quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MORREU HOJE D. ARMINDO LOPES COELHO, BISPO EMÉRITO DO PORTO























Morreu hoje, quarta-feira, D. Armindo Lopes Coelho, bispo do Porto entre 1997 e 2007. Estava doente desde 2006.
D. Armindo Lopes Coelho, Bispo emérito do Porto, faleceu, hoje, quarta-feira, com 79 anos, em Ermesinde, onde residia.
“O Senhor D. Armindo foi um fiel e generoso pastor da Igreja, com abnegada dedicação à causa do Evangelho em todos os importantes cargos que lhe foram confiados. A todos nos deixa um grande exemplo de serviço eclesial, que nos cabe agradecer e continuar”, escreveu o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, em comunicado, citado pela Agência Ecclesia.
D. Manuel Clemente refere que os restos mortais de D. Armindo estarão na Sé do Porto a partir desta tarde, sendo celebrada uma Missa Exequial amanhã, quinta-feira, às 16 horas.
Em Outubro de 2006, D. Armindo sofreu um acidente vascular cerebral, que levou à nomeação de D. João Miranda Teixeira como Administrador Apostólico da Diocese.
A resignação ao cargo foi aceite por Bento XVI, em Fevereiro de 2007, data em que D. Manuel Clemente foi nomeado como novo Bispo do Porto.
Entre os seus pares era admirado pela sua inteligência, capacidade de diálogo e sentido de humor.
D. Armindo Lopes Coelho nasceu a 16 de Fevereiro de 1931, em Regilde, Felgueiras. Foi ordenado presbítero na Sé Catedral do Porto a 1 de Agosto de 1954. Frequentou a Universidade Gregoriana, em Roma, até 1959, tendo-se licenciado em Filosofia e em Teologia.
Em 1959, foi nomeado Professor e Prefeito no Seminário Maior do Porto, onde leccionou até 1974. A 10 de Julho de 1970 é nomeado Vice-Reitor do Seminário Maior do Porto com exercício pleno da Reitoria, num período de uma certa agitação e expectativa sobre aquilo que ia ser o Vaticano II.
Foi também durante alguns anos professor de Religião e Moral no Liceu Rodrigues de Freitas, professor de Moral no Instituto de Serviço Social do Porto e Professor de Teologia Dogmática no Centro de Cultura Católica.
A 21 de Julho de 1962 foi nomeado Assistente Diocesano da JUC, tendo exercido o cargo até 1965. Dedicou-se também à Pastoral Familiar, às Equipas de Casais de Nossa Senhora e à Escola de Pais Nacional, de que foi co-fundador em Portugal.
No dia 11 de Abril de 1971 é nomeado Cónego Capitular da Sé Catedral do Porto. Em 19 de Fevereiro de 1975 é nomeado Reitor do Seminário de Nossa Senhora da Conceição (Seminário Maior) do Porto.
Em 19 de Abril de 1975 é nomeado Vigário Episcopal para o Clero e Renovação do Ministério Eclesiástico e em Março de 1976 torna-se Pró-Vigário Geral da Diocese.
A 5 de Janeiro de 1979 é nomeado Bispo Titular de Elvas e Auxiliar do Porto, sendo a Ordenação Episcopal realizada na Sé Catedral do Porto a 25 de Março de 1979 e presidida por D. António Ferreira Gomes.
Desde 27 de Outubro de 1982 até 13 de Julho de 1997 foi Bispo de Viana do Castelo. Entre 1997 e Fevereiro de 2007 foi Bispo do Porto, numa tarefa que D. Armindo Lopes Coelho considerava “uma honra”.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ULTRAPASSAMOS OS 700 FANS NO FACEBOOK! JUNTE-SE A NÓS!


