terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
PARTIDO "MONARQUISTA" DE PORTUGAL LANÇA CAMPANHA PARA REFERENDO

O Partido Popular Monárquico (PPM) vai lançar, este ano, uma petição para um referendo sobre a alteração do artigo da Constituição Portuguesa que só permite a forma republicana de governo.
Em declarações à Lusa, o vice-presidente do PPM, Manuel Beninger defendeu a necessidade de alterar «o malfadado artigo 288 alínea b» para, «numa segunda fase, poder-se perguntar aos portugueses se preferem a república ou a monarquia».
O PPM acredita mesmo no sucesso de uma iniciativa parlamentar para alterar o artigo, dado que na última legislatura «uma iniciativa nesse sentido dos deputados dos PPM obteve a maioria dos votos», mas ficou aquém dos dois terços necessários para o processo de alteração.
FONTE: http://www.causaimperial.org.br/?p=296

PPM Lança petição para referendo
MANUEL BENINGER, VICE-PRESIDENTE DO PPM
O Partido Popular Monárquico (PPM) vai lançar este ano uma petição para um referendo sobre a alteração do artigo da Constituição Portuguesa que só permite a forma republicana de governo. Em declarações à Lusa, o vice-presidente do PPM, Manuel Beninger, defendeu a necessidade de alterar “o malfadado arigo 288, alínea b” para, “numa segunda fase, poder-se perguntar aos portugueses se preferem a república ou a monarquia”.
“Diário de Notícias”
REPÚBLICA/MONARQUIA
PPM quer alterar Constituição
O Partido Popular Monárquico vai lançar uma petição para um referendo sobre a alteração do artigo da Constituição que só permite a forma republicana de governo. O vice-presidente do PPM, Manuel Beninger, defende essa alteração para, a seguir, “poder-se perguntar aos portugueses se preferem a república ou a monarquia”.
“Jornal de Notícias”
Publicada por PPM-Braga
A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL (DA MONARQUIA À ACTUALIDADE)
Considera-se em geral que é a primeira República que implanta o Ensino para todos ,sobretudo a nível primário e das primeiras letras:Não há duvida que de todo um programa extensível no País de aposta na escolarização contudo já em pleno Sec. XIX a Instrução Pública era acarinhada e desenvolvida sob a égide dos vários governos em plena Monarquia Constitucional:
“Erário dos Negócios da Instrução Pública da –I-A absoluta necessidade da educação e da índole do Povo funda-se nas conveniências físicas, intelectuais, nas de ordem política e social , finalmente do desenvolvimento do trabalho e da economia, tão da educação pública é(digamo-lo francamente), vital numa nação”
In Diário do Governo nº 194, 31 de Agosto de n1870, p1185
Nesta data existiam já, segundo os Inspectores Estatais 2.300 escolas oficiais e destas 350 do sexo feminino.
Em 1867,132.000 meninos e jovens de entre 757.000 crianças (entre os 7 e os 15 anos de idade) frequentavam a escola.
Já nessa altura se determinava que o atraso da Instrução prendia-se com:
“a organização centralizadora, a situação do professorado (sem Habilitações, na altura, e sem acesso ,sem ter consideração nem estimulo e quase sem remuneração), a inexistência de educação física e sem Instrução Profissional”.
Alem destas causas,”e agravando-se as desarmonia entre os três elementos, oficial, local e beneficente, e uma certa frieza geral para com a Escola. Ainda não nos compenetrámos de que a Educação Nacional é a melhor base da organização de um povo e a Mãe da verdadeira liberdade.”‘
È nesta data, Agosto de 1870 que através da Secretaria de Estado dos Negócios da lnstrução Pública, o Duque de Saldanha, o Conde de Magalhães e D. António da Costa de Sousa de Macedo propõem um interessante, inovador e europeu piano e programa de reformas(Vd.idem, fp.1187-1189).
Posteriormente, apesar dos esforços de implementação da Educação, que é uma das bandeiras da 1ª República e onde o estatuto e a figura do Professor se elevou até ao Estado Novo, e até 1946,o ensino em Portugal esteve numa posição imobilista, tendo mesmo sido expulsos alguns Catedráticos neste ano (por motivos políticos).
