terça-feira, 20 de abril de 2010

100 ANOS DE REPÚBLICA EM ABRANTES




17 Outubro 1910: A Câmara municipal manda retirar todas as coroas existentes em todos os edifícios públicos.

28 Outubro 1911: Encerrada a IGREJA DE S.JOÃO de Abrantes.

2 de Dezembro de 1911: Assaltam a IGREJA Paroquial de S.Miguel do Rio Torto.

Natal de 1911: No Souto, a População irritada contra a República, dão vivas ao Rei D.Manuel e ao herói Paiva COUCEIRO.

14 Fevereiro de 1912: Depois de presos vários monárquicos, conseguem evadir-se da cadeia municipal.

1913: Os Republicanos fecham várias Igrejas Abrantinas e são assaltadas e vandalizadas quase todas as IGREJAS.

1914: Várias procissões da cidade são apedrejadas por republicanos, ferindo várias pessoas de bem, junto ao Passo da rua do Cabo.

Neste ano são extintas várias importantes e muito antigas Irmandades devido à perseguição dos republicanos, destruindo tradições de centenas de anos.

18 Junho de 1914: Os párocos das principais IGREJAS de Abrantes são proibidos de ensinar doutrina cristã nas Igrejas !!!!!!!!

14 JULHO de 1915: A Câmara MUNICIPAL procede à demolição (à sua custa) de 5 passos religiosos existentes nas ruas da vila, para tentarem exterminar a fé do povo abrantino. OS Passos estavam em bom estado e foi um tremendo crime patrimonial feito à cidade.

22 Agosto 1915: 500 excursionistas de LISBOA, do Grémio Civil do MONTE, promovem um comício anticlerical, incitando à violência.

NOVEMBRO DE 1917: Roubam todos os objectos das principais Igrejas abrantinas e levam o seu espólio para a CÂMARA!!!

1918: O grande Abrantino Luís Falcão Pacheco Menna, é preso em Lisboa, por colocar uma bandeira monárquica na sua casa!

17 Janeiro 1919: Estado de sitio, devido a guerra entre Monárquicos e Republicanos, durante 30 dias. São presos mais tarde vários monárquicos.

21 Fevereiro de 1919: Prisão do Padre das Mouriscas, José Simão Nogueira.

1919: Manuel Proença R.Lisboa, exilou-se em Espanha por ser simpatizante monárquico.Foi perseguido a tiro em Lisboa. Figura que muito amparou mais tarde a cidade de Abrantes.

29 ABRIL 1919: MONÁRQUICOS atacam o Real Convento de S.Domingos para tomarem os militares. PRISÕES e humilhações.

1920: Descontentamento geral com toda a vida: greves, fomes e descontentamento. Sapateiros, padeiros e outros entram em greve.

FOME: retenção de azeite falta de farinha.

13 Fevereiro 1921: Um grupo de monárquicos funda a Sopa dos Pobres, para fazer face à miséria que a Republica criou em 11 anos.

Maio de 1921: Constituição do Grupo Monárquico Integralista de Abrantes.

1921: David Serras PEREIRA, concorre como Monárquico Regionalista, com boas votações.

7 Dezembro 1922: O Republicano Manuel Lopes Valente Júnior, tenta assaltar o edifício da Câmara para roubar boletins de voto dos monárquicos.

11 Agosto de 1927: Suspensão por 60 dias do jornal "O eco da voz da república", por não respeitar a censura.

1929: A ditadura da República começa a destruir parte do antigo Convento da Esperança.

12 Março de 1933: É PRESO o serrador mecânico, Zeferino Seabra Esteves, condenado a 10 anos de desterro para Angra. SÓ é libertado em 1943.

15 Setembro de 1934: O Censor à imprensa distrital visita e fiscaliza as livrarias da cidade.

20 NOVEMBRO DE 1939: A Câmara destrói o Solar seiscentista armoriado em frente à Misericórdia, para se construírem os actuais Correios.

Durante 48 anos de Ditadura Republicana feroz são presos, perseguidos e torturados abrantinos por pensarem de diferente modo.

