quarta-feira, 2 de junho de 2010

UM TOQUE DE HUMOR! RIA... SE PUDER!

DEBATE REPÚBLICA vs MONARQUIA EM BARROSELAS (VIANA DO CASTELO)

A Escola E. B. 2, 3/S de Barroselas, no concelho de Viana do Castelo, decidiu promover um debate sobre a questão de regime República/Monarquia, no âmbito das Comemorações do Centenário da República Portuguesa.

Cuidou, por isso mesmo que de um debate se tratasse. E daí o amável convite endereçado ao nosso «Centenário da República» para que um defensor da Instituição Real estivesse presente, com as suas razões históricas e os seus argumentos políticos.

Do lado republicano compareceu o Senhor Dr. Abel Baptista, Dignº. Deputado pelo CDS e Membro da Mesa da Assembleia da República.

Foi com o maior prazer que verificámos não haver práticamente divergências do ponto de vista da factualidade histórica. O regime republicano perfaz, efectivamente, 100 anos e divide-se em 1ª, 2ª e 3ª República.

Centrou-se, por isso, o debate numa interessante e cordial troca de argumentos políticos em que cada interveniente, e a assistência, participando, procuraram fundamentar as respectivas (e diferentes) opções de regime.

De pleno acordo com a Senhora Dra. Rosa Maria Ribeiro Cruz, a Directora do Agrupamento Vertical de Escolas de Barroselas, quando, em jeito de conclusão, afirmou neste debate não ganhou a Monarquia, nem a República, mas antes a Democracia.

Ao fim de alguns anos, o gosto de revisitar Barroselas e a boa hospitalidade minhota.

Publicada por João Afonso Machado
(Fonte: Blogue "Centenário da República")

UMA REFLEXÃO IMPORTANTE DE EDUARDO PRADO COELHO

Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho - in Público (2007)

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
- Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI

QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO ( 2007 )

Publicada por José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

terça-feira, 1 de junho de 2010

INSCRIÇÕES NO XVI CONGRESSO DA CAUSA REAL

AS LIGAÇÕES INCRÍVEIS DOS BRAGANÇA

A família real portuguesa está representada em todas as casas reais católicas europeias. Os Bragança são também aparentados do Rei Juan Carlos - que é primo em terceiro grau da actriz Brooke Shields - e de um dos homens mais ricos da Alemanha.

Quando D. Miguel I partiu para o exílio em 1834, deixou tudo em Portugal, excepto o prestígio que lhe abriu as portas das casas reais europeias. Em plena baía de Cascais, o rei denunciou a Concessão, afirmando que esta lhe fora imposta: ao fazê-lo perdeu automaticamente o direito a uma pensão vitalícia que Portugal ficara obrigado a pagar-lhe por esse acordo.

"O meu bisavô, o rei D. Miguel, não tinha fortuna pessoal e na altura também não se usavam as offshores. Entregou as jóias à irmã em depósito. Não tinha nada quando partiu para o exílio, mas, graças ao seu prestígio, os filhos casaram--se todos com membros de casas reais e da alta aristocracia europeia", disse ao DN D. Duarte.

Na Alemanha, onde viveu o resto da vida, dependeu da boa vontade dos seus partidários, como o marquês de Abrantes, que quase foi à ruína neste apoio incondicional ao rei exilado.

Apesar da falta de fundos do rei português, as casas reais católicas europeias receberam de braços abertos os Bragança depauperados, e as filhas do rei D. Miguel I casaram-se todas com membros da realeza e da alta aristocracia. "O meu bisavô tinha prestígio pessoal e as infantas, muitas qualidades."

"Eram raparigas notáveis", conta D. Duarte. A infanta Maria das Neves casou-se com Alfonso Carlos de Bourbon, D. Miguel com Elizabeth Thurn und Taxis, Maria Teresa com Karl Ludwig da Áustria, Maria José com Karl Theodor da Baviera, a infanta Aldegundes deu o nó com o conde di Bardi e Maria Ana com Guilherme IV do Luxemburgo. D. Maria Antónia casou-se com o duque di Parma. Destes casamentos extraordinários - não há nenhum caso parecido de um rei exilado em todo o mundo - ainda hoje persistem os laços familiares.

