segunda-feira, 25 de outubro de 2010

NÚCLEO MONÁRQUICO DA BAIRRADA

Rui Godinho
Os simpatizantes da Causa Monárquica da região bairradina vão levar a efeito uma reunião. Decorrerá no sábado, dia 6 de Novembro, a partir das 15h00, em local ainda a definir.

Esta reunião tem dois grandes objectivos: decidir sobre as instalações da futura sede, na cidade de Anadia, e reactivar o próprio Núcleo Monárquico da Bairrada (NMB), que vem de um período de letargia.

Esta paragem nas actividades dos Monárquicos da Bairrada deve-se, em primeira instância, ao facto de termos vivido um período vocacionado para as celebrações do centenário da Implantação da República. Sendo apanágio dos seus membros o respeito integral pelas ideologias e tendências políticas de todos, não era considerado por eles conveniente desenvolver actividades que pudessem eventualmente ser consideradas como de afronta aos defensores dos ideais republicanos.

O NMB pretende assumir-se pela positiva, através da crítica construtiva a ideais adversos, mas essencialmente realçando as virtudes do sistema político que propõe para o nosso país. Relembra-se, entretanto, que para esclarecimentos adicionais poderão os interessados contactar o telemóvel nº 919 238 210 ou para o endereço electrónico rui.godinho@sapo.pt.

Fonte: Região Bairradina

INSTITUTO DE HISTÓRIA NAVAL DOM LUIZ I DE PORTUGAL

O AR DA REPÚBLICA...EU QUERO UM REI! E TU?

(...) É paradoxal: os reis constitucionais cultivavam, na rua, a dessacralização do poder. A República, porém, fecha-se nos seus palácios. Nos anos 70 e 80 do séc.XIX, o rei D.Luiz, pai de D.Carlos, ia todas as tardes ao Rossio, beber a sua ginginha com os amigos. Sozinho e sem segurança. Qualquer súbdito poderia trocar dois dedos de conversa com o rei, que se apresentava no seu grosseiro jaquetão burguês, e trocar com ele umas palmadas nas costas. Hoje, qualquer mísero secretário de Estado passa em carros topo de gama de vidros fumados, alheio à plebe. O ar da República está irrespirável. (...)

- Filipe Luís, O ar impuro da República, na Visão

Fonte: Centenário da República

ESTADO DE ESPÍRITO

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação

Quando é que nos tornámos medricas? Como é que um povo que fez quatro impérios ao longo de séculos, que passou por tantas crises bem mais graves que a actual, se deixou enredar nesta ladaínha que nos tolhe a coragem? Sinto uma profunda revolta, mas olho à volta e vejo que nos tornámos medricas. Quer os líderes que nos desgovernam, quer os portugueses em geral. E como assinalou o João Gomes Almeida, "em Portugal, o governo apresenta um orçamento de estado que vai pedir ao seu povo o maior sacrifício financeiro das últimas décadas. Os nossos dedicados sindicatos convocam uma greve geral para daí a um mês, os dirigentes estudantis continuam a embebedar-se e a suplicar notas aos docentes e o povo não se preocupa, afinal daqui a poucos minutos dá o directo diário da Casa dos Segredos".
A extorsão que este OE nos impõe, o descurar das principais áreas de actuação do Estado Social, tudo para manter uma ineficiente e parasita máquina estatal, é de uma injustiça gritante. É óbvio que não serão os partidos, os comensais interesses vigentes que se sentam à mesa do orçamento, que irão ter a coragem de ser justos e reformar profundamente o Estado português, colocando em causa as clientelas partidárias e a subsistência das Mota-Engil e das Ascendi do regime. E eu que nos últimos anos me tornei um convicto democrata liberal, começo a crer que talvez Manuela Ferreira Leite tivesse razão quando disse que mais vale suspender a democracia durante uns meses - até porque nós não temos uma democracia mas sim uma oligarquia de gente mal formada a dirigi-la. Se vamos ter ditadura do FMI, daqui a um mês ou daqui a seis, não valerá mais sermos nós a limpar a casa e colocar à frente dos nossos destinos verdadeiros patriotas e gente que saiba o que faz?

