quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

NÃO VEJO, NÃO LEIO, NÃO OUÇO: NÃO VOTAR É O REMÉDIO

Dieta rigorosa, desintoxicação radical, absoluta privação de contacto visual e auditivo com os candidatos ao sólio presidencial, o tal que foi usurpado pelas bombas e revólveres, jamais teve a elementar atenção de interpelar os portugueses e assim ficou, absoluto, impune, ilegal e ilegítimo por décadas e décadas. Não ceder à tentação de participar, não conceder a dúvida do mal menor, não comparar nem tomar partido por nenhum dos artistas em palco. O melhor voto é o não voto. O melhor presidente da República é o Rei, a melhor votação para a chefia do Estado aquela que prescinde de eleições, de máquinas partidárias, de confetis e out-door's, mas aquela que se realiza geração a geração, com o concurso das gerações que passaram e das gerações que virão e reafirma o pacto da vontade popular e da identidade nacional que fizeram o Estado Português.

Os candidatos que se candidatem, os presidentes que presidam, mas que o façam sabendo que há portugueses, muitos portugueses, que neles não vêem o árbitro equidistante, o servidor da causa pública, o orgão de soberania independente. Votar é caucionar, colaborar, transigir com um sofisma, com uma impostura e com um insulto aos portugueses. Eu, não voto e como não voto, não sei quantas caras, caretas, carantonhas e gárgulas se apresentam a sufrágio. Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República - ou seja, na política - e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.

Passei há dias pela sede de candidatura do Professor Cavaco. A foto que acima reproduzo é sintomática da intensa vida republicana. Não vive, existe e nem pede desculpa aos portugueses. Um jazigo; eis onde temos vivido nestes cem anos de república sem República.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões

DOAÇÃO DO ESPÓLIO MUSICAL DO MAESTRO IVO CRUZ À UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PORTO

PARA QUE SERVE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA? POR JORGE FIEL

in DN
Há 2010 anos, na manhã de Páscoa, espantadas por verem o túmulo vazio, as mulheres piedosas foram informadas por um anjo da ressurreição de Cristo. Mais de 20 séculos volvidos, fez-se mais alguma luz sobre este episódio bíblico num fórum tão improvável como o debate televisivo entre Cavaco Silva e Defensor Moura.

"Para serem mais honestos do que eu, têm de nascer duas vezes", declarou o algarvio, esperando pôr termo, com esta frase definitiva, ao massacre a que estava a ser submetido pelo adversário minhoto, a propósito do seu envolvimento e ligações a escândalos à fraude BPN, que nos vai custar pelo menos o equivalente ao TGV Lisboa-Porto-Vigo, que tanta falta nos faz.

Através desta epifania, ficamos a saber que a honestidade de Cristo e a Cavaco estão niveladas, apesar do filho de Deus nunca ter sentido a necessidade de apregoar aos quatro ventos as suas boas acções, ao invés de Aníbal, que no debate com o camarada Chico Lopes (o que ia descalço para escola) se deixou levar pela gabarolice de recitar uma lista de benfeitorias cuja autoria reivindicou, da qual constam a compra da Autoeuropa para Palmela e a atribuição do 14.º mês ao pensionistas (ambas as proezas cometidas com o nosso dinheiro).

A absoluta ausência de suspense relativamente ao desfecho, aliada aos diminutos poderes do cargo, leva a que a generalidade dos portugueses ligue tanto às eleições presidenciais como ao início da fase de grupos da Taça da Liga em futebol (ou seja, nada). Eu próprio só dei pela campanha por causa daquele episódio patético, contado pelo candidato Nobre, do miúdo pouco ambicioso que em vez de apanhar a galinha, estrafegá-la e mandá-la para o fundo do tacho, tentou tirar-lhe do bico um pedacinho de pão.

Acresce ser bastante questionável a necessidade do cargo de Presidente da República (PR), em particular num país que precisa desesperadamente de cortar nas despesas de funcionamento de um aparelho de Estado ineficiente e que sofre de avançada obesidade mórbida.

Razão tinham os deputados à Assembleia Constituinte de 1911, quando equacionaram a hipótese de não haver PR. Pena que tivessem acabado por criar o cargo, mas recorde-se que o rodearam de restrições como a obrigação de o Presidente pagar as despesas do seu bolso (renda do Palácio de Belém incluída) e a proibição de se fazer acompanhar pela mulher nas cerimónias oficiais. E era eleito pelo Parlamento, que podia demiti-lo antes do termo do mandato.

A maior parte das pessoas ultrapassa a idade dos porquês por volta dos dez anos. Como ainda não consegui passar essa fase, gostava que alguém me explicasse para que é que serve, em Portugal, o Presidente da República?

[O sublinhado é da nossa responsabilidade.]

VIVAM O REI E O BOLO REI NO DIA DE REIS !!!

