quarta-feira, 23 de junho de 2010

MORREU UM HOMEM AMARGO E MAU, INCAPAZ DE SORRIR

José Saramago: Na morte de um homem mau

Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.

José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.

Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.

Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.

Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.

Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permtia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.

Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.

Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da "inteligentzia", não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.

Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.

Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.

Amanhã, Sarmago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.

Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.

De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.

Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca...

O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.

Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal...

No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esqucer!

António de Oliveira Martins - Lisboa

ACÇÃO DE RUA NAS CALDAS DA RAINHA NO PRÓXIMO SÁBADO

Data: Sábado, 26 de Junho de 2010
Hora: 10:30 - 12:30
Local: Rua das Montras, Caldas da Rainha

Portugal anseia pela alternativa que representa uma Monarquia Constitucional e vê no trabalho desempenhado pelos Monárquicos e pela Causa Real um sinal de inequívoca esperança.
Venha pois, com alguns jovens caldenses, participar na primeira acção de rua deste género em toda a região Oeste, conheça outros monárquicos e ajude a causa!
É através deste tipo de iniciativas, concertadas e organizadas a nível nacional que os Monárquicos Portugueses podem mostrar que, indubitavelmente, a causa está hoje mais forte que nunca. Junte-se a nós!



Viva o Rei!
Viva Portugal!
Contactos:
Rafael Borges: 910344136
(Fonte: Facebook)

JOSÉ ADELINO MALTEZ EM VISEU

Discurso faccioso e tribal, proferido ontem, por mim próprio, sem heterónimo,em Viseu

Estive em Viseu, no sábado e no domingo, no Congresso da Causa Real. Confirmei as minhas crenças políticas na metapolítica do poder real e das Cortes, desde menino e moço, como aqui e em todo o lugar tenho proclamado e como aqui e em todo o lado sou conhecido. Ah! No Congresso prestei homenagem a Saramago e fui aplaudido por isso. Aqui vão notas que serviram de base à intervenção...

Claro que, como tradicionalista, sou contra os reaccionários e, como conservador, sou contra os revolucionários e os contra-revolucionários, seus irmãos-inimgos, os que querem uma revolução ao contrário, mesmo que seja o que dizem ser, ou ter sido, uma revolução nacional...

De mal com certa esquerda por ser monárquico e de mal com certa direita por ser liberal, sou, como sempre fui, por amor de el-rei e da pátria, disposto a restaurar a república, para, em cortes, poder reeleger um rei...

De mal com o situacionismo, por ser do contra, também sou contra as oposições que se iludem com a febre das revoluções, porque sou mesmo contra as revoluções que não sejam revoluções evitadas...

Aliás, sou tão tradicionalista que certos membros da ortodoxia ultramontana, a ala dos ditos catolaicos, me diabolizam como herético, panteísta e relativista.

Confesso ser um homem religioso (Régio dixit) e que não faço parte dos ateus estúpidos e das cliques libertinas (ainda sigo Anderson). Isto é, continuo tão tradicionalista que reinvindica uma tradição mais antiga do que a do ano um...a que não tem o privilégio de uma religião revelada pelos povos ditos do Livro.

Liberal à antiga, assumo o vintismo e o cartismo, desembarcaria no Mindelo, defenderia o setembrismo e entraria na patuleia como histórico, embora prefira o Pacto da Granja com os reformistas...

Continuo disposto a militar no partido do Passos, de Sá da Bandeira, de José Estêvão, de Anselmo e Luís Magalhães. Por outras palavras, mantenho orgulhosamente a fidelidade azul e branca, dos liberdadeiros e da liberdade que, sem ser por acaso, também foi a bandeira da Europa e do projecto de Quinto Império do Padre Vieira...

Menino e moço, me assumi como tal, seguindo o exemplo cívico de um Henrique Barrilaro Ruas, de um Rolão Preto, de um João Camossa, que me ensinaram a detestar o despotismo ministerialista da salazarquia. E com tais exemplos, continuámos contra outros despotismos, mesmo os iluminados pela desculpa da ideologia, sempre em nome de pretensos amanhãs que cantam.

Aliás, salazarquia sempre foi aquilo que um dia disse Almada: "foi substituído Portugal pelo nacionalismo que apenas foi uma maneira de acabar com os partidos..."

