sábado, 8 de janeiro de 2011

UM RELÓGIO À MEDIDA DE DOM CARLOS E QUE JÁ FOI LEILOADO!!

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Eu só gostava de saber como é que estas preciosidades de uso pessoal dos nossos Reis e Rainhas saiem de Portugal para serem leiloadas no estrangeiro, neste caso em Genebra. Razão tem S.A.R., Dom Duarte quando numa entrevista no Casino da Figueira da Foz disse que as jóias da Coroa portuguesa estão "escondidas" num cofre, à guarda do Estado, mas "muito mal guardadas" e "sem segurança". 
Quantas já deveriam ter desaparecido porque afinal devem estar mesmo ao "Deus dará", para quem quiser negociá-las no estrangeiro! Isto é uma pouca vergonha! Considero um roubo inqualificável!  A peça em questão de um enorme valor patrimonial e sentimental para o país deveria de estar guardada e fechada a "7 chaves", para se evitar situações idênticas que no fundo, devem servir para engordar os bolsos do governo... e não se lembrarem delas para pagamento da dívída externa, ainda vamos tendo sorte....

UM TRISTE PORTUGAL! PIOR QUE O TIBETE!

UMA VISITA CURIOSA


Alain de Benoist veio a Portugal. A recebê-lo - quem, senão ele? - Nuno Rogeiro, para a indeclinável entrevista televisiva. O auto-proclamado observador da vida política trouxe consigo obra recente, intitulada Un de Droite.

Recuei trinta anos, até ao impacto em Portugal das teses da Nova Direita Francesa. Vi-me com os tons azuis do pesadíssimo, corpulento, Nova Direita, Nova Cultura, na minha mão, em volta de (mais) uma acesa discussão política. Ainda em plena Guerra Fria, a Esquerda no auge da sua força e a quase maioria restante, timorata, muito agarrada ao Centro.

Os anfitriões de Benoist foram, então, quantos se reviam no pensamento de Jaime Nogueira Pinto. Intervindo na discussão, os universitários monárquicos nortenhos, onde reconheceram o arrojo de quem tão frontalmente se demarcava da Esquerda "monopolista da verdade", viram propostas em nada servindo a medidas de Portugal. A apologia do Individualismo, as portas abertas para o liberalismo económico - tudo isso ia muito mal com as raizes comunitárias da nossa identidade nacional.

Em suma, se a análise de Charles Maurras foi magistralmente traduzida para português por António Sardinha e os Integralistas Lusitanos, o mesmo não logrou Benoist. A sua obra a breve trecho era remetida para a prateleira dos visionários, quiçá encostada à Terceira Vaga de Alvin Toffler.

Nada mudou, entretanto. Instado por Rogeiro, na entrevista, a pronunciar-se sobra a famigerada trilogia, Benoist preferiu uma Liberdade-Qualidade-Identidade. De imediato submergindo nas - por si defendidas - origens pagãs da Europa, na urgência de encontrar culturas perdidas para descobrir o mundo novo da actualidade. Onde, pelos vistos, a civilização ocidental cristã afinal não o é.

Ora, Portugal - o Portugal genuíno - nasceu e cresceu sobre o amparo político da Monarquia e a matriz cultural da Igreja. Não estão em causa os caminhos que cada um queira- sempre livremente, é claro - trilhar. Mas não vejo haja muito espaço de manobra, se a opção for a de continuarmos a ser o que sempre fomos - portugueses.

O Passado recente, o Presente, a improbabilidade de um Futuro falam por si...

João Afonso Machado - In Corta-fitas

SINTO-ME REI DOS PORTUGUESES - ENTREVISTA AO SEMANÁRIO "O INDEPENDENTE"

DOM DUARTE É UM MONARCA SEM TRONO. EM TEORIA, ACEITA QUE A REPÚBLICA É UM REGIME MAIS DEMOCRÁTICO. MAS ACREDITA QUE NA PRÁTICA AS MONARQUIAS FUNCIONAM MELHOR. O DUQUE DE BRAGANÇA NÃO TERIA DEMITIDO SANTANA LOPES, DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO, NÃO CONSIDERA JUSTO QUE AS MULHERES SEJAM CONDENADAS PELA PRÁTICA DE ABORTO E ENTENDE QUE OS BOMBISTAS SUICIDAS SÃO TUDO MENOS COBARDES.

