domingo, 26 de setembro de 2010

EM 2010, "NÃO" A 1910, "SIM" A 1810!

(Fonte: Jornal Público de 27/10/2010)

IMPRENSA: MONÁRQUICOS JUNTAM-SE A DOM DUARTE

O dia vai ser de festa um pouco por todo o país, com epicentro em Lisboa e ramificações espalhadas por dezenas de cidades. Mas a comemoração do centenário da República, no próximo dia 5 de Outubro, tem também um reverso da medalha, na forma de "dia triste para a causa monárquica", como sintetiza o responsável pela comunicação da Causa Real, João Távora. Um sentimento que será, no entanto, igualmente traduzido em comemoração, com a organização de uma "proclamação de lealdade de todos os monárquicos" ao Chefe da Casa Real, Dom Duarte.
A iniciativa, organizada pela Causa Real, vai decorrer em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança, estando prevista a reunião de pelo menos "400 a 500 monárquicos de todo o país" junto da primeira residência da família que em 1640 assumiu a Chefia da Casa Real Portuguesa, dando início à dinastia de Bragança.
"Será uma boa oportunidade para mostrar solidariedade e união em torno do Rei Dom Duarte, num dia triste para todos os monárquicos. Ao mesmo tempo será uma forma de dar visibilidade à Causa Monárquica", defende João Távora.
Além dos elementos das 16 Reais Associações existentes em Portugal, a Causa Real conta com a mobilização dos "simpatizantes da causa monárquica e dos cidadãos que não se revêem na actual forma de regime". Um dos grandes atractivos da cerimónia será o discurso de Dom Duarte, anunciado como "uma importante alocução".
"Tenho informações de que será um discurso muito surpreendente", explica João Távora, rejeitando, porém, a possibilidade de o Chefe da Casa Real debruçar-se de forma crítica sobre a conjuntura política actual. "Será uma comunicação mais centrada na portugalidade e no futuro de Portugal no mundo", resume o porta-voz e vogal da direcção da Causa Real. 
Para facilitar a adesão a esta iniciativa, as Reais Associações estão a organizar deslocações em autocarros para Guimarães. Em Lisboa, está prevista a disponibilização de pelo menos dois autocarros, com bilhetes disponíveis a 20 euros para adultos e dez euros para jovens.
No dia anterior, 4 de Outubro, a Causa Monárquica assinalará também o centenário da República com a inauguração da exposição "A Repressão da Imprensa na 1ª República", que decorrerá entre os dias 4 e 15 de Outubro em Lisboa, no Palácio da Independência. A exposição é organizada pela Plataforma do Centenário da República e tem o apoio da Causa Real, embora, como assinala esta entidade, a mesma ocorra "à margem das comemorações oficiais dos 100 anos da República portuguesa e também, o que é mais penoso, à margem da investigação oficial sobre os primórdios do regime republicano."

Jornal I de 23-09-2010

TODOS A GUIMARÃES!


A Real Associação da Beira Litoral participará activamente na PROCLAMAÇÃO DE LEALDADE A SUA ALTEZA REAL, que se realizará no dia 5 de Outubro, Terça-feira, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães pelas 15 horas.
Convidamos todos os monárquicos da região, associados ou não,
a participarem nesse grande momento histórico para Portugal. 
Conjuntamente com a Real Associação de Coimbra, estamos a estudar a melhor forma de nos deslocarmos a Guimarães. Pedimos aos interessados que contactem esta Real Associação pelo telefone 914 090 658 ou pelo e-mail realbeiralitoral@gmail.com, para termos uma  ideia do número de pessoas.

A REPÚBLICA EM PRODUÇÃO FICTÍCIA


Imaginemos algumas situações que hoje, qualquer bípede julgaria caricata:

1. Estando vivo até uns anos depois de 1974, o governo português convida António Lopes Ribeiro, para a realização de uma mini-série sobre a tomada do poder pelos militares e a consolidação da 2ª República sob a direcção de António de Oliveira Salazar.

2. Em 1955 e decorrida uma década após o desaparecimento do III Reich, a recentemente constituída República Federal da Alemanha, contrata Leni Riefenstahl e Wolfgang Liebeneiner, com o fim de passarem ao cinema, a tomada do poder por parte do NSDAP de Adolfo Hitler.

