sexta-feira, 22 de outubro de 2010

EXPRESSO: 900 ANOS DE PORTUGAL

Amigos, se tivermos sorte, se o altíssimo assim quiser, se o belzebu cancerígena for pregar para outra freguesia, nós vamos comemorar o 900.º aniversário de Portugal. Em 2043, Portugal vai fazer 900 anos. Este meia-leca à beira-mar plantado vai assim cumprir nove séculos de impertinente soberania. Na ONU, se os países fossem ordenados pela antiguidade, Portugal só seria suplantado pela China e Inglaterra. E se o critério fosse a imutabilidade das fronteiras, então, até os chineses teriam de se curvar perante o ancião tuga. Isto, meus amigos, conta. A idade é um posto. E, reparem, eu não estou a invocar a ladainha manuel-alegrista da 'missão universal'. Nada disso. Estou apenas a falar desta calma serena, desta paz que nasce da simples constatação: estamos aqui há 900 anos. Quando lhe resta um mísero século para atingir um milénio de existência, um país deixa de ser um país e passa a ser uma civilização, essa coisa que funde a história com o mito. E Portugal é uma civilização. Confusa, caótica e suicidária, mas uma civilização.

Esta idade milenar devia encher de orgulho os portugueses. Afinal, não é todos os dias que uma nação atinge esta idade profética, chinesa, bíblica. Ora, se bem repararam, eu escrevi "devia encher de orgulho", e não 'enche de orgulho'. Por que razão fiz isso? Porque os portugueses, na verdade, estão desligados da fundação do seu próprio país. Portugal foi fundado em 5 de Outubro de 1143. Sim, não me enganei no dia. Portugal foi fundado num mui medieval 5 de Outubro, o mesmo 5 de Outubro do golpe de Estado que implementou um regime antidemocrático e violento vulgarmente conhecido pelo eufemismo de 'I República'. Como já perceberam, estas contas querem dizer uma coisa: na terça-feira, Portugal fez 867 anos, mas a nossa elite comemorou os 100 anos de um golpe de Estado.

Ao comemorar o 5 de Outubro de uma certa esquerda e não o 5 de Outubro de todos os portugueses, a III República está a privilegiar um regime em detrimento do país. E é um absurdo esta coisa de comemorarmos uma ideologia enquanto desprezamos a fundação de Portugal. O país é anterior às ideologias. O país precede os regimes. Os regimes e as ideologias existem para servirem o país, e não o contrário. Ao celebrar 1910 em vez de 1143, a III República está a dizer que Portugal existe para servir a ideologia da esquerda jacobina. Para a nossa classe dirigente, a ideologia da Lisboa carbonária é mais importante do que o país. E isto, meus amigos, é imperdoável. É imperdoável que 16 anos de caos e violência (1910-1926) sejam mais importantes do que 900 anos de história. Imperdoável. Mas, calma, amigos: em 2043, fazemos contas com esta amnésia jacobina.

PS: não, não sou monárquico. Mas também não sou parvo.

Fonte: Expresso

DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA - 24 HORAS EM SINTRA

Na companhia do Chefe da Casa Real Portuguesa, perca-se de amores pelas vielas, jardins, praias e palácios de Sintra, lugar a que Lord Byron chamou “novo paraíso”. 
 
Dom Duarte Pio de Bragança é primo em sexto grau do último Monarca Português, Dom Manuel II. Não fosse a implantação da república em Portugal, que aconteceu há justamente um século, e seria ele o detentor da coroa. O Chefe da Casa Real Portuguesa preside à Fundação Dom Manuel II, instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo. Dom Duarte é um acérrimo defensor da identidade cultural do país. - www.casarealportuguesa.org  
Mar à vista - “O cabo da roca é o ponto mais ocidental da Europa e um belíssimo miradouro do Atlântico. O concelho é servido por inúmeras praias e a da Adraga é uma das minhas predilectas. Está inserida na área do Parque Natural Sintra-Cascais e fica junto à aldeia de Almoçageme.”
Um eléctrico chamado tradição - "Uma das coisas que gosto de fazer é tomar o eléctrico para Colares. Sempre que tenho visitas levo-as neste passeio, que é um dos mais aprazíveis das redondezas. Ainda bem que a ligação foi restabelecida, pois Sintra tem de preservar o seu encanto do século XIX, é essa a sua imagem de marca”.
Sintra
+351 21 923 8789
Sexta a domingo
€2
Era uma vez…no reino da Pena - O Palácio Nacional da Pena foi residência de Verão da Família Real Portuguesa até 1910. Hoje é uma casa-museu, onde “a visita está organizada de tal maneira que parece que a Família Real saiu de lá ontem.” O edifício “é uma fantasia com sucesso, muito bem integrada na paisagem”. O “original” lugar data de 1839, quando o Rei consorte Dom Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete, obra a cargo do Barão de Eschewege, que criou uma espécie de pastiche dos castelos da Baviera e polvilhou o lugar de motivos mouriscos, góticos e manuelinos. “O parque que envolve o palácio é o meu preferido dos muitos que há na serra. Dom Fernando mandou plantar árvores e plantas das sete partidas do mundo e até lá existe uma plantação de café.”
Estrada da Pena, Sintra
+351 21 910 5340
www.ipmuseus.pt

Almoços históricos - “O Lawrence’s é o hotel mais antigo da Península Ibérica, foi inaugurado em 1764 e já recebeu hóspedes tão famosos quanto os escritores Lord Byron ou Eça de Queirós, que dão nome a algumas das suites. Tem um ambiente romântico e um restaurante muito agradável, onde se come muitíssimo bem. O mesmo se diga do Palácio de Seteais, óptima escolha tanto para o almoço como para o chá da tarde”.
Lawrence’s Hotel
Rua Consigliéri Pedroso, 38 – 40, Sintra
+351 21 910 5500
www.lawrenceshotel.com
Tivoli Palácio de Seteais
Rua Barbosa du Bocage, 10, Sintra
+351 21 923 3200
www.tivolipalaciosteais.com

 
Os mistérios da serra de Sintra - Quinta da Regaleira é do início do século XVII. Entre os seus proprietários, destaca-se Carvalho Monteiro que, com a ajuda do arquitecto Luigi Manini – responsável também pelo Palace Hotel do Bussaco –, dela fez, no princípio do século XX, um espelho dos seus sentimentos patrióticos. Apesar de ser o estilo manuelino a dominar, a quinta está repleta de símbolos mitológicos e esotéricos, estátuas de deuses, poços iniciáticos, jardins e grutas. “O melhor a fazer é ir acompanhado de um guia, para entender os vários símbolos que se encontram pela quinta. Também é digna de nota a cafetaria que tem um rol de snacks ideais para o lanche”.
Quinta da Regaleira
+351 21 910 6656
www.regaleira.pt
 
Cultura oblige - “No segundo e quarto domingo de cada mês, o Largo Dom Fernando II em São Pedro de Sintra recebe feiras muito interessantes, algumas temáticas como a medieval ou a biológica. Gosto muito de me passear por lá”. Para outros programas vá até ao Centro Cultural Olga Cadaval onde, em Outubro, pode assistir aos espectáculos de dança Retrospectiva (8) e The Ultimate Tango Show (29).
Feira de S. Pedro de Penaferrim
Largo D. Fernando II – S. Pedro de Penaferrim
Centro Cultural Olga Cadaval
Praça Dr. Francisco Sá Carneiro, Sintra
+351 21 910 7110
www.ccolgacadaval.pt

 
Mesas fartas - “Para jantar, as escolhas oscilam entre os restaurantes Toca do Javali e Taberna dos Trovadores. O primeiro tem pratos de caça óptimos e um ambiente acolhedor, ideal para tempos mais frios. O segundo é um espaço de eleição de artistas como Joaquim de Almeida e vários músicos conhecidos. A cozinha é tradicional e caseira, sem pretensões, mas muito boa. Recomendo vivamente”.
Toca do Javali
Rua 1º de Dezembro, 16 B, São Pedro de Sintra
+351 21 923 3503
www.tocadojavali.com
Taberna dos Trovadores
Praça D. Fernando II, 18 – Porta 6, São Pedro de Sintra
+351 21 923 3548
www.taverna-trovadores.com

5 DELÍCIAS LOCAIS 
Queijadas de Sintra - Fazem parte da riquíssima doçaria da região e são o seu principal ex-libris. As melhores são das fábricas Sapa, Piriquita, Gregório e as da Casa do Preto. O principal ingrediente é o queijo fresco.
Travesseiros de Sintra - São, a par das queijadas, os doces mais afamados de Sintra. Feitos de massa folhada, recheados com doce de ovos com amêndoa e polvilhados de açúcar, são de comer e chorar por mais, especialmente os da Pastelaria Piriquita.
Vinho de Colares - Este néctar cor de rubi é uma espécie de tesouro nacional já que, além do sabor singular, o estágio a que é sujeito tornam-no uma raridade.
Leitão de Negrais - É quase tão famoso como o leitão da Mealhada, no Centro-Norte do país. A sua confecção dita que o porquinho pese entre os seis e os onze quilos e vá a forno de lenha aberto ao meio, espalmado e sem pés nem orelhas.
Carne de porco às Mercês - Petisco típico da região, nasceu nas feiras da Mercês que remontam à ocupação árabe. A carne é marinada com vinho, sumo de limão, sal, pimenta, louro e colorau.

(NÃO) APRENDER COM A HISTÓRIA!


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

OS GASTOS IMORAIS DA COMISSÃO DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

MONARQUIA OU REPÚBLICA???


"A Monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."

JANTAR MONÁRQUICO NAS CALDAS DA RAINHA

As iniciativas monárquicas que decorreram um pouco por todo o país, no passado dia 5, tiveram também lugar nas Caldas da Rainha. Representantes da JME (Juventude Monárquica da Estremadura) organizaram um jantar convívio em que se reuniram cerca de 40 monárquicos caldenses.

O dia em que foi assinalado a Implantação da República foi alvo de contestação por parte dos monárquicos que consideram ser lamentável que a maioria dos portugueses desconheça que foi nesta data, há 867 anos, que Portugal nasceu, com a assinatura do Tratado de Zamora.

Para Rafael Borges (na foto), de 16 anos, presidente da JME, é urgente dar aos portugueses a liberdade de escolher um regime, adiantando que são bem mais do que os oficialmente conhecidos 35% os portugueses adeptos da causa monárquica.

O responsável pela JME afirmou ainda que “se fosse confrontado com uma pergunta de tão difícil resposta como “o que farias de modo a dinamizar o movimento monárquico em Portugal”, responderia, “indubitável e convictamente, que a resposta, categórica e imperativa para todos os monárquicos é “mobilização e aproximação”. Precisamos não só de portugueses monárquicos, mas, principalmente, de portugueses monarquizantes”.

E explica que o objectivo só é atingível “através de um movimento próximo do povo, que utilize uma linguagem que ele compreenda, que exponha mais os seus argumentos e se distancie do preconceito do monárquico típico que é Duque, Marquês ou Barão, que usa anéis com brasões, veste fardas militares medalhadas e tem bigodes vistosos. Não é esse o monárquico comum”.

Mais um dos jovens monárquicos presentes neste jantar, António Barreiro, de apenas 14 anos, declarou que “a Causa Monárquica não é amorfa. Como qualquer outra causa, funciona com o empenho de pessoas. Pessoas que cedem parte do seu tempo e que estão disponíveis para esta causa tão meritória. Pessoas que dão a cara e outras que estão por trás. Pessoas que vão para a rua e outras para a blogosfera. Pessoas que lideram e pessoas que auxiliam. Precisamos de todos”.

Ivo Silvestre, um dos organizadores do evento e já veterano nas manifestações de monárquicos caldenses, mostrou-se satisfeito com o apoio dos presentes e salientou que é extremamente importante o surgimento de novos apoiantes para a causa monárquica, o que nota que está a acontecer. Após o jantar, jovens e menos jovens fizeram um périplo pelas principais ruas da cidade para a colagem de cartazes.

Fonte: Jornal da Caldas

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

HOJE E AMANHÃ: OS MARES DA LUSOFONIA EM CASCAIS


O tema principal do encontro é a extensão da plataforma continental e suas implicações de natureza política, jurídica, de segurança, ambiental, científica, tecnológica e económica, um tema que faz a actual agenda das Relações Internacionais a nível global.

Do congresso fazem parte uma conferência de abertura, cinco painéis temáticos e uma conferência final com a participação de Rui Ramos. Os Professores Carvalho Rodrigues, Marques Guedes, Almeida Ribeiro, Vidal de Abreu e Poças Esteves serão os moderadores do encontro.

A escolha do tema do congresso prende-se com a necessidade de desenvolver uma reflexão acerca da importância dos mares e das respectivas plataformas continentais, na sua vertente estratégica, de segurança, jurídica, ambiental, científica, tecnológica e económica.

A segunda edição destas jornadas, que surge na sequência do sucesso da primeira edição, que decorreu em Lisboa em 2008, é organizada pela Fundação D. Manuel II, o encontro tem o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com o patrocínio de SAR Dom Duarte de Bragança.

(Fonte: Blogue da Real Associação do Médio Tejo)