«Sinto-me Rei dos portugueses»

Quando tem de preencher um impresso o que coloca no espaço reservado à profissão? – Normalmente, agricultor. Ou então administrador da Fundação D. Manuel II. Geralmente prefiro a primeira. Acho mais interessante.

É da agricultura que vem a principal fatia dos seus rendi­mentos? – Não. Ultimamente até tem dado prejuízo.

De onde vêm então os seus proventos? – Uma parte vem das propriedades da minha Mãe no Brasil. Juntamente com os meus tios, somos proprietá­rios de muitos terrenos na cidade de Petrópolis. E tam­bém tenho feito trabalhos de consultoria para algumas empresas exportadoras. Mas tenho uma vida simples. Gasto apenas o estritamente necessário para cumprir as minhas obrigações. O desperdício é um erro. O último carro que tive durou 20 anos. Agora tenho um Volkswagen Sharon e espero que dure outros 20.

Como é o quotidiano de um Rei sem trono? – Administro as minhas coisas e acompanho os filhos nos estudos e noutras actividades. Depois há muitos convi­tes que tenho de aceitar e que implicam deslocações dentro e fora de Portugal. Agora estou também a pre­parar um livro sobre a minha vida.

Sente-se Rei de Portugal? – Não. Mas, em certa medida, sinto-me Rei dos portu­gueses.

Em que sentido? – Tenho um dever para com o país. Se os portugueses me quiserem, aceito as minhas responsabilidades políti­cas. Se não quiserem, ou não puderem exprimir-se, assumo da mesma forma os meus deveres morais, cul­turais e sociais.

Gostava de ser Rei? – Gostaria de poder fazer mais por Portugal. E, como Rei, teria muito mais possibilidades de ser útil ao país do que na minha situação actual.

É um sonho? – Não. Sinto apenas que o país tem essa necessidade. Os portugueses estão órfãos de Portugal. Não sabem para onde vai o seu país, sentem-se perdidos e desorienta­dos. Perderam a fé na democracia.

Acredita que Portugal voltará a ser uma Monarquia? – Era muito útil para o país se isso acontecesse. Mas tudo depende da evolução da nossa democracia. Neste momento é imatura. Os portugueses são tratados como crianças incapazes de decidir sobre o seu futuro. A pro­va disto é um artigo na Constituição que diz que "a for­ma republicana de governo é inalterável". Devia alterar-se para "forma democrática de governo". Muitas das repúblicas que há no mundo são ditaduras ou demo­cracias insuficientes. E, por outro lado, quase todas as Monarquias têm regimes democráticos avançados.

Há países monárquicos em que as coisas não funcionam bem... – Há, de facto, algumas Monarquias árabes, ultra-tradicionalistas, que estão muito longe do que entendemos por democracia. Mas em África as Monarquias fun­cionam melhor do que as repúblicas. No Sudoeste Asiático, a Tailândia é certamente um dos países mais democráticos da sua região. O Japão é muito mais democrático do que a China...

Por que motivo uma monarquia parlamentar há-de funcionar melhor do que uma república? – Só há dois motivos válidos para se ser republicano. Um é acreditar que é indispensável um poder presidencial forte. O outro é querer ser Presidente da República. Todos os parlamentos funcionam melhor com um Rei, porque não há conflito de poderes. Nunca um Rei demi­tiria um governo com maioria parlamentar.

Não teria demitido Santana Lopes? – Nenhum rei o teria feito. Todos os primeiros-ministros dos países monárquicos dizem que os reis são uma grande ajuda para o seu trabalho. Têm uma influência discreta mas muito positiva. Em Portugal não há um só governo que tenha gostado do relacionamento com o Presidente da República.

Porque razão um rei nunca demitiria um primeiro-ministro? – Porque o Rei respeita o Parlamento e considera que os deputados estão ali em representação do povo.

Santana Lopes não tinha sido eleito... – Mas tinha maioria no Parlamento. Os eleitores votam em partidos políticos. Não se pode demitir um governo apenas porque não se gosta dele.