E com tipos como o Luís Almeida Braga fui bebendo aquela profunda tradição regeneradora que nos deu o consensualismo anti-absolutista, coisa que em inglês se diz pluralismo e guildismo e que é o cimento fundamental das revoluções evitadas daquela revolução atlântica que nos deu o presente demoliberalismo...

E comungando no estoicismo de Herculano, era capaz de voltar a subscrever o Manifesto de Dezembro de 1820, da autoria de D. Francisco, o futuro Cardeal Saraiva, seguidor de Cádiz e Martínez Marina, dessa bela aliança peninsular contra o usurpador, como praticámos na Restauração de 1808...

Procuro retomar as teses expressas no Código de Direito Público de António Ribeiro dos Santos, seguido por Palmela, por Silvestre Pinheiro Ferreira e pelas tentativas constitucionais históricas e cartistas do governo de D. João VI...

Assumo a herança de Francisco Velasco Gouveia e de João Pinto Ribeiro e detesto as tentativas absolutistas de Pascoal e de Penalva. Prefiro as chamadas Alegações de Direito de 1579, em favor Dona Catarina e, naturalmente, prefiro a síntese das Actas das Cortes de Lamego, positivadas pelas Cortes de 1641

Porque na base está a Constituição política das Cortes de Coimbra de 1385, expressas por João das Regras e desenvolvidas pelas teorias da Casa de Aviz, principalmente na Virtuosa Benfeitoria do Infante Dom Pedro, duque de Coimbra

Claro que me entusiasmam os exemplos cívicos de Sá da Bandeira contra os devoristas e os esclavagistas, ou Herculano, pela regeneração e pela descentralização, contra os cabrais. E iria para a Patuleia não deixando morrer em vão Luís da Silva Mousinho de Albuquerque...

Tal como resistiria por D. Manuel II, como Paiva Couceiro, o mesmo que foi um dos primeiros desterrados por Salazar, por denunciar a estúpida política do Acto Colonial, no que se irmanou com Norton de Matos...

Até estaria com Rolão Preto, Almeida Braga e Vieira de Almeida ao lado de Delgado, como estive com Barrilaro, Gonçalo, Camossa e Rolão Preto, em defesa da democracia de Abril...

Mas não esqueceria a armilar mesmo depois da descolonização, como tem feito o duque de Bragança, até por Timor, na senda das perspectivas de um Luís Filipe Reis Tomás...

A fé na bandeira azul e branca, sem recusa da que é hoje o símbolo nacional e daquela armilar que esteve na base simbólica do Reino Unido de 1816, nessa herança de D. João II, da esfera, da espera, da esperança, para que o abraço armilar possa semear futuro...

Daí não poder ser anti-republicano, porque sou, além de republicano, monárquico, querendo como o título de um livro dos finais do século XV, de Diogo Lopes Rebeleo: "De Republica Gubernanda per Regem"...

Importa restaurar a república para que se refaça a comunidade política, esse concelho em ponto grande, como disse o Infante Dom Pedro, onde o príncipe deve aliar-se à comunidade da sua terra, para que a política possa regenerar-se em coisa pública, com bem comum e saudades de futuro...

O caminho da restauração da república pode reforçar-se com a eleição do rei por consenso nacional, nomeadamente como bandeira contra a desertificação do país das realidades contra o país nominal (Herculano dixit), até para podermos voltar ao mar-oceano com os pés na terra, contra o centralismo capitaleiro de Pombal, Fontes, Afonso Costa, Salazar, Soares e Cavaco Silva...

terça-feira, 22 de junho de 2010

NOTA XXVIII - MONARCHIA LVSITANA: PSD DIVIDIDO — COMISSÃO DISCUTE APAGAR “REPÚBLICA” DA CONSTITUIÇÃO


Volo in te & in semine tuo Imperium mihi stabilire.

Na edição de ontem do i, 21 de Junho de 2010, lia-se o título seguinte na primeira página: «PSD dividido: Comissão discute apagar "república" da Constituição»

(estamos claramente na início da “silly season”, agora que entrámos no Verão)

Deu-se notícia sobre suposta/alegada divisão da Comissão de Revisão Constitucional do PSD. Disse-se que «a iniciativa está, à partida, condenada à falta de unanimidade» e citou-se certo constitucionalista, que fala e se pronuncia muito, um tal de Bacelar Gouveia: "Sou contra", terá dito ele.

