sábado, 18 de setembro de 2010

176º ANIVERSÁRIO DA PERNOITA DE DOM MIGUEL

No dia 31 de Maio, fez 176 anos sobre a passagem do Rei Dom Miguel I por Alvalade, na sua viagem entre Évora e Sines, onde embarcou para o exílio. Na Convenção de Évoramonte decide-se que Dom Miguel deve deixar o país e prepara-se a sua partida para aquele que iria ser o seu último exílio. Escoltado por um Regimento de Lanceiros da Rainha e vinte soldados fieis da cavalaria realista, o Rei destronado parte de Évora no dia 30 de Maio de 1834, iniciando uma viagem que em território nacional iria terminar em Sines dois dias depois. Pelo meio do percurso, no dia 31, cerca da uma hora da tarde e debaixo de um calor abrasador, a comitiva aproxima-se da Herdadinha fazendo uma curta paragem no monte, para Dom Miguel e alguns acompanhantes refrescarem-se num poço aí existente. De acordo com um testemunho no local, um tal Manuel Joaquim na altura com 12 anos de idade, a coluna, apesar de numerosa e incluir muitas montadas, percorreu o caminho com tal ordem e disciplina, que não provocou o mais pequeno estrago na pujante seara de trigo existente em ambos os lados da pequena estrada. Pouco tempo depois, Dom Miguel e o seu séquito entram na vila e decidem pernoitar em Alvalade para descansar e retemperar forças para a derradeira etapa da viagem. Com o ambiente adverso e de grande hostilidade que existia na época em boa parte do país contra o Infante e o regime político que representava, não é por acaso que Dom Miguel e a sua comitiva escolhem Alvalade para interromper a viagem e passar a noite. A câmara, as principais instituições e as famílias mais abastadas eram assumidamente pela causa absolutista, e Dom Miguel tinha disso conhecimento. Alvalade tornou-se, naquele momento, o local ideal para fazer a paragem e o descanso necessário, acabando por ficar hospedado na residência particular de Luis da Lança Parreira e de D.Teresa da Lança Parreira, uma abastada familia alvaladense simpatizante da causa miguelista. Nessa casa, que já não existe (na imagem), situada na então Rua da Estalagem, Dom Miguel ceou, dormiu a última noite em Portugal e almoçou no dia seguinte, tendo sido tratado com a maior dignidade - como se ainda reinasse -, pelos seus anfitriões e por toda a população, não só devido ao seu estatuto mas também pelo respeito e estima que o povo tinha para com os donos da casa. No dia seguinte, ao despedir-se dos Lança Parreira, que tão carinhosamente o acolheram, Dom Miguel mostrou-se muito comovido. Permitiu que lhe beijassem a mão, e, tirando uma carteira do bolso, tomou nota do nome dos donos da casa, bem como da vila de Alvalade, de cujos habitantes recebeu, bem como toda a comitiva, as mais inequívocas provas de respeito. Precipitadamente, por esquecimento, talvez devido à pressa com que a partida foi feita, ficaram na casa em que se hospedou uma espada, que o caudilho miguelista Remexido mandou buscar mais tarde por quatro homens da sua quadrilha, e uma faca de mesa com o cabo em prata, oitavado, tendo num dos lados a coroa real encimando as iniciais “R.F.”, que algum tempo depois passaria para a posse de Henrique Rodrigues Albino, de Messejana, casado com uma descendente directa do mencionado lavrador Luis da Lança Parreira. Pela tradição dizia-se que neste trajecto entre Évora a Sines, à passagem por Ferreira do Alentejo, Dom Miguel foi muito mal recebido, tendo o povo colocado à porta das suas casas uma alcofa com palha e, que ele, perante esse modo de receber, terá dito que se um dia regressasse a Portugal destruiria a vila de Ferreira, e que sendo tratado tão respeitosamente em Alvalade, se cá tornasse, faria desta uma cidade. Para registar a passagem de Dom Miguel por Alvalade, a Junta de Freguesia apresentou na Câmara Municipal de Santiago do Cacém uma proposta de substituição do topónimo “Rua da Estalagem” por “Rua 31 de Maio de 1834“, que foi aprovada por unanimidade no dia 1 de Maio de 1925. Um topónimo tímido e infundadamente temeroso, onde se preferiu destacar a data da estada em detrimento do nome da personalidade. O topónimo natural seria “Rua Dom Miguel I”, à semelhança da linha seguida dois meses antes aquando da criação do topónimo “Rua Duque da Terceira”, mas a administração da freguesia, receando não se sabe bem o quê, optou pela data da pernoita do augusto visitante. Embora passado quase um século, as memórias e as marcas do pós Guerra Civil de 1832/34 ainda se faziam sentir… A passagem de Dom Miguel por Alvalade justificaria que a data fosse lembrada e divulgada. Por exemplo, através da colocação de um pequeno painel de azulejos na proximidade do local onde em tempos esteve o edifício que deu guarida a Dom Miguel naquela noite, contando e divulgando o episódio histórico. Uma iniciativa que poderia ser incluída num programa mais alargado para assinalar condignamente a efeméride.