Foi isso que aconteceu? – O Presidente da República limitou-se a falar dos “motivos que todos sabem”. Os motivos que todos sabíamos eram os comentadores políticos na televisão e nos jornais. Nunca apontou justificações para o que fez. E nem sequer demitiu o primeiro-ministro...

Dissolveu a Assembleia... – O que é pior ainda, porque o Parlamento tinha uma maioria estável. Obviamente que o fez com a melhor das intenções e por acreditar que estava a servir os interesses de Portugal. O que ponho em causa não é esta situação em concreto. É o facto de, numa república, serem frequentes os confrontos entre o governo e a presidência. Isto atrasa o país. Se o próximo presidente, qualquer que ele seja, não for do PS vai acabar por entrar em conflito com o Governo.

Quem gostaria de ver em Belém? – Não posso dizer. Mas preferia um militar. Têm um sentido da dignidade do Estado e de independência em relação às forças políticas que os aproxima mais da tradição monárquica.

Só pelo facto de o Rei não ter cor politica os conflitos de interesses com os governos desapareceriam? – O Rei limita-se a exercer uma magistratura de influência. Só intervém em caso de emergência, numa situação de caos e desordem generalizada. Nunca interfere em situações de normalidade política.

Então um rei teria muito menos poderes do que o Presidente da República... – Há Reis que têm muitos poderes, só que não os usam. Reservam-nos para situações-limite.

Há pouco dizia que gostaria de ser rei para cumprir a sua obrigação para com o país. Reservando os poderes apenas para situações de emergência, como é que poderia intervir na situação actual? – Basta ver o que acontece na Europa do Norte, onde os Reis têm uma grande influência cultural e pedagógica. Dão o exemplo através das causas que defendem. Os presidentes também o tentam mas, quando já sabem fazê-lo, acaba o mandato e não podem ser reeleitos.

Qual a razão para os presidentes não poderem ser reeleitos se o povo assim o quiser?– É simples. Os repu­blicanos que elaboraram as consti­tuições vêem um presidente como um potencial ditador. Outra expli­cação pode ser que muitos gosta­riam de ser presidentes e não con­vém que alguém lá fique eterna­mente. A limitação dos mandatos presidenciais é absurda.

Duas das premissas da democracia são a igualdade de direitos e de oportuni­dades entre todos. A monarquia não é o oposto de tudo isto? – Em teoria, a república é mais per­feita como regime democrático. Mas o que interessa no funciona­mento dos Estados é a prática. E os Reis, muitas vezes, defendem melhor as liberdades democráticas do que os presidentes. Por outro lado, a sucessão não é automá­tica. O Rei tem de ser aprovado pelo parlamento. Os perigos aparentes da Monarquia estão previstos e con­trolados pelas leis.

Não pode chegar ao trono alguém manifestamente incapaz? – E o presidente da república pode ser um louco e estar ligado a narcotraficantes. Pode ser completamente inca­paz e ser eleito. Basta que tenha dinheiro e uma boa equipa de publicitários brasileiros. Não há testes psi­cotécnicos para os candidatos a presidente.

Quais são neste momento os principais problemas que Portugal enfrenta? – O primeiro é a falta de raciocínio lógico. No sistema educativo não se treina a lógica, e isso leva a que não se compreenda a importância do civismo. A falta de lógica faz também com que os governantes ainda não tenham definido um modelo de desenvolvimento para o país. Vai variando por modas e por interesses de gru­pos. Continuamos, por exemplo, a estimular a utilização de automóveis quando se devia apostar no transporte ferroviário. Tudo quanto seja desperdício de energia é sintonia de um modelo de desenvolvimento errado.

Falta qualidade à classe política portuguesa? – Há, evidentemente, pessoas sem qualquer qualidade moral que, infelizmente, continuam a ser eleitos para as câmaras municipais...

Quer dar exemplos? – Não é preciso. Felizmente a opinião pública já começa a estar atenta a esses casos. Mas há pessoas manifesta­mente desonestas que continuam a ser apoiadas pêlos partidos. Os políticos, aos poucos, também desacredi­taram o Parlamento, e isso é perigoso para a demo­cracia. É claro que, por todos os governos, também têm passado ministros de prestígio e qualidade.