O PACTO DE DOVER



(Clique na imagem para ampliar)
PACTO DE DOVER

[1912]
"Convencidos de que as dolorosas circunstâncias que Portugal no momento atravessa requerem, de todos os Portugueses de boa vontade, a conjugação de esforços no ideal único da salvação da Pátria:
E querendo, pela Nossa parte, concorrer com o exemplo de actos efectivos para formar a cimentação desse espírito, construtivo e desinteressado, de união e de concórdia;
Tratámos e convencionámos, sob reserva de futuras e definitivas resoluções pelo poder competente das Cortes, um entendimento, nos seguintes termos gerais:
1º. – O direito D’El-Rei D. Manuel ao trono de Portugal é reconhecido pelo Senhor Dom Miguel de Bragança e Sua Família;
2º. – No caso de faltar El-Rei Dom Manuel e Sua Sucessão, e S.A.R., O Príncipe Dom Afonso e Sua Sucessão – o direito ao trono de Portugal pertencerá a S.A.. O Infante Dom Duarte, filho terceiro do Senhor Dom Miguel;
3º. – São restituídos ao Senhor Dom Miguel, Sua Família, os direitos de Portugueses.
4º. – São restituídos ao Senhor Dom Miguel, Sua Família e seus Partidários, o gozo, na forma que se tratar, das suas honras e títulos, sob a cláusula única de que essa restituição não importe encargos para o Tesouro Público.”
* * *
Este Pacto foi obtido por Paiva Couceiro, entre a 1ª e a 2ª incursão da Galiza, visando unir esforços em torno do movimento restauracionista. Os termos do acordo provocou então, naturalmente, um doloroso “engolir em seco” em algumas personalidades manuelistas mais ferrenhas. Tal foi o caso da Marquesa de Rio Maior – que no baptismo da última filha de Dom Miguel se viu forçada a representar a madrinha, a Rainha Senhora Dona Amélia, por expressa indicação do monarca exilado – e do secretário particular de Dom Manuel II, 6º Marquês de Lavradio, substituído então nas suas funções pelo Visconde de Asseca. Adversário da celebração do acordo, o Marquês de Lavradio, entre outros, veio a veicular depois a ideia de que o «pacto de Dover» “não existiu” (Memórias do Sexto Marquês de Lavradio, 2ª ed., p. 217 ss., onde se dá também notícia de outros adversários do acordo, Faial e Álvaro Chagas) se bem que, na realidade, a Condessa de Bardi tivesse continuado a angariar armas e munições para os combatentes da Galiza, e ali viessem a combater, ao lado dos manuelistas, cerca de duas dezenas de miguelistas, de entre os quais se salientavam os dois filhos de Dom Miguel de Bragança, o Duque de Viseu e o Príncipe Francisco José. Ao saírem militarmente derrotados para o exílio, o pacto ficou de imediato sem conteúdo, acolhendo-se os miguelistas à direcção do Comité de Paris, os manuelistas à direcção do Comité de Londres. Em 1932, porém, será tendo em conta o espírito daquele acordo, bem como os exactos termos dos artº 86 a 90 da Carta Constitucional, e a expressa vontade de Dom Manuel II, que o Lugar-Tenente João de Azevedo Coutinho veio a fazer a Aclamação de D. Duarte Nuno de Bragança como Rei Legítimo de Portugal. - 5 de Outubro de 2002, José Manuel A. Quintas
(Ver, entre outras fontes impressas, António Cabral, El-Rei Dom Duarte, Lisboa, 1934, pp. 65 ss.; Luís de Magalhães, A Crise Monarchica, Porto, 1934, pp. 109 ss.)

COMUNICADO À IMPRENSA DA REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ANIVERSÁRIOS DE SUAS MAJESTADES, EL-REI DOM CARLOS E RAINHA DONA AMÉLIA



D. Carlos I de Portugal (nome completo: Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo-Gotha; Palácio da Ajuda, Lisboa, 28 de Setembro de 1863 — Terreiro do Paço, Lisboa, 1 de Fevereiro de 1908) foi o penúltimo Rei de Portugal.

Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães (Twickenham, 28 de Setembro de 1865 — Chesnay, 25 de Outubro de 1951) foi a última Rainha de facto de Portugal.
Foi o único membro da Família Real Portuguesa exilada pela república que visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos. Amélia de Orleães viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, onde aguentou a Segunda Guerra Mundial.
Esta frase estava entre as suas últimas palavras: "Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal".
(Fonte: Blogue "Família Real Portuguesa")

DIABO - DEZASSEIS ANOS DE SOLIDÃO

 Fonte: Causa Monárquica

AQUI DEL REI! EM TEMPO DE REPÚBLICA.

Não há muito a acrescentar a esta carta, enviada ao presidente da república, Manuel de Arriaga, em 1911. Apenas que podia ter sido escrita em 2010.
(Sublinhados nossos)

A vós me dirijo senhor, como chefe desta nação bem digna de melhor sorte!
Fez ontem um ano que existe neste país a República e de então para cá só desenganos! Que dirão aqueles (como eu) que julgavam que em se mudando o regime, que haveria honestidade e liberdade! Puro engano!! Quem foi republicano convicto deve corar de vergonha e decerto não julgava que houvesse tanto heroi republicano de barriga. Se há ainda quem defenda a república é por capricho porque come à mesa do orçamento.
Mas comei lobos famintos!
Houve na verdade nos últimos anos da monarquia cenas escandalosas, mas decerto com o decorrer do tempo ao passo que a República com um ano de existência está ainda muito pior nos exemplos de administração.
Para onde caminhamos?
Pelas ruas não há respeito entre os elementos da classe civil. As autoridades não são respeitadas tudo é carbonários e voluntários!!! No exército não há disciplina e na marinha ainda pior; a organização do exército foi um saque à nação; só assim se explica como se promoveram capitães, com 2 anos de subalterno, como se o país necessitasse de tanto oficial que só serve para receber o salário e passear; como se não se soubesse que tudo isto é um cancro para o país e como a organização obedeceu simplesmente para promoções escandalosas etc etc.
Haveria ordem se houvesse respeito.
Haveria trabalho se o exemplo viesse de cima e os próprios ministros (do governo provisório) dessem o exemplo e não anexassem em altos cargos toda a Ex.ma família.
Haveria Liberdade se cada um dicesse [sic] o que sente. O povo não estava convocado para a república e os grandes republicanos só tinham era inveja de não comer. Não tenho habilitações para melhor me exprimir, mas no intanto [sic] dá vor de gritar: aqui del-Rei!!
Lisboa, 6/10/911

MATOS, Sérgio Campos, introd. e FREITAS, Joana Gaspar, colab. - Correspondência política de Manuel de Arriaga, volume I. Lisboa: Livros Horizonte, 2004, p. 371.