sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A ARTE NATURAL DO REI DOM CARLOS I

 
Apreciador de boa mesa e sobretudo do convívio em Seu redor com amigos e convidados, Dom Carlos nunca se eximiu a desenhar ele próprio os menus de muitas das refeições serividas em Vila Viçosa (tal como fazia a bordo dos seus iates). Os temas estavam normalmente ligados à cinegética ou ao mar, consoante a ocasião ou a inspiração. 
 
 
Por outro lado, o Rei também desenhou os motivos de um serviço de jantar que o Conde de Sabugosa ofereceu ao amigo comum Bernardo Pindela, Conde de Arnoso. Por último, fez ainda algumas incursões no campo da cerâmica. Conta-se que durante as Suas estadas nas Caldas da Rainha os Reis frequentavam com alguma assiduidade o atelier do mestre Bordalo Pinheiro.
 
Livro D. Carlos, com a direcção de Joaquim Vieira

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MUITAS DESGRAÇAS... POUCAS "GRAÇAS"

A realidade diz-me (-nos) que não somos pessimistas acerca da situação económica do País; de má, tem tendência para péssima. Perguntaram-me muitas vezes a minha opinião: é melhor cair, ou não cair o Governo? Francamente, não tenho resposta. E não sou só eu: sábios ( ou não) da especialidade também não têm, resposta, para o Primeiro Ministro a culpa é da crise internacional. Dele, é que não, pois os “ indicadores estão a melhorar “! Mas buscam-se restos de comida nos caixotes do lixo, ao cair da noite, junto aos restaurantes; a pobreza envergonhada tem que ser procurada em suas casas, pelas Instituições de Solidariedade Social e de Acção Socio-Caritativa. Por contraste, uma mini-minoria abarrota de capitais e de iguarias e nem sequer se pode chegar aos restos dos seus dourados caixotes ás portas das suas sumptuosas mansões (antigamente designavam-se por palácios, nos tempos da discriminadora Monarquia). O anterior Governo, em valor “ declarado “, disponibilizou 20 milhões de euros para as Comemorações do Centenário de 3 Repúblicas, nascidas de assassínios, perseguições, nunca legitimadas pelo voto popular e que esta semi-democrática constituição da R.P. continua a impedir o referendo. A propósito, uma proeminente figura do republicanismo – aliás daqueles com quem, embora discordando, se pode dialogar com serenidade – induziu-me há dias, a modificar a minha pacifica posição sobre o assunto: “Monarquia, só com uma Revolução “! Bom, por este andar, não andará longe, mas não seremos nós, Monárquicos que a faremos.

A propósito de semi-democracia: Portugueses, Monárquicos e não só, comemoram todos os anos o Dia da Fundação,5 de Outubro de 1143, Dia Nacional por excelência sem subsídios, claro está, mas pior ainda, sem que a C.S. da República seja autorizada a dar notícias. Este ano com acontecimentos importantes, em Coimbra, como é habitual, na Igreja de Santa Cruz, junto aos Túmulos do Rei Fundador e de seu Filho, o Povoador ( com a desertificação republicana do Território bem precisávamos de um neste momento! ), em Celorico de Basto celebrando a União de Monárquicos desavindos com a Casa Real Portuguesa, personificada pelo Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, cuja presença marcou igualmente, no dia 5, numa Guimarães em apoteose sem necessidade de folclore, música, dança, teatro e outras diversões. Pagas, como é obvio. No congresso do PPM, nem um Órgão da C.S.. Como dizia, há anos, em Campanha Eleitoral nos Açores e por ordem do César da R.A., a responsável pela equipa de reportagem: “A RTP não se rege por critérios legais, mas jornalísticos”. “E esta, hein?”. 

Miguel Pignatelly Queiroz

Fonte:
Diário As Beiras

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 Já vivemos num regime realmente progressista, importados com grandes causas de valor, e não me refiro a pseudo bandeiras como o aborto, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e outras menoridades, refiro-me, por exemplo, quando abolimos a pena de morte. Isso sucedeu nos reinados de D. Maria II e D. Luís I. 
A república que, após 1910, tudo perdeu do Império, que não o soube tratar e adaptá-lo, recebe com pompa e circunstância Hu Jintao, presidente da república popular da China, um regime colonialista e comunista, república que ainda integra a pena de morte, mas que agora apresenta-se com um formato híbrido (à mistura com uma forte veia capitalista) e como potencial comprador de dívida pública portuguesa.