Estamos adormecidos nesta catarse colectiva. Até os estudantes, que noutros países sempre foram uma classe social a ter em consideração, se deixam extorquir (as novas regras e a falta de pagamento das Bolsas de Acção Social assim o demonstram), sem tugir nem mugir. Desde 1820, e até 1926, ao menos os portugueses lutavam na rua pelo que acreditavam ser melhor para o país, em especial quando se sentiam particularmente injustiçados. Estamos a ser roubados por gente que ainda se ri na nossa cara, e nada fazemos. Quando, mas quando raio é que nos tornámos medricas???

Samuel de Paiva Pires

RECONHECIMENTO DO CASAMENTO DE DONA MARIA FRANCISCA DE ORLEANS E BRAGANÇA COM DOM DUARTE NUNO DE BRAGANÇA, DUQUES DE BRAGANÇA - 15 DE OUTUBRO DE 1942

A Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança em seu exílio em França de 1910 a 1950, buscando sempre a grandeza de Portugal, e principalmente após a morte prematura de seu ultimo filho e ultimo Rei de Portugal Dom Manoel II em, que tentou o reconhecimento e aproximação de Dom Duarte Nuno de Bragança com o mandatário de Portugal Dr. António de Oliveira Salazar, o que possibilitaria o retorno da Monarquia Constitucional Portuguesa após a morte do caudilho lusitano, como já estava acordado na Espanha do Generalíssimo Francisco Franco desde 1941. Fez a aproximação para o consorcio matrimonial do futuro casal com seu primo Dom Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança Príncipe do Grão-Pará, Pai de Dona Maria Francisca. Por causa da renúncia de seu Pai ao trono brasileiro em 30 de Outubro de 1908 (não renunciado seus direitos ao trono português), tornando-se automaticamente herdeiro ao trono de Portugal. gundo a constituição do Império do Brasil de 25 de Março de 1824 e a constituição do Reino de Portugal de 1826 passada por Dom Pedro I do Brasil) e IV de Portugal, será sempre Herdeiro do Trono e Corôa do Brasil e Portugal Seu Filho e Herdeiro (não falava em filha...!!!). Por um decreto pré-nupcial tornou Sua Filha Dona Maria da Glória Sua Herdeira ao Trono Português na sua abdicação e na impossibilidade de seu primogenito (futuro Imperador Dom Pedro II do Brasil) tornando Ela Dona Maria II de Portugal casando com Seu Tio Dom Miguel I, contracto este desfeito em virtude do golpe de Estado miguelista que causou as guerras liberais vencidas pelo Rei Cavaleiro Duque de Bragança em favor de Sua Filha Dona Maria II em 1834, sendo proclamados (e não aclamados) ela e todos os seus Herdeiros e Sucessores até 1910 pela soberana corte de Lisboa. Em 15 de novembro de 1889 um golpe militar liderado por militares positivistas e escravocratas, derruba a Monarquia Constitucional Brasileira, e seu último Imperador segue para o exílio em Portugal. D. Pedro de Alcantara embora não abdicando ou renunciando a nenhum de seus direitos dinasticos no Brasil ou em Portugal seria, pela derrocada da Monarquia Brasileira, Rei Constitucional de Portugal de facto e de direito. Mas em Dezembro de 1889, muito poucos sabiam deste detalhe Constitucional, (o Ministro Barão do Rio Branco tentou questionar o Imperador sobre a questão porém, foi proibido pelo mesmo, para não atrapalhar a ascenção ao trono do sobrinho neto Dom Carlos I em Portugal, abandonando o mais rapido possível o território português exilando-se em França, e lá falecendo em 5 de Dezembro de 1891. Sua Filha e Herdeira reivindicou sempre as Suas pretenções ao Trono Brasileiro até sua morte em 14 de Novembro de 1920, porém Seu Filho mais velho Príncipe do Grã-Pará tendo abdicado em 30 de Outubro de 1908 ao trono brasileiro a favor de seu irmão Dom Luis, torna-se o Herdeiro do Trono Português, principalente após a morte no exílio de Dom Manuel II em Londres. Ainda que respeitassem a renúncia do Pai Príncipe do Grão-Pará colocaram em carta de 1938 a intenção "de colocar nas mãos da Nação a escolha do futuro Monarca Brasileiro" dizendo assim "O Herdeiro do Trono é nosso sobrinho Pedro Henrique mas se o povo brasileiro chamar, estaremos pronptos". Tal carta por si só já impediria qualquer pretenção ao Trono Português dos Príncipes Dom