sexta-feira, 14 de maio de 2010

65º ANIVERSÁRIO DE SUA ALTEZA REAL O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA

Neste dia em que Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte completa mais um aniversário, a Real Associação da Beira Litoral, sua direcção e todos os seus associados, querem dar muitos parabéns e desejar a Sua Alteza Real muita Felicidade, Alegria, Paz e Saúde e que passe um dia muito Feliz na companhia da Família Real.

QUE DEUS ABENÇÕE E PROTEJA S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE E A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA!

VIVA O REI!
VIVA A FAMÍLIA REAL!
VIVA PORTUGAL!


S.A.R. O Senhor Dom Duarte de Bragança

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

É Grão Mestre da Ordem de N. Sra. da Conceição de Vila Viçosa, da Real Ordem de São Miguel da Ala, Juiz da Real Irmandade de São Miguel da Ala, Bailio Grã-Cruz da Ordem Soberana de Malta, membro do Conselho Científico da Fundação Príncipes de Arenberg.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:

Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,

Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997

Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.

SÃO NUNO DE SANTA MARIA, UM HERÓI NACIONAL



(Fonte: Monárquicos Nortenhos)

A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA COM SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI

Depois de terem assistido à Santa Missa celebrada pelo Papa Bento XVI em Fátima, SS.AA.RR. os Duques de Bragança, juntamente com os Infantes D. Afonso, D. Maria Francisca e D. Dinis, foram recebidos em privado por Sua Santidade, entregando uma Imagem de Nossa Senhora do Rosário.


Sacrifícios económicos podem ser encarados com uma «dimensão espiritual», diz Duque de Bragança

D. Duarte Pio considera que visita de Bento XVI é oportunidade para uma «revisão de vida»

O Duque de Bragança, D. Duarte Pio, recordou esta Quinta-feira que “a penitência e o sacrifício foram pedidos por Nossa Senhora” e que o esforço para enfrentar a situação económica do país pode ser concretizado através de uma “dimensão espiritual”.

Em declarações à imprensa no fim da missa celebrada em Fátima, o chefe da Casa Real Portuguesa considerou que a visita do Papa “é um momento importantíssimo para Portugal" e uma oportunidade para a "meditação" e "revisão de vida" de "muitos portugueses”.

“Pelo que percebi, o povo português, em geral, ficou muito feliz com a presença do Santo Padre” e “prestou muito mais atenção ao que ele disse do que quando fala em Roma ou no estrangeiro”, pelo que "aprendemos certamente muito".

D. Duarte Pio sublinhou ainda que Bento XVI lembrou a missão de Portugal no mundo, “que não podemos esquecer”.

Fonte: Agência Ecclesia

UMA VERGONHA

Mal vai uma Nação, quando os seus governantes, por ingratidão desmedida, descuram e até ignoram aqueles que abnegadamente deram os melhores anos de suas vidas ao serviço da Pátria, quantas vezes colocando em risco a sua integridade física e em última análise a sua própria vida.

Deixo aqui um excelente texto de um militar, o Coronel (Ref.) Vitor Santos, que é um grito de indignação para com a atitude de ingratidão dos governantes em relação aos militares portugueses, entre os quais modestamente me incluo.

Bem-haja

Luiz Andrino
UMA VERGONHA

Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos. Assim, chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo: a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9.300 km de 1948 a 1960), no Quénia (a 5.700 Km de 1952 a 1956) e em Chipre (a 3.000 Km de 1.954 a 1959); o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3.406 Km), Angola (a 7.300 Km) e Moçambique (a 10.300 Km) de 1961 a 1974 (13 anos seguidos).

Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades Logísticas para abastecer as três frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve. Consideraram por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo à capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga que foi possível exigir a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Armadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica. Isto são observadores internacionais a afirmá-lo. Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietname. Só que ambos com 3 meses em cada comissão intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Hawai. Todos os que serviram a Pátria e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos três Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos três Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este esforço sobre-humano que se reflecte necessariamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado.

Em todo o Mundo civilizado e não só, em Países Ricos cidadãos protagonistas dos grandes conflitos e catástrofes com eles relacionados, vencedores ou vencidos, receberam e recebem por parte dos seus Governos, tratamentos diferenciados do comum dos cidadãos, sobretudo nos capítulos sociais da assistência na doença, na educação, na velhices e na morte, como preito de homenagem da Nação àqueles que lutaram pela Pátria, com exposição da própria vida. Todos os que vestiram a farda da Grã-Bretanha, França, Rússia, Alemanha, Itália e Japão têm tratamento diferenciado. Idem para a Polónia e Europa de leste, bem como para os Brasileiros que constituíram o Corpo Expedicionário destacado na Europa. Idem para os Malaios, Australianos, Filipinos, Neo-zelandeses e soldados profissionais indianos.

