quarta-feira, 30 de junho de 2010

AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. BLOQUEAMENTO, DIVISÃO, INSTABILIDADE OU SOLUÇÃO?

As próximas eleições presidenciais representam hoje um factor de bloqueio, que origina a manutenção de um Governo de gestão e impede soluções alternativas de governação.

O actual Presidente da Republica é assim o principal interessado na manutenção de um Governo, que manifestamente não tem qualquer condição de exercício da função exigível num momento de crise. A incapacidade governamental é cada vez mais evidente e perante essa inércia e incapacidade, os portugueses são confrontados com penalizações gravíssimas nos seus rendimentos e nas suas perspectivas de futuro.

As próximas eleições presidenciais irão ser um marco decisivo, onde o eleitorado português será chamado a tomar uma decisão fundamental e talvez definitiva, perante o dilema de um caminho de mudança ou da grave divisão da sociedade portuguesa e dos conflitos sociais e políticos.

Em nenhum momento após a revolução de Abril e a aprovação da Constituição de 76, estivemos perante uma eleição presidencial que expressasse tão claramente os inconvenientes democráticos da doutrina republicana.

A proximidade de uma eleição presidencial está a inviabilizar uma mudança atempada de uma governação aceitável e minimamente adaptada às circunstâncias.

Os resultados possíveis das próximas eleições presidenciais, terão sempre como consequência uma divisão acentuada da sociedade face às candidaturas que se irão apresentar.

As candidaturas de Fernando Nobre, de Pinto Coelho ou do candidato do PCP, têm apenas o significado politico de manobras de dispersão, motivadas respectivamente pela ingenuidade, pelo radicalismo e pela fixação ideológica estratificada, que não terão outra consequência que não seja a da cativação para a preservação do regime de algumas franjas eleitorais de descontentamento.

Manuel Alegre pelas suas condutas políticas do passado e pelo seu perfil moral e político, nunca poderá deixar de ocasionar uma fractura irremediável da sociedade.

Cavaco Silva para ser eleito terá de provocar uma radical mudança da postura tradicional do eleitorado português.

Os portugueses sempre votaram nas presidenciais em compensação com as maiorias parlamentares.

A tese politica uma maioria e um Presidente sempre foi rejeitada pelos portugueses.

Agora se Cavaco for eleito, como reagirão os portugueses? Passarão a aceitar a tese sempre rejeitada e poderemos visionar uma alternativa governamental ou manterão a sua postura tradicional e a eleição de Cavaco Silva será a forma de consolidar o governo socialista?

O espectro dos resultados desta eleição presidencial será sempre de uma acentuada divisão ou de uma condicionante grave, ao encontro de uma estabilidade governativa.

O actual regime está assim encurralado, daí a importância transcendente do actual momento e destas eleições presidenciais.

O descontentamento generalizado e a insegurança face ao futuro, pode originar uma outra mensagem do eleitorado.

A abstenção poderá atingir níveis superiores a 50% dos votos expressos.

Esta mensagem possível, só poderia vir a ser interpretada como uma rejeição face ao regime e uma exigência de mudança.

Para todos os portugueses que não se revêem no actual sistema e no actual regime, as próximas eleições presidenciais representam assim a oportunidade de iniciar o caminho de rotura e de mudança.

A probabilidade de acontecer uma circunstância desta natureza é elevada, por motivação da actual descrença popular e alheamento, muito mais do que por acção de inconformismo.

Com um resultado eleitoral desta natureza, em que um Presidente da Republica seja eleito através de uma eleição em que os votos expressos não representam a maioria do eleitorado, é a sua legitimidade que estará posta em causa.

É como se a eleição fosse realizada sem o quórum exigível.

É o regime que fica com a sua legitimidade ferida de morte e perante a afirmação inequívoca de uma exigência de mudança do povo português.

O que tem muita probabilidade de acontecer é assim uma revolução pacífica, promovida pela atitude possível do povo português e não pelo confronto da luta política.

Será a derrota do regime e não a vitória dos seus adversários.

