quarta-feira, 11 de agosto de 2010

MONARQUIA É LIBERDADE



Tal como no pós 1910...

"O governo não gostou e lançou uma vaga de perseguições sem precedentes contra os monárquicos. Milhares foram detidos nos novos campos de concentração, centenas tiveram de procurar refúgio no estrangeiro e muitas dezenas pagaram com a vida a defesa da liberdade e do Rei contra a escalada liberticida".

"Ao sair do belíssimo museu, reforcei a ideia há muito inculcada que os reis são os maiores aliados do povo e os mais sacrificados protagonistas da luta sem tempo entre a liberdade e tudo aquilo que se lhe opõe; em suma, não há monarquia sem liberdade, como não há democracia sem monarquia".

(Fonte: Estado Sentido )

DOCUMENTOS DA ACLAMAÇÃO DE EL-REI DOM DUARTE II - UNIÃO MONÁRQUICA


(Clique nas imagens para ampliar)
Edição das Juventudes Monárquicas - Lisboa,1933

D. AFONSO LIVRE, NA INGLATERRA

Países há muito submetidos a um poder estranho e opressivo. Elites locais que já não o eram, mercê do controlo exercido pela força exógena que as afastava do exercício dos negócios públicos. Finalmente independentes, os povos viam chegar uma autoridade unificadora e livre de compromissos com clãs, grupos de interesses ou favoritismos por este ou aquele círculo de amigos. Foi precisamente este aspecto essencial, o da "importação da monarquia", aquilo que o século XIX tornou norma nos novos reinos criados pelo progressivo desagregar do Império Otomano: à Grécia chegou um rei bávaro e a Roménia que nascia da união entre a Valáquia e a Moldávia, apelou a um Hohenzollern-Sigmaringen. Os búlgaros escolheriam um Saxe-Coburgo-Gotha para dar continuidade aos desaparecidos czares medievais, evitando possíveis conflitos internos e rivalidades locais, ao mesmo tempo que aproximava e acreditava o novo Estado junto das demais nações europeias. A Bélgica de 1830 já outro tanto tinha feito e instaurara uma próspera Monarquia Constitucional que desde cedo se tornou num foco de estabilidade das fronteiras na Europa Ocidental.

Homens preparados para o exercício do mais alto cargo do Estado, estes monarcas, rapidamente conseguiram nacionalizar as suas dinastias que de longe chegaram. Os Hohenzollern quebraram as peias impostas pelos vizires de Istambul, alargaram as fronteiras do reino, criaram universidades e institutos, obrigaram pela primeira vez em muitos séculos, ao primado da Lei Geral sobre o livre arbítrio dos potentados locais, ou do ocupante. A Bulgária que concomitava com a ainda poderosa Turquia, beneficiou da decidida acção do czar Fernando que além de adoptar o modelo germânico de organização militar - essencial para a a preservação da recentemente conquistada independência -, aproximou o país da há muito perdida ligação ao espaço eslavo, formando uma consciência nacional que ainda perdura.

Foram estes os reis que de fora chegaram e libertaram nações espoliadas, erguendo-as em Estados sem os quais a Europa não se reconhece nos mapas.

O Expresso de ontem, trazia uma notícia que pelo inusitado destaque, dará que pensar e certamente, será comentada - como hoje mesmo já tive a oportunidade de testemunhar - nos mais diversos círculos da sociedade civil e também, embora discreta e embaraçadamente, junto do poder. A verdade é que D. Afonso, Príncipe da Beira e futuro Duque de Bragança, de Portugal sairá para iniciar a sua formação académica. Mais importante ainda, o futuro rei durante largos anos será apartado de todo o tipo de grosserias, baixa intriga invejosa e dos habituais e bem conhecidos dislates a que a sempre medíocre mesquinhez imperante não o pouparia. Estará D. Afonso livre para estudar, conhecer uma sociedade onde se dá a total primazia ao sentido prático das coisas e à ciência. Livre da funesta francesice que no nosso país agrilhoa o espírito criativo dos estudantes sempre receosos de vindictas de discutíveis sapiências, que nas suas torres de marfim se empanturram de fátuas vaidades, o príncipe vai conviver com jovens que dentro de um quarto de século dirigirão países, grandes instituições políticas, financeiras e culturais. Poderá organizar o seu pensamento noutra língua, que já é universal e pedra basilar de quem se interessa pela pesquisa científica. Sem constrangimentos impostos pelos salamaleques dos inevitáveis e aborrecidos áulicos que esterilizam ambientes palatinos, poderá ser quem realmente é e quer ser. Também apartado do assédio moral de académicos preconceituosos - e quantas vezes politicamente comprometidos - que industriam o corpo discente nos esquemas viciados do actual sistema, D. Afonso finalmente conhecerá a imparcialidade do julgamento dos seus professores e a solidez de currículos, onde os programas que visam antes de tudo controlar "situações", não têm qualquer benefício da complacência da academia.

