sexta-feira, 25 de junho de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA: EU, MARIA PIA POR D. DIANA, 11ª DUQUESA DE CADAVAL.

S.A.R. o Duque de Bragança esteve no lançamento do romance histórico "Eu, Maria Pia", cuja autora é Dona Diana de Cadaval. A apresentação da obra teve lugar na Embaixada de Itália e esteve a cargo do Professor Marcelo Rebelo de Sousa.
(Fonte: Revista LUX)



Sinopse:

Chegou a minha vez de morrer. Como último desejo peço que me virem na direcção de Portugal, o país que me encheu de alegria o coração de menina e me tirou tudo o que de mais sagrado tinha quando mulher. Olhando para trás, reconheço que a minha vida foi marcada pela tragédia. Vi partir uma mãe cedo de mais, morria de doença e de desgosto por um marido que a traía publicamente. Não me consegui despedir do meu pai, enterrei um marido que, com palavras doces e promessas vãs conquistou o meu ingénuo coração e no final me humilhou com as suas traições, um filho em quem depositava todas as esperanças, um neto adorado, e, por fim, a minha querida Clotilde, irmã de sangue e confidente. Claro que também tive momentos de felicidade. Quando sonhava acordada com Clotilde, deitadas nos jardins do Palácio de Stupigini, com príncipes e casamentos perfeitos, quando cheguei a Lisboa e o povo gritava o meu nome, quando viajava por essa Europa fora de braço dado com Luís, quando brincava no paço com os meus filhos ou quando estendia as mãos para ajudar os mais necessitados, abrindo creches e asilos. Mas mesmo nestas alturas havia quem me apontasse o dedo. Maria Pia a gastadora, a esbanjadora do erário público. A que dava festas majestáticas no paço, a que ia a Paris comprar os tecidos mais caros e as jóias mais exuberantes. Não percebiam eles que assim preenchia o vazio que, aos poucos, se ia instalando no meu coração. Diana de Cadaval traz-nos um retrato impressionante de D. Maria Pia, rainha de Portugal. Num romance escrito na primeira pessoa, ficamos a conhecer a trágica vida de uma princesa italiana feita rainha com apenas catorze anos.

Recebida em clima de grande euforia, Maria Pia foi, 48 anos depois, expulsa de um país a quem dedicou toda a sua vida. Morria pouco tempo depois, demente, longe dos seus tempos de fausto e opulência, mas com a secreta esperança de que a morte lhe trouxesse a tranquilidade há tanto desejada.

(Fonte: Blogue "Família Real Portuguesa" e Esfera dos Livros)

A REPÚBLICA CONTRA O SOCIALISMO

Bosquejo de um conflito secular (1875-1974)










«O pior que nos pode acontecer é sermos amanhã república .».
. ANTERO DE QUENTAL, Cartas
(9 de Setembro de 2008)

Ainda a propósito do recém criado Think Tank Socialista, o Res Publica, e o facto de actualmente se passar a ideia de que o socialismo fundou a Republica, ou vice versa, convém lembrar a realidade nas palavras de J. Mendes Rosa..

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A REPÚBLICA CONTRA O SOCIALISMO
Bosquejo de um conflito secular (1875-1974)

«O pior que nos pode acontecer é sermos amanhã república .».
. ANTERO DE QUEMtAL, Cartas

Numa época em que se pretende enunciar os princípios republicanos e socialistas como sendo partes naturalmente integrantes do mesmo edifício político (com manifesto abuso, diga-se desde já), urge como nunca explanar em traços necessariamente céleres, condenados à aridez da simples enunciação, o que foi o desavindo percurso perpetrado por cada dessas escolas ideológicas nascidas sob o úbere pendão das ideias filosôficas posteriores ao ultimo quartel do século XVIII mas que não são – longe disso- defeníveis uma pela outra. ” Em Portugal» republicanismo e socialismo entram de mãos dadas, embora tardiamente,- com um século de atraso em relação à Europa. Os mais directos responsáveis pela sua introdução no tecido intelectual português, assinalaram o feito com um ciclo de conferências que fícou exactamente conhecido por Conferências do Casino ( 1871).

