sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
ARGUMENTOS E CONTRA-ARGUMENTOS (II)
Súbdito! Esta palavra parece aterrorizar e fazer tremer os republicanos. Apesar de não compreenderem (ou fingirem que não compreendem) o significado contemporâneo de tal palavra, isso não os impede de usar a questão de “ser súbdito” como arma de arremesso contra o sistema monárquico. O ponto fundamental é que essas pessoas tendem a confundir frequentemente (de propósito ou não) o “ser súbdito” com o “ser subserviente”. Apesar de esta confusão ser do mais errado possível, este é um dos argumentos dos republicanos contra a monarquia e que é necessário desmistificar.
No que diz respeito às monarquias europeias, e apesar de estar claramente a cair em desuso, por vezes ainda se emprega a palavra súbdito quando se fala da população de determinado Reino relativamente ao seu Rei/Rainha. Esse uso, contudo, deve-se a uma questão unicamente de tradição não se traduzindo, na prática, em nenhum poder especial por parte do monarca nem na perda de nenhum tipo de liberdade por parte dos cidadãos. A verdade é que se pode dizer que a palavra ainda é usada simplesmente porque “fica bonito e soa bem”.
Ao contrário da ideia que muitas vezes os republicanos querem fazer passar, numa monarquia, “ser súbdito do Rei” não implica qualquer perda de liberdade (antes pelo contrário). Lamentavelmente muitas pessoas, na sua simplicidade e inocência, ainda acreditam, nestes mitos criados e difundidos por campanhas republicanas, o que se reveste de uma enorme gravidade. Não há que ter medo da palavra “súbdito”.
Mas para quem se preocupa tanto em não ser súbdito de ninguém (apontando de imediato o dedo ao Rei) é no mínimo estranho que nada diga quanto à subserviência que se vive, não estando nós em monarquia.
As nossas indústrias fecham, a agro-pecuária é deixada ao abandono e as pescas são desprezadas, trazendo o aumento da taxa de desemprego e a pobreza. Ao mesmo tempo os mercados nacionais são invadidos de todo o género de produtos estrangeiros. A partir desse momento os Portugueses passam a ser subservientes, queiram ou não.
A partir do momento em que se criam dívidas imensas com juros altíssimos, cada vez mais difíceis de pagar, Portugal passa a estar subserviente daqueles que lhe emprestaram o dinheiro.
A partir do momento em que não se abrem vagas em medicina (nas faculdades nacionais) suficientes para suprir as necessidades do País mas se contratam médicos estrangeiros, aí Portugal e os Portugueses estão a ser subservientes.
A partir do momento em que quase se despreza (e sem dúvida maltrata) a língua nacional (património único que define a identidade nacional), está-se a ser subserviente.
E a lista não fica por aqui!
O 1º de Dezembro aproxima-se, celebrando mais um aniversário da Restauração da Independência. É importante que todos compreendam, no quadro do sec. XXI, a diferença entre ser súbdito [de um Rei] e o ser subserviente e vejam o que preferem ser: se livres súbditos ou se aprisionados subservientes.
(continua …)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
PARTICIPAÇÃO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA NO SEMINÁRIO "PARTICIPAR NA VIDA PÚBLICA E PARTILHAR A VIDA PRIVADA"
No dia 11 de Novembro de 2010, pelas 18:30h, ocorreu no Auditório A1 da Universidade Católica Portuguesa do Porto, o Seminário Participar na Vida Pública e Partilhar a Vida Privada ,organizado pela Associação Mulheres em Acção e que contou com o apoio do Projecto «Porto Cidade Solidária» da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Nesta Conferência participou e discursou S.A.R., A Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança.
DISCURSO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA
Agradeço o convite que me foi feito pela Associação Mulheres em Acção para vir à Universidade Católica tomar parte neste encontro sobre «Participar na Vida Pública e Partilhar a vida Privada». Parabéns pela iniciativa.
A questão que começava por lembrar é que todos temos uma vida pública.
Sendo verdade que uns estão mais expostos do que outros, todos estamos conscientes que há sempre em cada um de nós uma realidade pública, na consciência de que só há uma maneira de viver a vida: civicamente.
A verdade humana é feita de relacionamentos, de interdependências... enfim um tecer de comunidades, ligações e responsabilidades que têm sempre um aspecto público.
Pelo simples facto de estarmos comprometidos com aquilo que fazemos - o que quer que seja que façamos -, no nosso dia a dia de afazeres e deveres, no trabalho e na relação com os outros... somos todos chamados a dar exemplo.
Dito isto, é igualmente importante estabelecer que todos temos também uma vida privada. Essa é que é a história íntima dos nossos sonhos e lutas, do esforço quotidiano para sermos cada vez mais coerentes, das alegrias serenas da missão cumprida, das dores do mundo que sofre à nossa volta e que nos atinge pessoalmente a cada um.
Tendo todos, ao mesmo tempo uma vida pública e uma vida privada, onde se encontra o equilíbrio entre as tensões de uma e de outra?