Costuma votar? – Voto sempre nas eleições municipais e tenho votado nas legislativas.

E nas presidenciais? – Não. Se considero que a instituição está errada não faria sentido proce­der de outra forma.

Vota Partido Popular Monárquico (PPM) nas legislativas? – Não vou dizer em quem voto, mas é importante que haja mais depu­tados que dêem prioridade aos problemas ambientais.

Faz sentido um partido monárquico con­correr a eleições num regime republi­cano? – Durante a Monarquia havia um par­tido republicano que chegou a reu­nir sete por cento dos votos e ven­ceu algumas eleições municipais. Mas penso que não é bom identifi­car a Monarquia com um partido político. Há monárquicos em todos os partidos.

Nuno da Câmara Pereira, presidente do PPM, diz-se o legítimo herdeiro do tro­no. Como comenta? – Do ponto de vista jurídico e histó­rico não tem base nenhuma. Sempre tive uma boa relação de amizade com ele, até que um dia se zangou comigo por qualquer razão que me escapa.

Que opinião tem dele? – É um excelente artista.

O aborto voltou a estar na ordem do dia. Concorda com nova consulta popular? – Fazer referendos sobre o direito à vida é um terreno muito perigoso. A seguir teremos uma consulta sobre a eutanásia... E quem tem o direito de matar os doentes? O médico, a família, o Estado?

E se for o próprio a decidir sobre a sua vida? – Isso é o suicídio.

Pode haver um desejo expresso... – Nesse caso ninguém se pode opor. Se alguém se quer matar está no seu direito. Não podemos é correr o ris­co de o Estado, aos poucos, autorizar que decidamos sobre a vida de outros.

Ainda sobre o aborto. As mulheres que os fazem devem sen­tar-se no banco dos réus?– Penso que não. É uma decisão difícil, tomada em gran­de stresse.

Então é a favor da descriminalização? – Julgo que as mulheres não devem ser julgadas nem con­denadas. Quem deve ser perseguido são os praticantes do aborto. Os médicos, as clínicas, as abortadeiras... Esses devem ser condenados.

E a prostituição, deve ser legalizada? – Penso que sim. A prostituição é um mal, mas a situação vigente é a pior de todas. É caos, a desordem, a falta de higiene... E, numa sociedade livre, ninguém tem o direito de proibir uma mulher de vender serviços sexuais. Por outro lado, existem muitas formas de pros­tituição que são aceites pela sociedade, como a secre­tária que tem relações sexuais com o patrão e recebe algo em troca. É a mesma coisa.

Nos últimos tempos muito se tem falado das tensões étnicas em Portugal. O que defende em termos de política de imi­gração? – A abertura descontrolada das fronteiras conduz a todo o tipo de situações perigosas, a começar para os pró­prios imigrantes. Quando um povo se sente ameaçado por uma minoria muito afirmativa, como é o caso dos muçulmanos em França, surgem reacções hostis. Em Portugal o problema é que não houve apoio à inte­gração da segunda geração de imigrantes. As crianças de raça negra têm dificuldades de adaptação à escola, problemas de pobreza e de exclusão social. Ou se faz um grande trabalho tendo em vista a sua integração, ou vamos ter muitos problemas no futuro.

Defende que as entradas devem ser controladas. E quem já cá está? – Se têm uma actividade económica e uma posição correc­ta perante a vida, os imigrantes devem ser respeitados. Se se dedicam a actividades marginais e não são portu­gueses devem ser expulsos. Não faz sentido ter margi­nais estrangeiros em Portugal. Já bastam os portugueses.

Na semana passada, em Londres, assistimos a mais um aten­tado terrorista. Esta espiral de violência pode ser vista como um a guerra entre o Ocidente e o Islão? – É, de facto, uma guerra. Faz-me alguma impressão ver certos políticos, com ar de virgens ofendidas, queixar-se da cobardia dos bombistas que se suicidam. Podem ser muitas coisas mas cobardes não são. Só se matam porque acreditam que estão a lutar por uma causa jus­ta. É complicado dizer isto mas nós, portugueses, tam­bém estivemos envolvidos numa guerra terrorista durante dez anos. Uma guerra que ganhámos militarmente mas que perdemos no aspecto político.