2003: A Câmara obriga o Abrantino Dr.Joaquim Simões Ribeiro a retirar compulsivamente a Bandeira Portuguesa (azul e branca) de um seu edifício em frente às instalações do município.

A liberdade de expressão é nula na cidade, perseguindo os patriotas e monárquicos.

2009: O Censor Republicano Candeias da Silva, da Revista "Zahara", paga com dinheiros públicos, não permite que se publiquem alguns artigos históricos nessa publicação, uma vez que contrariavam algumas teses.

2009: Nelson de Carvalho, Presidente da Câmara, manda destruir por completo a "máquina da água" da cidade, que elevava a água desde o tempo da Monarquia.

Crime patrimonial de grande gravidade.

2010: A Câmara Municipal quer construir uma Torre (futuro Museu MIAA) ao lado de um CONVENTO classificado, sem ouvir a população e sem concurso publico, indo contra toda a ética democrática.

Existe uma petição com mais de 1000 pessoas, que contestam o crime patrimonial ao centro histórico e à cidade.

EM SUMA TIVEMOS
16 ANOS DE ANARQUIA
+48 ANOS DE DITADURA
+36 ANOS À DERIVA
= 100 ANOS DE REPUBLICA

Publicada por Núcleo Monárquico de Abrantes
(Fonte: Blogue do Núcleo Monárquico de Abrantes)

A BANDEIRA MONÁRQUICA

A mensagem monárquica tem-se centralizado num discurso pouco estimulante, numa sociedade cada vez mais ansiosa por uma alternativa de esperança.

O actual regime e sistema político originou uma situação de graves distorções e impasses, um caminho de decadência da sociedade portuguesa e de adulteração ao sentido de uma Nação, com nove séculos de história.

A Bandeira Monárquica, terá de ser uma resposta aos problemas graves da nossa sociedade e uma afirmação política de mudança profunda de um regime e de um sistema, que vá de encontro ao sentimento generalizado de descrença nacional e responda aos problemas reais de Portugal e dos portugueses.

Uma afirmação dos direitos da sociedade e dos portugueses, que vença os bloqueios da mentira desesperante, que apenas pretende salvaguardar privilégios de alguns, dominâncias de partidárias.

Este sistema político de representação proporcional, com exclusiva dominância partidária, não é uma democracia.

Os deputados não representam nada, a não ser o pequeno grupo de dirigentes partidários que os nomeou. Eleitos sob a capa dos partidos, não assumem uma responsabilidade directa perante os eleitores. Os deputados sujeitos a disciplinas partidárias, passam a ser meros instrumentos ao serviço das direcções partidárias. A impossibilidade de apresentação pela sociedade civil de candidatos a deputados, é um princípio oligárquico, que nada tem a ver com democracia.

O sistema político de eleição proporcional, baseado nos grandes círculos, levou à dominância urbana e do litoral e ao abandono dos direitos regionais, do interior e dos habitantes da maior parte do país, criando uma divisão nas oportunidades de vida e de possibilidades de desenvolvimento absolutamente inaceitável.

A Bandeira Monárquica terá de ser a mudança e a ruptura com toda esta mentira e que proponha a democracia da verdade, através da representatividade real dos portugueses e o permanente sentido do direito à sua exigência.

Não basta haver um Rei, que recupere o sentido do Reino e o orgulho dos portugueses, é preciso mobilizar o entusiasmo dos portugueses respondendo pela defesa dos seus direitos, aos seus anseios.

A Bandeira Monárquica terá de ser a Bandeira dos direitos das Regiões e do desenvolvimento do interior, das actividades económicas, da Agricultura, das Pequenas e Médias Empresas Comerciais e Industriais, das Empresas Familiares, das Cooperativas, das Pescas, que garantem o equilíbrio social e ambiental.

A Bandeira Monárquica terá de ser a Bandeira da defesa dos pilares da sociedade portuguesa, da sua origem cristã, da sua religiosidade, da família como base social da organização social e na formação dos portugueses.

A Bandeira Monárquica terá de ser o garante da nossa diferenciação, da nossa cultura genuína, do território, do património e da nossa independência e soberania.