É estranho que um membro desta comissão venha prestar declarações sobre o decorrer dos trabalhos da mesma. Não há regras de confidencialidade ou de sigilo nestes organismos? E qual será o objectivo, a agenda, do republicano social-democrata? “Protagonismo” mediático a qualquer preço? Adiante.

Não se entende o tom da notícia do i, dado que apenas uma voz discordante foi referida ou citada na peça.

O que está em causa é simples: o Presidente da Comissão de Revisão Constitucional do PSD, Paulo Teixeira Pinto, propõe que no actual art.º 288 da Constituição se elimine a obrigatoriedade do regime republicano em Portugal e se substitua “república” por “democracia”.

Reza a alínea b) do dito Artigo 288.º, intitulado “Limites materiais da revisão”:

«As leis de revisão constitucional terão de respeitar:

b) A forma republicana de governo;»

O que PTP propõe, colhendo, ao que parece, consenso geral no interior da Comissão e do partido, é a substituição da expressão “forma republicana de governo” por “forma democrática de governo” ou qualquer coisa do género.

(a expressão “forma republicana de governo” é má e peca por ambiguidade grosseira e devia mesmo ser substituída; deveria falar-se de “natureza republicana do Estado”, mas os legisladores da república portuguesa caracterizam-se por usos peculiares e desviantes da língua portuguesa)

O argumento é simples e releva do mais elementar bom-senso: as gerações presentes não têm o direito de limitar/fixar definitivamente a forma como as gerações futuras vão poder organizar a sua sociedade. Ora, a “forma republicana de governo”, tal como é entendida na república portuguesa, é apenas uma forma de organização do Estado entre outras possíveis, nomeadamente no que concerne a titularidade da Chefia do Estado e respectiva sucessão (mas não só).

Só uma alma jacobina e carbonária encardida e retrógada pode encontrar problemas nesta proposta de mudança da Constituição, a qual vai ademais no sentido da sua simplificação e a qual não garante, acentue-se, qualquer alteração imediata ou mediata da actual forma de organização do Estado.

Pessoalmente, monárquico convicto, não por escolha, mas por força da razão e do intelecto, preferia que se eliminasse toda e qualquer referência à natureza do Estado. Todas as nações e impérios atravessaram épocas em que valores mais altos que o da “democraticidade” do Estado, mal ou bem, se impuseram para preservação ou defesa da Nação.

Se o FMI intervier em Portugal na presente conjuntura a democracia será funcionalmente suspensa. A actual situação do país em que nem o presidente da república nem a oposição se atrevem a derrubar o governo é de suspensão da democracia, tal como ela é hoje entendida na Europa. O desfecho da Comissão Parlamentar que investigou a intervenção do primeiro-ministro no negócio PT/TVI é um resultado palpável da suspensão da democracia para evitar a queda do governo. O rol de indícios de suspensão efectiva da democracia é longo e conhecido. Ou seja, mesmo para democratas confessos a democracia não é um valor absoluto.

A palavra “democracia” diz pouco porque não se descortina facilmente a que conceito corresponde hoje, aqui e agora. Na realidade é um termo que cobre uma panóplia de conceitos distintos e, nalguns casos, contraditórios. Quando em Portugal se associa democracia ao advento da república, convém lembrar que a II.ª república foi tão ou mais democrática que a I.ª república (ou ao contrário, se se preferir, tão pouco democrática quanto a I.ª república).

“Democracia”, seja qual for a acepção, não é e não pode ser um valor perene ou intocável. Justiça, liberdade, civilidade, responsabilidade (individual e colectiva) são valores. Valores caros, entendamo-nos. Valores que dão trabalho e exigem muita manutenção. Valores que exigem compromisso firme e real dos responsáveis do Estado para com o Povo e a Nação. Valores que a democracia portuguesa atropela e nega constantemente.

