terça-feira, 11 de maio de 2010

S.A.R. A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA NO PORTO


S.A.R. a Duquesa de Bragança associou-se este Sábado ao Projecto "Um Lugar para o Joãozinho", que visa angariar fundos para a construção da nova Ala Pediátrica do Hospital de São João, no Porto.

Após uma visita ao Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital, D. Isabel de Bragança anunciou publicamente a sua integração na Comissão de Honra do Projecto.

As obras de edificação da nova Ala Pediátrica deverão ter início até ao final de 2010.


S.A.R. a Duquesa de Bragança esteve presente na cerimónia de bênção da Imagem de Nossa Senhora do Rosário, que será oferecida pela Família Real Portuguesa ao Papa Bento XVI, em Fátima, no dia 13 de Maio. A cerimónia decorreu na Capela do Hospital de São João, no Porto, no passado dia 8. (Fotografia: Lux)


segunda-feira, 10 de maio de 2010

SEJA SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI MUITO BEM-VINDO A PORTUGAL!!!


A RAZÃO DE O SER, POR PAULO TEIXEIRA PINTO - PRESIDENTE DA CAUSA REAL

Sou monárquico. Isso sei-o bem.

Desde quando sou monárquico? Isso já não o sei dizer bem. Desde sempre? Bem, pelo menos desde que me lembro. Porque sei que desde o momento em que, ainda adolescente, meditei pela vez primeira sobre o assunto descobri, no mesmo instante, que era, naturalmente, monárquico.

Porque sou monárquico? Como acabei de dizer, para mim tratou-se de uma revelação natural, isto é, feita de acordo com a própria natureza das coisas. Não que tal decorra como inerente à própria condição humana, mas no meu caso pessoal resultou do reconhecimento da relação emocional e racional existente entre alguém que é português e Portugal, o mesmo é dizer entre uma ínfima parte e o todo a que esta pertence, uma Mátria que se fez Nação sendo um Reino.

Portugal ganhou identidade fazendo-se unido na sua pluralidade. E o que precisamente congregou e conferiu unidade às diversidades que sucessivamente lhe foram acrescendo foram os seus reis. O que tinham em comum todos aqueles que foram fazendo Portugal, no curso dos séculos e nos domínios das terras cujas fronteiras estavam sempre mais distantes, era o respeito a quem os conduzia e à bandeira que todos representava. Neste sentido, portanto, pode dizer-se que Portugal , porque nasceu, cresceu e envelheceu como Reino, é sem dúvida uma construção monárquica. Nada de mais natural, por conseguinte, do que um português gostar de gostar de Portugal, e só por isso reconhecer-se monárquico. Sem com isso se pretender, obviamente, que não haja portugueses que sejam republicanos e patriotas.

Porquê ser hoje contra a República? O problema é assim frequentemente colocado, embora o ponto não seja esse, antes o seu contrário. Não são os monárquicos que estão contra a República, mas os republicanos contra a Monarquia. Pois se foram aqueles quem derrubou esta...

Ser monárquico não é ser contra alguém ou alguma coisa. É ser por um ideal e estar em defesa de quem o encarna. Porque o Rei não é o senhor do Reino mas sim quem personifica em cada e determinado momento todos aqueles que vivem com identidade comum, num tempo comum e num espaço comum. O Rei é o primeiro servidor da comunidade, ou, dito de outro modo, o Rei é o último dos súbditos do Reino.

Nós, os monárquicos portugueses, também sabemos bem, à entrada do terceiro milénio, que a tradição que encerra a monarquia não é sinal de antiguidade, mas fonte de modernidade. Porque é uma prova de esperança. Esperança que Portugal não se dilua nuns putativos Estados Unidos da Europa. Não desconhecemos que só os povos que preservem os códigos da sua própria identidade poderão permanecer enquanto tais. Sem dúvida que é legítimo que alguns pretendam ser apenas europeus. Mas é mais legítimo ainda querer continuar a ser o que se é: portugueses por natureza e universais por vocação, logo também europeus por consequência.

A Europa não é, nem será nunca, uma Nação. E se não o é, nem pode sê-lo, também não deve pretender fingi-lo. Acontece que o faz. E sucede que o fingimento consiste em mascarar diversas Nações com as vestes de um Estado Federal. Ora, tal transformismo só é possível de encenação se nesta participarem abstractamente os chefes de Estado actuais. Resultará sempre realmente impossível se for ensaiado com Reis de Povos.

Por isso, ser monárquico hoje não é só uma manifestação de lealdade histórica. É sobretudo uma declaração de luta futura pela defesa da Independência de Portugal, para sempre.

E é esta a razão fundamental para todos os portugueses redescobrirem a necessidade e a urgência de emprestarem a sua vontade à restauração da Monarquia. Sem que isto signifique que até agora estejam convencidos do contrário, porque felizmente quase não há republicanos militantes. Se bem que, infelizmente, muitos ainda se julguem republicanos, apenas porque enfim...