Antero, o maior vulto dessa novel escola política (socialista e republicana), secundado por alguns mais, cedo se aperceberia da natureza autónoma do ideal do regime e a do sistema político-económico almejado, e bem assim da necessidade de separar as águas adstritas a um e a outro.












Teófilo Braga

Assim, a clivagem república/socialismo pode ser consubstanciada na disjunção Teófilo Braga/Antero de Quental e verifica-se «a partir do momento em que a Geração setecentista divide o seu caudal, separando-se em dois leitos distintos, o do Partido Socialista (fundado em 1875) e o do Partido Republicano (fundado um ano depois)’»

Ê assim que ainda mal nado, o socialismo português se divorcia do republicanismo e enceta uma clara aproximação ao até aí combatido regime monárquico.

Esse divórcio era ditado pelo mesmo Àntero em carta dirigida a Oliveira Martins:

«A fantasia republicana está desfeita de todo o nosso grupo socialista e dou por isso graças aos deuses.É necessário, de toda a necessidade, que quebremos com os republicanos e eu estou resolvido a faze-lo»(2).

Logo a seguir, declarava a sua «completa isenção «do movimento republicano»(3). Em 1885, o seu descrédito nos decantados benefícios da instituição republicana para suprimento das minguas económicas e sociais do País, vai mais longe:

« (…) Está iminente a bancarrota e uma tremenda críse social; a proclamação da Republica não só não remediaria esses grandes males (…), mas trazia uma complicação e elemento de desordem, como ainda em 1873 se viu em Espanha»(4)

Oliveira Martins, plumitivo de credo monárquico, infatigável teórico da conciliação da doutrina [e] robustecimento do Poder Real com um Socialismo de Estado (5) ,seria a mais bela expressão dessa nova aliança entre o ideário socialista temperado e o regime sete vezes secular. Mesmo depois de ter passado fugazmente pelas esferas do poder, onde o seu sonho de reconstrução nacional esbarrou no imobilismo de um constitucionalismo aferrado e inerte, não cedia a confusões, depois de namorado pelos republicanos para seu deputado pelo Porto:












Oliveira Martins

- « E quem lhes disse aos senhores, que sou republicano? Não sou, sou socialista..» E acrescentava: «República,anarquia e Castela»(6).

E se assim era no plano intelectual, também na esfera da acção política se verificou a dissensão, acrescida da perseguição que os republicanos começaram a. mover aos movimentos socialistas e sindicais. Em 1885, o Partido dos Operários Socialistas de Portugal acha-se ferido de morte, e mau grado Azedo Gneco tivesse fundado o Partido Socialista Português (1895), e tendo adoptado por estratégia de sobrevivência uma aproximação aos republicanos em 1901 , depois de controvérsia (Luís Figueiredo opõs-se terminantemente e o rompimento definitivo da-se em 1907), o sucesso da táctica era impedido por «uma forte desconfiança.em relação ao Partido Republicano», como escreve António Ventura (7).











Azedo Gneco discursa

Com a fundação do Partido dos Operários Socialistas de PortugaL encrudesce e ganha contornos inauditos de animadversão o combate aberto que o Partido Republicano move aos socialistas. Estes conhecerão um único e fervoroso coadjuvante: El-Rei-D. Manuel II.


















D. Manuel II

O trecho da carta que de seguida expomos .(dirigida pelo monarca a Venceslau de Lima cm 15.6.1909), é a esse respeito bastante esclarecedora:












Venceslau de Lima

«(..,) o Partido Socialista encontra-se desorganizado e dividido em fracções desde 1891. O Partido Republicano tem-lhe feito uma guerra de morte e arranjou sempre coisas de maneira que o partido se encontrasse sempre em desacordo („.). O Partido Socialista encontra-se há poucos dias completamentc unido: a pessoa que conseguiu isso é o Alfredo Aquiles Monteverde (…). Eu tenho-me interessado muito há já bastante tempo por essa questão, que tenho vindo seguindo e ajudando».