Tal como na Lusitânea, dominada pelos Romanos.

Os Lusitanos não cumpriam simplesmente as regras que lhes eram impostas e sem contestarem na luta levaram o Imperador romano a reconhecer…”lá para a Ibéria há um povo que não se governa, nem se deixa governar.”

Mas esse povo sobreviveu, construiu um Reino e dez séculos depois ainda preserva uma identidade.

Talvez seja agora a oportunidade desse povo, escolher uma forma de organização governativa um pouco mais adaptada a essa sua identidade.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

terça-feira, 29 de junho de 2010

NAS PRESIDENCIAIS, NÓS NÃO VAMOS VOTAR!

Caros Portugueses

Estão a aproximar-se mais umas eleições Presidenciais.

Os candidatos, mais ou menos, já os conhecemos a todos. Não vou fazer críticas pessoais dado que não é essa a minha intenção com este texto.

Pretendo sim, apelar á vossa consciência, ao vosso coração, aos vossos sentimentos mais nobres para que nas próximas Presidenciais em 2011, não vão votar.

Não queremos um Portugal hipotecado de eleições em eleições. Queremos mudar o que se está a passar no nosso Portugal, porque ninguém está satisfeito com as condições em que o País se encontra, a não ser os que têm os grandes tachos e fazem panelinhas com o Governo.

Podem dizer: “ mas votar é um direito que conquistámos”. Estão correctos, mas a abstenção também é um direito que nos assiste para demonstrarmos que o problema não está nos candidatos, mas sim no sistema/regime que temos.

É urgente que a abstenção ultrapasse os 51%. De certeza que se levantarão vozes a questionar tal resultado. Não serão só vozes de portugueses, mas sim do resto do Mundo. Vozes de pessoas que querem lutar por um mundo melhor, verdadeiramente livre, onde manteremos a nossa identidade, as nossas tradições, as crenças e a confiança no futuro.

Basta de oligarquias, jobs for the boys e afilhados.

Temos um dos Países mais ricos do Mundo, se bem que nos queiram convencer do contrário.

Vamos devolver Portugal ao Mundo e principalmente aos Portugueses.

Para que isso aconteça, nas Presidenciais, nós não vamos votar!!!!!!!!!

Ana Vinagre
(Fonte: Blogue do Movimento Mulheres Monárquicas)

PAIVA COUCEIRO PRESO E EXILADO, VÁRIAS VEZES, POR SALAZAR

Exilado pelo salazarismo a 16 de Setembro de 1935, por seis meses, por ter criticado publicamente a política colonial do regime.


Carta de Henrique de Paiva Couceiro a António de Oliveira Salazar, em 31 de Outubro de 1937

(Clique nas páginas para ampliar)


Carta de Henrique de Paiva Couceiro, preso, a António de Oliveira Salazar, em 18 de Novembro de 1937


Esquadra de policia de Alcantara
Novembro, 18 de 1937

Exm.º Snr. Presidente do Conselho de Ministros Dr. Oliveira Salazar

No dia 13 do corrente, pelas 13,30 da tarde, fui convidado a depôr na policia de Defesa Social e Politica, acerca da carta que dirigi a V. Ex.ª com data de 31 de Outubro p. passado.

Até essa data de 13 apenas a comunicara a 4 ou 5 amigos próximos fazendo assim um uso restritissimo do direito que me reservava no P.S. da mesma carta, ou antes representação.

Feita a deposição nestes termos, fui, todavia, detido n'um gabinete sob vigilancia d'um agente; e, pelas 11 da noite, levado para a esquadra de S. Marta com a escolta de 2 agentes.

Entregue ao chefe respectivo, dei entrada no cárcere com grades na janela e na porta; fechada esta, aí fiquei com sentinela à vista. Na terça-feira 16, transferiram-me para a esquadra de Alcântara fazendo o trajecto n'um aurtomóvel celular. Finalmente ontem, 17, recebi aviso de marcha para fóra do País sem indicação de fronteira.