O projecto Monárquico Constitucional, não pode ser assimilado através de um discurso e de uma mensagem que preserve o actual sistema de dominância partidária, que com base na propaganda da ilusão, destrui o sonho da democracia e conduziu à decadência da sociedade e à dissolvência de uma Nação.

A esmagadora maioria dos portugueses não se revêem no actual sistema, mas estão prisioneiros dele, através da sua dependência. Anseiam pela mensagem alternativa que lhes restitua os direitos, os liberte, lhe restitua a confiança e o entusiasmo.

A Bandeira Monárquica não pode ser apenas uma mudança de Chefe de Estado.

A Bandeira Monárquica para ser credível, entusiasmante e mobilizadora, tem de ser uma resposta consistente de mudança radical, pois o povo português é sensato e inteligente, sabe o que quer e o que não quer. Apesar de estar aprisionado, porque totalmente dependente, responderá apenas a um projecto que lhe restitua o sonho de ter direitos, dignidade e futuro.

Haverá monárquicos que acreditam numa via reformista e palaciana, que através de compromissos e acções de influência dentro do sistema, conseguirão a restauração da Monarquia.

Nada temos a opor que prossigam nesse sonho em que não acreditamos.

A nossa convicção não é essa e consideramos que esse caminho nunca poderá ser concretizável nesta Oligarquia partidária, a que se reduziu este regime republicano.

A Bandeira Monárquica terá de ser uma porta aberta de ar puro, genuinamente português, por onde entrarão novas ideias, novas propostas, novos desígnios e novas formas de expressão ou novos partidos políticos.

A Bandeira Monárquica terá de ser a recuperação do sentido de Portugal, Nação soberana, diferenciada pela sua sociedade e território, pela sua cultura, pela sua organização social, pela suas diferentes regiões, com culturas e tradições também elas diferenciadas, por um povo submisso e dependente, mas nobre e com muita qualidade, que tem direitos e uma dignidade, que têm de ser respeitados.

A Bandeira Monárquica tem de ser o símbolo de um projecto vitorioso, porque popular e entusiasmante… a restauração de Portugal pela Monarquia.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Acção Monárquica")

CRIADA A REAL CONCELHIA DE SANTA MARIA DA FEIRA

A Real Concelhia de Santa Maria da Feira é uma extensão da Real Associação da Beira Litoral estrutura regional da Causa Real para o Distrito de Aveiro. Defendemos a Restauração da Monarquia em Portugal na Real Pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, e seus descendentes.

Desejamos todo o sucesso aos nossos associados agrupados nesse núcleo recém-criado. Vamos todos trabalhar juntos para Restaurar Portugal!

Brevemente daremos mais informações sobre essa Real Concelhia e suas actividades,  mas podem já aderir ao seu Grupo no Facebook.

VIVA AS TERRAS DE SANTA MARIA!
VIVA O REI!
VIVA PORTUGAL!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O "NOSSO" HOMEM EM PARIS

Francisco Seixas da Costa(*) é actualmente o embaixador de Portugal em França. E tem um blog, denominado «Duas ou três coisas», onde vai escrevendo as suas «notas pouco diárias». Uma delas, colocada a 27 de Março último e intitulada «Reizinho(s)», fala dos «sonhos dos bobos da inexistente corte que por aí hasteiam, sob a coragem da noite, a sua patética nostalgia.» Refere-se, obviamente, às recentes iniciativas, por parte de alguns monárquicos, de hastear bandeiras azuis e brancas, e muito em especial às que foram erguidas no Parque Eduardo VII e na Câmara Municipal de Lisboa.

Como seria de esperar, esta «posta» deu origem a muitas respostas, favoráveis e desfavoráveis, tanto de monárquicos como de supostos republicanos. Eu só intervim quando, em dois dos seus próprios comentários, o sr. embaixador reivindicou o seu «inalienável direito à higiene» para não publicar comentários que «utilizam uma linguagem que pouco fica a dever à educação», e isto porque o seu blog é um «espaço livre de discussão, educada e civilizada».