Feitas as diligencias régias para que o Partido Socialista ganhasse uma compleição de poder, estudado o respectivo programa enviado por Gneco. Monte verde dirige-se destarte ao Rei: «Venho agradecer reconhecidíssimo o bilhete e a carta que V.M. houve por bem enviar-me e o interesse que V.M. continua a tomar pelos seus operários. Mal sabem eles do alto patrocínio que tão eficazmente os está auxiliando neste momento». (8)

Após o advento da República, o Partido Socialista, no seu “Manifesto”, perfila-se como oposição e não tem pejo em proclamar.

«O Partido Socialista entende que deve ser lançada aos actuais dirigentes e aos elementos mais preponderantes da República Portuguesa a inteira responsabilidade por todas as perturbações de ordem ultimamente havidas e por todas as que parecem prestes a haver …»(9).

A repressão republicana contra o operariado, revestiu-se de contornos dignos da mais acerba dás tiranias. Em 1912, na Greve Geral de Lisboa, os grevistas foram duramente reprimidos e submetidos a degradantes prisões. Um ano depois o democrático (!) «governo de Afonso Costa proibiu o cortejo e o comício do 1º de Maio…» (10)












 Afonso Costa

Meses antes, o Anti-Cristo de Seia (o epíteto é do seu ex-colega de partido Cunha e Costa) assinava no jornal “O Mundo” um artigo em que demonstrava descrer no futuro do socialismo e bem assim no movimento das ciasses operárias e sindicatos. (11)

E dando vazante à ideia de enfrear o operariado, conta Carlos Maiheiro Dias que os proletários acusaram a «república de ter mandado fuzilar os operários grevistas de Setúbal como nunca-se tinha feito rto tempo da monarquia: (…) de decretar uma lei eleitoral mais reaccionária que qualquer das que estiveram em vigor no antigo regime» (12).

Em 1914 é fundada a União Operária Nacional, que o governo de então logo se apressou a extinguir, sendo reorganizada em 1917. Em Maio desse ano, como protesto contra a falta de pão em Lisboa, quatro milhares de pessoas manifestaram-se no Rossio e a Guarda Nacional Republicana recebeu ordens governamentais para dispersar os civis pela violência, O confronto saldou-se em dezenas de mortos e 547 prisões. (13)

Mas o conflito entre republicanos e socialistas, não se confinaria à I República (onde de resto, nas diversas legislaturas, apenas foi eleito um máximo de dois deputados socialistas, o equivalente a deputados miguelistas). Na II República foi o que se sabe; o socialismo seria banido oficialmente do solo português e o sindicalismo decretado, tal como na I República. adverso ao Estado» Só após o 25 de Abril os socialistas se puderam organizar livremente, como queria 65 anos antes, o Rei D. Manuel II.

Por este apontamento poderemos ver que socialismo e república, andaram desavindos durante mais de cem anos. e só muito recentemente se reconciliaram…

J. Mendes Rosa

notas

1-João Medina “Antero e Teófilo”
2- Cartas inéditas de Antero de Quental a Oliveira Martins,1, Univ. de Coimbra, Coimbra 1931, pp 17-18
3-Ibiden
4- Carta a S. Costa Botelho de 1-VIII-1885, “Cartas II”, p 746



(Fonte : Somos Portugueses e Blogue "Esquerda Monárquica")

650.º ANIVERSÁRIO NATALÍCIO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA

Celebrou-se a 24 de Junho do Ano da Graça de 2010, o 650.º aniversário natalício do SANTO CONDESTÁVEL DE PORTVGAL, o Senhor Dom Nun’ Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria, que Deus tenha e guarde sempre em Sua Santa Glória.

Um dos maiores portugueses que houve (talvez o Maior), refundou PORTVGAL e garantiu a preservação e continuação da Pátria Portuguesa. O que PORTVGAL lhe deve não tem expressão nem descrição possível em quaisquer palavras, eulogias ou homenagens.

