quarta-feira, 28 de abril de 2010

A EUROPA DESMANTELADA

Europa desmantelada

A Comunidade Económica Europeia, foi alicerçada em três princípios fundamentais de que resultou o seu sucesso.
Unicidade de Mercado, Preferência Comunitária e Solidariedade Financeira.
As Nações mais arrasadas com a segunda guerra mundial, encontraram no alargamento dos seus mercados, na prioridade de consumo dos seus produtos nesse mercado único e no financiamento solidário dos investimentos, uma fórmula de êxito que originou um desenvolvimento extraordinário nas três primeiras décadas da segunda metade do século XX.
A ansiedade de partilhar tal êxito, alastrou-se aos países vizinhos.
Novas e progressivas adesões a esse projecto político, que tinha na sua origem uma exclusiva ideologia económica como base de sustentação e continuava a garantir a cada Nação as decisões sobre a sua soberania própria.
Esta construção Europeia, teve como mensagem e objectivo, uma grande influência política em Portugal. O sonho de pertencer ao mercado rico da Europa, de beneficiar dos seus princípios e pilares, foi a consistência determinante para as escolhas de regime político, que então se consolidaram.
Sem Império, não poderíamos ficar isolados e seguimos o sonho, aliciados pelo êxito que nos era apresentado.
A Europa também passou a sonhar com a sua União Política. Começou-se a por em causa a noção ancestral de Nações e generalizou-se como tese oficial política o caminho da Federação de Estados Europeus.
No Mundo emergiam então novos estímulos em que o comércio passava a ser dominante.
Criou-se a Organização de Comercio Mundial ( OMC) e a aspiração americana de conquistar mercados emergentes sobretudo na Ásia, impôs a lei da Globalização. A União Europeia é chamada a participar nesta nova ideologia mundial e alinha convencida de que a sua capacidade produtiva também tudo tinha a ganhar com a abertura de novos mercados.
Matou-se então dois dos princípios e pilares fundamentais da União.
Desapareceu a preferência comunitária, pela eliminação das barreiras alfandegárias e a unicidade de mercado foi amplificada ao mercado mundial.
Portugal não estava preparado para tão grande mudança, não tinha beneficiado da política de êxito europeia, pois tinha aderido, demasiado tarde. Obteve a compensação através do único princípio que ainda restava. Beneficiou dos Fundos Comunitários decorrentes do princípio da solidariedade financeira entre os Estados membros.
O princípio da solidariedade financeira, foi assim o sustentáculo quase exclusivo do benefício de Portugal, que não pode usufruir dos outros mecanismos que entretanto desapareceram.
A Agricultura e as Pescas são os sectores mais afectados e numa larga medida destruídos, com esta situação. As pequenas empresas produtivas e comerciais, em que se baseava a nossa economia, são também elas asfixiadas pelo choque brusco da concorrência mundial.
Conclui-se naturalmente que o princípio da solidariedade financeira é insuficiente para manter uma Europa de Nações, que têm enormes desigualdades de natureza económica.
Cria-se a moeda única e acelera-se a tentativa da Federação de Estados.
A exigência foi tão forte e a pressa passou a ser tão grande, que se esquecem e atropelam grosseiramente, os princípios elementares dos sistemas políticos das Nações.
A democracia é renegada e o Tratado de Lisboa, é um triste exemplo de como é possível sonegar todos os direitos dos povos, de Nações independentes.
A Europa criara entretanto um monstro burocrático, que se passa a afirmar como dominante em termos das suas decisões. A Comissão Europeia, que originariamente era um instrumento de apoio político, assume o protagonismo político, apenas sujeita a um hipotético e ténue controlo dos representantes dos povos das Nações e a uma negociação permanente com os seus dirigentes governamentais.
Uma Europa de dominada pelos Comissários e pelos Funcionários da Comissão, travestida com umas vestes de parecença democrática, que reforçam o seu poder, liberto do controlo dos povos das Nações e que permite domínio total sobre as decisões.
Esta poderosa Comissão Europeia dominante e dominadora, também é por esse facto, de uma enorme permissividade à influência dos actuais donos do mundo, que são a banca e as multinacionais.
Portugal, ficou assim totalmente dependente e totalmente fragilizado.
Faz parte de um clube de ricos (ou de ex-ricos), sem ter receitas suficientes para os acompanhar nos sonhos de despesa e de hábitos de vida.
Porém também o único pilar que restava desta União, é posto em causa, antes mesmo da sua consolidação política como Federação de Estados.
A crise financeira mundial, veio trazer a nu, algumas das debilidades e incapacidades europeias.
A União fomentou os Estados providência que absorvem de tal modo os recursos, ao ponto de inviabilizar as empresas na sua luta permanente de concorrência mercado mundial.
A questão política que se coloca agora à União Europeia é a da viabilidade do seu projecto político.
As empresas das economias mais sóbrias da Europa perdem competitividade no mercado mundial e o desenvolvimento sustentado das Nações está em risco.
Os países periféricos não conseguem suportar as suas despesas e a sustentabilidade das suas economias e dos seus regimes políticos é cada vez mais duvidosa.
Totalmente dependentes, estes países, como Portugal e a Grécia, exigem uma inequívoca expressão do princípio da solidariedade, o ultimo pilar de suporte da União Europeia.
A Alemanha, foi a Nação motora da moeda única e do princípio da solidariedade financeira, por razões de natureza nacionalista. A sua economia vivia do mercado europeu e a solidariedade representava a forma de garantir o mercado das suas empresas.
Os países periféricos não contam para este desiderato alemão.
Por razões de natureza nacionalista a Alemanha irá dar uma forte facada no princípio que sustentou. Não estará disponível para a solidariedade financeira e para ajudar os países periféricos.
A questão grega, portuguesa e eventualmente espanhola, vai também por em causa o último pilar da União Europeia.
A ameaça já é grande e já está muito divulgada. A Alemanha diz, que saiam do euro, pois o euro tem de ser forte e não pode estar sujeito a incumprimentos de alguns.
A saída da moeda única. A eliminação do princípio da solidariedade financeira.
Ao desabar o último pilar da construção europeia… o que fica como sustentação do seu projecto político?

