(Fonte: IDP-Instituto da Democracia Portuguesa)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
PORTUGAL ESTÁ NUMA SITUAÇÃO CRÍTICA
A PAU COM A ESCRITA
Fernanda Leitão
Há elites positivas e negativas. Portugal somou três elites negativas no espaço de um século: a 1ª República, jacobina e farsante; a 2ª República, salazarista, pidesca e atrasada; finalmente, a 3ª República, entreguista, corrupta e boçal. Tudo somado, o país foi atirado para a beira do abismo.
Portugal está numa situação crítica, económica, financeira e socialmente falando.
Dizem os agitadores de todos os tempos que os povos insatisfeitos fazem revoluções. Não é verdade. As revoluções são feitas por um grupo, uma elite que sabe aproveitar o descontentamento do povo para implantar a sua ideologia. E este, ansioso e emocionado, crédulo e de boa fé, vai atrás do movimento de alguns. Foi assim na Revolução Francesa, na Revolução Russa, na Guerra de Espanha, na Revolução Cubana e, por fim, na Revolução Portuguesa. Na maior parte dos casos, as revoluções de alguns acabaram num banho de sangue para todos. Portugal, que é país de brandos costumes, sem vocação para toiros de morte, com um povo que bate as palmas aos toiros e foge da polícia, sem pena de morte mas com pena de vida, teve o banho de sangue em África e em Timor, longe da vista, ficando pacatamente o território europeu por um banho de lama. Por lama se entendendo a corrupção, o roubo, a incompetência, a mediocridade, a mentira, a traição, o completo desrespeito pelos dinheiros públicos e pela sorte do povo.
Temos, pois, que há elites positivas e negativas. Portugal somou três elites negativas no espaço de um século: a 1ª República, jacobina e farsante; a 2ª República, salazarista, pidesca e atrasada; finalmente, a 3ª República, entreguista, corrupta e boçal. Tudo somado, o país foi atirado para a beira do abismo. A classe política e seu aderente jet set agitam-se loucamente em chicanas, a dar razão a Guerra Junqueiro quando, na 1ª República, disse que essa agitação lhe parecia de “percevejos numa enxerga podre” . E o povo, aflito, desnorteado, desempregado e sem horizontes, não acredita na coisa pública. Levanta os olhos para Deus, geme fados e vai-se consolando com o futebol.
A Emigração portuguesa é a resposta desse povo mal amado e mal tratado aos seus dirigentes nacionais. Todos os milhões que, de coração partido, rumaram a outros países em busca de uma vida digna e de uma merecida paz de espírito, sabem que assim foi porque lhes faltou a elite positiva que acertasse as contas dentro do país e evitasse esta hemorragia secular de pessoas que tem vindo a desertificar o interior de Portugal e a debilitar a coesão nacional.
Mas a pouca sorte dos portugueses é tanta que, mesmo vivendo longe da Pátria, são constantemente assediados por políticos de torna viagem que lhes prometem tudo sem cumprirem nada, por representações bancárias que cortejam avidamente as poupanças dos emigrantes, a quem nunca garantiram a multiplicação do seu dinheiro no tecido empresarial do país, por representações diplomáticas que, na maior parte dos casos, são trampolins de carreira e não entendem minimamente os emigrantes.
É óbvio que Portugal deixou de poder dispor de dinheiro para apoiar o que, de facto, mais urge de apoio: as escolas de português e os serviços de promoção do turismo e dos produtos portugueses. Não adiantam as acusações e as lamúrias. Este é o momento de as comunidades mostrarem o seu espírito criativo, a sua capacidade de emancipação em relação ao centralismo longínquo. As comunidades emigrantes foram capazes de erguer os seus clubes e associações, o seu mercado da saudade, as suas escolas, os seus centros de apoio social, e por isso se espera agora que saibam dar-se as mãos e trabalharem em conjunto, pela manutenção da Língua, da Cultura e das Tradições, sem que os seus responsáveis estejam de mão estendida para Portugal numa subsídio-dependência que em nada contribuiu para a maturidade lusa no estrangeiro. As comunidades são adultas e têm de comportar-se como tal. Será a maneira de melhor ajudarem Portugal nesta hora. E só assim terão voz autorizada para dizerem aos senhores de Lisboa, e seus representantes, o que deve ser dito.
Assim sendo, será de questionar a quantidade de dinheiro que o departamento das comunidades do Governo dos Açores continua a esbanjar com promoções político-partidárias, com viagens e cursos de duvidosa utilidade de que têm beneficiado sempre os mesmos amigos e afilhados, a pretexto de ajudarem as escolas portuguesas, onde o número de estudantes de origem açoriana é residual, ou de protecção à cultura, sob a forma da publicação de livros que chovem no molhado, portanto inúteis, e ainda por cima escritos de forma a maltratarem a língua portuguesa. Nos Açores não há minas de dinheiro, os Açores fazem parte do todo nacional e por isso não podem exibir este despesismo sem sentido e insultuoso daqueles que, na Região Autónoma, sofrem carências. Nos Açores, Madeira e Portugal Continental, ou comem todos ou não há moralidade.
As comunidades emigradas têm o dever, nesta hora difícil, de repensarem a sua vida social e de substituírem os inúteis pelos úteis, os interesseiros pelos interessados, os corruptos pelos de mãos limpas.
(Fonte: Blogue "Lusitana Antiga Liberdade")
A INVIOLABILIDADE DA VIDA HUMANA
IMAGEM DE DEUS
Por Joseph Ratzinger
No ser humano, Deus entra na sua criação; o ser humano está directamente relacionado com Deus.