(Fonte: António Emiliano no Facebook)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

FORÇA PORTUGAL! OUÇAMOS O HINO NACIONAL!

PELA RESTAURAÇÃO DA REPÚBLICA

Não estive em Viseu, no sábado e no domingo, no Congresso da Causa Real. Não me foi dada assim a oportunidade de confirmar publicamente as minhas crenças políticas na metapolítica do poder real e das Cortes, mas li com muita satisfação as notas que serviram de base à intervenção do homem livre José Adelino Maltez.

De todos os portugueses que nos últimos anos têm feito intervenção pública em prol da Instituição Real, vejo em José Adelino Maltez um dos meus mais próximos irmãos de ideal e de ideário. Em jeito de intróito, no entanto, julgo ser meu dever assinalar algumas diferenças que reputo importantes.

Enquanto menino e moço, não me defini como Realista, como aconteceu a Adelino Maltez. Foi pelo estudo da História de Portugal e do Mundo que abracei o ideário Realista dos meus avós. Em idade adulta, tive a felicidade de privar assiduamente com Mário Saraiva e Henrique Barrilaro Ruas, deles recebendo, como é sabido, o pensamento e o exemplo cívico dos mestres do Integralismo Lusitano. Não admira pois que, no campo das identificações históricas, também eu me procure situar na herança de Francisco Velasco de Gouveia e de João Pinto Ribeiro - pelas Actas das Cortes de Lamego positivadas pelas Cortes de 1641 – contra todos os absolutismos, pré ou pós-Pombalinos. Isto é, também eu me considero uma «alma republicana» como António Sardinha, um «liberal à antiga» como Alexandre Herculano, bem mais Neo-medievo que Modernista, mas que pode assumir sem problemas o Vintismo, o Setembrismo e a Patuleia. Não posso, porém, e de igual modo, assumir a Carta e o desembarque no Mindelo dos mercenários ingleses pagos pelo empréstimo de Mendizabal. Admito que tenho um fraco (estético) pela bandeira azul e branca, mas defino-me politicamente no ideário da bandeira branca da Restauração.

E foi também por via dos mestres integralistas que bebi a admiração pela sagrada trilogia da Pátria: Nun'Álvares, Infante D. Henrique e Luís de Camões. Não sendo Sebastianófilo, sou também sem dúvida Sebastianista.

Mas isso são águas passadas e julgo que a via de solução para o actual problema português está muito bem colocado nas palavras de Adelino Maltez: a nossa prioridade deve estar na restauração da República. Se não restaurarmos a República, devolvendo-o ao povo e subtraindo-a ao controlo das oligarquias partidárias, não será possível eleger a Dinastia que servirá a continuidade da Pátria.

Não sendo a primeira vez que me refiro a este aspecto fulcral da solução para a crise portuguesa, é pois com muito agrado que verifico não estar afinal a "pregar no deserto". Infelizmente, porém, divergimos ainda quanto à panóplia de métodos a aplicar. Esta é uma divergência importante e que merece ser debatida.

Tal como Adelino Maltez, sou tradicionalista mas, tal com entendo o tradicionalismo, não me situo no campo do conservadorismo, antes no campo da renovação. E é por ser tradicionalista, e como tal, não conservador, que posso, sob certas condições, ser forçado a definir-me como revolucionário. Não em defesa de uma "revolução ao contrário", antes de uma revolução que vivifique a Tradição, levando-nos p'ra diante... Não concebo a Tradição sem a mudança. A Tradição é o que permanece na mudança. Entendo que actuar como um "revolucionário" ou como um "reformista" não depende do tradicionalista, depende da natureza da resistência que o conservadorismo opuser à mudança necessária à vivificação da Tradição.

