terça-feira, 9 de novembro de 2010

NOTAS


1- As eleições presidenciais parecem mais ser leilões nos quais aquele que tiver mais dinheiro e influência ganha e como da noite para o dia, se torna o “Presidente de Todos os Portugueses”, mesmo quando há uma Abstenção igual ou superior a 50% e que numa escala de 0 a 100%, o candidato vencedor só terá recebido 25 %, ou seja 1/4 dos eleitores portugueses votou no vencedor. E ainda se fala em Igualdade?

2- Muito francamente prefiro não ter nem o direito a ser candidato a PR e muito menos ter o direito a votar para a Presidência. A Chefia de Estado não pode partir de uma Eleição directa, fracturante da sociedade. O Supremo Magistrado, para ser BOM MAGISTRADO, não pode fazer parte desta ou daquela facção para ser contra outra ou entrar em conflito com o Governo.

3- Neste contexto a Chefia de Estado Monárquica, não sendo electiva directamente, mas por um processo de Aclamação – Pacto Social entre o Povo e as Instituições Representativas – é uma Entidade que Une e não Fracciona e a figura do Rei torna-se no mais perfeito exemplo de Supremo Magistrado da Nação, porque não pertence a nenhum grupo ou partido.

4- Concluindo, sendo o Rei o melhor Supremo Magistrado da Nação que existe, permite uma muito melhor estabilidade Governativa, que não se consegue, nem com algum esforço dos PR, consegue ultrapassar estes. Portugal precisa urgentemente de um novo Pacto Social.

Rodapé: Chegou a hora de nas Presidenciais, os Portugueses aclamarem Rei de Portugal, Dom Duarte de Bragança e acabar com preconceitos que nada servem o futuro da Pátria.

Um Passado, Um Presente e um Futuro

CARTA AO EURODEPUTADO CAPOULA SANTOS


Caro camarada Capoula Santos

Li o seu artigo sobre o Centenário da República, no Jornal Montemorense, vou começar pela sua alegação de que não sabe como vai acabar a 2º República, então não sabe como acabou ? Não me diga que de 1928 a 1974 não foi uma república, se não foi eu gostava que me respondesse a esta perguntar elementar que o miúdo que  fala na notícia já deve saber melhor “Se o Estado Novo não era uma república quem era o Rei ?” Vivemos na 3ª República por muito que custe ao caro deputado e a outros militantes do Partido Socialista. Como militante do Partido Socialista que sou há 16 anos nunca alinhei e nunca me vou deixar alinhar pela cultura da política “adesiva”, como um profundo amante da História de Portugal ao longo dos anos aprofundei-me sobre o assunto no Portugal do Séc.XIX/XX.

É fácil justificar o Portugal de antes de 1910, mas justifique-me os estudos económicos como este : http://esquerdamonarquica.wordpress.com/2010/09/20/defice-divida-publica-e-outras-propagadas-demagogicas-dos-republicanos/ 

O Portugal Republicano de 1910 a 1928 afundou de tal maneira a economia que em 1920 o PIB era de -27% ! Morreram milhares de militares em La Lys na 1ª Guerra quando o Corpo Expedicionário Português foi abandonado pelo Governo Português e pelo carrasco Afonso Costa que os mandou para o campo de batalha em nome do prestígio perdido pelo facto de deixar de ser uma Monarquia, os republicanos não falam que o CEP era a única unidade militar na 1ª Grande Guerra sem logística e sem rotatividade de pessoal no campo de batalha ( os ingleses depois de 6 meses iam para casa ). Sidónio Pais subiu ao poder como resposta ao descontentamento da população com a República e foi o primeiro presidente votado por sufrágio universal depois de 1910, mas os republicanos descontentes mataram-no … Houve a Monarquia do Norte porque grande parte das Forças Armadas Portuguesas já não se reviam no ideal republica que os traiu no campo de batalha se não fosse a Guarda Pretoriana a GNR e os neo-FP-25 da Carbonária teria sido o destino diferente. O Grande Gago Coutinho nessa altura deixou de acreditar na republica assim como tantos que antes de 1910 acreditavam na utopia, Agostinho da Silva e mesmo Homem Christo.  Utopia que o Partido Republicano Português nunca conseguiu resolver porque nunca teve discurso económico, se o Povo estava mal em 1910 ficou cada vez pior, ninguém comemorou a perseguição a Sindicalistas, ninguém comemorou as técnicas neo-nazis que usavam para medir crânios,, ninguém falou nas perseguições, mortes e prisões de religiosos e religiosas.

Economicamente foi o pior período, o preço do pão aumento 21 vezes de 1910 a 1926, será que era a culpa ainda do Rei que não governava mas sim reinava até 1910 ? Em 1910 Portugal já tinha recuperado com sucesso a Banca Rota de 1891 em consequência da crise mundial fomentada pela perda da Monarquia no Brasil ( historicamente documentado ). O Povo era pobre pois era mas não votou a República, a esmagadora maioria das pessoas fora de Lisboa e Porto não eram republicanos … tanto que a imposição desta só lhes chegou por telégrafo.