A minha atitude na vida é que vida privada é um direito e a vida pública um dever. E que, na medida em que para nós é claro o campo de intervenção de uma e de outra, teremos encontrado o caminho desse equilíbrio.
A coisa pública é aquilo que é a obrigação de todos. O bem comum pelo qual todos somos responsáveis e para o qual todos devemos colaborar.
É neste aspecto o que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem do sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons. Por isso cabe a cada um definir-se perante todas as iniciativas por forma a que o bom nunca fique em silêncio.
Participar na vida pública é consequência lógica de existirmos como seres humanos. É o reflexo das nossas convicções, daquilo que são os valores constitutivos da nossa natureza e da nossa identidade.
E mais que isso, nada do que é humano nos pode deixar indiferente. A injustiça nalgum lado é uma ameaça à justiça em todo o lado.
Não nos podemos esquivar às nossas obrigações que advêm de duas fontes: as leis da natureza e a nossa identidade como Cristãos e Portugueses.
As leis da natureza clamam por respeito e boa gestão, quer ao nível da dignidade das pessoas quer dos bens em si. A Terra não é um recurso, ela é uma relíquia de família.
Quanto à nossa identidade, somos Cristãos e Portugueses. Como Cristãos temos que ser capazes, assim nos exorta São Pedro na sua Carta «de dar a quem quer que seja as razões da esperança que há em nós». Essa esperança baseia-se na certeza do amor de Deus por cada um e na certeza da vida de felicidade eterna que está aberta para todos aqueles que procuram viver desse amor já aqui no mundo.
Como Cristãos, também sabemos que não estamos sozinhos naquilo que muitas vezes é «a canseira do caminho» como tão bem diz o Papa Bento XVI na sua encíclica "Salvos pela Esperança". «O Senhor é a minha força e salvação, a quem hei-de temer?» pergunta o Salmo 26.
Como Portugueses, temos uma história de quase 900 anos, cheia de grandes feitos de que nos devemos orgulhar: uma vivência de comunidade em que criámos uma identidade singular com um conjunto de qualidades que ainda hoje são apreciadas e procuradas por todo o mundo. E se nos desgosta legitimamente aquilo que não corre bem, ou alguém em quem não nos revemos, temos a expectativa de que a seu tempo será corrigido, sem pressas, sem angústias, que com a sabedoria e a calma própria de quem já viveu muito e que a História não pára aqui. E sobretudo nessa altura temos o dever de fazer valer os nossos sucessos como incentivo a ultrapassarmos as dificuldades com que cada geração de depara. É aqui apropriada a sabedoria chinesa, também milenar, que diz que qualquer crise é feita de perigo mas sobretudo de oportunidade.
Em época de crise, quando todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços. E isso torna-se um rastilho para a acção. (Ou não fosse esta conferência resultado das Mulheres em Acção).
No que diz respeito à questão da vida privada, é claro para todos, que cada um tem direito à privacidade e a estabelecer os limites a partir dos quais pretende ver respeitada essa privacidade. Mas parece que se gerou alguma confusão entre um certo egoísmo que consiste em não querer saber - nem ser incomodado - mesmo em circunstâncias que exigem generosidade, com o oposto - que é fazer estendal da própria privacidade para granjear atenções com vista a um qualquer intuito.
Só assim se percebe que haja quem se queira expor, muito para além do que é razoável, pretendendo transformar o que não interessa senão ao próprio, numa coisa que supostamente diria respeito a todos.
A vida privada só deve ser partilhada na medida em que pode ajudar os outros, encorajando pelo exemplo, dando alento, estando próximo dos que sofrem, recentrando questões... e na proporção dos benefícios a obter.
O bom senso é um elemento essencial da vida para não deixar distorcer a realidade. As coisas são o que são, e é na compostura e na cerimónia que se prova o respeito pelo próximo.
Quer a vida pública quer a privada são espelho dos valores que nos regem, e testemunho da maneira como procuramos que a nossa vida seja responsabilidade.
Vida pública e privada só se reconciliam respeitanto o forum próprio de cada uma. Não permitindo que haja confusão entre as duas.
Viver a vida e ser capaz de se comprometer na esfera pública, de se empenhar na procura da verdade, do belo e do bom, é sonhar construir um mundo melhor.
Porque o mundo pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.
Muito obrigada.
Fonte: Casa Real Portuguesa
DUQUE DE BRAGANZA: EL JEFE DE LA CASA REAL PORTUGUESA EN BARCELONA: "LA REINA SOFIA ES UNA MUJER EXTRAORDINARIA"
Parece que a la familia real sueca se le van sumando los escándalos, pues tras las fuertes críticas a los Príncipes herederos Victoria y Daniel por su fastuoso viaje de novios pagado por un multimillonario sueco el verano pasado, la nueva biografía del Rey Carlos XVI Gustavo, revela ahora su participación en todo tipo de encuentros sexuales en situaciones embarazosas y habla de un Rey con limitada inteligencia y poco interés por el cargo, y en breve se anuncia otra biografía, en este caso de su consorte la Reina Silvia, titulada “Silvia, Reina por encima de todo”, que ya está despertando un enorme interés en la prensa y en la opinión pública del país escandinavo. Entre tanto el Duque de Braganza, jefe de la casa real de Portugal, que por razones desconocidas no fue invitado el verano pasado a la boda real sueca, ha pasado unos días en Barcelona invitado por el Círculo del Liceo, el prestigioso club social asociado al gran teatro del Liceo.