Tradição é sempre renovação e, em Portugal, esta tem encontrado amiúde obstáculos difíceis de vencer. Tal como Adelino Maltez, também eu estou de mal com o situacionismo. É esse o nosso principal adversário. Entendo, porém, que o situacionismo é, por definição, conservador. Ou não seria situacionismo. Hoje, em Portugal, o obstáculo maior à renovação é na verdade o situacionismo, ou seja, o grosso do pessoal político das chamadas «esquerdas» e das «direitas» partidárias.

Evitar as revoluções, como preconiza Adelino Maltez, é sem dúvida um preceito do ideário tradicionalista. "Evitar" não deve porém significar virar completamente as costas à possibilidade de uma revolução. A alternativa «Revolução» ou «Reforma» não depende das forças da renovação, depende sim da modalidade de resistência que o situacionismo oferecer. Olhando ao caminho que tem vindo a ser trilhado pelo situacionismo, julgo que não é de afastar a hipótese da Pátria se encontrar, a breve trecho, em manifesto perigo de vida. E, se a Pátria estiver em perigo e a resistência à sua defesa for violenta por parte dos situacionistas, vamos ficar de braços cruzados? É claro que não. E os federalistas europeus e os iberistas devem saber da nossa determinação em lhes dar combate, se necessário pela via revolucionária.

Para proveito de todos, aí ficam as palavras de Adelino Maltez que suscitaram estas breves reflexões:

"Claro que, como tradicionalista, sou contra os reaccionários e, como conservador, sou contra os revolucionários e os contra-revolucionários, seus irmãos-inimigos, os que querem uma revolução ao contrário, mesmo que seja o que dizem ser, ou ter sido, uma revolução nacional...

De mal com certa esquerda por ser monárquico e de mal com certa direita por ser liberal, sou, como sempre fui, por amor de el-rei e da pátria, disposto a restaurar a república, para, em cortes, poder reeleger um rei...

De mal com o situacionismo, por ser do contra, também sou contra as oposições que se iludem com a febre das revoluções, porque sou mesmo contra as revoluções que não sejam revoluções evitadas...

Aliás, sou tão tradicionalista que certos membros da ortodoxia ultramontana, a ala dos ditos catolaicos, me diabolizam como herético, panteísta e relativista.

Confesso ser um homem religioso (Régio dixit) e que não faço parte dos ateus estúpidos e das cliques libertinas (ainda sigo Anderson). Isto é, continuo tão tradicionalista que reinvindica uma tradição mais antiga do que a do ano um...a que não tem o privilégio de uma religião revelada pelos povos ditos do Livro.

Liberal à antiga, assumo o vintismo e o cartismo, desembarcaria no Mindelo, defenderia o setembrismo e entraria na patuleia como histórico, embora prefira o Pacto da Granja com os reformistas...

Continuo disposto a militar no partido do Passos, de Sá da Bandeira, de José Estêvão, de Anselmo e Luís Magalhães. Por outras palavras, mantenho orgulhosamente a fidelidade azul e branca, dos liberdadeiros e da liberdade que, sem ser por acaso, também foi a bandeira da Europa e do projecto de Quinto Império do Padre Vieira...

Menino e moço, me assumi como tal, seguindo o exemplo cívico de um Henrique Barrilaro Ruas, de um Rolão Preto, de um João Camossa, que me ensinaram a detestar o despotismo ministerialista da salazarquia. E com tais exemplos, continuámos contra outros despotismos, mesmo os iluminados pela desculpa da ideologia, sempre em nome de pretensos amanhãs que cantam.

Aliás, salazarquia sempre foi aquilo que um dia disse Almada: "foi substituído Portugal pelo nacionalismo que apenas foi uma maneira de acabar com os partidos..."

E com tipos como o Luís Almeida Braga fui bebendo aquela profunda tradição regeneradora que nos deu o consensualismo anti-absolutista, coisa que em inglês se diz pluralismo e guildismo e que é o cimento fundamental das revoluções evitadas daquela revolução atlântica que nos deu o presente demoliberalismo...