No meu primeiro comentário escrevi o seguinte: «É irónico que o senhor embaixador apele à “discussão educada e civilizada” quando é o próprio o primeiro a comportar-se de forma contrária, com as suas alusões a “bobos” que “hasteiam” a sua “patética nostalgia”. Pois, eu “patético nostálgico” me confesso: nostálgico de um regime, de uma sociedade, e de um tempo, que tanto progresso material e cultural trouxeram a Portugal, em que a pena de morte foi abolida, se deu a expansão do caminho-de-ferro, as expedições no interior de África, a liberdade de expressão e de imprensa era um facto, a geração de 70 floresceu, e em que dois dos seus mais ilustres representantes, Oliveira Martins e Eça de Queiroz, foram respectivamente ministro e diplomata… enfim, vigorava uma verdadeira democracia segundo os padrões da época, e que um bando de criminosos, terroristas, bombistas, assassinos, censores, fanáticos, derrubou em 1910 para instaurar uma ditadura que só viria a ser deposta em 1974. E sugiro que se olhe, não ao espelho, mas ao ecrã do seu computador, quando decidir chamar a outros de patéticos. Porque a sua “conversão” à “novilíngua” totalitarizante resultante do “acordo ortográfico”, e a utilização de aberrações ortográficas como “atual”, “respetivos”, “coletivo”, “efetivo”, “fator”, “noturnos”, é, no mínimo… hilariante. Não lhe dá muita… credibilidade. E, sabe, nós monárquicos efectivamente privilegiamos o debate de ideias; “golpes de mão” (armada, de pistola e carabina, a 1 de Fevereiro de 1908, e não só) é que são típicos dos republicanos; e o hastear calado da mais bela bandeira portuguesa vale mais, muito mais – “fala” muito mais – do que as histerias palavrosas que costumam acompanhar o desfraldar do “ignóbil trapo” (para Fernando Pessoa) vermelho e verde.»

«O seu nome como muito bem me apraz»

Devo sem dúvida ter cumprido as regras de «higiene» e respeitado os critérios de «educação e civilidade» porque não só o meu comentário foi publicado como o sr. embaixador escreveu a seguir que teve «o maior gosto» em o fazer.

Porém, referiu-se a mim como «Otávio dos Santos». Pelo que por minha vez respondi que o meu primeiro nome se escreve com um «C». Mais à frente fiz mais um comentário a… um comentário dele, em que alegava que no seu texto original se limitava a condenar e a ridicularizar «os tristes métodos utilizados por alguns para desrespeitarem os símbolos republicanos.» Escrevi: «”Tristes métodos”? Porquê? Foram danificados bens públicos? Foram agredidas pessoas? E o senhor embaixador tem toda a razão em falar de “símbolos republicanos”… porque a bandeira vermelha e verde não é - nunca foi - verdadeiramente a de Portugal. É a bandeira da Carbonária, a bandeira dos que assassinaram D. Carlos e D. Luís Filipe, que mataram e feriram muitas mais pessoas, que destruíram bens públicos; esses, sim, é que utilizavam “(muito) tristes métodos”. E uma bandeira de assassinos não merece ser respeitada. Quanto ao outro “símbolo republicano”, a marcha-que-se-tornou-hino “A Portuguesa”, foi roubada pelos republicanos a Alfredo Keil… que era monárquico.»

Respondeu-me o sr. embaixador afirmando o seu «prazer» em publicar o meu comentário. E voltou a tratar-me de «Otávio dos Santos», acrescentando desta vez: «E, usando toda a liberdade que a República me concede, permito-me escrever o seu nome como muito bem me apraz.»

Sim, é mesmo isto que lá está.

A minha reacção? «Ou o senhor embaixador está a tentar fazer humor – sem sucesso – ou está a ofender-me deliberadamente, pessoalmente. O que, creio, até agora não o fiz em relação a si. Não há “acordo ortográfico”, ou “liberdade” seja ela qual for, republicana ou outra, que lhe dê o direito de alterar o meu nome ou o de qualquer outra pessoa. Eu nunca prescindirei do meu “C” - de “Carácter”. Como é que se sentiria se passasse a ser designado, por exemplo, como “Franciscu Seichas da Kosta”? Indignado, não é verdade? Se quer que os outros – incluindo os monárquicos – o respeitem, apesar de ser republicano, então mostre também algum respeito para com eles.» O Sr. Costa procurou então contemporizar: tratando-me por «Sr. Santos» e «prezado correspondente», aludiu a «dois registos» que «conflituam», na existência entre nós dois de «uma manifesta incompatibilidade na forma de olhar o mundo, na ironia com que se apreciam as coisas, no humor com que a vida se leva. É um jogo desigual, com regras que não são comuns, um mundo sem rei nem roque. Capitulo. Este post traz-nos, contudo, uma lição: são os temas menos sérios que congregam mais comentários.»