Cartaz criado por Maria Menezes

A Família Real há uns anos que partilha assim, os segredos da doçaria portuguesa. Este bolo com a sua forma de coroa, tem muita simbologia, pode dizer-se que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A côdea (a parte exterior) simboliza o ouro; já as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra; por fim, o incenso está representado no aroma do bolo.


Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém. O dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes. Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus: Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza; Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindidade de Jesus; Mirra (oferecido por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem. Assim, os Reis Magos homenageram Jesus como rei (ouro), como deus (incenso) e como homem (mirra).

Feliz dia de Reis!




 
Não é possível falar de Natal sem falar de Bolo Rei, sendo quase presença obrigatória em todas as mesas da época natalícia. Este bolo está repleto de simbologia. Não é por acaso que tem forma de coroa e brilho nas suas frutas cristalizadas.
Reza a lenda que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. A côdea simbolizava o ouro, as frutas secas e cristalizadas representavam a mirra, e o aroma do bolo assinalava o incenso.
Ainda na base do imaginário, a existência duma fava também tem a sua explicação: Quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao Menino os presentes que levavam.
Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava.
De seguida cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia.
O Rei Mago que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus.
O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi, Gaspar, Baltazar, ou Belchior o feliz contemplado.

Melchior, Gaspar e Baltazar. São os nomes dos três Reis Magos, homens sábios do seu tempo.

Tinham, certamente, uma vida óptima e cheia de privilégios. Eram pessoas importantes, com estatuto e autoridade… Mas no seu coração ardia um desejo superior àquele bem-estar e aos conhecimentos que tinham.

Por isso, quando ouviram falar de Jesus, deixaram o conforto dos seus palácios e puseram-se a caminho. 
Não se limitaram a dar opiniões, nem a imaginar como seria... Simplesmente, arriscaram enfrentar as dificuldades de uma viagem desconhecida, movidos pela esperança de uma coisa maior.
Os Reis Magos levaram a sério o grito do coração e da inteligência e encontraram a resposta.
Bem diferente é a nossa tentação de hoje: em vez de aderir ao acontecimento de Cristo, o homem tenta manipulá-lo. É Bento XVI quem o diz: "o Jesus pós-moderno está reduzido a um homem do seu tempo, privado da sua divindade; ou então é um Jesus tão idealizado que mais parece uma fábula…"
E o Papa esclarece: o verdadeiro Jesus da história é objectivo. E aquele Menino no Presépio - que tem o segredo da vida e amor para dar - apenas pede um lugar no nosso coração, um pouco de espaço nas nossas casas e cidades…
Só que, para isso, é preciso ser simples e honesto, como foram os Reis Magos.

Aura Miguel
Fontes: Jornal das Caldas e Blogue "Família Real Portuguesa"
Publicado no blogue da Real Associação do Médio Tejo

Enviado pelo Partido Popular Monárquico

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

BOM ANO DE 2011, TEMPO DE BALANÇOS E DE ESPERANÇA

Está a chegar ao fim o ano de 2010, está também a chegar ao fim uma década. É tempo de balanços o que é natural, no ano do Centenário da República julgava eu que os 100 anos de imposição do regime iriam abafar tudo e todos dentro da Causa Monárquica, foi com muito bom agrado que constatei que afinal o maior movimento clandestino de Portugal está vivo e de boa Saúde.

Não só as sondagens demonstram a cada vez maior aceitação que o ideal Monárquico tem no Povo Português : 30% são a favor declaradamente de uma Monarquia quando noutros anos nem se imaginavam estes números, 12% do eleitorado do Bloco de Esquerda é Monárquico e 11% do eleitorado do PCP são monárquicos. Não é nada de novo para quem anda na rua como eu, sobre a forma e arruadas com o Movimento de Unidade Monárquica do qual sou fundador, ou sobre o contacto diário com amigos e vizinhos. As pessoas cada vez mais têm menos estigmas e complexos, no geral estão se pouco marimbando para a República e sinal de isso foram as comemorações do 5 de Outubro com meia dúzia de gatos pingados gozados com manifestações com bananas e máscaras de Darth Vaider. Foi uma enchente de monárquicos em Guimarães ao ponto do Francisco Louçã demonstrar publicamente a sua preocupação por cada vez mais os monárquicos estarem a participar civicamente e politicamente, mal ele sabe que estão em todo o lado e em lugares de topo de partidos.

Como Monárquico Democrata sinto imenso orgulho por ver que o Herdeiro do Trono de Portugal mais uma vez está a SERVIR o seu país e não se está a SERVIR dele como se pode ver aqui e pelo telegrama de Dilma Roussef a D.Duarte. Sim Portugal tem Futuro, nós monárquicos que acreditamos numa Monarquia Constitucional nunca colocamos e nunca vamos colocar a nossa Independência em Causa.