Pedro Gastão, Dom João Maria (este em 1956 ainda em processo cartorial registou o Filho Dom João Henrique como Príncipe Imperial do Brasil) e Suas Irmãs Dona Isabel casada com o Herdeiro francês Conde de Paris, Dona Thereza casada com o espanhol Marquês de Martorel estavam automaticamente excluídas dos Tronos Luso e Brasileiro. Restou porém uma Filha, Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, que formalizou sua condição de cidadã portuguesa em 13 de Outubro de 1942, transformando-se automaticamente na Herdeira do trono de Portugal. Seria ela de direito Dona Maria III, e seu futuro Marido Rei consorte de Portugal. Assim secretamente a idosa Rainha Dona Amélia em Seu exílio em Portugal arquitectou este casamento que seria a salvação dos monarquicos portugueses. O casamento ocorreu em 13 de Outubro na Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro e a cerimónia religiosa na Catedral de Petrópolis em 15 de Outubro, porém em 20 de Outubro o Presidente Getúlio Vargas a pedido do Proprietário dos Diários Associados, Assis Chateaubriant, reconheceu o casamento civil dos Duques de Bragança, uma vez, por ser positivista não reconhecia casamentos religiosos (ele próprio casado somente no civil com a Primeira Dama D. Darcy Vargas) achou conveniente reconhecer o casamento civil em território brasileiro sendo encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, para que no processo de reconhecimento da cidadania portuguesa de Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança Seu futuro Marido fosse reconhecido também cidadão português. Para isso, D. Francisca Viana Nedehf Marquesa de Viana, cidadã portuguesa naturalizada brasileira, mãe de Jorge Viana Nedehf, Marquês de Viana funcionário jornalista dos Diários Associados na Radio Tupí e amigo de Assis Chateaubriant, seria nomeada bastante procuradora do Presidente da República para testemunhar o evento religioso para constar no Alvará presidencial de 20 de Outubro de 1942.
Tudo estaria perfeito se mais tarde no encontro do Casal Real com o Ministro Dr. António Oliveira Salazar, ao chegar ao jantar saudou este a Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança como "Vossa Majestade Fidelíssima", causando um grande desconforto ao Duque de Bragança. Seguiu-se um mau estar entre as duas grandes personalidades Dom Duarte Nuno e Dr. António de Oliveira Salazar, segundo Assis Chateaubriant presente também ao jantar que oferecia disse; "... este regabofe parece o Titanic depois de bater no Iceberg....!!!!", e de facto ao se despedir, o Mandatário de Portugal de Dona Amélia e de Dona Maria Francisca se quer dirigiu alguma palavra ao Duque de Bragança, saindo imediatamente do recinto. Foram testemunhas do jantar os representantes portugueses e brasileiros que colaboraram nesta iniciativa frustrada da Rainha Dona Amélia. O desentendimento dos dois titans foi bastante para destruir os sonhos de Dona Amélia da Restauração do Trono Português, que se tivesse dado certo, teria a sua Restauração antes da Restauração Monarquia Constitucional espanhola que ocorreu em 1975, pois Salazar tendo sofrido um grave acidente vascular cerebral em 1968, hoje teriamos de facto o Filho do Casal Real, Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança como Rei de facto de Portugal. Neste ponto de vista histórico podemos observar que a Monarquia Portuguesa teria evitado a sangria e a morte de patriotas lusitanos tanto no continente como nas colonias que desmoronaram após os acontecimentos de 25 de Abril de 1974. Ter-se-ia evitado tantas dores e tristezas do povo português. O mais incrivel é que hoje, bilontras e tratantes ainda tentam dizer-se herdeiros do trono de Portugal, seja um italiano, trambiqueiro ao um parente bem...bem distante dos Bragança. Neste sentido, a murcha e fria comemoração do centenário da república portuguesa em 5 de Outubro deste ano poderiamos estar em verdade dando Vivas a El-Rey de Portugal... !!! - Eduardo André Chaves Nedehf - Marquês de Viana
(Clique nas imagens para ampliar)
Marcelo Roberto Ferreira - Directório Monárquico do Brasil