Entre 1944 e 1952, sob a égide de Leite Pinto, tentou-se estender a escolarização a toda a Sociedade, tendo o mesmo, junto com Galvão Teles favorecido alguma progressão com a unificação do 5° e 6° anos de escolaridade - Ensino Preparatório :experimentou–se a Tele-Escola ;a desenvolveu-se um movimento de integração social pelo Desporto e a Cultura.
Em Maio de 68,Veiga Simão, Ministro da Educação a seguir a Hermano Saraiva que entre outras medidas teve o mérito de lançar uma colecção de pequenos livros culturais de leitura e fácil acesso a todas as classes sociais -Doutorado em Inglaterra e apologista do modelo inglês, promove alguma inovação.
Um Decreto de 1973 cria novas Universidades. Neste ano, em Outubro ,entram na Universidade cerca de 13.000 novos alunos. Só em Medicina entram 4.500 estudantes, número que em 20 anos desce a 400.
Curiosamente entre 1974 e 1975 nenhum estudante entrou nas Universidades.
Fez-se sair uma pré-inscrição, que revelou 28.000 pré-inscritos, dai ter surgido como recurso “in extremis” a ideia de Serviço Cívico por um ano: as Universidades portuguesas não tinham capacidade de absorção de tão elevado numero.
Pensa-se numa reestruturação*(Vide fim).Entre 1975 e 1916,00 VI Governo Provisório, participa como Secretário de Estado do Ensino Superior o Doutor António Brotas, que tenta dinamizar todo o Ensino Superior com alguns bons resultados.
Em Espanha nessa altura, as novas Universidades apresentam já Bacharelatos em paralelo com as Licenciaturas.
Entram então 28.000 estudantes. mas pouco passavam de 8.000 os que concluíam os seus estudos.
Anteriormente, Veiga Simão, propusera dois modelos: as Universidades que concediam Licenciaturas e Bacharelatos, e as Escolas Politécnicas que só concediam Bacharelatos. No fundo, o actual modelo de Bolonha veio na senda do modelo Veiga Simão. Posteriormente já no Ministério de Sottomayor Cardia-década de 80- tendo entrado nas Faculdades um numero muito mais baixo de alunos, surgem as Universidades e Escolas Superiores Privadas. É o advento das ESES-Escolas Superiores de Educação que implantam o modelo posteriormente usado e abusado de que a pedagogia deve ter toda a precedência e primazia sobre os conteúdos científicos. Vários Ministros e Ministérios se vão sucedendo, mas os vários modelos experimentados vão quase sempre e tão só nesta direcção até aos nossos dias, com raras excepções. Paralelamente e paulatinamente a economia vai-se sobrepondo á própria pedagogia. Os recursos e a massificação do ensino com a cada vez maior limitação de meios económicos e humanos impõem-se, o que não irá primar pela melhoria da qualidade.
A crise económica, social e de valores agravam a situação em todos os níveis de ensino, mas sobretudo nos três primeiros ciclos, incluindo o Ensino Secundário: redução e esquematização de conteúdos programáticos; a aposta nas áreas puramente técnicas em detrimento das humanísticas; sobrecarga de horários; aulas gerais de 90 minutos nos 2°s e 3°s ciclos, que dispersam a atenção e espartilham os alunos mais pequenos ou com mais dificuldades; turmas de 30 alunos ou mais; diminuição dos recursos humanos e precarização dos mesmos; sobrecarga da burocracia inútil e virada para pseudo verdades estatísticas, caindo sobre os Professores; ausência de ideias novas; adopção de modelos de ensino extra-europeus com outras realidades que não a nossa; a desertificação forçada de certas zonas do interior. Tudo isto não melhora a situação, apesar dos bons esforços e trabalho desenvolvido por alguns nos Ministérios, e nas Escolas ou nas Universidades, onde por falta de excelência a Investigação se ressente. Contudo o nosso Pais tem excelentes recursos Humanos e apresenta trabalhos de renome Internacional.
Terminamos este pequeno artigo, apostando no Futuro e desejando que novos caminhos se trilhem, para o que apenas basta Boa Vontade e Acção. O Futuro estuda-se, reflecte-se e constrói-se, molda-se e é aquilo que a Sociedade hoje quiser que seja. Os modelos são recicláveis e renováveis. Podem ser muito risonhos, tendo em conta as novas gerações e desejando a Excelência de todos, em todos os Extractos Sociais, sem massificações ou elitizações excessivas.
