domingo, 2 de maio de 2010

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE NA OVIBEJA

No passado dia 1 de Maio, S.A.R. o Senhor Dom Duarte de Bragança esteve presente na 27.ª edição da OVIBEJA, certame em que é uma presença assídua desde há vários anos. O Duque de Bragança visitou os vários stands presentes no pavilhão institucional, contactando com os seus representantes e com o público em geral, tendo ainda participado num colóquio subordinado ao tema "As Misericórdias, uma Régia Ideia Assistencial / A Monarquia, uma Ideia de Futuro".
Reportagem fotográfica completa no Blogue do Núcleo Monárquico de Abrantes.

A LÓGICA ELEITORAL DO ELEITORADO PORTUGUÊS É MONÁRQUICA

Este será porventura um surpreendente raciocínio lógico, sobretudo para a comunidade monárquica portuguesa.

Porém é uma realidade, um sentido constante do eleitorado português.

Vejamos:

O grande argumento do regime monárquico é o da absoluta independência do Chefe de Estado, o Rei, face aos partidos políticos, que lutam pelo poder legislativo e executivo.

O Rei é o símbolo da história e da união de um povo, pelo que como Chefe de Estado assume naturalmente uma total isenção, face a todos os agentes da luta política e funciona como garante da igualdade de condições de todas essas forças nas diversas disputas sociais e eleitorais.

Numa República isto não é assim, como resultado do Chefe de Estado, ser eleito através dos partidos, a maior parte das vezes protagonizada por membros activos desses partidos políticos ou seus antigos dirigentes.

O eleitorado português tem consciência de que por mais declarações e atitudes de independência, um Presidente da República eleito, nunca consegue despir-se totalmente das suas simpatias partidárias ou dos compromissos anteriores.

Esta consciência do eleitorado está bem registada na história dos resultados eleitorais, desde esta 3ª República.

Nunca foi eleito um Presidente da República que fosse proposto pela maioria que Governava, ou seja oriundo da mesma área política dos partidos que obtiveram maiorias em eleições legislativas.

Ou seja, o eleitorado português rejeitou sempre a tese “ um governo e uma maioria”.

A razão desta circunstância histórica, só pode ter uma interpretação.

O povo português sabe bem que a independência de um Presidente é uma falácia, que a tese de que depois de eleito, passa a ser Presidente de todos os portugueses, uma mentira.

É por ter esta clara noção da realidade, que o eleitorado tem sempre rejeitado que o poder da 3ª Republica, tenha sido tomado apenas por uma facção partidária.

O povo tem plena consciência da falta de isenção e de independência dos Presidentes eleitos. Sendo que por esse facto, muitas vezes condiciona nas eleições legislativas o seu sentido de voto, porque dá prioridade a esta importante circunstância decorrente do ideário republicano.

Ou seja, o eleitorado português tem plena consciência de que o ideário Monárquico, eliminaria este condicionalismo e ocasionaria uma maior liberdade nas opções eleitorais partidárias das eleições legislativas.

O eleitorado português assume assim uma postura monárquica, ou seja, é ele o garante da isenção e da independência no exercício do cargo da Chefia de Estado, mas para o fazer, condiciona simultaneamente a sua liberdade de opção partidária.

A opção nesta matéria entre Monarquia e República é assim uma escolha entre ter um Chefe de Estado, que não é eleito, mas é uma essencial referência de unidade nacional, ou manter uma limitação nas escolhas eleitorais, por uma desconfiança realista, que todas as Repúblicas transmitem.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue da Acção Monárquica)

PARABÉNS PARA TODAS AS MÃES!

No Dia da Mãe recordamos as declarações de S.A.R. a Duquesa de Bragança, proferidas em Maio de 2008: "É com muita satisfação que os vejo crescer de forma saudável e feliz. Como todas as crianças, têm os seus problemas, mas de uma forma geral são crianças muito sãs e alegres. O bem-estar deles compensa qualquer sacrifício."

(Fonte: Facebook)

A Real Associação da Beira Litoral deseja muitas felicidades para S.A.R. Dona Isabel de Bragança e para todas as mães portuguesas.

sábado, 1 de maio de 2010

"O REI É UM FAROL QUANDO TUDO SE MOVE"

O catedrático da História do Direito, Jose Antonio Escudero, publicou um estudo em três volumes sobre o papel da Monarquia na História de Espanha.Uma análise sobre o papel especial da Coroa e o seu valor institucional como poder moderador. Um estudo que falta fazer em Portugal, onde à falta de uma visão estratégica do valor da Monarquia e da Família Real no percurso de Portugal desde a sua fundação, permanece a visão deturpada onde a História do mais antigo Estado da Europa é visto como fruto das particularidades de carácter de cada Rei que a Portugal coube ter como Chefe de Estado. Uma visão de beneficia a visão doutrinária da Republica e o valor relativo de uma pessoa que é eleita pelo seu valor pessoal. Uma visão que descura a importância da Coroa como Instituição e nega o peso desta no seio do Povo que a escolheu como referencial durante os bem sucedidos 800 anos de História de Portugal.