Nos EUA a sua poderosíssima "Veteran’s War” não depende de nenhum Secretário de Estado, nem do Congresso, depende directamente do Presidente dos EUA, com quem despacha quinzenalmente. Esta prerrogativa referendada por toda uma Nação, permite que todos aqueles que deram a vida pela Pátria repousem em cemitérios espalhados por todo o Mundo, duma grandiosidade, beleza e arranjo ímpares, ou todos aqueles que a serviram, tenham assistência médica e medicamentosa para eles e família, condições especiais de acesso às Universidades, bolsas de estudo, e outros benefícios sociais durante toda a vida. Esta excepção que o povo americano concedeu a este tipo de cidadãos é motivo de orgulho de todos os americanos. O tratamento privilegiado que todo Mundo concedeu aos cidadãos que serviram a Pátria em combates onde a mesma esteve representada, é sufragado por leis normalmente votadas por unanimidade. Também os civis que ficaram sujeitos aos bombardeamentos, quer em Inglaterra, quer em Dresden, quer em Hiroshima e Nagasaki têm tratamento diferenciado. Conheço de perto o Irão. Até o lrão dá tratamento autónomo e específico aos cidadãos que combateram na recente Guerra Irão / Iraque, onde morreram 1 milhão dê iranianos. Até Países da África terceiro-mundista e subdesenvolvida como o Quénia, atribuiu aos “ex-maus-maus” esquemas de protecção social diferentes dos outros cidadãos.

Em todo o Mundo menos em Portugal. No meu País, os Talhões de Combatentes dos vários cemitérios estão abandonados, as centenas de cemitérios espalhados pela Guiné, Angola, Moçambique, índia e Timor, abandonados estão e quando não profanados. É simplesmente confrangedor ver o estado de degradação onde se chegou. Parece que a única coisa que está apresentável é o monumento do Bom Sucesso / Torre de Belém, possivelmente porque está à vista e porque é limpo uma vez por ano para a cerimónia pública que lá se realiza. Até grande parte dos monumentos municipais aos Mortos da Guerra do Ultramar vão ficando abandonados. No meu Pais, a pouco e pouco, foi-se retirando a dignidade devida aos que combateram pela Pátria, abandonando os seus mortos e retirando as poucas "migalhas" que ainda tinham diferentes do comum dos cidadãos, a assistência médica e medicamentosa, para ele e cônjuge, alinhando-os "devidamente" por baixo.

ATÉ NISTO CONSEGUIMOS SER DIFERENTES DE TODOS OS OUTROS.

No meu Pais, os políticos confundem dum modo ignorante ou acintoso, militares com polícias e funcionários públicos (sem desprimor para as profissões de polícias e funcionários públicos, bem entendido). Por ignorância ou leviandade os políticos permanentemente esquecem que o estatuto dos militares não lhes permite nem o direito de manifestação nem de associação sindical além de ser o único que obriga o cidadão a dar a vida pela Pátria. Até na 1ª República, onde grassava a indisciplina generalizada, a falta de autoridade, o parlamentarismo balofo, as permanentes dificuldades financeiras e as constantes crises económicas, não foram esquecidos todos aqueles que foram mandados combater pela Pátria na 1ª Guerra Mundial (1914-18), decisão política muito difícil mas patriótica, pois tinha a ver com a defesa estratégica das possessões ultramarinas. Foram escassos 18 meses o tempo que durou a guerra para os portugueses, mas todos aqueles que foram mobilizados, e honraram Portugal, tiveram medidas de apoio social suplementares diferentes de todos os outros cidadãos portugueses, além de uma recepção ímpar por todo o Governo da Nação em ambiente de Grande Festividade Nacional. Naquela altura os políticos portugueses dignificaram a sua função e daqueles que combateram pela Pária. Foram criados Talhões de Combatentes em vários cemitérios públicos, à custa e manutenção do Estado, foram construídos monumentos grandiosos em memória dos que deram a vida pela Pátria, foi concebido um Panteão Nacional para o Soldado Desconhecido na Sala do Capitulo do Mosteiro da Batalha com Guarda de Honra permanente 24 sobre 24 horas, foram criadas pensões especiais para os mutilados, doentes e gaseados, foram criadas condições especiais de assistência médica e medicamentosa para os militares e famílias nos Hospitais Militares, numa altura em que ainda não havia assistência social generalizada como há hoje, foi criado um Lar especifico para acolher a terceira idade destes militares em Runa (é importante relembrar que em 1918 se decidiu receber e tratar os jovens, com 20 anos em 1918, quando estes tivessem mais de 65 anos de idade), e por ultimo foi criada a liga dos Combatentes que de certo modo corporizava todo este apoio especial aos combatentes, diferente de todos os outros cidadãos e era o seu porta-voz junto das instâncias governamentais uma espécie de "Veteran’s War" à portuguesa. Foi toda uma Nação, com os políticos à frente, que deu tudo o que tinha àqueles que combateram pela Pátria, apesar da situação económica desesperada e de quase bancarrota. Na altura seguimos naturalmente o exemplo das demais Nações.

