domingo, 5 de dezembro de 2010
FALECEU O BISPO EMÉRITO DO PORTO, DOM JÚLIO TAVARES REBIMBAS
O bispo emérito do Porto D. Júlio Tavares Rebimbas faleceu hoje de madrugada, na Casa de Saúde da Boavista, no Porto, aos 88 anos, depois de uma vida dedicada à Igreja.
Filho de Sebastião Tavares e de Maria Antónia Tavares Rebimbas, nasceu na freguesia de S. Mateus de Bunheiro, concelho da Murtosa, em 21 de Janeiro de 1922.
Frequentou o colégio de Ermesinde e o seminário de Vilar, no Porto até 1939, passou pelo seminário dos Olivais, em Lisboa, pelo seminário de Santa Joana em Aveiro e concluiu o curso teológico no seminário dos Olivais, em 1945.
Foi ordenado presbítero pelo arcebispo-bispo de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, em 29 de Junho de 1945, em Pardilhó. Em 1946 foi nomeado pároco de Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho, em Anadia.
Em 1959, foi nomeado monsenhor pelo papa João XXIII.
Em 21 de Janeiro de 1962 foi eleito vigário capitular da diocese de Aveiro, por falecimento de D. Domingos da Apresentação Fernandes e em 8 de Dezembro do mesmo ano, assumiu o cargo de governador do Bispado de Aveiro, na ausência de D. Manuel de Almeida Trindade. Em 1963, passou a Consultor Diocesano e de novo Vigário geral.
Fundou, em 1954, o boletim "Família Paroquial", o Centro de Formação e Assistência de Ílhavo, o Património dos Pobres de Ílhavo, o "Lar de S. José" destinado a pessoas idosas e 18 casas para famílias pobres.
Em 27 de Setembro de 1965 foi eleito, pelo Papa Paulo VI, Bispo do Algarve e tomou parte na última sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II. Em 26 de Dezembro, dia de Santo Estêvão, do mesmo ano, foi ordenado Bispo, no Estádio Municipal de Ílhavo. No final de Janeiro de 1966 tomou posse da Diocese do Algarve.
Em 1 de Julho de 1972 foi eleito Arcebispo de Mitilene e Auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa e em 3 de Novembro de 1977 foi eleito pelo papa Paulo VI para primeiro Bispo da Diocese de Viana do Castelo, criada na mesma data.
A 12 de Fevereiro de 1982 foi nomeado Bispo do Porto e, na mesma data, Administrador Apostólico de Viana do Castelo.
Tomou posse da Diocese do Porto em 2 de Maio de 1982 e no dia 15 de Maio recebeu o Santo Padre João Paulo II, no Porto. Eleito no mesmo ano para o Conselho Permanente do Episcopado Português foi nomeado em Janeiro de 1986 para Membro da Congregação dos Bispos.
Em 31 de Maio de 1997 recebeu a Medalha de Honra da Câmara Municipal do Porto e em 30 de Junho de 1997, com a nomeação de D. Armindo Lopes Coelho para Bispo do Porto, foi aceite a sua resignação como Bispo do Porto.
D. Júlio Tavares Rebimbas morreu hoje aos 88 anos.
(Fonte: Jornal Público)
Frequentou o colégio de Ermesinde e o seminário de Vilar, no Porto até 1939, passou pelo seminário dos Olivais, em Lisboa, pelo seminário de Santa Joana em Aveiro e concluiu o curso teológico no seminário dos Olivais, em 1945.
Foi ordenado presbítero pelo arcebispo-bispo de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, em 29 de Junho de 1945, em Pardilhó. Em 1946 foi nomeado pároco de Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho, em Anadia.
Em 1959, foi nomeado monsenhor pelo papa João XXIII.
Em 21 de Janeiro de 1962 foi eleito vigário capitular da diocese de Aveiro, por falecimento de D. Domingos da Apresentação Fernandes e em 8 de Dezembro do mesmo ano, assumiu o cargo de governador do Bispado de Aveiro, na ausência de D. Manuel de Almeida Trindade. Em 1963, passou a Consultor Diocesano e de novo Vigário geral.
