quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DISCURSO DE ENCERRAMENTO DE S.A.R., DOM DUARTE, NO II CONGRESSO "OS MARES DA LUSOFONIA" - 22 DE OUTUBRO DE 2010

Cascais, 22 de Outubro de 2010

Deste belo local que, em boa hora, a Câmara Municipal de Cascais ofereceu para a realização do II Congresso dos Mares da Lusofonia, podemos olhar para o Mar que criou o Mundo Lusófono do qual, felizmente, fazemos parte.

Mar que nos corre nas veias e cujas correntes nos impelem para desígnios de importância vital para o desenvolvimento e bem-estar de cada um e de todos, seja na vertente económica, social ou cultural.

O tema central escolhido para este ano: “A extensão da Plataforma Continental nos Países Lusófonos” - como se pode confirmar pela importância e profundidade das intervenções aqui registadas - é assunto do maior interesse para todos os Estados da CPLP face às novas e abundantes oportunidades que se abrirão. Queira Deus que as saibamos aproveitar...

O exemplo desta iniciativa da sociedade civil, num alargado espaço de debate politicamente descomprometido, com o objectivo de reunir pessoas interessadas e qualificadas em assuntos do Mar tendo como denominador comum falarem a mesma língua, crescerem do mesmo tronco e comungarem das mesmas convicções e preocupações, reúne condições únicas para construir algo de importante e consequente para o nosso futuro colectivo.

Neste aspecto, será importante relembrar o esforço desenvolvido pela CPLP para dar corpo às grandes linhas e orientações que tem vindo a apresentar, entre as quais destacamos pela natureza do tema a sua “Estratégia para os Oceanos” - que no seu conjunto perfazem mais de 7,5 milhões de Km2 – esforço esse, ao qual a Fundação D. Manuel II tem tentado corresponder, entre outras iniciativas, com a organização destes Congressos, no âmbito das Jornadas Rei D. Carlos.

Pela segunda vez, em dois anos, o Congresso dos Mares da Lusofonia realizou-se em Portugal, contando este ano, para além da Câmara Municipal de Cascais e da CPLP, com o apoio da Agência Cascais Atlântico e de um grande número de patrocinadores. A todos muito agradeço.

Os meus agradecimentos dirigem-se, também, àqueles que contribuíram para o sucesso desta acção, desde as várias Comissões envolvidas – a de Honra, a Científica e a Organizadora, aqui com uma referência especial ao seu Presidente Senhor D. Nuno van Uden e ao seu Coordenador Senhor Vice-Almirante Henrique Fonseca – e, naturalmente, a todos os oradores, conferencistas e moderadores cujas intervenções pela sua qualidade e interesse não podem nem devem ficar confinadas a este espaço.

Neste sentido, proponho que, à semelhança do sucedido em 2008, seja elaborada uma publicação idêntica à que ontem aqui foi apresentada, contendo todas as intervenções e conclusões deste II Congresso acrescida de objectivos para realizações concretas, cuja avaliação deverá ser feita no próximo Congresso em 2012, a realizar num outro País Lusófono, cujo local, em breve, gostaria que fosse anunciado.

Para concluir, tenho a grata satisfação de anunciar para muito breve o início de actividade do Instituto dos Mares da Lusofonia, cuja criação já havia proposto há dois anos, e que, em colaboração com a CPLP, terá como objectivo dinamizar e promover a discussão e realização de trabalhos relacionados com o Mar nos espaços sob soberania e jurisdição dos Países Lusófonos; estimular o intercâmbio na investigação marítima; contribuir para a criação e o desenvolvimento de iniciativas e projectos conjuntos entre os seus membros bem como envolver academias e universidades, nacionais e internacionais, para programas de licenciaturas e mestrados ligadas às ciências do Mar para jovens lusófonos.

A adesão a este projecto que tem recolhido grande entusiasmo da parte de tantos interessados sobre assuntos do Mar, oriundos de todos países de expressão portuguesa, deixam-me profundamente convicto do seu êxito e da importância de se trabalhar em conjunto.

Na verdade não nos poderemos nunca esquecer que o Mar foi, é e será o nosso Destino!

Muito obrigado a todos.