Agora somos os únicos que não seguem os exemplos generalizados do tratamento diferenciado aos que serviram a Pátria em combate.

É SIMPLESMENTE UMA VERGONHA.

Haveria muito mais para dizer para chamar a atenção deste Ministro da Defesa e deste Primeiro-Ministro, ambos possivelmente com carências de referências desta índole nos meios onde se costumam movimentar, sobretudo no que respeita à comparação dos vencimentos, regalias económicas dos que expuseram ou deram a vida pela Pátria e aqueles que antes pelo contrário, sempre fugiram a essa obrigação.

Vítor Santos
Coronel Reformado

4 Comissões de Serviço no Ultramar
10 Anos de Trópicos
Deficiente das Forças Armadas por doença adquirida e agravada em Campanha
Quase 70 anos de idade
Sem acumulação de cargos
Sem Seguro de Saúde pago pelo Estado ou EP
Sem direito a Subsídio de Reinserção
Sem cartão de crédito dourado sem limite de despesas a expensas do Estado
Sem filhos empregados no Estado por conhecimentos pessoais
Sem o direito a reformas precoces de deputado ou autarca
Sem reformas precoces e escandalosas estilo Banco de Portugal ou CGD
Sem contratos que prevêem indemnizações chorudas
Sem direito a ficar com os carros de borla e que o Estado pagou em leasing
Sem fazer contratos de avenças chorudos como as que se fazem com Gabinetes de advogados e economistas
Sem Pensão de Reforma acima do ordenado do Presidente da República
Com Filhos desempregados

APONTAMENTOS SOBRE A VISITA DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI

EM FÁTIMA

NO PORTO

quinta-feira, 13 de maio de 2010

HOJE: DEBATE "MONARQUIA X REPÚBLICA - QUE FUTURO?" EM ESGUEIRA


Vai realizar-se no Auditório do IPAM - Instituto Português de Administração de Marketing, em Esgueira, na próxima sexta-feira dia 14 de Maio pelas 21 horas, um debate cujo tema é

“REPÚBLICA X MONARQUIA
 QUE FUTURO?”,

organizado pelo grupo aveirense “Sentir Esgueira”.

A causa republicana será defendida pelo Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem. Lente de Coimbra, tem inúmeros livros escritos sobre o Portugal Contemporâneo pelo que é um especialista em Republicanismo Português. É também comissário das Comemorações do Centenário da República na região centro.

A Real Associação da Beira Litoral foi contactada pelos organizadores do evento para participar no debate defendendo a causa monárquica. A personalidade escolhida foi o Dr. Miguel Jorge Pignatelli de Ataíde Queiroz, ilustre membro do Conselho Monárquico da Causa Real, decano do nosso movimento, tendo sido presidente do PPM - Partido Popular Monárquico e deputado à Assembleia da República.

Apelamos a comparência maciça de todos os nossos associados e dos monárquicos da região para apoiar a nossa Causa e o Dr. Miguel Pignatelli Queiroz. É altura de mostrarmos aos portugueses, e particularmente aos aveirenses que a Monarquia é uma opção válida e moderna, que pode ajudar a resolver os graves problemas estruturais que afligem a nossa Pátria.

Rua das Cardadeiras -  Esgueira
3800-125 Aveiro
Tel: 234 400 180  Fax: 234 424 967  e-mail:ipam@ipam.pt  Transportes:  Autocarros SMA TUA: 2 e 8

O PAPA E OS ... PAPÕES!

Como afirmou o Papa, «um povo, que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados.» É como estamos.

(João Gonçalves, in Portugal dos Pequeninos)

Este post diz praticamente tudo o que havia para comentar. No entanto, peca por demasiadamente condescendente. O que ontem se viu, desde a chegada do avião papal até à missa no Terreiro do Paço, foi de bradar aos Céus! Começando logo na indumentária da residente de Belém, ninguém do preclaro - é o termo - protocolo de uma instituição que suga anualmente o dobro do orçamento auferido por qualquer Casa Real europeia, deve sequer sonhar que vestidas de branco só se apresentam diante do Papa, as soberanas católicas! Depois, foi um friso lamentável de gente que não sabia onde se meter, desde militares embaraçados e fazendo cada um a continência segundo a sua maneira, até aos políticos conhecidos por serem fervorosos adeptos de outras "religiões", especialmente aquela que tem andado em voga e que dá pelo nome de uma cadela russa que há meio século foi ao espaço*.