Fundou, em 1954, o boletim "Família Paroquial", o Centro de Formação e Assistência de Ílhavo, o Património dos Pobres de Ílhavo, o "Lar de S. José" destinado a pessoas idosas e 18 casas para famílias pobres.
Em 27 de Setembro de 1965 foi eleito, pelo Papa Paulo VI, Bispo do Algarve e tomou parte na última sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II. Em 26 de Dezembro, dia de Santo Estêvão, do mesmo ano, foi ordenado Bispo, no Estádio Municipal de Ílhavo. No final de Janeiro de 1966 tomou posse da Diocese do Algarve.
Em 1 de Julho de 1972 foi eleito Arcebispo de Mitilene e Auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa e em 3 de Novembro de 1977 foi eleito pelo papa Paulo VI para primeiro Bispo da Diocese de Viana do Castelo, criada na mesma data.A 12 de Fevereiro de 1982 foi nomeado Bispo do Porto e, na mesma data, Administrador Apostólico de Viana do Castelo.
Tomou posse da Diocese do Porto em 2 de Maio de 1982 e no dia 15 de Maio recebeu o Santo Padre João Paulo II, no Porto. Eleito no mesmo ano para o Conselho Permanente do Episcopado Português foi nomeado em Janeiro de 1986 para Membro da Congregação dos Bispos.
Em 31 de Maio de 1997 recebeu a Medalha de Honra da Câmara Municipal do Porto e em 30 de Junho de 1997, com a nomeação de D. Armindo Lopes Coelho para Bispo do Porto, foi aceite a sua resignação como Bispo do Porto.
D. Júlio Tavares Rebimbas morreu hoje aos 88 anos.
(Fonte: Jornal Público)
sábado, 4 de dezembro de 2010
RECUPERAR PORTUGAL!
A história é feita de ciclos. Parece-nos impossível que o Homem consiga viver de outra maneira. E neste momento, passamos a fase final de um ciclo, finalizamo-lo da pior maneira, em resultado da nossa ganância desmedida e irresponsável. Eis o resultado de uma política e estilo de vida baseada no incremento estúpido da riqueza material e de desprezo total pelo outro. Sem padecermos de necessidades, elas são-nos criadas por uma máquina comercial subversiva, abrindo-nos novos campos de vazio, os quais queremos, anestesiadamente, preencher. Estamos, sem perceber, a sermos escravos de um esquema criado por nós. Abramos os olhos, tenhamos noção daquilo que queremos e do que necessitamos. Sejamos racionais na nossa irracionalidade. Tenhamos clarividência e encaminhemos a nossa energia e posse para o que é realmente importante e indispensável. Não nos enganemos a nós próprios e aos outros. Desta forma, forçamos ainda mais a curvatura do ciclo e precipitamos ainda mais a sua decadência final. Abramos os olhos, agora que tocámos no fundo, e percebamos que o laxismo é o oposto do trabalho e que sem trabalho nada teremos. Percebamos que nos enganaram, que nos pagaram para ficarmos mais pobres e dependentes daqueles que nos querem vender ajuda. Não dá-la, mas vendê-la. Olhemos à volta e percebamos que nos tiraram tudo: recebemos para nada produzir. Acordemos e percebamos que a nossa sobrevivência radica no nosso trabalho, na nossa produção e não na caridade alheia. Tenhamos vergonha daquilo em que nos tornámos: passámos de uma glória para uma desgraça. Fomos um exemplo de liderança e de coragem e até um modelo de sociedade. Hoje, renegamos aquilo que ensinámos e mostrámos ao mundo. Em suma, percebamos que temos que recuperar aquilo que perdemos: a nossa agricultura, a nossa pesca, o nosso artesanato, a nossa indústria, a nossa massa cultural. Com o Rei que garanta a unidade nacional, tomemos o destino de Portugal nas nossas mãos!
