoeira.
Publicada porPPM-Braga
terça-feira, 1 de março de 2011
D. XIMENES BELO DISTINGUIDO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO
Lisboa, 22 Fevereiro - O Bispo D. Ximenes Belo recebeu na segunda feira, 21, o Prémio Personalidade Lusófona do Ano (2010), no decorrer de uma cerimónia que teve lugar na Academia das Ciências de Lisboa, iniciativa do MIL – Movimento Internacional Lusófono e daquela instituição. Foi o próprio Prof Dr. Adriano Moreira, vice presidente da Academia, que entregou o Prémio a D. Ximenes Belo, relevando o respeito e gratidão que sentia pelas “pessoas que lutaram em Timor, que sofreram, cada um colocando a pequena pedra com que se constrói a grande História”.“Entre essa pessoas conta-se D. Ximenes Belo”, sublinhou Adriano Moreira, recordando a forma calorosa como o Bispo de Timor foi recebido em Lisboa, num ambiente de grande triunfo após o conflito com a Indonésia, sublinhando o facto de em Timor, a “opção pela língua portuguesa ser uma defesa da identidade”, não deixando de destacar o contributo do Bispo de Timor para se atingir esse desiderato.
Renato Epifânio, presidente da direcção do MIL, explicou os motivos que levaram a distinguir tão ilustre personalidade do mundo lusófono:”Não o fazemos por razões religiosas, já que o MIL não está ligado a nenhuma Igreja, como a nenhum partido político. Fazemo-lo porque D. Ximenes Belo é, decerto, uma das figuras que melhor personifica o próprio povo timorense – na sua resistência à ocupação indonésia e na consequente libertação”.
“Com efeito, a par da resistência armada, a Igreja timorense foi o grande esteio da resistência espiritual e cultural a essa mesma ocupação indonésia, a grande responsável por Timor-Leste ter permanecido um país lusófono (…) uma dessas vozes, porventura, a mais audível, foi, decerto, a do Bispo D. Carlos Ximenes Belo”, acrescentou o responsável do Movimento Internacional Lusófono, lembrando no seu discurso o facto de que, apesar de Portugal ter deixado o seu antigo território abandonado à sua sorte, não o defendendo devidamente face à ocupação indonésia, o povo de Timor Leste quis permanecer no espaço lusófono.” Também por isso homenageamos o Bispo de Timor e, na sua pessoa, todo o Povo Timorense”, acentuou Renato Epifânio.
Agradecendo visivelmente emocionado a homenagem, D. Ximenes Belo diz ter recebido o Prémio como “um compromisso de trabalho em prol da Lusofonia”, saudando e apoiando os esforços feitos em prol das comunidades falantes da língua portuguesa”, frisando que a “lusofonia não se esgota na língua portuguesa mas no uso desta como factor de aproximação entre os vários países da mesma comunidade” .
A Embaixadora de Timor Leste em Lisboa, Natália Carrascalão e SAR, D. Duarte de Bragança, foram algumas das personalidades presentes nesta sessão que dignificou um dos princípios que levaram à criação do MIL - a defesa do reforço dos laços entre os países lusófonos, numa base de liberdade e fraternidade .Ou seja, a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, um dos sonhos de Agostinho da Silva, contando-se entre as principais propostas do Movimento, a criação de um “Passaporte Lusófono”, um Banco e um canal de TV, para além da defesa de candidaturas independentes à Assembleia da República Portuguesa, como forma de revitalização da democracia.
Fonte: Liberal Online
Publicada porReal Associação do Médio Tejo
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
TEXTOS DE FERNANDO PESSOA (III)
«Vem o Sr. Afonso Costa… Aquilo é que é uma besta! (…)É daqueles homens a quem o epíteto ilustre anda sempre atado como uma lata ao rabo dum cão, a pertencer-lhe, tanto como a lata ao cão pertence.
(…) Resta um ponto, e este, quero frisá-lo claramente, para que nenhuma dúvida reste. A minha carta terminava com as frases, que na Capital foram transcritas, sobre o desastre acontecido ao chefe do partido cognominado democrático. Apontou V. Ex.ª à execração pública o autor de semelhante trecho, desapiedado e mau. Peço encarecidamente a V. Ex.ª que me deixe vincar bem o quanto eu, longe de retirar essas frases, mais convictamente e mais ardentemente as apoio e as vinco. O chefe do partido democrático não merece a consideração devida a qualquer vulgar membro da humanidade. Ele colocou-se fora das condições em que se pode ter piedade ou compaixão pelos homens. A sua acção através da sociedade portuguesa tem sido a dum ciclone, devastando, estragando, perturbando tudo, com a diferença, a favor do ciclone, que o ciclone, ao contrário de Costa, não emporcalha e enlameia. Para o responsável máximo do estado de anarquia, de desolação, e de tristeza em que jazem as almas portuguesas, para o sinistro chefe de regimentos de assassinos e de ladrões, não pode haver compaixão que os combatentes leais merecem, que aos homens vulgares é devida. Costa nem sequer tem o relevo intelectual que doure a sua torpeza. A sua figura é a dum sapo que misteriosamente se tornasse fera. Pode ter-se compaixão por aqueles por quem se tem ódio. É impossível a compaixão por aqueles que não podem deixar de inspirar ódio e nojo, conjuntamente. Por isso eu quero frizar – e sei que ao frizá-lo estão comigo os votos de grande número dos portugueses, dos católicos oprimidos, das classes médias atacadas, dos cidadãos pacíficos assaltados nas ruas, de todos aqueles que o General Pimenta de Castro representava – que só não se regozija, no desastre acontecido a Costa, a circunstância, que infelizmente se parece confirmar, do seu restabelecimento. Esse homem – esse homem sem relevo espiritual, sem nobreza de carácter, que nunca teve uma ideia elevada, um gesto generoso, um movimento de ternura – esse homem não pertence ao número daqueles por quem nós podemos sentir humanamente.
Não podendo (Afonso Costa) fazer mais nada, é homem para mandar assassinar. Tudo depende do seu grau de indignação.»
Publicada porReal Associação do Médio Tejo
LAÇOS DE FAMÍLIA: UM BOM REI
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| Revista Magazine Grande informação de Dezembro de 2006 (Clique nas imagens para ampliar) |
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