«”Fait-divers”, produto de uma atitude de desespero»

Por outras palavras, a identidade nacional e os seus símbolos, a liberdade de expressão e o respeito para com o próximo (incluindo, literalmente, o direito ao seu bom nome) são «temas menos sérios» para um representante máximo de Portugal no estrangeiro.

Decidi então introduzir outro «tema menos sério»: «Em Valença foram hasteadas dezenas de bandeiras de Espanha - incluindo na fortaleza (!) - em protesto contra o encerramento do serviço de urgência do centro de saúde daquela cidade. Seria interessante saber, sobre este assunto, a opinião do senhor embaixador, bem como de todos aqueles que se sentiram indignados com o hastear da bandeira azul e branca - que, nunca é de mais recordar, é portuguesa. E, já agora, será curioso observar quanto tempo vai passar até que os panos amarelos e vermelhos sejam retirados pelas autoridades policiais, terminando assim mais um “ultraje à república”. Ou não: afinal, esta talvez seja mais uma forma de corresponder ao apelo “Espanha, Espanha, Espanha” do actual primeiro-ministro.» E o sr. embaixador deu a sua opinião: «As bandeiras espanholas em Valença são um “fait-divers”, produto de uma atitude de desespero, num a(c)to feito à luz do dia.» No entanto, e como «ramo de oliveira», concedeu-me que «foi uma pena a bandeira realista não ter sido ado(p)tada em 1910, expurgada naturalmente da derrubada coroa. Esteticamente, a imagem do país teria ficado mais bem servida. Agora, porém, já é tarde e a bandeira verde-rubra é a nossa bandeira nacional. A outra, fica para os livros de História, onde está muito bem arquivada.»

Permiti-me então fazer um resumo do «brilhante» raciocínio do «ilustre» diplomata: «Em Lisboa (e não só) o hastear da bandeira azul e branca (portuguesa, da Monarquia) representa um “triste método” de uns “bobos” expressarem a sua “patética nostalgia” e “desrespeitarem os símbolos republicanos”. Em Valença, o hastear da bandeira amarela e vermelha (espanhola, da Monarquia) é “um ‘fait-divers’ produto de uma atitude de desespero”. Além disso, o que aconteceu naquela localidade minhota é mais aceitável, ou compreensível, porque é “um aCto feito à luz do dia” e não à noite. Mas ainda bem que concorda que “a imagem do país teria ficado mais bem servida” com a bandeira azul e branca. Porém, ao contrário do que afirma, não é – nunca será – tarde para a recuperar. Eu diria que o Sr. Costa não aprendeu as lições da História recente. Há pouco mais de 20 anos também se pensava que o Muro de Berlim não cairia, que a União Soviética duraria para sempre… e veja-se o que aconteceu: a Rússia voltou a adoPtar a bandeira tricolor do tempo dos Czares. E qual é a bandeira que está hoje “muito bem arquivada” nos livros de História? Exactamente: a vermelha com a foice e o martelo. Moral da História: ninguém deve dizer que ela está encerrada…»

Todavia, este comentário não foi publicado: o sr. embaixador decidiu entretanto avisar que «este assunto encerrou». Comportamento próprio de quem já não tem argumentos e que sabe que perdeu a discussão.

Octávio dos Santos(**)
(Fonte: Blogue "Esquinas.org")

(*) Francisco Seixas da Costa GCC (Vila Real, 1948) é diplomata e foi membro de dois Governos em Portugal.

É licenciado em Ciências Sociais e Políticas, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa. Iniciou a sua vida profissional num banco e numa empresa de publicidade.