Fonte: Mário Neves em "Fidelíssimo" (Vice-Presidente da Real Associação da Beira Litoral)
MONARQUIA E MOBILIDADE SOCIAL
Tratando primeiro da mobilidade social: esta não é apanágio da república; não houve um momento de cisão a 5 de Outubro de 1910 em que uma ordem medieval e feudal se esvaneceu dando origem a um país de liberdade, fraternidade e igualdade. Já durante a Monarquia estruturas como a primogenitura, o morgadio, os cargos hereditários foram sendo abolidos (veja-se as reformas do Marquês de Pombal ou a Lei da Extinção do Morgadio de 1863). Em plena monarquia muitos indivíduos de origem humilde chegaram a ocupar posições de destaque. A título de exemplo veja-se Lucas de Seabra da Silva, 1º Morgado de Fail e de Lobão, conselheiro d’El-Rei D. João V e pai do famoso José de Seabra da Silva (este último um dos homens mais importantes do seu tempo). Era filho de um obscuro senhor de Sta. Maria da Feira sobre o qual pouco se sabe. Note-se ainda fidalgos de origem provinciana que acederam a cargos até aí reservados à nobreza de corte (1º Marquês de Pombal e D. Alexandre de Sousa Holstein, entre outros) ou até mesmo comerciantes de grosso trato que no século XIX vieram a integrar a elite portuense (Constantino do Vale Pereira Cabral, Alfredo Allen 1º visconde de Villar d’Allen, Domingos da Silva Freitas). Assim sendo, a meu ver o Monarquia é perfeitamente capaz de recompensar o mérito, havendo mobilidade social, sem ser o disparate que actualmente se verifica—distribuem-se comendas como copos de água, o presidente dá louvores e medalhas a indivíduos que deviam estar na prisão, etc.Quanto à questão da existência da nobreza, penso que é dos aspectos mais positivos da Monarquia. Por um lado, é a garantia de que os nomes de homens de valor não ficam perdidos na História, sendo representados pelos seus descendentes de sangue. Com efeito, um título é uma forma de património histórico que deve ser mantido, preservado e respeitado, tal como um museu ou um artefacto. Por outro lado, é imprescindível lembrar que a nobreza não é uma classe estanque: um indivíduo cujas origens não sejam nobres pode aceder a esta casta de faça algo que mereça essa distinção. É, de certa forma, o reconhecimento final do mérito, uma distinção que deve ser exclusiva, para não perder a sua importância (aprenda-se com a república, em que uma medalha pouco ou nada vale—todos têm).
Henrique Sousa de Azevedo
Fonte: Plataforma Pensar Claro
HINO PATRIOTICO - VENCER OU MORRER - COMPOSTO POR MARCOS PORTUGAL EM 1809
Primeiro Hino Nacional de Portugal oficialmente reconhecido, composto em 1809 em plena Guerra Peninsular.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
HÁ 30 ANOS MORREU UM MONÁRQUICO CONVICTO: FRANCISCO SÁ CARNEIRO
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro (Porto, 19 de Julho de 1934 — Camarate, 4 de Dezembro de 1980)
Foi um político português, monárquico democrata, fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata, e ainda Primeiro-Ministro de Portugal, durante cerca de onze meses, no ano de 1980.
Durante o Estado Novo
Advogado de profissão, licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime salazarista, para a Assembleia Nacional, convertendo-se em líder da Ala Liberal , onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota. Foi, no entanto, na cidade do Porto, sua cidade natal, que o Partido Social Democrata tem a sua génese, no diálogo entre Mário Montalvão Machado, Miguel Veiga ou Artur Santos Silva (pai).
Pós 25 de Abril de 1974
Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), entretanto redesignado Partido Social Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.
Nomeado Ministro (Sem Pasta) em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e, em 1976, eleito deputado (na I Legislatura) à Assembleia da República.
Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.
Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.
Uma morte inesperada
Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.
Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes…
Vinte e oito anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção do avião), ou a de atentado (neste último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).
Homenagem
O aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome, apesar das objecções de que não seria elegante dar a um aeroporto o nome de alguém que havia morrido num desastre de aviação.
Obras
Sá Carneiro foi autor de várias obras, das quais se destacam:
Uma Tentativa de Participação Política (1973)
Por uma Social-Democracia Portuguesa (1975)
Poder Civil; Autoridade Democrática e Social-Democracia (1975)
Uma Constituição para os anos 1980: Contributo para um Projecto de Revisão (1979).
(Fonte: Realistas)
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