Como se ganha uma guerra contra o terrorismo? – Pela via militar é muito difícil. E preciso analisar as cau­sas e atacar o assunto do ponto de vista político. As situações de pobreza e miséria favorecem o cresci­mento do fundamentalismo. Em parte é por aí que se deve atacar o problema. Por outro lado, não podemos deixar pregar a guerra santa entre nós e nada fazer em nome da liberdade de expressão. Não podemos deixar que os fundamentalistas promovam o terrorismo e actuar só depois de as bombas explodirem.

Devemos reprimir essa liberdade de expressão? – Tal como não aceitamos discursos de ódio racial, tam­bém devemos perseguir a promoção da violência e do terrorismo. Temos de pensar que estamos numa situação de guerra e não podemos deixar que as liberdades se tor­nem fraquezas. Felizmente, em Portugal, a comunidade muçulmana é exemplar e muito trabalhadora.

Se neste momento lhe aparecesse o génio da lâmpada que três desejos pedia? – Desde criança que acredito na ideia do Quinto Império. Uma época em que os governantes actuariam sempre com base na Justiça e nos princípios do Espírito Santo.

Faltam dois. – Impedir que a Humanidade destrua o Ambiente. – E, finalmente, que a minha família consiga ser feliz e ao mesmo tempo contribuir de forma válida para a comu­nidade em que vive.

Essa contribuição passa pela instituição da monarquia em Portugal e pela sua aclamação como Rei? – Não é necessário. Pode passar por muitos outros domí­nios da intervenção cívica, social e cultural.

Entrevista a José Eduardo Fialho Gouveia: In – "O Independente" de 15 de Julho de 2005.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ENTREVISTA DE S.A.R., DOM DUARTE - CERIMÓNIA CULTURAL E XIII TOURADA REAL, 9 DE JULHO DE 2010


LEMBRANÇA: ACTIVIDADES DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

DE 8 A 16 DE JANEIRO, EXPOSIÇÃO “OBRAS SOCIAIS DA MONARQUIA”, DA AUTORIA DO ASSOCIADO DR. ROGÉRIO CARDOSO, NO FÓRUM DE VISEU

10 DE JANEIRO, 18H30, NO FÓRUM DE VISEU, PALESTRA EXPLICATIVA DA EXPOSIÇÃO PELO DR ROGÉRIO CARDOSO. SEGUE-SE PELAS 20H00, COMO HABITUALMENTE, NO HOTEL GRÃO VASCO, O JANTAR DAS SEGUNDAS-FEIRA (15€ por pessoa) - aberto a todos os que venham por bem, associados ou não, monárquicos ou não. Basta querer conhecer razões do nosso Ideal e trocar opiniões num ambiente informal e cordial. Sem inscrição prévia.

15 DE JANEIRO, 11H30, NA LIVRARIA PRETEXTO, RUA FORMOSA, VISEU, PALESTRA SOBRE “A MONARQUIA CONSTITUCIONAL ANTES DE 1910, NA ACTUALIDADE NOS PAÍSES EUROPEUS MONÁRQUICOS E NO FUTURO, EM COMPARAÇÃO COM O ACTUAL REGIME EM PORTUGAL”, PROFERIDA POR RUI MONTEIRO (Licenciado em Matemática Aplicada e Computação pela Universidade de Aveiro, membro do Conselho de Fóruns do Instituto da Democracia Portuguesa, militante do partido Socialista Português, sócio da Real Associação da Beira Litoral)