Assim será até à proclamação: monárquicos porque sim!

Paulo Teixeira Pinto

O SACRIFÍCIO DA DEMOCRACIA

Portugal pede sacrifícios aos portugueses.
O PEC, afecta rendimentos de toda uma classe média já de si endividada e empobrecida.
O PEC será insuficiente, todos os políticos e analistas o reconhecem. Novos sacrifícios vão ser exigidos.
A classe política mantém intactos os seus privilégios. Fundações e organismos públicos de duvidoso interesse garantem a milhares de privilegiados oriundos da esfera dos partidos dominantes rendimentos afrontosos neste momento em que se exigem sacrifícios.
Não há vergonha nesta classe política.
Neste momento critico, mantêm-se obras públicas megalómanas, comprometem-se os escassos recursos financeiros. Os portugueses não entendem, apenas se sujeitam porque estão sujeitados e dependentes, pois a maioria vive à custa do Orçamento do Estado.
Todos sabem que esta mentira não é sustentável por muito tempo. Todos estão preocupados e desiludidos. Mas não têm outro remédio senão em silencio tomar a única atitude que lhes resta….aproveitar as migalhas que ainda podem usufruir.
Estamos solidários com a Grécia e mantemos o TGV. Mais de 3,5 mil milhões de euros irão ser disponibilizados com estas duas atitudes que tentam preservar a imagem da mentira e da ilusão.
Não temos condições para acompanhar a solidariedade com a Grécia e deveríamos ser suficientemente honestos para o reconhecer.
Não somos ricos, não precisamos, não queremos fazer esse favor a Castela….não queremos andar nesse instrumento de destruição da nossa potencialidade atlântica que é o TGV.
A Assembleia da República marca uma sessão para discutir e analisar o decreto lei que permite o concurso público da linha do TGV, Poceirão a Elvas.
Os deputados têm o direito e o dever de tomarem posição sobre esta tão importante matéria. São eles que deveriam representar toda a população, que coloca todas as reservas face a esta obra.
Essa sessão é marcada para dia 28 do presente mês.
O Governo antecipa a assinatura dos contratos de concessão dessa obra para o final desta semana.
O Governo renega aos deputados a sua função. Renega a democracia.
Os interesses empresariais internos e os serviços políticos ao iberismo, falaram mais alto, que a democracia.
A democracia não está moribunda, já não é apenas um simulacro travestido, é um cadáver.
A democracia está morta e o seu cadáver foi atirado para uma vala, sem sequer ter merecido um funeral digno.
Ao menos uma simples lápide, para que ficasse na memória colectiva futura, que foi um sonho da maioria dos portugueses.
O que vai ficar na memória futura é toda esta agonia desesperante e empobrecedora.
Esta decadência indigna, será o que ficará gravado na lápide deste sistema, desta lamentável Oligarquia.
“ Democracia assassinada pelos privilégios da classe política e pela submissão nacional aos interesses externos.”. o POVO.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

domingo, 9 de maio de 2010

S.A.R. A SENHORA D. ISABEL DE BRAGANÇA: “SER-SE CATÓLICO É TER CORAGEM”

Após a apresentação, que decorreu na Casa Real em São Pedro de Sintra, S.A.R., Dona Isabel falou e revelou momentos importantes da sua vida. Com três filhos, diz que nem sempre é fácil educar. “É um desafio muito grande. Estamos a entrar numa época em que ser-se católico é ter muita coragem para assumir...”.

S.A.R., Dona Isabel de Bragança recorda como teve o primeiro contacto com a fé. “Tinha seis anos. A minha avó materna, com quem vivi um tempo, lia-me as histórias da Bíblia. Hoje, também faço isso com os meus filhos”

Com a vinda de Bento XVI a Portugal nos próximos DIAS 11, 12 e 13 de Maio, a Família Real vai estar com Sua Santidade em Fátima. Esta não é a primeira vez que estão juntos. A última foi no ano passado, quando toda a Família comungou pela mão do Santo Padre.

S.A.R., Dona Isabel partilhou outra curiosidade: “SEMPRE QUE UM FILHO NOSSO NASCEU, USOU NO PRIMEIRO DIA AS CORES DO VATICANO, O AMARELO E O BRANCO, COMO FORMA DE AGRADECIMENTO”

(Fonte: Nova Gente de 10-05-2010)

SUA MAGESTADE ALBERTO II, O REI QUE LUTA PARA MANTER A BÉLGICA UNIDA

Recentemente tentou evitar a demissão de Yves Leterme, mas o primeiro-ministro acabou por abandonar o Governo. Impedir divisões no território belga é a sua prioridade

"Juro respeitar a constituição e as leis do povo belga, manter a independência nacional e a integridade do território." Cumprir o último ponto do juramento que fez em 1993 não tem sido tarefa fácil para Alberto Félix Humberto Teodoro Cristiano Eugénio Maria. Os sete nomes deixam adivinhar facilmente de quem se trata: Alberto II, sexto Rei dos Belgas, filho de Leopoldo III e da princesa Astrid da Suécia.