O Rei é um farol num mar revolto, hoje Portugal é só mar. Esperemos que a tempestade não surja e a noite caia.(...).

O Rei é "é a referência de todos e introduz um tipo de factor de unidade, um farol quando tudo o resto se move." (...) - 30 de Outubro de 2009

(Fonte: http://www.somosportugueses.com/modules/news/article.php?storyid=1798)

RESSUSCITAR PORTUGAL

Ressuscitar Portugal

Sociedade, estás a ser vencida,
Enganada e usurpada,
Pela ambição desmedida,
Pela mentira descarada.
Anulam-se os lutadores,
Os generosos apaixonados,
Dá-se destaque a traidores,
São favorecidos os acomodados.
É pecado o inconformismo,
É premiado o pecado,
Ridicularizado o patriotismo,
O apátrida é elogiado.
A inversão dos valores,
Já não há sequer … Senhores,
Tudo isso foi eliminado.
Sociedade tu perdeste o sentido,
Já não tens a tua referência,
Em que o orgulho já não é ferido,
Aceitas a total dependência.
Gente boa, simples e honesta
Que não sabe como reagir,
Gente resignada que não protesta,
A quem nada mais resta,
Senão voltar, a ter que partir.
Alguém tem de lhes dizer,
Que um dia poderão voltar,
Pois há que lutar ou morrer,
Para os conseguir recuperar.
É preciso que voltemos a sentir,
Que esta terra merece a paixão,
Paixão que nos voltará a unir,
Que ressuscitará Portugal Nação.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

O PORTUGUÊS DE CASTELA

São infelizmente poucos os portugueses que conhecem que a raia leste de Portugal não é exactamente uma fronteira linguística, que a fronteira política deixou em Espanha territórios bem portugueses onde a nossa fala vive em estado de depauperação.

Estou-me referindo aos concelhos espanhóis de Olivença http://olivenca.org/ e Tálega (a Olivença portuguesa) ocupados por Espanha em 1801, e que a pesar de ser mandato do tratado de Viena de 1815, o seu retorno à pátria, seguem ocupados e o português neles perseguido. Os territórios de Valência de Alcântara, Ferreira de Alcântara e Cedilho que cantou Pessoa, - e que bem se lembrou deles Afonso VI ao assinar Portugal um tratado secreto com Filipe de Anjou, (neto de Luís XIV da França), intervindo Portugal a troca desses territórios, na longa guerra de sucessão em apoio do Bourbon, frente ao aspirante austríaco-; porém, obtida a vitória pelo Bourbon (Filipe V da Espanha) este negou-se a cumprir o tratado –não tornando esses territórios bem portugueses a Portugal-, comportando-se assim dum jeito muito espanhol. Estão logo os territórios do vale do Xalma- concelhos espanhóis de Valverde do Freixo, Sam Martim de Trevejo, e Eljas. Mais ao norte estão os concelhos de Almedilha e Calabor. Todos esses territórios são contíguos de Portugal e afastados geograficamente das falas galegas do português, ainda que a pressão do castelhano e a sua imposição, dá a estas falas uma farda muito galaica http://www.pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1906:o-galego-ou-a-caminhada-do-portugues-para-o-castelhano&catid=8:cronicas&Itemid=69.

Um grupo de professores galegos membros do colectivo glu glu, realizaram um interessante filme sobre esta realidade, que pode ser adquirido na Loja on-line imperdível http://imperdivel.net/documentarios/60-entrelinguas.html, e que estou seguro vai ser todo um descobrimento para o público português em geral, e para entender de jeito muito mais claro que as falas galegas são parte da sua própria língua.

O documental é acompanhado com outro DVD com dados, inclui uma entrevista -de muito interesse- com um professor da universidade de Vigo – Henrique Costas-, que seguindo as teses espanholas, defende que as falas galegas não são português e por tanto algumas das falas portuguesas da raia leste e pela mesma razão -são galegas- é dizer espanholas (e não portuguesas).

A obra é uma pequena jóia que vai servir para os portugueses recuperarmos algum aspecto da complexidade da nossa formação nacional, pois a fronteira do tratado de Alcanizes não é exactamente uma fronteira linguística.

Só mais uma cousa, se o português destes territórios vive uma dura situação, onde pior está, é no mais recente território roubado de Portugal –Olivença-, onde se empregaram a fundo os espanhóis com -jugo e vara- para apagar a nossa língua.