Neste contexto, o presidente Aníbal Cavaco Silva recebe aquele regime com forte aparato, incluindo montadas da GNR (pobre do militar que caiu do cavalo e pior…teve de cumprimentar o ditador), jantar de gala, etc, tudo para “sensibilizar” a poderosa China a comprar-nos, um pouco à semelhança da entrega vergonhosa de Macau.

Esta nossa república não tem qualquer sabor, expressão ou, se assim posso qualificar, carácter de regime. Derrete-se ao primeiro que torce o nariz ou nos dá umas esmolas...

No século XIX, já Portugal estava longe do poderio de outros tempos, mas ainda assim, o Grande Rei D. Pedro V, foi um acérrimo defensor da abolição da escravatura. Aquando do seu reinado, ocorreu um episódio que definiu a convicção do monarca nessa matéria e que, simultaneamente, demonstrava a fragilidade de Portugal perante as grandes potências da altura. Assim, junto à costa de Moçambique é apresado um navio negreiro francês, tendo o seu comandante sido preso. O governo de França, não só exigiu a libertação do navio, bem como uma avultada indemnização ao governo português. Mas o Rei não abdicou de firmar a sua convicção liberal e marcou o sentido de posição de Portugal enquanto Nação e dos portugueses que se orgulharam deste seu representante.

Publicada porPPA (Incúria da Loja)

MENSAGEM D'EL REI D. MANUEL II NO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DA MORTE DO CONDE DE SABUGOSA


“Saudade, Gratidão. São as duas primeiras palavras, que o coração me dita, ao escrever estas linhas sobre aquele grande Português e amigo admirável, que foi António Vasco, Conde de Sabugosa. Saudade, a mais portuguesa de todas as palavras, ...cheia de sentimento, que tanto significa; palavra que para mim representa, - Portugal!

E o pensar no amigo querido, recordo o passado, com ele vivido desde o meu nascimento; as horas alegres, as horas trágicas, os risos da adolescência, as lágrimas da juventude!

Bem-haja, Amigo, que a meu lado, até à morte, mesmo de longe sempre encontrei, firme como um rochedo, modelo de caracteres, exemplo de dedicações.

Se pode haver uma consolação da minha tristeza, é o poder, publicamente, patentear a minha gratidão à memória daquele que DEUS chamou a SI.

Em tudo, foi António Vasco um verdadeiro Português, fidalgo pelo nascimento, fidalgo pelos seus sentimentos. Para falar dele faltam-me «engenho e arte», mas sobejam-me «Saudade e Gratidão».

Com orgulho posso dizer, que poucos, dos vivos, conheceram tão inteiramente o Conde de Sabugosa: longas conversas durante a «rosa divina» tão portuguesa; o nosso desabafo trazia a talho de foice todos os assuntos; uma correspondência seguida, que ligava a nossa amizade, deram-me o privilégio de poder na verdade apreciar, não só o valor, as qualidades excepcionais, mas a «Ideia» do Conde de Sabugosa. Foi bela essa Ideia, sobre a qual tantas vezes me falou e me escreveu: - Mostrar aos novos, o Passado.

Sabugosa dedicou os últimos anos da sua vida, já doente, à ideia do ressurgimento do nome português, e de tal forma o fez, que dele se pode dizer: Bem serviu e bem honrou a sua Pátria.

Desfez lendas peçonhentas, com colaboração de um outro amigo querido e ilustre homem de ciência, António de Lancastre, e, no seu estilo encantador, fez reviver o Passado, para que sirva de exemplo ao Futuro!

Saudade, Gratidão. Ao terminar, o meu coração dita-me as palavras com que iniciei estas linhas. No primeiro aniversário da morte do grande Português, do Amigo, inclino-me prestando homenagem Àquele que morreu como viveu, tendo sempre como lema a tão bela divisa Portuguesa: «Deus, Pátria e Rei»!

1924

Manuel, R.”
(Fonte: "Vencidos da Vida" no Facebook)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

QUERER UM RUMO PARA PORTUGAL...

Nestes tempos conturbados da política nacional em que o despotismo partidário coloca de lado os interesses supremos da nação e, a cima de tudo, de nós - Portugueses, o papel do Presidente da República é posto à prova pelo próprio sistema.