*Avelans Nunes sugeriu o modelo Francês,em que a Faculdade encaminha os proponentes para entrar nos diversos Cursos Superiores
Dra Susana Pinheiro
Lisboa 18/DEZ/2010
Lisboa 18/DEZ/2010
MISSAS POR ALMA D'EL-REI DOM CARLOS I E DO PRÍNCIPE REAL DOM LUIZ FILIPE
Com a presença de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, a Real Associação de Lisboa, mandará celebrar no dia 1 de Fevereiro de 2011, pelas 19h00, na Igreja da Encarnação, ao Chiado, uma Missa de Sufrágio pelas almas de Sua Majestade Fidelíssima, El-Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real, O Príncipe Real, Dom Luiz Filipe. A Santa Eucaristia será presidida pelo Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada.
Convidam-se todos os monárquicos a estarem presentes neste piedoso acto em memória do Soberano e do Herdeiro da Coroa de Portugal.
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A Real Associação do Porto informa que no próximo dia 1 de Fevereiro será celebrada Missa, na Igreja dos Clérigos, pelas 19horas, em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, sendo presidida pelo Reverendo Pe. Gonçalo Aranha, com a presença de S.A., O Infante Dom Henrique, Duque de Coimbra, convidando todos os associados e simpatizantes a nela participar.
Publicada porMaria Menezes no Blogue "Família Real Portuguesa"
REAL ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE LISBOA
Desde o dia 17 de Dezembro de 2010, os Bombeiros Voluntários de Lisboa estão formalmente reconhecidos, por Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, a utilizar a denominação de "Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa" e os símbolos da Casa Real Portuguesa. Dado o relevante interesse histórico e para memória futura, transcreve-se o teor do documento que legitima tamanha honraria, exarado pelo Herdeiro da Coroa Portuguesa, conforme se encontra disponível na página do Facebook da Instituição ora distinguida.
Pelo presente Diploma na qualidade de Chefe da Casa Real Portuguesa, confirmo o legítimo direito que a Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa tem ao uso de título de Real e bem assim à utilização dos símbolos da Casa Real Portuguesa que lhe foi concedido por El-Rei Dom Luis I a 18 de Outubro de 1868 aquando da sua fundação.
Reitero o meu apreço à Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa pelo mérito da sua generosa, nobre e tantas vezes heróica actividade ao serviço da população de Lisboa em razão do qual subscrevo o presente Diploma sob o selo das minhas armas.
Sintra, 17 de Dezembro de 2010
Dom Duarte,
Duque de Bragança
Duque de Bragança
Publicada porMaria Menezes no blogue "Família Real Portuguesa"
domingo, 23 de janeiro de 2011
PALESTRA DO NOSSO ASSOCIADO RUI MONTEIRO EM VISEU
No dia 15 de Janeiro pelas 11h30 Dr.Rui Monteiro deu uma palestra no âmbito actividades da Real Associação de Viseu onde abordou os vários aspectos de Portugal Monárquico antes de 1910 e Portugal Republicano. Partindo do princípio como funcionava sistema constitucional monárquico, mencionou e exemplificou princípios e valores que hoje damos como adquiridos mas que ao contrário do que dizem os republicanos eles já existiam antes de 1910 : Liberdade de Expressão, Liberdade Religiosa, Democracia.
Tendo em conta que nos encontramos em campanha para as eleições presidenciais comparou os dois sistemas constitucionais, apontou incoerências do regime actual como presidentes de todos os portugueses que são candidatos de alguns portugueses, falou das vantagens do sistema monárquico constitucional que se encontra em 7 dos 10 países mais desenvolvidos da Europa, falou também no contexto da União Europeia. Apontou a incongruência de um sistema republicano que se diz democrata e que não permite a consulta popular sobre o regime político, ao contrário dos países nórdicos que o fazem constantemente.
No final apontou rumos para a Causa Monárquica dando como exemplo a forma com a Monarquia foi implementada em Espanha através de um referendo à Constituição.
MEDITAÇÃO DE UM MONÁRQUICO ASSUMIDO - FERNANDO DE SÁ MONTEIRO
Drº Fernando de Sá Monteiro, antigo presidente do PPM e convidado de honra no "Jantar de Reis" em Braga
MEDITAÇÃO DE UM MONÁRQUICO ASSUMIDO
Caro Manuel Beninger,
Caros Companheiros:
Até há poucos dias, estava convicto de que iria poder estar presente neste Jantar de Reis, maxime pelo simpático e inesperado convite do nosso Companheiro Manuel Beninger. Uma gripe ia deitando por terra a imensa vontade de estar aqui convosco. E foi a insistência do Amigo e o enorme desejo do reencontro que me fez correr o risco, ainda que podendo transportar, sem o querer, o vírus que vos poderá contagiar.