3. Em 1950, Rossellini é convidado para a execução de um grande documentário laudatório da tomada do poder por Mussolini, apresentando a Marcha sobre Roma como ..."uma imperiosa necessidade, ditada pelo estado de profunda decadência institucional que o país vivia". Teria consistido numa tarefa fácil, no seguimento da Trilogia Fascista que Rossellini passaria ao celulóide, com La nave bianca (1941), Un pilota ritorna (1942) e o Uomo della croce (1943).

4. Decidindo comemorar o golpe de Estado protagonizado pelo subversivo PRP + Carbonária e respectiva direcção de meia-noite, o governo português incumbe a televisão oficial do Estado, a RTP, para realizar uma mini-série alusiva aos dias 3, 4 e 5 de Outubro de 1910. Muito concretamente, estabelece-se um acordo com as "Produções Fictícias" - melhor nome não podia ser escolhido -, com a supervisão histórico-científica de António Reis, coincidentemente grão-mestre do Grande Oriente Lusitano.
Estas possibilidades parecem-vos simples idiotias? São. Parecem-vos extemporâneas, anacrónicas e abusivas da imparcialidade que o tratamento de temas da História deverá sempre merecer? Evidentemente. Sente-se roubado, insultado e desprezado? Decerto.

Apenas uma nota: a 4ª hipótese, mais uma "à portuguesa", é verdadeira! Vivemos uma época de todos e mais alguns incríveis, pagos por si, por exemplo. Da próxima vez que tomar um café, pense nos 21% de imposto que desembolsará e para onde irá esse dinheiro.

VÍDEO DA ARRUADA DE ONTEM EM CASCAIS

Com a participação da Real Associação de Lisboa, com os Núcleos de Sintra e o Núcleo anfitrião de Cascais, realizou-se mais uma arruada, desta vez em Cascais, no sábado, 25 de Setembro de 2010. 
- Vídeo de RealistasForum

sábado, 25 de setembro de 2010

ENTREVISTA COM S.A.R., DONA ISABEL DE BRAGANÇA

É no domínio público, que Vossa Alteza tem sido ao longo destes três anos, uma acção social extremamente meritória. Quais são as causas e projectos que Vossa Alteza sente mais inclinação e maior vontade de se dedicar? - Apesar de ter pouco tempo disponível por causa dos meus filhos, tenho-me dedicado a várias instituições como: Ajuda de Mãe, Ajuda de Berço, Ajuda do Recém Nascido, Miastenia Gravis, Trissomia 21 e Aboim Ascenção. Há ainda alguns projectos em que gostaria de me envolver como os lares de 3ª idade, apoio e visitas a prisões e projectos ecológicos, mas como já tenho dito, há que ter cuidado para não me dispersar e prejudicar a família.

Quais poderão ser as principais funções de Vossa Alteza, se amanhã a Família Real for chamada pelos portugueses a Reinar? - Para além de tarefas necessariamente acrescidas ao serviço do País, teria funções idênticas às que hoje procuro desempenhar: ajudar o meu marido colaborando em obras assistênciais e culturais, para além da acção fundamental da educação dos nossos filhos.
Quais as qualidades mais importantes a desenvolver no Príncipe Dom Afonso de Santa Maria? - Uma educação baseada no sentido das responsabilidades para com Deus e para com Portugal e os portugueses, através do desenvolvimento do seu carácter e das suas capacidades intelectuais e físicas.
Nesta altura em que os valores da família são cada vez mais atacados, Vossa Alteza acha que a Instituição Real pode defender melhor esses valores? - Gostaría que a Família Real pudesse servir de exemplo a todas as famílias, dado a sua importância no seio da Instituição Real.
Qual a mensagem que Vossa Alteza gostaria de deixar àquelas famílias portuguesas que estão em profunda desagregação, sem terem onde se apoiar, e sem esperança num futuro melhor? - Tem havido um crescimento desiquilibrado em Portugal, no sentido em que se vê as pessoas ao serviço de desenvolvimento sem progresso humano. Tenho sempre chamado à atenção à importância de não nos desenraizarmos, para que não se percam os nossos valores e as nossas referências. As pessoas quando deixam as suas vilas ou aldeias e vêm para as grandes cidades, muitas vezes perdem as suas referências e ficam sozinhos. Há que pensar que a família é o núcleo mais importante na sociedade e temos que a proteger.
Entrevista concedida à Real Associação de Lisboa - Boletim "Real" Nº 37 de 1998.
(Fonte: Blogue "Família Real Portuguesa")