A fragilidade da posição ocupada pelo Chefe de Estado fica à vista de todos nós, chovem críticas de todos os sectores políticos mediante as posições que assume e as decisões que toma. Levanta-se uma vez mais a questão  da imparcialidade e da arbitrariedade do mesmo. Não houve até à data nenhum Presidente da República que não fosse eleito por um partido, e por mais que se tente personalizar esta eleição a parcialidade da figura eleita é inevitável e consequente à sua facção política.

Da esquerda à direita apresentam-se candidatos, que sem deverem ou poderem ter um programa político, apresentam-no! Há por parte dos participantes nesta "corrida" a Belém, um jogo que se baseia puramente em comparar a acção do actual Presidente com a que eles próprios teriam mediante a actual, ou as actuais situações.

É frequente ouvir-mos dizer que a figura do Presidente da República carece de grande participação política. O problema reside não na forma como essas funções foram pensadas, mas sim na pessoa que as desempenha. Partidarizar uma função que só de si deve ser independente é criar um verdadeiro paradoxo.

Portugal carece, acima de tudo, de estabilidade. O Rei comporta em si um factor de estabilidade e de imparcialidade intrínsecos à sua existência - o facto de não poder votar em eleições, a preparação que recebe para o exercício das suas funções e o cariz natural e humano com que as desempenha , em tudo contribuem para essa desejada estabilidade.

O sistema que nos governa hoje em dia em tudo se assemelha ao de uma Monarquia Constitucional e Parlamentar, a questão é que foi criado para uma chefia de estado que não a Republicana, mas sim a Real! 
 

HOJE É DIA DE SÃO MARTINHO

No calendário litúrgico, o dia de S. Martinho celebra-se a 11 de Novembro, data em que este Santo, falecido dois ou três dias antes em Candes, no ano de 397, foi a enterrar em Tours, França.
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Hoje em dia, não sendo o uso do missal tão frequente, nem todos os crentes católicos se lembrarão de ver, nos dias festivos do ano, o que se diz relativamente ao dia 11 de Novembro e ao seu Santo: «São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de “verão de S. Martinho”, rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João.» (in Missal de Dom Gaspar Lefebvre )

Com efeito, S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até uma época recente, o santo mais popular de França. O seu túmulo, abrigado desde o séc. V por uma Basílica (sucessivamente destruída e reconstruída) em Tours, era o maior centro de peregrinação de toda a Europa Ocidental. A sua generosidade e humildade, aliadas a uma enorme fama de milagreiro fizeram dele um dos santos mais queridos da população. E ainda hoje o seu espírito de partilha é fonte de inspiração.
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São Martinho é santo patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (hoteis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho e dos alcoólicos reformados, dos soldados... dos cavalos, dos gansos, e orago de uma série infindável de localidades de Beli Benastir, na Croácia, a Buenos Aires, na Argentina (fonte Catholic Community Forum) passando, evidentemente, por numerosíssimas sítios de Norte a Sul de Portugal.

O facto de o seu dia coincidir com a época do ano em que se celebra o culto dos antepassados e com a altura do calendário rural em que terminam os trabalhos agrícolas e se começa a usufruir das colheitas (do vinho, dos frutos, dos animais) leva a que a festa deste Santo tenha toda uma componente de exuberância que actualmente tende a prevalecer.

Assim, em Portugal, o dia de S. Martinho é invocado nas cerimónias religiosas dos locais de culto, e o seu espírito de solidariedade lembrado, quanto mais não seja, através do relato do episódio em que partilhou a sua capa com um pobre; mas de resto, e por todo o lado, as pessoas andam ocupadas nas actividades mencionadas nos provérbios sobre este dia: assam-se castanhas, prova-se o vinho...