Há alguns meses, deixei um comentário no Centenário da República, manifestando esta desejável possibilidade do Príncipe da Beira formar-se fora de Portugal e de preferência, numa instituição anglo-saxónica, britânica ou norte-americana. Basta de França!

Os Duques de Bragança decidiram-se pela Inglaterra e muito bem. A proximidade geográfica, os laços familiares com a casa reinante, a saudável normalidade e solidez da instituição monárquica, terão decerto pesado nesta decisão. Para mais, o pretenso igualitarismo que nos EUA se baseia única e exclusivamente na elite que o poder da conta bancária tudo decide, não seria de molde a propiciar a necessária garantia emocional que o descendente de uma das mais antigas dinastias europeias necessita. Todos conhecemos a profunda ignorância ou despeito que os norte-americanos votam à própria existência de qualquer monarquia, dando sempre preferência a qualquer meliante esbulhador de povos, ou torcionário alçado à categoria do pouco recomendável título de President que hoje em dia pouco mais é, senão uma marca de queijo. Portugal é a prova cabal desta nada arriscada afirmação.

A Europa foi campo fértil para o exercício de todas as manías, faltas de inteligência, exercício do livre arbítrio e porque não dizê-lo?, da profunda e enraizada estupidez de consecutivas administrações americanas. A lista é longa, iniciando-se logo com a escusada obrigatoriedade da deposição dos Kaisers de Berlim e de Viena. Vinte anos mais tarde, o patético Roosevelt traía Pedro II da Jugoslávia e desobrigava o violento, grosseiro e arrivista Tito, de qualquer padrão de conduta que garantisse os direitos dos diversos povos que compunham a Jugoslávia. Washington apoiou a ditadura dos coronéis gregos - contra Constantino II -, abandonou a Roménia e a Bulgária aos apetites bestiais de Estaline e da sua sangrenta corte de bandidos, enquanto na Ásia, acicatava este ou aquele militarão seu fantoche, a depor os monarcas do sudeste asiático. Sabemos e deploramos a traição do semi-iletrado Carter ao Xá Mohamed Reza Pahlevi, um estadista de incomparável valor, muito acima de qualquer residente da Casa Branca que já tenhamos conhecido. Na Itália, a administração norte-americana, profundamente comprometida com a máfia que com o US Army desembarcou em 1943, patrocinou a organização de um "referendo" que jamais o foi, dada a colossal fraude de que se revestiu e que consagrou a outorga do poder a um bando criminoso que naquele país ainda é uma imagem tão de marca como qualquer Armani, Trussardi, Dolce & Gabbana ou Versace, agora na sua versão trottoir, de nome Donatela.

Com o descalabro que Portugal hoje vive, o descrédito da instituição republicana é palpável e em termos constitucionais, adivinha-se uma inevitável ruptura. É sabido que o actual presidente jamais esteve à altura da chefia do Estado - toda a sua vida pós-1979, consiste num exaustivo rol de iniciativas tendentes a um mero e desinteressante projecto de promoção pessoal -, tal como os seus opositores muito longe estão de preencher os essenciais requisitos de mínima credibilidade.

Que D. Afonso parta no fim do verão e regresse dentro de uma década. A pátria agradecerá.

São estas, duas boas notícias. A da esperada queda de um estado de coisas que ameaça a existência do país e a previsível chegada de uma alternativa, verdadeiramente portuguesa e livre das viciadas e bem conhecidas influências.

Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Estado Sentido )

terça-feira, 10 de agosto de 2010

OLIVENÇA É NOSSA!


Bom Texto Histórico , Sobre OLIVENÇA QUE È PORTUGAL
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Ao escrever sobre um problema internacional, de carácter político-diplomático, não quero deixar de, em primeiro lugar, cumprimentar todos os portugueses que se preocupam com o seu país.

Portugueses de cores políticas diferentes, da Direita à Esquerda, Republicanos ou Monárquicos, Católicos ou de outras religiões, que acham que qualquer bocado do território nacional é parte integrante e inalienável da Nação.

É para todos eles que me dirijo, nesta pequena reflexão despretensiosa, ditada por um dever de consciência e por um princípio que tenho como importante: o de ser português.

Portugal é uma comunidade de pessoas com uma língua própria, uma cultura individualizada, “Nação Fidelíssima” aos princípios da religião Católica, com uma história comum de mais de 800 anos, sedimentada por lutas travadas pela manutenção da independência.

Portugal é membro de pleno direito da comunidade internacional, formada por Estados Soberanos. Soberania em transformação mas não em perda de significado.

A Soberania reside em três pontos fundamentais, à face do Direito Internacional:
1 - O Direito de celebrar Tratados bilaterais ou multilaterais com outros países ou blocos, segundo as conveniências, em cada momento, da Nação;
2 - o Direito de estabelecer Representações Diplomáticas e /ou Consulares acreditadas junto de outros Estados ou blocos de Estados
3 - e o Direito de fazer a guerra e estabelecer a paz. Assim cada Estado Soberano tem o direito de ver respeitada a sua individualidade e o Dever de respeitar a Soberania de outros Estados.

Tudo isto está escrito e aceite nos princípios do Direito Internacional, e nomeadamente “ ...o dever de não ingerência, da não agressão, do não reconhecimento da aquisição de territórios ou direitos semelhantes, mediante o recurso à força...”.

Ora um Estado Soberano caracteriza-se, no plano interno, e para ter o reconhecimento internacional, por ter três elementos: 1) Território, 2) Povo e 3) Poder Político, este por delegação da Nação, constituída pelo Povo. Em futuros artigos tratarei melhor esta questão.

Mas o que é que o Território de Olivença ( 4 vezes superior, em Território, às Zonas Metropolitanas de Lisboa e Porto) tem a ver com tudo isto?

Se as características, acima mencionadas, são comuns a todos os Estados Soberanos de capacidade plena, então TODOS estão obrigados a respeitar a integridade territorial dos outros, estão obrigados a cumprir o Direito Internacional e em especial, para o caso de Olivença, o Direito dos Tratados.

Este ramo do Direito Internacional tem como princípio fundamental uma norma que diz que “os Tratados são para cumprir”, do latim “Pacta sunt servanda”, inscrita, modernamente, no Artº 26º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados que acrescenta que “todo o Tratado em vigor vincula as partes e deve por elas ser executado de boa fé”.

Ora o Congresso de Viena de 1815, que deu origem ao Tratado de Viena, em que estiveram presentes, e assinaram, todas as potências europeias (Portugal, França, Espanha, algumas então Repúblicas Italianas, o Império Alemão, a Grã-Bretanha e outras) obrigava a Espanha, no seu Artº 105, a devolver a Portugal o território de Olivença.
Por isso faço ressaltar, apenas, duas questões:
1. Olivença foi invadida e ocupada militarmente, e portanto com “recurso à força”, em 1801, pelas forças espanholas, comandadas por Manuel Godoy;
2. O Tratado de Viena de 1815 assinado, como já vimos, por Portugal e pela Espanha (entre outros) obriga esta a devolver o território “adquirido pela força” a Portugal.

A conclusão é fácil de tirar. Mesmo sem ter de aprofundar mais o tema, mesmo sem querer apelar as outras normas, instituições ou costumes internacionais:
- A Espanha está a violar os Princípios do Direito Internacional e o Direito dos Tratados;

Algumas pessoas (certamente distraídas do dever cívico de defender os Direitos de Portugal e os seus próprios Direitos de Cidadania) dirão: “ estamos na União Europeia, não há fronteiras...! Logo não vale a pena mexer nesse assunto”. Ou, “damo-nos bem com a Espanha, porquê mexer nisso..” ou ainda “já lá vão 200 anos e agora é que se lembra disso?”. Os habitantes do território de Olivença não querem ser portugueses!

Raciocínios legítimos, de pessoas mal informadas. Já não tão legítimos de pessoas informadas. Vejamos então porquê!
Em 1º lugar porque as Nações não têm amigos...defendem interesses! É uma regra velhinha do Sistema Internacional. E os únicos que parecem andar distraídos, no Sistema Internacional, são os representantes do Estado Português. Porquê?
Em 2º lugar - não está escrito em nenhum dos Tratados das Comunidades e da União Europeia que as fronteiras desapareceram. O que desapareceu foram algumas restrições que havia à liberdade de circulação trans-fronteiriça, dentro do espaço comunitário, e mesmo assim com algumas regras.
Em 3ºlugar - a Integridade Territorial continua a ser um objectivo de qualquer Nação inteligente, que queira ter uma papel relevante na cena internacional. “Quem não cuida de si próprio não pode pretender ter o respeito total dos outros”.
Em 4º lugar - a Soberania não se Referenda. É um princípio geral da política internacional. Senão teremos de perguntar aos Algarvios se querem continuar a ser Portugal, aos Madeirenses e por aí fora. Acresce o facto de durante 200 anos a Espanha ter Colonizado o Território.
Em 5º lugar – apesar de tudo a zona de Olivença é a única zona entre Portugal e a Espanha que não tem a fronteira delimitada pelos necessários acordos internacionais.

Alguns Politólogos já muito bem instalados na vida dizem que o Estado Nacional está condenado! Que as ideologias não têm sentido! Que a Soberania já não existe, dada a Globalização Económica e Comunicacional! Esquecem-se que tudo o que têm dito não passa de especulação sem tradução na vida prática do dia-a-dia da Política Internacional. Todos os dias são desmentidos pelos acontecimentos.

Na realidade as coisas acontecem por vontade das comunidades nacionais, traçadas em acções comuns, em valores vigentes, em objectivos definidos. E acontecem tanto mais, ou tanto menos, quanta a capacidade, que as élites de cada Nação, têm em cada momento para conseguir conquistar adesões às suas ideias.

No caso presente: A Espanha reclama a posse de Gibraltar e “obriga” o seu parceiro da União Europeia e aliado na NATO (a Grã-Bretanha) a sentar-se à mesa das negociações político-diplomáticas, para discutir o assunto.

Ou seja: a Espanha faz o que lhe compete – defende os seus interesses e quer Gibraltar de volta à Soberania Espanhola. A Grã-Bretanha, também. Estão ambos os países na mesa das negociações político-diplomáticas para tentar encontrar uma solução que satisfaça ambos os países.
E agora? Face a esta realidade nua e crua onde estão os que, em Portugal, têm afirmado que não vale a pena falar de Olivença?

Portugal na Monarquia do Sec XIX demitiu-se, por fraqueza, do problema. Exceptua-se por justiça elementar deste quadro o Duque de Palmela.
Na 1ª República, nada se fez.
Na 2ª República dada a eminência da 2ª Guerra Mundial e a sua sequência, também não.
E na 3ª República – a Democracia? Qual é agora o argumento interno ou externo para nada se fazer? Porque é que o estudo de Olivença desapareceu dos manuais escolares? Porque é que aos portugueses nada é dito sobre o tema?

Ninguém quer expulsar os espanhóis que vivem e trabalham em Olivença. Temos holandeses, ingleses, franceses, ucranianos, angolanos a viverem em diversas zonas do nosso país; que sentido faria estarmos a expulsar espanhóis que vivem no território de Olivença?
Estes continuariam a ser espanhóis, mas de facto veriam a sua situação modificada, não nos seus direitos de propriedade ou de liberdade, mas apenas nos derivados de passarem a viver em território português, de facto.

Pessoalmente assumo o meu Dever de Cidadão. Dever que me foi facultado pelo nascimento, dever que reafirmei claramente quando jurei bandeira como militar miliciano do Exército Português e que conscientemente continuo a reafirmar como escolha racional de adesão a uma comunidade nacional que tem mais de oitocentos anos de história e que é impar, nas suas características, no seio da Comunidade Internacional.

Sendo uma OBRIGAÇÃO do PODER POLÍTICO DEFENDER a integridade territorial, como parte da defesa dos interesses permanentes da Nação, consignados na Constituição da República Portuguesa desafio o Governo de Portugal, qualquer que seja a sua cor política, a convocar a Espanha para a mesa das negociações político-diplomáticas, para tratar da devolução do território, que por Direito é português.

Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves

O REPTO DA EUROPA

1. Os fundadores da União Europeia tinham bem presente no seu pensamento os horrores das guerras que dilaceraram a Europa no século XX e, através do novo projecto, eles mesmos enunciaram o propósito de que nunca mais fosse possível uma guerra entre nações europeias sabendo que a História do Velho Continente está repassada de conflitos, alianças estratégicas e tentativas hegemónicas.
No plano económico e cultural era mais fácil encetar o processo - e assim o fizeram, sempre norteados pela matriz cristã que está na origem da Europa e que, independentemente do laicismo, juridicamente implantado, conforma a sua personalidade, os seus valores e a ética dos comportamentos.
2. A União Europeia engloba um mosaico de povos, de tradições seculares, culturas e idiomas próprios, com as suas próprias histórias pátrias.
Esta diversidade constitui a sua maior riqueza e todo o processo de unificação não pode, de modo algum, apagar ou diluir esta realidade, se quer, como proclama, constituir-se num processo de enriquecimento e não de enfraquecimento europeu. É, portanto, de importância vital ponderar cuidadosamente todas as decisões que, de alguma forma, possam afectá-la. Se é certo que é urgente acelerar e tornar mais ágil e eficaz o processo de decisão, sobretudo com as perspectivas do alargamento, contudo é fundamental ter presente que a unificação não se faz sobretudo por processos e medidas jurídico-administrativas mas por avanços sustentados que traduzam na realidade uma maior identificação de pontos de vista e de interesses comuns.
3. A evolução da Comunidade para a União Europeia, com a adopção da moeda única e a subscrição do Tratado de Maastricht, foi muito discutida na maioria dos Estados-membros, tendo sido aprovada por referendo nos países onde a plena elucidação das matérias políticas e o respeito pela vontade do povo são determinantes. Pelos vistos, em Portugal a democracia dispensa estes rigores, parecendo suficiente uma generosa presunção da vontade popular !
4. Será este o caminho correcto, sabendo que o problema principal da proposta de Constituição europeia é que esta obrigará a efectuar correcções e reformulações, deixando, de facto, a porta aberta a futuras evoluções na direcção dos Estados Unidos da Europa e apresentando soluções claramente federalizantes como solução única para ultrapassar as contradições actuais? E tal ocorre quando são muitos os sinais europeus de sentido contrário !
5. Foi, inclusive, afirmado que, caso não aceitem a Constituição europeia, deverão os países em desacordo abandonar a União, quando, perante a letra dos tratados em vigor, a nova Constituição só poderá ser aprovada por unanimidade, o que significa que se propõe a ultrapassagem subtil de uma norma fundamental por caminhos algo ínvios.
6. Em Portugal, a falta de informação pode ser uma explicação para um aparente optimismo generalizado. Para que os portugueses possam ser informados e decidir em consciência é indispensável termos um referendo em que o Povo, ainda soberano, possa dizer aos seus representantes no Parlamento se têm ou não o direito de alienar a nossa soberania. Esse referendo deveria realizar-se antes da eventual aprovação da tal Constituição! As democracias em que os eleitores não têm a possibilidade de ser bem informados sobre as decisões que terão de tomar são uma farsa e uma fraude. Tem que haver um grande debate nacional, esclarecedor e ponderado, para posterior julgamento dos Portugueses quanto às perspectivas que se lhes apresentam.
7. Felizmente, parece que os "pequenos países" já se preocupam com a perda do seu poder político: na reunião de 1 de Setembro passado, em Praga, os representantes dos 15 países pequenos pediram que fosse "revista a estrutura das instituições da UE e os seus processos de decisão".
Convém lembrar, por exemplo, que a alternativa entre confederação (Estados que mantêm intacta a sua soberania, expressa das mais diversas formas) e federação (Estados que alienam, de facto, a sua soberania, absorvida por uma presidência que se implante) não tem sido, sequer, apresentada aos Portugueses.
Uma decisão tão importante para o nosso futuro colectivo - e para o futuro da Europa - não pode ser tomada por um eleitorado desinformado. Os Portugueses sem dúvida que querem fazer parte da União Europeia, mas não acredito que queiram deixar de ser Portugueses.

(In O Independente, 19 de Setembro de 2003)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PENSEM NISTO

Um dos argumentos a favor da monarquia ainda é o factor económico. Surpreendentemente (para mais nos dias que correm) há que rebata essa ideia com frases do género ‘É só esse o vosso argumento?’. Será que para essas pessoas o factor económico (volto a repetir – para mais nos dias que correm) é algo de pouca importância? Curiosa ordem de pensamentos.

Hoje o País arde. Tudo se repete mais uma vez. Tantas localidades que se vêem cercadas pelo fogo. Tantas pessoas que perderam os seus bens. Tanto património natural destruído. Tanto desespero de tanta gente. Onde estão os meios aéreos (que nunca se admite serem escassos) essenciais para os locais de difícil ou impossível acesso com os meios terrestres? Onde estão as barragens ou reservatórios de água para que os meios de combate aos incêndios se possam abastecer sem demorar eternidades pois na luta contra as chamas cada minuto conta?

Pergunta-se: Onde está o investimento no património natural nacional, na sua defesa e manutenção? Afinal de contas é tudo uma questão de prioridades!


(Fonte: Blogue "Portugal Futuro")

PARA QUE SERVE UM PRESIDENTE DA REPUBLICA EM PORTUGAL? ... perguntasamarcelo@tvi.pt

Cavaco nas praias de Moçambique...

«"Não estou satisfeito com o nível do investimento português em Moçambique. Neste momento ele é baixo e podia ser muito mais elevado", afirmou Cavaco Silva, numa entrevista a um jornal Moçambicano.

"As praias moçambicanas, algumas das quais conheço bem, não são nada inferiores às praias brasileiras", afirmou. "A indústria do turismo é hoje prioritária para todos os países do mundo. Em primeiro lugar cria empregos. E centenas de empregos mesmo qualificados. Depois traz divisas".»

in “JN”

De que país é o Sr. Silva Presidente? Se é de Portugal não deveria defender o investimento e a criação de emprego no seu país e não num estrangeiro? Acredito que Moçambique tenha belas praias, (infelizmente não tenho dinheiro nem um estado que me pague as viagens para o confirmar), mas será que isso dá autoridade ao Sr. Silva para ir dar lições e conselhos a um país independente? Preocupe-se com a miséria e com o desgoverno do seu país, com a pobreza que temos e para onde caminhamos. Não se preocupe Sr. Silva que por este andar, mesmo sem os seus conselhos, também Moçambique nos vai ultrapassar. Faça lá o seu turismo que nós pagamos, se se lembrar tente entender porque razão Moçambique preferiu integrar a Commonwealth, mas não há necessidade de andar a dar lições a quem não lhas pediu.

Já ninguém espera mais nada de si.

O Presidente serve para instabilidade de 4 em 4 anos...seja o soares, sampaío, ou outro qualquer mandatário de um partido político DONO da "democracia" da Nação.

CAVACO ou outro "laranja" será sempre eleito desde que a "maçonaria" mande partir o PS ao meio com "alegre" ou outro poeta.

Já que andam sempre a comparar Portugal com outros países, vejam a Espanha em trinta e tal anos um CHEFE DE ESTADO o REI, três primeiros ministros... chama-se a isto: ESTABILIDADE!

EM PORTUGAL para quando O REI?

(Dom Duarte de Bragança está preparadíssímo para assumir a do seu dever para com o POVO PORTUGUÊS)

O Rei não é refém dos partidos garante a LIBERDADE e seria um factor de esperança, estabilidade, HONESTIDADE na governação do País.

Para quando na revisão CONSTITUCIONAL a: "forma republicana de governo" passa para: "FORMA DEMOCRÁTICA DE GOVERNO"

Senhor Professor Marcelo com todo o respeito, não sei se V. Excia tem "coragem" para abordar estas questões com liberdade, isenção e democracia.

(como sabe temos censura/manipulação da informação)

V. Excia não conseguiu ser líder do PSD e lutar para ocupar o lugar de 1º ministro, como fez Dr Sá Carneiro. (tive esperança e apoiei V Excia)

Actualmente V Excia passou a ser visto como um "fazerdor" de opinião a bem do REGIME.

Vou continuar a ver e escutar os Vossos sábios comentários

Publicada por José Carlos Ramalho
(Fonte: Blogue "Povo Re@l")