Mas, afinal, habituados a lidar diariamente com vírus políticos bem mais mortais e desastrosos, atrevo-me a pedir-vos a vossa compreensão.
Conforme há dias desabafei ao Manuel Beninger, mentiria se não dissesse que tenho atravessado um período de grande revolta, frustração e desânimo. É provavelmente uma conjugação de sentimentos nos quais, por nossa fraqueza, sentimos que estamos "velhos".
Por isso um misto de Esperança e Emotividade atravessou o meu coração ao receber o convite. Por isso não pude recusar e não irei furtar-me a ele; porque foi também um desafio à minha força interior e à minha inquebrantável Fé na superioridade de uma Monarquia em Portugal, hoje talvez mais do que nunca.
Confesso-vos, caros Companheiros, que há vários anos que abandonei totalmente qualquer actividade política, se bem que nunca tenha deixado de tecer os meus comentários, as minhas azorragadas, os meus receios, as minhas convicções. Mas meramente a título particular ou em artigos escritos, com uma "independência" que sempre foi, provavelmente - para o bem e para o mal - uma das minhas características.
É que, no meu pensar, nem o Rei está acima de crítica. Apenas somos compelidos a tecer essas mesmas críticas em local próprio e sem tentar com isso incendiar ou desunir.
Tudo isto, meus Amigos, para vos endereçar igualmente um desafio. Sempre recusei uma posição de “mero observador”. Quando entro ou aceito qualquer desafio, faço-o de corpo inteiro. Por isso nunca consigo manter-me calado. Igualmente porque o desafio me provoca para dar mais de mim, rebuscar toda a força que ainda se mantém viva no meu ideário monárquico.
E diariamente sou provocado, podendo mesmo dizer que, em qualquer local, em qualquer situação, com qualquer individualidade, não consigo esconder o que sempre fui e serei: monárquico!
Também por esse motivo eu aceitei o convite com imenso gosto. Porque ele surgiu quando não o esperava, porque me sensibilizou e me obrigou a sair desta apatia que me vem consumindo o espírito, porque me provoca a “colaborar”.
Neste sentido, queria que aceitassem que neste Jantar de Reis me fosse permitido partilhar a minha voz e sentimentos com todos os companheiros que estão presentes, sejam eles antigos e saudosos companheiros do “meu” PPM, sejam de quaisquer outras organizações monárquicas e, até, independentes.
Só assim sei estar na Política: FALANDO, ESCREVENDO, LUTANDO POR IDEAIS.
Aceitem, Amigos e Companheiros, o meu abraço sentido e solidário, neste dia que tanta Esperança nos deve manter. É que, também na vida, certas datas podem ser o mote para um DESTINO!
É esse DESTINO que nós buscamos. Um DESTINO que não sendo saudosista é antes o reencontro com um passado que fez de Portugal uma Nação respeitada.
Somos monárquicos porque acreditamos que através da Monarquia seremos mais conscientes de quem somos e do nosso lugar na História. Somos monárquicos porque temos a consciência que só com a Instituição Real o nosso país sairá desta situação de miserabilismo e descrença no futuro.
Ninguém terá dúvidas acerca do que nos legou a República. Se ela começou com um assassinato traiçoeiro, continuou com os desmandos e a destruição dos valores mais nobres e honrosos que a Monarquia mantinha, mesmo nos erros praticados.
Porque sermos monárquicos não impede – ao contrário da maioria dos defensores da República de 1910 – de termos consciência de que muitas práticas políticas durante a Monarquia foram erradas e de consequências nefastas.
Mas, pergunto: afinal haveria porventura menos liberdade e democracia durante a Monarquia Constitucional? Não foi através dessa liberdade que os republicanos puderam erguer a sua voz, inclusive no Parlamento, até afrontando - em termos muitas vezes insultuosos - a Família Real?
Associar a Democracia ao regime republicano é uma mentira e uma falta de pudor. De resto, recordemos que após 1910 e até ao 25 de Abril, pelo menos três ditaduras marcaram o seu percurso sinuoso e destruidor: com Pimenta de Castro, com Sidónio Pais e finalmente com o Prof. Oliveira Salazar.