(Fonte: lusitana antiga liberdade )

SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA IGNORAM OS INCENTIVOS DE BANDEIRAS NEGRAS PARA O PAPA BENTO XVI E EXIBEM ESTANDARTE DA PAZ

Na Casa Real Portuguesa a decoração é, desde ontem, dedicada à primeira visita de Bento XVI a Portugal. Estandartes brancos, amarelos e azuis - cores oficiais da bandeira do Vaticano - com a imagem do Papa engalanaram as janelas da casa de Isabel de Herédia e Duarte Pio de Bragança para simbolizar a hospitalidade portuguesa. A dez dias de Bento XVI aterrar no aeroporto de Lisboa, a mulher do duque de Bragança apela aos portugueses: "Devemos receber bem o Papa e mostrar que ele é querido por todos nós." Às ameaças de bandeiras negras na missa do Terreiro do Paço como protesto pelos crimes de pedofilia, a Duquesa de Bragança responde: "As pessoas que dizem mal do Papa não o conhecem. Bento XVI é um Papa que nos chama à razão e está a fazer um percurso notável, respondendo à necessidade da nossa época que é o relativismo."

Bento XVI faz a sua primeira visita a Portugal depois de um início de ano marcado pelos escândalos que envolveram o abuso sexual a menores por padres nos Estados Unidos e na Europa, alegadamente ocultados pelo então cardeal Ratzinger. A um mês de o Papa pisar solo lusitano, a 9 de Abril, a agência de notícias Associated Press (AP) revelou a última bomba: uma carta de 1985, escrita em latim, em que Ratzinger resistia a um pedido de afastamento do padre norte-americano Stephen Kiese - acusado pela polícia de ter mantido relações sexuais com pelo menos seis miúdos entre os 11 e os 13 anos -, "invocando o bem da Igreja Universal".

A Duquesa de Bragança refere ter conhecimento do conteúdo da correspondência trocada entre a diocese de Oakland, na Califórnia, e o Vaticano, mas defende a transparência e a personalidade do Santo Padre, que nunca escondeu o lado negativo da Igreja. "Eu li as meditações que Bento XVI fez há cinco anos, em que dizia que a Igreja estava cheia de coisas más", sustentou Isabel de Herédia. E acrescentou: "Os portugueses devem aprofundar o seu conhecimento das questões relacionadas com a Igreja Católica e não se devem satisfazer apenas com a informação superficial."

O padre Gonçalo Portocarrero, também presente numa edição da campanha "Vamos vestir Portugal de alegria", na Casa Real, em Sintra, mostrou-se solidário com Bento XVI, "por tudo o que tem feito para esclarecer uma situação lamentável" e a "compaixão" que mostrou em Malta pelas vítimas de abusos sexuais de padres.

"Ele ia a passar perto do Vaticano com um saco plástico na mão, eu cumprimentei-o e ele respondeu", contou o padre recordando o dia em que se cruzou com Ratzinger em Roma, na semana marcada pela morte do antigo Papa, João Paulo II. Desta vez o padre português não sabe se haverá um encontro com Bento XVI, mas garantiu a presença na missa do Terreiro do Paço e no Santuário de Fátima como manifestação de agradecimento pelo "magnífico trabalho que Bento XVI está a fazer".

Apesar de não esconder o apoio incondicional ao representante máximo da Igreja Católica, Portocarrero admite que a Igreja não é composta por santos. "A Igreja é uma família de pecadores que querem ser santos." Porém, evidenciou o número de crimes de abuso sexual que acontecem no seio da própria família, questionando: "Vamos acabar com o casamento?" E, portanto, considera "legítimo que Bento XVI tente proteger a sua própria 'família'".

No final da edição da campanha de recepção ao Papa - representada pelos "estandartes da paz", o "lenço peregrino" e a "medalha amanhecer" -, Isabel de Herédia manifestou o seu desagrado pela religiosidade europeia. "A Europa está adormecida, tem vergonha de assumir a sua espiritualidade. Vivemos numa sociedade em que, para se ser intelectual, tem de se ser laico", referiu. E, no ano em que as visitas do Papa são todas em solo europeu, a duquesa de Bragança sugeriu aos portugueses que se espelhassem nas manifestações de fé mais latinas. "Tenho muita admiração pela religiosidade brasileira. Porque eles não têm vergonha de demonstrar, assumem-na."

Os Duques de Bragança vão acompanhar de perto primeira visita oficial do Papa Bento XVI em Lisboa, Fátima - onde terão um encontro privado com o Santo Padre - e Porto, antes da sua despedida. O presente já foi escolhido: Bento XVI vai receber da Casa Real Portuguesa uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. "Só há 20 em Portugal - esta é a décima terceira", contou a duquesa de Bragança.

(Fonte: Jornal i-online)