Acerca do assunto, escreve o conceituado etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) o seguinte: «O S. Martinho, como o dia de Todos os Santos, é também uma ocasião de magustos, o que parece relacioná-lo originariamente com o culto dos mortos (como as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos). Mas ele é hoje sobretudo a festa do vinho, a data em que se inaugura o vinho novo, se atestam as pipas, celebrada em muitas partes com procissões de bêbados de licenciosidade autorizada, parodiando cortejos religiosos em versão báquica, que entram nas adegas, bebem e brincam livremente e são a glorificação das figuras destacadas da bebedice local constituída em burlescas irmandades. Por vezes uma dos homens, outra das mulheres, em alguns casos a celebração fracciona-se em dois dias: o de S. Martinho para os homens e o de Santa Bebiana para as mulheres (Beira Baixa). As pessoas dão aos festeiros. vinho e castanhas. O S. Martinho é também ocasião de matança de porco.» (in As Festas. Passeio pelo calendário, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987) 

A VIDA DE SÃO MARTINHO

O conhecimento que se tem da vida de S. Martinho, apelidado de apóstolo da Gália, é devido principalmente ao seu primeiro e mais dedicado biógrafo, Sulpício Severo (c.360-c.420), historiador cristão de expressão latina, nascido na Aquitânia, também declarado santo.

Quando conheceu S. Martinho, já este era bispo vivendo no entanto fiel ao ideal monástico, recolhendo-se longe do fasto do palácio episcopal. Sulpício Severo tornou-se seu discípulo, amigo e biógrafo. É graças a ele que hoje temos um relato precioso da vida deste Santo.
A Vida de S. Martinho (Vita Martini ) de Sulpício Severo que, de acordo com a professora Maria Luísa V. de Paiva Boléo, foi «um livro que teve enorme repercussão no mundo medieval. Espalhou-se até Cartago, Alexandria e Síria. Sabe-se que este livro foi muitíssimo lido (Enciclopedia Cattolica, Cidade do Vaticano, 1952, p. 220), o que era difícil numa época em que os livros eram caros e quando só o clero e monarcas mais cultos os leriam, mas o certo é que foi um verdadeiro "best-seller"» , nunca teve tantos leitores como hoje em dia, pois circula na internet em latim e em pelo menos mais dois idiomas: francês e inglês.
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Algumas datas mais importantes da vida de S. Martinho 
  • 316 - Nasce S. Martinho, filho de um oficial romano, na Panónia (região da actual Húngria).
  • 326- Com apenas 10 anos e por sua vontade torna-se catecúmeno (aspirante a cristão).
  • 330- É obrigado a ir para o exército onde pratica o ideal cristão de humildade e generosidade.
  • 337- Dá-se o episódio lendário em que S. Martinho partilha a sua capa de soldado com um pobre.
  • Em data indeterminada S. Martinho abandona o exército.
  • 354- S. Martinho chega a Poitiers onde se desloca para se juntar a Santo Hilário. Mas logo a seguir vai para a Itália com o objectivo de rever a família e evangelizar os seus conterrâneos.
  • 355-360- S. Martinho é expulso da sua própria terra (por causa do Arianismo) e passa um tempo isolado na ilha de Galinária, no meio do Mar Tirreno.
  • 361- S. Hilário volta para Poitiers e S. Martinho também.
  • 361- Funda uma comunidade monástica (a primeira da Gália) em Ligugé, a 6 km de Poitiers.
  • 371- S. Martinho torna-se Bispo de Tours, cargo que ocupará cerca de 26 anos até à sua morte.
  • 372- Funda a comunidade monástica de Marmoutier, perto de Tours.
  • 397- S. Martinho morre em Candes perto de Tours. No dia 11 de Novembro é enterrado com pompa e circunstância na cidade de que fora Bispo durante mais de um quarto de século. 
    (Fonte: Blogue "São Martinho")

RAINHA ISABEL II CRIA CONTA NO FACEBOOK

[ A Rainha Isabel II, da Grã-Bretanha, de 84 anos, estreia nesta segunda-feira (8) uma página oficial no Facebook. Vídeos, fotos e notícias vão mostrar seus compromissos na rede social, informou a Casa Real neste domingo (7). Os 500 milhões de usuários do Facebook poderão enviar mensagens para o Palácio de Buckingham, deixar comentários e encontrar detalhes sobre os eventos reais. Mas não será possível se tornar amigo da Rainha, pois a página, que será actualizada diariamente, é corporativa, e não pessoal. A Família Real já possui contas no Flickr, Twitter e, desde 2007, um canal de vídeo no YouTube. O Palácio de Buckingham também mantém desde 1997 um website. Outros integrantes da Família Real Britânica também estarão no Facebbok, casos dos Príncipes William e Harry.]