É precisamente pela integridade do seu país que este monarca de 75 anos tem lutado, desde que há 17 sucedeu no trono ao seu irmão Balduíno.

As diferenças culturais e linguísticas acentuadas que existem na Bélgica têm séculos de existência, mas a situação tem-se agravado nos últimos anos. A revisão constitucional de 1970 resultou na criação de três comunidades que se mantêm até hoje: a comunidade flamenga, a francesa e a alemã.

Foram disputas relacionadas com direitos linguísticos, entre flamengos e francófonos da região de Bruxelas que levaram o primeiro-ministro, Yves Leterme, a demitir-se no passado dia 22. O monarca ainda apontou o ministro das Finanças como mediador para tentar travar a crise política, mas a iniciativa fracassou. Restou-lhe aceitar a saída de Leterme.

Mas esta não é a primeira vez que Alberto II , que fez carreira na marinha, enfrenta a demissão deste ministro. O seu reinado tem sido, aliás, marcado por um vaivém de chefes de governo.

O domínio da arte da diplomacia é algo que não pode faltar a este pai de três filhos, mas não se pode dizer que o respeito pelo protocolo tenha nascido com ele.

Durante a juventude teve uma paixão por motas que o levou, muitas vezes, a ser mandado parar por excesso de velocidade pelas autoridades, que acabavam por descobrir o príncipe de Liège por baixo do capacete.

A irreverência era também uma das características da jovem Paola Ruffo di Calabria, uma aristocrata italiana de linhagem real por quem o Rei se apaixonou durante a cerimónia de entronização do Papa João XXIII. Alguns meses depois, em Julho de 1959, estavam casados.

Mas, muito antes de subir ao altar, o monarca enfrentou uma infância conturbada. A mãe deste descendente da dinastia de Wettin morreu num acidente de viação na Suíça pouco depois de Alberto II ter nascido, deixando a nação de luto.

Também a Segunda Guerra Mundial afectou a vida do, na altura, pequeno príncipe. Em 1944, a família real é levada para a Alemanha a mando de Hitler, sendo libertada no ano seguinte pelas tropas norte-americanas.

Divergências existentes entre o povo belga e a monarquia acabaram por manter a família exilada na Suíça durante cinco anos.

No dia em que fez dez anos, a 6 de Junho de 1944, iniciou-se o desembarque das tropas aliadas na Normandia, que acabaria por conduzir ao fim da ocupação alemã na Bélgica. O 76.º aniversário de Alberto II está próximo, mas desta vez não é contra uma ameaça externa que a Bélgica precisa de lutar.

Publicada por Comendador Castro
(Fonte: Blogue da Real Associação de Beja)

NECROLOGIA


REPÚBLICA
5 de Outubro de 1910 - 11 de Junho de 2010

Confortada com todos os sacramentos do Supremo Arquitecto do Universo, faleceu ontem na sua casa, ao Restelo, a Senhora D. República.

A finada era mãe, avó e bisavó de cavalheiros tão distintos como os membros das famílias Soares, Pinto de Sousa, Louçã, Alegre e outros reputados paladinos da ética que lhe herdou o nome - a estimada ética republicana.

Quis o Arquitecto que nos comanda o destino o decesso se verificasse precisamente no dia em que Portugal comemora as suas glórias e o seu povo pelos quatro cantos do mundo espalhado.Já em Outubro, a extinta perfazeria 100 anos de existência conturbada, em que soube estar sempre à altura de não deixar os nacionais fazerem o que tinham por mais conveniente ao seu bem. Não, a História registará a intransigência sem limites da falecida e de quantos tiveram a felicidade de com ela lidar - além dos acima referidos, os distintos sportmen Afonso Costa, Bernardino Machado, António José de Almeida, António de Oliveira Salazar e tantos outros que, desde ontem não têm cessado de comparecer ao velório, o sofrimento estampado no rosto, um cravo vermelho na lapela.

Sempre lúcida até ao fim dos seus dias, enfrentou resignadamente a sua doença. E porque nunca virasse a cara ao combate, dispôs-se já no fim da vida a gastar 10 milhões de euros, na esperança de que a Ciência pudesse ainda fazer algo por si. Era já, porém, demasiado tarde.

O funeral realiza-se amanhã, logo à alvorada, com cerimónias fúnebres no salão nobre do Grande Oriente Lusitano, seguindo depois os seus restos mortais para o cemitério do Alto de S. João onde, por vontade expressa da finada, será dada jazida aos seus restos mortais entre as campas do Buiça e do Costa.

Excertos de «Memórias de Um Átomo» uma inestimável colaboração do nosso comentador Ega.
(Fonte: Centenário da República )