Don Duarte, que como jefe de la familia real lusa mantiene muy buenas relaciones con el estado portugués, que siempre cuenta con su presencia en las cenas de estado ofrecidas a monarcas extranjeros de visita en el país, llegó a Barcelona el pasado 9 de noviembre y al día siguiente dio una conferencia en la citada institución en la que disertó sobre la historia de la dinastía portuguesa y su íntima vinculación con España.
Recibimiento y reencuentro - En su intervención el Duque de Braganza, que fue muy bien recibido por la buena sociedad barcelonesa y que se reencontró con su prima la Princesa Elisalex de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, destacó su deseo de haber querido disertar en catalán, lengua que conoce y aprecia, la importancia de Cataluña en la historia de la restauración de la monarquía portuguesa en 1640, y su gusto por revisitar la ciudad condal a la que su esposa y sus hijos viajan con frecuencia camino de las pistas de esquí de Andorra. Hombre de clara vocación política que trabaja con interés por el fomento de una comunidad lusófona internacional, el Duque de Braganza mantiene, en virtud de su jefatura de la familia real portuguesa, estrechos vínculos políticos con las antiguas colonias portuguesas en África, países a los que viaja con frecuencia, y se hace presente en la vida política y social de Portugal donde en fechas recientes fue invitado por el presidente de la república a algunos de los actos oficiales organizados con ocasión de la visita a su país de sus primos los grandes Duques de Luxemburgo.
Persona de acendrada religiosidad compartió su gran admiración por la figura del papa Benedicto XVI, que meses atrás canonizó a su antepasado Nuño Alvares Pereira, y cuya visita a Barcelona dijo haber seguido con gran interés. Pariente de la mayor parte de las actuales casas reales en ejercicio, el Duque de Braganza resaltó su buena relación con sus primos lejanos el Rey Juan Carlos, a quien trató mucho en sus años de juventud en Portugal, y la Reina Sofía, alabando su excelente labor y la extraordinaria personalidad de Doña Sofía, a quien frecuenta más en los últimos años y a quien calificó de “persona extraordinaria”. Así mismo puso un gran énfasis en el importante papel que el conjunto de las casas reinantes de Europa están teniendo actualmente en la promoción del fomento de políticas sociales, de los microcréditos, y de la adopción de medidas en el ámbito internacional para la promoción de la ecología, el desarrollo sostenido y todos los temas relacionados con el medio ambiente.
Don Duarte, que en próximas fechas viajará a Bruselas para asistir a la boda religiosa del nuevo Duque de Parma, se interesó por los cambios de los últimos años en Barcelona, que no visitaba desde la boda de la Infanta Cristina, y paseó por el centro histórico de la ciudad.
Ricardo Mateos - Extra Confidencial.com
Publicada porMaria Menezes no Blogue "Família Real Portuguesa"
S.A.R., DOM DUARTE CONCEDE PATRONATO REAL À AHP - ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Acaba de ser criada, na histórica Vila da Batalha, a AHP – Aldeias Históricas de Portugal, uma Associação de Defesa, Reabilitação e Salvaguarda do Património. Considerando o carácter de raridade das aldeias históricas e a sua individual e singular identidade assim como o facto que as aldeias históricas são, à sua maneira, lugares de excepção no âmbito do património construído, os signatários da escritura de constituição na maioria, oriundos de Monsanto, ou ligados à aldeia, por laços familiares ou por outras razões, ou, ainda, por aí residirem, entenderam constituir-se como impulsionadores e parte integrante de uma Associação vocacionada para a defesa, reabilitação e salvaguarda do património.(...)(...) Representadas na Associação ficaram as Aldeias Históricas já incluídas no PPDR (Promoção do Potencial de Desenvolvimento Regional), nomeadamente: Monsanto da Beira, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Piódão, Sortelha, Almeida, Belmonte, Trancoso mas todas as outras Aldeias Históricas e Seculares de Portugal que se queiram associar em rede a este projecto, em qualquer altura, poderão fazê-lo.(...)
(...) Consciente do potencial turístico das Aldeias Históricas Dom Duarte, Duque de Bragança, concedeu ao projecto o seu Patronato Real achando que uma associação desta natureza ajuda até a combater a desertificação e a contribuir para o estudo e soluções dos problemas de urbanismo e contenção e áreas envolventes das Aldeias Históricas em referência.
Fonte: AUREN
Publicada por Maria Menezes no Blogue "Família Real Portuguesa"
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