E comungando no estoicismo de Herculano, era capaz de voltar a subscrever o Manifesto de Dezembro de 1820, da autoria de D. Francisco, o futuro Cardeal Saraiva, seguidor de Cádiz e Martínez Marina, dessa bela aliança peninsular contra o usurpador, como praticámos na Restauração de 1808...

Procuro retomar as teses expressas no Código de Direito Público de António Ribeiro dos Santos, seguido por Palmela, por Silvestre Pinheiro Ferreira e pelas tentativas constitucionais históricas e cartistas do governo de D. João VI...

Assumo a herança de Francisco Velasco Gouveia e de João Pinto Ribeiro e detesto as tentativas absolutistas de Pascoal e de Penalva. Prefiro as chamadas Alegações de Direito de 1579, em favor Dona Catarina e, naturalmente, prefiro a síntese das Actas das Cortes de Lamego, positivadas pelas Cortes de 1641

Porque na base está a Constituição política das Cortes de Coimbra de 1385, expressas por João das Regras e desenvolvidas pelas teorias da Casa de Aviz, principalmente na Virtuosa Benfeitoria do Infante Dom Pedro, duque de Coimbra

Claro que me entusiasmam os exemplos cívicos de Sá da Bandeira contra os devoristas e os esclavagistas, ou Herculano, pela regeneração e pela descentralização, contra os cabrais. E iria para a Patuleia não deixando morrer em vão Luís da Silva Mousinho de Albuquerque...

Tal como resistiria por D. Manuel II, como Paiva Couceiro, o mesmo que foi um dos primeiros desterrados por Salazar, por denunciar a estúpida política do Acto Colonial, no que se irmanou com Norton de Matos...

Até estaria com Rolão Preto, Almeida Braga e Vieira de Almeida ao lado de Delgado, como estive com Barrilaro, Gonçalo, Camossa e Rolão Preto, em defesa da democracia de Abril...

Mas não esqueceria a armilar mesmo depois da descolonização, como tem feito o duque de Bragança, até por Timor, na senda das perspectivas de um Luís Filipe Reis Tomás...

A fé na bandeira azul e branca, sem recusa da que é hoje o símbolo nacional e daquela armilar que esteve na base simbólica do Reino Unido de 1816, nessa herança de D. João II, da esfera, da espera, da esperança, para que o abraço armilar possa semear futuro...

Daí não poder ser anti-republicano, porque sou, além de republicano, monárquico, querendo como o título de um livro dos finais do século XV, de Diogo Lopes Rebeleo: "De Republica Gubernanda per Regem"...

Importa restaurar a república para que se refaça a comunidade política, esse concelho em ponto grande, como disse o Infante Dom Pedro, onde o príncipe deve aliar-se à comunidade da sua terra, para que a política possa regenerar-se em coisa pública, com bem comum e saudades de futuro...

O caminho da restauração da república pode reforçar-se com a eleição do rei por consenso nacional, nomeadamente como bandeira contra a desertificação do país das realidades contra o país nominal (Herculano dixit), até para podermos voltar ao mar-oceano com os pés na terra, contra o centralismo capitaleiro de Pombal, Fontes, Afonso Costa, Salazar, Soares e Cavaco Silva...

(Fonte: lusitana antiga liberdade )

S.A.R. EL DUQUE DE BRAGANÇA CRUZA EN SANTIAGO DE COMPOSTELA NUEVOS CABALLEROS DE LA REAL ORDEN DE SAN MIGUEL DEL ALA

Como ya anunciamos en entradas anteriores, a las 10.00 horas de la mañana del día 05 de junio actuales llega en peregrinación, a la catedral de Santiago de Compostela, S.A.R. Dom Duarte Pío, Duque de Bragança. Legítimo pretendiente a la Corona de Portugal, acompañado de una representación de las diferentes Ordenes dinásticas de su Casa. Tras oficiarse la Santa Misa, la comitiva de la Casa de Bragança es recibida por el Arzobispo de Santiago de Compostela el E y R. Señor D. Julián Barrio Barrio, el cual recibe de manos de Dom Duarte los nuevos Estatutos de la Real Orden San Miguel. Aceptando la dignidad de Gran Prior de la Orden en Galicia, recibiendo éste la Gran Cruz de la misma. Una vez finalizado el acto, se realiza una visita cultural por la capital compostelana, finalizando con un almuerzo de hermandad en el claustro plateresco del Hotel Reyes Católicos. Singular edificio del siglo XV situado en la plaza del Obradoiro, a escasos metros de la catedral. Considerado el Hotel más antiguo del mundo y también uno de los más bellos.