■Enquanto vigorar este infame sistema de representação parlamentar (no qual de facto nenhum deputado é verdadeiramente eleito e responsabilizado perante o eleitorado);

■enquanto não puder haver candidaturas de cidadãos independentes ao parlamento, enquanto o parlamento não fiscalizar de facto a acção do governo;

■enquanto os grupos parlamentares receberem instruções e indicações de voto dos directórios partidários;

■enquanto o primeiro-ministro for “eleito” por congressistas dos partidos do rotativismo demo-plutocrático e se mantiver como cabeça de um partido político depois de tomar posse como chefe do governo;

enquanto isto for assim, “democracia” será uma palavra tão vácua como é vácua a palavra “liberdade” para quem tem como prioridade absoluta a simples sobrevivência. Como podem os pobres, os miseráveis, os excluídos ser livres? Num país sem justiça decente, sem sistema de saúde decente, sem sistema de ensino decente, sem verdadeira protecção social (de reformados, crianças, idosos, indigentes, doentes e deficientes) sem transparência total e absoluta no funcionamento dos órgãos de soberania (todos) não há liberdade nem há qualquer tipo de democracia, a não ser talvez aquela que impera na venezuela, em cuba ou na coreia do norte (que não se percebe bem já o que é — monarquia, oligarquia, república, ... ?).

Como cidadão quero uma Constituição curta, clara e concisa despida de preconceitos ideológicos e religiosos. Como monárquico quero uma Constituição que me permita pronunciar-me sobre a Restauração da Monarquia e do Reino de Portugal. Se o Povo quiser o Rei, em sede de referendo e aclamação pelas Cortes, haverá Rei. Se os monárquicos e a sua Causa Real fizerem o seu trabalho de esclarecimento e divulgação mais cedo o Povo poderá estar em condições de preferir a Monarquia, que é factor de progresso e desenvolvimento. Assim haja discernimento e bom-senso.

Viva o Rei!

António Emiliano
(membro do Conselho Monárquico e da Comissão Executiva da Causa Real)

PORTUGAL EN FIN LA MONARQUIA. FILME HISTORICO.



(Fonte: Facebook e Youtube)

HOJE, A NÃO PERDER, NA CIDADE DO PORTO


LEVANTADOS DO CHÃO

Escapando ao massacre noticioso da morte de Saramago, que Deus o tenha, em boa hora me pus a caminho de Viseu para o Congresso da Causa Real, onde, durante o fim-de-semana, entre congressistas e observadores, se reuniram mais de duzentas pessoas oriundas de todo o país, um acontecimento que imprensa e restantes órgãos de comunicação social fizeram por ignorar olimpicamente. O facto é que, no coração de Portugal, na bela cidade de Viseu, durante dois dias se discutiu o futuro e o sonho duma regeneração de Portugal. Contrariando um país sem ideal ou utopia, encerrado nas suas funestas contas de mercearia e frívolas distracções fracturantes que o condenam à decadência e extinção.

Durante dois dias, no Teatro Viriato celebrou-se João das Regras, Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Venceslau de Lima, Antero de Quental, Carlos Malheiro Dias, João Camossa, Ribeiro Teles, Henrique Barrilaro Ruas, Couto Viana e João Aguiar, Almeida Braga, Francisco Sousa Tavares, Sofia Mello Breyner, e tantos outros obreiros do ideal monárquico desta nação quase milenar. Apelou-se à abnegada militância dos monárquicos em vez de discussões pueris, à intervenção voluntariosa, rua a rua, porta a porta, num empenhamento esforçado para mater o sonho vivo do resgate de Portugal. Foram contundentes e emocionantes as palavras proferidas pelo homem livre que é José Adelino Maltez. Foram sábias as palavras de José Valle de Figueiredo sobre a monarquia e o municipalismo, o nosso ancestral contrapoder da tendência macrocéfala do Governo Central. E quão pertinente foi a explanação de Rui Monteiro sobre a esquerda monárquica contra o preconceito, a pior barreira à inteligência. No final ficaram a ecoar as tão serenas quanto convictas palavras de Paulo Teixeira Pinto, num desafio ao banqueiro republicano da comissão das festas para um debate franco e democrático sobre a nossa anquilosada república que a todos nos subjuga e empobrece há cem anos. A nós, monárquicos, desafiou-nos à resistência e à acção, como resposta e serviço a um povo sedento de verdade e esperança.

Triste é que, enquanto isto, o país mediático, acentua o seu trágico e crescente divórcio com a realidade. Nele se despendem energias e recursos financeiros em inúteis discussões, sobre assuntos fracturantes e... eleições presidenciais! Como se estivesse nessa estéril instituição a solução para a sinistra crise económica e de valores em que o país se afunda. Entre desistir e lutar, há que saber escolher.

publicado por João Távora
(Fonte: Blogue da Real Associação de Lisboa)