Dom Duarte de Bragança

TUDO BEM

No fundo esta república nunca foi dirigida por pessoas sérias mas por evangelistas da boa vida. Uns escroques com outros escroques que sabiam ler fizeram uma revolução em 1910. À lei da bala. Seguiu-se o caos até 1926. À lei da bala. Segui-se uma ditadura. À lei da bala e da refrega. Seguiu-se uma "revolução" em 1974. Os escroques voltaram e com eles muitos oportunistas que sabiam ler. Escreveram uma constituição surrealista e montaram uma feira de vaidades. O país foi vendo, fica a ver. Porquê? Porque emprenhamos em demasia pelos ouvidos. Temos um estômago manso e ávido das promessas não cumpridas, todas elas floreadas pelas armas apontadas à nossa consciência. Que República exemplar. Os evangelistas dos cravos ainda foram mais longe que a demagogia dos terroristas da I República, trocaram as emboscadas e as armas pelo gatilho das palavras: – ... viva a liberdade que vos "damos", ide curtir, está tudo bem, olhai para a frente, cuidado com o passado, quais valores? isso é reacção... Há!... não se esqueçam de nos dar o vosso voto, sejam democratas em nome da Liberdade que conquistamos para vós, deêm-nos "meios", "nós" não somos como os demais. Sejam iguais, lindos, ricos, famosos em todas as áreas e mais algumas, não se preocupem com pátrias, a moeda única de duas caras há-de dar-nos o conforto do socialismo rosa-laranja, bronzeiem-se, povão, que alguém há-de pagar caro a vida que "nós" proclamamos e que vocês, de certo modo, merecem...

João Amorim

Fonte: Os Carvalhos do Paraíso

POR UM ENSINO PRIVADO

E se possível, religioso. Claro. À semelhança de anos anteriores, são os estabelecimentos de ensino privado e de matriz religiosa que lideram, mais uma vez, o ranking nacional de escolas secundárias. Havia defendido esta tese, há dias, no Facebook, quando fui alvo de forte e indignado apedrejamento. Ora, o resultado está aí. O que nós queremos, afinal, todos, é um bom ensino para os nossos alunos. Mas, não sendo culpa minha, garanto, no ranking das 25 primeiras escolas ordenadas por classificação de exame, o Estado põe lá uma…

Muitos colocam a questão do orçamento e da capacidade financeira para acorrer a este ensino privado. Correcto. São caros. Correcto. Todavia, não é a capacidade financeira dos encarregados de educação que reside na justificação deste brilhante sucesso, mas sim, e em suma, outro factor decisivo: a exigência. E isto o Estado não tem que pagar. Tem que exercer. Mas é também isto que o Estado não percebe. O Estado prefere comungar desta nova corrente de pseudo-psicologia contemporânea (vulgo Laxismo) em que aos alunos tudo deve assistir, sendo estes totalmente desprovidos de obrigações e deveres. E no mesmo primado, ao professor não resta senão servir o aluno em tudo o que ele precisar, sem autoridade, sem palavra, sem nada. E isto porque não se pode ofender nem ferir a auto-estima do aluno. O resultado está aqui.

A minha vontade é convidar o Estado a demitir-se do ensino, ou então, se quer ficar, e para apresentar resultados, não resta senão, implementar: primeiro, a autoridade disciplinar do professor sobre o aluno; segundo, a autoridade cívica e académica do professor sobre o aluno; terceiro, um ensino de trabalho, de empenho e, sobretudo, de exigência; por último, cultivando uma relação próxima e tão personalizada quanto possível entre o professor e o aluno.

Importaria aqui evidenciar o desprezo da república pelo ensino no interior de Portugal, e na necessidade de regressarmos ao ensino técnico-profissional, mas eis aqui, sucinta, a minha fórmula, aquela em que acredito seja a chave para o sucesso, mas a fórmula que eu acredito que, o Estado, ou não quer perceber, ou não quer implementar. E se não quer implementar, então que deixe de ensinar e se limite a regular o ano lectivo.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

DOM LUIZ FILIPE, CAVALEIRO TAUROMÁQUICO


Fonte: À Antiga Portuguesa

QUERES SER CHEFE DE ESTADO?

Winston Leonard Spencer-Churchill
Como apenas posso responder por mim, respondo não…eu não quero ser chefe de Estado!