José J. Lima Monteiro Andrade

terça-feira, 27 de abril de 2010

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE SOBRE OS NÚCLEOS DAS REAIS ASSOCIAÇÕES

Das palavras de S.A.R. Senhor D. Duarte na tomada de posse do Núcleo Monarquico de Abrantes da Real Associação do Ribatejo (10 de Abril de 2010)

Ao núcleo de Abrantes da Real Associação do Ribatejo

Caros Amigos

Fico feliz com a boa notícia do relançamento do vosso Núcleo Concelhio , pois a vossa região é fértil em homens e mulheres disponíveis para lutar pela Restauração de Portugal , e tem dado boas provas no passado !

A disponibilidade de uma sede bem colocada em Abrantes é um excelente trunfo. Em conjunto com os locais que dispõem em Santarem , permite ao vosso núcleo e à vossa R.A. Ribatejo dinamizar a região norte da província.

Tenho verificado que os vossos núcleos concelhios costumam ser pólos eficientes de dinamização da actividade de informação e doutrinação monárquica . Essa é na verdade a primeira razão de ser das R.A.

Verifico tambem que a área geográfica das antigas Províncias é aquela na qual as populações melhor se revêem . Terá sido um erro delimitar as Reais Associações pelos distritos republicanos , mas a vossa RA evitou esse erro, e agora a Causa Real decidiu tambem alterar o seu estatuto nesse sentido .

As dificuldades foram originadas por excelentes pessoas que infelizmente não perceberam os objectivos do Movimento e ficaram muito agarrados aos seus pequenos poderes e prestígios locais em vez de ter uma visão global da Restauração .