Ingressou no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal em 1975, tendo começado por desempenhar funções nas Embaixadas portuguesas em Oslo (1979-1982), Luanda (1982-1986) e Londres (1990-1994). Teve diversos cargos dirigentes do âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, no XIII e XIV Governos Constitucionais de Portugal, dirigidos por António Guterres, entre 1995 e 2001. Foi o principal negociador português do Tratado de Amesterdão (1995/1997) e do Tratado de Nice (2000), presidente do Comité de Ministros do Acordo de Schengen (1997) e presidente do Conselho de Ministros do Mercado Interno da União Europeia(2000).

Foi Representante Permanente de Portugal na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (2001-2002), tendo aí desempenhado os cargos de vice-presidente do Conselho Económico e Social (ECOSOC), de presidente da Comissão de Economia e Finanças (2ª Comissão) da 56ª Assembleia Geral, tendo sido eleito vice-presidente da 57ª Assembleia Geral. Foi membro do "board" do United Nations Fund for International Partnerships (UNFIP).

Foi Representante Permanente de Portugal na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena (2002-2004), tendo presidido ao respectivo Conselho Permanente (2002).

Foi embaixador de Portugal no Brasil, entre 2005 e 2008.

É embaixador de Portugal em França, desde 2009.

É presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), desde 18 de Dezembro de 2009.

Bibliografia

  • O Caso República, com António Pinto Rodrigues (Lisboa, ed. dos aut., 1975).
  • Diplomacia Europeia - Instituições, Alargamento e o Futuro da União (Lisboa, Dom Quixote, 2002)
  • Uma Segunda Opinião - Notas de Política Externa e Diplomacia (Lisboa, Dom Quixote, 2006).
  • As Vésperas e a Alvorada de Abril (Brasília, Thesaurus, 2007).
  • Tanto Mar? - Portugal, o Brasil e a Europa (Brasília, Thesaurus, 2008).
  • Apontamentos (Lisboa, Instituto Diplomático, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2009).
(Fonte: Wikipedia)

(**) Octávio dos Santos nasceu em Lisboa a 16 de Abril de 1965. Foi um dos alunos a concluir o primeiro seminário (especialização) de Sociologia da Comunicação da licenciatura em Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (onde integrou a Associação de Estudantes e o Conselho Directivo), tendo a sua tese sido orientada por José Manuel Paquete de Oliveira. É jornalista e foi redactor das revistas TVMais, África Hoje, Cyber.Net, Inter.Face e Comunicações; por artigos publicados nas três últimas foi distinguido (com, respectivamente, um primeiro lugar absoluto, uma menção honrosa e um co-primeiro lugar ex-aequo) em três anos consecutivos (1998, 1999 e 2000) pelo Prémio de Jornalismo Sociedade da Informação. Colaborou também com, entre outros, A Capital, Blitz, CAIS, Diário de Notícias, Diário Digital, Diário Económico, Expresso, Fórum Estudante, Jornal de Leiria, Jornal de Negócios, O Diabo, O Professor, Público, Seara Nova, Semanário, Tempo, Vértice e Vida Ribatejana. É autor de «Visões», livro inserido na colecção «Bibliotheca Phantastica» dirigida por António de Macedo (2003, Hugin; áudio-livro em 2005, SbH). É co-autor de «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», escrito com Luís Ferreira Lopes e com prefácio de José Manuel Durão Barroso (2006, Almedina) – livro que recebeu uma menção honrosa no âmbito dos Prémios Culturais 2008 da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Foi o criador, organizador e um dos 14 autores participantes de «A República Nunca Existiu!» (2008, Saída de Emergência). É autor de «Espíritos das Luzes» (2009, Gailivro). Traduziu «Poemas» de Alfred Tennyson (2009, Saída de Emergência). É autor do projecto MAR (http://mar.pt). É um estudioso entusiasta do século XVIII: iniciou em 2004 um projecto e respectiva equipa para a recriação virtual, em computação gráfica, do Teatro Real do Paço da Ribeira ou Ópera do Tejo (http://operadotejo.org); participou, no mesmo ano, na campanha «Salve um Livro II» promovida pela Biblioteca Nacional, tendo sido mecenas de «O Uruguai» (1769) de José Basílio da Gama; à BN propôs, e com esta co-organizou, os colóquios «Arcádia Lusitana – 250 Anos» e «Cinco Livros de 1756» (2006). É membro, entre outras entidades: da Associação Agostinho da Silva; do Movimento Internacional Lusófono, onde integra o respectivo Conselho Consultivo; da Simetria/Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico (http://simetria.org), onde desenvolve, desde 2006, o projecto Simetria Sonora.