E porque não quero?! Porque não almejo esse “posto”, porque entendo que existe alguém suficientemente representativo para esse efeito.

Sou mais ou menos partidário da máxima: “não há impossíveis”. Com trabalho, com empreendedorismo e com uma séria assunção de responsabilidades, todas as funções, actividades, compromissos, etc, são, com maior ou menor dificuldade, possíveis de alcançar…a todos. A chefia de Estado não! Não cabe nesse conjunto. É algo à parte, único.

Quase me atrevia a dizer que é algo que a própria natureza já assimilou, mas que alguns de nós ainda não. Com as óbvias ressalvas, alguém ocupa o posto da rainha na colmeia ou no formigueiro? Obvio que não! Nestes sistemas altamente organizacionais, conforme testemunham biólogos e sociólogos, aqueles seres sabem que, para haver harmonia no grupo, o seu representante não deve emergir dos comuns. Mas serão aqueles “soberanos” privilegiados? Bem sabemos que não, antes pelo contrário. São os maiores sacrificados. Ora, se muitos não vêem nestes moldes a chefia de Estado exercida por um Rei, i.e., de total entrega ao grupo, eu digo-vos que é estruturalmente como naqueles micro sistemas que vejo o (meu) modelo de chefia de Estado.

Considero a chefia de Estado um cargo constitucional mas não político. Não político no sentido estrito do termo, mormente não partidário. Mas, infeliz e indisfarçavelmente, é o que mais vemos hoje em Portugal. Cingindo-nos à Europa, os seus países mais desenvolvidos, as Monarquias Constitucionais, são lugares que são ocupados com uma delicadeza institucional por demais longe do alcance do cidadão comum que, por maior que seja o seu esforço, nunca conseguiria exercê-lo de forma abonatória. Este é o mal das repúblicas. São sintomáticos os casos mais fraternamente feridos de alguns países, como a Espanha, a Bélgica e a Inglaterra, cujos levantamentos terroristas ou apenas opositores contra o todo uno só são passíveis de contenção pela existência de um Rei neutro e universalmente representativo. Em outras monarquias, onde tal cenário, felizmente, já não se coloca…o progresso é deveras maior. Casos da Noruega, Suécia, Holanda, Dinamarca, etc. Porque fomos, então, para este modelo que não funciona em Portugal, em face dos seus costumes e tradições histórico-constitucionais? Porque sendo um rectângulo, insistimos, à força, como uma criança ainda desprovida de discernimento, encaixar a peça triangular onde ela não encaixa?

De facto, o lugar de chefe de Estado não pode ser um posto. Não pode ser o lugar primeiro do pódio onde alguns querem chegar, pela simples razão de terem desfrutado de determinados protagonismos públicos, alcançados, na maior parte das vezes, em carreiras políticas medianas ou até medíocres. Por exemplo: conhecem algum empresário de sucesso (e apenas isso) que tenha chegado a presidente da república portuguesa? Eu não, nem se deixem enganar porque nunca haverá!

Desde de 1910 que se cria a ideia de que qualquer um pode chegar ao “topo da pirâmide”. Nada mais erróneo e enganador para todos nós!

A mais alta magistratura é um estado de chefia da mais absoluta sensibilidade institucional, cultural, regional, etc. Como se consegue? Com neutralidade, total preparação, paixão e conhecimento deste rectângulo plantado em mar Atlântico, das suas gentes, dos seus costumes, das suas tradições. É um exercício que não se disfarça. É com trabalho de preparação que se consegue. Cultura de um, espelho de muitos e vice-versa. Comunhão de um com o todo, alcançada sem a “ferida” e o “separatismo” que os votos “policromáticos” produzem. Trabalho de uma vida dedicada, apenas, aos outros concidadãos.

Como devem perceber, este lugar representativo só pode ser exercido por um Rei, implantado numa ‘república’ governamental.