É, pois, curioso e desconcertante, verificar como se comportam os republicanos ao celebrarem, com pompa e circunstância, à custa do erário público e numa altura de crise profunda, social, política e económica, um Centenário da República.
Afinal, a República é compatível com as ditaduras, pois de que outra forma se poderão comemorar 100 anos de República senão adicionando-lhe cerca de 50 de ditaduras?
Depois, falar-se de ética republicana é algo que me deixa particularmente agastado. A Ética, meus Amigos, existe ou não independentemente dos regimes políticos. A Ética é algo que somente o Ser Humano poderá construir.
Eugénio Bucci, no seu livro Sobre Ética e Imprensa, descreve a ética como um saber escolher entre "o bem" e "o bem" (ou entre "o mal" e o mal"), levando em conta o interesse da maioria da sociedade. Ao contrário da moral, que delimita o que é bom e o que é mau no comportamento dos indivíduos para uma convivência civilizada, a ética é o indicativo do que é mais justo ou menos injusto diante de possíveis escolhas que afectam terceiros.
Ninguém retém a Verdade absoluta. E ser capaz de reter a Verdade que se contem na opinião de outros faz de nós cidadãos mais conscientes.
Deus me conserve a capacidade para, a todo o momento, ser capaz de admitir os meus erros de julgamento. E me permita ter a abertura de espírito necessária para "assimilar" que nada está "a priori" e "em definitivo" assente em Verdades insofismáveis e imutáveis.
Assim, o meu contributo terá sido maior ou menor, consoante o que dele possa ter sido aproveitado, ou venha a ser, numa "luta" por "ideais".
É intencionalmente que uso o plural, pois que, na minha percepção do mundo e da sociedade que desejo, absorvo uma sensibilidade que vai muito além de uma simples mudança de "regime".
Há que construir - temos que construir - todos nós, sem excepção, uma sociedade onde a componente humanista abra caminhos de esperança a tantos que nos "gritam", diariamente, por justiça social, por valores intemporais que parecem adormecidos, quando não mesmo destruídos...
Todos nós somos chamados a essa “mudança”, independentemente das nossas opções políticas e “partidárias”.
A consciência que tenho do que dei é a de que foi muito pouco. A consciência do que desejaria dar, é que me “desgasta” o espírito, sentindo-me muito “insignificante”, nesta “globalização” tão propagandeada, tão defendida até, que tantas preocupações de vária índole me acodem ao espírito.
Gostaria de ver mais, muito mais. Tenho sede de uma fraternidade efectiva entre os seres humanos, sentindo uma enorme impotência perante um Mundo onde a miséria humana e social são a vergonha de todos nós.
Entender tudo isto como a incapacidade total para construir algo de mais “colorido” e “musical”, onde nos possamos rever como cidadãos mais livres e felizes, é certamente um pessimismo indesejável.
A sociedade tem dado passos importantes, há que reconhecer. Mas ficarmos sensibilizados para essa consciência, não nos deve inibir de querer mais, muito mais.
O caminhar do Homem deve ser, tem de ser, constantemente acompanhado de novas aspirações sociais, reconstruindo diariamente essa divina capacidade que nos foi dada para uma visão de um Infinito para o qual caminhamos, ao qual aspiramos, sem contudo sabermos, perfeitamente, em que moldes.
Resumiria toda esta longa meditação, com uma modesta (mas sentida) expressão de cidadão: dei tão pouco ao mundo e aos homens que admitir o contrário seria ridículo e inconsciente da minha parte.
Uma pequena gota, uma brisa que de algum modo possa ter sido “sentida” e “absorvida” por outros será certamente o bastante para me sentir recompensado no esforço que dei.
Essa magnífica qualidade que acompanha intrinsecamente o espírito dos mais jovens, sempre insaciáveis na busca duma “perfeição”, secularmente acompanhada da aguerrida capacidade para o inconformismo e para uma “rebeldia” tão necessária a um Mundo em constante sobressalto, dá-me força, esperança, desejo de lutar, “fome” de construir mais e melhor, razão para viver.
Aqui estou e estarei, dando pouco porque pouco valho, mas intransigentemente insatisfeito e solidário com essa vontade de construir mais e melhor.
Aceitem o abraço do Vosso Companheiro
Fernando de Sá Monteiro
Publicada por PPM-Braga
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