Foi também um ano diferente onde fui convidado a ir ao Congresso da Causa Real e discursar sobre o tema a Esquerda e a Monarquia , para mim foi um teste de fogo assessorado por amigos monárquicos de esquerda e também por amigos republicanos de longa data que reconhecem o papel dos monárquicos na Democracia em Portugal. Assumi responsabilidades como Coordenador das Redes Digitais do Instituto da Democracia Portuguesa onde toda a divulgação é feita por mim. Cada vez mais encontram-se pessoas que desejam ajudar e fazer alguma coisa, temos de todos ajudar e promover a União.

O Ano que se avizinha é um ano muito exigente, tenho a certeza que SAR Duarte de Bragança estará sempre ao lado dos que mais necessitam, que seja o farol da Esperança que este país tanto precisa e que os políticos actuais não nos conseguem dar.

Desejo a SAR D.Duarte de Bragança e à sua família um Bom Ano 2011 com paz e saúde, desejo a todos os Portugueses de todos os credos ( crentes numa fé e ateus ) e ideologias políticas um Bom Ano de 2011 que nos traga o melhor que o nosso Povo consegue dar.

Rui Monteiro

EM QUEM VOTAM OS MONÁRQUICOS NAS PRESIDENCIAIS?

Os monárquicos têm liberdade para tomarem qualquer posição nas eleições presidenciais, que se realizam no próximo dia 23, mas habitualmente abstêm-se ou invalidam o voto, notam responsáveis do Partido Popular Monárquico (PPM) e da Causa Real.

Em declarações à Lusa, João Mattos e Silva, vice-presidente da Causa Real, declarou a ausência de uma«posição unânime, nem uma directiva», embora seja «lógico» para os monárquicos não votarem na eleição do Chefe de Estado.

«Mas ninguém pode impedir as pessoas de exercerem os seus direitos de cidadania», argumenta o responsável, adiantando o apoio da Causa a quem entenda votar, uma vez que se vive numa República.

Mattos e Silva defende, como «muitos monárquicos», que «por uma questão de coerência não se deve votar, mas anular o voto» e assim cumpre-se o «dever de cidadão».

Nas outras eleições, os monárquicos são livres de votar e muitos são até filiados em partidos, recordou o dirigente que resume que a «monarquia está acima dos partidos».

Para esta campanha, como nas passadas, a Causa Real não agendou qualquer iniciativa embora continue a passar mensagens e a «denunciar aquilo que está mal na chefia de estado electiva» nomeadamente na Internet.

O PPM deverá na próxima semana começar as acções sobre as «contradições» do exercício da função de Presidente da República com a Constituição e a despesa «cada vez maior» do sistema para o país, informa o presidente do partido.

Paulo Estévão lembra que os chefes de Estado já foram líderes de partidos, estão «comprometidos»ideologicamente e têm apoios partidários «muito específicos»«a ideia que se estabelece é que não é presidente de todos os portugueses, ao contrário de um rei».

Para o líder do PPM, com um presidente «não existe isenção e capacidade para fazer convergir o povo para os grandes objectivos e para a unidade nacional».

Outra acção será mostrar que o «país gasta cada vez mais» com a República face ao número de ex-presidentes, que contrariamente aos «princípios republicanos» não voltam a ser «cidadãos comuns».

«Os ex-presidentes ficam com um conjunto de regalias, não só em termos de vencimento, como de pessoal, de segurança», enumera.

Sobre as eleições, o partido decidiu «liberdade de voto e os dirigentes e militantes poderão apoiar qualquer um dos candidatos».

No entanto, a prática é «não votar» e mesmo anular o voto com a frase ‘Viva o Rei’.

Publicado no blogue "Causa Monárquica"

S.A.R., O DUQUE DE BRAGANÇA ADERE AO MOVIMENTO "CORAÇÃO DA CIDADE"

O movimento de espírito solidário “Coração da Cidade”, iniciado por Vera Fernandes, apresentadora de rádio, vai ter um novo participante esta sexta-feira, véspera de Natal: Dom Duarte Pio, Duque de Bragança. A apresentadora da Cidade FM diz ter criado esta iniciativa por querer “tornar este Natal mais solidário e positivo, no meio da crise que Portugal atravessa”. O movimento teve início há três semanas, quando Vera saiu à rua para dar abraços às pessoas como presente de Natal e desafiá-las a fazer com ela o “Coração da Cidade”, um gesto que forma um coração com as mãos. Posteriormente passou a levar consigo uma câmara para documentar e partilhar no Facebook. Se primeiramente foi um acto isolado, mais tarde tornou-se num fenómeno que chamou muitos: Bibá Pitta, Angélico, Marco Paulo, Nilton, a equipa do Sporting, Toy, Maya, Padre Borga e Miguel Ângelo foram algumas das personalidades que aderiram a este movimento e cujos vídeos atingem milhares de visualizações na internet. Ainda que a sua missão termine esta sexta-feira, Vera Fernandes não vai ficar por aqui. A própria admite que “depois do Natal, espero continuar a ver todos os portugueses a fazer o ‘Coração da Cidade’, um gesto simples mas que simboliza o verdadeiro espírito solidário”.