Os filhos do actual grão-duque do Luxemburgo aprenderam a falar e a escrever português, a amizade com os príncipes do Lichtenstein é mantida até hoje ( D. Duarte acabou de regressar do Lichtenstein, onde esteve, hospedado pelo príncipe, para o funeral de uma prima) e a família Thurn und Taxis tem uma casa de férias em Sintra. A ligação dos Borbom aos Bragança é mais antiga. As duas famílias cruzaram-se várias vezes ao longo da história: da última vez, Carlota Joaquina, infanta de Espanha, tornou-se rainha de Portugal (mãe de D. Miguel e D. Pedro IV). A actriz norte-americana Brooke Shields - sobrinha da condessa de Torlonia - é prima em terceiro grau do Rei Juan Carlos e, num grau mais distante, prima de D. Duarte.

Brooke Shields
A actriz é sobrinha de Alessandra Torlonia e filha de Frank Shields Torlonia e, como como tal, prima em 3º grau do Rei de Espanha

D. Juan Carlos
As ligações são muito antigas. Carlota Joaquina, infanta de Espanha, era mãe de D. Miguel e D. Pedro IV

Francisco Marone Cinzano
Conde e membro da família Cinzano, dono do império Cinzano

Príncipes do Lichtenstein

Grão-duque do luxemburgo
A filha de D. Miguel Maria Ana de Bragança casou-se com D. Guilherme IV do Luxemburgo

Johannes e Glória Thurn und Taxis
D. Miguel casou-se com uma princesa Thurn und Taxis. Maria Ana de Bragança, filha do segundo casamento de D. Miguel II casou-se com Karl Augustus Thurn und Taxis, mãe de Johannes Thurn und Taxis, um dos homens mais ricos da Alemanha (falecido)

Família Real da Baviera
Infanta Maria José casou-se com Karl Theodor da Baviera

Reis da Bélgica
A neta de D. Miguel I, Elizabeth, casou-se com Alberto I, rei dos Belgas

NA VÉSPERA DO CONGRESSO, PARA QUEM TIVER TEMPO!


O PECADO PROMULGADO


“ … (A) maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja.”
Bento XVI, 11. 05. 2010

Não há nenhuma dúvida que quer a Doutrina Católica quer a Lei Moral Natural reconhecem e anunciam que os actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são intrinsecamente perversos e depravados; e que a legalização do pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo ou de “uniões civis”, como as que existem em França e em Inglaterra, por exemplo, constitui uma grave injustiça e uma cooperação formal com o pecado mortal praticado ao abrigo dessa “lei”, tornando a pessoa que legisla ou promulga tal absurdo, moralmente responsável de todo o mal que dela derivar.

Há preceitos que são absolutos morais e que por isso obrigam sempre, sem excepção alguma, em toda e qualquer circunstância, e que, por isso mesmo, não são negociáveis. Tal é o caso em apreço. E não é verdade que no caso de vetar a “lei” ela passaria de qualquer maneira, porque o Presidente pode dissolver a assembleia da república e pode também renunciar ao mandato.

Ao promulgar a “lei” iníqua do falsamente denominado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo o Presidente da República, que se proclama católico praticante, comete um gravíssimo pecado que gera uma “grande perseguição” à Igreja. Não só pelo seu pecado em si, mas também por todos os efeitos funestos que dessa “legislação” derivarão.

Talvez o político consiga enredar as multidões como Lenine, Hitler, Mussolini ou Obama mas um dia, brevemente, terá de responder diante do Supremo Juiz, prestando rigorosas contas dos imensos crimes por que foi responsável.

Pe. Nuno Serras Pereira
(Fonte: Logos)