Los actos patrocinados por la Casa Real portuguesa, continúan a las 19.30 horas, en el Pazo de San Lorenzo de Trasouto, con el recibimiento y cruzamiento de nuevas Damas y Caballeros de la Real Orden de San Miguel del Ala, Orden dinástica puesta bajo el patronazgo del Arcángel San Miguel.

La ceremonia se inicia de manera solemne en la Capilla del Pazo, donde con la presencia de destacadas personalidades de la nobleza española y portuguesa, así como con la representación de las más lustrosas órdenes y corporaciones nobiliarias y caballerescas de ambos países, S.A.R. Dom Duarte Pío de Bragança, acoge a 25 nuevos miembros, que pasarán a engrosar el elenco de las Órdenes de su Casa. Los actos finalizan con una cena ofrecida por los miembros de la Orden de San Miguel del Ala, en el salón real del Pazo compostelano.

La Real Orden de San Miguel del Ala, es la corporación caballeresca más antigua de la Casa Real de Portugal. Fundada por el Rey Alfonso Henriques en 1147, siempre ha permanecido dentro del ámbito de la Casa Real lusa.

En sus inicios, se fundó con miembros de la Orden de Santiago, de ahí que la base de su emblema sea la cruz de esta corporación militar española.

Sus primeros estatutos datan de 1171 , por bula papal de Alejandro III, siendo éstos reformados en 2001 por S.A.R. Dom Duarte, el cual como complemento social a la Orden, crea la Real Hermandad, erigida canónicamente en varias diócesis del mundo como Asociación Católica de fieles. En el presente año se vuelven a revisar los estatutos, al objeto de adecuar esta caballería a los requerimientos de la Santa Madre Iglesia.

El Pazo de San Lorenzo de Trasouto, pieza arquitectónica del siglo XIII de extraordinaria belleza y majestuosidad, ha pertenecido desde el siglo XV a la Casa condal de Altamira, siendo sus actuales propietarios los Duques de Soma y Medina de las Torres, descendientes de los Condes de Altamira.

La capilla, románica en sus inicios, sorprende al visitante con la impresionante majestuosidad del altar mayor, obra italiana del siglo XVI ejecutada en mármol de Carrara, destacando la imagen de la Virgen con el Niño, obra del escultor Martínez Montañés.Se cierran los actos, al día siguiente, con una Santa Misa y visita al Monasterio de Santa María de Oseira (Ourense), impresionante conjunto arquitectónico originario del siglo XII, situado en el Concello de Cea y emblema del Císter en tierras gallegas.

Esta Casa Troncal estuvo representada por su Canciller en Galicia y Presidente del Tribunal de Arbitraje de la Corporación, el Caballero del linaje Chancilleres Excmo. Sr. D. Manuel Pardo de Vera y Díaz, Vice-Presidente de la Real Asociación Hidalgos de España, Caballero de la Orden Ecuestre del Santo Sepulcro de Jerusalén, Caballero de la Sagrada y Militar Orden Constantiniana de San Jorge, Gobernador de la Real Hermandad de Infanzones de Illescas, Caballero de la Merced, Miembro de la Divisa y Real Casa de la Piscina e integrante del Cuerpo de la Nobleza de Galicia.

Del mismo modo varios miembros de esta Casa Troncal son recibidos en la Real Orden, con diferentes dignidades, creándose así un estrecho vínculo entre la Casa Real de Portugal y esta Muy Noble Casa de Linajes.