Entretanto alguns traidores ou infiltrados conseguiram tomar conta de algumas poucas R.A., comprometendo o trabalho realizado durante anos pelos seus militantes ! Outras simplesmente pararam por falta de dinamismo . Duas das RA vossas vizinhas estão nessa situação e precisam da nossa ajuda...

Se os núcleos concelhios potenciam a dinamização de esforços a nível local , a criação de novas Reais Associações que viessem fragmentar as já existentes seria desnecessária e iria desestabilizar a estrutura a nível nacional . O contrário é que por vezes se torna necessário .

Devemos concentrar-nos na urgente ação política , e não perder tempo e dispersar esforços com assuntos não essenciais ..

Recomendo tambem que em coordenação com a Causa Real e com outras Reais, (para não dispersar esforços) o vosso grupo da juventude crie umas boas páginas na net. Servem para que muita gente vos possa contactar sem ter de ir às sedes ou tentar telefonar e como meio de doutrinação. É indispensável atualizar a informação regional e nacional para manter o seu interesse. E criar ligações, por exemplo às minhas páginas e a boas páginas monárquicas nacionais e estrangeiras.

Convem tambem ter um horário regular de abertura das Sedes, nem que seja durante algumas horas em alguns dias da semana .

Esperando ter em breve a oportunidade de vos visitar , despeço-me com os meus sinceros votos de sucesso à vossa patriótica iniciativa !

Dom Duarte

25 DE ABRIL. UMA REFLEXÃO. POR DAVID GARCIA.


UM LIVRO INDISPENSÁVEL

Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte apoiou o 25 de Abril de 1974 com vista à instalação da Democracia em Portugal e o fim da Ditadura. Lamento ter que dizer isto, mas hoje vi alguns monárquicos a dizerem que estão de luto: Pergunto, estão de luto porquê? O Senhor Dom Duarte defende uma Monarquia Democrática! Defende a Democracia e a Liberdade. A Liberdade e a Democracia não são um exclusivo Republicano. Os Monárquicos democratas, como eu, não estarão seguramente nunca de luto, para festeja a Democracia e a Liberdade. Os Monárquicos poderão estar é estar de luto, um ano inteiro daqui para a frente, pois a Pátria está decadente e ninguém tem mãos para a levantar!

Concluo que mesmo muitos monárquicos não conhecem o seu Rei! É muito grave, pois sem conhecerem bem o Rei, não podem defender convenientemente bem a Monarquia para o futuro de Portugal.

A Monarquia está bem longe de ser restaurada em Portugal, porque alguns monárquicos que dirigem agarraram-se aos “10 mil” associados e não procuram aumentar o número de associados à população em geral. A criação dos Núcleos Concelhios, de nada valerão se não houver trabalho de campo de angariação de novos associados e uma nova política de comunicação e marketing político. Enquanto não se mudar a opinião que as pessoas têm sobre os Monárquicos, que o vêem como um movimento elitista, não será fácil haver Monarquia em Portugal, pois a Causa Real precisa de ser um movimento popular e não pode viver constantemente à sombra do Rei. Há que ter iniciativas próprias. Estamos em pleno Centenário da República, custa-me muito como Monárquico não ver mais da parte da Causa Real. Está tudo à espera do 5 de Outubro de 2010. Não há reacções nenhumas à demagogia republicana que entra pelas nossas casas dentro, todos os dias. Está-se a perder a única oportunidade das nossas vidas em vermos uma possibilidade de restauração da monarquia em Portugal. Apelo a todos os monárquicos para fazerem passar a mensagem monárquica para os Portugueses em geral. Todos teremos que fazer o que alguns pensam que cairá por “graça divina”. Se não fizermos por isso, a nossa Pátria morrerá.

Viva a Democracia! Viva o Rei!