Democracia ? onde ? se em 1910 em Monarquia o universo eleitoral era de 800 mil pessoas  a Constituição Republicana de 1911 era tão “democrática” que cortou o universo para 400 e tal mil onde só podiam votar os chefes de família letrados, analfabetos e deficientes eram lixo. As mulheres como sempre falou-se muito delas … mas eram só para procriar porque nem sequer o direito ao voto tinham. E então a política colonial republicana ? não se comemorou ? Só interessa falar do que é conveniente … mas legitimaram o professor de finanças ir para o poder porque já ninguém conseguia controlar o descalabro em que Portugal se tinha metido.

Razão tinha o camarada Antero de Quental, dizia que a República era uma loucura, Oliveira Martins dizia que era a Ibéria e Castela … e eram Socialistas.  Era bom que os socialistas de hoje soubessem bem as origens do Socialismo em Portugal e que nunca confundissem com republicanismo, os socialistas de Antero queriam resolver os problemas da sociedade e nem queriam saber do problema de regime. É este o Socialismo em que me revejo, penso que por vezes é necessário voltar às origens para entender a verdadeira razão de ser do que queremos e o que desejamos. Sinto com algum contentamento verificar que há muitos camaradas socialistas monárquicos como eu, tenho pena é que não tenham a coragem de se afirmarem publicamente … alguns iam perder os cargos políticos que já têm.

O História não se repete mas pode ter certeza de várias coisas, depois de uma crise económica grave vem sempre : fome, miséria, revoluções, guerras … foi isto que os últimos 100 anos deram à Europa. Foi assim em 1910, 1928, 1974 … crises económicas seguidas do que já sabemos, que não matam a fome, não dão emprego e nem pagam as contas. É fácil falar na Liberdade mas essa acaba quando põe em causa a Liberdade dos outros, não há Liberdade quando não dinheiro para alimentar um estômago, não há Liberdade quando se tem um contrato precário, não há Liberdade quando não há Justiça Social … aliás somos os campeões segundo a OCDE em 2008 somos o 27º !



Cumprimentos
Militante da Distrital de Aveiro
Rui Monteiro
(Fonte: Blogue "Esquerda Monárquica")

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

REI DOM CARLOS E RAINHA DONA AMÉLIA RECEBIDOS EM LONDRES COM FOGO DE ARTIFÍCIO

Em Novembro de 1904, Suas Majestades visitam Inglaterra a convite do Rei Eduardo VII e foi a primeira visita do Rei Dom Carlos com a Rainha Dona Amélia. Tanto em Windsor, onde ficam nos primeiros dias como depois em Londres, os Monarcas portugueses foram alvo de uma recepção calorosa. Na foto, os rostos dos Reis Portugueses desenhados  por efeito pirotécnico durante uma sessão de fogo de artifício com que são brindados em Londres.
Rei Dom Carlos e Rainha Dona Amélia, durante a estadia na capital Britânica 
Do livro D. Carlos, com direcção de Joaquim Vieira