Publicado por Doce Linajes de Soria
(Fonte: Blogue "Docelinages")

PORTUGAL DOS PORTUGUESES, A NOSSA ÚNICA GARANTIA DE FUTURO.

O sentido de uma Nação é o sentimento colectivo para com ela…o Patriotismo.
Patriotismo é o sentimento unificador, a força que produz a obra e o projecto colectivo.
É a paixão que induz a qualidade e o arrojo de toda a obra humana.
O patriotismo fortalecido é a condição para o ressuscitar de todas as forças e voltar dar sentido a Portugal.
Patriotismo é um sentimento forte unificador, que associa o orgulho ao respeito pelo passado, ao orgulho de ser português do presente e mobiliza a força de vontade para acreditar com confiança no futuro.
Ressuscitar Portugal é recuperar e fortalecer este sentimento colectivo, o Patriotismo.
Unidos nesse sentimento fortalecido, encontraremos a força indispensável para a provação, para os projectos e desígnios.
Será um erro o desperdício das nossas forças, enveredar numa luta ou na denúncia daqueles que não compreendem esta força tremenda ou que a temem.
Unamo-nos em sintonia nesta afinidade sentimental.
A nossa luta será ganha pela afirmação.
Afirmemo-la na sociedade com a coragem de quem é puro e não teme a expressão pública do seu amor.
Será nessa atitude de afirmação, que se criará a força colectiva da modernidade capaz de assumir a expressão pública de um projecto de futuro.
Rejeitemos a rejeição, pela afirmação da nossa paixão e da nossa convicção.
Falemos a verdade, como denúncia da mentira.
Afirmemos o nosso patriotismo como denúncia dos apátridas.
Acreditemos nesta verdade… a qualidade humana está associada ao sentimento e não aos interesses momentâneos. O materialismo será derrotado pelo sentimento, pois é o sentimento que distingue e diferencia os humanos.
A identidade portuguesa está nos nossos genes, nos registos da nossa gloriosa história e numa particular forma colectiva de viver e de conviver.
Somos diferentes, todo o mundo o reconhece e essa é uma enorme vantagem, que a história nos narra e o futuro reconhecerá.
Uma riqueza infinita e um desígnio a cumprir.
Iniciamos o processo da globalização moderna, fomos traídos porque éramos obstáculo à imposição no mundo das ideologias materialistas, está hoje chegado de novo o momento de afirmação no mundo da nossa qualidade humana e de através dela oferecer a oportunidade de humanizar de novo e voltar a obter o reconhecimento de todos.
Povo de fracas posses materiais, mas de uma riqueza infinita que tem de voltar a explorar.
A nossa identidade humana é uma riqueza invejada pelos outros povos. Uma força imbatível para a qual não temos concorrência.
Portugal tem hoje no mundo aproximado pela tecnologia e informação a sua grande oportunidade de afirmação.
Ninguém como os portugueses sabem relacionar-se com os outros povos, porque tem um impar sentido do respeito e uma enorme capacidade de afirmação.
Porque somos hoje o que sempre fomos, um povo missionário mas respeitador.
Esta é a nossa grande oportunidade moderna.
Arautos no mundo do humanismo e receptores dos benefícios que essa nova missão nos trará.
Aventureiros arrojados, desprendidos dos confortos, apaixonados pelo território para onde sempre olhamos como a nossa mais amada referência, somos capazes de abdicar, de até fazer sacrifícios se tivermos como objectivo um desígnio a cumprir.
Espalhados pelo mundo mais de cinco milhões de portugueses dão-nos essa lição de portuguesismo.
Não o duvidemos e chamemo-los para a partilha de um projecto colectivo. Entre eles estão os melhores, os mais qualificados e a áurea do sucesso … motivemos neles o patriotismo e associemo-nos todos num projecto de Nação do mundo.
Um projecto nacional, com a alma em alta de um povo que voltará a sorrir, porque acredita e porque tem orgulho próprio.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")