David Garcia

VAMOS VESTIR PORTUGAL DE ALEGRIA


Na próxima sexta-feira, dia 30 de Abril, pelas 11h30, S.A.R. a Duquesa de Bragança associa-se à campanha de recepção ao Papa Bento XVI, abrindo as portas de sua casa de S. Pedro de Sintra à equipa representativa da campanha "Vamos Vestir Portugal de Alegria".

("in" Correio da Manhã - 27/04/2010)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IGUALDADE E FUTURO

O único argumento insistentemente mencionado pelos Republicanos é “As Monarquias não levam os princípios democráticos às últimas consequências, ou seja, à eleição do chefe de Estado” os mesmo “democráticos” que impõe a “forma republicana de Governo” na nossa constituição, vedando ao povo a possibilidade de um referendo, para podermos livremente escolher entre esta República imposta ou uma Monarquia moderna e democrática. Mas para que servirá um Chefe de Estado Repúblicano se tudo o resto é muito mau ?

Armando Marques Guedes, docente da Universidade Nova de Lisboa, admite que “é justamente pela não igualdade entre o Rei e o cidadão que a igualdade entre cidadãos se torna possível”. Por outras palavras, em tese, a Monarquia criará “uma desigualdade, com um caso particular que é único”, numa relação para a qual se encontra paralelo nas chamadas religiões do Livro: “Somos todos iguais, no sentido em que somos filhos de uma entidade superior”.

Para mim a Pátria é simbolicamente a tal entidade superior, e a Família Real a representatividade suprema dessa mesma entidade, necessitamos de uma sociedade feliz no campo dos afectos, cada vez mais próspera e democrática ao exemplo dos países mais desenvolvidos da actualidade (monarquias na sua maioria), anseio que o futebol deixe de ser a curto prazo o único instrumento de unidade e de orgulho entre o Povo Português.

Viva o Rei.
Viva Portugal.

Saudações Monárquicas

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL E DA REPÚBLICA: LIGAÇÃO ABUSIVA?


Já que hoje foi dia de associar por todo o lado a revolução do 25 de Abril de 1974 ao "centenário" da República e aos vultos republicanos, eu, monárquico, abaixo assinado, esclareço que:

a) O 25 de Abril deu-se para restaurar as liberdades garantidas pela constituição monárquica em vigor à data de 5 de Outubrio de 1910, ou seja, liberdade de opinião, de associação política, liberdade de imprensa, liberdade sindical, eleições livres, enfim, tudo direitos de cidadania mitigados durante a 1ª República e a 2ª do "Estado Novo" de Salazar;

b) Combatentes contra a ditadura republicana do dito "Estado Novo" como Francisco Lino Neto, Francisco Sousa Tavares, Sophia de Mello Breyner, Fernando Amado, João Camossa, Henrique Barrilaro Ruas, ou Victor Quintão Caldeira - só para mencionar alguns - não eram republicanos.

c) No posto de comando do 25 de Abril e posteriormente no próprio COPCON, participaram monárquicos convictos;

d) O estado a que a centenária República Portuguesa chegou não é da minha responsabilidade.

publicado por Luís Filipe Coimbra
(Fonte: Blogue "31 da Armada")

FOTOGRAFIAS DA RECENTE PRESENÇA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE NO CASINO DA FIGUEIRA DA FOZ

Panorâmica da Sala








Panorâmica da assistência




Intervenção do Dr. Miguel Pignatelli Queirós

Intervenção da Dra. Isabel da Veiga Cabral,
Vice-Presidente e Relações Públicas do Núcleo Monárquico de Abrantes


Mesa do Núcleo Monárquico de Abrantes: Dra. Isabel da Veiga Cabral (Vice-Presidente e Relações Públicas), Dr. Joaquim Ribeiro ( Secretário da Direcção) e Dr. Paulo Falcão Tavares (Presidente)

Intervenção do Dr. Joaquim Costa e Nora,
ilustre Presidente da Real Associação de Coimbra

Mesa da Real Associação de Coimbra



S.A.R. confraternizando com os presentes






Fotografias gentilmente fornecidas pela Real Associação de Coimbra