(Fonte: Sítio Saída de Emergência.com)

BENTO XVI, FÁTIMA E O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

Por uma muito feliz coincidência, o Papa Bento XVI visita Portugal, pela primeira vez nessa sua qualidade de sucessor de Pedro, no preciso ano do centenário da República. Sendo Fátima a principal razão da vinda do Vigário de Cristo à Terra de Santa Maria e etapa culminante desta sua visita pastoral, vem a propósito relembrar a atitude da primeira República em relação às aparições da Cova da Iria.

Como é sabido, não foi a Igreja que impôs Fátima, mas Fátima que se impôs à Igreja, na feliz frase do Cardeal Cerejeira. A instituição eclesial, desde o prelado diocesano até ao pároco local, olhou inicialmente com algum cepticismo para os acontecimentos de que eram protagonistas três crianças analfabetas, a mais velha das quais de apenas dez anos de idade. Mas, não obstante a sua prudente reserva original, a hierarquia não se opôs às manifestações da piedade popular, que imediatamente irromperam no local das aparições marianas. Mais tarde, a Igreja viria a reconhecer oficialmente o carácter sobrenatural do fenómeno.

Outra foi a atitude das autoridades públicas, na pessoa do então Administrador do Concelho, que era também Presidente da Câmara local e Juiz da respectiva comarca, cujo laicismo maçónico e acirrado anticlericalismo logo se fez sentir de forma brutal. Com efeito, à medida que crescia o número dos peregrinos, crescia também o seu ódio à religião católica e a sua feroz determinação em impedir que, no território sob a sua jurisdição, renascesse uma fonte da fé que o regime instaurado sete anos antes se propusera extinguir. Se, em nome da laicidade, seria desculpável a sua indiferença e, em nome da liberdade, seria de admitir a sua descrença, em nome da legalidade e dos mais fundamentais direitos humanos não eram minimamente aceitáveis os procedimentos então empregues pelo referido representante do poder central, autarca e magistrado judicial, com manifesto abuso de poder, contra os videntes, não obstante a sua pouca idade e a sua atitude civicamente irrepreensível.

Em nome da República e com a sua autoridade, o Latoeiro, alcunha por que era conhecido o então Administrador do Concelho de Vila Nova de Ourém, permitiu-se raptar as três crianças, sem o consentimento de seus pais, detê-las por algum tempo na prisão municipal, junto aos presos de delito comum, e, depois, aterrorizá-las com interrogatórios, ameaças de morte e torturas psicológicas que a mais severa e desumana polícia política não desdenharia. Todos estes comportamentos – escusado será dize-lo – tipificam acções puníveis pela lei e todos estes flagrantes delitos perpetrados contra os inocentes pastorinhos foram realizados por um representante do Estado republicano, no exercício das suas funções oficiais.

A Igreja em Portugal não quer certamente indemnizações, nem qualquer tipo de reparação pelas ofensas sofridas há quase um século por três dos seus mais egrégios fiéis, a Irmã Lúcia, de santa memória, e os Beatos Francisco e Jacinta Marto. Mas ao Estado português não lhe ficaria mal, no próximo 13 de Maio, pedir perdão à Igreja, na pessoa de Sua Santidade o Papa, pelas ofensas que a primeira República cometeu em geral contra a Igreja Católica e, em particular, contra os videntes de Fátima.

Em nome da justiça e da verdade, espera-se que o máximo representante da República portuguesa não deixe de aproveitar a imensa graça da visita do Santo Padre, para apresentar as desculpas a que o Estado português está moralmente obrigado. Em prol da reconciliação da República com a Igreja e para o bem de Portugal.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Voz da Verdade, 2010.03.19
(Fonte: Blogue "Núcleo Monárquico de Abrantes")

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