segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

41 ANOS DEPOIS A BANDEIRA DA MONARQUIA LÍBIA VOLTA A SER HASTEADA

 

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Fonte: Blogue "Causa Monárquica"

A JUVENTUDE MONÁRQUICA DO PORTO

A Juventude Monárquica do Porto foi reformulada a 31 de Janeiro de 2011, em assembleia geral com a entrada de três novos vogais para a direcção da Real Associação do Porto, Mariana Cyrne Pacheco , João de Brito e Faro, António Baião Pinto. Contando ainda com a colaboração de outro associado Tomaz de Souza Falcão. A Juventude Monárquica do Porto é parte integrante e dependente da Real Associação do Porto, órgão regional da Causa Real do mesmo distrito.

A Juventude Monárquica do Porto tem como principal objectivo reunir os jovens portugueses em torno do ideal monárquico, independentemente da sua classe social ou ideologia política, pelo que convidamos a aderir, a participar e a nela se inscrever, todos aqueles que concordam com o nosso anunciado objectivo, a Restauração da Monarquia em Portugal! 
 
Fonte: Juventude Monárquica do Porto no Facebook

domingo, 20 de fevereiro de 2011

VIRGÍLIO CASTELO - UM REALISTA POR EXCELÊNCIA



«Com tanta abstenção, votos nulos, votos em branco e algumas candidaturas de circo, de que é que os monárquicos estão à espera para começar o trabalho de fundo a fim de se promover, de uma vez por todas, o necessário e sempre adiado referendo à República?». In Visão 03/02/11

VÍDEO: S.A.R., DOM DUARTE ENTREGA OS PRÉMIOS NO CASINO DA PÓVOA POR OCASIÃO DO INÍCIO DO "ANO DO COELHO"

 

A Liga dos Chineses em Portugal, presidida por Y Ping Chow, distinguiu Cao Bei com o Galardão Relações Interculturais, em cerimónia realizada no Casino da Póvoa na noite de 4 de Fevereiro, para celebrar a entrada no Ano do Coelho.
 
O prémio foi entregue por S.A.R., Dom Duarte de Bragança e Cao Bei partilhou o palco com personalidades como Afonso Camões, presidente do Conselho de Administração da agência Lusa.
 

TEXTOS DE FERNANDO PESSOA (II)

 
«Enquanto houver capital – e há-de haver sempre – toda a lei feita contra o capital há-de redundar em contra o trabalho. Capital e trabalho estão ligados; quem ataca um, julgando favorecer o outro, faz mal a ambos, porque o faz a um e esse está ligado ao outro.

São cousas antagónicas para quem está no hábito metafísico de tomar abstracções por realidades, mas sociologicamente completam-se; são as duas faces da vida económica.

Pode-se acabar com o capital, mas para isso é preciso ou é resultado o acabar também com o trabalho. (…)» 
 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

2011 E OS MITOS (I)

Uma ideia que tem passado é a de que democracia=votos/eleições. É certo que os actos eleitorais são uma componente de grande importância em democracia mas não é a única! A democracia vai muito além do simples voto de x em x anos e exige a participação activa dos cidadãos na vida do seu país. Não se admite que a população clame por democracia mas fique satisfeita só porque foi depositar o papelinho, demitindo-se e alheando-se da vida nacional nos restantes dias. Exigir um referendo, lutando por ele, a título de exemplo, pode ser tão ou mais sinónimo de democracia do que qualquer eleição.

Tem também corrido a ideia que a República é mais democrática do que a Monarquia porque na primeira qualquer um pode ser Chefe de Estado (que consideram ser um direito) e na segunda existe um conjunto de pessoas mais ou menos pré-destinadas a ocupar esse cargo. Neste aspecto, e em primeiro lugar, há que referir que no que diz respeito ao Chefe de Estado, na qualidade de defensor supremo da Nação, existe mais um dever do que um direito. É que em Portugal há muito a tendência de falar em direitos mas muito pouco (ou mesmo nada) em deveres. Esta mentalidade tem, imperativamente, de acabar. E é se Portugal quer efectivamente avançar em frente.

Em segundo lugar, a ideia de que qualquer um pode vir a ser Presidente acaba por ser também um mito. Na teoria a ideia é interessante e até funcionará mas na prática verifica-se que quem não tiver uma máquina político-partidária por detrás da sua campanha terá uma probabilidade de ser eleito absolutamente irrisória. E quantas pessoas terão acesso a esse tipo de máquinas? No meio disto tudo pode ser levantada a questão da independência face aos poderes políticos.

Por outro lado também tem sido levantada a questão de um Rei poder vir a estar no poder muitos anos! Talvez haja quem veja nesta questão uma limitação à democracia. Se há pessoas que pensam assim, então não estão a raciocinar bem. No Reino Unido, a Rainha Isabel II celebrou recentemente 59 anos de reinado e não consta que haja falta de democracia ‘em terras de Sua Majestade’, antes pelo contrário.

Mas uma curiosidade é que paralelamente a este tipo de pensamento o povo português não parece ter uma grande disposição para estar sempre a mudar de Chefe de Estado. Possivelmente caso não houvesse limite de mandatos, os eleitores portugueses votariam sempre na mesma pessoa. Talvez isso indique que reconhecem, de forma consciente ou inconsciente, a importância de uma figura que não esteja sempre a mudar e, como tal, seja factor de estabilidade da nação! Só ainda não perceberam (mas lá chegarão) que quem encarna melhor essa figura é o REI.