SUA MAGESTADE A RAINHA DONA AMÉLIA (28/09/1865 - 25/10/1951)

domingo, 24 de outubro de 2010

S.A.R., O DUQUE DE BRAGANÇA, LANÇA O INSTITUTO DOS MARES DA LUSOFONIA

S.A.R., O Duque de Bragança encerrou sábado em Cascais, Portugal, o II Congresso dos Mares da Lusofonia anunciando a criação do Instituto dos Mares da Lusofonia. Segundo o orador, o novo organismo terá como objectivo aprofundar, de forma continuada, as matérias relacionadas com o interesse estratégico do Mar no universo lusófono numa altura em que a extensão das Plataformas Continentais junto da ONU constitui a preocupação central para a maioria destes países. O II Congresso decorreu durante dois dias e contou com a participação de dezenas de especialistas da área do Mar de todos os Países de Expressão Oficial Portuguesa, constituindo uma iniciativa da Fundação D. Manuel II com o apoio da CPLP e da Câmara Municipal de Cascais. Na sessão final, foi ainda revelado que o Instituto, que irá funcionar nas novas instalações da Fundação D. Manuel II no Chiado, está em fase adiantada de formação, já dispõe de estatutos e prepara-se para receber os primeiros associados membros dos países lusófonos. A sensibilização das academias para programas de licenciaturas e mestrados ligadas às ciências do Mar e o estabelecimento de protocolos com instituições de investigação internacionais para jovens lusófonos são alguns dos objectivos imediatos do novo instituto. O Congresso que agora termina, sob o tema do alargamento da Plataforma Continental, conjugou os desígnios do Mar e da Lusofonia abordando os aspectos políticos, de segurança, jurídicos, ambientais, científicos e tecnológicos dos Oceanos. Foi uma oportunidade para confrontar as experiências dos oito países que falam português definindo objectivos concretos que serão publicados em breve e entregues à CPLP e às entidades competentes.

SECRETÁRIO EXECUTIVO DA CPLP PRESENTE NA CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO DO II CONGRESSO DOS MARES DA LUSOFONIA

O Secretário Executivo Eng. Domingos Simões Pereira, participou na cerimónia de encerramento do II Congresso "Os Mares da Lusofonia" que durante dois dias foram realizados uma série de debates sobre o papel dos mares e das plataformas continentais na estratégia de desenvolvimento dos países de expressão oficial portuguesa. Durante a intervenção do SE congratulou-se a Comissão Organizadora e o painel de oradores pelos resultados obtidos na reflexão sobre a importância da temática dos Mares que ia em consonância com o definido pelo Plano Estratégico da CPLP para os Oceanos. Estiveram presentes na cerimónia o Presidente da Fundação Dom Manuel II, Duque de Bragança, S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. Carlos Carreiras,  o Presidente da Comissão Organizadora, Senhor D. Nuno van Uden, o General Vasco Rocha Vieira, oficiais da Marinha Brasileira e da Marinha Portuguesa entre outros.
   CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa