sábado, 31 de julho de 2010

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125 Minutos com D. Duarte Pio de Bragança from Fábio Reis Fernandes on Vimeo.
GRAVADO AO VIVO NO CASINO DA FIGUEIRA DA FOZ EM 15 DE ABRIL DE 2010
EXIBIÇÃO EXPRESSAMENTE AUTORIZADA PELO CASINO DA FIGUEIRA (A QUEM AGRADECEMOS) E POR S.A.R. O SENHOR DUQUE DE BRAGANÇA

S.A.R. O PRÍNCIPE DA BEIRA, DOM LUÍS FILIPE DE BRAGANÇA (1887-1908)

O DIABO - COMEMORAR UMA IMPOSIÇÃO AOS PORTUGUESES, GENERAL CARLOS DE AZEREDO

A Monarquia criou Portugal, desenhou no mapa-múndi as fronteiras de um império e as suas caravelas deram novos mundos ao mundo!

Corria o ano de 1940, quando, acompanhado de meus Pais, visitei várias vezes em Lisboa, a magnífica Exposição do Mundo Português. Com os ensinamentos de História Pátria da minha 4a Classe da Instrução Primária, complementados pelas explicações de meu Pai, durante as várias visitas à Exposição, pude "viver" a Fundação do Reino de Portugal, a Gesta das nossas caravelas, nos Descobrimentos, a formação de um Império, as Vitórias militares para a Restauração da Independência em 1640, e a grandeza das dinastias do Reino de Portugal.

Posteriormente, já no Liceu, pude aprofundar os conhecimentos da instrução primária e comparar a nossa História com as de vários países europeus e concluir que o nosso Portugal tinha a mais bela História da Europa, sem os crimes do assassinato de reis e príncipes, tão abundantes na em vários países europeus. O Povo Português, amava e respeitava os ito do RCJ Encoberto que voltaria para salvar Portugal.

Tudo isto vem a propósito das comemorações da imposição da República em 1910, dois anos após o Regiddio. República imposta violentamente em Lisboa, numa situação de contínua perturbação, levada a cabo na capital do Reino e nunca referendada pelos Portugueses.

Na verdade, os dois últimos séculos de agitada vida pública nacional foram a conseqüência de antigas e graves situações vividas a partir do consulado de Pombal, com as prisões arbitrárias de todos os que se lhe opunham, com a expulsão da Companhia de Jesus, com o bárbaro abate das Casas dos Távoras e Aveiros, as repressões de protestos populares no Porto, na Trafaria ou no Algarve, de uma violência nunca antes vista em Portugal, as Invasões Napoleónicas, no século seguinte, a introdução das idéias jacobinas da Revolução Francesa, o ataque e derrube da legítima Dinastia de Bragança, substituída pela de Saxe Coburgo e Gotta, de origem estrangeira e portanto contra as Leis do Reino.

Num País ainda paralisado, sob o choque do regiddio, em que elementos ligados à Maçonaria, a que se juntavam, na constante agitação revolucionária, elementos republicanos, organizações anarquistas, a Carbonária, a Formiga Branca e uma democracia onde abundavam políticos mais preocupados com os seus interesses partidários do que com o interesse da nossa Pátria, a Monarquia, ainda que detendo a maioria absoluta no Parlamento, onde o partido republicano tinha apenas 7 por cento dos votos, a Monarquia que dera a Portugal uma História notável e a grandeza de um Império, acabou por cair, cerca de dois anos após o Regiddio, a 5 de Outubro de 1910, sendo substituída pelo regime republicano, imposto violentamente aos Portugueses e nunca referendado.

É esta data e o século que lhe segue que vão ser objecto de comemorações que abrangem as três diferentes Repúblicas, vividas pelo Povo Português e incluídas neste espaço temporal de 100 anos.

Inicia-se então a vigência de um regime de imposição revolucionária, oposto não só à legalidade constitucional como alheio às tradições de cerca de oito séculos de História Pátria, regime que vai perdurar até à actualidade através de três períodos bem diferenciados, normalmente denominados de 1a República, entre os anos de 1910 a 1926, de 2a República ou Estado Novo, correspondendo na sua quase totalidade à ditadura do Dr. Antônio de Oliveira Salazar, entre os anos de 1926 a 1974, e finalmente o da 3a República, iniciado em 1974 e vigente até hoje . Entremos pois na apreciação do 1° período de uma República, período eivado de um primitivo jacobinismo, de origem maçónica, de que foi principal paladino o Dr. Afonso Costa, mentalmente um jacobino que, ao abrigo de legislação pombalina desenterrada para o efeito e posta novamente em vigor, abriu a guerra contra a Igreja Católica com a expulsão das Ordens Religiosas, com a legislação contra as procissões, com a prisão de elementos do Clero, no prosseguimento da boçal idéia de "acabar com a Religião em duas gerações", como alardeava Afonso Costa. Em verdade, este período pouco mais foi que um atentado violento e antidemocrático contra os valores mais sagrados dos Portugueses.

Durante este período da República, em 16 anos, a anarquia e a desordem reinaram nas ruas de Lisboa, derrubaram 45 Governos, houve sete Parlamentos, nove Presidentes da República, dos quais um - Sidónio Pais - foi assassinado na Estação do Rossio.

Numa só noite, a 19 de Outubro de 1921, um grupo de facínoras embarcados na "Camioneta Fantasma" conduzida pelo cabo Olímpio, o "Dente de Ouro", assassinaram 14 pessoas, entre ao quais Antônio Granjo, Machado dos Santos, um dos fundadores da República, José Carlos da Maia, o Comandante Freitas da Silva, e o Coronel Botelho de Vasconcelos, por vezes com requintes de alarve barbárie. Por exemplo Antônio Granjo, quando era tratado de um ferimento no pescoço, na enfermaria do Arsenal foi abatido com dezenas de tiros. Caído no chão, um corneteiro da GNR saltou para cima do peito do cadávere enterrou uma espada no ventre do morto e extraindo a arma gritou : "Vamos ver a cor do sangue do porco".

Com a expulsão das Ordens Religiosas, o respectivo patrimônio, como obras de arte, conventos, propriedades rurais, etc., tudo foi "nacionalizado" e em muitos casos acabou em mãos particulares, ou na venda em hasta pública, quando não deixado ao abandono e à ruína .

A desordem, a violência, os interesses particulares ou partidários sobrepostos aos interesses da Pátria e dos Portugueses, deram como reacção, levantamentos contra os governos instalados em Lisboa, salientando-se, entre outros, Paiva Couceiro, Herói das campanhas de África, que à frente de forças na sua maioria constituídas por voluntários civis, chegou a instaurar no Porto, a Monarquia do Norte, com o apoio da maioria da população nortenha.

Durante este período inicial do novo regime político, que actualmente se pretende festejar, isto é os 16 anos que durou a 1a República, os Portugueses foram vítimas da desordem, de violência, de opressão da liberdade, de insegurança e de instabilidade política. Só no ano de 1920 governaram o País oito governos diferentes!

Que belo panorama para festejar!...

Mas o relato da opressão não acabou! V.ii continuar, com a 2a República em 1926, com a revolta do General Gomes da Cost.i, que, A 28 de Maio daquele ano, a partir de Br.ig.i, marchou sobre Lisboa, a fim de pôr cobro ,'i desordem em que caíra a nossa Pátria. Mas preso e exilado o próprio Gomes das Costa, e com o regresso ao governo do Dr. Salazar, ex-ministro d.is Finanças, o movimento de 28 de M.IIO .ic.ibou por dar origem a uma longa ditadura, implantada mais pela experiência e temor d.is desordens de um passado recente e pelo vivo desejo de paz e de ordem dos Portugueses, que propriamente desejada pelos Militares de 1926.

Salazar, inicia o reforço da Autoridade do Estado, sustentado pela Polícia de Informação e Defesa do Estado (a célebre PIDE), cujos meios e poder cresceram com o tempo e cada vez mais sufocaram a liberdade de expressão, limitada oficialmente ao partido único da União Nacional.

Contudo, dois aspectos louváveis houve na actuação de Antônio Salazar no Poder: um, a sua honestidade, irrepreensível, em questões de dinheiro, (virtude que infelizmente vai rareando entre a nossa actual classe política, com a qual comparado, o velho Zé do Telhado não passaria de um simpático e generoso ladrão dos caminhos).

O segundo, a sua política internacional, que salvou Portugal e os Portugueses da trágica Guerra européia de 39 a 45, poupando-nos milhares de vítimas, de órfãos, de viúvas e destruições do nosso patrimônio.

Mas, em contra partida, não podemos esquecer que Salazar foi o principal responsável pela tenebrosa visão e cega conduta do problema ultramarino, bem condensados na sua afirmação em discurso aos portugueses :"Do alto destas muralhas, denfenderemos o nosso Império !", isto na segunda metade do século XX !

O titubeante governo do honesto Dr. Marcelo Caetano, limitado na sua actuação por Américo Tomaz, incapaz de dar solução à Guerra do Ultramar, acabou por fazer ruir a 2a República a 25 de Abril de 1974 , cujo golpe final foi dado por uma revolução militar sem derramamento de sangue .

Na mesma data se inicia a chamada 3a República, ainda vigente e que, mesmo dando de graça os anos do "PREC" veio instituir, com a degradação da Justiça, a corrupção, praticamente consentida, de uma grande parte dos políticos, os quais por vezes sem preparação e com ausência de valores morais, atiraram o País para uma situação de descalabro econômico agravado por uma crise mundial, dando origem a um período gravíssimo, de que se não vê o fim.

Se a tudo isto juntarmos que, em termos econômicos, as repúblicas são bastante mais caras que as monarquias (veja-se os custos das eleições presidenciais, os vencimentos do Presidente em exercício e dos variados ex-Presidentes ainda vivos, os custos da nossa Presidência da República, que orçam pelo dobro dos custos da Casa Real de Espanha) tudo isto comparado, com um "Rei natural" que apenas uma vez, durante o seu reinado, é solenemente aclamado no Parlamento, leva-nos, sem sombra de dúvida à conclusão de que o regime republicano que mantemos, é um luxo despropositado para o nosso País e lembro ainda que a Monarquia Portuguesa nunca andou a festejar os vários centenários da sua longa duração, nem criou feriados a comemorar revoluções de Portugueses contra Portugueses.

Com ou sem crise, a comparação da ordem, do civismo, do prestígio das Monarquias européias com iguais parâmetros da República Portuguesa, que tristemente se pretende festejar, é simplesmente confrangedora para nós Portugueses. •

O LEGADO PORTUGUÊS NO MUNDO













































































































sexta-feira, 30 de julho de 2010

"PREPARADA PARA SER RAINHA": ENTREVISTA A S.A.R. DONA ISABEL DE BRAGANÇA EM ABRIL DE 2008

Tem estampada no rosto a serenidade que convém a uma mulher que poderia ser um dia rainha de Portugal. Casada com o herdeiro da coroa portuguesa, D. Isabel de Herédia é, no entanto, uma mulher que faz questão de manter os gostos de sempre. Educada no Brasil, onde estudou Administração de Empresas, D. Isabel é conhecida pela simpatia, afabilidade, mas também pela alegria com que gosta de dançar. "O tempo passa e começamos a preferir outras coisas.

Hoje adoro, por exemplo, dançar valsa com o meu marido", referiu, recentemente, D. Isabel de Herédia, por ocasião de um Baile da Flor, recordando os tempos em que frequentava discotecas, na companhia do irmão e alguns amigos. "Já nessa altura adorava dançar, mas os ritmos eram outros", confidenciou, ainda, reforçando o seu gosto pela dança e pela diversão nocturna.

Outra actividade que D. Isabel não dispensa é montar a cavalo. Gosta de partilhar os passeios a cavalo com os filhos e o marido e nem uma queda, no Verão passado, que lhe valeu a fractura de uma clavícula, a conseguiu dissuadir deste hobby.

Em casa, D. Isabel de Herédia é uma mulher prática e veste a pele de mãe de três crianças pequenas. Apesar de. naturalmente, ter ajudas profissionais nas actividades domésticas, sempre que pode gosta de entrar na cozinha, com o marido e os filhos, para juntos prepararem petiscos deliciosos, sobretudo bolos e sobremesas.

D. Isabel de Herédia é uma admiradora confessa da rainha Santa Isabel e é Grã-Mestra da Ordem Real de Santa Isabel. A ordem honorífica é uma obra exclusivamente feminina, que agracia quatro novas damas na festa da Rainha Santa Isabel, a 4 de Julho dos anos pares, em Coimbra.

É ainda conhecido o gosto de D. Isabel de Herédia pelas viagens e pelo convívio com familiares e amigos. Aliás, a sua ligação à família é bastante forte, tendo quatro irmãos. O irmão mais novo, Afonso, partilha com D. Isabel de Herédia o gosto pela diversão e dança. Por isso não é estranho vê-lo a dançar, como aconteceu há pouco tempo, na tradicional discoteca Stones, em Lisboa.

D. Isabel de Herédia casou com D. Duarte Pio a 13 de Maio de 1995. O casal é feliz e nunca deu importância aos 21 anos de diferença de idades.

(Fonte: Monarquia Portuguesa)

DELÍRIOS DE UM EX-PRESIDENTE QUE JULGA A MONARQUIA INFERIOR À REPÚBLICA

Mário Soares alerta para o perigo da Monarquia

Mário Soares na sua crónica habitual no DN alerta para os desvariós da revisão Constitucional e alerta para o facto de se dever à constituinte de 1976 o período mais longo de paz em Portugal (não foi devido aos fundos comunitários...não!!!!!) .....desde 1820 (parece que antes não existia Monarquia e o Estado Novo não foi "um período de paz").

Os monárquicos (divididos em duas típologias que não existem desde Paiva Couceiro) apenas "querem a Ditadura", de acordo com o ex-Presidente, e são pouquissimos (pelo menos os suficientes para suscitar as preocupações de Mário Soares)...mas não os suficientes para contrariar a População de se revê no 25 de Abril !?

Sobre os 40 anos da morte de Salazar seria demasiado para um republicano,admirador da I República, não misturar Ditadura com Monarquia.
«Desta vez, passou-se exactamente o contrário. A Constituição - e as suas Revisões - tornaram a Lei Fundamental largamente consensual. Direi mesmo emblemática, do regime democrático, pluripartidário, tolerante, respeitador dos Direitos Humanos e do espírito do 25 de Abril, uma vez depurado - atenção - dos desvarios do PREC, após o 25 de Novembro de 1975. A verdade é que devemos à Constituição, em boa parte, os trinta e quatro anos de paz civil, o período mais pacífico de Portugal contemporâneo, desde a Revolução liberal de 1820. Por isso só deve ser alterada com muito cuidado e em tempo oportuno.

É certo que há alguns monárquicos, constitucionais ou integristas - pouquíssimos! - que gostariam de ver o regime republicano substituído por uma monarquia. E há saudosistas da ditadura conservadora, agarrados a privilégios do passado, partidários da ordem do que chamam a "balbúrdia democrática". Apreciam o silêncio imposto pela censura e o aconchego da PIDE desde que não se metesse com eles. Mas são poucos. Mesmo que se tenha querido, sem êxito, mitificar Salazar. A que se juntam alguns reaccionários - e seus descendentes - que apanharam um grande susto com os exageros do PREC. Algumas vezes ainda acordarão a pensar nessa época, que confundem - mal - com o 25 de Abril. Porém, a esmagadora maioria dos portugueses não quer voltar atrás. São livres. Ditadura nunca mais. E hoje revêem-se no 25 de Abril

(Fonte: Diário de Notícias de 27 de Julho de 2010)

Mário Soares engana-se tal como o fizeram antes Salazar, Afonso Costa e demais paladinos da "Liberdade Republicana".

A população quer , desde 1820 (e antes), apenas o bem estar suficiente para deixar aos politicos a Politica e a gestão do Bem Público. Deseja para si e para os descendentes um futuro melhor e uma vida em Liberdade. Mas os políticos (em especial desde 1910) insistem em envolver a totalidade da população portuguesa nas suas querelas e interesses pessoais.Desde 1910 Portugal não conhece outra realidade que não seja a ameaça constante de revolta, guerra cívil e crise económica

A população não se revê no 25 de Abril , não é devido á Constituição que há paz (a maioria nem a conhece) nem sequer o periodo de paz mais longo foi o actual.

A população não se revê no 25 de Abril na mesma proporção que a figura de Salazar , que apenas coorporiza a desilusão nacional com as experiências Democráticas, se torna de dia para dia uma referência do "sistema político adequado a Portugal". Não foi a Constituição que trouxe paz mas sim os fundos estruturais e a sua devida redistribuição pelo território, facto que Soares conhece muito bem por ter inventado os roteiros presidênciais pelo interior (na altura para contestar a politica económica do Governo de cavaco Silva, actual presidente), nacional. As liberdades económica e Política que a República , supostamente traria ou aumentaria, não se tornou uma realidade em qualquer dos últimos 100 anos (nem em termos absolutos nem em termos relactivos). Período de paz efectivamente houve-o durante o Estado Novo em troca da Liberdade Política e torna-se um eufemismo argumentar soluções contra a Ditadura sem reflectir o porquê de esta ter sido amplamente aceite pela generalidade da população.

A devida falta de reflexão sobre as razões da longevidade do Estado Novo face à facilidade que houve em instaurar o regime republicano obriga a uma conclusão evidente e esta é a de que a Liberdade Política, facto tão importante em 1910, se tornou irrelevante em 1926 (em apenas 16 anos o regime republicano destruiria a relevância da Democracia entre a população, incapaz de perceber que a Democracia havia morrido em 1910 com o 5 de Outubro) e que a suposta relevância dada ao 25 de Abril pode muito bem resumir-se à vontade de acabar com a guerra colonial e exigir do Estado as liberdades económicas que o resto da Europa conhecia...afinal foi por essa mesma razão que houve um pós 1820.

A I República não , é hoje, mais do que a devida justificação para as quatro décadas seguintes e corremos hoje o risco de estar a justificar , hoje, uma experiência semelhante no Futuro. À falta de Monarquia muda-se a Constituição, rezando para que seja suficiente. Facto que os últimos 100 anos provam que nunca o foi.

Um bom Estadista olha para outros exemplos concretos e não para soluções utópicas. Se o desenvolvimento de Portugal, facto evidente, se explica com o aumento das Liberdades e com a disponibilização de crédito (ao qual muito se deve os fundos estruturais) já cai por terra o mesmo argumento quando comparamos o histórico do desenvolvimento social e económico de Portugal com Espanha. Espanha de Franco era uma pálida sombra face ás capacidades estruturais de Portugal e no entanto, passados 36 anos, Espanha suplanta a todos os níveis o grau de desenvolvimento de Portugal chegando ao ponto de ser uma ameaça aos interesses estratégicos nacionais (como o recente debate patrocinado pelo IDP, com Horta e Costa, sobre a tentativa de aquisição da VIVO à PT pela Telefónica)...como explicar este colossal hiato entre dois paises qe partiram de posições diferentes com as mesmas oportunidades?

Salazar ao deixar na mão de Marcello Caetano a introdução de medidas de fomento de caris político mais moderno (em vez de restaurar a Monarquia em D. Duarte Nuno) chocou com um bloqueio que originaria a breve prazo a necessidade de uma mudança de regime. De certa forma os interesses instalados e a própria natureza do regime republicano condenam o regime a uma renovação violenta cíclica. Franco , em Espanha, ciente que a sua morte traria o problema que levou à necessidade de uma Ditadura resolveu delegar a legitimidade do Poder na sua fonte original: o Rei

Assim o único factor político relevante que precede à adesão à CEE destes dois vizinhos é o facto de um ser uma República totalmente renovada políticamente (facto que mereceu elogios de republicanos em Espanha) e o outro ser um País com um Rei como Chefe de Estado (Monarquia, portanto), mantendo tudo o resto imútavel .

36 anos depois as diferenças são evidentes, a Republica portuguesa esgotar-se-ia em debates políticos sem alterar o essêncial da estrutura económica ,ficando efectivamente parada a partir de 2003. Espanha tomaria o caminho lento da Democracia pulvilhando a País de PME's e beneficiando a concentração de capital em sectores estratégicos e hoje , apesar da crise, o País aguenta estóicamente uma taxa de desemprego de dois dígitos sem que a questão do regime seja posta em causa (por motivos económicos) e sem que as políticas de fomento deixem de ser aplicadas

Em Portugal, basta metade da taxa de desemprego espanhola para observar dignos políticos como o Presidente da Madeira a instigar a revolta popular os economistas (maioria ex-ministros com responsabilidades no resultado que critícam) a profetizar a queda da Nação sob um banho de sangue um ex- Presidente a alertar para os Monárquicos e saudozistas do Estado Novo.

Urge perguntar se a República é assim tão frágil que não se sustenta sem fluxos de dinheiro constantes, face à constante ameaça de revolta.

Entre Portugal e Espanha a diferença é a existência de um Rei...e talvez seja isso e apenas isso que motiva a intervenção de Mário Soares.

O medo que Portugal volte a ser aquilo que era antes de 1820. Um grande país que não precisava de grandes políticos estadistas e ideólogos, mas apenas de um Rei práctico e do mesmo povo que hoje existe, para se tornar uma potência militar e económica.

Um País que não precisa de políticos ideologias e discursos, ai está o grande terror que assola as mentes republicanas.

RFGS
(Fonte: monarquiaportuguesa.com)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ENTREVISTA A S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA POR TERESA CASTRO D'AIRE

Senhor Dom Duarte, diga-me por favor o seu nome completo, de quem é filho, onde nas­ceu, e quando?

Chamo-me Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança. Nasci em Berna, na Suíça, nas instalações da Legação Portuguesa, no dia 15 de Maio de 1945. O meu pai chamava-se Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Fran­cisco Xavier Raimundo Antônio de Bragança, e a minha mãe chamava-se Maria Francisca de Orleães e Bragança. Para além de vários outros títulos, sou também o actual Duque de Bragança e o represen­tante da Casa Real portuguesa.

Senhor Dom Duarte, quem foi o primeiro duque de Bragança?

O primeiro duque de Bragança foi Dom Afonso, oitavo conde de Barcelos, filho do rei Dom João I e de uma senhora de nome Inês Pires Es-teves. Dom João I casou-o com Dona Beatriz Perei­ra Alvim, filha do condestável Dom Nuno Álvares Pereira, e fê-lo primeiro duque de Bragança. Foi essa mesma linha sucessória que subiu ao trono em 1640, com Dom João IV.

O Senhor Dom Duarte é simultaneamente descendente de Dom Pedro IV e de Dom Miguel. Para qual dos dois vai a sua simpatia pessoal?

Descendo, com efeito, quer de Dom Pedro IV quer de Dom Miguel I. A minha mãe era uma princesa brasileira, descendente de Dom Pedro I imperador do Brasil (IV de Portugal), e o meu pai era neto do rei Dom Miguel I de Portugal. Admiro a coragem com que ambos os monarcas enfrenta­ ram momentos particularmente difíceis, tanto da vida da Nação como da cena internacional. O pri­meiro encarnou a legitimidade revolucionária e o segundo a legitimidade tradicional.

Senhor Dom Duarte, que estudos é que fez, e quais são as suas principais actividades?

Os meus estudos estiveram ligados a uma vocação que senti desde muito novo, para o estudo da agricultura. Penso que é um sector muito im­portante, porque uma nação mal alimentada está automaticamente condenada ao fracasso em todas as áreas. Foi este interesse pela agricultura, um inte­resse por um lado científico e por outro lado social, que me levou a freqüentar vários cursos, entre os quais o curso do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa, o curso do Instituto para o Desenvolvimento, na Universidade de Genève, e vários outros dentro das mesmas áreas. Foram experiências muito enriquecedoras para mim.

O Senhor Dom Duarte trabalha, como toda a gente. É assim?

Não sei o que significa «trabalhar como toda a gente». Trabalho com empenhamento nas causas que abraço e, ao contrário de muita gente, sou gestor do meu próprio tempo. Tenho, como sabe, para além das minhas iniciativas de caracter político, centradas na defesa dos valores perma­nentes de Portugal, actividades culturais várias.

Presido em Portugal à Fundação Dom Manuel II, e nos Estados Unidos à Portuguese Heritage Foundation, que dá apoio aos nossos emigrantes. Presido a inúmeras associações portuguesas de índole cultural, para além das minhas actividades sociais, nomeadamente em defesa dos direitos humanos.

Senhor Dom Duarte, quais são as suas principais áreas de interesse cultural?

Interessa-me muito a defesa e a valorização do patrimônio cultural nas suas várias vertentes, in­cluindo a ambiental, e o pensamento português não só na área estritamente cultural como também na social, que também faz parte do nosso patri­mônio.

E os seus hobbies ?

É-me difícil responder. Bem… a leitura é tal­vez o meu hobby preferido.

O Senhor Dom Duarte serviu Portugal na qualidade de oficial do Exército Português duran­te a Guerra Colonial. Os Portugueses sabem que o Senhor Dom Duarte é um pacifista por convicção, que acredita em soluções diplomáticas de prefe­ rência às soluções bélicas. Como é que se sentiu enquanto militar?

É verdade, fui piloto aviador, ainda hoje sou capitão na reserva. Mas respondendo à sua pergun­ta, eu não sou pacifista nem belicista. Sou pacífico e acredito que a paz é de tal maneira importante para todos os povos que, para a manter ou para a conquistar, é necessário fazer uso de todos os meios legítimos ao nosso alcance, diplomáticos e outros. Reconheço que em determinadas situações, quando se esgotam as vias pacíficas para a resolução dos conflitos, pode ser necessário usar da força, mas isto apenas como último recurso. Como militar acom­panharam-me dois sentimentos: por um lado sentia o dever de bem cumprir as minhas obrigações para com a Pátria, e por outro lado sentia-me frustrado, diria mesmo desanimado, com a política que, em meu entender, não satisfazia nem os interesses das populações locais nem os de Portugal como um todo.

Sendo quem é, como é que se sentiu como militar ao serviço de uma República?

Eu e os meus companheiros de armas não nos sentíamos minimamente ao serviço da Repúbli­ca, mas sim ao serviço de Portugal. Os interesses de Portugal são sobejamente mais importantes do que os da República. Penso que todos os que se bateram em África, arriscando a vida, e perdendo-a muitos deles, não o fizeram senão a pensar na Pátria.

O Senhor Dom Duarte considera-se um conservador austero, por exemplo em relação a questões ligadas à moral tradicional, ou a sua ten­dência natural é mais para o humanismo e para a tolerância?

Sou efectivamente humanista, e defendo a tolerância. Acredito, por outro lado, que não se deve fazer tábua rasa dos ensinamentos do passado, onde encontramos altos exemplos de humanismo e de tolerância, e que devemos aproveitar esses ensi­namentos que nos são trazidos pela tradição que, como sabe, significa transmissão. Não estou muito de acordo com a maneira como formulou a per­gunta. Embora eu não seja um conservador, porque entendo que tudo aquilo que não se prende com os valores fundamentais é mutável, de preferência, como já disse, tendo presentes os ensinamentos da experiência passada, mas verifico que há conserva­dores que são humanistas e praticam a tolerância, e há não conservadores que pelas suas idéias revolu­cionárias ou por um progressivo abandono de valo­res essenciais não são humanistas e praticam a intolerância.

Se o Senhor Dom Duarte, por hipótese, fosse aclamado rei por vontade popular, aceitaria o trono?

Tenho repetidas vezes afirmado a minha dis­posição para servir Portugal, o que aliás tenho feito ao longo de toda a minha vida, e de continuar a servir Portugal se necessário como rei. Mas também tenho sempre insistido noutro ponto: É que só aceitarei a chefia do Estado se ela resultar da vonta­de popular livremente expressa. Como sabe, de acordo com a tradição e as leis da Monarquia portuguesa, um príncipe só passa a ser rei depois de aclamado pelas Cortes, isto é, o Parlamento, ou seja, pelos representantes do povo português.

Senhor Dom Duarte, há quem diga que a aristocracia morreu com Luís XVI no cadafalso. Acha que é verdade?

Bom… há muitas vezes uma confusão entre aristocracia e nobreza. A primeira, como sabe, é etimologicamente o governo dos melhores. Mas o tempo e os homens estabeleceram a confusão. No tempo de Luís XVI não se vivia em aristocracia mas em Monarquia. Era uma Monarquia típica do sécu­lo XVIII, em que a nobreza tinha um papel mais importante no campo social do que no campo polí­tico. É certo que a intolerância e o fanatismo dos revolucionários franceses de 1789 e dos anos seguintes levou ao cadafalso não só o rei Luís XVI como também muitos nobres, membros do Clero e mesmo do Povo que, ou se tinham oposto à Revo­lução, ou simplesmente a ela não tinham aderido como «adesivos». Lembro-lhe, a propósito, que em 1989, em res­posta aos vários inquéritos que em Franca se fizeram, por ocasião do bicentenário da Revolução, a maior parte dos inquiridos considerou Luís XVI, e os muitos que com ele morreram na guilhotina, inocentes dos crimes que a demagogia revolucionária lhes atribuiu.

O nobre é aquele que foi reconhecido como notável pela Coroa, ou seja, numa Monarquia, o pró­prio Estado, isto em razão dos serviços prestados ao país. Nobre é também aquele que dele descende. Mas independentemente do reconhecimento por parte do Estado com a atribuição de um título, a verdadeira nobreza reside na atitude moral de serviço à comuni­dade. Por esta razão, penso que a nobreza não morreu com Luís XVI.

O Senhor Dom Duarte acredita que Portugal teria vantagens em regressar a uma monarquia?

Sem dúvida. Bem vê, só numa Monarquia é que a chefia do Estado é verdadeiramente independente. Como sabe, as primeiras chefias eram electivas. Os povos escolhiam entre si aquele que entendiam que melhor poderia governá-los e re­presentá-los. A este modelo político primitivo seguiu–se o da chefia hereditária. Concluíra-se que através da hereditariedade da chefia se evitavam divisões e disputas muito desgastantes que enfraqueciam o Poder e a comunidade política. Assim, os países mais antigos tiveram tempo para evoluir para a Monarquia, para uma chefia de Estado hereditária. A Monarquia, como instituição antiga (mas nunca velha!), foi-se adaptando aos tempos, realçando-se com os séculos a independência do rei face aos gru­pos, às facções e aos interesses particulares. Na Monarquia moderna o rei reina mas não governa. O governo é exercido por aqueles que ganham as eleições. O rei, como instituição independente, isto é, não resultante da disputa entre grupos, não resul­tante da vitória de uma parte da nação contra outras, mas aclamado por todas as partes, represen­tadas no Parlamento, está obviamente em melhores condições do que um presidente para arbitrar con­flitos, exercer a moderação e representar toda a nação. Mas sendo a Monarquia um modelo aperfei­çoado da chefia do Estado, ao qual se chegou depois de muita experiência, não está evidentemen­te ao alcance próximo dos novos Estados, que cons­tituem a maioria. A Monarquia é o trunfo das nações antigas. Os novos Estados não conseguem ter senão a República e todos nós sabemos que por muito íntegro que seja um presidente da República, nunca se livra da suspeita, o que é muito mau em termos institucionais, de favorecer o grupo político que o elegeu, ou as empresas que, por razões incon-fessadas, financiaram a sua campanha eleitoral. Também por esta razão, e por ser o representante do grupo vencedor, dificilmente é aceite o seu papel de árbitro.

Portugal é um país antigo, com uma larga expe­riência das instituições políticas. Sucumbiu, em 1910, como algumas outras nações antigas, à tenta­ção de imitar modelos ultrapassados que vestiam roupagens novas, deixando por inércia que um Partido Republicano, que não representava mais de sete por cento do eleitorado nacional, se impusesse através de um golpe revolucionário.

A actual Constituição da República impõe-lhe uma vexatória cláusula, a alínea b) do artigo 288°, que impede o povo soberano de mudar para a Monarquia, ainda que o queira. Mas penso que para bem do país, do nosso futuro colectivo, o povo português deverá ponderar tudo isso e fazer as opções que mais lhe convierem.

A Monarquia, não sendo uma forma perfeita de chefia do Estado, nem, como vimos, uma receita universal, é, a meu ver, pelas razões expostas, a ins­tituição política mais aperfeiçoada e que melhor pode servir os interesses de Portugal.

Se assim acontecesse, quais seriam as prin­cipais directivas do seu reinado?

Como já expliquei, o rei reina mas não governa. Assim sendo, na hipótese de vir a ser aclamado rei pelos representantes do povo, procuraria usar de toda a minha influência para assegurar a defesa dos valores permanentes de Portugal.

Quais são, para si, os problemas mais ur­gentes a resolver em Portugal?

É difícil de responder. Em todo o caso, julgo que a agricultura é certamente um dos sectores mais carenciados e desorientados. Há que apoiá-la com urgência. Também a formação escolar e profissional e a orientação em termos de colocação no mercado de trabalho me parece de abordagem urgente.

Os media noticiaram que estaria para breve o nascimento do herdeiro da Casa de Bragança, e os monárquicos portugueses rejubilam. O Senhor Dom Duarte pensa educar essa criança de forma a que um dia, se as circunstâncias o aconselharem, possa assumir a Coroa portuguesa?

Penso educar o meu filho para ser bom por­tuguês. Foi este, aliás, o melhor ensinamento que recebi dos meus pais. Procurarei familiarizá-lo com as realidades do país e prepará-lo para a defesa dos nossos valores permanentes.

Senhor Dom Duarte, o senhor pensa que um nobre que não tenha meios de fortuna para fazer brilhar o seu título, deve prescindir dele?

Como já deixei dito, a verdadeira nobreza reside na atitude moral de serviço perante a comu­nidade e perante o país. Assim, aquele que descen­de de um notável, seja titular ou não, deve manter uma atitude de serviço que honre a dignidade que foi conferida aos seus avós. O brilho financeiro pouca importância tem afinal.

Existe algum rei na nossa História que seja para si um modelo a seguir?

A época e as circunstâncias em que reinaram os reis de Portugal eram muito diferentes das nos­sas. Penso, todavia, que todos deram exemplos de patriotismo e continuam a dar-nos um modelo de actuação: o de servir empenhadamente Portugal.

(Fonte: Blogue "Causa Monárquica")