UM FUTURO MUSEU DA OURIVESARIA DA CASA REAL

Isabel Silveira Godinho sonha com um Museu da Ourivesaria da Casa Real “São 30 anos de luta com muitos resultados à vista”, disse à Lusa, recordando que quando entrou o quadro de pessoal era composto por “seis senhoras da limpeza, oito guardas e uma almoxarife”. Hoje além dos cerca de 30 voluntários – uma das suas iniciativas de marca – conta com 29 funcionários, entre eles oito conservadores. "Mas mais valem 29 com vontade e brio que 40", enfatizou Isabel Silveira Godinho afirmou que estar à frente do que foi um dos palácios reais é “um trabalho diário árduo e difícil e é preciso que se entenda esta casa, esta família [os Bragança]”. “Há que ter muita vontade e optimismo para combater as dificuldades e eu nunca tive os meios máximos antes os mínimos, mas é necessário imaginação e criatividade”, sentenciou. A par do voluntariado, uma ideia inovadora que trouxe dos Estados Unidos, onde trabalhou, o mecenato é outra marca sua, a par de “muitas outras coisas que foi aqui [PNA] que se fizeram pela primeira vez, como a Loja do Património”. Isabel Silveira Godinho recorre ao mecenato para adquirir peças que pertenceram à Família Real e se encontram dispersas, bem como para os restauros sucessivos das salas do PNA. Actualmente está em curso o restauro da sala de baile que voltará a chamar-se de D. João VI e que "não estará finalizada antes de Abril”, disse. A sala foi idealizada pelo monarca ainda no Brasil. Dada a degradação das pinturas nas paredes, a Rainha Maria Pia, no século XIX, optou por uma solução mais económica, mandando-as revestir de seda. “Será a sala tal como D. João VI a idealizou no Rio de Janeiro com a sua representação com a família na parede principal”, disse. Questionada sobre o previsto remate poente do Palácio, Isabel Silveira Godinho aconselha que se espere. “Tem sido a minha política em tudo o que faço na área do restauro: esperar. O remate deve ser feito quando houver circunstâncias de o fazer correctamente”, aconselhou. “Qualquer intervenção, por pequena que seja, deve ser compatível com a grandiosidade deste edifício. Já que esperámos tanto tempo, podemos esperar mais um bocado pelo respeito que esta arquitectura brilhante nos merece”, disse. A responsável cita o “ano áureo de 1992 quando todas as instituições – Câmara de Lisboa, GNR, etc. – estavam de acordo com o projecto apresentado pelo arquitecto Gonçalo Byrne”." Um remate condigno dando ao Palácio a possibilidade de fazer o grande museu da ourivesaria da Casa Real, expondo as jóias e as pratas da coroa, o que o tornaria o museu mais visitado de Portugal”, vaticinou. A directora do PNA “sonha” ainda um Museu de Artes Decorativas onde se possam mostrar as colecções do Palácio, “e até trazer as nossas carruagens que estão em Vila Viçosa [no Paço Ducal dos Bragança]”. “Este edifício tem, como diz o povo, pano para mangas, é preciso que as entidades que nos tutelam queiram”, rematou Isabel Silveira Godinho.
(ES)
 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

NÃO VEJO, NÃO LEIO, NÃO OUÇO: NÃO VOTAR É O REMÉDIO

Dieta rigorosa, desintoxicação radical, absoluta privação de contacto visual e auditivo com os candidatos ao sólio presidencial, o tal que foi usurpado pelas bombas e revólveres, jamais teve a elementar atenção de interpelar os portugueses e assim ficou, absoluto, impune, ilegal e ilegítimo por décadas e décadas. Não ceder à tentação de participar, não conceder a dúvida do mal menor, não comparar nem tomar partido por nenhum dos artistas em palco. O melhor voto é o não voto. O melhor presidente da República é o Rei, a melhor votação para a chefia do Estado aquela que prescinde de eleições, de máquinas partidárias, de confetis e out-door's, mas aquela que se realiza geração a geração, com o concurso das gerações que passaram e das gerações que virão e reafirma o pacto da vontade popular e da identidade nacional que fizeram o Estado Português.

Os candidatos que se candidatem, os presidentes que presidam, mas que o façam sabendo que há portugueses, muitos portugueses, que neles não vêem o árbitro equidistante, o servidor da causa pública, o orgão de soberania independente. Votar é caucionar, colaborar, transigir com um sofisma, com uma impostura e com um insulto aos portugueses. Eu, não voto e como não voto, não sei quantas caras, caretas, carantonhas e gárgulas se apresentam a sufrágio. Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República - ou seja, na política - e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.

Passei há dias pela sede de candidatura do Professor Cavaco. A foto que acima reproduzo é sintomática da intensa vida republicana. Não vive, existe e nem pede desculpa aos portugueses. Um jazigo; eis onde temos vivido nestes cem anos de república sem República.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões