quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
QUANDO ACORDAREMOS?
“(…) o restabelecimento da Monarquia, a que se chama contra-revolução, não será uma revolução ao contrário, mas o contrário da Revolução”
Joseph de Maistre
1. Ao contrário do que aconteceu na fundação das três repúblicas que conhecemos, nós, os realistas democráticos, queremos uma transição para a Monarquia baseada num contrato, entre o povo e o soberano. Não queremos, não reivindicamos, não pretendemos a restauração através de um golpe de Estado (como aconteceu em 5 de Outubro, 28 de Maio e 25 de Abril). Queremos um progresso, um avanço para uma Monarquia Constitucional, baseada na Tradição democrática portuguesa. Queremos um regime mais respeitador dos princípios da Res Publica, ou seja, do que é público – do que é de todos (a corrupção e o tráfico de influências é, muito provavelmente, o maior indício da prostituição do poder político). Constatamos que o cidadão está cada vez mais alheado dos negócios públicos. A polis está submersa num denso nevoeiro, onde nem governados nem governantes percebem o rumo da Nação. Apercebemo-nos que os protagonistas políticos estão afogados em mentiras e contradições. E o cidadão sente-se cada vez mais impotente para alterar o status quo.
2. Precisamos de um poder Moderador que nos represente a todos e não apenas aos partidos. Alguém acredita que o Presidente é independente do sistema partidário? Não me parece! Até hoje – desde 74 – não se conhece nenhum Presidente eleito sem o apoio de um ou mais partidos (este apoio traduz-se numa nomeação: o partido escolhe o seu candidato).
3. O contrário da Revolução é o caminho legítimo para a consagração de um regime legítimo. Vivemos numa tensão entre o passado, presente e futuro. A memória, a vitalidade histórica (modo de adequação ao tempo presente) e a perspectiva de um futuro melhor, consubstanciada numa visão realista do que poderá acontecer, são os princípios orientadores do rumo a seguir. O leme tem de estar em nossas mãos!
p.s. Festejemos o verdadeiro 5 de Outubro, celebremos o Tratado de Zamora!!
Gonçalo Barrilaro Ruas (Setembro de 2010)
Joseph de Maistre
1. Ao contrário do que aconteceu na fundação das três repúblicas que conhecemos, nós, os realistas democráticos, queremos uma transição para a Monarquia baseada num contrato, entre o povo e o soberano. Não queremos, não reivindicamos, não pretendemos a restauração através de um golpe de Estado (como aconteceu em 5 de Outubro, 28 de Maio e 25 de Abril). Queremos um progresso, um avanço para uma Monarquia Constitucional, baseada na Tradição democrática portuguesa. Queremos um regime mais respeitador dos princípios da Res Publica, ou seja, do que é público – do que é de todos (a corrupção e o tráfico de influências é, muito provavelmente, o maior indício da prostituição do poder político). Constatamos que o cidadão está cada vez mais alheado dos negócios públicos. A polis está submersa num denso nevoeiro, onde nem governados nem governantes percebem o rumo da Nação. Apercebemo-nos que os protagonistas políticos estão afogados em mentiras e contradições. E o cidadão sente-se cada vez mais impotente para alterar o status quo.
2. Precisamos de um poder Moderador que nos represente a todos e não apenas aos partidos. Alguém acredita que o Presidente é independente do sistema partidário? Não me parece! Até hoje – desde 74 – não se conhece nenhum Presidente eleito sem o apoio de um ou mais partidos (este apoio traduz-se numa nomeação: o partido escolhe o seu candidato).
3. O contrário da Revolução é o caminho legítimo para a consagração de um regime legítimo. Vivemos numa tensão entre o passado, presente e futuro. A memória, a vitalidade histórica (modo de adequação ao tempo presente) e a perspectiva de um futuro melhor, consubstanciada numa visão realista do que poderá acontecer, são os princípios orientadores do rumo a seguir. O leme tem de estar em nossas mãos!
p.s. Festejemos o verdadeiro 5 de Outubro, celebremos o Tratado de Zamora!!
Gonçalo Barrilaro Ruas (Setembro de 2010)
Fonte: Causa Monárquica
A PROCLAMAÇÃO DE LEALDADE VISTA PELO DIÁRIO DE NOTÍCIAS
"Sua alteza"
"Real, real, real! Viva D. Duarte,o Rei de Portugal"

Duarte Pio juntou partidários na terra onde nasceu Afonso Henriques para comemorar o 5 de Outubro dos monárquicos.
Em Guimarães, no "berço da nacionalidade", ouviram-se ontem vivas ao rei de Portugal. E não era uma dessas, agora muito em voga, feiras medievais. Os vivas tinham como destinatário o duque de Bragança, D. Duarte Pio, que festejava com algumas centenas de monárquicos o 5 de Outubro.
Cada um festeja o seu 5 de Outubro. Para os republicanos é o de 1910 que conta; os partidários da Causa Monárquica recuam a 5 de Outubro de 1143, dia da assinatura do Tratado de Zamora, uma data "fundadora para Portugal", lembrou Duarte Pio.
"Portugal tem um rei", lia-se num cartaz, à entrada do Paço dos Duques, o local escolhido pelos monárquicos, vindos de todo o País, para prestarem "lealdade" ao simbólico candidato ao trono de Portugal. Do cimo de um cavalo, à chegada do duque de Bragança, alguém lançava a palavra de ordem: "Real, real, real! Viva o rei de Portugal!"
"Sua alteza", assim foi apresentado D. Duarte Pio, sorria para as crianças e cumprimentava os partidários da nobre causa. Depois, já no interior do Paço, discursou. E foi duro com a "invasão mental estrangeira" que "ocupou Portugal em 5 de Outubro de 1910. Nessa data, disse de forma metafórica, foi destruída "a comunidade de sonhos, a que chamamos Pátria".
E para descrever o "pântano" aonde a "Pátria" mergulhava, por obra dos homens da República, D. Duarte usou palavras "dos nossos maiores escritores". Camões, Ramalho Ortigão, Eça, padre António Vieira ou Fernando Pessoa, citado várias vezes.
A república "francesa que implantaram em Portugal", referiu o candidato ao trono, pela voz do poeta da Mensagem, "foi um fenómeno da nossa decadência, da nossa desnacionalização". Um discurso sempre a olhar para o passado, raramente uma alusão ao futuro. Para encerrar, a última estrofe do poema Nevoeiro, de Fernando Pessoa.
"Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../ É a hora!", declamou D. Duarte. E, de seguida, um apelo: "Portugueses, saibamos fazer a hora. Restauremos a esperança na lusitana antiga liberdade." Houve um forte e longo aplauso, bandeiras - azul e branco, com a respectiva coroa - levantadas. A partir daí, alguém avisou os presentes: quem ainda o não tinha feito, "podia ir dar os cumprimentos a suas altezas" .
Em declarações aos jornalistas, no final da "alocução" aos fiéis partidários da causa, o candidato ao trono disse não ter dúvidas de que os portugueses viveriam melhor com um rei. "A monarquia, como se vê noutros países da Europa, pode dar algo mais à democracia que vivemos hoje."
Voltou a atacar os homens da primeira República. "Esqueceram os ideais, perseguiram a Igreja, os opositores, criaram obstáculos à liberdade nos jornais. Foi caótico. Por isso, o povo apoiou longos anos a ditadura" salazarista.
De regresso ao presente, o duque de Bragança concorda com o apelo ao consenso político feito pelo Presidente da República. "Tem toda a razão porque medidas duras têm de ser tomadas por consenso."
Nas situações de crise, considerou, o consenso é "indispensável". Se as medidas forem tomadas por um partido só "torna-se difícil, porque será penalizado nas eleições". O consenso político partidário deve abranger, "pelos menos, os que têm responsabilidade nas governações passadas".
A cerimónia de ontem, na cidade onde nasceu o primeiro rei de Portugal, juntou algumas centenas de apoiantes da causa monárquica. Vieram de vários pontos do País. Uns de mais longe, outros de mais perto.
Como foi o caso de Rui Barandas: veio do Porto ouvir o candidato ao trono. Mónarquico por várias razões. E a primeira que ponta talvez seja influenciada pelos tempos de crise. "O orçamento do nosso presidente da República é oito vezes superior ao das monarquias modernas da Europa". Por outro lado, argumenta Rui Barandas, "um monarquia dá mais prestígio. Portugal tem 800 anos de monarquia, não se pode deitar essa legado ao lixo".
Depois da alocução aos distintos apoiantes, D. Duarte Pio de Bragança, acompanhado por D. Isabel Herédia, fez uma passeata pelas ruas de Guimarães. Mas aí, enfim, não se ouviram vivas ao "rei".
Cada um festeja o seu 5 de Outubro. Para os republicanos é o de 1910 que conta; os partidários da Causa Monárquica recuam a 5 de Outubro de 1143, dia da assinatura do Tratado de Zamora, uma data "fundadora para Portugal", lembrou Duarte Pio.
"Portugal tem um rei", lia-se num cartaz, à entrada do Paço dos Duques, o local escolhido pelos monárquicos, vindos de todo o País, para prestarem "lealdade" ao simbólico candidato ao trono de Portugal. Do cimo de um cavalo, à chegada do duque de Bragança, alguém lançava a palavra de ordem: "Real, real, real! Viva o rei de Portugal!"
"Sua alteza", assim foi apresentado D. Duarte Pio, sorria para as crianças e cumprimentava os partidários da nobre causa. Depois, já no interior do Paço, discursou. E foi duro com a "invasão mental estrangeira" que "ocupou Portugal em 5 de Outubro de 1910. Nessa data, disse de forma metafórica, foi destruída "a comunidade de sonhos, a que chamamos Pátria".
E para descrever o "pântano" aonde a "Pátria" mergulhava, por obra dos homens da República, D. Duarte usou palavras "dos nossos maiores escritores". Camões, Ramalho Ortigão, Eça, padre António Vieira ou Fernando Pessoa, citado várias vezes.
A república "francesa que implantaram em Portugal", referiu o candidato ao trono, pela voz do poeta da Mensagem, "foi um fenómeno da nossa decadência, da nossa desnacionalização". Um discurso sempre a olhar para o passado, raramente uma alusão ao futuro. Para encerrar, a última estrofe do poema Nevoeiro, de Fernando Pessoa.
"Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../ É a hora!", declamou D. Duarte. E, de seguida, um apelo: "Portugueses, saibamos fazer a hora. Restauremos a esperança na lusitana antiga liberdade." Houve um forte e longo aplauso, bandeiras - azul e branco, com a respectiva coroa - levantadas. A partir daí, alguém avisou os presentes: quem ainda o não tinha feito, "podia ir dar os cumprimentos a suas altezas" .
Em declarações aos jornalistas, no final da "alocução" aos fiéis partidários da causa, o candidato ao trono disse não ter dúvidas de que os portugueses viveriam melhor com um rei. "A monarquia, como se vê noutros países da Europa, pode dar algo mais à democracia que vivemos hoje."
Voltou a atacar os homens da primeira República. "Esqueceram os ideais, perseguiram a Igreja, os opositores, criaram obstáculos à liberdade nos jornais. Foi caótico. Por isso, o povo apoiou longos anos a ditadura" salazarista.
De regresso ao presente, o duque de Bragança concorda com o apelo ao consenso político feito pelo Presidente da República. "Tem toda a razão porque medidas duras têm de ser tomadas por consenso."
Nas situações de crise, considerou, o consenso é "indispensável". Se as medidas forem tomadas por um partido só "torna-se difícil, porque será penalizado nas eleições". O consenso político partidário deve abranger, "pelos menos, os que têm responsabilidade nas governações passadas".
A cerimónia de ontem, na cidade onde nasceu o primeiro rei de Portugal, juntou algumas centenas de apoiantes da causa monárquica. Vieram de vários pontos do País. Uns de mais longe, outros de mais perto.
Como foi o caso de Rui Barandas: veio do Porto ouvir o candidato ao trono. Mónarquico por várias razões. E a primeira que ponta talvez seja influenciada pelos tempos de crise. "O orçamento do nosso presidente da República é oito vezes superior ao das monarquias modernas da Europa". Por outro lado, argumenta Rui Barandas, "um monarquia dá mais prestígio. Portugal tem 800 anos de monarquia, não se pode deitar essa legado ao lixo".
Depois da alocução aos distintos apoiantes, D. Duarte Pio de Bragança, acompanhado por D. Isabel Herédia, fez uma passeata pelas ruas de Guimarães. Mas aí, enfim, não se ouviram vivas ao "rei".
S.A.R. O SENHOR D. DUARTE PARA O CORREIO DA MANHÃ: PORTUGAL ESTARIA MELHOR COM A MONARQUIA
S.A.R., O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, concordou esta terça-feira, em Guimarães, com o apelo ao consenso político feito pelo PR, dizendo que "tem toda a razão porque medidas duras têm de ser tomadas por consenso". "Acho o consenso indispensável porque, se as medidas forem tomadas por um partido só torna-se difícil, porque será penalizado nas eleições", afirmou, frisando que o consenso político partidário deve abranger, "pelos menos, os que têm responsabilidade nas governações passadas". O candidato ao trono de Portugal falava aos jornalistas no Paço dos Duques de Bragança, no final de uma cerimónia monárquica que juntou algumas (centenas?) milhares de apoiantes e que serviu para os partidários da sua causa lhe mostrarem "lealdade".
Os monárquicos comemoram o 5 de Outubro, não como a data da implantação da república, mas como o dia em que o Tratado de Zamora, de 1143 foi assinado, dando-se assim "início aos 867 anos que Portugal já leva desde a sua fundação".
Questionado a propósito, Dom Duarte congratulou-se com as medidas de austeridade decididas pelo Governo, dizendo que são "indispensáveis". "Temos todos de entrar em austeridade, pois quanto mais tarde pior", avisou, lembrando que o pPís" é como uma família que gasta mais do que o que tem". Em sua opinião, "é melhor corrigir e tentar gastar menos enquanto é tempo senão, qualquer dia, vão ser outros a tomar conta de nós, seja o FMI ou outra instituição qualquer". "Estou muito optimista porque finalmente os governantes decidiram tomar as medidas necessárias", acentuou.
PORTUGAL ESTARIA MELHOR COM MONARQUIA
Questionado sobre os resultados obtidos pelas diferentes repúblicas, em termos sociais e económicos e sociais, D. Duarte defendeu que "a situação actual desacredita um bocado os resultados da República". "Depois de 100 anos conseguimos chegar ao último lugar da Europa em termos de desenvolvimento humano e em muitos outros aspectos, com excepção da Albânia, e até mesmo os países da Europa de leste passaram à nossa frente", lamentou. O Duque de Bragança disse ainda "acreditar que se Portugal tivesse continuado com a Monarquia estaria certamente muito melhor do que está hoje". "A Monarquia pode dar qualquer coisa a mais, uma ajuda, à democracia em que vivemos", referiu, lembrando que "há cerca de por 30 cento dos portugueses acreditam que seria melhor ter um Rei, apesar de termos tido excelentes presidentes da república".
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