O ERRO DE CAVACO SILVA É O SUPORTE DO DRAMA NACIONAL

O senhor Presidente da República cometeu o grave erro, de não saber interpretar o resultado das últimas eleições legislativas.
Os portugueses falaram claramente. Não deram a maioria a nenhum partido e por conseguinte a única interpretação possível desta vontade, seria o encontro de um Governo de coligação.
O Presidente sabia bem, pois é um especialista com informação privilegiada, que a situação financeira e crítica do país era muito grave e incompatível com a governação sem uma consistência de apoio maioritário.
Escolheu o caminho fácil, não tentou sequer essa perspectiva. Não cumpriu a sua obrigação de saber interpretar o bom senso nacional e pressionar os políticos e os partidos a um entendimento indispensável.
A incompetência e inconsciência do actual Governo, levaram a uma situação insustentável.
Descontrolo das contas públicas, continuidade de um despesismo que assume carácter criminoso e o recurso sistemático ao endividamento externo em condições de uma inaceitável debilidade.
Dar posse a este Governo minoritário e sem qualquer tentativa de procura de consenso partidário, sempre com a desculpabilização constitucional (incorrecta e falsa), foi um acto de irresponsabilidade, de falta de perfil de liderança, de ausência de sentido de Estado e co-responsabilização perante o descalabro governativo.
Também um atitude promotora do desprestigio do regime politico…para que serve um Presidente?
Hoje em campanha eleitoral, pergunta …”se não fosse a minha magistratura de influência o que seria de Portugal?”.
Incrível postura denunciadora de toda a sua fraqueza.
Também da sua principal característica …a falsidade…tão bem evidenciada na sua atitude recente durante a visita do Papa e na sequente postura politica.
A legitimidade presidencial é superior á legitimidade governamental e esse é o sentido da actual Republica, que tem um Presidente, que também não a entende.
Perante as exigências externas e dos nossos credores surge este Orçamento (uma pesada factura) que surpreende todos os portugueses e os obriga a pagar com enormes sacrifícios todo este desvario e irresponsabilidade política.
Faz o senhor Presidente então uma campanha tardia para o consenso partidário à volta da pesada Factura…a primeira de muitas outras que já estão emitidas e que são sonegadas do conhecimento público.
Faz esse apelo de consenso á volta do Governo minoritário que nomeou, contra a inequívoca vontade dos portugueses.
Surgem os falsos discursos do interesse nacional como forma de pressão para que a oposição apoie o pagamento desta primeira factura… dizem, que os mercados (credores) precisam do sinal de confiança.
Novo logro que é lançado.
A confiança dos mercados não dependerá da palavra de quem já deu provas de não cumprir, não dependerá da aprovação ou viabilização de um Orçamento, mas sim da sua execução, que depende exclusivamente do Governo e que não se pode exigir á oposição qualquer compromisso para o seu cumprimento.
A confiança depende do rigor da gestão da coisa pública e do apoio maioritário da população.
Insiste-se no erro e no desprezo pelo bom senso dos portugueses.
Surgem agora as mensagens perigosas.
O discurso do 1º Ministro e do Presidente da Republica são discursos muito perigosos.
“Unamo-nos num sacrifício colectivo, que é o interesse nacional.”
Assim se estabelece o clima de que só o apoio a este governo representa o interesse nacional e que, a oposição não pode exercer o seu direito e tem de assumir o compromisso com o qual não concorda, nem pode concordar…pois o compromisso é falso e não representa a vontade dos portugueses.
O regime afasta-se assim, ainda mais, do seu sentido democrático e apresenta-se aos portugueses como incapaz de enfrentar com dignidade o drama que foi criado.
O principal responsável pelo regime, pelo actual bloqueio e pela enorme despesa nacional que tudo isto representa é Cavaco Silva e esta responsabilização terá de lhe ser imputada.
As eleições presidenciais são assim a grande oportunidade de Portugal encontrar um rumo.
Não creio que haja qualquer candidato com perfil suficiente para liderar uma sociedade desorientada e sacrificada, capaz de personalizar as mudanças, que não podem ser mais adiadas.
Terão de ser os portugueses a fazer essa exigência de mudança.
Dizendo claramente isso mesmo…no actual regime não há possibilidade de mudança, nem de rumo, nem de projecto nacional.
Não o suporto mais com o meu voto…retiro-lhe a legitimidade.

José J. Lima Monteiro Andrade 
Blogue "Desafio de Mudança"

domingo, 7 de novembro de 2010

TEMOS DE PERGUNTAR!

(Clique na imagem para ampliar)
 
(...)Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
 
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.
 
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
 
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
 
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
 
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
 
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
 
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
 
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.(...)
 
Discurso completo AQUI
 

UMA MULHER, UM PAÍS, UMA VIDA

A Rainha Dona Amélia, de seu nome completo Maria Amélia Luísa Helena de Orleães, ou simplesmente Amélia, foi uma Rainha, uma Mulher, uma Mãe à frente do seu tempo. Culta, inteligente, elegante, bela. Apesar de apenas Rainha Consorte, amou verdadeiramente o País que acolheu como seu e para o qual pediu para voltar após a sua morte. Única, dedicou a sua vida, usando o seu papel na sociedade nacional e internacional, a erradicar os males sociais (de Portugal) da época, quantas vezes usando os seus rendimentos pessoais! Dispensários, Sanatórios, lactários populares, cozinhas económicas, Instituto de Socorro a Náufragos são apenas algumas das obras desta Rainha. Para além disso apoiou fortemente as artes e a cultura. Foi, no entanto, caluniada e criticada. Oportunistas sem escrúpulos do final do sec. XIX, inícios do sec. XX mentiram descaradamente a seu respeito, espalhando pela população uma ideia errada sobre a Rainha. Conseguiram, por fim, em 1910, aquilo que pretendiam: expulsar uma das mais extraordinárias rainhas que Portugal já conheceu. Mas antes disso mataram-lhe barbaramente o marido e o filho primogénito.
 
A obra da Rainha Dona Amélia foi extensa e notável não tendo paralelo nem encontrando eco em nenhuma das suas ‘congéneres’ republicanas. Foram-lhe feitas algumas homenagens, é certo, mas perante tão grande vulto da história nacional falta algo fundamental. Perante o sofrimento que causaram a quem sempre amou e lutou por esta terra, para que fossem criadas melhores condições, Portugal deve, sem margem para dúvidas, um pedido de desculpas. Nunca é tarde para reconhecer os erros. Os bons exemplos devem ser lembrados, homenageados e exaltados.
 
Não se trata de ser monárquico ou republicano. Trata-se de reconhecer uma obra e uma dedicação única a este País. Trata-se de reconhecer que, para que uma minoria triunfasse, fizeram sofrer uma inocente que apenas queria bem a Portugal e aos Portugueses.
 
Haja coragem para dizer, com todo o respeito e admiração que Dona Amélia merece:
Perdoe Majestade.