(Fontes: Blogue "Família Real Portuguesa" e  Alvalade.info )
Em Alvalade já não se fala de outra coisa… Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e herdeiro da coroa portuguesa vai estar em Alvalade no dia 20 de Setembro no âmbito das cerimónias evocativas dos 500 anos do foral de Alvalade, outorgado pelo Rei D. Manuel I em 1510. Uma visita que honra e prestigia Alvalade, que valoriza a efeméride e as celebrações mas que se reveste ainda de maior importância uma vez que Dom Duarte é bisneto do Rei D. Miguel I, que, já deposto, passou por Alvalade no dia 31 de Maio de 1834, e que segundo a tradição terá sido muito bem recebido e acarinhado pela população alvaladense. O próximo dia 20 de Setembro, data em que se assinalam os 500 anos do foral manuelino, promete assim ficar nos anais e na memória dos alvaladenses que seguramente irão saber receber tão ilustre convidado e dignificar uma das datas históricas mais importantes da freguesia.

(Fonte: Alvalade.info e Blogue "Família Real Portuguesa")

VIRGÍLIO CASTELO DECLARA A REPÚBLICA MORTA

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

HOJE: FALCOARIA REAL COMEMORA ANIVERSÁRIO

Dia 18 de Setembro, a Falcoaria Real de Salvaterra de Magos comemora o seu primeiro aniversário. Os festejos começam às 10h00 com a abertura das exposições de pintura, fotografia e artesanato e terminam com uma noite de fados na Falcoaria Real, onde as vozes de João Chora, Maria Armanda e Cristina Maria vão certamente encantar.

A entrada, nas várias actividades do programa comemorativo, incluindo a Noite de Fados, é gratuita.

O programa do primeiro aniversário da Falcoaria terá o seguinte horário:

10h00 – Abertura das exposições de Pintura, Fotografia e Artesanato

14h00 – Início do desafio de “Falcão ao Rol”

18h30 – Entrega de prémios de Melhor “Falcão ao Rol”

21h30 – Noite de Fados na Falcoaria Real

(Fontes: O Ribatejo e Blogue da Real Associação do Médio Tejo)

HOJE: EVOCAÇÃO DE D. NUNO ÁLVARES PEREIRA

Exmos. Senhores,

Assinalando os 650 anos do nascimento e o 1º aniversário da canonização de D. Nuno de Álvares Pereira, Português Ilustre e Patrono da Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa, terá lugar nesta Casa a Sessão Evocativa “São Nuno de Santa Maria – o Guerreiro e o Santo”, no dia 18 de Setembro de 2010, sábado, pelas 15 horas.

Oradores:

Frei Agostinho Marques de Castro, Superior Maior da Ordem do Carmo
Prof. Doutor Aires do Nascimento, autor do livro "Nuno de Santa-Maria - Fragmentos de Memória Persistente"
D. Nuno de Bragança van Uden, em representação de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança
Dr. Fernando d' Abranches Correia da Silva, Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Genealogia

Fazendo votos de poder contar com a sua presença, agradecemos confirmação através do presente endereço de correio electrónico.

Com os melhores cumprimentos,
Pedro Amaro
Presidente da Direcção
Casa da Comarca da Sertã
Rua da Madalena, 171, 3º
1100-319 Lisboa
Tel./Fax 218 872 154
(Fonte: Fórum do Geneall.net)

CONSIDERAÇÕES SOBRE A POLÍS DO CATANO

Sinto-me sortudo por ainda ter um avô vivo que viu tanta coisa, entre elas o funeral de El Rei D.Manuel II. Sentiu-se atraído pela política e pela monarquia quando jovem, ou não fosse o pai dele uma pessoa muito conhecida em Lisboa para além de um ultra simpatizante de Sidónio Pais. A pesar dos seus 94 anos e da sua saúde com o peso da idade, a pesar da sociedade em que vivemos condenar os velhotes ao caixote do lixo que são os lares e que não se aplicam a ele, não deixo de ouvir as suas sábias palavras.
Disse-me um dia que o problema que se põe hoje já se sentia na década de 30 depois da instauração do Estado Novo, depois do falecimento de D.Manuel II, há sempre uns que se acham superiores e acham que têm de mandar nos subalternos, viu isso nas organizações onde esteve metido e por isso destruiu os seus registos políticos e abandonou a vida política. O problema é transversal segundo ele, os republicanos políticos de gabinete também gostam de trabalhar em palácios porque se julgam superiores à plebe da menina do peito ao léu.
Como  há mais de 70 anos no tempo do meu avô penso que só poucos admitem hoje que só através do Povo e com a ajuda do Povo alguma vez se chegará a bom porto. O país está a atravessar uma Crise sem precedentes, se só 76% da população activa desconta onde estão os 11% de desemprego ? Quem dará esperança aos 24% de desempregados do Povo e não só ? Sim porque ninguém pode dizer que desta água eu não beberei, mas o Povo sempre esteve habituado à crise diária de contar os trocos … não se humilha em suicídios cobardes ou em golpes financeiros. Quem pode mudar o destino deste país só pode ser o Povo simplesmente através de um Voto ! Já não existe a fantasia aristocretiniana de fazer um golpe de estado e instaurar um regime monárquico à força, nem SAR D.Duarte o permitiria, é impensável numa União Europeia. Quem pode dar Esperança ? Quem pode alimentar um alma que não tem nada para alimentar o seu estômago ? A resposta é simples …

O REI

p.s. : as melhoras sr.professor Adelino Maltez, Abraço.

(Fonte: Blogue "Causa Monárquica")

TERTÚLIA MONARQUIA x REPÚBLICA EM LISBOA




Data/Hora
Quarta-feira, 22/9 · 21:00 - 23:30

LocalBiblioteca Clodomiro Alvarega - Mercado do Forno do Tijolo
Rua Maria da Fonte

Criado por

Mais informaçãoJorge Morais (monárquico) e Luís Vaz (republicano) vão conversar sobre a implantação da República e as suas consequências. 100 anos em debate. Venha participar.

O CUME DO PICO

«Não concordo com a partidarização da Monarquia, designadamente com o contexto actual do PPM, mas é de salutar este acto no ponto mais alto do País. Em 1974, pelo contexto revolucionário, o PPM fez sentido…hoje não. A Monarquia é, por si só, uma integrada neutralidade institucional, inversa à partidarização na chefia de Estado, lobbies ou “compinchas”. O João Ferreira Rosa costuma dizer que não há deputados monárquicos na AR que defendam a monarquia convictamente, pois ninguém os ouve falar dela.

Ora, goste-se ou não do causídico, “solitário” mas activo deputado Paulo Estêvão, a verdade é que, neste contexto, ele é excepção enquanto deputado da ALR! Esteve bem!

Procedeu-se a um feliz acto simbólico sobre o regime que representa e representou o melhor de Portugal e dos Açores, mas que brutalmente terminou em 5-10-1910. Aquela é a bandeira de Portugal, a mesma que deu azo à nossa bandeira da Autonomia dos Açores. Por isso o meu profundo orgulho em os Açores não terem ido nas "cantigas" de um regime criminoso (19081910-1926) e ditatorial (1926-1974) e termos mantido as reais (entenda-se verdadeiras) cores do País…desde 1139. Azul e Branco é Portugal, verde e vermelho, cores da Carbonária, são infelizmente também as cores da República Portuguesa (conforme é dito [ipsis verbis] na Constituição). O rei sempre foi o Rei de Portugal (e dos Algarves). O presidente é o presidente da república portuguesa.

A Monarquia Constitucional sempre reconheceu os açorianos como cidadãos inseridos num todo harmónico, tendo sido D. Carlos que promulgou o decreto da nossa Autonomia conjuntamente com os contributos inestimáveis de Gil Mont'Alverne de Sequeira e Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro (estes sim açorianos que nos orgulham), sempre fieis ao Azul e Branco de 1139 e dos Açores. Hoje discute-se um Tribunal da Relação para os Açores. Para que conste, ele já existiu, foi instaurado no reinado de El-Rey D. Miguel I e (dir-se-ia quase logicamente) abolido em 1910 com a república. Da relação do salazarismo com os Açores…nem vale a pena comentar. Retrocessos …!

Hoje vivemos num regime ilegítimo, isso porque até 1910 éramos uma democracia constitucional e deu-se, à força das armas (e não pelo tão apregoado Princípio do Sufrágio), um golpe de minorias, em que os cidadãos nunca foram ouvidos…curiosamente até hoje. Países com muito menor tradição constitucional monárquica, como o Brasil e a Itália, ouviram a sua consciência colectiva, ou seja os seus cidadãos. Espanha também os ouviu. Mais, nos 10 primeiros países do mundo em Índice de Desenvolvimento Humano, 6 são monarquias (dados da UN de 2009 – Noruega, Austrália, Canadá, Holanda, Suécia, Japão). Coincidências? Julgo que não! A Holanda, por exemplo, consagra uma norma constitucional que prevê a alteração do regime se assim os cidadãos quiserem, mas isso é para países atrasados e não para o nosso actual Portugal republicano modernaço.

Já agora, alguém sabe me explicar o que é que se anda a celebrar no centenário da república?
Julgo, às vezes, que tudo não deve passar de uma grande brincadeira institucional. Mais brincadeira ainda deve ser quando vejo ou ouço apregoarem: "Viva a República!".
Somos uns grandes brincalhões, e se o assunto não fosse sério, até tinha piada.

Já agora o que estamos a festejar:

a) 1910-1926: O assassinato de um chefe de Estado (e seu filho) querido aos portugueses? A perda do direito de votos das mulheres portuguesas? O derrube de uma democracia pela força (de alguns)? A mortandade fratricida entre republicanos pós 1910? "Portugal nas Trincheiras - A Primeira Guerra da República"?; A dívida externa (concertada por D. Carlos e) 'reactivada' pela I república? etc;

b) 1926-1974: Ditadura? Salazar? Falta de Liberdade? Retrocesso? Ah...já sei! Ter esta salvo Portugal de afundanço absoluto de Portugal pela I república?! etc;

c) 1974-2010: 'Freeport'? Justiça? Emprego? Casa Pia? Liberdade? Apito dourado? Ameaça do FMI como em 1974 ? Dívida externa como em 1910 a 1926? Etc, etc, etc.

Alguém me explique, por favor, enquanto este rectângulo, à beira Atlântico, chamado Portugal, ainda existe autónomo…»

Tenente Figueira

(Fonte: Incúria da Loja)