Em resumo, trata-se como se trataria um bombista ou um vigarista, um homem cheio de serviços à sua Pátria, e que precisamente por patriotismo escreveu a V. Ex.ª uma representação, em que se não contem o minimo ataque à sua dignidade pessoal. E todos estes atropelos sobre garantias civicas e sobre os respeitos que me são devidos sem favor, foram praticados sobre a responsabilidade directa de V. Ex.ª como Chefe da Policia Nacional.

Não ofenda quem quer, Snr. Presidente. E eu não me encontro ofendido. Não resisto, como vê. Nem preciso. Porque, por muito que V. Ex.ª se esforce por me apresentar como criminoso comum, ninguém, - permita-me que lho diga sem ofensa, - o acredita. Os meus êrros são muitos, sem duvida. (Errare Humanum esd). Mas o Povo Português verdadeiro, seja qual for a sua côr, - tem confiança absoluta no meu desinteresse e no meu patriotismo. Conhecem-me como eu os conheco. Donde resulta que os procedimentos de V. Ex.ª contra mim são interpretados d'outro modo, pouco lisonjeiro, devo dizer-lhe. Assim, - repito - V. Ex.ª não me ofende. Sôbre o escudo rigido d'uma vida inteira com uma cara só, os seus manejos resvalam para retraír sobre a sua própria cabeça, com despretigio da sua auctoridade. A policia, a censura e as mistificações da imprensa turibulária, são apoios precários, - pode querer-me crer-mo. E, se não arranja coisa melhor, arrisca-se a descer do Capitólio qualquer dia.

Até à vista Snr. Presidente.
Henrique de Paiva Couceiro


Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (mais tarde P.I.D.E.) – “Certificado de viagem” com que Henrique Paiva Couceiro saíu de Portugal para o seu último exílio em Espanha. Ia fazer 77 anos! Mesmo assim foi tratado por Salazar como o pior dos criminosos…

 
(Fontes: Miguel Paiva Couceiro no Facebook, Sítio "Unica Semper Avis" e Blogue "Causa Monárquica")

REINO UNIDO: AUSTERIDADE ABRANGE A RAINHA ISABEL II

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, apresentou no Parlamento um orçamento de austeridade que abrange mesmo a rainha Isabel II, que aceitou o congelamento da verba para as suas despesas oficiais.

"Com o acordo total da rainha, a lista civil vai manter-se congelada em 2011 em 7,9 milhões de libras (9,5 milhões de euros), sendo revista numa data posterior", indicou o ministro.

A declaração surge depois de informações na imprensa referirem que a rainha tinha pedido um aumento dos subsídios que lhe são atribuídos dado que estes não são atualizados desde 1990, ano em que o governo conservador de John Major foi particularmente generoso.

Segundo o 'site' do ministério, o congelamento significa que o valor sofreu uma diminuição de 76% em 20 anos, tendo em conta a inflação.

O ministro das Finanças disse ainda que a Casa Real aceitou submeter as suas despesas a uma auditoria, como todas as outras despesas públicas. Osborne afirmou que esta evolução vai conduzir a "uma maior transparência" e "confiança pública".

Esta lista civil foi criada em 1760 e 70% do total da mesma destina- se ao pagamento dos salários de 1200 funcionários reais, como jardineiros, secretárias, estribeiros e restauradores de móveis, por exemplo. Serve também para financiar festas e receções frequentadas anualmente por cerca de 50 mil convidados.

Publicada por Comendador Castro
(Fonte: Blogue da Real Associação do Baixo Alentejo)

FORÇA PORTUGAL! ALJUBARROTA É NOSSA, A VITÓRIA É NOSSA!


FELIZ DIA DE SÃO PEDRO!

Pedro (século I a.C., Betsaida, Galiléia — cerca de 67 d.C., Roma) foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos. São Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso o primeiro Papa da Igreja Católica. Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com a Igreja Católica em Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela." Jesus comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma (a Santa Sé), sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso). Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".(...)

(Fonte: Wikipédia)
(Imagem: Maria Menezes no Facebook)

segunda-feira, 28 de junho de 2010