Há que operar uma fácil destrinça: chefia de Estado por um lado e governação por outro.
No primeiro caso, a hereditariedade decidida pelo Parlamento assegura-nos a preparação, a unidade (ora perdida) e, sobretudo, a neutralidade institucional fundamental ao progresso português. A Monarquia resolve os problemas de Portugal? Sim, resolve…mas não a curto ou a médio prazo. Primeiro temos de ganhar ao tempo perdido nestas repúblicas “aneutras” e recuperar, passo a passo, o mais importante: a consciência colectiva portuguesa, o todo pensante num sentido promotor e empreendedor. Só a neutralidade vinda do topo o proporciona. Esta é a chave dos países mais modernos da Europa.
No segundo caso, o Governo, o motor de decisão de um País, esse sim deve ser almejado por qualquer um com: honestidade, sentido de missão, capacidade, e olhos postos na realização do bem comum. Há que acabar com esta ambiência poluída de uma certa classe política maioritária, com um sentido carreirista, que vê o cargo de primeiro-ministro como a antecâmara da presidência da república, da mesma forma como o chefe de divisão que quer chegar a director de serviços e este, quem sabe, a Director Geral e por aí fora.

Não meus amigos, este não é o caminho e muito menos o modelo que os países desenvolvidos adoptaram!

Se é protagonismo que alguns querem, relembro a esses que muitos Reis de Inglaterra foram esquecidos, mas muitos se lembrarão de Winston Leonard Spencer-Churchill e Margaret Hilda Thatcher. Não haviam primeiros-ministros mais monárquicos e leais aos seus Reis. Por outro lado pergunto: alguém conhece o chefe de Estado da Itália? No caso deste aludido país, quer pelas razões passadas, quer pelas agora presentes, devemos convir que bem precisava de um Rei…mais que qualquer outro (ainda mais que Portugal, se me permitem dizer)! O chefe de Estado de Espanha, da Inglaterra, e de muitos outros Reis pelo mundo inteiro (asiático, árabe ou outro), esses todos, nós bem conhecemos e nos inspiram…!

PPA

Fonte: Incúria da Loja

HOJE: PRÉ-LANÇAMENTO DO LIVRO: "O PAPA EM PORTUGAL"


(Clique na imagem para ampliar)

O pré-lançamento do livro «O PAPA EM PORTUGAL – ´Continuemos a caminhar na esperança´» está agendado para a Nunciatura Apostólica de Lisboa, no próximo dia 27 de Outubro, pelas 18h30. A apresentação do livro será feita por D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa. «O Papa em Portugal - ´Continuemos a caminhar na esperança!´», de Manuela Gonzaga
«Foi particularmente rica em momentos altos, inesquecíveis, a extraordinária visita que o Papa Bento XVI fez a Portugal entre 11 e 14 de Maio de 2010. Contra ventos adversos, o Papa tocou os corações e conduziu à reflexão, atraindo multidões a quem deixou o desafio fundamental de uma edificação frutuosa do Rei¬no de Deus na Terra. «Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo […] sublinhou Bento XVI. Esta publicação, que reúne importantes contributos de todos os jornalistas portugue¬ses que viajaram com o Papa, bem como as melhores e mais eloquentes fotografias da viagem, inclui ainda a totalidade das homilias, orações, saudações e discursos pro¬feridos pelo Papa e por todos os intervenientes antes, durante e depois da visita de Bento XVI a Portugal»
Diário Digital

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

NÚCLEO MONÁRQUICO DA BAIRRADA

Rui Godinho
Os simpatizantes da Causa Monárquica da região bairradina vão levar a efeito uma reunião. Decorrerá no sábado, dia 6 de Novembro, a partir das 15h00, em local ainda a definir.

Esta reunião tem dois grandes objectivos: decidir sobre as instalações da futura sede, na cidade de Anadia, e reactivar o próprio Núcleo Monárquico da Bairrada (NMB), que vem de um período de letargia.

Esta paragem nas actividades dos Monárquicos da Bairrada deve-se, em primeira instância, ao facto de termos vivido um período vocacionado para as celebrações do centenário da Implantação da República. Sendo apanágio dos seus membros o respeito integral pelas ideologias e tendências políticas de todos, não era considerado por eles conveniente desenvolver actividades que pudessem eventualmente ser consideradas como de afronta aos defensores dos ideais republicanos.

O NMB pretende assumir-se pela positiva, através da crítica construtiva a ideais adversos, mas essencialmente realçando as virtudes do sistema político que propõe para o nosso país. Relembra-se, entretanto, que para esclarecimentos adicionais poderão os interessados contactar o telemóvel nº 919 238 210 ou para o endereço electrónico rui.godinho@sapo.pt.

Fonte: Região Bairradina