O ser humano é chamado por Ele. As palavras de Deus no Antigo Testamento são válidas para cada ser humano individualmente considerado: "Chamo-te pelo teu nome e és meu".
Cada ser humano é conhecido por Deus e amado por Ele. Cada um é querido por Deus, e é imagem sua. É precisamente nisto que consiste a unidade mais profunda e maior da humanidade – o facto de cada um de nós, cada ser humano individual, realizar – um – projecto de Deus e ter a sua origem na mesma ideia criadora de Deus.
Por conseguinte, a Bíblia diz que aquele que viola um ser humano viola a propriedade de Deus (cf. Gn 9, 5). A vida humana encontra-se sob a protecção especial de Deus, porque cada ser humano – por muito humilhado ou exaltado que possa a vir a ser, doente ou a sofrer, inútil ou importante, nascido ou não nascido, com uma doença incurável ou radiante de saúde – cada um leva o sopro de Deus em si mesmo, cada um é IMAGEM DE DEUS.
Esta é a razão mais profunda para a INVIOLABILIDADE da dignidade humana, sobre a qual se funda, em última análise, cada civilização.
Publicado por Luiz Andrino (LuizAndrinoBlog)
domingo, 30 de maio de 2010
UM COMPROMISSO REAL!
"Desde sempre, tenho acompanhado os portugueses, cultivando muito em especial relações com as nossas comunidades no estrangeiro, para que as futuras gerações não percam de vista o país onde estão implantadas as suas raízes.Em Portugal, particularmente, no seu interior, tenho partilhado as alegrias e angústias das populações tantas vezes esquecidas. Tem constituído minha preocupação o desenvolvimento sustentável dessas manchas da nossa Terra, respeitando os valores culturais e espirituais das suas géneses.
A defesa da Natureza, do equilíbrio do meio ambiente e da nossa paisagem humanizada, são temas em que me tenho empenhado desde a minha infância e que necessitam do envolvimento de toda a comunidade humana.
Nestes domínios as Monarquias da Europa e do Mundo têm dado provas de eficácia através de uma proximidade com as populações, enriquecendo as democracias contemporâneas, no respeito pela dimensão onde se inscreve a existência humana.
Penso que Portugal, também beneficiaria desta vantagem e este espaço também abordará estas problemáticas, bem como outras que me queiram fazer chegar.
Estar próximo dos portugueses - Esta é a Herança que recebi e que aqui uma vez mais assumo."
Dom Duarte
(Fonte: www.casarealportuguesa.org)
Publicada por Monárquicos Nortenhos
1º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE S.A.I.R. DOM PEDRO HENRIQUE DE ORLEANS E BRAGANÇA
S.A.I.R., Dom António de Orleans e Bragança, Príncipe do Brasil e S.A.R., Dona Christine de Ligne, Princesa de Ligne mandam rezar uma Missa pela alma de seu filho, o saudoso Príncipe Dom Pedro Luiz, uma das vítimas da tragédia, do vôo 447 da Air France, no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro no dia 1 de Junho de 2010, às 12 horas, por Sua Excelência Reverendíssima Dom José Palmeiro Mendes, OSB, e concelebrada pelos Padres Alessandro de Bourbon Duas-Sicílias e Jorge Luiz Neves Pereira da Silva (Pe. Jorjão).
Na Bélgica, em 30 de Maio de 2010, os Príncipes de Ligne mandam celebrar missa no Castelo de Beloeil, com a presença da Princesa Dona Amélia de Orleans e Bragança, segunda filha de Dom António de Orleans e Bragança.
Aguardam-se mais celebrações em todo Brasil.
Um grupo de amigos manda celebrar Missa por sua alma, HOJE, segunda-feira, dia 31 pelas 19:00h na Igreja da Encarnação (Chiado) em Lisboa.
(Fonte: Facebook)
ESTABILIDADE E CONTINUIDADE
A estabilidade dos poderes do Estado é um postulado da ordem social e da justiça, como a continuidade de orientação governativa é indispensável ao prosseguimento de uma obra ou ao cumprimento de uma missão nacional.
Se o Poder muda continuamente de mãos sem uma orientação superior estável, quebra-se a continuidade necessária. Ora é isto o que acontece na normalidade republicana.
Quer os Governos, quer os Parlamentos, quer o Presidente, estão sujeitos periodicamente e a curto prazo às mais imprevistas e súbitas mutações dependentes das contingências eleitorais
No sistema republicano não existe nenhum órgão, nenhuma instituição, que represente a continuidade da Pátria. Todos os poderes são caracterizadamente políticos, na origem, nas funções, no significado e, como tal, inconstantes e instáveis como a opinião pública de onde provêm.
Na Monarquia, a instituição dinástica identifica-se com a perenidade da Pátria. A continuidade assegura-se supra-Governos, num plano perfeitamente compatível com as naturais oscilações políticas. Eis por que a Realeza permite conciliar a estabilidade com a liberdade, a continuidade com as substituições das equipas governamentais e a renovação dos métodos e das ideias no Governo.
O Poder republicano pode estabilizar-se e permanecer demoradamente, é certo, mas fá-lo em geral negando o ajuste eleitoral.
Essa permanência assume, então, todo o aspecto de uma imobilidade política, com prejuízo da liberdade popular e dos direitos cívicos.
Conforme fica anotado, a prolongada duração de um governo republicano não tem analogia válida com a continuidade que a Realeza estabelece. Devemos estar precavidos contra confusões que neste ponto se levantem.
Mário Saraiva
in Razões Reais, Cap.VI
(Fonte: Arautos d'El-Rei )
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