Finalmente existe, surgida vá-se lá saber de onde, a ideia (absurda) que não haveria eleições de todo em Monarquia. Isto é absolutamente falso. O Chefe de Estado não seria eleito por uma questão de salvaguarda da independência perante os poderes políticos (conforme já referido) mas haveria sempre eleições legislativas e autárquicas.

Neste ano de 2011, ano de eleições presidenciais, é importante começar a acabar com as ideias pré-concebidas, a bem de Portugal!

Fonte: Portugal Futuro

A LINHA DO TUA




Submersão da Linha do Tua

Vergonha!....Vergonha!....Vergonha!....mais um atentado à democracia, ao património histórico, cultural, de biodiversidade/ambiental e ECONÓMICO de Portugal!....estou revoltado e horrorizado com isto! Basta desta ditadura económica primária...de lucros imediatos apenas para alguns enquanto o interesse público é vilipendiado. Com a argumentação das energias renováveis!... mas o que se perde mesmo em termos de recursos primários de energia? Com o investimento a fazer quantos projectos locais se podiam viabilizar? …e quantos empregos? ...e o famoso desenvolvimento sustentável na região?...Com isto se promove um país a várias velocidades, concentra-se riqueza nas EDPs/Lisboa, onde se pagam chorudos prémios apenas a "uns" e fomenta-se a pobreza local, o isolamento espacial e pessoal, hipoteca-se futuro...pergunto-me se estes políticos alguma vez leram "O Nosso Futuro Comum", de Bruntland, o Relatório de Stern...continuam a apostar naquilo que é a evidência do erro e no caminho da catástrofe social e económica onde nos encontramos e que a mediocridade dos nossos lideres insistem em nos transportarem. É altura de dizer: BASTA!...

Adam Smith dizia: ”Decerto que nenhuma sociedade pode ser próspera e feliz quando a maioria dos seus membros é pobre e miserável”….Portugal é dos países do mundo com maior desigualdade de rendimentos, em que o fosso entre ricos e pobres é maior. Isto acontece não porque “é assim porque é assim”…é assim porque tivemos e temos maus políticos e é a consequência das desastrosas políticas…que para vergonha da “democracia” vem a piorar nos últimos anos…o Tua é apenas mais uma pecinha do puzzle da inconsciência.

A CP não é viável economicamente… mas como internalizam os custos sociais e económicos da ausência de transporte ferroviário no interior, para não dizer genericamente no país?... na ausência deste transporte, quanto aumentam as nossas dependências externas de energia (com o preço do petróleo a aumentar)? … e o aumento de emissões de CO2e? …todo os entendidos sabem que em termos terrestre é o transporte ferroviário que tem menor custo por tonelada transportada e ambientalmente mais “friendly”, pois em contraponto temos a cultura do automóvel e da rodovia. É importante ligar Poceirão a Caia, com um custo de 2,5 mil milhões de euros!!!! (porque Lisboa – Madrid é uma utopia nos próximos 10 anos) e é desprezável ligar Beja a Lisboa???!!!... ou será que é importante desmantelar linhas (como o famoso Metro do Mondego) para promover as sucateiras com o levantamento de quilómetros de carris?... Ou o modelo ferroviário para Portugal passa por imitar o horror que foi a privatização da British Rail (a diferença é que esta foi nos anos 80 e nós não aprendemos nada mais de 20 anos depois)… porque não o modelo da NS holandesa, país à nossa escala?...simples, não se criavam não sei quantos tachos com não sei quantas empresas (REFER, CP, EMEF…e mais não sei quantas), não se criavam os esquemas como o que tornaram a Modernização da Linha do Norte num desastre económico nacional. A Linha do Tua como outras fecham, porque economicamente não são justificáveis, com base em que modelo? Na aritmética de merceeiro em que basta subtrair as receitas de bilheteira aos custos da produção de transporte e manutenção da infra-estrutura? ….que primatas!...

Quanto às energias renováveis. Quantas centrais de biomassa, do concurso público lançado em Janeiro de 2006, já estão a produzir energia ou em vias disso? Porquê o acesso aos pontos de ligação à rede é tão difícil, actualmente impossível sem concursos públicos? Apenas alguns (os mesmos de sempre) conseguem romper a muralha da incomunicabilidade e ditatorial da DGEG. Por exemplo, durante 8 anos estive à frente um projecto na área das energias renováveis é praticamente impossível comunicar com este organismo…parece uma herança do Estado Novo nos nossos dias. Ao contrário em 2 anos reuni-me 3 vezes com o Director Geral do ICAEN (instituto equivalente na Catalunha), onde as regras são claras para todos. Em Portugal a lei dava 2 anos (com a possibilidade de mais um) para a construção da infra-estrutura após a entrega do ponto, quantas foram retiradas? Empresas havia que tinham (talvez ainda tenham) inúmeros pontos em “stand by”…porquê? Quando o mercado não pode dar respostas às políticas das renováveis, criam-se “barreiras e manipulações” para justificar as barragens acompanhadas de discursos e de propaganda. Porquê a produção de energia não pode ser democratizada?... estrategicamente e em termos de segurança nacional a EDP é fundamental, bom argumento….mas quem são os accionistas dela?...quem sabe se fundos de interesses contrários aos interesses públicos nacionais.

Realmente, tão belo país entregue a tão feia gente!...

PS - Sou daqueles que já não acredita no modelo do sec. XIX de Esquerda vs Direita, não sou um fundamentalista ambiental. Sou daqueles que acredita nos projectos locais com pensamento global (Agenda Local XXI: Agir Localmente, Pensar Globalmente) para a distribuição da riqueza e qualidade de vida dos cidadãos.