Não se pouparam a nada para tentar agradar e neste ano de funestos pressentimentos, bem precisam de uns arremedos de pompa, ou daquilo que eles pensam ser grandeza. Aviões-caça F-16, helicópteros Merlin, Guarda Nacional em grande uniforme azul e branco, Meninos da Luz, PSP e Forças Armadas por todo o lado, uma boa orquestra numa das mais belas e grandiosas praças do planeta Terra - a "ominosa Monarchia" sabia bem construir e criar cenários de magnificência -, a TV do Estado a todo o vapor e os pivôs a apelarem à lágrima fácil. Tivemos de tudo, não um pouco, mas um sim um pantagruélico banquete de popular vingança pelas afrontas a que o Esquema têm submetido este país quase milenar. Imaginemos a quantidade de gente que ontem deve ter sofrido de todo o tipo de mazelas digestivas, desde os senhores da parasitagem bloqueira, até ao Grande Sacerdote dançarino da pandeireta à volta da Árvore. Guinchos, cançonetas com a ranhosa e entaramelada vozita do Zeca, arranhões nos quistos sebáceos da cabeça, re-leituras exorcistas dos feitos do Fouquier-Tinville, tudo deve ter servido. Para cúmulo, no telejornal da TVI, o dr. Carvalho da Silva estava visivelmente rendido à figura de Bento XVI. Foi uma autêntica noite de Valpúrgis!

No Terreiro do Paço, António Costa ofereceu as chaves da cidade a Bento XVI, atitude que quisesse ou não quisesse, era obrigado a tomar. Quando o Papa se lhe referiu e deu um sentido mais amplo a essa Lisboa de outras eras e Impérios, o edil descomunalmente inchou de gozo, num indisfarçável sorriso de uma reconhecida proeminência que não se limita ao imparável ventre. O rebocado Zé sabotador de túneis também esteve presente e ficou entre o aperto e o beija mão. Não se percebeu, mas o que conta foi aparecer em cena. No momento em que a TV mostrou as imagens da comunhão dispensada pelas mãos do Papa, foi sem surpresa que verificámos as trunfas a pleno vento de algumas "esposas" - a de Belém incluída - , enquanto uma ou duas senhoras sabiam que a mantilha é obrigatória (?) nestas raras ocasiões.

Estiveram lá todos. Aqueles que nos seus jornais patrocinaram durante anos uma intensa campanha contra Bento XVI - ou o sr. Balsemão não é também patrão do "safarista militante" sr. Sousa Tavares ? - e dúzias de participantes da abstrusa "comissão oficial do centenário" que se tem dedicado a tecer loas ao mais mortal inimigo que a Igreja já teve em Portugal. O Eng. Sócrates também se apressou em aparecer na foto e um bocadinho atrapalhado - o que a Fernanda Câncio e a Isabel Moreira lhe irão dizer! - conseguiu chamar "Sua Eminência" ao Papa. Enfim, já estamos bem a ver o que sucederá na próxima visita de qualquer monarca estrangeiro a Portugal. Pela lei das proporções, o Rei de Espanha passará por "Senhor Skipper", a Rainha da Holanda por "Senhora Queijeira" e quem sabe? a Rainha Isabel II poderá muito bem juntar ao título Defensora da Fé, o sempre na moda e prestigioso "Senhora Arquitecta".

Notórios suspeitos do uso de aventais fora da cozinha - como os senhores PGR e o Supremo da eficaz Justiça -, posaram para os flashes de serviço. Podiam lá eles perder a oportunidade?

Já esta manhã, a Dª Canavilhas foi a correr para o CCB, já esquecida do 31 de Janeiro e das alarvidades que com a eterna pepsodentica dentuça arreganhada, costuma emitir a respeito da ribombante alvorada do 5 de Outubro. Outras conhecidas ratazanas regimenteiras também lá deram um salto, embora se duvide de sequer conseguirem distinguir o Pai Nosso, da Avé Maria. Tal como Mário Soares sempre sofreu de deslumbrados delíquios diante de qualquer sotaina cardinalícia ou dos arminhos da realeza, estes arrivistas envolvidos em todo o tipo de torpezas que contrariam aquilo que pregam dia após dia, acorreram em massa. Foi isso que hoje me disse um dos presentes, também chocado por verificar a comparência no CCB, da chusma de papões que conhecemos pelas piores razões possíveis e imagináveis. Os papões, ansiosos por ver o Papa.

Apesar de tudo, houve o tino suficiente para dar relevância a Manoel de Oliveira, que proferiu um discurso que não deve ter agradado a muitos dos presentes que o aplaudiram.

Haja Deus!

*A Laika

publicado por Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")